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sábado, 28 de abril de 2012

Os Vingadores chegaram


Fruto de um projeto arriscado da Marvel, o primeiro filme da superequipe de personagens da editora estreia com força nos cinemas. Nos quadrinhos, as aventuras de Capitão América e cia. vêm conquistando leitores há cinco décadas
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Divulgação / Capitão América (Chris Evans) lidera Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) em uma das muitas cenas de ação do filmeCapitão América (Chris Evans) lidera Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) em uma das muitas cenas de ação do filme
Um projeto ousado que deu certo. Após assistir Os Vingadores, que estreou neste fim de semana em Curitiba, essa é a sensação que fica. Com um filme caprichado e tecnicamente perfeito, a liga de heróis da Marvel faz bonito em sua primeira aventura nas telonas. O elenco estelar colabora. Chris Evans (Capitão América), Mark Ruffallo (Hulk), Scarlett Johanson (Viúva Negra), Liam Hemsworth (Thor) e Robert Downey Jr. (Ho­­­mem de Ferro) estão em química perfeita sob a batuta do diretor Joss Whedon. Com doses corretas de ação e humor, cada um dos super-heróis da Marvel tem sua oportunidade de brilhar.
Após o filme, dá para entender o porquê da aposta tão grande da Marvel. E uma cena após os créditos dá sinais de que veremos mais longas dos Vingadores nos próximos anos.
Em um período de pouca criatividade da indústria de Hollywood, em que adaptações se tornaram um coringa para os estúdios, a equipe liderada por Capitão América provou que tem força o suficiente para salvar mais uma vez o dia.
Cinquentões
Estreantes no cinema, os Vingadores já são quase cinquentões nos quadrinhos. Criados em 1963 pela Marvel, a equipe de super-heróis surgiu como uma resposta à Liga da Justiça, da DC Comics, que reunia personagens como Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha. Apesar do conceito parecido – juntar os principais títulos da editora em uma revista só – o quadrinista José Aguiar, que publica a tira Folheteen no Gaz+, afirma que existem muito mais diferenças do que semelhanças entre os dois times. “A Liga da Justiça trabalhava com personagens icônicos, de uma época mais pura. Os Vingadores vêm de um universo de quadrinhos que tenta ter mais verossimilhança com o mundo real”, explica.

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Essa verossimilhança, na realidade, é uma característica presente em todos os quadrinhos lançados pela Marvel. Focando não apenas nas aventuras de seus super-heróis, a editora conquistou seu público ao explorar também os dramas pessoais de seus personagens. “Quando Stan Lee foi escrever Homem de Ferro, ele pensava no Tony Stark, que é o Homem de Ferro, mas não apenas o herói. Tanto é que ele se torna alcoólatra”, diz Rodrigo Scama, coordenador do curso de pós-graduação em História em Quadrinhos da Opet.
Para o especialista, essa característica é uma das chaves do sucesso para Os Vingadores. “É uma superequipe, com muito material para trabalhar. Como abriga mais personagens, tem mais drama humano”. E isso, é claro, reflete no público. “Além das aventuras, tem também as motivações pessoais dos personagens, o que faz com que os leitores se identifiquem”, diz Aguiar.
Cronologia Marvel
Outro ponto forte da Marvel que ajuda a explicar o sucesso – e a qualidade – de Os Vingadores é a cronologia. “Nos quadrinhos da Marvel, tudo que acontece em um título segue no outro. Isso faz com que se crie um universo coeso”, afirma Aguiar. Neste universo, todos os super-heróis coexistem, e o que acontece em suas aventuras solo impacta também no todo.
Isso explica, por exemplo, um dos motivos para Os Vingadores terem tido tantas formações nos quadrinhos – o filme mostra apenas uma delas. “Tem que casar [as histórias]. Eles são uma equipe, mas cada um também tem uma aventura solo. O que um escritor faz no gibi do herói reflete no gibi da equipe”, diz Scama, que dá o exemplo do Homem de Ferro: quando ele se tornou alcoólatra em seu gibi, ficou impossível ele continuar lutando contra o crime nos quadrinhos de Os Vingadores.
Carro-chefe
Atualmente, o gibi de Os Vingadores ainda é um dos carros-chefes da Marvel. “Tanto que Homem-Aranha e Wolverine, dois dos mais importantes heróis da editora, fazem parte da equipe”, revela Scama. De acordo com Aguiar, nos anos 1990 o título perdeu um pouco de status para os X-Men, mas esta situação atualmente se inverteu. “Os Vingadores foram tratando de temas mais próximos aos leitores. Conflitos interessantes e paralelos com o mundo real”, afirma.
Para o quadrinista, entretanto, a equipe de Capitão América, Thor e muitos outros nunca teve uma grande saga. “Mas o grupo, em si, é um clássico”, diz. Por isso, eles se tornaram uma espécie de eixo nos quadrinhos e agora também nas telonas. “Juntaram [em um só filme] todas as mitologias. Isso nunca aconteceu no cinema. Os super-heróis eram tratados como únicos e nunca se encontravam. O Homem-Aranha não viu o Quarteto Fantástico até hoje, e eles moram na mesma cidade. Os Vingadores abriu essa perspectiva”.
Super-heróis ganham força nos cinemas

