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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Câmara aprova projeto que torna Lei Seca mais rígida


O projeto dobra a multa para quem for pego dirigindo sob efeito de bebida alcoólica e também permite o uso de fotos ou vídeos, além de testemunhos, para provar a embriaguez.

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (11), um projeto que amplia a possibilidade de provas de condução de veículo sob efeito de álcool no âmbito da lei seca. A proposta ainda dobra o valor da multa e eleva para R$ 3,8 mil a penalização no bolso em caso de reincidência dentro de 12 meses. O projeto segue para o Senado Federal.

A votação na Câmara foi uma reação à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no mês passado, de que só é possível punir o motorista se houver comprovação do consumo de álcool por meio de exame de sangue e teste do bafômetro. Como ninguém pode ser obrigado a promover provas contra si, a lei seca ficou inviabilizada com a posição do judiciário.
A intenção do texto aprovado na Câmara é permitir que condutores que se recusarem a fazer estes testes também possam ser enquadrados e punidos criminalmente. A proposta prevê o uso de vídeos, prova testemunhal e "outros meios de prova em direito admitidos" como forma de comprovar a condução de veículo com a "capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência".
Em relação à multa para quem dirigir embriagado, o valor sobe de R$ 957,70 para R$ 1.915,40. A multa pode chegar a R$ 3.830,80 em caso de reincidência em um período de doze meses. A Câmara optou por não discutir possível aumento de pena porque isso poderia inviabilizar a votação. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou a votação. Para ele, a mudança é importante para fortalecer a lei seca. "Apertar a lei seca e a fiscalização pode salvar vidas e reduzir o número de pessoas que ficam com deficiência por causa de acidentes".

Suspenso julgamento da descriminalização da interrupção da gestação de fetos anencéfalos


Elza Fiúza/ABr / Após oito anos, o STF deve concluir o julgamento da ação que descriminaliza o aborto de fetos anencéfalosApós oito anos, o STF deve concluir o julgamento da ação que descriminaliza o aborto de fetos anencéfalos
STF


A votação ficou em cinco votos favoráveis e um contrário. O ministro Ricardo Lewandowski foi o único, até agora, a se posicionar contra.O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, nesta quarta-feira (11), o julgamento da ação que pede a descriminalização da interrupção da gravidez de fetos anencéfalos (malformação do tubo neural). Os ministros devem retomar a discussão às 14h de quinta-feira (12).
A votação ficou em cinco votos favoráveis e um contrário. O ministro Ricardo Lewandowski foi o único, até agora, a se posicionar contra.
Proibir interrupção da gestação é inconstitucional, diz ex-secretário de Justiça
Professor da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV), o ex-secretário nacional de Justiça Pedro Abramovay afirma que proibir mulheres grávidas de fetos anencéfalos de interromper a gestação é inconstitucional. Para ele, o dever do Estado de proteger a dignidade e a saúde física e psicológica das gestantes se sobrepõe a qualquer argumento legal que priorize a preservação do feto anencéfalo, que, segundo ele, não conta com a proteção jurídica da legislação brasileira.
“A lei brasileira é clara. A morte cerebral significa ausência de vida. Ou seja, do ponto de vista jurídico, uma criança com anencefalia já nasce morta. Não sendo, portanto, uma vida humana que mereça proteção jurídica a ponto de obrigar a mãe a levar adiante a gravidez. O sofrimento pelo qual esta mulher vai passar não se justifica”, afirmou Abramovay.

