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Professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino - Governo do Paraná

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Consumo humano de água também é responsável pelo aumento do nível dos mares


O nível médio dos mares do mundo aumentou, em média, 18 milímetros ao ano no período compreendido entre 1961 e 2003, segundo medições feitas ao longo da costa por marégrafos, instrumentos que registram o fluxo e refluxo das marés.

O uso maciço de recursos hídricos em nosso planeta paradoxalmente tem sido responsável por grande parte da alta do nível dos oceanos constatado ao longo das últimas décadas, calcularam climatologistas em um estudo publicado este domingo (20).
O nível médio dos mares do mundo aumentou, em média, 18 milímetros ao ano no período compreendido entre 1961 e 2003, segundo medições feitas ao longo da costa por marégrafos, instrumentos que registram o fluxo e refluxo das marés.
Os cientistas procuravam, depois de um longo tempo, determinar com precisão a proporção desta elevação que poderia ser atribuída ao aquecimento global. Em seu célebre relatório de 2007, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) tinha chegado a uma estimativa de alta de 1,1 mm neste período, sobretudo devido ao efeito da "dilatação térmica dos oceanos" - fenômeno que ocorre quando a água quente ocupa um volume maior do que a água fria - e do derretimento das geleiras e das calotas polares.
Restava, ainda, uma alta de 0,7 mm ao ano para elucidar, um mistério que levou muitos cientistas a se interrogarem sobre a validade de seus cálculos.
Em um estudo publicado na revista científica britânica Nature Geoscience, uma equipe chefiada por Yadu Pokhrei, da Universidade de Tóquio, calcula que esta alta inexplicável estaria ligada, essencialmente, à água extraída de lençóis freáticos e de lagos para consumo humano.
Certamente, a extração desta água se traduziu, inicialmente, por um recuo muito sutil do nível dos mares. Mas sendo consumida ou evaporada, a água retirada (e geralmente nunca reposta) acaba, na maioria dos casos, chegando ao limite do esgotamento, segundo estimativas de modelos informáticos.
"No total, o uso irracional da água subterrânea, sua captação nos reservatórios artificiais, o impacto das mudanças climáticas nas reservas terrestres de água e as perdas d'água em bacias fechadas (nr: lagos e mares interiores) contribuíram para uma elevação do nível do mar de 0,77 mm ao ano, em média, entre 1961 e 2003, respondendo a cerca de 42% da alta observada", avaliou o estudo.
No relatório de 2007 que constatou que as emissões de gases estufa originárias de atividades humanas são responsáveis pelo aquecimento global, o IPCC calculou que o nível dos oceanos aumentaria de 18 a 59 centímetros até o fim do século XXI, mas este cálculo não levou em conta o impacto potencial do derretimento do gelo, que poderia ameaçar certas cidades costeiras e deltas se a tendência atual de aquecimento se mantiver.

Eclipse com "anel de fogo" escurece o Hemisfério Norte



KANARRAVILLE, Estados Unidos, 21 Mai (Reuters) - O Sol e a Lua se alinharam no domingo sobre a Terra num raro evento astronômico, o eclipse anular, que obscureceu partes da Ásia e da América do Norte, criando por alguns instantes um anel de fogo no céu.
Num campo de Utah, milhares de pessoas reunidas para apreciar o fenômeno aplaudiram, gritaram e até uivaram durante o auge do eclipse.
"A maravilha disso, a pura coincidência de isso poder acontecer, isso me deslumbra totalmente", disse Brent Sorensen, professor de Física da Universidade do sul de Utah, que levou seis telescópios para oferecer aos curiosos na localidade rural de Kanarraville.
Esse foi o primeiro eclipse anular que pôde ser visto nos EUA desde 1994, e o próximo será em 2023. Ele ocorre quando a Lua está no seu ponto mais distante da Terra e, ao passar diante do sol, cobre mais de 90 por cento dos seus raios, deixando apenas uma borda exposta.
O anel foi visível durante quatro minutos para quem estava bem no centro da faixa terrestre voltada para o fenômeno.

Xuxa revela que sofreu abuso sexual na infância


“Com 13 anos foi a última vez”, declarou a apresentadora, ao programa Fantástico.

