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Professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino - Governo do Paraná

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Documentos necessários para registrar candidatura - VEREADORES


Documentos necessários para
registrar candidatura - VEREADORES


1- Cópia do CPF e Identidade; 
(preferencialmente autenticadas)

2- Declaração de bens atualizada e assinado pelo candidato; 
(a declaração será posteriormente repassada para impresso próprio do TRE e assinada pelo candidato)

3- Certidão criminal fornecida pela justiça federal (pode fazer via internet) e certidão Estadual requerida no fórum local; 
(se você tiver dificuldade de tempo precisamos de uma autorização - procuração - para retirar as certidões)

4- Fotografia recente preferencialmente em preto e branco, 5x7cm, sem moldura, em papel fotográfico fosco ou brilhante, busto frontal, com trajes adequados e sem adornos que induzam ou dificultem o reconhecimento pelo eleitor; 
(além da foto impressa peça para o fotógrafo inserir a foto em um CD que facilita a entrega no TRE)

5- Comprovante de escolaridade; 
(diploma de qualquer formação escolar, ou pode ser uma declaração de próprio punho relatando qual o nível escolar, assinada)

6- Prova de desincompatibilização, quando houver; 
(apenas para funcionários públicos municipais, estaduais ou federais)

7- RRC Requerimento de Registro da Candidatura (preenchido e assinado pelo presidente do partido, por delegado, acompanhado de cópia magnético conforme sistema do TSE). 
(ESTE DOCUMENTO SERÁ EMITIDO PELO PARTIDO VERDE E APENAS ASSINADO PELO CANDIDATO)

Malas prontas para curtir as férias


Divulgação / Observação de baleias em Santa Catarima está entre as atividades possíveisObservação de baleias em Santa Catarima está entre as atividades possíveis
FRIO DE JULHO

Malas prontas para curtir as férias

Mês de férias de inverno oferece opções para aproveitar as baixas temperaturas ou fugir dos cobertores e partir para destinos ensolarados.
Quase não dá mais pra chamar o recesso escolar de julho de férias. Antes, a criançada podia curtir o friozinho por 30 dias. Hoje em dia, são no máximo três semanas de folga. O período menor, no entanto, não significa dias gelados dentro de casa. Tem muita programação legal nos quatro cantos do país – e alguns destinos internacionais – que ajudam a tornar a folga prolongada inesquecível.
Divulgação
Divulgação / Belezas e gastronomia da Serra Gaúcha são bons atrativosAmpliar imagem
Belezas e gastronomia da Serra Gaúcha são bons atrativos
Quem mora em Curitiba pode aproveitar os hotéis fazenda da região metropolitana, Campos Gerais e interior de Santa Catarina, onde, além de boa comida campeira, o hóspede pode aproveitar para caminhadas e cavalgadas, rodas de viola e jantares com lareira acesa.
Temperaturas mais amenas podem ser boas aliadas na hora de explorar as belezas naturais da região da tríplice fronteira. As últimas chuvas têm aumentado o volume de água nas Cataratas do Iguaçu dia após dia. O lugar é puro encantamento, seja qual for o fluxo das cachoeiras. Além de contemplar os saltos, o visitante pode observar pássaros noParque das Aves, conhecer a hidrelétrica de Itaipu ou fazer compras no Paraguai.

