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sábado, 5 de maio de 2012

Nas ondas da superação


Eles usam a internet para enfrentar doenças graves e compartilhar experiências, mesmo quando elas não são das melhores.

“Olá. Eu me chamo Bi­­­­anca Gomes de Sou­­­za, e meu apelido é Pokemini. Nasci no dia 13 de junho de 1991 em São Paulo. Meu time do coração é o Santos Futebol Clube. Gosto de conversar, ficar na internet, gravar vídeos, fazer novas amizades, sair com os (as) amigos(as), jogar videogame, aprender coisas novas. Minha músicas preferidas são as do cantor americano Coffey Anderson.”
É assim que Bianca, ou melhor, Pokemini, se apresenta. Desde janeiro desde ano, a garota mantém um canal no YouTube (www.youtube.com/user/Bia130691) onde conta de forma bem humorada seu dia a dia ao lado de um companheiro bem indesejável: o câncer.
Arquivo pessoal
Arquivo pessoal / Bianca Gomes de Souza: canal aberto no YouTube para falar sobre o seu câncer+ ampliar imagem
Bianca Gomes de Souza: canal aberto no YouTube para falar sobre o seu câncer
Ela descobriu que tem um tumor ósseo no quadril quando tinha 19 anos, depois de mais de três meses de exames e idas ao hospital. Hoje, passada a fase mais difícil do tratamento, resolveu usar a internet para contar como é, enfim, enfrentar essa barra.
Muito comunicativa, Pokemini conta que desde que começou o tratamento e passou a frequentar o GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) gostava de conversar e tentar animar outros pacientes, compartilhando suas experiências com eles. Logo em seguida pensou em usar a internet para falar sobre o câncer. “Acho muito útil contar para as outras pessoas o que estou passando. Nunca tinha visto algo assim no YouTube e resolvi tentar passar dicas para quem está mais triste ou desmotivado”, conta ela.
Hoje já são mais de 20 vídeos em que ela fala sobre quimioterapia, família, namoro, jogos, filmes e outros assuntos típicos de quem é jovem. Seu alvo são tanto pessoas que enfrentam o mesmo problema quanto aqueles que buscam mais informações sobre a doença. Para responder as dúvidas dos internautas, ela criou até um espaço chamado “Ask Poke”, no final de cada um dos vídeos.
“Para mim, falar sobre câncer em publico é tranquilo, pois vejo a vida de outra forma hoje. Sei que há pessoas que não têm a doença, mas que gostariam de saber o que fazer se tiverem alguém próximo nessa situação”, explica. Até agora, mais de 13 mil pessoas já assistiram os vídeos de Pokemini.
Apelido
Bianca virou Pokemini por causa das amigas Popis (Regina), Chochô (Michele), Píh (Lílian) e Nani (Mariane). Como ela era a única sem um apelido estranho, as meninas resolveram inventar um. Depois de muita discussão, elas concluíram que Bianca parecia um Pokemon, por ser sempre alegre e elétrica. Ser chamada de Pokemini é hoje um motivo de orgulho para a garota. “Se você procurar na net, você vai me encontrar com muita facilidade. Só eu tenho esse nome”, brinca.
É justamente nos amigos e na família que a garota encontra motivação para enfrentar o câncer. E através da internet ela vê o seu círculo de amizades aumentar cada vez mais. O tratamento contra o câncer realmente deixa as pessoas mais fracas, desanimadas ou mesmo irritadas, querendo se isolar. Por isso, o contato com outras pessoas, mesmo através do mundo virtual, é muito importante. “Os comentários da Gale­­­ra da Pokemini são ótimos, eles sempre me apoiam e querem mais vídeos. Isso me motiva muito a continuar. Sempre interajo com quem fala comigo de alguma forma, mas ainda acho pouco, gostaria que mais pessoas co­­­­nhe­­­cessem o trabalho”, conta.
Em agosto, ela deve voltar a estudar Admi­nistração, curso que precisou ser trancado devido ao tratamento. Mas o vlog deve continuar, com força total.
Doenças graves afetam muitos jovens
É um erro pensar que doenças graves, como o câncer, afetam apenas adultos. Só para se ter ideia, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a principal causa de morte por doença na faixa etária entre 1 e 19 anos é o câncer. Entre os 10 e 18 anos, ele é responsável por 6,7% do total de mortes por doença. O câncer de mama, por exemplo, atinge 10% mais mulheres com menos de 34 anos do que no passado.