A apresentadora Xuxa Meneghel, de 49 anos, disse no domingo (20) ao Fantástico, da Rede Globo, que foi abusada sexualmente durante a infância e o começo da adolescência. “Com 13 anos foi a última vez”, declarou. Segundo ela, os abusos ocorreram “várias vezes” e seu pais não foram avisados porque ela tinha medo de contar.
“Tinha medo de falar para o meu pai e meu pai achar que era eu que estava fazendo isso, porque uma vez foi com o melhor amigo dele, o cara que queria ser meu padrinho. Eu não podia falar com a minha mãe, porque uma das vezes foi com o cara que ia casar com a minha avó, mãe dela. Então a errada era eu? Eu não sabia o que era. E os professores. O professor chegou para mim e falou: ‘Não adianta você falar porque entre a palavra de um professor e um aluno eles vão acreditar no professor.’ E até hoje, se você me perguntar, ainda acho que foi por minha culpa”, relatou.
A revelação foi feita no quadro "O que vi da vida", no qual personalidades fazem um apanhado de sua história. O depoimento de Xuxa durou 25 minutos. O assunto foi detalhado quando a apresentadora falava sobre suas ações com crianças moradoras de rua. Ela disse ter ouvido histórias de crianças que foram para as ruas para fugir de abusos sexuais e disse que sabia o que elas tinham passado.
“Eu fui abusada. Eu sei o que é, o que uma criança sente. A gente sente vergonha, a gente não quer falar sobre isso, acha que a gente é culpada”, disse. “Tinha vergonha, me calava, me sentia mal, me sentia suja. Se não tivesse o amor da minha mãe, teria ido embora.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Facebook muda estratégia de leitura


Robyn Beck/AFP / Campus do Facebook, na Califórnia. Rede está trás de uma nova maneira de incentivar leituraCampus do Facebook, na Califórnia. Rede está trás de uma nova maneira de incentivar leitura
COMPARTILHAMENTO

Facebook muda estratégia de leitura

Rede social abandona “artigos lidos recentemente” e testa nova ferramenta, chamada “trending articles”, os artigos mais lidos.
A primeira página que aparece quando abrimos o Facebook, conhecida como feed de notícias, é como se fosse a primeira página de um jornal. Ela é a mais importante para a empresa e também para qualquer pessoa ou marca que queira aparecer na rede social. Estar no feed de notícias é como estar num espaço com uma audiência em potencial de 900 milhões de pessoas. O que aparece ali pode valer muito dinheiro, dependendo de como o algoritmo do Facebook decide ou não dar destaque para um conteúdo específico. É também de fundamental importância para o próprio Facebook: quanto mais a página prender a atenção do usuário, mais ele vai ficar logado dentro da rede social.
Nos últimos tempos, o feed de notícias vem sofrendo mudanças importantes, especialmente desde o anúncio do redesenho do Facebook e da chegada da Timeline, em setembro do ano passado. Uma das alterações mais polêmicas foi a maneira com que as histórias lidas pelos usuários passaram a ser repassadas para os colegas. Uma nova ferramenta, chamada de “frictionless sharing”, ou compartilhamento sem fricção, partiu do pressuposto de que o compartilhamento de notícias lidas ou vídeos assistidos não mais precisaria ser um ato completamente deliberado – bastaria instalar um aplicativo de leitura social de terceiros, como o do Washigton Post, Yahoo ou Guardian, e os artigos lidos seriam automaticamente compartilhados com os amigos.
 / Aplicativo do Yahoo no Facebook, pedindo para ser instaladoAmpliar imagem
Aplicativo do Yahoo no Facebook, pedindo para ser instalado
Limpandos os apps
Aprenda algumas maneiras de limpar o Facebook dos aplicativos e permissões que você instalou, ou siplesmente como eliminar o “trending articles” do seu feed de notícias.
“Trending articles”
- Para sumir com os trending articles, é preciso usar os navegadores Firefox ou Chrome e ter a extensão Stylish instalada. No Firefox, a extensão pode ser encontrada nesse link
- Depois disso, basta baixar um script feito para o Stylish. Clique no seguinte link e depois em” instalar”.
Apps
- Entre na página do Facebook e clique na seta ao lado do seu nome, no canto direito superior, e escolha a opção “configurações de privacidade”.
- Desça até “Aplicativos e Websites” e clique em “Editar configurações”.
- A lista com todos os aplicativos e permissões do uso do Facebook em outros sites pode ser visualizada. Para deletar, basta clicar no ‘x’.
900 milhões
de pessoas é a audiência em potencial de qualquer destaque que esteja no feed de notícias do Facebook. O que aparece ali pode valer muito dinheiro, dependendo de como o algoritmo do Facebook decide ou não dar destaque para um conteúdo específico. É também de fundamental importância para o próprio Facebook: quanto mais a página prender a atenção do usuário, mais ele vai ficar logado dentro da rede social.
Esses aplicativos tiveram uma grande adesão logo que foram lançados, graças à possibilidade de se propagarem pelo feed de notícias dos usuários. Sempre que alguém clica no link de uma notícia do tópico “artigos lidos recentemente”, ele não é diretamente direcionado para a notícia, mas sim para uma página que pede autorização para a instalação de um aplicativo (na foto, a autorização para o app do Yahoo). Uma vez instalado, os artigos lidos passam então a serem compartilhados com os amigos. Quando esses tentam ler o artigo, também caem na página do pedido de autorização, e assim sucessivamente, fazendo com que o número de pessoas instalando o aplicativo crescesse exponencialmente.
Mais de 21 milhões de pessoas baixaram o aplicativo do Washigton Post, sendo que 50% delas moram fora dos EUA e 75% tem menos de 35 anos, uma mudança grande no perfil do leitor do jornal.
Debandada
Nas últimas semanas, porém, de acordo com o site AppData, que coleta dados sobre aplicativos no Facebook, milhares de pessoas passaram a desinstalar essas ferramentas de leitura social. O próprio Washington Post perdeu 4,3 milhões de usuários. O Terra viu uma redução de 6 milhões para 4,7 milhões no número de usuários. Outros aplicativos também viram quedas abruptas semelhantes.
Ainda não está claro o que causou esse desengajamento dos leitores. Uma hipótese é que o hábito de clicar no link das notícias lidas pelos amigos caiu em desuso porque ficou claro que as notícias compartilhadas não foram pensadas pelo usuário com esse propósito. Ao contrário da postagem de um link, em que o usuário se dá ao trabalho de encontrar o link e postar na sua página, sinalizando claramente para os amigos que aquela notícia pode ser interessante para eles, no caso do compartilhamento automático os usuários simplesmente aprenderam a ignorar o conteúdo e esse foi o motivo da debanda.
Outra hipótese é que o Facebook percebeu que o nível de engajamento com os aplicativos de leitura social estava caindo e resolveu mudar de estratégia, dando menos destaque para esses links. É o que defende Josh Constine, do site Techcrunch, um dos maiores blogs de tecnologia dos EUA. Ele afirma que uma queda tão abrupta em tão pouco tempo não pode ocorrer apenas por uma mudança de comportamento dos usuários. Normalmente, isso levaria tempo. Segundo ele, o Facebook passou a dar menos destaque para os “artigos lidos recentemente” para testar uma nova ferramenta de leitura, chamada de “trending articles”, algo como as notícias mais lidas.
Ainda em fase de testes, muitos usuários já podem visualizar o “trending articles”. Dentro de um box cinza, aparecem o título de uma notícia, uma imagem associada a essa notícia e o usuário que a leu. Ao contrário dos “artigos lidos recentemente”, o “trending articles” também fica mais para baixo do feed, e não logo no início, chamando menos atenção.
Ainda não está claro de que maneira o Facebook determina o que vai parar no “trending articles” – em vários casos observados pela reportagem, os links eram de matérias antigas, de 2009 e 2010, e de um assunto bem pontual, como “Morre ator de Caras e Bocas” , uma notícia sobre a morte do ator Daniel Pacheco, em 2010.
O que está claro é que o Facebook está tentando achar uma maneira de compartilhamento de notícias que não sacrifique a experiência do usuário e agregue valor tanto para os usuários quanto para as empresas de mídia que apostam nos aplicativos dentro da rede social, diz Constine. “O Facebook tenta criar o feed de notícias mais agradável possível, com taxas de retorno maiores e com os anúncios que se seguem como um bom efeito colateral. Assim, apesar de o ‘artigos lidos recentemente’ terem garantido uma abundância de cliques para links pegadinhas como ‘A Snooki (americana que ficou famosa após participar de um reality show nos EUA) está grávida?’, ele pode não ter sido a melhor experiência para o usuário. E foi por isso que ele foi eliminado.”