Julho também é o mês do Festival de Inverno da Universidade Federal do Paraná, que acontece em Antonina, de 7 a 14. A agenda é cheia de apresentações e oficinas música, teatro, dança, artes plásticas.
Para esticar no litoral, além das opções gastronômicas das cidades litorâneas do Paraná, é possível observar baleias em Santa Catarina. Para isso, a Praia do Rosa, em Imbituba, é um dos melhores pontos para a prática. Passeios organizados por empresas especializadas em whale watching levam os turistas para ver os mamíferos gigantes dando à luz ou em fase de acasalamento.
Ainda em direção ao Sul do país, noites românticas esperam os casais apaixonados em cidades aconchegantes, como Gramado e Canela, no Rio Grande do Sul. Degustação de vinhos, sequência de fondue, bufê de sopas e pratos a base de carnes de caça fazem parte do cardápio para espantar o frio.
Para congelar definitivamente o tédio, a viagem de férias pode ser para um dos destinos de neve do Hemisfério Sul, na região da Patagônia, no Chile ou Argentina. As estações de esqui estão prontas para receber os turistas brasileiros.
Dias de sol
Se a ideia é fugir do frio, duas alternativas. No turismo doméstico, as praias nordestinas são os destinos mais procurados no inverno. Os lugares estão menos movimentados e os preços praticados são os de baixa temporada. Resorts em praias paradisíacas vão ajudar a distrair a criançada enquanto os pais relaxam, em contato com a natureza.
Para quem tem o visto americano em dia, uma alternativa é curtir os parques temáticos deOrlando, nos Estados Unidos. O calor na América do Norte vai exigir um pouco mais de paciência do turista, para enfrentar filas e espera em brinquedos e serviços.
Quer só curtir o fim de semana? Hotéis e companhias aéreas também estão preparados para o movimento das férias de julho. Veja algumas opções de pacotes e promoções para o mês de julho.
Hotel Vale das Pedras – oficinas, passeios e brincadeiras organizadas pela equipe de recreação divertem as crianças a partir de seis anos durante o mês de julho, em Jaraguá do Sul. Fogueira com marshmallow e os jantares temáticos são os destaques da temporada. Diária a partir de R$ 432 para casal, com cortesia para uma criança de até 10 anos. Informações pelo fone ou no sitewww.hotelvaledaspedras.com.br
Orlando – passagens aéreas e doze noites de hospedagem em Orlando, um dos destinos mais procurados pelos brasileiros, com atrações para todas as idades. As saídas de Curitiba serão dias 4 e 12 de julho. A operadora congelou o câmbio em R$ 2.05 para essa promoção. A partirt de US$ 1.340 por pessoa. Na New Line Operadora. Informações pelo site www.newline.tur.br ou pelo fone 0800-606-2524.
Transamérica Comandatuba – A programação de férias para julho na Ilha de Comandatuba, na Bahia, contempla meninas e meninos de maneira especial. De 8 a 15 de julho, os garotos terão aulas com um técnico do Milan Soccer. De 22 a 29 de julho, as meninas poderão participar do Fashion Weekend, com desfiles de roupas e acessórios de marcas infantis. Diárias a partir de R$ 561 por pessoa em acomodação dupla. Pacote de sete noites com aéreo, café da manhã e jantar a partir de R$ 4.530 por essoa. Crianças de até 11 anos acomodada com os pais não pagam hospedagem. Informações pelos fones(11) 5693-4050 e 0800 012 6060 ou no sitewww.transamerica.com.br
Praias nordestinas – a Intravel tem pacotes especiais para curtir o mês de julho no Nordeste. Há opções para as capitais e destinos próximos. Confira: 
Salvador, sete noites, com aéreo, hospedagem com café da manhã, traslados e city tour. A partir de R$ 1.327 por pessoa em apartamento duplo. 
Praia do Forte, sete noites, com aéreo, hospedagem com café da manhã, traslados, a partir de R$ 2.041 por pessoa em apartamento duplo. 
Costa do Sauípe, sete noites, com aéreo, hospedagem com café da manhã, traslados, a partir de 1.994 por pessoa em apartamento duplo. 
Cumbuco, sete noites, com aéreo até Fortaleza, hospedagem com café da manhã, traslados, a partir de 2.300 por pessoa em apartamento duplo.
Natal, sete noites, com aéreo, hospedagem com café da manhã, traslados, a partir de R$ 1.474 por pessoa em apartamento duplo. Informações no site www.intravel.com.br.

Hotelaria - O Pestana Hotels & Resorts tem hotéis espalhados pelas principais capitais do país. A rede portuguesa tem pacotes especiais de hospedagem com café da manhã e jantar incluídos para o mês de julho para as unidades de Natal, Rio de Janeiro, Angra do Reis, São Paulo, Curitiba, Bahia ou São Luis. Confira algumas sugestões. Pestana Natal Beach Resort, diárias a partir de R$ 280. No Pestana Rio Atlantica, em Copacabana, diárias a partir de R$ 586. Em Salvador, o Pestana Convento do Carmo tem diárias a partir de R$ 169. Em todos, os pacotes mínimos exigem três noites de hospedagem. Informações no site www.pestana.com ou pela Central de Reservas, no telefone 4062-0609 (capitais e áreas metropolitanas) e 0800-7378262 (demais regiões).