A ministra Cármem Lúcia foi a quinta a proferir o voto. "É a escolha do possível dentro de uma situação extremamente dolorosa. Quando se faz uma escolha dessa, não é fácil, é uma escolha trágica sempre", disse.
O ministro Luiz Fux foi o quarto a votar a favor da interrupção da gravidez de fetos anencéfalos e assim o aborto nesses casos não deve ser considerado crime. Fux argumentou não ser justo condenar uma mulher à prisão por decidir interromper a gravidez de um feto com quase nenhuma chance de sobrevivência.
Atualmente, o aborto é legal somente quando a gestação resulta de estupro ou coloca em risco a vida da gestante. Fora essas situações, a mulher pode ser condenada de um a três anos de prisão, e o médico, de um a quatro.
“É justo colocar essa mulher no banco do júri como se fosse a praticante de um delito contra a vida? Por que punir essa mulher que já padece de uma tragédia humana?”, indagou. “O aborto é uma questão de saúde pública, não do direito penal”, acrescentou.
Em seu voto, Fux citou estudo publicado este ano em uma revista médica norte-americana que constatou que 84% dos fetos anencéfalos morrem nas primeiras horas após o parto. A média de vida é 51 minutos.
Segundo Fux, as mulheres que desejarem dar prosseguimento à gravidez de fetos anencéfalos terão seu direito garantido. A interrupção deve ser uma escolha, esclareceu o ministro. “ O Supremo Tribunal respeita as mulheres que querem levar adiante o parto”, disse.
O ministro Joaquim Barbosa não fez a leitura de seu voto, mas se manifestou no sentido de acompanhar o voto do relator.
A ministra Rosa Weber votou a favor da descriminalização do aborto em casos de gravidez de fetos anencéfalos, seguindo o voto do relator, Marco Aurélio Mello. Segundo a ministra, a manutenção da gravidez “viola o direito fundamental da gestante, já que não há direito à vida nesses casos”. O ministro Joaquim Barbosa antecipou seu voto, também favorável à interrupção da gravidez.
Para a ministra, a ação julgada nesta quarta-feira (11) promove a defesa do direito reprodutivo da mulher. “Não está em jogo o direito do feto, mas da gestante. A proibição da antecipação do parto fere a liberdade de escolha da gestante que encontra-se na situação de carregar o feto anencéfalo em seu ventre”.
Rosa Weber entendeu que os fetos anencéfalos não atendem aos conceitos de vida descritos na Constituição. A ministra defendeu ainda que a interrupção da gravidez, nesses casos, não deve ser interpretado como aborto.
A ministra foi a primeira a votar após o julgamento ser retomado na parte da tarde. Pela manhã, o relator do processo, Marco Aurélio Mello, leu o relatório da ação e proferiu seu voto. O ministro foi favorável à interrupção da gravidez no caso de fetos anencéfalos, mas esclareceu que a decisão deve deixar escolha para a gestante. Segundo ele, motivos religiosos não devem interferir nas demais decisões. Faltam ainda para votar nove ministros.
Antes do relator, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também defendeu o direito de as gestantes interromperem a gravidez nos casos em que há fetos anencéfalos. Assim como o relator, ele destacou cabe à gestante optar se deseja ser submetida à intervenção cirúrgica para interromper a gravidez.
O ministro José Antonio Dias Toffoli se declarou impedido de votar porque quando era advogado-geral da União, manifestou-se favorável à interrupção da gravidez no caso de anencéfalos.

Cinco ministros já votaram a favor do aborto de fetos anencéfalos


Os ministros Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Cármen Lúcia seguiram o relator Marco Aurélio Mello e se posicionaram a favor.

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar na manhã desta quarta-feira se mulheres grávidas de fetos anencéfalos (sem cérebro) podem abortar. Relator do caso e primeiro a se manifestar, o ministro Marco Aurélio Mello conclui seu voto a favor a descriminalização do aborto neste caso. Os ministros Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Cármen Lúcia seguiram o relator.
A ministra Rosa Weber votou a favor da descriminalização do aborto em casos de gravidez de fetos anencéfalos (malformação do tubo neural), seguindo o voto do relator, Marco Aurélio Mello. Segundo a ministra, a manutenção da gravidez “viola o direito fundamental da gestante, já que não há direito à vida nesses casos”. O ministro Joaquim Barbosa antecipou seu voto, também favorável à interrupção da gravidez.
Proibir interrupção da gestação é inconstitucional, diz ex-secretário de Justiça
Professor da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV), o ex-secretário nacional de Justiça Pedro Abramovay afirma que proibir mulheres grávidas de fetos anencéfalos de interromper a gestação é inconstitucional. Para ele, o dever do Estado de proteger a dignidade e a saúde física e psicológica das gestantes se sobrepõe a qualquer argumento legal que priorize a preservação do feto anencéfalo, que, segundo ele, não conta com a proteção jurídica da legislação brasileira.
“A lei brasileira é clara. A morte cerebral significa ausência de vida. Ou seja, do ponto de vista jurídico, uma criança com anencefalia já nasce morta. Não sendo, portanto, uma vida humana que mereça proteção jurídica a ponto de obrigar a mãe a levar adiante a gravidez. O sofrimento pelo qual esta mulher vai passar não se justifica”, afirmou Abramovay.