Governo muda regras na polícia após denúncias


Henry Milléo/ Gazeta do Povo / Governador Beto Richa (ao centro) reuniu a cúpula das polícias Civil e Militar para cobrar mudanças e investigaçãoGovernador Beto Richa (ao centro) reuniu a cúpula das polícias Civil e Militar para cobrar mudanças e investigação
CONTROLE PÚBLICO

Reportagem da Gazeta do Povo mostrou que delegacias fantasmas, fechadas há anos, continuam recebendo recursos para manutenção.

O governo do Paraná decidiu mudar as regras do fundo rotativo da Polícia Civil depois das denúncias da Gazeta do Povo sobre delegacias fantasmas no estado. Em reunião extraordinária ontem à tarde no Palácio Iguaçu, o governador Beto Richa (PSDB) tratou do assunto com a cúpula das polícias Civil e Militar. Uma resolução da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) passará a gestão do fundo para 27 delegados-chefes de divisões e subdivisões policiais, uma espécie de regionais administrativas da Polícia Civil no estado. Hoje, cada delegado responsável por uma delegacia gere o dinheiro do fundo.
Richa determinou que a Corregedoria da Polícia Civil investigue as denúncias. Após a reunião, o secretário estadual de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César Sobrinho, o delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinicius Michelotto, e o diretor do Grupo Auxiliar Financeiro (GAF), Pedro Reichembak Brito, afirmaram que o governo já estudava mudanças na administração do fundo rotativo. Essas mudanças, segundo o secretário, vão melhorar a fiscalização.
As medidas
Veja as mudanças anunciadas pelo governo do Paraná depois das denúncias da Gazeta do Povo.
1 – Descentralização da gestão do fundo rotativo da Polícia Civil. Apenas 27 delegados responsáveis por subdivisões e divisões administrarão os recursos;
2 – Prestação de contas dos recursos do fundo rotativo será trimestral. Até ontem, os delegados apresentavam as contas de seis em seis meses;
3 – Governo deve editar um manual de uso do fundo;
4 – Corregedoria da Polícia Civil vai investigar as denúncias e eventuais irregularidades;
5 – Os atuais gestores do fundo rotativo deverão prestar contas dos gastos realizados em 2012 no prazo máximo de 30 dias, a partir de hoje;
6 – A Sesp deve adotar o uso de cartão magnético para o abastecimento de combustível das viaturas das polícias Civil e Militar;
7 – Licitação conjunta entre as polícias Civil e Militar para a aquisição de combustíveis;
8 – As polícias Civil e Militar devem apresentar em 60 dias um estudo para a otimização de instalações físicas nos municípios de menor densidade populacional;
9 – O delegado de Antonina, Iberê Toniolo, responsável por Guaraqueçaba, foi convocado pela Corregedoria para prestar esclarecimentos.
Os crimes
Veja as implicações legais em caso de desvio:
Peculato
Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.
Emprego irregular de verbas ou rendas públicas
Art. 315 do Código Penal - Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei:
Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) meses, ou multa.
Quadrilha ou bando
Art. 288 - Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.
  • Saiba mais
O governo deve publicar hoje no Diário Oficial do Estado a resolução que coloca a mudança em prática. “Desde 1996 se fala do problema de gestão deste fundo e, por isso, desde o início desta gestão temos nos debruçado sobre ele”, ressalta Almeida César. O diretor do GAF, por sua vez, explicou que cada subdivisão policial já possui grupos de fiscalização desde o começo do ano, chamados de comissões permanentes de licitações.
Haja gasolina
Entre tantos exemplos, a reportagem expôs o caso de Cruzeiro do Sul, cuja delegacia está fechada há seis anos e ainda recebe dinheiro do fundo rotativo da Polícia Civil: R$ 75.635 nos últimos oito anos. Em nota oficial, o governo diz que o atendimento na cidade é feito pelo delegado gestor da regional de Paranacity, com uma viatura Parati, ano 2001, placa AJZ-8162. “Portanto, a verba destinada ao município é para combustível para esta viatura e outras despesas”, diz a nota. O governo só não explica quais são as “outras despesas”, já que a unidade está fechada.
No entanto, se os gastos em Cruzeiro do Sul forem apenas com combustível, os R$ 11.050,00 repassados no ano passado dariam 4.420 litros de gasolina, a um custo de R$ 2,50 o litro. A uma média de 8 km rodados por litro, se chegaria a 35.360 km no ano, média de 97 km por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. O curioso é que Cruzeiro do Sul fica a apenas 10 quilômetros de Paranacity e entre 2008 e 2010 não houve um inquérito sequer instaurado na cidade.
