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Professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino - Governo do Paraná

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Você está pronto para a reunião?


Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo / Andrea Malanski (terceira da esquerda para a direita) e a sua equipe: na agência DMSBox, brainstorming é com post-itsAndrea Malanski (terceira da esquerda para a direita) e a sua equipe: na agência DMSBox, brainstorming é com post-its
PRODUTIVIDADE

Você está pronto para a reunião?

Para especialistas, convidar as pessoas certas e definir objetivamente o tema e o tempo da conversa são dicas que podem tornar uma reunião realmente eficiente.

Evento comum no ambiente corporativo, as reuniões nem sempre são unanimidade entre os funcionários. Segundo especialistas no assunto, o problema nasce da carência de preparação, seja para participar ou conduzir os encontros. Falta habilidade para conter os excessos, o tempo de duração ou a quantidade de eventos. E no caso do brainstorming, cujo objetivo é fomentar a criatividade, o cuidado deve ser maior, para evitar que o resultado final fique aquém do esperado.
Diretoria
Reunião só com presidentes traz desafio ainda maior
Para Ricardo Cipullo, diretor no Paraná da Renaissance, um fórum que promove encontros mensais com presidentes de empresas, a tarefa de mediar debates com CEOs é um desafio. “São pessoas que normalmente dão as cartas, conduzem, e não estão acostumadas a serem conduzidas”, diz. Como existem muitos tópicos a serem discutidos e a duração é longa (em média 5 horas), a organização é o ponto chave para que o processo seja produtivo.
Cipullo, que é executivo há 30 anos, conta que aprendeu a fazer melhores reuniões graças à função de coordenador dos encontros. “As pessoas que participam tem muitos compromissos, e não podem perder tempo. Além disso, a mediação tem que ser firme, mas ao mesmo tempo educada e democrática”, diz.
Como fazer
Definir o tempo de duração e ter um mediador para o encontro são algumas das dicas dos especialistas para tornar as reuniões mais produtivas:
• Pauta e objetivos
A pauta serve para listar os assuntos que serão discutidos e os objetivos indicam o que se espera com a realização da reunião. Recomenda-se que ambos estejam correlacionados e não haja distanciamento aos tópicos.
• Prévia
Os participantes devem se preparar antecipadamente, com base no tipo de reunião que vai ocorrer. Elas podem ser informativas, para reportar sobre determinado assunto; consultivas, quando são ouvidas opiniões para determinada questão; e decisivas, quando chega-se a um parecer sobre o assunto.
• Pontualidade
Deve-se atentar ao horário de início e fim da reunião, para manter a fidelidade com a pauta. É interessante que o tempo de duração seja inferior a duas horas ou intercaladas por pausas.
• Mediação
O mediador deve ser responsável pela condução, atentando ao tempo de cada bloco e evitando discussões bilaterais. É importante que não haja interferência com a imposição da própria opinião, principalmente nos brainstormings.
• Registro das ações
É importante registrar as decisões tomadas na reunião, o que pode ser feito em uma ata. O material deve listar as ações que serão tomadas, quem ficará responsável pela sua execução e quais os prazos a serem seguidos.
Christian Barbosa, autor do livro Estou em Reunião, faz o diagnóstico: além de gerar perda de tempo, bem que está se tornando escasso, as reuniões também podem afetar o bolso, se forem realizadas desnecessariamente. Em uma pesquisa realizada com mais de 3 mil executivos, o resultado mostrou que se desperdiça aproximadamente R$ 500 mil a cada cem funcionários envolvidos nesses encontros, se considerado o valor de R$ 50 a hora por participante. “E há empresas que gastam até R$ 30 milhões por ano com isso”, comenta.
Não bastasse o prejuízo, Barbosa acrescenta que é grande a chance de a atividade ter um resultado pouco produtivo. “As pessoas não sabem o que estão fazendo nas reuniões, o que faz com que muitas delas sejam improdutivas. Às vezes até os índios fazem reuniões mais eficientes, com pontualidade e rapidez”, destaca. A solução é relativamente simples. A realização de treinamento adequado traz melhorias que podem ser percebidas imediatamente.
Segundo Marcelo Maule­­pes, diretor da Relatom, consultoria de recursos humanos, a preparação não é complexa. “As pessoas esquecem a técnica, e acabam negligenciando determinados processos na hora de realizar a reunião. Fazendo um treinamento na área é possível recuperar isso”, diz. Existem cursos de curta duração, com até 4 horas, que ensinam modelos e dão dicas para deixar o processo mais eficiente.
Post-it
Andréa Malanski, diretora de criação da agência DMSBox, comenta que tem mudado a forma de conduzir as reuniões. “Reduzimos o número de participantes e temos tentado encurtar o tempo de duração”. No segmento em que ela atua é comum a realização de brainstormings, que seguem um protocolo específico para a obtenção de ideias. “Nesse tipo de encontro trabalhamos com um grupo menor, e incorporamos todas as ideias em post-its, para analisar depois”, conta.
Para incentivar a criatividade, Maulepes recomenda que as sugestões apresentadas não sejam julgadas imediatamente, sendo discutidas a posteriori. Além disso, os temas não devem ser complexos, para que todos os participantes possam opinar com propriedade. “As pessoas devem ter conhecimento da realidade em questão, podendo contribuir, para que depois venha a qualificação. Se isso não for cumprido o processo não vai funcionar”. E, apesar das vantagens, o modelo não pode ser banalizado. “Não é a única fonte de ideias, e não pode ser utilizado para qualquer coisa. As vezes perguntando diretamente obtem-se melhores resultados”, conclui.