Para a ministra, a ação julgada nesta quarta-feira (11) promove a defesa do direito reprodutivo da mulher. “Não está em jogo o direito do feto, mas da gestante. A proibição da antecipação do parto fere a liberdade de escolha da gestante que encontra-se na situação de carregar o feto anencéfalo em seu ventre”.
Rosa Weber entendeu que os fetos anencéfalos não atendem aos conceitos de vida descritos na Constituição. A ministra defendeu ainda que a interrupção da gravidez, nesses casos, não deve ser interpretado como aborto.
A ministra foi a primeira a votar após o julgamento ser retomado na parte da tarde. Pela manhã, o relator do processo, Marco Aurélio Mello, leu o relatório da ação e proferiu seu voto. O ministro foi favorável à interrupção da gravidez no caso de fetos anencéfalos, mas esclareceu que a decisão deve deixar escolha para a gestante. Segundo ele, motivos religiosos não devem interferir nas demais decisões. Faltam ainda para votar nove ministros.
Antes do relator, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também defendeu o direito de as gestantes interromperem a gravidez nos casos em que há fetos anencéfalos. Assim como o relator, ele destacou cabe à gestante optar se deseja ser submetida à intervenção cirúrgica para interromper a gravidez.
O ministro José Antonio Dias Toffoli se declarou impedido de votar porque quando era advogado-geral da União, manifestou-se favorável à interrupção da gravidez no caso de anencéfalos. A expectativa é que o julgamento dure a tarde inteira com possibilidade de continuar amanhã (12).
A ordem de votação segue a antiguidade – ou seja, depois do relator, votam os ministros que foram nomeados por último para a Corte Suprema, depois os mais antigos e, ao final, o presidente do STF, Cezar Peluso.

20 mitos e verdades sobre amamentar


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MATERNIDADE

Vou sentir dor? Meu leite pode ser fraco para o bebê? Silicone nos seios atrapalha na produção de leite? Logo depois que uma criança nasce, é comum as mães começarem a se preocupar em como amamentar de maneira correta. Pensando nisso, o caderno Saúde apresenta respostas às principais dúvidas sobre o assunto. Confira como esse momento pode ser ainda mais saudável e especial na relação entre mãe e filho:

1 - Faz bem para a saúde do bebê.
Antonio Costa / Gazeta do Povo
Antonio Costa / Gazeta do Povo / <b>“A cada dia mais apaixonada”</b>: A administradora Leila de Boni não esconde: seu maior receio durante a gravidez era a amamentação. “Ficava ansiosa pensando em mil coisas e tinha medo de não saber fazer isso corretamente ou não produzir leite suficiente”, relembra. Para evitar sustos, ela fez um curso de preparação ainda durante a gestação, e garante que as aulas ajudaram – e muito – a amamentar o pequeno Henrique, que tem menos de um mês. Leila conta que a amamentação está fazendo muito bem para sua recuperação do parto – uma cesariana –, mas o principal benefício é a troca de carinho durante esse momento. “Você sente que o laço vai se fortalecendo porque há uma troca de olhares e ele está ali, tão pertinho de mim, que não tem como não querer abraçá-lo. É um amor que só cresce. Estou a cada dia mais apaixonada pelo Henrique.”Ampliar imagem
“A cada dia mais apaixonada”: A administradora Leila de Boni não esconde: seu maior receio durante a gravidez era a amamentação. “Ficava ansiosa pensando em mil coisas e tinha medo de não saber fazer isso corretamente ou não produzir leite suficiente”, relembra. Para evitar sustos, ela fez um curso de preparação ainda durante a gestação, e garante que as aulas ajudaram – e muito – a amamentar o pequeno Henrique, que tem menos de um mês. Leila conta que a amamentação está fazendo muito bem para sua recuperação do parto – uma cesariana –, mas o principal benefício é a troca de carinho durante esse momento. “Você sente que o laço vai se fortalecendo porque há uma troca de olhares e ele está ali, tão pertinho de mim, que não tem como não querer abraçá-lo. É um amor que só cresce. Estou a cada dia mais apaixonada pelo Henrique.”
Cursos
Orientações para mães de primeira viagem
Para quem está em dúvida sobre a forma correta de amamentar, o banco de leite do HC tira dúvidas e presta orientação de maneira gratuita. A NeoBaby Assessoria em Saúde oferece cursos para gestantes e atendimento de apoio para mães nos primeiros meses. O preço das consultas é R$ 300 (inclui uma visita de três horas em casa, na qual uma enfermeira acompanha a mamada e orienta sobre os principais cuidados), e há a opção de criar pacotes de alguns dias ou semanas de acompanhamento exclusivo. Para mais informações, o telefone é (41) 3348-4383 e o site é www.neobaby.com.br.
Chat
Amanhã a Gazeta do Povo realiza um chat em seu site com a técnica de enfermagem do banco de leite do Hospital de Clínicas (HC) Roselene Molletta Juliatto para tirar dúvidas dos leitores sobre amamentação. O bate-papo começa às 9h30, mas você já pode mandar suas dúvidas para o e-mail saude@gazetadopovo.com.br
Serviço:
Banco de Leite Humano do HC: Rua General Carneiro, 181, Centro. Atendimento de segunda à sexta-feira, das 8 h às 17 h. Telefone: (41) 3360-1867.
Fontes: Denise Dapper, enfermeira conselheira em Aleitamento Materno da NeoBaby Assessoria em Saúde, e Roselene Molletta Juliatto, técnica de enfermagem do banco de leite do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Verdade. Por ser rico em água, proteínas e sais minerais, o leite materno contém todos os nutrientes que o bebê precisa consumir até o sexto mês de vida. Ele ainda ajuda a desenvolver o sistema imunológico da criança e é o recurso mais eficiente para protegê-la de alergias e infecções nos primeiros meses. Além disso, o ato de sugar trabalha toda a musculatura facial, o que facilita o desenvolvimento correto da arcada dentária. Já está comprovado que crianças que mamam regularmente até os seis meses falam, respiram e mastigam melhor que as demais, além de sofrerem menos com cólicas e de seu intestino funcionar de forma mais regular. Pesquisas também mostram que amamentar faz muito bem para a saúde da mãe e diminui as chances de ela ter câncer de mama ou de ovário.
2 - Meu leite é fraco.
Mito. Cada mãe produz o leite adequado para as necessidades de seu bebê, então, se a criança mama regularmente e está ganhando peso, a mãe pode ficar tranquila. O que acontece é uma confusão, já que o leite materno é menos encorpado e mais claro que o leite de vaca, mas isso não impede que seja rico em nutrientes.
3 - Estresse e nervosismo atrapalham a produção de leite.