Para justificar o combustível que seria destinado ao Kadett 1993 fora de circulação em Nova Santa Rosa, o governo alega que a cota não é por viatura, mas por unidade policial. O atendimento no município, segundo a nota, vem sendo feito pela regional de Marechal Cândido Rondon com um Fiat Elba, placa ADV-0476, sob responsabilidade de um delegado designado pela subdivisão de Toledo. Esse veículo usa a cota mensal de combustível da delegacia de Nova Santa Rosa. Nesse caso, os R$ 14.300,00 destinados à unidade só no ano passado dariam 5.720 litros de gasolina, suficientes para rodar 45.760 km, o equivalente a mais de uma volta inteira ao redor da Terra.
Sobre Guaraqueçaba, o governo explica que o consumo de combustível justifica os gastos, já que a equipe da delegacia de Antonina vai ao município de barco e de carro quando necessário. A delegacia local está aos pedaços, conforme mostrou a reportagem. Ainda assim, o delegado de Antonina, Iberê Toniolo, gastou R$ 7.280 em uma placa de identificação para a unidade. O valor foi liberado em abril de 2011 e, na sexta-feira, Toniolo disse à reportagem que ela ficaria pronta hoje, um ano depois. Já o chefe do GAF, Pedro Reichembak Brito, garante que ela existe e está guardada.
Juristas apontam peculato e improbidade
As investigações realizadas pela Gazeta do Povo nas contas do fundo rotativo da Polícia Civil do Paraná apontam indícios de crime por emprego irregular de verbas públicas e de peculato de desvio, este com pena que varia de 2 a 12 anos de reclusão. Também há infrações que incorrem em improbidade administrativa. A conclusão é de cinco especialistas em Direito Público e Administrativo ouvidos pela reportagem. A origem do problema está no fato de o dinheiro sair dos cofres públicos e não chegar às delegacias às quais se destina.
“É preciso identificar onde esse dinheiro está se perdendo. Esse dinheiro sai de uma conta pública e vai para algum lugar. Nesse caminho, se alguém desvia de alguma forma, pratica o crime de peculato, o peculato de desvio”, explica o advogado criminal Rodrigo Garcia, professor da Fundação Getúlio Vargas.
Para os advogados entrevistados, as evidências apresentadas pela reportagem são consistentes e suficientes para suscitar investigações. Como exemplo, Garcia destaca o caso da delegacia de Cruzeiro do Sul, fechada há cinco anos, mas cujas verbas para manutenção continuam saindo dos cofres públicos. “Precisa ter uma história boa para justificar esse tipo de coisa. Em princípio, me parece difícil de ser justificado”, avalia.
Em caso de comprovação desses crimes, os especialistas dão como certa a existência de uma quadrilha articulada dentro da estrutura da Polícia Civil, coordenando os desvios. “Geralmente, [as irregularidades] envolvem quem está remetendo o dinheiro, a pessoa que está recebendo, os intermediários, às vezes até uma empresa”, diz o advogado Carlo Frederico Müller, especialista em crimes financeiros.
A rota dos recursos
Para os especialistas, com a divulgação dos indícios de irregularidades, a Corregedoria da Polícia Civil, o Ministério Público e o Tribunal de Contas devem, de imediato, iniciar investigações paralelas e independentes. Para Müller, as apurações devem se concentrar em refazer “o caminho do dinheiro” desde o momento em que o secretário de Segurança Pública assina a autorização de liberação dos recursos até a origem final dos valores. O especialista explica que, como as transações bancárias são criptografadas (chaves praticamente à prova de fraudes), em 99% de casos como esses se consegue chegar à conta para qual o dinheiro foi destinado.
“Com essa transação, você consegue saber: o dinheiro foi empenhado no dia tal, autorizado no dia tal, saiu no dia tal e chegou na conta tal”, garante Müller. “Neste caso, não poderia jamais ser depositado em uma conta de pessoa física, porque é um repasse de verbas de um órgão estadual para uma repartição pública”, ressalta.
Conselheiro do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp), Rodrigo Matheus diz que uma auditoria poderia apontar desvios ou mau uso de dinheiro público. “Mesmo que a gente não fale de desvio de dinheiro público para um particular, mas apure se não está havendo malversação de dinheiro público. Um excesso que também é uma ilegalidade”, explica.
Coordenador do curso de especialização em Direito Administrativo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, o advogado Márcio Cammarosano diz que há indícios para um pente-fino do Tribunal de Contas nos repasses do fundo rotativo. O presidente da Sociedade de Brasileira de Direito Público, Carlos Ari Sundfeld, indica ainda a atuação de outras instituições. “O MP tem competência para ajuizar, por exemplo, uma ação de improbidade administrativa, fazendo mais investigações ou usando apenas os elementos da reportagem”, disse.

