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sexta-feira, 20 de abril de 2012

MG: índia estuda medicina na UFMG para ajudar seu povo


Adana com o ator João Miguel após a filmagem de uma das cenas do filme Xingu. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação
Adana com o ator João Miguel após a filmagem de uma das cenas do filme Xingu
Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

A faculdade de Medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) conta com uma estudante "diferenciada". Adana Kambeba é uma índia da aldeia dos Kambeba, na Amazônia, e ingressou na universidade como promessa para seu povo de que estudaria com a missão de ajudá-los no futuro.NEY RUBENS
Direto de Belo Horizonte
Ela, que não quis revelar a idade, mas garantiu ter menos que 25 anos, contou em entrevista ao Terraque, quando se formar, voltará para Amazônia e ajudar seu povo: "Deixei meu povo na Amazônia com a missão de estudar para ajudá-los. Vou aprender sobre a medicina convencional e depois me aprimorar com os conhecimentos indígenas. Muitos medicamentos foram os índios que criaram, então é uma soma, na verdade. Quero trabalhar lá como médica ou pesquisadora. Faltam profissionais na área lá e gente que saiba falar as duas línguas, neste caso português e tupi amazônico".
Em relação aos colegas da universidade, Adana contou que eles se mostraram receptivos e curiosos sobre a cultura indígena: "O povo mineiro é muito receptivo e gosto muito quando alguém me pergunta sobre a nossa cultura. Os colegas e professores da Universidade sempre comentam comigo que tem avós descendentes de índios, querem saber como é a aldeia. E uma das minhas lutas é justamente essa, fazer com que as pessoas se interessem pelo assunto. Penso que todas as escolas deveriam ter matérias específicas sobre o assunto", disse.
Além de futura médica, a índia também é atriz e despontou recentemente ao interpretar a personagem indígena, no filme Xingu. O filme narra a vida dos irmãos Orlando, Claudio e Leonardo Villas Boas, que nos anos 40 do século passado desbravaram a Amazônia e tiveram contato com várias tribos indígenas.
Adana contou que somente participou do filme do diretor Cão Hamburger por insistência de uma amiga, que soube do teste para o longa-metragem: "Eu estava engajada em um movimento com meu povo e essa amiga me ligou pedindo que fosse até o Mato Grosso fazer um teste. Eu não queria e ela me ligava o tempo todo. Fui para ela parar de me ligar. Fiz o teste e três semanas depois me ligaram dizendo que eu tinha passado. Mas aí, antes de aceitar o papel, tive que conversar com minha mãe e com o cacique para pedir permissão. Eles analisaram a proposta do filme que tinha a ver com a luta do nosso movimento e aceitei. Gostei muito de ter participado desse filme, o pessoal foi muito atencioso. Era uma oportunidade pra falar do assunto, que é meio esquecido no Brasil".
Após três meses de gravações no ano passado, Adana veio para Belo Horizonte para iniciar a carreira acadêmica na UFMG: "Minha prioridade é me dedicar aos estudos e ao movimento do qual sou líder. Se eu conseguir conciliar tudo isso com a carreira de atriz, tudo bem. Nos últimos dias tem sido bem corrido, muitas entrevistas, mas sei que é passageiro. Por isso quero aproveitar agora pra divulgar mais sobre a cultura. Esse é meu objetivo", disse.
A índia revelou que também é cantora e compositora. Ela ainda traduz músicas populares brasileiras para o tupi-amazônico, língua do seu povo: "Sou líder do movimento indígena e o que eu mais queria é que as pessoas pudessem procurar informações sobre a cultura indígena. O Dia do Índio não é só hoje, é todo o dia. Somos guerreiros e por isso ainda estamos aqui, 500 anos depois. Fazemos parte da história brasileira e não podemos ser excluídos da sociedade", disse Adana, que na certidão de nascimento é Danielle Soprano Pereira. Ela nasceu em Manaus, no Amazonas.
Adana revelou que o seu nome foi escolhido pelo povo da aldeia e que faz parte de uma lenda indígena: "Adana foi a índia mais bonita da aldeia e que depois que morreu se transformou numa Ilha. Quando viva, dois guerreiros a protegiam, e eles viraram cachoeira - um de cada lado para continuar a protegê-la," explicou.
Ao fim da entrevista, a índia que tem o português como língua de origem, se despediu dizendo "kwekatú reté", "muito obrigada", em tupi-amazônico.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Professores da UFPR decidem entrar em greve em 15 de maio


