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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Corra ver Raul Seixas!


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E quem disse que reclamar não adianta? Uma semana depois de falar sobre o atraso na estreia de Raul Seixas – O Começo, o Fim e o Meio e Heleno nos cinemas de Curitiba, os dois filmes entraram em cartaz neste fim de semana. Segue meu comentário sobre o belo documentário de Walter Carvalho.
Raul Seixas – O Começo, o Fim e o Meio não vai decepcionar os fervorosos fãs do cantor e compositor baiano, um dos maiores ícones do rock nacional. Mas, ironicamente, o grande acerto do documentário de Walter Carvalho é o de não ter sido feito para eles. O diretor preferiu contrariar a frase de um dos principais, e mais polêmicos, entrevistados do filme, o escritor Paulo Coelho, para quem uma figura das dimensões do roqueiro não teria uma história, e sim uma lenda.
A opção de Carvalho é por problematizar o mito, buscando sua essência mais humana, não para necessariamente desconstrui-lo, mas para dar-lhe complexidade.
Lançado em 23 de março, Raul Seixas – O Começo, o Fim e o Meio já pode ser considerado um sucesso de bilheteria: depois de ter levado 26 mil espectadores aos cinemas no primeiro fim de semana de exibição, vem mantendo ótima média de público, um feito e tanto para um documentário. Esse êxito é mais do que merecido.
Para construir sua narrativa, Carvalho ouviu em torno de 70 fontes, de amigos de infância de Raul na Bahia ao porteiro do edifício onde o cantor deu seu último suspiro no dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos. Também estão no filme suas mulheres, filhas, o único irmão, a mãe, parceiros, amigos e fãs, além de críticos e jornalistas que o entrevistaram.
O diretor e sua equipe incorporaram ao documentário fotos, registros de shows, apresentações em programas de tevê, videoclipes, filmes, entrevistas, além de fotos e documentação em áudio. Ouvimos, por exemplo, a voz de Raulzito, ainda menino, cantando em inglês, já anunciando, em textos rabiscados nos cadernos escolares, que queria ser artista, brilhar no mundo.
Mas essa apuração detalhada não tem como meta uma precisão biográfica científica, mas a costura de um retrato multidimensional, que confirma a genialidade do artista e também a fragilidade do homem por trás de sua excêntrica e provocativa persona pública. O resultado, memorável, comove, faz rir, emociona e encanta em vários momentos. É uma aula de História Cultural do Brasil. 
12/04/2012 às 15:39
Divulgação / O documentário Raul Seixas - O Início,o Fim e o Meio permanece inédito em Curitiba.O documentário Raul Seixas - O Início,o Fim e o Meio permanece inédito em Curitiba.