domingo, 20 de maio de 2012

Fiéis celebram dez anos de canonização de santa Paulina


Cerca de 12 mil pessoas participaram neste domingo (20) das comemorações em Nova Trento.

Cerca de 12 mil pessoas participaram neste domingo (20) das comemorações pelos dez anos de canonização de santa Paulina, em Nova Trento (85 km de Florianópolis). Devotos de todo país lotaram o santuário nas quatro missas realizadas. Segundo a organização do santuário, cada missa teve a presença de cerca de 3.000 pessoas.
A procissão que estava programada para passar pelos principais locais onde a santa viveu e atuou teve que ser reduzida por causa da forte chuva que atingiu a cidade.
Mas o tempo não desanimou centenas de peregrinos. Do município de Brusque saíram 300 pessoas por volta das 5h da manhã. Andaram 28 quilômetros até chegar ao santuário. "Com frio, com chuva, não importa. A vontade de vir e a fé são bem maiores", afirmou a balconista Arlete Pezzini. Essa é a décima vez que ela participa da peregrinação, realizada há 16 anos.
Além de catarinenses, a maior parte dos devotos é do Paraná e de São Paulo, segundo pesquisa da Santur (Santa Catarina Turismo), entidade do governo do Estado de Santa Catarina.
As aposentadas Lilia Oliveira de Jesus e Ligia Machado vieram de Jacupiranga, no Vale do Ribeira em São Paulo, em uma excursão com mais 43 mulheres. "Sempre acompanho as missas pela televisão. Desta vez, quis conhecer esse lugar tão especial", contou Ligia.
A pesquisa também indica que a maioria dos turistas é de classe média e visita a cidade com a família. A empregada doméstica Roseli Soares se emocionou quando a mãe dela, Regina dos Santos, terminou de subir a escadaria que leva ao santuário. A aposentada tem osteoporose e subiu os 113 degraus com muita dificuldade. "É uma penitência. Viemos até aqui pedir para a santa Paulina curar minha mãe", afirmou Roseli.
As demonstrações de fé emocionaram moradores da cidade, entre eles familiares de santa Paulina. O único sobrinho vivo, Alexandre Wisentainer, 95, levou filhos e netos ao santuário. Ele diz que se lembra de vários momentos com a tia. "Ela ajudou muita gente. É um orgulho enorme", diz Wisentainer.
O orgulho também é compartilhado por moradores de Nova Trento, como a universitária Aline Batistti que todo fim de semana trabalha com a mãe em uma banca de produtos coloniais bem em frente ao santuário. "É muito bom ver a cidade assim, cheia."
Comércio e fé