Aviação - A compra com 14 dias de antecedência à data da viagem pela Azul Linhas Aéreas garante tarifas especiais na companhia para voos às terças, quartas e sábado de julho. Há trechos a partir de R$ 71,90, entre Curitiba e Porto Alegre, por exemplo. Confira outros trechos no sitewww.voeazul.com.br ou no fone (11) 4003-1118.
Vários destinos – A operadora tem pacotes para destinos nacionais e internacionais. ParaFortaleza, com saída de Curitiba, no dia 15 de julho, sete noites, com passagens aéreas, hospedagem com café da manhã, city tour, a partir de R$ 2.441 por pessoa. Para Foz do Iguaçu, saída de Curitiba, dia 19 de julho, três noites, com passagens aéreas, hospedagem com café da manhã, traslados, a partir de R$ 829 por pessoa. Para a Argentina, com saída de Curitiba no dia 21 de julho, quatro noites em Buenos Aires, três noites em Bariloche, com aéreos, hospedagem com café da manhã, city tours regulares, a partir de US$ 1.819 por pessoa. Para a Flórida, de 16 a 31 de julho, saindo de Curitiba, com 14 noites de hospedagem sem café da manhã, com 14 diárias de locação de carro, a partir de US$ 1.948 por pessoa. Informações na Interlaken, pelo sitewww.interlakenturismo.com.br
Bourbon Cataratas – A temática circense vai colocar a molecada para brincar até cansar. Estão programados espetáculos, pinturas no rosto, oficinas de malabares, acrobacias e performances. Diárias a partir de R$ 310 para duas pessoas e cortesia para hospedagem de duas crianças até 11 anos acomodadas com os pais, com café da manhã e jantar. Informações no sitewww.bourbon.com.br ou pelos fones (11) 3337-9200 ou 0800-701-8181.

Governo confirma ajuste de gasolina e estuda usar Cide


Fábio Rodrigues Pozzebom/ ABr / “Temos preocupação com a Petrobras, sim, e é preciso entender que os preços não sobem na bomba de gasolina há mais de nove anos.” <b>Edison Lobão</b>, ministro de Minas e Energia“Temos preocupação com a Petrobras, sim, e é preciso entender que os preços não sobem na bomba de gasolina há mais de nove anos.” Edison Lobão, ministro de Minas e Energia
PREÇO

Governo confirma ajuste de gasolina e estuda usar Cide

Planalto pode utilizar a Cide para reduzir o impacto inflacionário, mas governo está cauteloso para não esgotar os recursos da taxa.
Cabe à Petrobras falar de reajuste, diz Mantega
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira (21) que cabe à Petrobras, não ao governo, anunciar quando haverá reajuste de combustíveis, se é que haverá. "Vamos ouvir a Petrobras, se é que vai ter esse aumento", disse o ministro, afirmando que as notícias que circulam a esse respeito são apenas "especulações".
Em pronunciamento durante a Rio+20, o ministro citou entre as políticas para o desenvolvimento sustentável a substituição gradual da gasolina pelo etanol. Afirmou ainda que o governo enxerga possibilidades de sinergia entre a Petrobras e a Petrochina. "O Brasil tem demanda grande para produtos petrolíferos como plataformas e estamos convidando os chineses a participar", disse.
(AE)
Opinião
Subir sem subir
Franco Iacomini, editor de Economia
Desde o início de 2009, segundo dados que constam das pesquisas do IBGE para a formação do IPCA, o preço da gasolina subiu 9,26% no Brasil e 7,9% na Região Metropolitana de Curitiba. Nesse mesmo período, a inflação ficou em 20,3% (país) e 22% (Curitiba). Já os preços médios do petróleo no mercado internacional foram de US$ 33 em janeiro de 2009 para US$ 86 no mês passado – um aumento de 160%, que foi represado pela Petrobras e nunca chegou ao consumidor brasileiro.
Uma olhada rápida nesses números é suficiente para demonstrar que há algo errado. Não que a estatal devesse repassar imediatamente aos postos de combustível toda variação nos preços do óleo cru. O papel que ela fez nos últimos anos, de atenuar as oscilações desse mercado, foi bem vindo e bem feito. A questão é que os preços parecem estar bem mais estáveis agora do que há três anos. Haveria condições para o repasse.
Por outro lado, o governo se preocupa em manter a inflação sob controle, e uma explosão nos preços do combustível não seria de grande utilidade. É hora de avaliar outras possibilidades. Já que a União reduziu impostos para a compra de automóveis, não seria razoável estender o mesmo tipo de benefício ao combustível? Seria uma maneira de a Petrobras receber mais sem que o preço na bomba subisse na mesma proporção.

