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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Evasão em cursos técnicos de ensino médio preocupa educadores


Henry Milleo/ Gazeta do Povo / Natalie fez Produção de Áudio e Vídeo, mas quase desistiu por falta de dinheiro e problemas com os equipamentos do cursoNatalie fez Produção de Áudio e Vídeo, mas quase desistiu por falta de dinheiro e problemas com os equipamentos do curso
EDUCAÇÃO

Conflito de horários, desconhecimento sobre a área escolhida e insatisfação com a estrutura estão entre os principais responsáveis pela desistência.

Cursar o ensino médio e já sair com uma formação profissional, ou concluir o ensino regular e entrar mais cedo no mercado de trabalho por meio de um curso técnico subsequente são possibilidades que empolgam menos jovens do que se poderia imaginar. No Brasil, a evasão geral no ensino médio é de 10,3% – índice que cai para 6,7% no Paraná, de acordo com dados do Censo Escolar de 2010. O Ministério da Educação e a Secretaria Estadual de Educação (Seed) não divulgam dados específicos sobre o abandono nos cursos técnicos, mas, segundo escolas e profissionais consultados, as taxas são preocupantes. Uma amostra disso é que, em seu plano de metas, a Seed trata o combate ao abandono no ensino técnico como prioridade.
Na Universidade Tec­no­­lógica Federal do Paraná (UTFPR) a evasão nos cursos técnicos integrados ao ensino médio passou de 13,66% em 2010 para 16,18% no ano passado. No Instituto Federal do Paraná (IFPR) a evasão foi baixa em 2011: 2,09% dos estudantes abandonaram os cursos integrados e subsequentes, o que representa 640 dos quase 30 mil alunos. Mas esse quadro positivo é recente e resulta de um trabalho específico para combater a desistência. Em 2009, o número foi 79% maior – 1.146 estudantes largaram seus cursos. Em 2010, houve 1.768 desistências.
Artigo
Desafios da formação técnica no Paraná
Ronaldo Casagrande, diretor do Centro Tecnológico da Universidade Positivo (CTUP)
O apagão de mão de obra é um tema recorrente quando o assunto é o crescimento do Brasil para os próximos anos. Atualmente faltam profissionais qualificados em todas as áreas e em todos os níveis. Porém, a maior escassez, especialmente no Paraná, não é por advogados, administradores e outros bacharéis e sim por pessoas com habilidades técnicas específicas. O mercado de trabalho tem um déficit muito grande desses profissionais em diversas áreas, especialmente àquelas ligadas a infraestrutura e produção, tais como petróleo e gás, construção civil, controle e processos industriais, entre outras.
O mercado está remunerando muito bem profissionais de nível técnico ligado a essas áreas. Mas por que então há falta de pessoas com esse perfil? Pode-se discorrer aqui sobre várias causas que levaram a essa escassez, mas gostaria de destacar especialmente duas. Primeiramente não podemos ignorar que no Brasil houve historicamente um forte preconceito com a formação profissional.
Desde suas origens, a formação profissional foi destinada a classes sociais menos favorecidas e teve como objetivo principal a resolução de problemas sociais. O próprio trabalho, especialmente o manual e operacional, sempre sofreu preconceito em nosso país. Vale lembrar que a palavra trabalho tem sua origem na palavra latina Tripalium, instrumento de tortura utilizado com escravos. O preconceito em relação ao trabalho operacional pode ser evidenciado, ainda nos dias de hoje, quando vemos filhos de pessoas de classe média alta que trabalham por longos períodos nos EUA como babás e garçons, mas que se recusam a realizar esse tipo de serviço no Brasil.
Outro problema que temos no avanço da formação técnica é em relação ao financiamento para estudo. Podemos, de forma simplista, identificar dois grandes financiadores, sendo um o poder público e outro, o privado, constituído especialmente pelo segmento empresarial (representado pelo Sistema S) e também pelas próprias pessoas que buscam uma formação. Especificamente nas últimas duas décadas, o poder público identificou a necessidade de promover a formação de profissionais de nível técnico de qualidade e desde então vem desenvolvendo programas para acelerar esse tipo de formação.
O grande problema é que tanto o poder público quanto o Sistema S não têm recursos suficientes para formar toda a demanda necessária. Por outro lado, o público interessado em buscar uma formação profissional normalmente não consegue arcar, também, com os custos de uma boa formação profissional.