A Prefeitura de Nova Trento não tem pesquisas que indiquem quanto os turistas movimentam na cidade, mas informou que o setor cresce a cada ano.
O movimento de fiéis atraiu Valdir Gums. No dia da canonização, há dez anos, ele começou a vender lembrancinhas de santa Paulina e não parou mais. Todo fim de semana, ele, a mulher e o filho viajam 60 quilômetros de Balneário Camboriú para Nova Trento. "Os turistas gostam mais das camisetas e das imagens da santa", diz Gums. O comércio é responsável por 70% da renda da família.
Muitos clientes ficam até confusos com tanta opção de lembranças. A autônoma Inês da Silva, de Curitiba (PR), optou por chaveiros em formato de coração e com o rosto de santa Paulina. "Estou levando 12, para os filhos e amigos lembrarem sempre dela."
História
Santa Paulina nasceu em 1865 na Itália. Aos nove anos, migrou com a família para o Brasil. Passaram a viver em Nova Trento, onde iniciou a vida religiosa. O nome de batismo, Amábile Lúcia Visintainer, foi trocado pelo de irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus.
Em 1890, a madre foi uma das fundadoras da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que está presente em dez países, principalmente da América Latina e África.
"Santa Paulina dedicou a vida a cuidar de doentes e crianças e deu belos exemplos de humildade", conta a diretora do santuário, irmã Maria Adelina da Cunha.
Aos 38 anos, madre Paulina se mudou para São Paulo, onde passou a cuidar principalmente de filhos de ex-escravos. Foi também em São Paulo que ela passou por graves problemas de saúde. Era diabética e teve um braço amputado pela doença. Morreu aos 77 anos.
Mais de duas décadas depois de sua morte ocorreu o primeiro milagre atribuído a madre Paulina: a melhora de Eluíza Rosa de Souza, de Imbituba (SC), que em 1966 sofreu uma hemorragia em decorrência da morte intrauterina do feto.

Escritor paranaense resgata relatos do Titanic


Reprodução / Livro de Cleiton Basso busca o lado humano da tragédiaLivro de Cleiton Basso busca o lado humano da tragédia
HISTÓRIA

Poucas tragédias marcaram tanto o mundo contemporâneo como o naufrágio do RMS Titanic, que se chocou com um iceberg e foi ao fundo do Oceano Atlântico na noite de 14 de abril de 1912, durante sua viagem inaugural, vitimando mais de 1,5 mil pessoas a bordo. A efeméride não esconde isso: no centenário do acidente, mais uma vez o assunto voltou à tona e a busca por histórias e fatos sobre o navio levou o escritor e palestrante paranaense Cleiton Basso a realizar a pesquisa que culminou no livro No Coração do Oceano, publicado pela editora Sinergia, selo do grupo Ediouro. Reunindo documentos e depoimentos recolhidos em publicações sobre o assunto e também na internet, Basso é o primeiro autor brasileiro a escrever um livro sobre a história do famoso transatlântico, e disponibilizou sua obra também em formato audiolivro.

