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Professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino - Governo do Paraná

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Deputados aprovam reajuste do mínimo regional em sessão extraordinária


Projeto de lei que reajusta em 10,32% o salário mínimo paranaense foi encaminhado ao plenário da Alep na tarde desta segunda-feira (23), logo após ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça. Segunda votação será nesta terça-feira (24).

Os deputados estaduais do Paraná aprovaram, nesta segunda-feira (23), em primeira votação, o projeto de lei que reajusta em 10,32% o salário mínimo regional. A votação foi realizada durante uma sessão extraordinária, em regime de urgência, logo após a aprovação do texto do projeto pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), durante a manhã.
O projeto voltará ao plenário para segunda discussão na tarde desta terça-feira (24). Após passar por todas as votações, a matéria seguirá para sanção do governador Beto Richa. O novo mínimo passará a valer já no dia 1º de maio.
O projeto de reajuste foi enviado à Assembleia na última quarta-feira (18), com valor abaixo da correção do mínimo nacional, que ficou em 14,1%. Caso a proposta seja aprovada, o novo salário mínimo terá valores entre R$ 783,20 e R$ 904,20 – dependendo da categoria.
Pedido
Para 2013, o projeto de lei prevê aumento real de 5,1% mais o reajuste da inflação do período. Com base nesses números, o novo valor do mínimo do próximo ano será estipulado por decreto governamental. No entanto, as principais entidades do setor produtivo, que formam o chamado G-8, pediram ao líder do governo, Ademar Traiano, que esta previsão seja retirada do texto.
O parlamentar disse que iria levar a demanda ao governador, mas não garantiu que ela seria atendida. Caso haja alguma emenda ao texto, ela poderá ser feita nesta terça-feira, durante a segunda votação da matéria.
Valores
O método para o reajuste foi criado com a ajuda das centrais sindicais e tem como objetivo, segundo a Secretaria Estadual do Trabalho, garantir um ganho real para os trabalhadores do estado.
A proposta se baseia no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que cresceu 10,32% no biênio 2010-2011. Metade desses resultados (5,1%) mais a variação de 4,97% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC, é que dão origem ao novo mínimo regional deste ano. A outra metade do crescimento econômico do país ficaria garantida para 2013, acrescida da variação que o INPC tiver no período.

O professor que sabe dos livros


Henry Miléo / Gazeta do Povo / Crianças da Escola Municipal Maria de Lourdes Pegoraro, no Cajuru, leem “livro mural” a caminho da sala de aulaCrianças da Escola Municipal Maria de Lourdes Pegoraro, no Cajuru, leem “livro mural” a caminho da sala de aula
EDUCAÇÃO