Gilberto Yamamoto
Gilberto Yamamoto /
Mais do que um filme aguardadíssimo pelos fãs, Os Vingadores é uma máquina de dinheiro – tanto de investimento quanto, possivelmente, de retorno. Só de publicidade, para se ter uma noção, foram gastos U$ 100 milhões. Isso sem contar a grana investida nos últimos anos, com os filmes solos dos protagonistas (veja no quadro). Com uma estratégia acertada, de acordo com os entrevistados pelo Gaz+, a Marvel preparou muito bem o terreno para a chegada de uma de suas adaptações mais épicas. “É uma aposta muito alta, pois eles sacrificaram muitos filmes que poderiam ser melhores para funcionar como prelúdio de Os Vingadores”, aponta o crítico de cinema Marden Machado.
Segundo ele, com o alto retorno dos filmes de super-heróis na última década e cada vez mais títulos sendo produzidos, já dá para considerar que as adaptações se tornaram um gênero em Hollywood. “Os estúdios têm tido a preocupação de envolver no projeto um diretor que goste do personagem, que possa transpor a história para o cinema de uma maneira próxima à que existe na HQ, justamente para agradar os fãs”, afirma. O resultado são grandes sucessos de bilheteria, como a franquia X-Men, o Homem de Ferro e Homem-Aranha, que em breve ganhará uma nova série de filmes. “Quando você poderia imaginar que em menos de 10 anos, já iriam fazer um reboot deste herói?”, diz.
Sem limites
De acordo com Machado, um dos fatores primordiais para a retomada dos filmes de super-heróis em Hollywood se deu por conta do avanço tecnológico. “O limitador técnico não existe mais. Não importa qual herói, a tecnologia permite levar para a telona qualquer um deles, sem exceção”. A mina de ouro, no entanto, foi descoberta com Blade, que, mesmo feito sem pretensão, fez sucesso em 1998. Com a chegada – e o barulho – de X-Men, em 2000, e Homem Aranha, em 2002, os estúdios perceberam que havia um grande potencial aí.
Sem limites técnicos e com adaptações fiéis aos quadrinhos, os filmes de super-heróis passaram também a apostar em roteiros elaborados, tirando o aspecto de “filme-pipoca” que o gênero carregava. Batman – O Cavaleiro das Trevas é, de acordo com Machado, o maior exemplo. “O filme ficou tão bom que ele funcionaria do mesmo jeito se fosse um policial e não um homem vestido de morcego combatendo o crime. Ele conseguiu transcender essa amarra do quadrinho.”
Carreira solo
Preparando o terreno para Os Vingadores, a Marvel lançou uma série de filmes com seus super-heróis com o objetivo de apresentá-los para o grande público. Veja quais são:
Hulk

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Hulk foi o único dos Vingadores que teve dois filmes lançados. Hulk (2003) e O Incrível Hulk (2008) não foram grandes sucessos nos cinemas, embora o segundo filme seja considerado superior ao primeiro. Interpretado respectivamente por Eric Bana e Edward Norton, o “verdão” é vivido em Os Vingadores por Mark Ruffalo.
Homem de Ferro