Reprodução
Reprodução / No Coração do Oceano traz depoimentos dos sobreviventesAmpliar imagem
No Coração do Oceano traz depoimentos dos sobreviventes
Serviço
No Coração do Oceano
Cleiton Basso. Sinergia. 166 págs., R$ 24,90. História.
Basso conta que o interesse pela história veio da associação de um acontecimento familiar com a morte em alto-mar. “Meu trisavô saiu da Itália para o Brasil num barco com seus quatro filhos pequenos, trinta anos antes da tragédia do Titanic. Durante a viagem, ficou doente e acabou falecendo, e seus filhos, já órfãos de mãe, viram então o pai ser sepultado no fundo do oceano. A partir desse fato, tive a curiosidade de saber o que sentiram as pessoas que estavam no Titanic. O espectro de emoções que envolveu o episódio era muito rico, e poucos livros haviam falado do aspecto humano da história, mais explorado pelos filmes ficcionais”, explica o escritor, que mora na cidade de Dois Vizinhos, a 420 quilômetros de Curitiba.
De lá, Basso quase não precisou sair para realizar sua pesquisa. “Na época, o senado americano e o governo inglês realizaram um inquérito para investigar as causas do acidente. Lá, foram coletados os depoimentos dos sobreviventes, que foram publicados no site do projeto Titanic Inquiry, que transcreve os inquéritos realizados na época para acervo digital. Foi daí que eu coletei as histórias que estão no livro”. Fora isso, conta ele, buscou em livros, sobretudo na obra Wreck and Sinking of the Titanic, de Marshall Everett, outras histórias de sobreviventes e outros detalhes sobre o episódio, brevemente descrito na apresentação do livro, complementado ainda com fotos e ilustrações do navio e do desastre.
Narrado com muitas aspas dos depoimentos, No Coração do Oceano contempla a história dos que viram o navio de 256 metros afundar no Atlântico. “A maioria dos sobreviventes eram mulheres, salvas pela diretriz que priorizava mulheres e crianças. Uma delas deu um depoimento inesquecível: prestes a embarcar no bote salva-vidas, recebeu das mãos de um homem desconhecido um bebê. O homem disse que já era um adulto, mas implorava para que ela tomasse conta de seu filho pequeno. Ela ficou então com a criança e o homem afundou junto com o navio”, lembra Basso.
Para o autor, o episódio do Titanic ainda vai ficar por muitos anos no imaginário da humanidade. “Os sobreviventes que deram depoimentos diziam que não conseguiam conceber que um navio daquele tamanho estivesse mesmo afundando, e mesmo hoje a ideia parece inacreditável para nós. É, sobretudo, uma lição de como o excesso de confiança, tanto dos projetistas quanto da tripulação, pôs tudo a perder”.
CULTURA E LAZER | 4:27

Livro retrata o lado humano do Titanic

Escritor paranaense resgata depoimentos em livro que retrata aspectos emocionais da tragédia do transatlântico que completa 100 anos.

Gazeta “estreia” Lei de Acesso em 9 órgãos públicos


Vida Pública

Domingo, 20/05/2012
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TRANSPARÊNCIA

Repórteres do jornal foram os primeiros a pedir pessoalmente dados em repartições de Brasília e Curitiba. Padrão de atendimento variou bastante.