Além da pauta de reivindicações desse ano, os docentes querem que o governo federal cumpra as promessas feitas no fim da paralisação realizada no ano passado.

Professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) decidiram entrar em greve a partir do dia 15 de maio. A decisão favorável pelo indicativo de greve foi tomada nesta quinta-feira (19) em uma assembleia realizada pela Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (Apufpr), no campus do Centro Politécnico, na qual compareceram 150 docentes da instituição. De acordo com a Apufpr, cerca de 70% dos professores aderiu à paralisação realizada nesta quinta-feira.
Os professores querem que o governo federal cumpra as promessas feitas no fim da greve realizada no ano passado– como o reajuste de 4% nos salários em março de 2012 e a reestruturação do plano de carreira dos docentes – e sustentam novas reivindicações. Para este ano, os professores, junto do movimento nacional da categoria, pedem, entre outras medidas, um reajuste salarial de 22,08%, porcentagem equivalente às perdas com a inflação nos últimos três anos, o reconhecimento de uma database para a categoria e melhoria das condições de trabalho.
Segundo Rogério Miranda Gomes, secretário-geral da Apufpr, os docentes da UFPR ainda negociam o limite de 12 horas em sala de aula para a realização de outras atividades acadêmicas. “O mínimo que o governo federal estabelece é de oito horas de trabalho e a média da universidade é de nove horas. O problema é que essa divisão é desigual, há professores com 9 horas de sala de aula e outros com 28 horas”, explica Rogério. “O ideal é que, em uma carga horária de 40 horas, o professor tenha tempo para outras atividades como a orientação de alunos em monografias, em mestrado, doutorado, preparação de aulas, pesquisa, entre outros”, exemplifica.
Neste fim de semana, representantes de sindicatos de universidades federais do Brasil, incluindo a Apufpr, se reunirão em Brasília com dirigentes da Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) para avaliar os reflexos da paralisação desta quinta-feira e as possibilidades de negociação com o governo.

Código Florestal: Definição de faixas de APPs de rios ficará fora do texto


Segundo Paulo Piau, a definição das faixas a serem recompostas será prevista em medida provisória ou projeto de lei posterior.