O professor que sabe dos livros

Movimento nacional de formação de agentes de leitura ganha força em Curitiba e mexe com a rotina de escolas da rede pública municipal.
Dias atrás, a professora Shirley Pijak, 58 anos, que atua no Centro Municipal de Educação Integral Érico Veríssimo, no bairro Alto Boqueirão, ouviu de um aluno a pergunta que esperava há pelo menos uma década: “A senhora é a Shirley da biblioteca, né?” Sim, era ela. E como tantas outras educadoras que deslocaram seu posto de trabalho da sala de aula para a sala dos livros, essa veterana sempre sentiu na pele o anonimato de sua tarefa, refletida na relação com os colegas e no pouco caso dos educandos.
Henry Miléo / Gazeta do Povo
Henry Miléo / Gazeta do Povo / Shirley (esquerda), Juana e Ângela (direita) fazem da leitura uma diversão extraclasseAmpliar imagem
Shirley (esquerda), Juana e Ângela (direita) fazem da leitura uma diversão extraclasse
Levante das letras
Agentes dão pistas para montar um programa de leitura na escola
1. Não limite o acervo aos livros dos cestões do R$ 1,99. É preferível comprar menos títulos, desde que sejam bem ilustrados, de bons autores e capazes de despertar o desejo de ler, mesmo que inclua fila de espera. “Melhor ter uma obra disputada do que várias desprezadas”, ensina a educadora Margareth Caldas Fuchs.
2. Os livros não pertencem a uma única escola. Montar um esquema de circulação de obras entre os colégios possibilita que acervos menores não fiquem estagnados. O livro colocado em rede gera conversa e rompe o isolamentos dos leitores. “Programa de leitura só dá certo quando envolve muita gente”, explica a bibliotecária Simone Botelho.
3. Cada livro exige uma ação diferente. Um dos grandes méritos do agente é encontrar na leitura do livro uma dinâmica própria. A repetição mecânica tende a gerar expectativa baixa de leitura, afastando o leitor iniciante.
4. Não desistir jamais. Falta de tempo, de interesse ou evasivas para não revelar relação frágil com os livros costumam ser usados para resistir ao convite à leitura, em especial entre os adultos. A regra de ouro é não desistir do leitor, procurando canais de diálogo e respeitando os suportes que ele mais aprecia.
5. Não se limite ao livro. A biblioteca tem de ser um lugar onde coisas diferentes acontecem. Além das contações de histórias, vale promover exposições, debates com escritores, gincanas. Uma das escolas promoveu uma feira de vinil. “A maioria das crianças não sabia do que se tratava e adorou ver os bolachões rodando na vitrola”, conta Ângela Maria Agostinho Pereira.
6. Faça da leitura um assunto de ponta. Há dados mostrando que a leitura tem impacto na redução da violência e no aumento da riqueza, mas esse índice ainda é desprezado. É preciso lembrá-lo e integrar os programas de leitura a outros, sejam esportivos ou sociais. “Biblioteca que não se integra morre”, ensina o gestor de informação Paulo Henrique Machado, 29.
Soa absurdo, mas no Brasil a biblioteca ocupa um lugar marginal no sistema de ensino. O assunto é discutido com paixão nos círculos educacionais, mas sem grandes avanços. Ao ser identificada, Shirley suspeitou que alguma coisa tinha mudado. De lugar triste e governado, não raro, por professores ali encostados por força de perícias médicas, o espaço de leitura estaria se tornando um lugar de fato, tão importante quanto o pátio do recreio. Melhor do que isso, um lugar que tem à frente alguém preparado para motivar o trato com os livros. E de quem se sabe o nome.
O caso da “Shirley da biblioteca” não é isolado. A formação de agentes de leitura tende a se tornar uma espécie de MST das letras. Apenas no município de Curitiba, hoje, cerca de 500 educadores e técnicos administrativos da prefeitura são identificados como mediadores da leitura; e 10 mil profissionais do setor foram atingidos por programas de formação. Muitos passaram por capacitações, alguns foram a jornadas literárias, como a de Passo Fundo (RS), uns tantos se reúnem com a frequência das senhoras da capelinha. É fácil identificá-los – são ruidosos, alegres, criativos e carregam sacolas de livros para cima e para baixo, fazendo valer com o próprio braço o direito à circulação de informação.