Desde a última quarta-feira, é lei: todo órgão estatal precisa oferecer um espaço físico e funcionários para que qualquer pessoa receba atendimento e orientação para ter garantido o direito de acesso a informações públicas. A diferença entre o que está no papel e a prática, no entanto, ainda é grande. Principalmente na comparação entre as esferas federal, estadual e municipal.
Em Brasília e Curitiba, repórteres da Gazeta do Povo foram os primeiros cidadãos do país a pedir dados pessoalmente com base na Lei de Acesso à Informação em nove instituições públicas – Ministério da Educação, Supremo Tribunal Federal (STF), Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas do Estado, Assembleia Legislativa, prefeitura de Curitiba e Casa Civil do governo do Paraná. Também foram feitas solicitações no Ministério da Saúde, Câmara dos Deputados e Senado.
Divulgação de salários ainda é incerta
Um dos questionamentos feitos pela reportagem da Gazeta do Povo entra na polêmica sobre a divulgação dos salários de funcionários públicos. No dia em que a nova lei entrou em vigor, um decreto detalhou o funcionamento das regras no Poder Executivo federal e determinou a publicação das remunerações.
Ministério 1
Educação oferece 4 computadores para consulta
O Ministério da Educação criou um Serviço de Informação ao Cidadão no andar térreo do edifício principal, em Brasília. Na entrada do espaço, às 12h10, dois funcionários se apresentaram e logo anunciaram que aquele era o primeiro pedido de dados realizado pessoalmente com base na lei. Eles explicaram que a consulta poderia ser feita em um dos quatro computadores de acesso livre instalados na sala. Um dos funcionários mostrou inicialmente todos os dados disponíveis sobre funcionários comissionados no site do ministério. Como não foi possível chegar diretamente ao universo das informações solicitadas, ele explicou que seria necessário fazer um requerimento em papel, em um modelo básico oferecido pelo ministério, ou por meio eletrônico após um cadastro no Sistema Eletrônico do Serviço de Informações ao Cidadão (e-SIC), mantido pela Controladoria-Geral da União (CGU). Após seguir a segunda opção, o funcionário ajudou no preenchimento do cadastro eletrônico. Ao todo, o atendimento durou 17 minutos.
Ministério 2
Vidros separam público dos atendentes da pasta de Saúde
O Ministério da Saúde também criou um SIC no andar térreo do seu edifício sede na Esplanada. Três funcionárias faziam o atendimento ao público às 14h15 de quarta-feira. Não foi necessário nem se identificar na portaria para ter acesso aos guichês, que têm vidros que separam as atendentes dos interessados em solicitar informações. Inicialmente, uma das funcionárias disse que todos os dados solicitados estavam no site do ministério – mas não ofereceu um computador para a pesquisa. Depois, solicitou o acesso à sala, mas pediu que fizesse um novo cadastro no e-SIC para formalizar o pedido. O atendimento demorou 15 minutos.
Questões
Saiba o que foi perguntado aos órgãos públicos procurados pela reportagem da Gazeta do Povo:
• Número de funcionários comissionados (não concursados) que estão em atividade no órgão;
• A distribuição quantitativa desses funcionários, por faixa salarial e função desempenhada;
• A relação nominal dos funcionários comissionados em atividade, suas funções e seus respectivos salários;
• O gasto total do órgão com os funcionários comissionados no mês de abril de 2012.
Sem protocolo
No Senado, impressora quebrada impediu impressão do documento
Ao contrário do que aconteceu na Câmara, as recepcionistas do Senado logo informaram a localização correta do quiosque onde fica o SIC da Casa. Lá, três funcionários faziam o atendimento em um espaço que antes era utilizado apenas como guichê de informações básicas de localização. Em 15 minutos, seis pessoas que passavam pelo local só utilizaram o espaço para perguntar como chegar em gabinetes de senadores ou deputados.
O atendente que fez a recepção disse que não tinha como protocolar qualquer pedido porque a impressora estava com problemas. Ele não se preocupou em saber sobre o teor da solicitação, nem em citar que tipo de dados já estavam disponíveis no site do Senado. Ao final, ele assinou uma cópia do requerimento que foi levado pronto, em papel, sem qualquer carimbo ou número de protocolo. “Não tem como acompanhar, mas pode esperar pela resposta dentro do prazo”, disse o atendente.
Todos os órgãos receberam requerimentos sobre contratações e gastos com funcionários comissionados (admitidos sem concurso público). Apenas o Supremo respondeu imediatamente os quatro questionamentos (veja mais informações no box abaixo).
As experiências foram distintas. Na capital federal, quatro das cinco estruturas visitadas criaram os Serviços de Informação ao Cidadão (SICs) mencionados na lei. A exceção foi o Supremo, que adaptou a Central de Atendimento já existente desde 2008. Todos os espaços visitados, contudo, dispunham de funcionários treinados com base na nova legislação e que tentaram resolver as dúvidas de imediato.
Desconhecimento
Em Curitiba, nenhum dos sete órgãos percorridos recebeu as solicitações em um SIC. Todos orientaram que os requerimentos precisavam ser registrados em um protocolo comum. Somente na Câmara de Vereadores os funcionários demonstraram conhecimento da lei. Em nenhum caso, porém, houve a tentativa de prestar a informação imediatamente.
Tanto no Distrito Federal quanto no Paraná, os requerimentos foram feitos pelos repórteres como cidadãos comuns, sem ajuda ou filtros de assessorias de imprensa. Pela lei, cada órgão tem 20 dias de prazo (até 5 de junho), prorrogáveis por mais 10, para apresentar as respostas.
Sem espera
Supremo foi o único órgão a dar a resposta imediatamente
O STF não criou um SIC específico para atendimento presencial e recebe os pedidos de informação nos dez guichês da Central de Atendimento que está em funcionamento desde antes da entrada em vigor da Lei de Acesso. O espaço também serve para a prestação de informações jurisdicionais, solicitadas em especial por advogados, mas não tinha filas na quarta-feira à tarde. O órgão foi, entre os visitados em Brasília, o que mais se empenhou em responder ao pedido de imediato.
O funcionário que fez o atendimento logo avisou que aquela seria a primeira experiência após a vigência da lei e comunicou o fato aos chefes. Ele se preocupou o tempo inteiro em mostrar que parte dos dados já estavam disponíveis no site e explicou como fazer o cruzamento de informações para chegar às respostas. Ao todo, o atendimento demorou 1 hora e 10 minutos.
“O quê?”
Recepcionistas da Câmara dos Deputados não sabiam de nada
Ao entrar pelo Anexo 1 da Câmara dos Deputados, nenhuma das três recepcionistas sabia o que era nem onde ficava o recém-inaugurado SIC. Depois de alguns telefonemas, uma delas descobriu que o espaço ficava no Anexo 2. O serviço, no entanto, funciona mais como um guichê de informações e repassa os cidadãos para o atendimento de outros setores.
Questões administrativas da Casa, como dados sobre funcionários comissionados, ficam por conta do Centro de Documentação e Informação. No local, uma atendente tentou buscar as informações de imediato e mostrou tudo o que estava disponível no site. Foi possível chegar a pelo menos uma das respostas, sobre o número de funcionários comissionadas.
Depois, ela registrou três pedidos de informação diferentes que faltavam pelo serviço do “Fale Conosco” da Câmara dos Deputados. Todos geraram protocolos para acompanhamento. Da entrada na Câmara até a finalização do atendimento, o tempo gasto foi de 40 minutos.
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