Personalidade em formação


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FILHOS

Personalidade em formação

Saber lidar com o temperamento introvertido ou extrovertido de uma criança é importante para proporcionar um crescimento saudável.
Você é introvertido ou extrovertido? Definir isso, assim de primeira, não é fácil. Isso porque a maioria das pessoas fica no meio entre um e outro, com ligeira inclinação para uma das características. Só que é importante, principalmente para os pais, perceber a tal inclinação da personalidade do seu filho, aprender a respeitá-la e saber quando uma dessas características causa algum tipo de problema para a criança.
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Escolha certa
A personalidade dos filhos influencia no modo como eles se relacionam e como encaram as brincadeiras. A psicóloga Tatiane Centurion indica algumas atividades que respeitam e trabalham o tipo de personalidade:
- Para os introvertidos: é melhor evitar atividades competitivas, para que a criança não fique desmotivada ou se sinta inferior. O ideal é incentivar atividades cooperativas, em que ela dependa da outra criança para obter um resultado, como, por exemplo, uma caça ao tesouro.
- Para os extrovertidos: o ideal são atividades que gastem muita energia física, como a prática de esportes. Se forem praticados em grupo serão muito importantes para que a criança entenda que precisa dos outros, como, por exemplo, o caçador ou queimada.
“O grande desafio para os pais é ter sensibilidade para ler os sinais que o filhopassa. Não é uma tarefa fácil, mas é possível logo nos primeiros anos identificar se ele é agitado ou quieto”, explica Rosa Mariotto, doutora em Psicologia. “Se a criança demonstra agitação excessiva ou passividade exagerada, está sinalizando sofrimento psíquico e precisa de um olhar mais atento e especializado. Quando esses sinais passam despercebidos na fase inicial, os sintomas podem se ampliar”, alerta Fernanda Roche, mestre em psicologia infantil.
Segundo a psicóloga Tatiane Centurion, a superproteção é um dos fatores que contribui para que a criança fique mais introvertida. “A insegurança dos pais também contribui, assim como quando eles demonstram medo ou fazem muita comparação com os coleguinhas ou irmãos”, completa.
As crianças extrovertidas, por outro lado, podem apresentar problemas quando essa faceta da personalidade começa a atrapalhar as atividades, tornando-as muito agitadas ou desrespeitosas (um sintoma clássico é quando a criança começa a se intrometer na conversa dos outros). “Esses efeitos negativos ocorrem quando o meio familiar não coloca limites. Quando tudo pode, tudo é engraçadinho, fica difícil dizer quando perdeu a graça”, justifica Tatiane. 

Inscrição no Sisu é tímida no Paraná


Diego Pisante/ Gazeta do Povo / Câmpus da Universidade Tecnológica em Curitiba: instituição oferece 3.354 vagas no ParanáCâmpus da Universidade Tecnológica em Curitiba: instituição oferece 3.354 vagas no Paraná
ENSINO SUPERIOR

Inscrição no Sisu é tímida no Paraná

Apenas 5,63% do total de 621 mil registros são de paranaenses. UTFPR e IFPR oferecem 3.394 vagas em unidades espalhadas por 11 cidades do estado.
Interessados em concorrer a uma das 30.548 vagas oferecidas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o segundo semestre – em 56 instituições de ensino superior públicas do Brasil – têm até as 23h59 de sexta-feira (22 de junho) para se inscrever pela internet (sisu.mec.gov.br). O processo começou nesta semana e até as 8 horas de ontem havia recebido 621.902 inscrições de 321.166 candidatos. Com cerca de 35 mil inscrições, o Paraná responde por 5,63% do total de registros.
Por outro lado, as vagas nas instituições paranaenses representam 11,1% do total de oportunidades disponíveis. No estado, somente a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e o Instituto Federal do Paraná (IFPR) participam desta edição do Sisu. Ao todo, são 3.354 vagas em 85 cursos de 11 câmpus da UTFPR e 40 vagas em Ciências Contábeis no câmpus Curitiba do IFPR. Na Tecnológica, 50% das vagas são reservadas às cotas sociais, destinadas a estudantes que fizeram todo o ensino médio em escolas públicas.
Passo a passo
Conheça alguns detalhes do processo de inscrição no Sisu:
Ao se inscrever, é preciso ter em mãos o número de inscrição e a senha usada no Enem. Não é cobrada nenhuma taxa.
O candidato pode selecionar até duas opções de curso e tem a chance de alterar as escolhas conforme as chances de aprovação. Todos os dias, às 2 horas, o sistema atualiza a nota de corte de cada curso (pontuação mínima para conseguir uma vaga).
Cada instituição tem a possibilidade de adotar algum tipo de política afirmativa. Cabe ao candidato definir se participará do sistema de cotas.
Na classificação, cada curso pode adotar um modelo de seleção próprio. Um curso de Direito, por exemplo, pode dar mais peso à nota de Ciências Humanas.
Se o candidato não for selecionado para sua primeira opção de curso (nem na segunda chamada), ele pode entrar em uma lista de espera.
Fonte: MEC.
O Sisu é um sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), que abre espaço para que estudantes de todo o país concorram a vagas de ensino superior em instituições públicas de qualquer região brasileira. Para participar dessa edição, o candidato deve ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2011, sem ter zerado na prova de Redação.
Até a manhã de ontem, o Rio de Janeiro era o estado que havia registrado o maior número de inscrições: 151.210. Em seguida estavam Ceará (85.133), Minas Gerais (83.859), Maranhão (44.484) e Bahia (41.883).
Sobrecarga
Por volta das 16h30 de ontem, quem tentou encontrar informações sobre vagas da UTFPR no portal do Sisu teve acesso a uma mensagem avisando que a página estava indisponível. De acordo com a assessoria do MEC, o incidente foi ocasionado por uma sobrecarga no sistema. O problema não teria prejudicado candidatos que preenchiam suas inscrições naquele momento. A falha foi normalizada em menos de uma hora.
Inscrição do Enem deve ser paga até hoje
Os candidatos inscritos no Enem de 2012 têm até hoje para pagar a inscrição, de R$ 35. De acordo com o MEC, quase 4 milhões dos 6,4 milhões de inscritos estão isentos do pagamento. Fazem parte desse grupo os alunos que cursam o último ano do ensino médio em escola pública e os candidatos de baixa renda que tiveram a solicitação de carência aprovada.
Os candidatos não isentos devem imprimir o boleto no próprio site do Enem e pagá-lo em qualquer agência do Banco do Brasil. Quem perder o prazo tem a inscrição cancelada. O Enem será aplicado nos dias 3 e 4 de novembro. A divulgação do gabarito está prevista para 7 de novembro, e o resultado final deve ser divulgado em 28 de dezembro.
Além de ser condição para a inscrição no Sisu, o exame também é pré-requisito para quem quer participar de programas de financiamento e de acesso ao ensino superior, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (ProUni).