Verdade. Mães que estão passando por situa­ções de estresse ou muita tensão produzem uma quantidade anormal de adrenalina, que bloqueia a oxitocina, um dos hormônios que influenciam na amamentação. Por isso, elas tendem a produzir leite em quantidade insuficiente. Nesse caso, vale a pena consultar o pediatra sobre a possibilidade de usar complementação.
4 - Amamentar dói.
Nem mito, nem verdade. Isso varia conforme a sensibilidade da mãe, mas grande parte não sente nada. Nos primeiros dias, é comum a mama ficar inchada, o que deixa a região dolorida. Fora esse período, normalmente a mulher não sente dor. Caso haja incômodo nos seios, é bom procurar orientação profissional porque provavelmente o bebê não está mamando de maneira correta, o que deve ser corrigido para acabar com a dor.
5 - É um ótimo anticoncepcional.
Nem mito, nem verdade. A amamentação aumenta a produção de prolactina, hormônio que inibe a ovulação. Mas vale uma ressalva: o efeito anticoncepcional só vale nos casos em que o bebê mama regularmente – sempre a cada duas ou três horas, todos os dias, inclusive de madrugada. Quando a criança começa a espaçar os horários, a mãe precisa voltar a tomar anticoncepcionais. Hoje, há produtos compatíveis com a amamentação, que podem ser receitados pelo ginecologista.
6 - Silicone atrapalha a amamentação.
Mito. Nem implante de sili­co­­ne nem mamoplastia compro­metem a produção de leite ou costumam interferir na ama­mentação. Mesmo assim é bom avisar ao cirurgião plástico, antes da cirurgia, que você ainda pretende ter filhos. Assim, ele pode escolher a técnica de colocação dos implantes que afete menos a amamentação. Também é bom alertar o pedia­tra sobre a cirurgia, o que o aju­da a ter cuidado redobrado no acompanhamento do peso do bebê.
7 - Pegar sol nos seios ajuda.
Verdade. O contato com os raios solares aumenta a produção de vitamina D no corpo, o que fortalece a pele do seio e ajuda a evitar e a cicatrizar rachaduras nos mamilos. O ideal é começar a tomar sol ainda durante a gestação e manter o hábito durante o período de amamentação, por dez minutos, duas vezes ao dia, antes das 10 horas ou depois das 16 h.
8 - Exige uma série de adaptações no cardápio da mãe.
Mito. A recomendação é que a mãe siga um cardápio variado, rico em verduras, legumes, frutas, cereais integrais e carnes magras e pobre em produtos industrializados, gorduras, açúcares, sódio e condimentos. A única ressalva vai para leite e derivados e chocolate. O ideal é não abusar, já que eles geram cólicas no bebê.
9 - O tipo de parto interfere na amamentação.
Mito. Tanto mulheres que fizeram cesariana quanto as que tiveram parto normal po­dem amamentar, e a anes­­tesia não influencia no proces­so de produção de leite. O que pode influenciar é que, no caso de mães que estão sentindo muita dor – devido a problemas de cicatrização, por exemplo –, há uma demora maior na descida do leite para os seios. Mas, na maioria dos casos, entre o terceiro e quarto dia após o parto, a mulher já tem leite suficiente para amamentar o bebê normalmente.
10 - Acelera a perda de peso da mãe.
Verdade. Mantendo uma dieta rica e balanceada, a mãe que amamenta de maneira exclusiva nos primeiros meses volta mais rapidamente ao seu peso normal, já que o corpo gasta cerca de 700 calorias todos os dias somente para produzir leite para o bebê. Mas vale uma ressalva: não adianta comer demais ou errado. A amamentação ajuda, mas não faz milagres, e é preciso seguir uma dieta balanceada. A mãe ainda tem menos risco de hemorragia pós-parto e sofre menos com cólicas, já que, durante a amamentação, o útero se contrai e vai voltando ao normal.
11 - A criança deve mamar a cada duas ou três horas.
Mito. Não há uma regra e a periodicidade varia conforme o bebê. A única recomendação é que a mãe ofereça o leite em “livre demanda”, ou seja, toda vez em que o bebê sentir fome. Algumas crianças, com o passar das semanas, vão criando seu próprio horário e é comum quererem mamar a cada duas ou três horas, mas é importante que a mãe não restrinja a amamentação caso o bebê prefira mamar em um intervalo maior ou menor de tempo. De qualquer forma, é bom ficar de olho: se ele quer mamar a cada hora, é provável que esteja ingerindo pouco leite e é bom pedir orientação a um profissional para identificar o problema. Outra ressalva é que bebês que dormem demais devem ser acordados a cada quatro horas para mamar. Isso evita casos de desidratação, icterícia e hipoglicemia.
12 - É preciso revezar os dois seios para amamentar.
