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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Quase metade da população adulta está acima do peso no Brasil


Lucas Jackson/Reuters / O Brasil tem 15,8% da população obesa. Nos EUA, campeão de sobrepeso, o índice é de 27,6%O Brasil tem 15,8% da população obesa. Nos EUA, campeão de sobrepeso, o índice é de 27,6%
SAÚDE

Estudo mostra que proporção foi de 42,7% em 2006 para 48,5% em 2011. Hábito do tabagismo, por outro lado, continua em queda no país.

Uma pesquisa anual feita pelo Ministério da Saúde indica que o país manteve, em 2011, a tendência de crescimento do excesso de peso e da obesidade entre adultos – movimento que é observado desde 2006, quando o levantamento começou. Naquele ano, 42,7% dos adultos brasileiros registravam excesso de peso, entendido como Índice de Massa Corporal (IMC) de 25 ou mais. Em 2011, o levantamento identificou aumento dessa taxa para 48,5%. Os dados também mostram que Curitiba é a 8.ª capital com maior incidência de sobrepeso: 50% da população apresenta IMC igual ou maior do que 25 na capital paranaense.
De acordo com a pesquisa de Vigilância de Fa­­tores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o porcentual de adultos obesos no país (IMC de 30 ou mais) também aumentou, passando de 11% em 2006 para 15,8% em 2011.
Paraná
Curitiba tem segundo pior índice de tabagismo
A situação de Curitiba é semelhante à do país quando se analisa o índice de pessoas com sobrepeso: 50% da população adulta da cidade tem IMC igual ou maior do que 25, o que coloca o município na oitava posição no ranking das capitais brasileiras com maior índice de sobrepeso. Com relação ao porcentual de adultos obesos, a capital paranaense fica na 12ª posição, com 16%.
Os dados sobre tabagismo, por outro lado, mostram que Curitiba tem o segundo maior índice de fumantes entre as capitais, 20%. A pior taxa fica com Porto Alegre, onde 23% da população é dependente do cigarro.
A boa notícia é que as mulheres curitibanas estão entre as que mais se preocupam com exames preventivos de câncer de mama: 82% delas disseram ter feito a mamografia nos últimos dois anos, enquanto em Vitória, primeira colocada do ranking, o índice foi de 86%.
Menos cigarro
Porcentual de fumantes fica pela primeira vez abaixo dos 15%
Folhapress
Se o brasileiro mantém a tendência de aumento do peso, por outro lado, continua em queda o hábito do tabagismo no país. Entre 2006 e 2011, o porcentual de fumantes no país caiu de 16,2% para 14,8%. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, elogiou os resultados e lembrou que é a primeira vez que o índice nacional fica abaixo dos 15%. “É uma queda importante e mostra a correção de algumas medidas do governo, do Congresso Nacional, [no sentido] de reforçar a luta contra o tabagismo’’, disse, ao destacar ações como a proibição de fumódromos e a criação de espaços livres do tabaco.
A queda, contudo, ocorreu apenas entre os homens (20% em 2006 e 18,1% em 2011). Entre as mulheres, um dos principais alvos atuais da indústria do tabaco, o índice ficou estável, na faixa dos 12% e 13%. Ainda assim, a população masculina lidera a redução do tabagismo no país, já que 25% deles declararam ter deixado de fumar, contra 19% entre as pessoas do sexo feminino.
Instrução
Se for feito o corte por escolaridade, é possível perceber a presença mais forte do tabaco entre os menos instruídos. O porcentual de fumantes chega a 18,8% entre os brasileiros com até oito anos de escolaridade e cai para 10% entre os que têm 12 anos ou mais de estudos.
A disparidade entre pessoas com mais e menos escolaridade se repete em quase todos os hábitos analisados e é marcante quando referente à realização de exames preventivos, como a mamografia.
Entre mulheres de 50 a 69 anos com até oito anos de instrução, 68,5% afirmaram em 2011 ter realizado o exame nos dois anos anteriores. O índice chega a 87,9% entre mulheres dessa faixa etária com 12 anos ou mais de escolaridade.