Apresentado nesta quinta-feira (19), o substitutivo do deputado Paulo Piau (PMDB-MG) ao novoCódigo Florestal elimina a definição das faixas de áreas de preservação permanente (APPs) com atividades produtivas a serem recuperadas para todos os tamanhos de rios. As informações são da Agência Brasil.
Tanto o texto aprovado na Câmara quanto o do Senado estipulam que, para cursos d'água com até 10 metros de largura, os produtores rurais devem recompor 15 metros de vegetação nativa.
Segundo Paulo Piau, a definição das faixas a serem recompostas será prevista em medida provisória ou projeto de lei posterior. O relator garante que, apesar disso, "nenhuma nascente e nenhum rio ficarão desprotegidos, porque as faixas serão estipuladas por um técnico do Sisnama [Sistema Nacional de Meio Ambiente] até que seja aprovado o novo instrumento legislativo".
De acordo com Piau, não é possível definir parâmetros únicos para todo o Brasil a partir de Brasília. "Cada bioma deve ser tratado de maneira específica de acordo com as necessidades locais", sustenta. Na opinião do relator, essas definições poderiam expulsar do campo pequenos e médios produtores.
O substitutivo do Senado também previa que para os rios com leitos superiores a 10 metros a faixa de mata ciliar a ser recomposta deveria ter entre 30 e 100 metros de largura. O texto já aprovado na Câmara remete essa definição para os planos de regulamentação ambiental, a serem definidos pelos governos federal e estaduais.
Votação
O relator garantiu mais uma vez que a votação começa na próxima terça-feira. No entanto, ele admite que o texto não é consensual e não conta com o apoio do Planalto. "O governo continua na mesma posição de dizer que seu projeto é o aprovado no Senado", afirma.
Piau adiantou que retirou do texto a proibição para que produtores rurais que não promoverem a regularização ambiental em cinco anos sejam impedidos de receber crédito agrícola. O deputado explicou que o programa de regularização vai começar efetivamente três anos após a publicação da lei, devido aos prazos que os governos terão para instituir os programas. "Nossa experiência com o governo não é boa, muita vezes ele não cumpre os prazos e o produtor poderia ser penalizado injustamente", argumentou.
Como já havia anunciado anteriormente, o relator também suprimiu do projeto a definição de APPs nas cidades, incluídas pelo Senado. Pelo texto da Casa revisora, as áreas de expansão urbana deveriam prever 20 metros quadrados de vegetação por habitante. "Isso iria encarecer os terrenos, principalmente para os programas sociais", justificou Piau.
O relator afirmou ainda que suprimiu da proposta o capítulo do Senado relativo ao uso de salgados e apicuns (biomas costeiros).
Deste capítulo, ele manteve apenas os parágrafos relativos à regularização de atividades produtivas iniciadas até 22 de julho de 2008 e à ampliação da ocupação nesses biomas. Para esse caso, as regras deverão estar previstas no zoneamento ecológico-econômico (ZEE) realizado pelos estados.
De acordo com o Regimento do Congresso, na atual fase do processo legislativo, o relator pode apenas optar pela redação da Câmara ou do Senado. Artigos ou trechos aprovados pelas duas casas, em princípio, não podem ser alterados, nem suprimidos.

Para pintar - Infantil

19 de Abril - Dia do Índio


História do Dia do Índio
Comemoramos todos os anos, no dia 19 de Abril, o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540. Mas porque foi escolhido o 19 de abril?
Origem da data 
Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste contimente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.
No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.
Comemorações e importância da data 
Neste dia do ano ocorrem vários eventos dedicados à valorização da cultura indígena. Nas escolas, os alunos costumam fazer pesquisas sobre a cultura indígena, os museus fazem exposições e os minicípios organizam festas comemorativas. Deve ser também um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais. 
Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.

A neve curitibana na memória


Elenize Dezgeniski/Divulgação / A atriz Cláudia Minini vive uma noiva abandonada e amargurada

Peça do dramaturgo Enéas Lour, que estreia temporada hoje, conta história de noiva abandonada no altar no dia em que a cidade parou.

Dia 17 de julho de 1975. Essa é uma data marcante para Curitiba: foi quando nevou. A cidade coberta de branco fez com que todo mundo virasse criança novamente: bonecos de neve pelo chão e filas nas óticas para comprar filme fotográfico. O dramaturgo e diretor Enéas Lour se pautou neste dia que, inclusive, vivenciou, para fazer o monólogo Curitiba Vestida de Noiva, que estreia hoje, às 20 horas, no Teatro Barracão EnCena.
Na história que Lour escreveu em parceria com a atriz Cláudia Minini (a protagonista do espetáculo), a personagem Amanda, uma curitibana de 20 anos, estava com tudo pronto para se casar naquele mesmo dia, na Igreja Santa Teresinha. A festa, até aquele momento, sairia perfeita. Mas, nevou. O noivo de Amanda, não se sabe o porquê, olhou para ela na porta da igreja e correu. Hoje, 37 anos depois, a noiva, agora com 57 anos e ainda com a cicatriz daquele dia, conta o andamento da sua vida após o episódio.
A ideia da peça (é a 40.ª de Enéas Lour) surgiu há cerca de três anos, iniciativa de Cláudia Minini. “Me pareceu curioso trabalhar com o dia da neve. Eu tinha 20 anos na época e foi algo realmente extraordinário. A cidade delirou, entrou em festa. Quem viveu ficou marcado, e a intenção era trabalhar com o teatro como recordação. Associei os dois acontecimentos fortes”, diz Lour. Depois de amadurecerem o tema, foram cerca de oito meses de pesquisa (para levantamento de imagens e fotografias), e um mês para escrever o texto.
No espetáculo, também há participação em vídeo dos atores Luiz Carlos Pazzello e Sílvia Monteiro, mas eles não contracenam com a protagonista, apenas trazem lembranças e delírios daquele dia. A iluminação é de Beto Bruel (três Prêmios Shell de Iluminação e 26 Troféus Gralha Azul) e a sonoplastia, repleta de músicas da década de 1970, é de Célio Savi.
Monólogo
Inicialmente a peça teria dois atores, mas, durante o processo de criação, os autores perceberam que a força da personagem seguraria a apresentação. “O monólogo é difícil de prender a atenção do público, e não é fácil de dirigir. É mais delicado e é preciso cuidado para não cair em uma linha melancólica. Mas foi ficando difícil inserir outro personagem”, conta o diretor.