Normalmente, o diagnóstico da doença demora porque os sintomas de alguns tipos de câncer são confundidos com outras doenças, diminuindo as chances de recuperação. Além disso, nos jovens, os tumores costumam se desenvolver mais rápido do que nos adultos, o que dificulta ainda mais o tratamento.
Maus hábitos e alimentação inadequada, cada vez mais comuns na infância e adolescência, podem ser alguns dos fatores que explicariam o aumento no número de jovens com a doença. Hoje eles exageram e consomem praticamente todos os dias comidas que possuem alta quantidade de gordura e açúcar. Fumar e beber, hábitos comuns entre muitos jovens, são outros fatores de risco.
Contato, só virtual
Outra garota que encontrou na net uma força a mais para superar uma doença grave foi a psicóloga curitibana Verônica Stasiak, de 24 anos. Desde criança ela sofria com problemas respiratórios graves, tendo passado até longos períodos respirando com a ajuda de aparelhos. Foi só em 2009 que ela teve o diagnóstico: fibrose cística, doença de origem genética, que afeta principalmente o sistema respiratório. A doença ainda não tem cura, mas pode ser tratada.
Quando descobriu qual era o problema, Verônica ficou aliviada por finalmente saber o que tinha, mas também ficou indignada com a demora dos médicos em fazer o diagnóstico. Se tivesse sido diagnosticada mais cedo, poderia ter evitado o agravamento da doença. “Minha mãe me disse que se tivesse ideia que meus problemas respiratórios poderiam ser sinal de fibrose cística, eu não teria chegado naquele estágio. Aí eu percebi que não era justo que as pessoas não tivessem essas informações”, conta Verônica.
Foi exatamente essa percepção que levou a garota a criar um grupo na internet chamado Unidos pela Vida FC (unidospelavidafc.com.br). Funcionando inicialmente como um blog, o grupo logo transformou-se em um instituto de divulgação sobre a fibrose cística e um grande ponto de encontro para pacientes e pessoas próximas.
Hoje, dois anos depois de formado, o Unidos pela Vida já levou informação a mais de 4 mil pessoas. Nas redes de relacionamento, o instituto mantém comunidades no Facebook, Orkut, que possuem mais de 3 mil participantes. São pacientes, familiares e pessoas comuns que se interessam pelo assunto e formam uma verdadeira rede virtual de apoio.
No caso da fibrose cística, o contato virtual é ainda mais importante porque os pacientes não podem se encontrar pessoalmente devido ao risco da chamada contaminação cruzada. Se eles se encontrarem, podem desenvolver infecções graves. “As pessoas acabam ficando isoladas porque não podem se encontrar. Mas com o mundo virtual esse problema acaba porque as pessoas podem ficar em contato praticamente durante todo o dia, trocando informações e conversando, mesmo quando estão internadas”, conta Verônica.
Mais leve
Compartilhar para sofrer menos
Dizem que a felicidade só é de verdade quando é compartilhada. Pois um outro dito também deveria ser lembrado, principalmente quando a situação não é das melhores: “qualquer sofrimento compartilhado fica mais leve.”
Quem afirma é Regina Célia Veiga, psicóloga e professora da Faculdade Pequeno Príncipe. “Na medida em que essas pessoas traduzem em vídeos ou blogs essas experiências, há uma diminuição do sofrimento porque há o compartilhamento disso”, defende.
De acordo com Regina, esse tipo de atitude acaba favorecendo até mesmo a relação do paciente com a própria doença, já que esses jovens que expõem seus problemas e falam sobre eles. Por fim, acabam sentindo que há mais gente dando apoio. Mesmo que pela internet.
“É uma espécie de compartilhamento, mas com uma função mais nobre”, diz a psicóloga.
Outro ponto que é levado em conta é a sensação de pertencimento, que normalmente acaba sendo muito requisitada nessa fase da vida. “O adolescente precisa se sentir parte de um grupo, é uma necessidade. Se há algum problema, com uma doença grave, a tendência é que ele se sinta um objeto diferente daquele grupo do qual deveria pertencer. Então, no momento em que ele relata sua situação e interage com outros, acaba criando um vínculo de pertencimento”, diz Célia.
A psicóloga ainda afirma que não há contraindicações para a utilização da internet nesses casos. Mas também lembra que o bom senso é requisito fundamental. Em qualquer situação.