Hoje, a formação técnica é uma ótima opção, tanto para a pessoa, que é bem remunerada, quanto para o país, que necessita desse perfil de profissional para se desenvolver. Porém, para resolver o problema da formação profissional deve haver, pelo menos, a superação das barreiras aqui relacionadas: o problema cultural de preconceito com a formação profissional e o financiamento ao estudante.
Razões
Entre as principais razões para a desistência estão o desconhecimento e a insatisfação com a estrutura dos cursos e a opção por dar continuidade aos estudos no ensino superior. No entanto, a mais preocupante é a vulnerabilidade social, já que muitos estudantes conciliam os estudos com o trabalho.
Há casos de alunos que abandonam o curso por não conseguirem acompanhar as aulas ou por não terem gostado da escolha. Existem estudantes, por exemplo, que optam por uma formação em informática pensando em áreas de interesse, como a internet, mas esquecem que há muita matemática como base para os estudos. “Por ter um processo seletivo relativamente concorrido, os alunos que ingressam possuem uma base consistente na formação geral, encontrando dificuldade nas áreas técnicas”, afirma Sonia Ana Leszczynski, chefe do Departamento de Educação da UTFPR.
Análise
O professor Irineu Mario Colombo, reitor do IFPR, considera os índices de evasão na instituição preocupantes, já que o governo federal faz um investimento grande nesses cursos. Para reverter o quadro, o IFPR deve investir R$ 5 milhões neste ano apenas em programas de assistência estudantil, para apoiar a permanência dos alunos.
Colombo ainda faz uma ressalva em relação aos índices elevados de evasão: a economia aquecida. “Para cursos técnicos, a demanda aquecida não estimula a permanência”, afirma. Ele dá como exemplo o mercado da construção civil em alta. Um aluno que cursa o técnico em edificações pela manhã e é muito solicitado pelo mercado acaba abandonando o curso para atender a essa demanda.
No TECPUC, centro de ensino técnico ligado à PUCPR, um trabalho de avaliação da evasão ajudou os profissionais a entenderem melhor as razões dos estudantes. “Um grande porcentual da evasão ocorre pelo fato de os alunos serem os próprios pagantes do curso e não conseguirem conciliar as atividades do dia a dia e os estudos”, explica Roger Steppan, diretor do TECPUC.
Trampolim
Aulas foram meio de ingressar rapidamente no mercado de trabalho
Em 2010, Natalie Patrício, de 24 anos, decidiu estudar Produção de Áudio e Vídeo no IFPR, um dos novos cursos ofertados na instituição após sua criação, em 2008. Em meio a atrasos na formação por falta de professores, que ainda estavam sendo contratados, e deficiências com equipamentos, a jovem quase desistiu do curso por falta de dinheiro.
Morando sozinha em Curitiba, Natalie aproveitava o vale-transporte que recebia no trabalho para ir até o instituto. Quando parou de trabalhar, o orçamento ficou apertado. Com problemas de saúde, ela perdeu muitas aulas e quase largou os estudos. “Aí apareceu a bolsa de inclusão social e pude continuar”, conta. Em troca do dinheiro, R$ 200 mensais, Natalie fez monitoria acadêmica, o que ainda a auxiliou nos estudos.
Hoje a jovem trabalha na área e sonha em continuar os estudos em um curso superior de Medicina. “Escolhi o curso técnico porque dura menos tempo e você sai um profissional formado.” Natalie faz aulas no pré-vestibular gratuito Em Ação nos fins de semana e se prepara para prestar vestibular no fim do ano. “A gente tem de comer, se vestir, então, precisa trabalhar”, resume.
Informação
“Não sabia muito bem o que era o curso e caí de paraquedas”
O curso técnico em Mecânica, ofertado de forma integrada ao ensino médio, pareceu uma boa oportunidade para o jovem Igor Fabiano de Castro do Nascimento, 17 anos. Mesmo assim, ele desistiu da formação profissional e voltou ao ensino médio regular. “Aconteceu o que acontece com um monte de pessoas: não sabia muito bem o que era o curso e caí de paraquedas. Saí porque não era o que eu queria”, conta.
De volta ao segundo ano do ensino médio, o jovem estuda hoje no Colégio Estadual Rodolpho Zaninelli, na Cidade Industrial de Curitiba, onde também cursou metade do ensino técnico. “Não tinha estrutura e ficou mais viável largar o técnico e ficar no regular”, conta, lembrando que entre as razões para a troca estavam a falta de laboratórios e de professores.
Segundo Marilda Diório Menegazzo, diretora do Departamento de Educação e Trabalho da Secretaria de Estado da Educação (Seed), para diminuir a taxa de evasão, as escolas estão sendo orientadas a explicar melhor para o aluno o que ele vai encontrar e estudar no ensino técnico. Além disso, novos laboratórios estão sendo preparados. Atualmente, a rede estadual tem 89.858 alunos no ensino médio profissionalizante, que está presente em quase todas as cidades do Paraná.