Os desafios da gestão escolar


Henry Milleo / Gazeta do Povo / O trabalho do diretor Wilson Marcionilio, na Escola Estadual Manoel Ribas, é visto como um bom exemplo de gestãoO trabalho do diretor Wilson Marcionilio, na Escola Estadual Manoel Ribas, é visto como um bom exemplo de gestão
ENSINO DE QUALIDADE

Os desafios da gestão escolar

Escolha política de diretores, falta de fiscalização e capacitação sem qualidade são algumas das barreiras que precisam ser vencidas.
Como o maestro de uma orquestra ou o líder de uma empresa. É assim que países como Estados Unidos e Inglaterra veem os diretores das escolas – nações nas quais o cargo é considerado o mais importante depois do professor, conforme apontam pesquisas internacionais, como a feita pela Wallace Foundation em 2011. No Brasil, no entanto, falta muito para atrair líderes para o cargo, capacitá-los com qualidade e criar boas condições de trabalho. Com poucas exceções, exige-se pouca competência de quem quer assumir o posto, os treinamentos deixam a desejar e as dificuldades materiais das escolas representam um grande desafio para o bom andamento das atividades.
O primeiro grande problema é a forma como são se­­lecionados os­­ diretores no Brasil. Em dez estados, os ocu­­pantes desses cargos são escolhidos por indicação política – sistema desaconselhado pelos educadores por facilitar o uso político do cargo pelas escolas. O método é a base para a escolha de diretores em 40% das escolas municipais do país, segundo o Ministério da Educação.
Sem curso
Formação de gestores tem lacunas no país
Além de formas deficientes para a escolha de diretores, os eleitos não são preparados nas universidades para enfrentar os desafios de gerir uma escola – o que afeta também a rede particular de ensino. “A capacitação de profissionais da gestão escolar ainda está na fase de ‘alfabetização’ em nosso país. Os [programas] ofertados em nível de especialização, que não têm nenhum caráter de especialização, caracterizam-se pela generalização de conceitos e teorias”, lamenta Heloísa Lück, coordenadora de uma pesquisa sobre o tema conduzida pela Fundação Victor Civita. Nesse sentido, treinamentos oferecidos por secretarias de educação também não oferecem um conteúdo que seja útil no cotidiano escolar. “Em geral, falta conscientização de que é preciso melhorar a capacitação e acompanhar mais de perto esses profissionais”, afirma Maria Carolina Nogueira Dias, especialista em Gestão Educacional da Fundação Itaú Social. (DD)
Iniciativa
Academia de diretores leva mais qualidade às escolas de Nova York
Uma iniciativa implementada em 2003 em Nova York causou uma reviravolta nos índices de aprendizagem nas escolas da cidade. Depois da criação da Academia de Lideranças de Nova York para diretores das escolas, o rendimento em Inglês e Matemática de alunos de instituições que estavam abaixo da média melhorou e se nivelou com o de outras boas escolas. A iniciativa foi apresentada em São Paulo, no mês passado, por Irma Zardoya, presidente da academia. Seguindo os meios de seleção empresariais, a academia implantou um recrutamento semelhante aos programas de trainee de multinacionais. Os novos diretores só assume­­m a posição após 14 meses de treinamento, com simulações de situações reais do cargo. Aqueles que não forem considerados aptos podem ser dispensados. (DD)
A eleição é hoje a forma mais realizada. Por mais que permita a participação da comunidade, é um método falho em garantir a competência do escolhido, já que não costuma ser acompanhado de provas que testem as competências dos profissionais. Das 20 unidades da federação que adotam o pleito, algumas como fase anterior à indicação política, apenas Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco fazem um tipo de avaliação como pré-requisito para serem eleitos.
O concurso público, em uso somente em São Paulo, é o mais próximo dos sistemas internacionais de captadores de líderes para as escolas. “É uma forma de provimento que ajuda a contratar os melhores e evita abusos e privilégios. A sua utilização não fere a gestão democrática da escola, como pensam alguns. E, para evitar engessamento, não existe estabilidade absoluta”, diz o professor Ocimar Alavarse, da Faculdade de Educação da Uni­­versidade de São Paulo (USP).
Fiscalização
Outro entrave para a melhoria da gestão das escolas no país é a falta de mecanismos que ajudem a avaliar o trabalho dos diretores. Especialistas concordam que o desempenho de uma escola não depende só da atuação do diretor, mas também da equipe e das condições materiais das escolas, que são precárias no Brasil. Mesmo assim, insistem na necessidade de delimitação de indicadores que sejam acompanhados pelas secretarias de educação para promover melhores resultados.
“Critérios utilizados hoje em algumas redes públicas de ensino são questionáveis. Quando esses parâmetros forem bem adotados e os gestores tiverem o suporte dos órgãos públicos para atingir essas metas, como acontece em outros países, com certeza teremos boas surpresas na aprendizagem dos nossos alunos”, acredita Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento Todos pela Educação.