  • O governo ainda não definiu o índice de reajuste da gasolina e do diesel, mas a decisão de aumento está confirmada.
A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse nesta quarta-feira (21) que o aumento poderá ser de 10%, conforme adiantado pela imprensa. "Normalmente a imprensa é muito bem fundamentada", disse Graça, ao ser questioada se esse seria o patamar de aumento.

A gasolina e o diesel representam metade da receita da Petrobras. A falta de ajuste tem refletido negativamente nas ações da empresa no mercado, principalmente depois que a estatal passou a ter que importar gasolina para suprir o consumo interno, comprando o combustível a preços internacionais e vendendo com preços congelados.

Ela não quis, no entanto, confirmar o percentual. "Nós não temos nenhum percentual de aumento da gasolina e nenhuma data específica". Graça, porém, explicou que em algum momento o aumento deve acontecer. "Nós precisamos de um aumento, porque o Brent desceu, mas o câmbio está subindo. Então, a paridade do preço está bem defasada."

Nem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmaram que o governo já teria um índice definido.

"Não confirmo nada", disse Mantega.
Segundo Lobão, o governo está constantemente estudando o impacto do aumento de combustíveis na inflação.
"Estamos sempre fazendo simulações de quanto a Petrobras precisa de aumento e como isso repercute na inflação. Isso não quer dizer que vá se realizar prontamente", disse o ministro.

Ele informou que ainda há espaço para utilizar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), mas o governo está cauteloso porque se isso acontecer, os recursos da taxa serão esgotados, segundo Lobão.

A Cide é usada como uma espécie de colchão pelo governo para amortecer o impacto do aumento dos combustíveis na inflação. O governo vem lançando mão do recurso há nove anos, lembrou Lobão, e por isso os reajustes não pesam no bolso do consumidor. Desta vez, o governo tem dúvidas de usará o artifício ou deixará que o aumento chegue ao consumidor.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Chuva afeta 57 mil em 17 cidades


Roberto Custódio / Jornal de Londrina / Em Jataizinho, o rio que leva o nome da cidade transbordouEm Jataizinho, o rio que leva o nome da cidade transbordou
ESTRAGOS

Chuva afeta 57 mil em 17 cidades

Com cerca de 50 mil pessoas prejudicadas, Londrina decreta situação de emergência. Bandeirantes e Jataizinho têm 390 desabrigados.
A chuva contínua que atinge o Paraná desde segunda-feira afetou a vida de 57,6 mil pessoas em todo o estado – 50 mil só em Londrina –, segundo o último boletim divulgado pela Defesa Civil Estadual. O número de municípios que relataram problemas com alagamentos, enxurradas e deslizamentos subiu para 17 – a maioria nas regiões Norte, Noroeste e Norte Pioneiro.