Primeiro emprego: 9 gafes para evitar


Ilustrações / Gilberto Yamamoto /
MERCADO DE TRABALHO

Para muitos estudantes é durante a faculdade que ocorre a primeira experiência profissional. Se passar pelo processo seletivo é uma vitória, manter a vaga e causar uma boa impressão são tarefas que exigirão esforço ainda maior. Para evitar julgamentos negativos, é bom estar atento aos conselhos de quem está habituado ao mercado de trabalho e observar o comportamento dos colegas mais experientes. A Gazeta do Povo conversou com as consultoras de carreira Simone Ianze, psicóloga do Instituto Euvaldo Lodi (IEL); Dâmaris Souza Cristo, coaching da Universidade Positivo; e Daniella Forster, coordenadora do PUC Talentos, e pediu para elas elencarem as gafes mais comuns entre estagiários e trainees de primeira viagem. Fique atento!

1. Roupas
Ao chegar a um novo ambiente de trabalho, o primeiro aspecto que as pessoas avaliam é a aparência. Sempre que alguém se diferencia muito dos demais, a discrepância gera comentários. Para as garotas, esse não é o momento para usar roupas curtas ou justas demais. Com os homens, o desleixo com a aparência tem de ser evitado. O segredo é comparecer no primeiro dia com algo que seguramente é aceito na maioria dos ambientes. Em seguida, observe os colegas e os patrões para saber se a roupa social ou um estilo mais esporte são os mais adequados.
2. Faltas
Poucas coisas irritam tanto os patrões quanto faltar, não avisar e comparecer no dia seguinte como se nada tivesse acontecido. Todos entendem que imprevistos acontecem, mas uma ligação explicando o ocorrido o mais cedo possível sempre ameniza o problema da ausência. No entanto, é preciso ser criterioso com os motivos das faltas.
3. Hierarquia
Fique atento ao organograma da empresa e ao modo como os funcionários tratam os superiores. Em alguns lugares, os diretores, por exemplo, são tão acessíveis quanto qualquer outro colega. Em outros, há uma cultura de maior distanciamento. É o tipo de coisa que raramente está escrita em algum documento, mas é perceptível a um bom observador.
4. Horário
Na faculdade, muitos professores toleram atrasos de até dez minutos depois do início da aula, mas no trabalho esse hábito é extremamente condenável. Compromisso com o horário de expediente é ainda mais importante em empresas que adotam o sistema de ponto eletrônico, nas quais o atraso não vai render apenas uma imagem negativa, mas pode causar desconto no salário.
5. Celular
Nenhum dos novos colegas de trabalho precisa saber detalhes da sua vida pessoal a cada ligação atendida. Portanto, seja discreto no uso do celular. Nada de falar muito alto, nem por muito tempo, nem efetuar muitas chamadas durante o expediente. Essas pequenas ausências, quando frequentes, sempre são cobradas.
6. Alimentação
Observar o ambiente é o segredo para evitar situações constrangedoras, como hábitos inadequados de alimentação. Em algumas empresas, a etiqueta vigente prevê que não se coma na mesa em que se trabalha. Salgadinhos que produzem muito farelo ou são barulhentos ao mastigá-los devem ser evitados, bem como doces pegajosos que possivelmente deixarão o 
teclado grudento. Há pessoas discretas, mas que passam o dia todo se alimentando. Isso também não pega bem.
7. Redes sociais
Facebook, Twitter e MSN são importantíssimos para muitos universitários, mas há empresas que abominam o uso dessas ferramentas durante o expediente. Em algumas, o bloqueio é automático, mas, em outras, a orientação é apenas verbal. Ser pego batendo papo com amigos ou atualizando o status é constrangedor e resulta em pontos negativos para avaliadores rigorosos. É melhor resistir.
8. E-mails
É o principal meio de comunicação formal em qualquer companhia, então, capriche na escrita. Nada de “vc”, “tbm” ou outros códigos típicos de conversas informais na internet. E-mail é documento e exige respeito à ortografia. Muitíssimo cuidado com as listas de contatos e a opção “responder a todos”. Mandar para todo o departamento o que deveria ser dito apenas a uma pessoa é um vexame e a gravidade do acontecimento varia de acordo com o conteúdo da mensagem.
9. Abandono
Falha considerada gravíssima pelos consultores é desistir da vaga sem avisar nem a empresa contratante, nem a agência responsável pelo estágio. Isso geralmente ocorre quando o estudante passa a não sentir-se bem no ambiente de trabalho, mas é muito tímido ou tem medo de informar os chefes sobre a decisão. Sumir sem explicações é a pior atitude porque o estudante será lembrado pela empresa e pela agência como alguém que não merece confiança. Projetos ficam comprometidos por causa do abandono repentino e sempre há a possibilidade de que a história do abandono chegue a outras empresas da mesma área, impondo obstáculos a contratações futuras.
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ESTILO DE VIDA | 5:24