Curitiba continua no prejuízo quando o assunto é a variedade de filmes em cartaz nas salas de exibição da cidade. Mesmo com a abertura, em 30 de março, do Espaço Itaú de Cinema, que colocou em cartaz obras há muito aguardadas pelos cinéfilos locais, a programação segue em defasagem em relação a outras cidades brasileiras.
Dois títulos nacionais, que mereceram destaque na imprensa nacional nas últimas semanas, permanecem inéditos na capital paranaense. Curiosamente, ambos os filmes falam de personagens importantes da história do país: Heleno, de José Henrique Fonseca, sobre o jogador de futebol Heleno de Freitas; e Raul Seixas – O Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho, que busca desvendar a trajetória do roqueiro baiano.
Atormentado
Estrelado por Rodrigo San­toro, Heleno conta, em preto e branco, a trágica história do atacante Heleno de Freitas, craque do Botafogo e do Vasco que tinha o apelido de “Gilda”, por conta de seu temperamento instável, semelhante ao da personagem da atriz norte-americana Rita Hayworth no filme clássico de Charles Vidor, realizado em 1946.
O longa de Fonseca, em cartaz no país desde 30 de março, em 60 salas, acompanha a vida do atacante nos anos 1940 e 1950, quando ele sonhava defender o Brasil em uma Copa do Mundo. No entanto, a Segunda Guerra Mundial fez com que os campeonatos de 1942 e 1946 fossem cancelados. No Campeonato Mundial de 1950, realizado no Brasil, Heleno estava em declínio e não foi convocado.
Mulherengo e boêmio, Heleno de Freitas ficou conhecido por ser irascível e pela falta de espírito de equipe. Em 1948, foi vendido para o time argentino Boca Juniors, na maior transação do futebol brasileiro registrada até então. Na década seguinte, foi internado como louco em um sanatório em Barbacena (MG), em decorrência de uma sífilis que não havia sido curada, e lá morreu.
A reportagem da Gazeta do Povo entrou em contato, por telefone, com a assessoria de imprensa da produção de Heleno, no Rio de Janeiro, e foi informada que o filme deve ser lançado em Curitiba, mas ainda não foi definida a data de estreia na cidade.
Há alguns indícios fortes que sustentam a hipótese de que esse atraso tem a ver com o fato de a capital do Paraná ser considerada um mercado ruim para produções brasileiras. A partir de dados coletados entre 1.º de janeiro e 31 de setembro de 2011 em dez cidades brasileiras, o site Filme B, o mais completo portal sobre o mercado cinematográfico do país, constatou que filmes nacionais respondem por apenas 8,9% da audiência curitibana, a menor média entre as praças analisadas, e nenhum dos longas-metragens brasileiros ficou entre os dez mais vistos na capital paranaense.
Esperança
Mas nem todas as notícias são ruins. O documentário Raul Seixas – O Início, o Fim e o Meio, que fez 83 mil espectadores até o fim de semana passado no país, um ótimo público para o gênero, deve estrear em Curitiba nos dias 20 ou 27 de abril, segundo previsões de sua assessoria.
O filme de Walter Car­valho, que estreou em 23 de março, é considerado um sucesso: em exibição em apenas 36 salas no país, manteve uma ótima média de 421 espectadores por sessão, superior à de Xingu (393), superprodução de Cao Hamburguer que estreou em 6 de abril, com um total de 77 mil ingressos vendidos, número bem abaixo do esperado.
Raul Seixas – O Início, o Fim e o Meio, premiado na última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, desvenda diversas facetas de Raul, como as parcerias com Paulo Coelho, seus casamentos, a fase do sucesso e o impacto de suas composições sobre gerações de fãs.

Rio tem o pedágio mais caro


Estudo do Ipea mostra que Paraná tem quinto maior valor; rodovias pedagiadas recebem mais recursos que as públicas.

Diferença
Investimento desigual reflete tamanho da malha atendida
O estudo aponta ainda que as rodovias privatizadas têm recebido mais investimento que as bancadas pelo Estado. Ao calcular o investimento por quilômetro de rodovia, o estudo aponta que em 2003 o privado era de R$ 159,9 mil, enquanto o público era de R$ 24,9 mil. No ano passado, os valores chegaram a R$ 253,9 mil (privado) e R$ 177,2 mil (público), o que aponta aumento dos investimentos dos governos, apesar de ainda distantes dos investimentos privados.
A diferença, segundo o Ipea, pode ser explicada pelas extensões das rodovias. A malha rodoviária concedida (incluindo estradas federais e estaduais) representa 15.234 km, enquanto as estradas federais sob administração pública somam 57.157 km.
A pesquisa mostrou ainda que os investimentos privados tendem a se estabilizar, já que, após os gastos iniciais de recuperação, as rodovias passam a apresentar um bom padrão de qualidade e exigem apenas investimento de manutenção.
Quanto ao governo federal, o investimento tende a continuar crescendo, tendo em vista que cerca de 30% da malha ainda apresenta condições gerais classificadas entre péssima e ruim.
A classificação de qualidade foi retirada de uma pesquisa elaborada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) no ano passado. Na ocasião, o estudo apontou que 33,8% das rodovias públicas são apontadas como boas e ótimas, enquanto nas privadas a avaliação é de 86,9%.
Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado ontem aponta que as tarifas médias de pedágio mais altas do país estão nos estados do Rio de Janeiro (R$ 12,93), São Paulo (R$ 12,76) e Espírito Santo (R$ 12,44). A pesquisa levantou os valores médios por trecho de 100 km de concessões federais e estaduais. Para os cálculos foram usados dados de órgãos como Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Banco Mundial e Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).
Segundo o estudo, Rio e São Paulo utilizam o valor de outorga como um dos critérios de escolha do vencedor das licitações, o que eleva a tarifa de pedágio. “Ao incluir no edital a cláusula de valor de outorga de concessão, o estado imputa mais um ônus financeiro para o usuário que, além de pagar pela recuperação e manutenção da rodovia, tem de desembolsar um recurso adicional que será transferido para o estado”, afirma a pesquisa.
A pesquisa do Ipea também apontou grandes aumentos de preço. Cinco trechos de rodovias concedidos à iniciativa privada até 1997 tiveram aumentos de pedágio superior ao dobro da inflação. A maior variação coube ao trecho da BR-116 no Rio. Em setembro de 1996 a tarifa era de R$ 2,38, mas passou para R$ 9,70 no ano passado. Em 15 anos, o crescimento da tarifa ficou 168% acima da inflação.
Segundo o Ipea, o aumento é explicado porque na primeira etapa de concessões (1995-1997) o risco-país e a taxa de juros eram bem mais altos do que hoje, além de faltar experiência em relação à concessão de estradas. Esses fatores fizeram com que as tarifas partissem de patamares mais elevados.
Assim, em 2011 a tarifa média das estradas da primeira etapa ficou em R$ 9,86 por trecho de 100 km. Já nas rodovias da segunda etapa de concessões, o preço foi de R$ 2,96 por trecho.
Mão no bolso
O pedágio é caro no Brasil?
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.