  • Maringá teve precipitação histórica
Marcus Ayres e William Kayser, da Gazeta Maringá
O Instituto Tecnológico Simepar registrou 185,4 milímetros de chuva na terça-feira em Maringá, no Noroeste do estado. Foi a maior precipitação em um único dia para o mês de junho desde a instalação da estação do Simepar, em 1998, e superou a maior ocorrência registrada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMet) em 1982.
O mau tempo causou muitos estragos na cidade. O Corpo de Bombeiros e as secretarias de Serviços Públicos e de Transportes registraram casos de quedas de árvores, deslizamentos de terra e vias interrompidas. Em dois trechos do Anel Viário Sincler Sambati (Contorno Sul) houve quedas de barreira.
Buracos se formaram nas avenidas Morangueira e Pedro Taques depois do entupimento de bocas-de-lobo. Outro deslizamento ocorreu nas obras de rebaixamento da via férrea, entre a Avenida 19 de Dezembro e a Rua Arlindo Planas.
União da Vitória
Cerca de 40 famílias estão há 20 dias fora de casa
Derek Kubaski, especial para a Gazeta do Povo
A cidade de União da Vitória, no Sul do Paraná, ainda sente as consequências das chuvas que aconteceram no começo do mês e provocaram o aumento do nível do Rio Iguaçu. Segundo o diretor da Defesa Civil da cidade, Marco Antônio Coradin, 40 famílias ainda não puderam voltar para suas casas. Elas estão abrigadas no Parque de Exposições de União da Vitória. Outras 31 famílias foram levadas para casas de amigos e familiares.
“Já recebemos algumas doações de cobertores e colchões, por parte da Defesa Civil estadual, e estamos tentando conseguir cestas básicas para as famílias afetadas”, afirmou. Segundo ele, o nível do rio continua subindo. Ontem, estava pouco mais de 5 metros acima do nível normal.
No total, 128 casas foram danificadas e seis, destruídas. São 496 pessoas desabrigadas (que tiveram de ser levadas para abrigos públicos) e 817 desalojadas (removidas para a casa de parentes ou amigos). Pelo menos seis rodovias tiveram trechos bloqueados totalmente ou parcialmente em virtude de água na pista ou desmoronamentos.
A cidade que concentra o maior número de desabrigados, segundo a Defesa Civil, é Bandeirantes. O município sofre as consequências de fortes enxurradas, que afetaram mil pessoas. Destas, 695 foram obrigadas a deixar suas casas e ir para a residência de parentes. Outras 150 estão em abrigos públicos.
Já Londrina decretou situação de emergência por causa das chuvas. A cidade sofre com alagamentos, que interditaram ruas e provocaram danos em 27 unidades escolares. Dois parques estão interditados. De acordo com a estação meteorológica do Iapar, só na terça-feira choveu mais de 200 milímetros em Londrina.
O volume de chuvas em todo o mês de junho, 340 milímetros, já é 290% maior que a média esperada para todo o mês, de 87 milímetros. O número ultrapassou o antigo recorde registrado pela estação, que era de 161 milímetros em junho de 1997.
Segundo o prefeito Barbosa Neto, foi a pior chuva registrada na cidade desde a inauguração da estação meteorológica, na década de 1970. “Graças a Deus não houve nenhum caso grave, nenhuma família desabrigada, porque mais de 1 mil famílias foram retiradas de fundos de vale”, afirmou. A instabilidade e a neblina fecharam o Aeroporto José Richa pelo 3.º dia seguido.
Rio Tibagi
Outra cidade bastante atingida é Jataizinho, também no Norte. O volume de água no Rio Tibagi ficou tão alto que quase cobriu a ponte na rodovia BR-369, que cruza o rio. Por causa do excesso de água, o Rio Jataizinho, afluente do Tibagi, não conseguiu escoar e acabou transbordando. Cerca de 240 pessoas estão desabrigadas no município e 80 casas foram danificadas, segundo o balanço da Defesa Civil.
Mas o coordenador da Defesa Civil em Jataizinho, Dorival Duarte, acredita que haja mais pessoas desalojadas.
Colaborou Felippe Anibal

Pegada de finalista


Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo / O zagueiro Emerson faz o tradicional “aviãozinho” para comemorar o gol de abertura do placar no Couto Pereira: time fez valer a força dentro de casaO zagueiro Emerson faz o tradicional “aviãozinho” para comemorar o gol de abertura do placar no Couto Pereira: time fez valer a força dentro de casa
COPA DO BRASIL

Pegada de finalista

Coritiba usa a forte marcação para neutralizar o São Paulo, marca dois gols e alcança a decisão do torneio pelo segundo ano seguido.
O Coritiba não só provou que aprendeu com o erro da primeira partida semifinal contra o São Paulo, como fez da lição de casa ontem, no Couto Pereira, o trunfo para chegar pelo segundo ano consecutivo à final da Copa do Brasil. Com o botão de alerta ligado o tempo todo, a equipe de Marcelo Oliveira não teve nenhum lampejo de desatenção – o que custou o gol de Lucas na partida do Morumbi, na semana passada.
Com uma pegada firme do começo ao fim, o Coxa se impôs, anulou o time de Emerson Leão, reverteu a vantagem paulista ganhando por 2 a 0 e se aproxima novamente da conquista de um segundo título nacional.
O jogo
O Coritiba teve o controle das ações por quase toda a partida. Aproveitou sua jogada mortal com Emerson para abrir o placar, de cabeça, ainda no primeiro tempo. Já na etapa final, aumentou com Éverton Ribeiro e soube administrar o resultado.