Gafes que estagiários e trainees precisam evitar

Causar uma boa impressão e tomar cuidado com comportamentos inadequados é essencial para estudantes em início de carreira. A coordenadora do PUC Talentos, Daniella Forster, fala sobre as gafes mais comuns que estagiários e trainees devem evitar.

O manifesto é em razão da Administração do Município ter feito alteração abrupta no pagamento da insalubridade dos servidores do setor da saúde (de todas as categorias) sem critério nenhum, sem explicação, sem uma Portaria ou Decreto.



Manifesto dos Servidores Municipais de Almirante Tamandaré
O SINPROSMAT ( sindicato dos Professores e Servidores Municipais de Almirante Tamandaré)vem comunicar que haverá um manifesto pacífico dos servidores do quadro da saúde, no dia 04 de maio as 8:30hs. O manifesto sairá da pracinha ao lado do terminal, da sede de Almirante Tamandaré e seguiremos rumo a Prefeitura.
O manifesto é em razão da Administração do Município ter feito alteração abrupta no pagamento da insalubridade dos servidores do setor da saúde (de todas as categorias) sem critério nenhum, sem explicação, sem uma Portaria ou Decreto.
Os servidores foram para o feriado ganhando 20% de insalubridade sobre o salário base da categoria profissional específica e retornaram do feriado do 1º de Maio ganhando de insalubridade de 10% sobre o salário mínimo do Governo.
Ora, o Prefeito não pode deliberadamente resolver de uma hora para outra que o grau de insalubridade de todas as categorias de profissionais da Saúde, dentistas , enfermeiros, médicos, ACS, motorista de ambulância, auxiliar Administrativo e outras categorias profissionais seja de 10%, sem uma avaliação técnica que o valha.
Estamos também, reivindicando as 30horas de jornada de trabalho para categoria de enfermagem.
Contamos com o apoio dos companheiros nesta empreitada,
Saudações fraternas
Benedita Isabel dos Santos






quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cientistas desenvolvem sensores para roupa que vigiam condição do paciente


O sistema de vigilância sem fio comunica as informações sobre o paciente em tempo real a um médico, um hospital ou ao próprio paciente.

Uma equipe da Universidade de Arkansas desenvolveu uma série de sensores têxteis em nanoestruturas que podem ser colocados no sutiã ou no colete para vigiar a condição de saúde dos pacientes onde quer que eles esteja.