Proibido de usar banheiro, aluno que sujou calças é indenizado


A Justiça do Rio Grande do Norte condenou a prefeitura de Natal a idenizar em R$ 5 mil, por danos morais, um estudante que fez as necessidades fisiológicas em plena sala de aula após a professora ter impedido que ele fosse ao banheiro. O fato ocorreu em abril de 2009 em uma escola da rede pública municipal.
A família do estudante entrou com o processo porque o menino teria sofrido diversos constrangimentos na escola após o fato. Segundo a defesa, ele passou por um quadro de angústia grave, o que provocou a perda do ano letivo e a necessidade de acompanhamento psicológico.
A decisão do juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Airton Pinheiro, foi publicada no Diário da Justiça de segunda-feira. O magistrado entendeu a atitude do professor como uma "interpretação restritiva" sobre as normas que proíbem que os alunos se ausentem da sala de aula "provavelmente decorrente da falta de experiência do mesmo".
O município de Natal informou que forneceu assistência psicológica ao adolescente após o fato. Segundo o juiz, ele não sofreu sequelas, "não havendo nexo de causalidade suficiente a associar o evento com a perda do ano letivo pelo autor". O magistrado entendeu suficiente a indenização de R$ 5 mil pelo constrangimento.

Amantes das letras celebram centenário de instituição literária


Marcelo Andrade / Gazeta do Povo / Biblioteca do Centro de Letras do Paraná abriga 20 mil livros que ajudam a contar histórias regadas ao tradicional chá da tardeBiblioteca do Centro de Letras do Paraná abriga 20 mil livros que ajudam a contar histórias regadas ao tradicional chá da tarde
MEMÓRIA