Exemplo
Trabalho depende do apoio da comunidade
A gestão de uma escola engloba uma complexidade de aspectos pedagógicos – materiais e administrativos – difíceis de equacionar. Principalmente quando faltam recursos. Além disso, no Brasil, muitas escolas da rede pública funcionam em regiões socioeconômicas vulneráveis, o que aumenta o desafio dos diretores.
Quem consegue trabalhar nessas condições pode ser considerado um herói. Esse é o caso de Wilson Marcionilio, diretor da Escola Estadual Manoel Ribas, ao lado da Vila Torres, em Curitiba. No cargo desde 2010, ele conta que assumiu a instituição depois que o Ministério Público do Paraná (MP), em parceria com lideranças locais, tomou medidas para evitar que a escola fosse fechada.
Aplicando o projeto do MP, com a ajuda do governo estadual e de toda a equipe de professores e funcionários do colégio, Marcionilio está conseguindo um maior apoio da comunidade e tem mantido as crianças por mais tempo na escola, transformada em instituição de ensino integral.
“Os principais problemas da instituição são a forte tendência à evasão dos estudantes e outros inerentes a dificuldades da comunidade localizada nas proxi­­mi­­dades da instituição, como o tráfico de drogas. O nosso trabalho não consiste só em gerir a escola, mas fazer dela um local atraente­­ para as crianças e, ao mesmo­­ tempo, em estarmos próximos às famílias para que elas compreendam a importância dos estudos para as crianças”, diz.



Sem metas, documento final da Rio+20 causa frustração


Nacho Doce/ Reuters / Manifestante na entrada do Riocentro, no Rio de Janeiro: falta de compromisso das nações decepcionou os ativistasManifestante na entrada do Riocentro, no Rio de Janeiro: falta de compromisso das nações decepcionou os ativistas
RIO+20

Sem metas, documento final da Rio+20 causa frustração

Rascunho da conferência é aprovado em meio a críticas. Em busca de consenso, Brasil ameniza texto e adia decisões mais difíceis.
Compromisso político entre 193 países com interesses díspares, o documento final da Rio+20 foi aprovado ontem e agora deverá ser analisado pelos chefes de Estado na plenária final de sexta-feira. Como esperado, o texto avança pouco na agenda do desenvolvimento sustentável e joga para o futuro as decisões mais difíceis. Os líderes reunidos a partir de hoje no Riocentro terão diante deles um documento genérico –”rico em potencialidades”, como definiu a embaixadora brasileira na ONU, Maria Luiza Viotti.
Aprovado em meio a duras críticas, o texto foi avaliado como extremamente fraco e pouco ambicioso por organizações não governamentais (ONGs) e até por delegações de países que concordaram com ele. O único país que comemorou abertamente o resultado foi o próprio Brasil, classificando o resultado como “estupendo”, “robusto”, “maravilhoso”. O chanceler Antonio Patriota definiu o texto como um “equilíbrio de insatisfações”.
Decepção
Ambientalistas classificam o texto como um “fracasso colossal”
Ambientalistas e representantes das organizações não governamentais chamaram de “fracasso colossal” o rascunho final da Rio+20. Eles consideram que o documento não traz novidades em relação ao que foi aprovado na Eco92, mesmo depois de 20 anos de várias conferências, negociações e poucos avanços na área de desenvolvimento sustentável. “Dois anos e uma madrugada de negociações depois, os diplomatas no Rio decepcionam o mundo”, afirmou Jim Leape, diretor-geral da WWF.
O advogado e ambientalista Fábio Feldmann, ex-deputado federal, considerou o texto “ruim” e “decepcionante”. “Não se faz uma cúpula dessa envergadura para não decidir nada”, critica. Ele considera como único ponto positivo a proposta de preservação dos oceanos. O rascunho destaca a importância do uso sustentável da biodiversidade marinha, mesmo além das áreas de jurisdição nacional.
Mesmo assim, Feldmann acredita que o documento ainda é vago. “O importante é que se tenha metas para que sejam cumpridas. Chutaram para frente a discussão e corremos o risco de nas próximas discussões não chegar a conclusões novamente.”
Já a coordenadora do curso de Engenharia Ambiental da Pontifícia Universidade Católica (PUCPR), Fabiana Andreoli, apontou avanços. Um deles é a criação do fórum político para desenvolvimento sustentável dentro da ONU. Segundo a coordenadora, o fórum pode ser positivo principalmente se seus membros escolhidos puderem contribuir com as experiências realizadas nos últimos anos.
Rodrigo Batista, especial para a Gazeta do Povo, com agências
“Foi uma vitória”
A presidente Dilma Rousseff disse ontem que o texto aprovado na conferência deve ser “comemorado” como uma vitória do Brasil em extrair uma posição de consenso sobre um tema complexo. Do México, onde participou da reunião dos líderes das maiores economias do mundo (G20), ela reconheceu ter sido extraído “o documento possível”. Dilma abrirá hoje a Rio+20.