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Considerado uma das melhores adaptações de quadrinhos da última década, Homem de Ferro teve duas aventuras solo no cinema (2008 e 2010). Muito do sucesso se deve à interpretação de Robert Downey Jr. como o herói Tony Stark. É no segundo filme que aparece a Viúva Negra (Scarlett Johanson), também da equipe dos Vingadores.
Thor

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O semi-deus Thor, filho de Odin, não era um dos heróis mais populares da Marvel, mas também teve seu filme solo produzido para apresentar o personagem antes de Os Vingadores. Protagonizado por Liam Hemsworth, Thor teve uma bilheteria satisfatória e deve ganhar uma sequência em 2013.
Capitão América

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“O primeiro vingador”, como é chamado Capitão América, foi, na verdade, o último a ganhar um filme solo nesta nova leva de adaptações da Marvel. Com Chris Evans no papel principal, o filme conta a história do super soldado criado pelos Estados Unidos na década de 1940 que, congelado, retorna em 2012 para integrar a equipe dos Vingadores.

Professores do DF em greve desocupam Palácio do Buriti


Os educadores ocuparam o prédio do governo na quinta-feira Foto:Antonio Cruz/Agência Brasil

O grupo de professores em greve que ocupava desde quinta-feira o sexto andar do anexo do Palácio do Buriti - sede da Secretaria de Estado de Gestão Administrativa - deixou o local no início da tarde desta sexta-feira. A saída ocorreu depois que a bancada de parlamentares do Distrito Federal no Congresso Nacional intermediou a reabertura das negociações com o governo distrital, que tinham sido suspensas.
O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) e os representantes do governo se reúnem na tarde de hoje para tentar mais um acordo e por fim à greve que já dura quase dois meses. "Nós avaliamos em assembleia que ia ser um desgaste muito grande para os companheiros que estavam no prédio continuarem lá", explicou o membro da diretoria do Sinpro, Cleber Soares. A próxima assembleia da categoria está marcada para terça-feira.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) declarou, no dia 20, que a greve dos professores é ilegal. A Justiça determinou o retorno de pelo menos 80% dos professores para as salas de aula. A categoria, ainda assim, decidiu manter a paralisação.
Os professores em greve pedem o cumprimento de um acordo firmado em 2011 com o governador, Agnelo Queiroz, que prevê a equiparação da média salarial dos docentes à de outras carreiras de nível superior do governo do Distrito Federal (G

A cota racial só disfarça o problema


O simples critério racial tende a provocar uma perigosa distorção. Diferencia os brasileiros pela cor da pele e não pelos méritos do conhecimento