Amantes das letras celebram centenário de instituição literária

Centro de Letras do Paraná guarda memória de hábitos literários de Curitiba desde o início do século 20.
Dos chorões da Rua Professor Fernando Moreira não se espera menos. Há anos tomaram para si a função de dar nome à rua sem que ninguém possa reclamar o fato. No número 370 da via, no entanto, um pranto sobrevive. Saudosos amantes das letras misturam, há um século, no Centro de Letras do Paraná, versos, estrofes, canções e o que mais permitir a imaginação artística para arrancar suspiros de uma plateia poética.
Marcelo Andrade / Gazeta do Povo
Marcelo Andrade / Gazeta do Povo / Há 50 anos, Orlando Wocziokoski, presidente de honra da União Brasileira de Trovadores (UBT), escreve trovas sobre saudade que são declamadas por locutores de rádioAmpliar imagem
Há 50 anos, Orlando Wocziokoski, presidente de honra da União Brasileira de Trovadores (UBT), escreve trovas sobre saudade que são declamadas por locutores de rádio
Entidades irmãs
Cinco outras organizações realizam suas atividades no prédio do Centro de Letras do Paraná.
• Academia de Letras José de Alencar
Fundada em 1939, teve como primeiro nome Associação de Cultura José de Alencar. Funcionava no Colégio Partheon, na Rua Comendador Araújo. Seu primeiro presidente foi Luiz Aníbal Calderari. Depois de uma passagem pela Biblioteca Pública, a entidade passou a usar a estrutura do Centro de Letras a partir de 1992.
• Academia Paranaense de Letras
Criada em 26 de setembro de 1936, a instituição foi liderada pelo professor Ulysses Vieira. A entidade substituiu a antiga Academia de Letras do Paraná, de 1922. Sob influência de intelectuais do Rio de Janeiro, Vieira estimulou o resgate de valores acadêmicos.
• Academia Paranaense da Poesia
Foi fundada em abril de 1973 como Sala do Poeta do Paraná, pela poetiza Pompilia Lopes dos Santos. Em 2002 alterou o nome e a atual presidente é Roza de Oliveira. O objetivo da entidade é traçar uma ligação entre poetas, músicos e artistas plásticos do estado. Entre as ações desenvolvidas estão a terça da poesia, na terceira terça-feira de cada mês, no Centro de Letras, e a oficina permanente de poesia às quintas, na Biblioteca Pública.
• Soberana Ordem do Sapo
Confraria inspirada no Jornal O Sapo, de 1898. Fundada para promover a cultura, civismo e comunicação. Emite título de barões e baronesas para pessoas que tiveram ações especiais e que merecem destaque. Os títulos são concedidos em cerimônias de sagração. Foi fundada por Vasco Taborda Ribas e o segundo presidente foi Apollo Taborda França.
• União Brasileira de Trovadores – Seção Curitiba
A entidade nacional surgiu oficialmente em 1979, em São Paulo. Cada seção promove seu próprio concurso de trova chamado Jogos Florais – uma homenagem aos jogos da Roma antiga, feitos em homenagem à deusa Flora. Neste ano acontece a 17ª edição em Curitiba, de 15 a 17 de junho.
Das cerca de 20 poesias declamadas na tarde da última terça-feira, pelo menos 15 retratavam a saudade. A agilidade da memória para poemas nem sempre é a mesma do corpo dos declamadores. Alguns sofrem para subir os três degraus até o palco. De qualquer forma, ninguém, entre os 35 participantes, usa a muleta dos anos para deixar de comparecer aos históricos encontros das 17 horas, às terças-feiras, antecedidos pelo chá das 16h30. O número de associados, no entanto, é bem maior, perto de 300.
Como não poderia ser diferente, o Centro de Letras guarda 20 mil livros – algumas obras raras. Há muito eles deixaram de ter apenas a própria história gravada nas páginas e integram a história dos expoentes associados em suas antíteses, metonímias, paradoxos e tantas outras servidas com chá. “A entidade surgiu para desenvolver o processo mental da sociedade”, revela o atual presidente, Luís Renato Pedroso, de 84 anos. “Hoje nossa intenção aqui é resgatar jovens escritores e promover o centro em escolas”, complementa a diretora artística Kathleen Evelyn Müller, 61 anos.
Embora a fundação do Centro de Letras tenha acontecido em 19 de dezembro de 1912, a sede atual acumula histórias desde 1953. Foi construída para a comemoração dos 100 anos de Emancipação Política do Paraná, pelo então governador Bento Munhoz da Rocha. É da mesma época em que se ergueu o Centro Cívico, o Teatro Guaíra e outras obras importantes em Curitiba.
Antes da sede na Rua dos Chorões, os encontros aconteciam em lugares diferentes, até mesmo na pensão onde morava um dos fundadores, Emiliano Perneta (1866-1921). O primeiro presidente da entidade foi o poeta e escritor Euclides Bandeira (1876-1947). Coincidentemente, no mesmo ano (1912), alguns dos 50 intelectuais que fundaram o Centro de Letras também ajudaram na fundação da Universidade do Paraná – atual Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Dúvida
O presidente Pedroso, fã de Machado de Assis, na prosa, e Olavo Bilac, na poesia, tem dúvida na hora de eleger o melhor dos escritores paranaenses. Ele fez carreira no Direito e chegou à presidência do Tribunal de Justiça do Paraná. Em 1993, se filiou ao Centro de Letras. Sente orgulho de sua trajetória e hoje seu maior sonho mora na entidade. “Estamos batalhando para fazer uma reforma e ampliação da sede, também para ter espaço para as entidades irmãs.”
Entre os associados, há vários gostos, gêneros e opções literárias. O ex-jornaleiro que gritava manchetes na década de 1930, Antonio Alves de Castro, mostra seu prefácio da obra na qual trabalha atualmente, em latim. “Estou escrevendo um poema sobre Santo Antônio de Sant’Ana Galvão [Frei Galvão, 1739-1822]. Quando eu coloquei uma ponte de safena [procedimento médico para quem tem uma artéria do coração obstruída], não tinha muito o que fazer, então comecei a escrever para praticar a língua”, revela.
Integrante do Centro de Letras e presidente de honra da União Brasileira de Trovadores (UBT), Orlando Wocziokoski figura como representante da trova. “Nunca aprendi a fazer trova, tinha como referência, desde antes, as quadrinhas que minha avó declamava quando eu era criança.” Solicitado, declama saudoso os versos “impressos” em sua memória de neto: “Não se troca amores velhos/ Pelos novos que hão de vir/ Os novos se vão embora/ E os velhos voltam servir.”
Comemorações
No ano do centenário, o Centro de Letras do Paraná organiza uma comemoração prevista para acontecer no Passeio Público – mesmo local em que ocorreu a inauguração oficial, em 1912. “A intenção é fazer um evento à moda de 1912, com carros antigos e elementos da época para comemorar e dar visibilidade ao trabalho do Centro de Letras”, planeja Vânia Maria Souza Ennes, primeira-vice-presidente da entidade.
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CULTURA E LAZER | 3:36