A proporção total de mulheres que fizeram mamografia nos últimos dois anos subiu para 73,3%. A pesquisa mostra ainda que, nos últimos três anos, cerca de 80% das brasileiras fizeram o exame de citologia oncótica, mais conhecido como papanicolau, que ajuda no combate ao câncer de colo de útero.
IMC
O Índice de Massa Corporal é determinado pela divisão do peso do indivíduo (em quilogramas) pelo quadrado de sua altura (em metros). Se uma pessoa tem 68 kg e 1,65 m de altura, seu IMC é = 68 / (1,65)2 = 24,98.
O crescimento da obesidade e do excesso de peso é significativo tanto entre homens quanto entre mulheres e é visto como “preocupante” pelo ministério. “A notícia para olhar com atenção é que continuamos com crescimento [de sobrepeso e obesidade]. Não é abrupto, mas vemos o aumento de maneira sistemática e consistente”, afirmou ontem Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do ministério. Em 2006, 47,2% dos homens e 38,5% das mulheres estavam acima do peso, enquanto em 2011 as proporções passaram para 52,6% e 44,7%, respectivamente.
O levantamento revela que o excesso de peso na população brasileira também está ligado a fatores como idade. O envelhecimento, segundo o Ministério da Saúde, tem forte influência nos indicativos – sobretudo femininos. O estudo revela que 25,4% das mulheres entre 18 e 24 anos estão acima do peso. A proporção aumenta para 39,9% entre mulheres de 25 a 34 anos e chega a 55,9% dos 45 aos 54 anos. Entre os homens, o problema do excesso de peso começa cedo e atinge 29,4% dos que têm entre 18 e 24 anos. Entre homens de 25 a 34 anos, o índice quase dobra, chegando a 55%. Dos 35 aos 45 anos, o porcentual é de 63%.
Alimentação
O estudo indica ainda que a população brasileira se alimenta de forma inadequada e consome gordura saturada em excesso. Dados mostram que 34,6% não dispensam carne gordurosa, enquanto 56,9% das pessoas bebem leite integral regularmente. Outro fator preocupante é o consumo de refrigerante – 29,8% dos brasileiros tomam a bebida pelo menos cinco vezes por semana.
Ao mesmo tempo, a pesquisa Vigitel mostra que o consumo de frutas e hortaliças no país é baixo. Apenas 20,2% das pessoas ingerem cinco ou mais porções por dia, quantidade recomendada pela Organização Mun­­dial da Saúde (OMS).
O ministro Alexandre Padilha rejeita a tese de que o fator determinante para o aumento das taxas de obesidade e sobrepeso tenha sido a melhoria econômica brasileira e, consequentemente, o ganho de poder aquisitivo pelas famílias. “O hábito alimentar nos últimos seis anos não mudou. Não foi nesse período que aumentou o consumo de leite com gordura, carne com gordura”, disse Padilha. “Agora é a hora de virar o jogo se não quisermos chegar aos patamares do Chile, da Argentina e, muito menos, dos Estados Unidos.”
Enquanto o Brasil tem 15,8% da população obesa, o Chile tem 25,1%, a Argentina tem 20,5% e os Estados Unidos, 27,6%.
O inquérito por telefone ouviu 54.144 pessoas com 18 anos ou mais em 26 estados, durante o ano de 2011. O objetivo é identificar hábitos de vida que podem ter impacto na saúde pública.
Consumo de álcool cresce com escolaridade
O levantamento divulgado ontem pelo Ministério da Saúde mostra que o consumo abusivo de bebida alcoólica (ingestão em uma mesma ocasião de quatro ou cinco doses para mulheres e de cinco ou mais doses para homens) é maior entre pessoas com mais de 12 anos de estudo do que entre os que estudaram até oito anos: 20,1% e 15,9%, respectivamente. As informações são da Agência Brasil.
A pesquisa Vigitel aponta que, na população feminina, o índice de consumo abusivo varia de 11,9% entre as mulheres que frequentaram a escola durante 12 anos ou mais a 7,6% entre as que têm até oito anos de estudo.
De acordo com o Minsitério da Saúde, ao considerar a população em geral, sem distinção de sexo, a frequência no consumo de bebidas alcoólicas é 17% e não sofreu variação significativa desde a primeira edição do estudo, em 2006. A proporção entre os homens, em 2011, é quase três vezes maior do que entre as mulheres – 26,2% e 9,1%.
Em relação à idade, a frequência de consumo abusivo de bebida alcoólica é maior entre os jovens de 18 a 24 anos (20,5%). Na população com idade igual ou superior a 65 anos, o índice cai para 4,3%.