Aluna que nasceu sem mãos vence concurso de caligrafia nos EUA


Annie Clark mostra suas habilidades com a caligrafia após vencer concurso nos Estados Unidos. Foto: AP
Annie Clark mostra suas habilidades com a caligrafia após vencer concurso nos Estados Unidos
Foto: AP
Uma menina de 7 anos, aluna da primeira séria da escola Wilson Christian Academy, na Pensilvânia, conquistou o primeiro lugar na categoria voltada para alunos com deficiência do 21º Concurso Anual de Caligrafia dos Estados Unidos. Annie Clark impressionou os jurados ao escrever prendendo o lápis entre os braços, já que nasceu sem as mãos.
A categoria para estudantes com deficiência foi criada em 2011, quando o estudante Maxim Nicholas foi destaque no evento ao usar o antebraço para escrever, já que também não tinha as mãos. Após a cerimônia de premiação, na quarta-feira, a menina mostrou suas habilidades com a escrita a jornalistas.
Annie venceu na categoria de letras de forma. Na categoria de letra cursiva o vencedor foi Remiel Colwill, aluno da quinta-série de uma escola de Ohio, que apresenta deficiência visual.
Com informações da AP.

Estresse adoece e também motiva


Saúde

Sexta-feira, 20/04/2012
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COTIDIANO

O processo não é apenas destruidor e desorganizador, ele também motiva e dá .