Irregularidades atingem 67% de obras e serviços no Paraná , diz Crea


PMESP/AFP / Em São Bernardo do Campo, o Edifício Senador ficou destruído em fevereiro passadoEm São Bernardo do Campo, o Edifício Senador ficou destruído em fevereiro passado
Levantamento feito ano passado pelo Conselho de Engenharia e Arquitetura mostra que intervenções não tinham responsável técnico ou apresentavam falhas na documentação.
Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo / Em junho do ano passado, trecho da Avenida João Gualberto, no bairro Juvevê, em Curitiba, afundou: fundação comprometidaAmpliar imagem
Em junho do ano passado, trecho da Avenida João Gualberto, no bairro Juvevê, em Curitiba, afundou: fundação comprometida
Tragédias
Veja alguns dos recentes acidentes ocorridos em obras. Muitas delas estavam em situação regular:
Infiltrações na laje
O Edifício Senador desabou parcialmente no dia 6 de fevereiro de 2012, em São Bernardo do Campo (SP), e deixou duas pessoas mortas e seis feridas. Investiga-se se a laje que passou por obras contra infiltrações possa ter sido a causa do acidente.
Reformas
No dia 25 de janeiro de 2012, o desabamento do Edifício Liberdade, no centro do Rio de Janeiro provocou a morte de 22 pessoas. A investigação da Polícia Federal indicou que o acidente foi causado pelas obras de reforma no 9º andar do prédio. Segundo o Crea-RJ, a obra não apresentava engenheiro responsável.
Em construção
Um prédio de 34 andares em construção desabou no dia 29 de janeiro de 2011, em Belém, no Pará. A moradora de uma casa soterrada pelos escombros ao lado da construção e dois operários morreram devido ao desabamento.
Cratera na Avenida
Parte da pista da Avenida João Gualberto, no bairro Juvevê, em Curitiba, afundou no dia 16 de junho de 2011. O acidente foi causado pela fundação de um prédio em obras, que estaria comprometida. Foi formada uma cratera de 6 metros de profundidade e 25 de comprimento.
Muro destruído
Também na capital paranaense, parte do muro de uma casa e da garagem de um prédio, vizinhos a um terreno com uma obra em construção na Rua Brigadeiro Franco, no bairro Mercês, desabaram em 19 de junho do ano passado. Um pedaço do muro ficou caído no estacionamento de um edifício residencial, enquanto a estrutura da casa ficou comprometida e foi interditada.
Queda no Exército
O desabamento de parte de um prédio em obras do Exército, no Boqueirão, em Curitiba, deixou dois operários mortos e quatro feridos em 21 de abril de 2012. Uma viga cedeu provocando a queda do telhado. A documentação da empresa contratada e do engenheiro responsável estava regular, disse o Crea-PR.
Fonte: Da Redação.
Ideias
Após desastre no Rio, engenheiros sugerem medidas de prevenção
Logo depois do desabamento do Edifício Liberdade, no Rio de Janeiro, no início do ano, que vitimou 22 pessoas, um grupo de engenheiros se reuniu para propor medidas preventivas à Câmara Municipal e à prefeitura do Rio de Janeiro. A ideia principal era ampliar o controle sobre as reformas, uma das prováveis causas da queda da edificação.
O vice-presidente do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, Manoel Lapa, participou do grupo, e cita que entre as principais sugestões estão a criação de uma lei que determine que a cada cinco anos todos os prédios tenham que contratar um engenheiro para vistoriar o edifício, que seja insituída a obrigatoriedade do licenciamento nas reformas que envolvam quebras de parede e que seja necessária a apresentação de projetos de estrutura nesses casos.