Mito. O ideal é que a mãe não interrompa e deixe o bebê mamar à vontade no primeiro seio. Isso é importante porque somente depois de alguns minutos o bebê consegue atingir o leite posterior, uma porção rica em açúcar e gordura que ajuda a criança a se saciar mais rápido e a ganhar peso. Se ele não chega a essa parte, acaba sentindo fome mais rapidamente e tende a acordar várias vezes ao longo do dia para mamar de novo. Caso ele se sacie com somente um seio, ela pode fazer a retirada do leite da outra mama, para não sentir dor, e fazer a doação desse material.
13 - Amamentar aumenta os seios, mas os deixa caídos e flácidos.
Nem mito, nem verdade. Isso varia conforme o corpo da mulher, mas existe uma tendência de os seios ficarem flácidos não pela amamentação, mas pelo próprio processo de mudança do corpo que acontece durante a gravidez, pois a mulher ganha peso durante a gestação e, quando volta ao peso normal, é comum a pele apresentar flacidez. Também não é regra que os seios vão ficar maiores do que antes da gestação. Há casos de mulheres que chegam a ganhar dois ou três números na medida do sutiã depois de amamentar, mas também é comum o inverso e os seios ficarem menores do que antes.
14 - Produzo leite demais (ou de menos).
Nem mito, nem verdade. Na maioria dos casos, a quantidade de leite produzida pela mãe é a ideal para satisfazer o bebê. Porém, algumas mulheres produzem um pouco a mais, e esse excedente deve ser sempre retirado da mama para evitar dor e desconforto. Uma opção é doá-lo para bancos de leite. Em Curitiba, um dos principais é o do Hospital de Clínicas (HC). O oposto também pode acontecer. Cerca de 2% das mulheres produzem menos leite que o ideal, ou por situações de estresse, por problemas de saúde ou devido a uma combinação de alimentação errada e de falta de repouso.
15 - Amamentar é fácil.
Mito. Amamentar é cansativo e exige muita paciência, principalmente no início, até que a mãe se recupere do parto e ela e a criança se adaptem ao processo, mas vale a pena. Uma dica para tornar esse momento mais fácil é participar de um curso para gestantes, ainda durante a gravidez, para tirar dúvidas e aprender detalhes que ajudam na rotina com o bebê.
16 - Fortalece o vínculo de mãe e bebê.
Verdade. Quem já amamentou sabe: esse momento rende uma troca de carinho grande entre mãe e bebê e fortalece os laços entre os dois. Segundo as espe­cialistas, mesmo mulheres que passaram por gestações difíceis – inclusive as que estavam frus­tradas com uma gravidez não-planejada –, tendem a se apegar ao bebê quando começam a amamentar.
17 - Canjica e cerveja preta aumentam a produção de leite.
Mito. Não existe relação entre a ingestão de alimentos e o aumento ou diminuição da produção de leite. O que aumenta a quantidade de leite é a sucção regular da criança, portanto quanto mais ela mamar, mais leite a mãe vai produzir. Como o estado psicológico da mãe também influencia, vale a pena ficar calma e aproveitar a hora de amamentar para ouvir uma música, ler e ficar em um ambiente arejado e tranquilo.
18 - Quem volta ao trabalho após a licença-maternidade precisa parar de amamentar.
Mito. Isso é relativo. A lei garante que a mãe pode sair uma hora antes do trabalho ou realizar um intervalo especial para amamentar até o sexto mês. Outra opção é retirar o leite anteriormente, armazená-lo em recipientes higienizados e refrigerá-lo. Ele pode ficar guardado por 12 horas na geladeira e até 15 dias congelado no freezer. Para descongelar, basta deixá-lo em temperatura ambiente por algumas horas ou usar banho-maria.
19 - Amamentação deve ser exclusiva até os seis meses.
Verdade. O ideal é que a criança seja amamentada de maneira exclusiva até os seis e passe a mamar de maneira esporádica até os dois anos. Nesse período, a mãe deve intercalar a oferta de alimentos pastosos, sólidos e outros líquidos – é bom pedir orientação ao pediatra sobre as melhores opções –, e deixar o leite materno para períodos específicos, como só pela manhã ou antes de dormir.
20 - Existe uma posição ideal para amamentar.
Mito. A posição ideal é aquela em que a mãe e o bebê se sentem confortáveis, mas algumas dicas ajudam nesse momento. O melhor é que a mãe amamente sentada, segure sempre o bebê com a cabeça em seu cotovelo, leve a criança até a altura da mama e a mantenha bem próxima do seio, com a boca de frente para o mamilo. Note se a criança está com a boca bem aberta, com os lábios virados para fora e abocanhando a auréola, e não só o bico do seio, o que ajuda a tirar a quantidade de leite adequada.