Anencefalia: STF começa julgamento que definirá sobre a interrupção da gravidez


O assunto aguarda análise da Corte Suprema há 8 anos. A primeira ação foi impetrada em junho de 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), que defende a descriminalização do aborto nesses casos.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começaram por volta das 9h40 desta quarta-feira (11) o julgamento que definirá se gestantes poderão interromper a gravidez nos casos em que há fetos anencéfalos (ausência de cérebro). O assunto aguarda análise da Corte Suprema há 8 anos. A primeira ação foi impetrada em junho de 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), que defende a descriminalização do aborto nesses casos.
A expectativa é que o julgamento dure o dia inteiro devido às polêmicas que cercam o tema. No STF, foram ajuizadas mais de 109 mil ações sobre a interrupção da gravidez em caso de fetos anencéfalos. O assunto divide opiniões e causa controvérsias entre especialistas, religiosos e políticos.
O julgamento começa com o relator do processo, o ministro Marco Aurélio Mello, que irá ler seu voto. Em seguida proferem seus votos os ministros Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cezar Peluso.
O ministro Antonio Dias Toffoli não votará, pois, quando era advogado-geral da União, manifestou-se favorável à interrupção da gravidez no caso de anencéfalos.
O julgamento é acompanhado por pessoas favoráveis, contrárias e também por curiosos. Um forte esquema de segurança foi organizado para evitar confrontos.
A CNTS defende que há ofensa à dignidade humana da mãe, nos casos de anencefalia, uma vez que ela é obrigada a seguir adiante com a gravidez – e o filho tem poucas chances de sobreviver depois do parto.
Em julho de 2004, o ministro Marco Aurélio Mello concedeu liminar autorizando a antecipação do parto às gestantes que identificaram a malformação dos fetos por meio de laudo médico. No mesmo mês, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pediu a cassação da liminar ao STF, mas o pedido foi negado.
A partir de 2008 o STF promoveu uma série de audiências públicas para discutir o assunto.
As audiências contaram com as participações de integrantes do governo, de especialistas em genética, de entidades religiosas e da sociedade civil. De acordo com especialistas, a anencefalia é uma malformação fetal congênita e irreversível, conhecida como“ausência de cérebro”, que leva à morte da criança em poucas horas depois do parto. Pelos dados apresentados pela CNTS, em 65% dos casos, os fetos morrem ainda no útero.

Plástica antes dos 18?


Jonathan Campos/ Gazeta do Povo
Jonathan Campos/ Gazeta do Povo /
SAÚDE

Pais devem ponderar e buscar orientação profissional antes de permitir uma intervenção estética nos filhos adolescentesRSS