Para realizar obras de construção civil é necessário seguir uma série de exigências. Contratação de um engenheiro ou arquiteto, obtenção de alvará e respeito às normas técnicas são algumas delas. Na prática, porém, o que se verifica é que muitas das regras não são cumpridas. Em 2011, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR) verificou que uma média de 67% das obras e serviços fiscalizados no estado possuíam alguma irregularidade: ou não tinham profissional contratado ou estavam sem a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que registra o contrato entre o proprietário e o responsável por aquela obra. “Há muitas ocorrências de leigos executarem obras”, diz a gerente do Departamento de Fiscalização do Crea-PR, Vanessa Moura.
No ano passado, o Crea-PR fez cerca de 50 mil fiscalizações tanto em edificações quanto em serviços (instalações mecânicas, elétricas, de elevadores, de ar condicionado e centrais de gás, entre outros). As análises focaram o combate ao exercício ilegal da profissão e a verificação de documentos. Não entrou na lista, por exemplo, a vistoria da qualidade da obra, ou seja, se ela está sendo executada dentro das normas técnicas e com material adequado.
Em Curitiba, a prefeitura não faz esse tipo de inspeção em todas as obras. Para Vanessa, a lacuna poderia ser amenizada com a participação do Crea-PR. “Há uma proposta dentro do conselho de que a atuação nessa área seja feita em parceria com as entidades de classe”, diz. Atualmente esse tipo de fiscalização não faz parte das responsabilidades do órgão.
O superintendente de projetos da Secretaria Municipal de Urbanismo, Roberto Marangon, explica que qualquer obra feita na capital deve ter um profissional responsável e um alvará para a realização. A secretaria faz vistorias compulsórias nessas obras para saber se elas estão sendo realizadas de acordo com o projeto aprovado, mas a qualidade não é fiscalizada em todas. Isso acaba sendo feito em casos pontuais mediante denúncia ou em ações de prevenção.
“Não há como ter um engenheiro [da secretaria] todo dia em todas as obras da cidade. Por isso se exige um profissional responsável, para que ele cumpra essa função”, diz Marangon. Cerca de 4 milhões de metros quadrados de área construída são licenciados na capital paranaense anualmente.
Análise
O professor do Depar­ta­­mento de Construção Civil da Universidade Federal do Paraná Eduardo Dell’Avanzi defende que a fiscalização deva ficar a cargo do profissional responsável pela execução da obra, mas assinala que o poder público deve oferecer apoio técnico aos que não têm condições. A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), por exemplo, oferece o serviço aos seus mutuários.
Manutenção é tema de projetos de lei
Depois da obra pronta, a preocupação fica por causa da manutenção, que nem sempre tem acompanhamento adequado. Para mudar o cenário, projetos de lei que tramitam tanto a nível local quanto nacional pretendem que edificações devam passar por vistorias periódicas.
Uma das propostas, que tramita na Câmara Municipal de Curitiba, prevê que a cada cinco anos os proprietários ou síndicos de edifícios devam contratar profissionais para analisar a construção. “Hoje a prefeitura não tem condições de fiscalizar todos os prédios”, diz o vereador Tico Kuzma (PSB), autor da proposta.
De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, o projeto abrange as edificações com três ou mais andares destinadas ao uso habitacional, comercial, de serviços e industrial. Também entram na lista escolas, igrejas, auditórios, teatros, cinemas, shoppings e locais para eventos e espetáculos, além de prédios e instalações que abriguem inflamáveis, explosivos ou produtos químicos agressivos.
No Senado
Já no Senado, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) propõe a realização periódica de fiscalização de edificações, destinada a verificar as condições de estabilidade, segurança construtiva e manutenção, além da criação do Laudo de Inspeção Técnica de Edificação (Lite). A cada cinco anos seriam inspecionadas as edificações com mais de 30 anos. A proposta tramita na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, sem data para ser votada em plenário.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Australiano de 97 anos é o formando mais velho do mundo