A função que ocupam na escola, claro, ainda provoca estranheza. Entende-se de imediato o que faz um agente comunitário ou um agente de saúde. Já o “agente de leitura” pode soar aos desavisados como mais um a lhes impor tarefas. Eles têm mares a serem navegados. Mas nada se iguala às terras que têm avistado. A reportagem da Gazeta do Povo se reuniu numa escola do Cajuru com 12 profissionais de educação que abraçaram a tarefa da leitura. Eles não concordam em tudo. Mas responderam, em coro, que se sentem sim parte de uma revolução educacional – uma revolução feita a duras penas, como todas as que merecem esse nome. E com capacidade de extrapolar os muros da escola. Agente de leitura não bate cartão.
Não é exagero. O debate sobre a formação de leitores é tão antigo quanto o país. Por vias tortas, essa responsabilidade recaiu toda sobre o sistema de ensino. Mas apenas nos anos 1990, com a prova estatística de que a escola não conseguia formar leitores, os primeiros passos largos começaram a ser sentidos. Há pelo menos três marcos dessa mudança, como atesta a professora de Língua Portuguesa Margareth Caldas Fuchs, 54, gerente do Setor de Bibliotecas da prefeitura de Curitiba.
O primeiro foi o movimento de contação de histórias, impulsionado pelo programa Proler, da Biblioteca Nacional. O projeto foi responsável por romper com o silêncio de velório que reinava nas salas de leitura, devolvendo-lhe o ambiente algo teatral e divertido. O segundo marco se deve à mudança de status dos espaços de leitura, que mais e mais se munem das táticas de acolhimento e rejeitam o papel de depósito de gente e de poeira. O terceiro marco, por tabela, diz respeito à formação de agentes. “Foi-se o tempo em que ‘qualquer pessoa’ servia para a biblioteca. O agente pode surgir naturalmente, mas formá-lo é fundamental”, ilustra Tânia Maria Severino, uma das gerentes dos Faróis do Saber na capital.
Tão importante quanto mudar a cara da biblioteca, vale dizer, foi existir um grupo de entusiastas fiel à máxima do “água mole em pedra dura...” Pressão aqui e ali, esses educadores mostraram que não basta emprestar livros. Aprende-se a ler mais e melhor se a leitura for um acontecimento escolar – tanto quanto a fanfarra e a gincana. Quando isso acontece, uma leva de crianças, pela vida afora, não vai esquecer o encontro com a literatura que lhe foi preparado por gente como a Shirley, a professora que sabia dos livros.
“Qualquer papel” ganha um leitor
Desde que se tornou agente de leitura na Escola Municipal Eny Caldeira, no bairro Tingui, a professora Juana Helena Colman não vive um dia igual ao outro. São ossos do ofício. Uma das máximas que rege esses profissionais é que cada livro e cada leitor exigem uma dinâmica diferente. Não adianta aplicar regras gerais – a leitura é um universo sensível, íntimo e pessoal.
Uma das passagens que Juana adora contar é a do pai de uma aluna, um estrangeiro, que resistia em entrar na biblioteca do colégio, emprestar um livro e arrastar pelo exemplo. Ela usou de todo o seu latim, e nada, até saber que a terra natal do sujeito sofrera um terremoto. Na célebre hora da saída, mostrou-lhe uma reportagem. “Olhe só o que aconteceu com sua cidade!” Foi o que bastou para fisgá-lo. Moral da história: “Qualquer papel com algo escrito pode ser usado para atrair um leitor”, resume a professora-agente.
Como brincam as amigas, “Juana é de morte”. Ninguém mais se espanta quando coloca livros para fora da biblioteca, pendurados num varal, rompendo com a sisudez. A professora Ângela Maria Agostinho Pereira, 60, segue atrás. Ela trabalha há nove anos na Escola Municipal Maria de Lourdes Pegoraro, no Cajuru, e sua tática é promover cada livro novo que entra para o acervo, tornando-o desejado pelas crianças.
Foi assim com a obra Guilherme Augusto de Araújo Fernandes, de Mem Fox e Julie Vivas, que trata de uma mulher idosa envolta com a perda da memória e às voltas com uma caixa cheia de objetos que a ajudam recordar o que passou. Pois o “lançamento” do livro na sala de leitura da escola incluiu a contação da história e uma caixa com recordações dos frequentadores. Caso alguém não queira participar dessas performances, sem problema: os corredores da escola de Ângela estão forrados de livros, presos à parede, página por página.
Funciona. Indo em fila para a sala de aula, nada de ficar olhando para o cocuruto do coleguinha. Os olhos ficam é pregados no corredor, acompanhando a sequência até chegar à sala de aula. É simples como isso. Mas demorou quase um século para os livros migrarem para fora das bibliotecas escolares, mostrando que se estiverem livres e soltos não deixam ninguém indiferente.
VIDA E CIDADANIA | 2:11