Com as mudanças físicas, psicológicas, hormonais e comportamentais, a adolescência é a fase da vida em que surgem os primeiros sinais de insatisfação com a própria imagem. E, mal largaram as bonecas e os carrinhos, muitos adolescentes querem retocar o nariz, fazer lipoaspiração e até colocar silicone. Mas determinar os efeitos da plástica em um organismo em desenvolvimento não é tarefa fácil e por isso procedimentos precoces preo­­cupam e são desaconselhados por especialistas. Na realidade, o bom senso deve imperar na hora de indicar a plástica, para uma pessoa com menos de 18 anos.
“Os pais acabam não sabendo dosar o limite dos filhos e as intervenções cirúrgicas são feitas de maneira precoce”, alerta a psicóloga Daniele Meifter Ribeiro. Ela avalia que, nessa fase da vida, a procura por intervenções estéticas ocorre devido a problemas de autoestima, quando a pessoa não tem aceitação do próprio corpo.
Números
Correção lidera cirurgias de jovens
Em 2009, foram realizadas 700 mil plásticas estéticas no Brasil, sendo que 15% delas em adolescentes, entre 14 e 18 anos de idade, segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). As cirurgias mais procuradas nessa faixa etária são a rinoplastia (plástica de nariz), mamoplastia redutora (diminuição das mamas), mamoplastia de aumento (prótese de silicone), lipoaspiração, otoplastia (redução das orelhas de abano) e ginecomastia (correção do volume das mamas masculinas).
Entre as intervenções cirúrgicas, a de redução de orelha de abano é a que tem os res ultados mais satisfatórios. “Em torno dos 7, 8 anos de idade, esta região do rosto já está formada, pronta para ser operada e tem bons resultados, com o retorno da autoimagem”, conta o cirurgião plástico Luiz Henrique Calomeno.
Solução
Em paz com a aparência
Aos 8 anos de idade, V. (os pais pediram que o nome da menina fosse preservado) iniciou as aulas de natação no clube onde os pais são sócios. As orelhas de abano sempre foram visíveis e ela raramente amarrava os cabelos. Vez ou outra era flagrada em frente ao espelho apertando as orelhas contra a cabeça. “A V. sempre teve as orelhinhas assim e nós sabíamos que ela tinha noção disso, mas como nunca reclamou de nada e sempre teve muitos amigos no colégio, nós nunca falamos com ela sobre cirurgia”, conta a mãe Fabiana.
Mas, após completados seis meses de natação, a menina falou para a mãe que mesmo com a touca as orelhas apareciam mais do que as das outras crianças e ela se sentia incomodada com isso. “Mostramos para V. que existia a opção da cirurgia e ela topou, mesmo tendo que ficar usando uma faixa na cabeça por causa do pós-operatório”, diz o pai Marcos. Hoje, com 10 anos de idade, a criança usa com mais frequência os cabelos amarrados e os pais recomendam a cirurgia.

  • A especialista acredita que a própria sociedade tem grande responsabilidade na “banalização da cirurgia plástica”. “Ela [a sociedade] prioriza a beleza. As pessoas precisam ser bonitas, precisam ter uma boa aparência”, salienta.
Além disso, em alguns casos, os pais pressionam para a realização de uma cirurgia por acharem que a criança tem um problema estético, lembra o cirurgião plástico Luiz Henrique Calomeno. “Mas o pedido para a realização da cirurgia tem de vir do paciente. Por mais que os pais achem que a criança deve fazer, às vezes ela convive bem com isso”, diz.
Total formação
“O correto é esperar a formação óssea terminar para depois fazer qualquer procedimento. É preciso fazer uma avaliação de crescimento por meio de um raio X no punho e descobrir se ele foi finalizado”, orienta o cirurgião plástico e secretário da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) no Paraná Marco Aurélio Lopes Gamborgi. O médico explica que, se achar que uma paciente não deve fazer a cirurgia, ele pode recusar o procedimento. “Se uma menina tem um seio bonito, uma mama proporcional, mesmo que ela queira, eu posso contraindicar a prótese de silicone”, garante.
Gamborgi alerta ainda para a grande chance de um resultado indesejado. “Se vem uma menina querendo colocar uma prótese de 400 ml porque uma amiga colocou, mas ela tem 1,60 m e 50 kg e a amiga 1,80 m, o corpo dela não vai comportar o volume da prótese e no pós-operatório vão se formar estrias e flacidez”, justifica.
Para a psicóloga Daniele Meifter Ribeiro, ao surgir o desejo de realizar uma cirurgia plástica em um adolescente, pais e filhos devem conversar com um médico para tirar dúvidas, colher informações e saber sobre os malefícios e os benefícios que a operação pode causar. Ela pede também uma avaliação psicológica, para que se entendam os reais motivos dessa cirurgia. “É preciso saber se não é apenas para ser aceito pelo grupo”, pondera.
Pondere
A psicóloga Raphaella Ropelato dá algumas orientações para quem está pensando em realizar uma cirurgia plástica:
• O corpo de um adolescente leva um tempo para ficar proporcional. Por isso, é preciso ter paciência.
• Evite expor adolescentes a procedimentos cirúrgicos para corrigir mínimos defeitos.
• Tenha cautela total quando se tratar de lipoaspiração ou implantes de seios. O médico precisa descobrir quais são as expectativas e se existem muitas fantasias com relação ao procedimento. Se for somente uma correção, tudo bem, mas às vezes a cirurgia é para resolver problemas com as amigas ou com os meninos.
• Nos casos em que a cirurgia não pode ser feita, por causa do desenvolvimento do corpo, um psicólogo deve auxiliar no desenvolvimento de habilidades sociais, de enfrentamento das situações cotidianas
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Tom Hanks pode interpretar Walt Disney em filme sobre "Mary Poppins"