É comum ouvir colegas de trabalho e familiares falando como estão estressados. Para muitos essa resposta à tensão já é comum, mesmo que ela cause problemas de saúde. Só que nem todos sabem é que o estresse é como uma moeda. Não existe apenas o lado negativo, existe também uma fase positiva, capaz de motivar e ajudar a passar por situações difíceis.
“O estresse é todo um processo que eventualmente termina em algo ruim, mas é uma resposta adaptativa à presença de tensão e torna o ser humano mais preparado para a ação”, explica o coordenador do curso de Psicologia e professor de neurociências da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Naim Akel Filho. Quando o cérebro identifica uma situação excepcional, é comandada a liberação de adrenalina que mobiliza todo o organismo para enfrentar a urgência.
Depoimento
“Quando estou estressada, fico fazendo piada e rindo do dia a dia com colegas”
Marta*, policial Civil
Sou policial civil e trabalho das 9 às 18 horas, além de fazer plantão de 12 horas (sem intervalo) a cada dez dias. Eles podem cair à noite, depois do expediente ou no fim de semana. Há quase quatro anos trabalho na Polícia Civil, muitos deles fazendo esses plantões e trabalhando 24 horas. Por conta disso desenvolvi insônia e não durmo direito, acordando várias vezes à noite ou tendo sono apenas superficial. Por causa da cefaleia tensional, comecei a usar óculos, para relaxar o músculo da testa. Também desenvolvi gastrite, enjoo, irritabilidade ocular por passar muito tempo na frente do computador e estou com humor deprimido a maior parte do tempo.
Assim, ultimamente, estou tomando um polivitamínico com ginseng, para dar energia para o dia; passiflora, para dormir; e floral de Bach, para aliviar o estresse. Muitas vezes, quando estou muito estressada e cansada, fico fazendo piada e rindo das situações do meu dia a dia com colegas. Conversamos e desabafamos entre nós, pois somos os únicos que entendem a nossa situação, porque também vivenciam isso. Tento fazer exercício, massagem e, quando posso, vou para a praia tentar relaxar. Estou pensando em iniciar terapia para me ajudar a lidar com a pressão diária, mas, como é caro, sempre postergo para outra oportunidade.
*nome fictício.
Autoconhecimento
É uma grande arma na hora de reconhecer seu nível de estresse. Saber seus limites e suas reações a certas tarefas ajuda a reconhecer seu nível de enfrentamento. “Normalmente, as pessoas começam a perceber que o nível de estresse aumentou por reações físicas. Mas as reações psicológicas também estão presentes e, geralmente, os outros é que percebem melhor”, conta a vice-presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida, Sâmia Simurro. Fique atento quando colegas e familiares perceberem agressividade e irritabilidade nas suas reações.
Interatividade
Como você lida com o estresse?
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
Essa resposta pode ser tanto positiva, chamada de “eustresse”, quanto negativa, o “distresse”. A reação fisiológica é semelhante, mas a grande diferença está nos reflexos emocionais. “Ambos deixam a frequência cardíaca mais rápida e provocam sudorese, mas o distresse causa dor e desconforto enquanto o eustresse causa alegria e satisfação”, conta Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association do Brasil (ISMA-BR).
O estresse pode ser dividido em três fases. “A primeira é a fase de alerta, que causa essa motivação maior”, diz a psicóloga Carolina Borges, do Centro Psicológico de Controle do Stress (CPCS). Essa primeira resposta à tensão prepara para duas possíveis ações, a fuga e a luta, que são escolhidas de acordo com a situação.
O problema começa de verdade quando a pessoa não age. “Quando você inibe a ação, essa resposta adaptativa, que era saudável, fica destrutiva e desorganizada”, diz Akel Filho. A adrenalina que já havia sido liberada para ajudar na ação tem de ser combatida com outro hormônio, o cortisol. “Quando esse hormônio passa muito tempo na corrente sanguínea, ele causa um efeito lesivo sobre os neurônios.”
É nessa segunda fase, a de resistência, que surgem os primeiros reflexos na saúde. Dores de cabeça tensionais, problemas estomacais e pressão arterial alta são comuns. Um estudo da Universidade Carnegie Mellon, de Pittsburgh, mostrou que o estresse afeta a capacidade do organismo de controlar inflamações, o que aumenta o risco de doenças.
A terceira e última fase é a de exaustão. “A pessoa fica esgotada e não consegue viver em harmonia interna. O enfrentamento fica mais difícil e a pessoa apática”, afirma a psicóloga Daniele Castilhos, da Amil Paraná.
E agora?
Veja algumas dicas de como lidar com o estresse:
- Liste os fatores de estresse da sua vida. Dessa forma, é possível ver quais são facilmente trabalhados e quais merecem maior atenção.
- Aprenda quais são os seus limites. Priorizar e gerenciar o tempo ajuda na hora de completar as tarefas.
- Equilibre seu estilo de vida. O trabalho não pode ser a única parte da sua vida. Guarde tempo para os relacionamentos, para ter um sono repousante, entre outros.
- Pratique atividade física. É uma boa forma de lidar com estresse, pois distrai e contribui no equilíbrio do estilo de vida.
- Tenha seu momento de relaxamento. Aproveite um tempo do dia para meditar e relaxar. Tente praticar a respiração abdominal (inspire o ar pelo nariz, infle o abdôme como um balão e expire) ao longo dia, não somente em situações de estresse.
Fonte: Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) e International Stress Management Association Brasil (ISMA-BR).