COM A PALAVRA, OS AGENTES

Confira depoimentos de alguns dos agentes de leitura do município.

Educação de surdos em escolas tradicionais ainda é desafio no Brasil


Políticas de inclusão têm tentado corrigir questões históricas no ensino de surdos no Brasil. Excluídos durante muito tempo do processo educativo tradicional, eles começaram, nos últimos anos, a compartilhar as salas com ouvintes em algumas escolas do País. Contudo, a existência de classes mistas, vista como alternativa para integrar crianças e jovens surdos à comunidade, nem sempre funciona. Há relatos negativos, de alunos desmotivados, com dificuldade de aprendizagem e inseridos em ambientes sem infraestrutura adequada. No Dia Nacional da Educação de Surdos, o Terra ouviu relatos que reforçam esse cenário.
Mãe de uma deficiente auditiva, Hozana Rios Dias acredita que os alunos surdos não deveriam dividir atenções com colegas ouvintes. Na classe de sua filha Inara, de 19 anos, há outros três surdos. "Ela não consegue acompanhar. Mesmo com intérprete, tem dificuldade em compreender a matéria, pois seu ritmo é diferente do das outras crianças", diz. A jovem frequenta a Escola Municipal Marília Carneiro, em Goiânia, desde os três anos, quando estudava em uma sala só para crianças surdas. Dois anos depois, foi para a aula tradicional. Hoje, no 8º ano, Hozana defende o retorno de classes especiais para surdos e planeja matricular a filha no Centro Especial Elyisio Campos, escola mantida pela Associação de Surdos de Goiânia, que trabalha a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
A psicopedagoga Eloisa Lima faz coro à opinião da mãe de Inara. Mestre em neurolinguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ela firma que, quando se trata de aprendizagem, a surdez é a mais complexa entre as deficiências. "O surdo acaba não desenvolvendo também a fala, porque ele não ouve e perde essa base. Isso não acontece com o cego, por exemplo". A especialista explica que deficientes auditivos precisam ser estimulados por outros sentidos, como a visão e o tato. "Se a professora dá uma aula expositiva sem mostrar objetos e componentes do conteúdo, é prejudicial para o aluno ouvinte. Para o surdo é muitas vezes pior", garante.
Para Hozana, o ambiente de uma sala apenas para surdos é melhor. "Se a professora explica a matéria e ela não entende, os colegas surdos podem ajudar. Minha filha gosta muito de estudar e é bastante sociável, mas tem dificuldades em uma turma mista", afirma. Hozana acredita que a presença de um intérprete em sala de aula não é suficiente para dar conta das necessidades dos alunos. Além da cooperação entre colegas, Eloisa destaca a necessidade de a postura em uma sala de aula mista ser diferente. "A criança surda fica nervosa com excesso de movimento, luminosidade, pessoas falando sem ser em linguagem de sinais. Isso desorganiza a cabeça deles. Para aprender, precisam de foco, e esse não é o lugar apropriado", diz.
"Envolver é melhor do que segregar", diz especialista
Para a professora Valéria Cavetta, uma das coordenadoras do projeto Libras na Ciência, da Universidade de São Paulo (USP), separar ouvintes de surdos não é a melhor alternativa para estimular a aprendizagem. "Não sou partidária da separação no contexto da educação formal nem em qualquer outro. É interessante invertermos a problemática. Precisamos nos inserir na cultura dos surdos para compreender não somente o processo de socialização deles, mas também a Libras, como se dá a comunicação e, finalmente, a aprendizagem entre surdos e entre surdos e ouvintes. Acredito que temos mais a ganhar por meio de um trabalho que envolva surdos e ouvintes do que aquele que os segregue", diz.
Valéria enfatiza, no entanto, que a inclusão de surdos na escola comum demanda a elaboração de meios que estimulem a participação e aprendizagem desses alunos. Além do ensino regular, a professora explica que os deficientes auditivos devem ter acesso ao Atendimento Educacional Especializado (AEE), um período adicional de horas de estudo. Além de momentos em que os conteúdos são ministrados em Libras, preferencialmente por um professor surdo, o AEE trabalha o ensino da língua específica e de Português, em aulas especiais para alunos com deficiência auditiva.
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 2010, 71.283 alunos deficientes auditivos, surdos e portadores de surdez e cegueira estiveram matriculados na educação básica, tanto em classes regulares quanto em escolas ou turmas de ensino especializado. Até 2015, todos os cursos de licenciatura e pedagogia brasileiros deverão contratar um profissional de Libras. O objetivo é auxiliar na formação dos futuros professores da educação básica.