O texto final, com 283 parágrafos, foi redigido na madrugada de terça-feira, após uma conturbada rodada de negociações, em que o Brasil foi criticado por forçar o fechamento do texto de forma supostamente “prematura” – considerando que ele poderia continuar a ser negociado até o último dia da conferência, na sexta-feira.
“Isso é uma negociação, todos têm de ceder, todos ganham e todos perdem um pouco. Encontramos um equilíbrio que foi suficiente para todo mundo. É um estupendo texto”, disse o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, negociador-chefe do Brasil na conferência.
“Lutamos o tempo todo”
“O acordo é muito forte em suas ambições, mas não forte o suficiente no sentido de fornecer os instrumentos necessários para suprir essas ambições”, disse o ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Peter Altmaier. “Lutamos o tempo todo e chegamos até onde pudemos”, disse Ida Auken, ministra do Ambiente da Dinamarca e negociadora-chefe da União Europeia.
Na busca de um consenso, o Brasil retirou ou amenizou significativamente vários pontos de conflito que dificultavam as negociações. Foram removidas, principalmente, questões relacionadas à ajuda financeira dos países ricos para apoiar o desenvolvimento sustentável nos países pobres. A proposta de criação de um fundo de US$ 30 bilhões feita pelo G-77 (países em desenvolvimento) não prosperou. Figueiredo disse que a crise econômica internacional teve influência direta nas negociações sobre financiamento. “O nível de ambição certamente foi afetado”, disse. Isso voltará ser debatido agora apenas em 2014.
A principal inovação do documento é a criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Trata-se de um conjunto de metas que visa a substituir os objetivos do Milênio, incorporando critérios socioambientais. A proposta será implementada em 2015, após sua definição por um comitê da ONU.
Patriota disse que o texto é uma “visão do futuro” e, pela primeira vez, integra em um só documento da ONU as três dimensões do desenvolvimento sustentável: social, ambiental e econômica.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Paraná recebe prêmio na OBMEP

Paran?ecebe pr?o na OBMEPA Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED) foi destaque da Região Sul da 7ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). O prêmio foi recebido pelo vice-governador e secretário da Educação Flávio Arnsrecebeu nesta terça-feira (19), em Curitiba, durante a entrega de medalhas aos alunos vencedores dessa edição do evento.

Segundo Flávio Arns, a premiação recebida é fruto do intenso trabalho realizado pela SEED e do empenho dos professores nas escolas. “Todos têm direito à educação de qualidade. A Olimpíada é importante para os alunos descobrirem seus talentos, identificar sua vocação para a construção de uma sociedade melhor”, ressaltou.

Ao todo, os estudantes do Paraná conquistaram 193 medalhas – 128 delas são de alunos da rede estadual. São 61 medalhas de prata e 104 de bronze, além de 786 menções honrosas. As 28 medalhas de ouro serão entregues na primeira quinzena de agosto, em evento a ser realizado no Rio de Janeiro. A lista com os nomes dos alunos premiados na edição de 2011 pode ser consultada no link: www.obmep.org.br/premiados.html .

Também foram premiadas as secretarias municipais de Educação de Curitiba e de Francisco Beltrão. As escolas estaduais Nossa Senhora das Graças, em Irati; Medalha Milagrosa, em Ponta Grossa; Colégio Estadual Gastão Vidigal, em Maringá; Colégio Estadual do Paraná e o Colégio da Polícia Militar, ambos em Curitiba, receberam um computador e um kit de projeção móvel.

OPORTUNIDADE - Os alunos vencedores ainda podem de participar do Programa de Iniciação Científica (PIC) em universidades e todos os participantes podem ter acesso aos cursos gratuitos de matemática ofertados pelos Polos Olímpicos de Treinamento (POT). “Além disso, recebem bolsa de estudo por três anos durante a graduação e bolsa de mestrado”, explicou Claudio Nadin, diretor adjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e chefe do departamento da OBMEP.