Em julgamento histórico, por unanimidade de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou na última quinta-feira como constitucional a política de cotas raciais como um dos critérios para ingresso nas universidades. A decisão se deu em razão de questionamentos quanto à legalidade do modelo, assim como à forma tão pouco científica com que as instituições aferem a ascendência étnica dos candidatos. Entretanto, deve-se aduzir à decisão do STF comentários que vão além dos limites jurídicos para adentrar em aspectos que dizem respeito a outras políticas públicas de inclusão.
É inegável que, em um país em que subsistem profundas desigualdades, é essencial que o Estado promova processos de inclusão. É de sua obrigação criar oportunidades também àqueles que, por diferentes motivos, não conseguem se aproximar do ideal de igualdade preconizado pela Constituição e são condenados a permanecer nos estamentos periféricos da sociedade. Exatamente neste ponto cabe uma ressalva com relação à decisão do STF: não apenas a população negra seria credora de políticas públicas compensatórias, devendo ser incluídos nesse rol outros segmentos, como o dos indígenas.
Que fique claro não se tratar de olvidar a tragédia que foi a escravidão no país, a dívida social decorrente dessa chaga, nem o subjacente preconceito racial que, muito embora dissimulado, lamentavelmente teima em existir. Por outro lado, não há como deixar de mencionar o positivo processo de miscigenação ocorrido, que permitiu fazer do Brasil uma sociedade multirracial sem a intolerância vista em outras plagas. Sob este prisma, mais importante nos parece ser a adoção de medidas para reduzir as profundas disparidades sociais que segregam milhões de brasileiros, impedindo-os de ter acesso a uma vida digna, aí incluídos não apenas os afrodescendentes.
A universidade, não há como negar, é um símbolo de status e porta de entrada para descortinar a perspectiva de uma vida socialmente diferenciada. Condição que, por princípio, é um direito de todos.
Entretanto, é necessário que busquemos nas origens da desigualdade outros fatores que nos levam obrigatoriamente a relativizar a ênfase na questão racial do modelo brasileiro. E o mais importante desses fatores está exatamente no campo da educação pública. Sabemos todos o quanto é ainda sofrível a qualidade do ensino público no Brasil – testes internacionais de leitura e matemática evidenciam nosso atraso no setor.
Tais problemas não atingem exclusivamente as crianças e jovens negros ou pardos, mas também os alunos brancos que, em razão de sua condição socioeconômica, são igualmente excluídos da oportunidade de frequentar o ensino básico privado, que oferece educação de melhor qualidade. Independentemente da origem étnica, o filtro que os impede de ingressar nas universidades públicas, muitas delas excelentes – consequentemente mais concorridas e mais exigentes nos processos de seleção –, se concentra no baixo nível educacional da escola pública.
O simples critério racial tende a provocar uma perigosa distorção. Diferencia os brasileiros pela cor da pele e não pelos méritos do conhecimento acumulado nos bancos escolares. Logo, talvez mais importante que estabelecer o impreciso regime de cotas raciais é o investimento que cabe ao governo fazer para melhorar a qualidade do ensino público básico, de tal modo que brancos e negros, ricos e pobres alcancem condições iguais de acesso aos níveis de graduação universitária.
Pensar em estabelecer cotas raciais sem ao mesmo tempo dar solução ao problema principal é o mesmo que eternizar a aplicação de um remédio apenas paliativo, que deveria ser encarado como transitório. Que se adote a cota racial como um passo, mas nunca como o único e permanente. Há outro passo urgente: a universalização do ensino de qualidade. Este, sim, é o canal para diminuir as desigualdades, diferentemente do outro, que acentua as diferenças baseado em ultrapassados, moderna e cientificamente inaceitáveis conceitos de raça.

Metade dos brasileiros tem pouca ou nenhuma vivência escolar


Alexandre Mazzo/ Gazeta do Povo / Maria do Rosário (à dir.) é professora de Biologia, mas a irmã Aparecida nunca foi à escola

Existem no Brasil 81,3 milhões de pessoas com 10 anos ou mais que nunca tiveram instrução escolar ou não conseguiram completar o ensino fundamental.