Governo da BA corta ponto de professores estaduais em greve


Os professores da Rede Estadual de Ensino da Bahia, que estão em greve desde a semana passada, terão o ponto cortado pela Secretaria Estadual de Educação. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, os dias retirados do vencimento dos docentes correspondem ao período do dia 12 de abril em diante.
A secretaria argumenta que a medida obedece à decisão judicial que considerou a greve ilegal na última sexta-feira, 13 de abril. O juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, Ricardo D¿ Ávila, decretou a abusividade do movimento e estipulou o retorno imediato às salas de aula ou o sindicato dos professores seria multado em R$ 50 mil por dia.
Apesar disto, o movimento resiste e, desde a quarta-feira, acampa na Assembleia Legislativa da Bahia. Já chegou à Casa o projeto de lei que o Executivo enviou e que estipula unicamente aumento salarial para os professores de Nível I. A APLB, entidade que representa os docentes, alega que o governador Jaques Wagner firmou um acordo com a categoria prometendo aumento unificado para todos os professores de 22,22%. Já Wagner alega que não há dinheiro em caixa para conceder o reajuste e que a Lei de Responsabilidade Fiscal precisa ser cumprida.
A secretaria informou que todos os professores que não tiverem comparecido ao trabalho durante o período listado terão ponto cortado e que a frequência está sendo conferida em todo o estado junto às diretorias regionais. A APLB informou que a greve continuará mesmo com a corte, mas "com mais rigor", de acordo com o presidente Rui Oliveira. Uma assembleia do movimento grevista acontece neste momento na AL-BA.
Ele argumenta que a medida é ilegal, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu o corte de ponto de trabalhadores em greve e, além disto, há uma liminar em curso de julgamento quanto à decisão de ilegalidade. Diante disto, não pode haver consideração de greve abusiva enquanto não houver julgamento do mérito. Oliveira também desdenhou do corte e disse que o percentual não fará falta diante do já baixo salário que os professores estaduais ganham.
O corte de ponto teria sido planejado para ocorrer desde a última terça-feira, 17 de abril, mas o vazamento da informação causou bastante polêmica. A possibilidade causou grandes insatisfações e debates acalorados na Assembleia Legislativa entre deputados estaduais de oposição e do governo. A greve começou na última quarta-feira, 11 de abril, e desde então cerca de 1 milhão de alunos estão sem aulas.

PR: professora teria chamado aluno travesti de 'desprezível'


A escola estadual Ivanete Martins, de Piraquara (PR), informou nesta quinta-feira que investiga uma suposta ofensa homófobica de uma professora de geografia contra um estudante travesti. Elton Santos, conhecido como Rafaelly, disse que foi ameaçado pela educadora, que teria dito que ele era inútil, desprezível e que deveria se envergonhar.
"Eu estava no corredor, indo para a aula de história, quando uma pessoa passou por mim e disse 'ninguém merece isso aí'. Eu não vi que era a professora, e questionei quem estava fazendo essa palhaçada comigo. Então ela voltou e disse que eu deveria me envergonhar", afirmou o estudante de educação de jovens e adultos (EJA). "A professora ainda disse para eu tomar cuidado com ela. Estava me ameaçando". O fato ocorreu na noite de terça-feira.
Segundo o vice-diretor do turno da noite, professor Gibson Troya Saes, foi registrada uma ata sobre o caso e a escola, juntamente com a Coordenadoria de Educação, vai investigar a denúncia. "Já falamos com o aluno, a professora e com duas testemunhas", afirmou. Segundo ele, a educadora, que trabalha na escola há 8 anos, negou a acusação. "Ela disse que apenas pediu para que o Rafaelly parasse de incomodar os alunos que estavam dentro da sala de aula dela. Segundo ela, não houve ofensa".
O vice-diretor afirmou ainda que a escola é um exemplo na região de combate à homofobia. "Nossos professores já participaram de diversas capacitações sobre o assunto e sempre se preocupam em respeitar a diferença", afirmou. O aluno disse que essa é a primeira vez que enfrenta esse tipo de preconceito na instituição. "Sempre fui tratado com respeito, até pelos colegas. Não esperava isso de uma educadora", afirmou ao destacar que vai entrar com um processo por danos morais. A professora não foi localizada para comentar o caso.