Allan Stewart será mestre em ciências clínicas e medicina complementar pela Southern Cross University. Foto: EFE
Allan Stewart será mestre em ciências clínicas e medicina complementar pela Southern Cross University
Foto: EFE
Um australiano de 97 anos de idade recebeu nesta sexta-feira seu quarto diploma universitário, superando seu próprio recorde, estabelecido em 2006, quando se tornou o formando mais velho do mundo.
Allan Stewart será mestre em ciências clínicas e medicina complementar pela Southern Cross University. Há seis anos, então com 91, Stewart se formara em direito.
Esse australiano, nascido em 1915, dedicou quase toda sua vida à academia, e seu primeiro diploma foi obtido no final da década de 1930. Na época, os estudantes "se vestiam de forma mais conservadora; agora, a maioria dos estudantes parece que está com roupa de férias", disse Stewart à emissora local ABC.
Stewart trabalhou durante muitos anos como dentista, mas depois decidiu retornar às salas de aula para estudar direito.

Mudanças climáticas tornam águas da Antártica menos densas


Steve Rintoul/CSIRO/AFP / Instrumento operado pela Entidade de Pesquisa Científica e Industrial da Comunidade Britânica avalia a densidade das águas na Antártica: atividades humanas têm impactado o localInstrumento operado pela Entidade de Pesquisa Científica e Industrial da Comunidade Britânica avalia a densidade das águas na Antártica: atividades humanas têm impactado o local
ESTUDO

A pesquisa sugere que até 60% da "Água Antártica de Fundo", água densa que se forma nas bordas da Antártica, que penetra nas profundezas e se espalha pelos oceanos do mundo, desapareceu desde 1970.

As águas mais densas da Antártica tiveram seu volume reduzido drasticamente nas últimas décadas, em parte devido aos impactos das atividades humanas sobre o clima, informaram cientistas australianos nesta sexta-feira (4).
A pesquisa sugere que até 60% da "Água Antártica de Fundo", água densa que se forma nas bordas da Antártica, que penetra nas profundezas e se espalha pelos oceanos do mundo, desapareceu desde 1970.
"É uma resposta às mudanças que acontecem no clima das regiões polares, devido tanto a causas naturais quanto humanas", afirmou à AFP o chefe das pesquisas, Steve Rintoul, da Entidade de Pesquisa Científica e Industrial da Comunidade Britânica, entidade de ciências do governo australiano.
O fenômeno "não está provocando mudanças no clima, está respondendo a mudanças no clima. Portanto, é um sinal de que as coisas estão mudando na Antártica", acrescentou.
Os cientistas não têm certeza sobre o que está provocando o fenômeno, mas Rintoul disse que a hipótese principal é que quanto mais gelo derrete nas bordas do continente antártico, mais água doce chega ao oceano.
Ele disse que isto pode estar provocando o "afundamento" da água densa em latitudes elevadas, um processo que tem sido vinculado a grandes mudanças climáticas no passado.
"Nós estivemos rastreando essas massas d'água para ver se mudanças similares ocorridas em condições meteorológicas no passado podem ocorrer novamente no futuro", afirmou.
"Nós não vemos isto ainda, mas isto, a contração da água densa em torno da Antártica, pode ser o primeiro indício de que estamos nesta direção", acrescentou.
O estudo foi feito por cientistas australianos e americanos a bordo do navio Autora Australis, que partiu para a Commonwealth Bay, a oeste da costa Antártica, e retornou para Fremantle, na Austrália.
Eles mediram a temperatura e coletaram amostras de salinidade em etapas da viagem rumo ao extremo sul da Terra, revelando também a água densa em torno da Antártida ficou menos salgada desde 1970.
Rintoul disse que a mudança estava "provavelmente refletindo tanto o impacto humano no planeta, quanto ciclos naturais".
"E o impacto humano inclui tanto o aumento de gases de efeito estufa, mas também o buraco na camada de ozônio sobre a Antártica", disse, acrescentando que este buraco fez os ventos do Oceano Austral se intensificarem.
Rintoul disse que é importante entender por que as mudanças ocorrem para se ter uma idea do quão rápido os níveis dos mares vão subir no futuro