Ainda existem no Brasil 81,3 milhões de pessoas com 10 anos de idade ou mais que nunca tiveram instrução escolar ou que não conseguiram completar o ensino fundamental, o que equivale a 50% da população. Os dados estão no Censo Demográfico de 2010 e foram divulgados ontem. O levantamento também mostrou que 18,7 milhões de pessoas (10% do total) nunca tiveram a oportunidade de pisar em uma escola ou creche.
As informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Es­­tatística (IBGE) são um resumo do que ocorre com a educação no país: ela vive de extremos. Enquanto de 2000 para 2010 o Brasil teve um ganho considerável na taxa de conclusão do ensino superior – de 4,4% para 8,3% da população – ainda há um porcentual muito maior de indivíduos que dificilmente conseguem chegar à escola ou, quando chegam, desistem dos estudos.
Necessidades especiais
Número de pessoas com deficiência aumenta 10% entre 2000 e 2010
Em dez anos, o número de pessoas que declararam ter algum tipo de deficiência, seja visual, auditiva, motora ou mental, aumentou dez pontos porcentuais. Em 2000, essa população representava 14% dos brasileiros e, em 2010, passou para 24% do total de habitantes.
A maior deficiência é a visual: 35,7 milhões de brasileiros dizem não enxergar direito (18% do total). A segunda maior é a motora (7% da população) e a terceira é a auditiva, que atinge 5% dos habitantes.
“Esse grande aumento pode ter relação com a conceituação do que é ter deficiência visual ou ser cego”, alerta o oftalmologista Carlos Augusto Moreira Júnior, responsável pelo Serviço de Retina do Hospital de Olhos do Paraná. Moreira lembra que a Organização Mundial da Saúde está preocupada com a saúde visual porque, se hoje existem no mundo 45 milhões de cegos, o número pode subior para 70 milhões em 2020. “Isso se deve, sobretudo, ao aumento da expectativa de vida. Quanto mais velhas as pessoas, maiores as chances de elas desenvolveram doenças oculares”, explica.
Calcanhar de Aquiles
Apesar de a frequência escolar de crianças entre 7 e 14 anos ser obrigatória, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, o Brasil ainda tem 966 mil crianças e adolescentes nessa faixa etária fora da escola. Os dados sobre o ensino médio também são preocupantes: na faixa de 15 a 17 anos, 16,7% dos brasileiros não iam à escola em 2010.
Mortalidade infantil cai 50% na última década
A taxa de mortalidade infantil teve redução recorde na última década e chegou a 15,6 mortes de bebês de até 1 ano de idade por mil nascidos vivos, segundo dados do Censo 2010 divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é 47,5% menor que os 29,7 por mil registrados em 2000. De 1960 (131 mortes por mil nascidos vivos) a 2010, a redução foi de 88%.
O Paraná é um exemplo desses dados opostos. Da Re­­gião Sul, é o estado com o maior porcentual de pessoas com 10 anos ou mais que nunca frequentaram uma sala de aula ou não terminaram o fundamental: são 4,3 milhões (49% do total da população). Por outro lado, também é a unidade da federação do Sul com mais pessoas que concluíram o ensino superior, 869,6 mil (10%).
A família de Maria do Ro­­sário dos Santos, 55 anos, é o retrato fiel dessas disparidades. Dos oito irmãos, apenas ela e outros dois conseguiram concluir a graduação – e viraram professores. Mas, enquanto ensina os outros sobre Biologia, Maria do Rosário tem na própria casa irmãos como Aparecida, que nunca conseguiram ler e escrever.
A falta de oportunidades faz com que Aparecida tenha até dificuldades para identificar as linhas de ônibus de Curitiba. “Nossa família trabalhava em uma fazenda no interiorzão do Paraná. Não tínhamos renda para ir para a cidade estudar. Eu consegui com a ajuda de outras pessoas. Um dos meus irmãos estudou porque começou a dirigir um carro para o fazendeiro, sem carteira de motorista mesmo, e teve mais contato com a sociedade”, resume Maria do Rosário.
Zona rural
O acesso à educação no campo é outro problema grave do Paraná, segundo o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara. “Vimos recentemente que o transporte dos alunos do estado é feito pelos municípios, ao custo de R$ 50 milhões. O dinheiro poderia ser empregado na construção de escolas no campo”, analisa.
A professora da Uni­ver­­sidade Federal do Paraná (UFPR) Araci Asinelli, doutora em Educação, reforça que não só aqui, como no Brasil inteiro, a distribuição das escolas pelo território é desigual. “Antigamente se estudava longe de casa porque as crianças iam a pé ou de bicicleta. Com o aumento da violência, as famílias têm preferido deixar os filhos em casa quando a escola fica muito distante”, explica.
Araci afirma ainda que não viu nos últimos anos novas escolas serem construídas no Paraná. “Mas ao mesmo tempo nosso governador na época [2010], para tentar melhorar a segurança, sugeriu a criação de celas modulares para presos. Questiono por que não trocar as celas por salas modulares e levar o ensino para os bairros mais vulneráveis?”, critica.
4,4 milhões estudam em outra cidade
Diariamente, 4,4 milhões de brasileiros precisam sair da cidade onde moram para estudar. Só no estado de São Paulo, 1,1 milhão de pessoas fazem este movimento. O número é grande também em Minas Gerais (432 mil) e no Rio de Janeiro (334 mil). Em termos proporcionais, no entanto, Santa Catarina é o estado que tem o maior índice de alunos que estudam fora da cidade onde residem: eles representam 10% da população de estudantes ou 184 mil pessoas. Já entre os alunos do Paraná, 7% fazem esse deslocamento todos os dias.
Os números do estado colocados em um mapa (veja nesta página) mostram que o movimento mais intenso no Paraná está nas regiões Norte, Oeste e Sudoeste – há ainda uma concentração em Curitiba e região metropolitana. A cidade de Almirante Tamandaré, na RMC, tem a maior taxa paranaense de alunos que estudam fora: 28% da população. Pinhais e Campo Magro, também na região metropolitana, têm índices de 25,5% e 22,8%, respectivamente.
“O Paraná tem um grande número de universidades que foram divididas em cidades polos. São elas que concentram a movimentação das cidades menores e vizinhas. É só perceber no horário de entrada de aula quantas vans de outros municípios levam esses estudantes até esses polos”, cita a professora e doutora em Educação Araci Asinelli. 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Almirante Tamandaré dá largada aos Jogos Escolares do Paraná