Saudosos poetas celebram centenário de centro literário

Entre versos, estrofes e canções, artistas saudosos mantém vivas as suas paixões pelas letras no Centro de Letras do Paraná.

Justiça garante matrícula de crianças menores de 6 anos no País


Crianças Foto:Colégio São Luís/Divulgação 
A Justiça Federal de Pernambuco informou nesta quarta-feira que uma sentença do juiz Cláudio Kitner estendeu para as escolas de todo o País a decisão que garantia o acesso de crianças menores de 6 anos à matrícula no ensino fundamental. O benefício havia sido concedido para o Estado de Pernambuco em liminar aprovada no ano passado.
Segundo o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), aprovado em 2010, o aluno precisa ter 6 anos completos até 31 de março do ano letivo para ser matriculado no 1° ano do ensino fundamental - caso contrário deverá permanecer na educação infantil. Para o magistrado, a resolução afronta o princípio da isonomia.
"É oportuno destacar que a definição da faixa etária dos 6 anos para o início do ensino fundamental não se encontra calcada em estudos de alta análise científica que indiquem que esta é a idade recomendada para as crianças iniciarem a alfabetização", disse Cláudio Kitner ao criticar resolução do CNE.
Segundo o juiz, a unidade de ensino deve ter a liberdade comprovar a capacidade intelectual da criança para frequentar as aulas por meio de avaliação psicopedagógica. "O Estado deve munir-se de meios para avaliar as crianças, por meio de comissões interdisciplinares, que levem em conta elementos psicopedagógicos, interações sociais, fatores socioambientais, entre outros, a fim de verificar se elas reúnem condições de avançar de fase de aprendizagem".
De acordo com a sentença, a União deverá comunicar às secretarias estaduais e do Distrito Federal o teor da decisão, no prazo máximo de 30 dias, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil. A sentença ainda cabe recurso junto ao Tribunal Regional Federal da Quinta Região.