  • “Não chegamos dois anos [à decisão] por coincidência. Não chegamos por sorteio. Chegamos por trabalho”, enfatizou Marcelo Oliveira, que entra para a história do clube como o único treinador a disputar duas finais de âmbito nacional.
O epicentro da pegada alviverde estava na dupla de zaga. Justamente de onde foi cometida a falha do jogo anterior, se irradiava o ritmo que o Coritiba ditou em toda a partida. Emerson e Pereira, que após a boa apresentação na vitória contra o Atlético-GO, domingo, ganhou a posição de Demerson, dobraram a atenção nas finalizações são-paulinas, sem dar espaço para o ataque adversário no primeiro tempo, em especial nas arrancadas de Lucas e nos arremates de Luís Fabiano.
Com o portão fechado na defesa, o Coritiba foi anulando cada vez mais o espaço para o time do Morumbi. Postura que se reforçou ainda mais após o gol de Emerson. Aos 28 minutos da primeira etapa, o capitão aproveitou cruzamento de Lucas Mendes da direita, ganhou do ex-atleticano Rhodolfo na disputa aérea e cabeceou para abrir o placar – o décimo gol do zagueiro no ano, que segue artilheiro da equipe na temporada.
No fim do primeiro tempo, o time nem precisou ir ao vestiário para definir a estratégia para garantir vaga na decisão. Ainda do gramado, Emerson orientava o time. “Não vamos administrar [o resultado de 1 a 0]. Temos de ter ainda mais pegada, ter mais atenção e finalizar melhor”, sentenciou.
As palavras do capitão surtiram efeito. Na segunda etapa, a defesa até chegou a permitir alguns arremates do São Paulo. Mas muito mais pelo poder de frente do Tricolor paulista do que por falhas alviverdes. E quando os arremates são-paulinos aconteceram, o goleiro Vanderlei estava lá para garantir o resultado. O arqueiro alviverde fez três defesas fundamentais para a classificação, em finalizações exatamente de Lucas e Luís Fabiano.
A certeza da classificação veio no gol de Éverton Ribeiro. Aos 16 minutos do segundo tempo, Roberto arrancou rápido pela direita e cruzou. Também de cabeça, Éverton Ribeiro concretizou a vitória e a vaga na final da Copa do Brasil.
Dois minutos depois do segundo gol, o ataque coxa perdeu oportunidade de garantir a classificação com mais tranquilidade. Em contra-ataque rápido, quatro jogadores avançaram sozinhos para o ataque. Roberto conduziu a bola até a área e tocou para Éverton Ribeiro, que chutou em cima da defesa. Gol que não fez falta para a classificação graças à forte marcação ao longo de todo o jogo.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Dilma pede medidas firmes e ambição na Rio+20


Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr / A presidente Dilma Rousseff durante o discurso de abertura da Rio+20A presidente Dilma Rousseff durante o discurso de abertura da Rio+20
DISCURSO