   Planetaanderson  parabeniza o grande evento que se inicia em Almirante Tamandaré, organizado pelo Prof. Cícero e seus estagiários em nome da Secretaria de Esportes do Município.
  
   Hoje, dia 27 de Abril de 2012 é um dia histórico para o nosso município. Pela primeira vez em 122 anos de emancipação política, a Cidade recebe Os Jogos Escolares do Paraná - Etapa Grande Curitiba.
   A competição, realizada pelo Núcleo Regional de Educação em parceria com a Prefeitura de Almirante Tamandaré, envolve estudantes-atletas em diversas modalidades, como futebol, futsal, volei, volei de areia, handebol e basquetebol.
   O Coordenador dos Jogos no Município o Professor Cícero fala em reunião sobre Os Jogos Escolares:

Coordenador Cícero destaca que Tamandaré foi o município escolhido para receber os jogos na fase metropolitana.

Imagens relacionadas:
Abertura Oficial





Colégio Estadual Prof Edimar Wright 

Representando Alm. Tamandaré 


Colégio Estadual Prof Edimar Wright 

Representando Alm. Tamandaré



Colégio Estadual Prof Edimar Wright 

Representando Alm. Tamandaré








Coordenador dos Jogos em Alm. Tamandaré

Equipe de Coordenação

Fala do Prefeito do Município de Alm. Tamandaré

Fala do Prefeito do Município de Alm. Tamandaré

Formação das Escolasparticipantes



Atleta Cadeirante carregando o fogo Olímpico

Atleta Cadeirante carregando o fogo Olímpico 




















Cratera é formada na Rua Rio Grande do Norte

A Prefeitura e a Defesa Civil notificaram os proprietários de alguns imóveis nas proximidades da cratera para desocupação dos espaços
Crateras podem ser formadas em áreas de fragilidade no solo kárstico.
Crateras podem ser formadas em áreas de fragilidade no solo kárstico.

Na esquina das ruas Rio Grande do Norte e Ceará, no bairro de Tranqueira, devido às fortes chuvas ocorridas nos últimos dias 25 e 26 deste mês, uma cratera se abriu no local. A Prefeitura interditou a rua e com o apoio da Defesa Civil, notificou os proprietários de alguns imóveis nas proximidades da cratera para desocupação dos espaços por uma questão de segurança.
De acordo com Rogério da Silva Felipe, geólogo da Mineropar, a cratera pode ser considerada uma dolina, ou seja, um colapso do Karst. Cerca de 80% do município de Almirante Tamandaré está sob área de influência do Aquífero Karst sendo que algumas áreas apresentam maior fragilidade para formações dolinas do que outras. Por se tratar de uma rocha solúvel, como explica o geólogo, com a grande quantidade de chuva, a água penetra no solo, o qual perde sua aderência e desaba.
“As rachaduras estão aumentando no local e a Prefeitura irá depositar camadas de pedra e terra no local conforme orientação da Mineropar repassada na tarde do dia 27 à Secretaria”, destaca o secretário de obras Dilaor Machado, alertando ainda a população para que consulte o departamento de urbanismo da Prefeitura antes de construir, verificando assim as áreas de risco mapeadas no município.