O sistema de vigilância sem fio comunica as informações sobre o paciente em tempo real a um médico, um hospital ou ao próprio paciente.
Por meio de um módulo leve e sem fio, os sensores se comunicam com um software que recebe os dados dentro de um smartphone, os compacta e os envia a uma variedade de redes sem fios.
"Nosso e-sutiã (sutiã eletrônico) permite uma vigilância contínua e em tempo real que identifica qualquer mudança patofisiológica", explica em comunicado o professor de engenharia elétrica Vijay Varadan.
"É uma plataforma sobre a qual são integrados na tela vários sensores para a vigilância da saúde cardíaca", destaca Varadan. "A roupa capta e transmite os sinais vitais de saúde a qualquer lugar no mundo".
O sistema observa a pressão sanguínea, a temperatura do corpo, o ritmo respiratório, o consumo de oxigênio, algumas atividades neurais e todas as leituras que se obtêm com o eletrocardiograma convencional, inclusive a capacidade de mostrar as ondas T investidas que indicam o início de uma parada cardíaca.
O sistema não requer nenhum outro acessório adicional para a medição da pressão sanguínea e, portanto, pode substituir os monitores de pressão convencionais.
Os sensores, menores que uma moeda, incluem fios de ouro e nanosensores têxteis flexíveis e condutores de corrente elétrica. Os sensores são formados por configurações de nanoeletrodos de ouro.
Os inventores explicaram que os sinais elétricos e os dados fisiológicos captados pelos sensores se enviam ao módulo sem fio contido em uma pequena caixa de plástico.
O módulo, que é o componente sem fio crucial no sistema, é basicamente um computador com baixo consumo de energia, que inclui um amplificador, uma antena, um cartão de circuito impresso, um microprocessador, um módulo Bluetooth, uma bateria e vários sensores.
O tamanho do módulo depende do consumo de energia e o tamanho mínimo de sua bateria.
Varadan disse que as melhoras que se esperam nas baterias e o Bluetooth permitirão que os pesquisadores construam um módulo ainda menor, de menos de 4 centímetros de comprimento, 2 centímetros de largura e 6 milímetros de espessura, que substituirá a caixa rígida.
Os dados obtidos pelos sensores são depois transmitidos aos telefones e outros aparelhos portáteis disponíveis no mercado comercial.

Novas regras da poupança valem a partir de amanhã para novos depósitos

 Agência Brasil / Guido Mantega, durante apresentação das novas regras de remuneração da poupança.
Guido Mantega, durante apresentação das novas regras de remuneração da poupança.
ANÚNCIO
Remuneração de 70% da Selic passará a vigorar apenas quando a taxa básica de juros estiver abaixo de 8,5% ao ano.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira (3) que os depósitos feitos na caderneta de poupança a partir de sexta-feira serão remunerados de acordo com regras atuais (0,5% ao mês mais TR) enquanto a Selic estiver em um patamar acima de 8,5% ao ano. A remuneração mudará apenas no momento em que a Selic estiver em 8,5% ou abaixo desse porcentual. Neste caso, a remuneração da poupança terá, então, uma remuneração equivalente a 70% da Selic mais a TR.
Mantega destacou que a nova regra de remuneração da caderneta vale apenas para depósitos feitos a partir desta sexta-feira no caso de contas antigas de poupança e para as contas novas. "É muito fácil saber qual é a remuneração", disse o ministro, enfatizando que "a caderneta continuará sendo a melhor opção de poupança para a população brasileira."
Para Mantega, fundos terão que rever taxas
Ao anunciar as mudanças na caderneta de poupança, Guido Mantega afirmou que os fundos de investimentos terão que reduzir as taxas de administração cobradas dos clientes e que reduzem a remuneração da aplicação. Segundo ele, os fundos estão cobrando taxas elevadas, de 2% a 4% ao ano.
"Com este movimento de redução da rentabilidade dos fundos e a mudança na poupança, as instituições financeiras terão que mudar as taxas para tornar os fundos competitivos", disse. Ele assegurou ainda que não haverá mudanças nas regras de direcionamento dos recursos da poupança. A área habitacional continuará a receber o porcentual de 65% de aplicação desses depósitos, mesmo dos novos.
"Não muda qualquer outra regra. Todas as demais regras continuam iguais." Mantega disse ainda que é desejável que os recursos para esse segmento continuem aumentando, porque é o setor que tem mais crescimento de crédito.
Sem rompimento
O ministro Mantega ressaltou que a mudança que o governo está fazendo é mínima e não afeta os interesses dos correntistas. Voltou a lembrar que para quem tem dinheiro aplicado até esta quinta-feira a remuneração continuará seguindo as regras atuais. "Podem ficar 2 anos, 5 anos, 100 anos que continuarão dentro das mesmas regras que estão estabelecidas. Portanto, não há rompimento de contratos. Não há prejuízo para os detentores de poupança", insistiu, afirmando que a poupança continuará com a mesma "versatilidade e simplicidade" que tem hoje.
Ele lembrou que a liquidez das cadernetas continuará diária, com rentabilidade mensal. "Se o aplicador quiser retirar parte do dinheiro para enfrentar uma emergência, poderá sacar o recurso sem nenhum problema". Mantega destacou ainda que a isenção de cobrança do Imposto de Renda (IR) está mantida.
Novo cenário
O ministro afirmou que a mudança é necessária porque o Brasil enfrenta um novo cenário em que as taxas de juros estão caindo, aqui e no exterior. Desta forma, as demais aplicações, como títulos do Tesouro Nacional, fundos de renda fixa e DI, entre outros, vão se tornando menos rentáveis que a poupança.
"Pode ter uma migração para a poupança. Hoje, a maioria dos poupadores são pequenos e médios, e teríamos uma invasão da poupança por grandes investidores", afirmou.
Segundo o ministro, nesse caso, o Tesouro Nacional, para poder manter os aplicadores, teria de subir a taxa de juros. Os fundos dos bancos privados também teriam de subir as taxa de aplicação.
"Então o Banco Central não teria uma ação eficaz, ficaria com a política monetária comprometida", disse. "Criando um piso para a redução da taxa de juros, que inviabilizaria a redução dos juros no Brasil. Se mantivermos a regra atual, a poupança se tornará obstáculo para a queda da Selic." E acrescentou: "Para que possamos baixar o custo financeiro e o custo para o crédito, temos que destravar esse sistema, fazendo a alteração na poupança para ela não ser um limitador para a queda da Selic."
Mantega disse ainda que a retirada desse obstáculo permitirá à autoridade monetária baixar os juros "quando as condições forem favoráveis". "A queda na Selic trará benefícios para a sociedade e para a economia brasileira, que está em momento importante. E para isso precisamos continuar reformas que estamos fazendo", afirmou.
"As taxa de juros hoje são muito elevadas para pessoa física e pequenos e médios empresários. O acesso a esses produtos (de crédito) movimenta a economia brasileira e traz um PIB maior", completou.
Segundo ele, porém, a alteração na remuneração das cadernetas ainda não terá efeito, porque a Selic está em 9% ao ano. "No momento, não há mudança nem na velha e nem da nova poupança", ressaltou. "Todas continuarão tendo o mesmo rendimento, e a mudança só virá quando o BC decidir reduzir a Selic", acrescentou.
Ele disse ainda que a remuneração média auferida pela poupança nos últimos anos esteve abaixo de 65% da Selic. "Estamos pegando como base a Selic. Daí que vem os 70%. A nova poupança ficará sendo uma boa aplicação. A velha já era excelente aplicação", afirmou.