Divulgação /

A autora australiana pode ser vivida por Emma Thompson, que também vem negociando com os estúdios Disney.

O premiado ator Tom Hanks está em fase de negociações para interpretar Walt Disney no filme "Saving Mr. Banks", um projeto sobre os problemas do célebre criador de Mickey Mouse para produzir o filme "Mary Poppins", informou nesta segunda-feira a revista "Variety".
O projeto terá como diretor John Lee Hancock ("Um Sonho Possível") e é baseado na história real sobre os 14 anos que Walt Disney passou tentando convencer a autora australiana P.L. Travers a lhe ceder os direitos sobre a personagem Mary Poppins com a ideia de levá-la à telona.

"Mary Poppins" chegou aos cinemas em 1964 e se tornou um clássico que recebeu 13 indicações ao Oscar e venceu cinco estatuetas, entre elas a de melhor atriz (Julie Andrews), embora tenha escapado o prêmio de melhor filme.A autora australiana pode ser vivida por Emma Thompson, que também vem negociando com os estúdios Disney.
O título do filme, "Saving Mr. Banks", tem a ver com o banqueiro Mr. Banks, pai das crianças que ficam sob o cuidado de Mary Poppins.

Adaptação de livro de Jorge Amado abre Festival da Lapa


Divulgação / Capitães da Areia foi dirigido por Cecília Amado, neta do escritorCapitães da Areia foi dirigido por Cecília Amado, neta do escritor
CINEMA 2

Começa hoje, e se estende até 14 de abril, a quinta edição do Festival da Lapa – Filmes de Época. Promovido pelo Instituto Histórico e Cultural da Lapa (IHCL) e o Instituto Borges da Silveira, o evento leva à cidade da região metropolitana de Curitba produções históricas nacionais recentes, não necessariamente inéditas no circuito comercial.

A atração de abertura da mostra competitiva do festival, às 20 horas, é o filme Capitães da Areia, de Cecília Amado, adaptação do famoso livro de Jorge Amado, cujo centenário será comemorado neste ano. O filme já foi lançado comercialmente nos cinemas. Amanhã, também às 20 horas, o público confere A Suprema Felicidade (já disponível em DVD), de Arnaldo Jabor, com Marco Nanini, Jayme Matarazzo, Maria Flor e Maria Luiza Mendonça.
O filme O Palhaço, também nas locadoras, com roteiro de Marcelo Vindicatto e direção de Selton Mello, será exibido na sexta-feira, às 20 horas. Para encerrar o festival, no sábado, está programado o longa Canta Maria, dirigido por Francisco Ramalho e estrelado por José Wilker, Vanessa Giácomo e Marco Ricca. A exibição é às 18h30.
Nas quatro noites do evento, passarão pela cidade nomes do cinema brasileiro, como o ator e diretor Selton Mello, o ator e roteirista Marcelo Vindicatto e o ator Rodrigo Veronese. Na noite de encerramento – em 14 de abril –, no Cine Imperial, o ator e músico paranaense Alexandre Nero fará, às 22 horas, um pocket show de lançamento do seu novo CD.