Metade das escolas estaduais não tem segurança contra incêndios


Sem liberação do Corpo de Bombeiros, as instituições de ensino funcionam irregularmente, colocando em risco a vida dos alunos, funcionários e professores.

Mais da metade das 2.136 escolas estaduais do Paraná não tem a estrutura obrigatória de segurança contra incêndios, o que coloca em risco a vida dos alunos, professores e funcionários. A estimativa foi feita por engenheiros do Corpo de Bombeiros, segundo os quais os problemas são variados – entre eles está a ausência de sinalizadores de saída de emergência e de equipamentos básicos, como extintores e hidrantes, que, por lei, são obrigatórios em qualquer instituição de ensino.
Sem ferramentas para combater uma situação de perigo nem estrutura adequada para esvaziar o local em casos de emergência, as escolas não poderiam estar funcionando. “É necessário haver um certificado de vistoria e aprovação do Corpo de Bombeiros para que a prefeitura permita o funcionamento de um local público”, explica o engenheiro civil Emerson Luiz Baranoski, do Corpo de Bombeiros do Paraná.
Saídas de emergência da UTFPR levam estudantes a “precipício”
As instituições de ensino superior de Curitiba também apresentam irregularidades quanto à estrutura de combate a incêndios. Faltam desde itens essenciais, como escada de emergência, até a entrega ao Corpo de Bombeiros de um Plano de Segurança, quesito obrigatório para vistoria e liberação de funcionamento
Risco
O assessor de engenharia do Corpo de Bombeiros Sandro Marcos Mota explica que, quando ocorre um incêndio em locais com muitas pessoas, é comum que todos saiam correndo ao mesmo tempo. Se não houver ao menos uma porta de emergência adequada, o risco de morte é grande.
Providências
Programa de segurança nos colégios deve começar em dois meses
Está prevista para junho a implantação do Programa Defesa Civil nas Escolas (PDCE) que, segundo a Seed, pretende também agilizar as emissões dos alvarás de funcionamento das escolas. A ideia do programa, feito em parceria com o Corpo de Bombeiros, é adequar as instituições de ensino ao código de segurança e promover palestras de prevenção e primeiros socorros com os alunos. Todas as escolas estaduais e as 395 Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) vão participar do projeto.
Além dos equipamentos de segurança, elas terão uma brigada escolar que vai capacitar professores e funcionários para agir em situações de risco. De acordo com a Seed, até o fim do ano as escolas terão a certificação de segurança.
Perigo na escola
Conhece alguma instituição de ensino com problemas estruturais que comprometam a segurança?
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
A prefeitura de Curitiba, por meio de sua assessoria de imprensa, informa que a liberação do alvará para o funcionamento de uma escola é dado apenas quando a obra fica pronta. Depois disso, não há qualquer tipo de vistoria para saber se o local mantém os padrões de segurança, a menos que ocorra uma denúncia e a Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis (Cosedi), ligada à Secretaria Municipal de Urbanismo, promova uma inspeção no local. Além da liberação do Corpo de Bombeiros, são necessárias autorizações das secretarias municipais de Saúde, Trânsito e Educação.
Como regra geral, o novo Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico do comando do Corpo de Bombeiros determina que todos os estabelecimentos abertos ao público, como escolas e shoppings, devam ter saída e iluminação de emergência, extintores, hidrantes e, em locais que abriguem mais de 100 pessoas, uma brigada de incêndio – grupos de funcionários treinados dentro de um estabelecimento para realizar atendimentos em situações de emergência.
Falta o básico
Como grande parte dos prédios das escolas estaduais é antiga e algumas reformas ocorreram ao longo do tempo, é comum andar pelos corredores e não encontrar ao menos um extintor. Acompanhada do técnico em segurança do trabalho Gabriel Corrêa Prado, a reportagem visitou três instituições escolhidas aleatoriamente: o Colégio Estadual Doutor Francisco de Azevedo Macedo, no Novo Mundo; o Colégio Estadual Barão do Rio Branco, no Centro; e a Escola Estadual Presidente Lamenha Lins, no Rebouças.
Nas três escolas visitadas faltavam todos os itens básicos do código de segurança. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação (Seed), a ausência das estruturas é explicada pela idade das escolas da rede, algumas com mais de 60 anos. A Seed também responsabiliza as instituições de ensino pelo problema, alegando que os colégios não aplicam adequadamente os recursos do Programa Fundo Rotativo – verbas que são repassadas mensalmente pela secretaria para pequenos reparos e serviços e cuja administração é feita pela própria direção da escola.
Um funcionário do colégio Lamenha Lins, que prefere não ser identificado, rebate as acusações. “Não temos qualquer autonomia para comprar equipamentos de segurança. Tudo depende da Secretaria [Estadual] de Educação. Também não recebemos qualquer instrução sobre o que fazer em caso de incêndio”, afirma.