De acordo com o professor Yuan Jinyun, coordenador da OBMEP no Estado, a iniciativa visa fortalecer e estimular o estudo da Matemática, detectar jovens talentos nesta ciência e incentivar a troca de experiências. “Temos que motivar o raciocínio matemático dos alunos. Assim, eles terão melhor base para cursar o ensino superior, promovendo uma melhora na qualidade do ensino”, afirmou.

Segundo o professor de Matemática Marcelo Turkiewicz, do Colégio Estadual Polivalente de Goioerê, a OBMEP é uma excelente ferramenta pedagógica. “O professor deve incentivar o aluno a participar de forma consciente da Olimpíada. O resultado é fruto de trabalho e muito estudo”, disse Marcelo, que acredita ser necessário implementar novas metodologias para o ensino da disciplina e ensinar o aluno a superar seus limites.

Para Mariza Pereira Ianse, mãe Fabiana Ianse, estudante premiada do Colégio Estadual José de Anchieta, em Santa Maria do Oeste, a OBMEP ajuda os alunos a se prepararem para o futuro. “Ao participarem do PIC, adquirem mais conhecimento, além de terem contato com mestres e doutores e desfrutarem da infra-estrutura oferecida pelas universidades, como os laboratórios”, falou Mariza.

O estudante Rogério de Oliveira Souza, medalhista de prata e aluno do 9º ano da Escola Estadual do Campo Professor Francisco da Silva Reis, em Sengés, região nordeste do Paraná, relatou que sua dedicação tem sido compensada com a participação no PIC. “Espero que essa oportunidade que estou tendo seja o início de outras conquistas em minha vida”, ressaltou Rogério, que já recebeu uma medalha de ouro em 2010.

A OBMEP é organizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e promovida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e Ministério da Educação (MEC). A competição é direcionada aos alunos da rede pública matriculados nas séries finais do ensino fundamental e no ensino médio. No Paraná, foi mais de um milhão de inscritos. A segunda fase da 8ª edição acontece dia 15 de setembro e os resultados serão divulgados em 30 de novembro.

USP aparece no 'top 100' das melhores universidades do mundo




Ranking da Times Higher Education é feito a partir da opinião de acadêmicos. Universidade de São Paulo está na faixa do 61º ao 70º lugar.


A Universidade de São Paulo (USP) aparece entre as 100 melhores instituições de ensino superior do mundo em reputação no meio acadêmico, segundo o ranking divulgado nesta quinta-feira (15) pela instituição londrina Times Higher Education (THE). O ranking foi montado a partir de uma pesquisa com mais de 17,5 mil professores convidados de 137 países. Única universidade brasileira entre o “top 100” do ranking, a USP aparece na faixa entre o 61º e o 70º lugar.
Praça do Relógio USP (Foto: Divulgação/USP)Praça do Relógio USP (Foto: Divulgação/USP)
O resultado mostra uma evolução da USP no ranking. No ano passado, nenhuma instituição brasileira apareceu entre as 100 melhores na lista que leva em conta a reputação da universidade entre os pesquisadores do meio acadêmico. A USP já havia aparecido com destaque em outro ranking produzido pela THE, o ranking mundial das universidades, quando apareceu em 178º lugar.
A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, obteve a pontuação máxima no ranking divulgado nesta quinta-feira. A pesquisa pediu aos acadêmicos experientes para destacar o que eles acreditavam ser o mais forte das universidades para o ensino e a pesquisa em seus próprios campos. Harvard obteve 100 pontos. As outras cinco melhores classificadas foram Instituto de Tecnologia de Massachusetts – MIT (EUA); Universidade de Cambridge (Reino Unido); Universidade Stanford (EUA), Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA); e Universidade de Oxford (Reino Unido).
Veja as 10 primeiras universidades no ranking  de melhor reputação
PosiçãoInstituiçãoPaísPontuação
1º)Universidade de HarvardEUA100,0
2º)Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)EUA87,2
3º)Universidade de CambridgeReino Unido80,7
4º)Universidade da StanfordEUA72,1
5º)Universidade de Califórnia - BerkeleyEUA71,6
6º)Universidade de OxfordReino Unido71,2
7º)Universidade de PrincetonEUA37,9
8º)Universidade de TóquioJapão35,6
9º)Universidade da Califórnia - Los AngelesEUA33,8
10º)IUniversidade de YaleEUA32,4
61º-70º)Universidade de São PauloBrasilN/A