Contagem regressiva para o fim do Windows XP


Usuários do sistema devem "migrar" para uma versão mais nova até o dia 8 de abril de 2014.

A Microsoft voltou a anunciar em seu blog que em mais dois anos vai interromper as licenças para seu antigo sistema operacional Windows XP para computadores pessoais, com o qual muitos usuários ainda contam, apesar dos lançamentos dos sucessores Vista e Windows 7.
"Queremos saudar a contagem regressiva de dois anos para o fim do Windows XP e Office 2003", disse no blog a diretora de marketing da Microsoft, Stella Chernyak.
"Windows XP e Office 2003 foram grandes softwares em seu tempo, mas a situação tecnológica passou por grandes mudanças", afirmou.
Ela recomendou aos usuários de computadores, em particular as empresas, a começar a "migrar" para as últimas versões dos programas até o final do XP, no dia 8 de abril de 2014.
O Windows XP é uma família de sistemas operacionais de 32 e 64-bits produzido pela Microsoft, para uso em computadores pessoais, residenciais e de escritórios, notebooks e media centers. O nome "XP" deriva de eXPerience. O Windows XP foi lançado no dia 25 de outubro de 2001, e mais de 400 milhões de cópias estavam em uso em janeiro de 2006. Foi sucedido pelo Windows Vista lançado para para o público em geral em janeiro de 2007. Suas vendas cessaram no dia 30 de junho de 2008, porém ainda era possível adquirir novas licenças com os desenvolvedores do 

terça-feira, 10 de abril de 2012

Bibliotecas em teste


Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo / Baixa frequência estaria ligada à falta de investimentosBaixa frequência estaria ligada à falta de investimentos
LETRAMENTO

Pesquisa no Rio de Janeiro tenta responder por que brasileiros vão tão pouco a salas de leitura, como aponta Instituto Pró-Livro.

A última edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, recém-publicada pelo Instituto Pró-Livro, revelou que 75% dos brasileiros não frequentam bibliotecas. Para entender as razões que afastam os cidadãos dos livros, repórteres do jornal O Globo fizeram um teste em 10 das 27 bibliotecas públicas municipais do Rio de Janeiro. O critério de avaliação seguiu uma lista de dez títulos fundamentais elaborada pelo crítico literário Antonio Carlos Secchin. O resultado foi desanimador: apenas a Biblioteca Popular Municipal de Botafogo foi aprovada.
A biblioteca tem nas estantes obras dos dez autores apontados como fundamentais: Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa. Shakespeare, Charles Baudelaire, Dostoiévski, Marcel Proust e Fernando Pessoa. A biblioteca do Leblon não passou por pouco no teste: não tem apenas Baudelaire. Já a Biblioteca Popular Municipal Cruz e Souza, em Bangu, teve o pior desempenho, com a ausência de obras de Baudelaire, Proust e de Vidas Secas e São Bernardo, de Graciliano Ramos.
O problema das bibliotecas está longe de se restringir ao tamanho do acervo. Mais da metade das bibliotecas visitadas não tem um computador disponível para acesso à internet. Outras ficam longe da área central do bairro. A falta de atividades culturais e a demora em catalogar novas obras também tendem a afastar os leitores.
Os contrastes entre a biblioteca aprovada no teste e a que teve o pior resultado também são gritantes. A de Botafogo oferece local para estudo em grupo e mesas individuais, além de computador para pesquisas na internet. No local, também são realizadas atividades culturais gratuitas, e ministrados cursos de idiomas a preços mais acessíveis. Em Bangu, a biblioteca teve que fechar mais cedo por causa de um problema no fornecimento de água na última terça-feira, dia em que foi realizado o teste. Como lá não há acesso à internet, os usuários levam seus próprios notebooks.