Dilma: programa vai levar 20 mil estudantes ao exterior neste ano


Na companhia de ministros, a presidente Dilma Rousseff falou sobre o programa Ciência sem Fronteiras Foto:Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação
A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira, 23 de abril, que o programa Ciência sem Fronteiras deve levar, ainda este ano, 20 mil estudantes ao exterior para cursos de graduação, doutorado e pós-doutorado. O programa está com inscrições abertas até a próxima segunda-feira, 30 de abril, com bolsas de estudo em países como o Canadá, Bélgica, Portugal e Espanha. A meta do governo é selecionar 101 mil estudantes até 2014.
No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma avaliou o Ciência sem Fronteiras como uma das iniciativas mais importantes do governo. Ela lembrou que os estudantes selecionados terão contato com o que há de mais avançado em ciência e tecnologia. Os cursos escolhidos devem ser nas áreas de ciências exatas, ciências médicas, ciência da computação e engenharia.
"Quando esses estudantes voltarem, vão trazer conhecimento para aplicar aqui no Brasil e vão ajudar a nossa indústria e o governo a fazer tecnologias novas e a provocar processos de inovação dentro das empresas", disse.
Segundo ela, o país já conta com quase 3,7 mil estudantes no exterior iniciando os cursos. Até o fim de abril, a meta é selecionar 10,3 mil bolsistas e, até junho, mais 6 mil bolsistas, totalizando 20 mil alunos beneficiados.
A presidente explicou que, para ser escolhido, o estudante deve conseguir mais de 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Uma premiação nas chamadas olimpíadas do conhecimento também pode ajudar a garantir uma vaga. É preciso ainda falar o idioma do país e ter boas notas, já que as universidades estrangeiras têm um processo interno de seleção bastante rigoroso.
"O critério de escolha do Ciência sem Fronteiras é o do mérito, que leva em conta o desempenho e o esforço do estudante. Com isso, estamos abrindo oportunidade a todos, inclusive para aqueles alunos de famílias pobres e que jamais conseguiriam pagar os custos de estudar no exterior", concluiu.