Fonte: Times Higher Education, Top Universities by Reputation 2011

Quase metade das águas em área urbana tem má qualidade


A Região Hidrográfica (RH) do Paraná é a que apresentou maior índice de pontos com IQA péssimo ou ruim: 61%.
Apesar de 81% dos recursos hídricos monitorados no Brasil estarem em excelentes ou boas condições, o baixo índice de coleta e tratamento de esgotos faz com que 47% das águas localizadas em áreas urbanas sejam avaliadas como ruins ou péssimas. A constatação faz parte do estudo Panorama da Qualidade das Águas Superficiais – 2012, divulgadonesta terça-feira pela Agência Nacional de Águas (ANA).
Dos 1.988 pontos monitorados em 2010 pela ANA, tanto em áreas urbanas como rurais, 75% apresentaram boa condição do Índice de Qualidade de Água (IQA). O estudo mostra que 6% foram classificadas como excelente, 11% como regular, e 7% como ruim ou péssima.
A situação é bem diferente quando o meio analisado é o urbano. Em 47% dos 135 pontos monitorados, a condição da água analisada foi classificada como péssima ou ruim. A ANA atribui esse fato à “alta taxa de urbanização nessas regiões e aos baixos níveis de coleta e tratamento de esgotos domésticos”. Segundo o estudo, 45,7% dos domicílios brasileiros têm acesso à rede de esgoto. Além disso, o país trata apenas 30,5% do esgoto que gera.
Região Hidrográfica (RH) do Paraná é a que apresentou maior índice de pontos com IQA péssimo ou ruim: 61%. É nessa RH que 32% da carga remanescente de esgotos domésticos do país são depositados. Parte dela é proveniente de São Paulo, Curitiba, Goiânia e Campinas, e das cabeceiras dos rios Tietê, Iguaçu e Meia Ponte.
Dos 658 pontos com série histórica, analisados entre 2001 e 2010, 47 apresentaram “tendência de melhora da qualidade de água”. Desses, 25 estão na RH do Paraná (24 no estado de São Paulo e um no Paraná); 17 na RH do Atlântico Sudeste e cinco na RH do São Francisco. O estudo aponta, entre eles, rios de grande densidade urbana, caso do Tietê, na cidade de São Paulo, e o Rio das Velhas, em Belo Horizonte (MG).
O estudo da ANA informa que, de acordo com órgãos gestores estaduais de recursos hídricos, a causa provável dessa melhora são “investimentos em ampliações do sistema de coleta de esgotos; de estações de Tratamento de Esgotos (ETEs), ou o aumento de sua eficiência”.
“Por outro lado, 45 pontos daqueles que apresentaram série histórica revelaram tendência de piora do IQA”, acrescentou o estudo. Desse total, a maioria (21) também está localizada na RH do Paraná, e 15 estão na RH do São Francisco.
Segundo o estudo, a piora do IQA nessas áreas se deve ao “crescimento populacional não acompanhado por investimentos em saneamento, fontes industriais e atividades agropecuárias e de mineração”. Apesar disso, a ANA avalia que “a retomada dos investimentos em saneamento ocorrida nos últimos anos já apresenta alguns resultados”, como a melhoria de alguns desses rios.
O estudo foi elaborado pela Agência Nacional de Águas com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e de órgãos gestores estaduais de recursos hídricos. As conclusões serão apresentadas amanhã (20) à tarde em evento do BID na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, na capital fluminense.

gripe A (H1N1) Ela está voltando, vamos redobrar os cuidados.


Paraná registra cinco mortes por gripe A (H1N1) em 2012

Três novos casos foram confirmados nesta segunda-feira (18) nos municípios de Curitiba, Cornélio Procópio e em São Mateus do Sul. No estado todo, foram confirmados 64 casos da doença.
O Paraná já registra cinco mortes por gripe A (H1N1) em 2012. Os três novos casos, confirmadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na manhã desta segunda-feira (18), foram nos municípios de CuritibaCornélio Procópio, na região do Norte Pioneiro, e em São Mateus do Sul, no Sudeste. Os casos anteriores foram registrados em janeiro deste ano, quando um paranaense morreu no Maranhão, e em março, no município deAstorga, no Norte do estado.
Sessenta e quatro casos de gripe A foram confirmados em todo o estado neste ano – 36 deles apenas no mês de junho. Segundo a Secretaria, esse aumento coloca o Paraná em alerta. Os estados vizinhos – São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – também registram casos preocupantes. Só em Santa Catarina 21 mortes e 268 casos já foram confirmados em 2012.
No Paraná, até agora, os casos estão concentrados em 21 municípios: a maioria foi em Curitiba, com 24 registros, Ponta Grossa teve seis casos, em Tibagi foram cinco, Matinhos e Paranaguá registraram quatro casos cada, em Maringá foram três, nos municípios de Campo Largo, Pinhais, São José dos Pinhais e Francisco Beltrão a Sesa contou dois casos em cada, e um caso foi registrado nas cidades de Colombo, Fazenda Rio Grande, Piraquara, Guarapuava, São Mateus do Sul, Pato Branco, Cascavel, Juranda, Astorga, Sarandi e Cornélio Procópio.
A partir desta semana, a Secretaria irá divulgar um boletim semanal com um panorama da doença no estado. A sala de situação da Sesa, que antes monitorava apenas os casos de dengue no Paraná, passará também a acompanhar os casos de gripe em todos os municípios.