LAMENTANDO NA HORA DA MORTE



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Por muitos anos eu trabalhei em cuidados paliativos.Meus pacientes eram aqueles que tinham ido para casa para morrer. Algumas vezes incrivelmente especiais foram compartilhadas. Eu estava com eles durante os últimos três a doze semanas de suas vidas. As pessoas crescem muito quando eles se deparam com sua própria mortalidade. Eu aprendi a nunca subestimar a capacidade de alguém para o crescimento. Algumas mudanças foram fenomenais. Cada experimentou uma variedade de emoções, como esperado, negação, medo, raiva, remorso, mais negação e, finalmente, aceitação. Cada paciente encontrou a paz antes de eles partiram, porém, cada um deles. Quando questionado sobre algum arrependimento que tiveram ou qualquer coisa que faria diferente, temas comuns à tona novamente e novamente. Aqui estão os cinco mais comuns: 1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não os outros de vida esperado de mim. Esta foi a pesar mais comum de todos. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olhar para trás claramente sobre ele, é fácil ver quantos sonhos foram por cumprir. A maioria das pessoas não tinha honrado mesmo meio de seus sonhos e teve que morrer sabendo que era devido às escolhas que fizeram, ou não fez. É muito importante tentar e honra, pelo menos, alguns dos seus sonhos ao longo do caminho. A partir do momento que você perde a sua saúde, é tarde demais. Saúde traz uma liberdade muito poucos percebem, até que eles já não têm. 2. Eu gostaria de não trabalhar tanto. Isto veio de cada paciente do sexo masculino que eu amamentei. Eles perderam a juventude de seus filhos e companheirismo do parceiro. As mulheres também falou sobre esse arrependimento. Mas como a maioria eram de uma geração mais antiga, muitos dos pacientes do sexo feminino não tinha sido breadwinners. Todos os homens que amamentaram lamentou profundamente gastando tanto de suas vidas na esteira de uma existência de trabalho. Ao simplificar o seu estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo do caminho, é possível para não precisar a renda que você acha que fazer. E através da criação de mais espaço em sua vida, você se torna mais feliz e mais aberto a novas oportunidades, os mais adequados para o seu novo estilo de vida. 3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos. Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos, a fim de manter a paz com os outros. Como resultado, eles adotaram uma existência medíocre e nunca tornou-se quem eram realmente capaz de se tornar. Muitas doenças desenvolvidas relativas à amargura e ressentimento levaram como resultado. Nós não podemos controlar as reações dos outros. No entanto, embora as pessoas possam inicialmente reagir quando você mudar a maneira como você está falando honestamente, no final ele levanta a relação para um nível totalmente novo e mais saudável. Ou isso ou ele libera a relação doentia de sua vida. De qualquer maneira, você ganha.4. Eu gostaria de ter ficado em contato com meus amigos. Muitas vezes eles não seria verdadeiramente perceber os benefícios de velhos amigos, até que as semanas morrem e não era sempre possível rastreá-los.Muitos haviam se tornado tão apanhados nas suas próprias vidas que havia deixado escorregar por amizades douradas ao longo dos anos. Havia muitos arrependimentos profundos sobre amizades não dando o tempo eo esforço que eles mereciam. Todo mundo sente falta de seus amigos quando eles estão morrendo. É comum para qualquer um em um estilo de vida agitado para deixar amizades escorregar. Mas quando você se depara com sua morte se aproximando, os detalhes físicos da vida cair. As pessoas querem obter os seus assuntos financeiros em ordem, se possível. Mas não é dinheiro ou status que detém a verdadeira importância para eles. Eles querem fazer as coisas de forma mais para o benefício daqueles que amam. Normalmente, porém, eles são muito doente e cansado de sempre gerir esta tarefa. É tudo se resume ao amor e relacionamentos no final. Isso é tudo o que resta nas últimas semanas, o amor e relacionamentos.5. Eu desejo que eu tinha me deixar mais feliz. Este é um surpreendentemente comum. Muitos não perceberam até o fim de que a felicidade é uma escolha. Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado "conforto" de familiaridade transbordou em suas emoções, bem como suas vidas físicas. O medo da mudança eles tinham de fingir para os outros e para si mesmos, que eram de conteúdo.Quando no fundo, eles ansiavam a rir de forma adequada e ter bobagem na sua vida novamente.Quando você está no seu leito de morte, o que os outros pensam de você é um longo caminho de sua mente. Como é maravilhoso ser capaz de deixar ir e voltar a sorrir, muito antes de você estão morrendo. A vida é uma escolha. É a sua vida. Escolha conscientemente, escolher sabiamente, escolha honestamente. Escolha a felicidade