Quadro 'O Grito' arrecada valor recorde em leilão


 
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A única das quatro versões de "O Grito", de Edvard Munch, que permanecia na mão de colecionadores particulares, foi vendida nesta quarta-feira (2), em Nova York, por US$ 119,9 milhões (cerca de R$ 230,5 milhões). Esse valor é recorde e supera os US$ 106,5 milhões (R$ 204,8 milhões) de "Nu, folhas verdes e busto" de Pablo Picasso, o . 
 
Simon Shaw, diretor do leilão organizado pela Sotheby's, afirmou que a obra do pintor norueguês "define a modernidade e é instantaneamente reconhecível, porque é uma das poucas imagens que transcendem a história da arte e que têm um alcance global, superado apenas pela Mona Lisa". 
 
"Mulher sentada em uma poltrona", quadro de Picasso no qual o pintor espanhol representou sua musa e amante Dora Maar, foi adquirido no mesmo leilão por US$ 29,2 milhões. 
 
Segundo Shaw, que nesta obra "vibrante e enérgica", realizada no contexto da Segunda Guerra Mundial, Dora Maar representa para Picasso "a personificação do conflito bélico e transmite a ansiedade extrema e a dor que o pintor sentia naquela época quando ambos viviam juntos em Paris". 
 
Durante o leilão também foram adquiridas outras obras de Picasso, como "Banhista em Tamborete Vermelho", que alcançou US$ 2,7 milhões, e "Duas Mulheres", por US$ 2 milhões. 
 
O surrealismo também teve sua representação na venda, através do quadro "Cabeça humana", de Joan Miró, pelo qual um comprador anônimo pagou US$ 14,8 milhões, e no qual o artista espanhol criou, segundo Shaw, "uma linguagem visual única".

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Que história é essa?: Nome de Anita Garibaldi inscrito no Livro dos Heró...: Anita Garibaldi, combatente da Revolução Farroupilha e pela Unificação Italiana, é a segunda brasileira a ter seu nome inscrito no Livro d...