Sintomas e medicamento
As pessoas que apresentarem sintomas de febre com tosse ou dores de garganta devem ser encaminhadas imediatamente a uma unidade de saúde, para análise do caso. A orientação aos médicos é para que receitem o antiviral Oseltamivir (Tamiflu) em caso de suspeita de contaminação pelo vírus H1N1 – mesmo antes da confirmação de exames laboratoriais. O medicamento age contra os tipos de vírus Influenza mais circulantes e evita o agravamento da doença.
De acordo com nota emitida pela secretaria, todos os municípios paranaenses têm o medicamento, tanto nas apresentações pediátricas quanto adultas. Foram distribuídos cerca de 2 milhões de doses do medicamento em toda a rede pública do Paraná. O remédio é distribuído gratuitamente, com prescrição médica. O medicamento foi distribuído também nos setores de urgência e emergência dos hospitais particulares do estado, desde a última sexta-feira (15), para facilitar o início do tratamento.
Cuidados
As temperaturas mais baixas favorecem não só a proliferação da gripe A, mas também de outras síndromes respiratórias. A Secretaria de Saúde destaca uma série de medidas para diminuir as chances de contágio. Dentre elas estão: lavar bem as mãos com água e sabão após tocar em superfícies como mesas, computadores de uso comum, maçanetas e botões de elevador; manter os ambientes bem ventilados; cobrir a mão e o nariz com lenço descartável sempre que tossir ou espirrar; não compartilhar alimentos e objetos de uso pessoal e sempre que possível utilizar o álcool gel para higienizar as mãos.
Vacina
Mais de 1,5 milhões de paranaenses foram imunizados neste ano contra a gripe. O estado atingiu outra meta importante: vacinou 87% da população de crianças de seis meses a dois anos, gestantes, idosos e profissionais de saúde, superando a meta do Ministério da Saúde, de imunizar 80% desses segmentos. As unidades de saúde que ainda têm doses da vacina contra a gripe podem continuar imunizando a população, priorizando pacientes com doenças crônicas, que são mais suscetíveis às doenças respiratórias.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Com 65 universidades, Brasil domina ranking de melhores latinas


A USP (Universidade de São Paulo) lidera a lista das melhores universidades latino-americanas. Foto: USP/Divulgação
A USP (Universidade de São Paulo) lidera a lista das melhores universidades latino-americanas
Foto: USP/Divulgação
A Universidade de São Paulo (USP) lidera a lista, seguida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que aparece em terceiro lugar. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também figura entre as 10 melhores, na oitava posição.
Segundo os organizadores do ranking, o forte posicionamento do Brasil no pode ser atribuído a um esforço nacional em aumentar o acesso ao Ensino Superior - com o número de matrículas triplicado na última década - e com políticas objetivando aumentar a qualidade e quantidade de pesquisas acadêmicas. Um estudo da US National Science Foundation aponta que o Brasil também triplicou sua produção de trabalho científico entre os anos de 1993 e 2003, número que só vem aumentando desde então.
"Em 2008 o Brasil gastou $22 bilhões em pesquisa, enquanto México, Argentina e Chile gastaram $5.8 bilhões, $2.7 bilhões e $1.2 bilhões respectivamente. A UNESCO coloca o Brasil entre os 15 melhores países do mundo em performance de pesquisa e de desenvolvimento", diz a publicação.
"O QS rankings mostra a extensão em que o Brasil tem priorizado a pesquisa", afirma Danny Byrne, editor do TopUniversities.com. "O Brasil tem nove universidades, entre as dez latinas com mais trabalhos acadêmicos por docentes, e tem nove do total de dez com maiores proporções de docentes com PhD", diz o editor.
Para Byrne, a decisão do governo brasileiro de criar quarto novas universidades públicas até o ano de 2014 e mais 250 mil vagas para estudantes - em um país onde mais de 75% dos universitários estão em universidades privadas - demonstra o comprometimento em expandir o acesso a universidade e investir no futuro. "Iniciativas com o objetivo de promover a mobilidade internacional também demonstram um aumento na percepção de que capital em recursos humanos e em pesquisa são a solução para a competitividade global".
Número de universidades no top 250 por país: Brasil (65), México (46), Colômbia (34), Chile (30), Argentina (26), Peru (10), Equador (6), Venezuela (6), Cuba (5), Uruguai (4), Costa Rica (3), Paraguai (3), República Dominicana ( 3) Bolívia (2) El Salvador ( 2) Panamá (2) Guatemala (1) Nicarágua (1), Porto Rico (1)
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Inscrições para o Sisu estão abertas; veja a oferta de vagas


O processo seleciona candidatos de instituições públicas para 30.548 vagas. Foto: Reprodução
O processo seleciona candidatos de instituições públicas para 30.548 vagas
Foto: Reprodução
O Ministério da Educação (MEC) abriu nesta segunda-feira as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O processo seleciona candidatos de instituições públicas para 30.548 vagas, disponíveis em 56 instituições de ensino superior, com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio. Das vagas oferecidas, 10.816 são para cursos noturnos, 14.342 vagas em regime integral, 2.976 para o período da manhã e 2.414 para as aulas no turno vespertino.
As inscrições devem ser feitas até o dia 22 no site do sistema, onde também é possível ver as vagas ofertadas. Ao longo do processo, também é possível conferir no site a classificação parcial e a nota de corte dos candidatos, além de tirar dúvidas sobre notas de corte, datas das chamadas, período de matrículas nas instituições, resultados e lista de espera, bem como localizar cursos e vagas com a indicação do município, da unidade da Federação e da instituição de ensino.
Nesta edição, o Sisu oferece 6.491 vagas em cursos de licenciatura. Nessa categoria, os cursos com maior oferta são pedagogia, com 777 vagas; matemática, 757; química, 670; ciências biológicas, 513; física, 511, e educação física, 486. As licenciaturas estão entre os 20 cursos com maior número de vagas oferecidas.
O resultado final será divulgado no próximo dia 25, e a matrícula dos estudantes selecionados em primeira chamada deve ser feita entre 29 de junho e 2 de julho.