Criador do antivírus McAfee é detido por militares em Belize


John McAfee foi acusado de portar arma de fogo ilícita. O cachorro dele foi morto por militares.

John McAfee, 66, fundador da empresa de antivírus McAfee, ficou detido por cerca de 20 horas emBelize, país onde vive, sob acusação de portar arma de fogo ilícita. O empresário aposentado foi liberado com a ajuda da embaixada americana e acredita que a detenção tenha motivação política.
A retenção de McAfee foi realizada pela GSU (sigla em inglês para Unidade de Supressão de Gangues), grupo militar do país centro-americano, em uma propriedade do investidor, situada na cidade de Orange Walk.
McAfee foi algemado e levado a uma delegacia na capital homônima de Belize. Ainda detido, aguardou a negociação de sua solutura, que só ocorreu com a intervenção da embaixada americana.
Em depoimento enviado ao site da rede Channel 5, McAfee relata que os militares arrombaram as portas do imóvel onde mora e confiscaram seu passaporte. Além de McAfee, onze pessoas que também residem na propriedade ficaram algemadas por cerca de 14 horas. Seu cachorro foi morto pelos militares durante o processo.
O grupo de detidos só teve acesso a água seis horas depois da invasão. "Ao meio dia, pudemos beber água. Quando pedimos algo para comer, por volta das três da tarde, um militar respondeu: "temos caras de cozinheiro?'", relata McAfee.
Em seu texto, o empresário - que investe no país - conta que, de fato, usa armas de fogo para a proteção de sua propriedade, mas que todas são legalizadas.
"Quando apresentamos as licenças das armas a um dos militares da GSU, ele as escondeu em seu colete. Quando ele as tirou [do uniforme], disse que uma estava faltando. Felizmente, tínhamos cópias de tudo", afirma.
Política
McAfee diz que já fez doações de US$ 2 milhões para departamentos policiais da província onde vive, atos que teriam despertado a ira de um político local.
Ligado ao UDP (Partido Democrático Unido), o político não identificado não foi beneficiado pelas doações de McAfee.
"Recusei doar qualquer coisa para o cavalheiro que espero que vocês saibam quem é e, desde então, ele passou a fazer uma campanha contra mim", conta o investidor. "O dia inteiro foi um pesadelo inacreditável. Isto é claramente uma ditadura militar".
A McAfee foi fundada em 1987 e em 2009 foi adquirida pela Intel, por aproximadamente US$ 7,5 bilhões. Segundo dados de uma pesquisa divulgada em março de 2012, a McAfee detém cerca de 5% da participação de mercado de antivírus, o que a coloca na oitava posição entre as empresas do ramo (ou a quarta entre as que oferecem somente opções pagas).