População da A. Latina lê mais por obrigação do que por prazer


09 de abril de 2012  20h59  atualizado às 21h50

Os argentinos são os maiores leitores de livros da América Latina, já os chilenos e peruanos aparecem como os principais consumidores de revistas e jornais, respectivamente, mas todos lêem muito pouco e mais por necessidade do que por prazer. Isso é o que aponta o estudo do Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e no Caribe (CERLALC), um órgão com sede em Bogotá, na Colômbia, ligado a Unesco e dirigido pelo colombiano Fernando Zapata, que não perde a esperança de popularizar a leitura na região.

O centro dirigido por Fernando Zapata acaba de apresentar uma análise comparativa sobre o comportamento do leitor e dos hábitos de leitura na Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, México e Peru, além da Espanha, que aparece como espécie de referencia de país desenvolvido. A análise é baseada em estudos locais e nem todos correspondem ao mesmo ano. O trabalho, no entanto, mostra que na média mais da metade dos habitantes dos seis países envolvidos não possui o hábito de leitura.
A falta de estudos sistemáticos sobre a leitura na maior parte dos países latino-americanos é significativa para o CERLALC, que desenvolveu uma metodologia específica para obter dados capazes de ajudar a elaborar políticas públicas de fomento a leitura. "Sabemos que em Cuba, por exemplo, há uma enorme quantidade de leitores, apesar de não possuir nenhum índice exato, assim como também não temos dados da América Central", afirma Zapata.
Em relação à leitura de livros, o estudo apresenta a Argentina no topo da lista com índice de 55%, seguido pelo Chile (51%), Brasil (46%), Colômbia (45%), Peru (35%) e México (20%), enquanto na Espanha o índice é de 61%. Isso significa que, em média, 41% da população de todos esses países possuem o hábito de ler livros, com uma frequência que varia de uma vez ao mês até uma vez ao ano.
O Chile e Argentina lideram a lista de quantidade de livros lidos ao ano por habitante, com 5,4 e 4,6, respectivamente, diante dos 10,3 da Espanha. Nesta escala, o México e a Colômbia aparecem na parte mais baixa, com 2,9 e 2,2. Com relação às revistas, o Chile é o país com mais leitores, já que 47% da população afirmaram ler este item com frequência. Na outra ponta da escala, com apenas 26% de leitores, está a Colômbia.
Na leitura de jornais, o líder regional é o Peru, com 71%, índice muito próximo ao da Espanha (78%) e distante dos outros cinco países latinos, já que seu seguidor imediato é o Chile (36%). O último colocado no seguimento é o México, com apenas 15% da população.
As diferenças mais significativas entre os leitores da Espanha e os dos seis países estudados estão relacionados aos motivos para exercer a leitura. Enquanto na Espanha 85% da população afirma ler por prazer, na América Latina os motivos mais citados são as atualizações culturais, os conhecimentos gerais e, principalmente, as exigências escolares, acadêmicas e trabalhistas.
Conforme o CERLALC, o prazer da leitura também marca a diferença entre um leitor assíduo e um esporádico, fato que pode ser exemplificado com os dados da Argentina, o país latino-americano com maior índice de leitura de livros. Entre os leitores deste país, 70% afirmam ler por prazer, o que justifica o alto índice de leitura.
O principal motivo para a falta de leitura, ainda segundo ao estudo, é a falta de tempo, com porcentuais que vão desde 53% no Brasil até os 28% do Chile. Em segundo lugar aparece a falta de interesse, mencionada por 67% da população colombiana.
A análise ainda aponta que a forma majoritária de acesso aos livros na América Latina é por meio da compra, assim como na Espanha. Os empréstimos de outras pessoas aparecem como a segunda maneira mais usual de acesso aos livros. De acordo com os entrevistados, a casa ainda é o lugar preferido para ler. Os chilenos, por outro lado, preferem ler mais nas salas de aula (55%) do que no lar.
A leitura ocupa lugar secundário nas atividades de tempo livre. Nos países com índices mais elevados, como a Argentina e o Chile, a leitura aparece no quinto lugar das atividades preferidas, atrás de assistir TV, ouvir música, reunir-se com amigos e praticar esportes.