Dilma pede medidas firmes e ambição na Rio+20

A presidente fez um apelo aos chefes de Estado para que não permitam que agendas locais, numa momento de crise, comprometam as discussões da conferência.
A presidente Dilma Rousseff cobrou nesta quarta-feira, no discurso de abertura da Rio+20, medidas "firmes" dos países para o desenvolvimento sustentável e disse que as conquistas feitas pelo Brasil permitem exigir maior comprometimento dos ricos, apesar da crise econômica.
"Sabemos que o custo da inação será maior que o das medidas necessárias por mais que estas provoquem resistência e se revelem politicamente trabalhosas", disse a presidente na abertura da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável. Ela admitiu a necessidade de renovar ideias e processos "absolutamente necessários para enfrentar os dias difíceis em que hoje vive ampla parte da humanidade".
Conheça o texto discutido na Rio+20
Os países participantes da conferência ambiental Rio+20 discutem uma proposta de declaração final a respeito do crescimento sustentável, mas há pouca expectativa de acordo. O evento, com representantes de 190 países, deveria resultar em uma série de acordos políticos para melhorar o padrão de vida mundial e proteger o ambiente. Após mais de um ano de negociação, diplomatas chegaram na terça-feira a um texto-base de 49 páginas, que será apresentado na sexta-feira para a aprovação dos líderes participantes.
Dilma reconheceu, diante de uma plateia de dezenas de líderes mundiais e delegados, que a crise econômica "dá significação especial à Rio+20", e fez um apelo aos chefes de Estado para que não permitam que agendas locais numa situação de fragilidade econômica comprometam as discussões da conferência.
A atual crise ofuscou as expectativas do encontro e se tornou justificativa de países ricos para rejeitar compromissos de novos aportes para programas de desenvolvimento sustentável.
A criação de um fundo, por exemplo, proposta por países em desenvolvimento, foi rejeitada e o documento final, redigido pelo Brasil, cita apenas o uso de fontes variadas de financiamento, sem mencionar valores.
"Em um momento como este, de incertezas em relação ao futuro da economia internacional, é forte a tentação de tornar absolutos os interesses nacionais. A disposição política para acordos vinculantes fica muito fragilizada. Não podemos deixar isto acontecer."
Dilma voltou a criticar a adoção de medidas de austeridade como via de saída para as turbulências econômicas e criticou o que chamou de "modelos de desenvolvimento que esgotaram sua capacidade de responder aos desafios contemporâneos".
"Nossa experiência... mostra que políticas indutoras do crescimento e do emprego constituem a única via segura para a recuperação da economia", afirmou.
A presidente usou, como credenciais para o país poder exigir mais ação de seus colegas ricos, a queda nas taxas de desmatamento no Brasil, o avanço da produção agrícola, sem grande aumento da área plantada graças à inovação em tecnologia e insumos. Além disso, lembrou do compromisso voluntário do país, assumido em 2009, de reduzir as emissões em gases-estufa entre 36 por cento e 39 por cento até 2020.
"Isso nos autoriza a demandar maiores contribuições dos países desenvolvidos para o esforço global."
Vinte anos depois da conferência ambiental realizada no Rio, a Eco-92, Dilma reconheceu o atual papel dos emergentes, hoje cobrados a ter maior participação, mas disse que uma solução deve envolver todos.
"É certo que os países em desenvolvimento passaram a responder por parcela cada mais significativa do desenvolvimento mundial, mas estamos conscientes e temos certeza que a recuperação, para ser estável, tem que ser global", defendeu.
MAIS AMBIÇÃO
O acordo para o texto final, chamado de "O Futuro que Queremos", só foi fechado na terça-feira, após intensas negociações. A presidente Dilma Rousseff disse que o documento foi o "possível", e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reconheceu que o resultado poderia ter sido mais ambicioso.
O Brasil pressionou para a aprovação do texto antes da reunião de alta cúpula e simplificou a redação, eliminando trechos que causavam grandes divergências. Algumas delegações criticaram o documento, e grupos ambientalistas apontaram falta de ambição na versão aprovada.
Dilma, que foi eleita presidente da Conferência mais cedo, defendeu o documento, e disse que ele "consagra avanços importantes", mas não deixou de cobrar ambição de seus colegas.
"Nossa conferência deve gerar compromissos firmes para o desenvolvimento sustentável, temos de ser ambiciosos", disse. "Não basta manter as conquistas do passado, temos de construir sobre esse legado."
Além de rejeitar a criação de um fundo de financiamento, o texto não atendeu às expectativas quanto à transferência de tecnologia e o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente (Pnuma), temas que também resultaram em divergências.

"Conspiracionistas" dizem que ida do homem à Lua em 1969 foi um truque


John Schwartz

The New York Times
Eles estão entre nós. Aparentemente, são iguais a mim e a você. Muitas vezes, você nunca conhece a verdadeira natureza deles - exceto quando, ocasionalmente, eles se sentem obrigados a falar.

Pegue um exemplo do Lens, o blog de fotografia do "The New York Times". Um post recente, "Dateline: Space", que mostrava imagens incríveis da Nasa, incluindo a foto icônica de Neil Armstrong sobre a superfície lunar.

O segundo comentário sobre o post dizia, simplesmente: "O homem nunca chegou à Lua". O autor do comentário, Nicolas Marino, disse ainda: "Acho que a mídia deveria parar, de uma vez por todas, de divulgar algo que foi uma fraude completa e começar a documentar como eles mentiram descaradamente para o mundo todo".

Quarenta anos depois de que o homem tocou, pela primeira vez, a poeira sem vida da Lua, pesquisas consistentemente sugerem que 6% dos americanos acreditam que esses pousos foram forjados e que não poderiam ter acontecido. A série de aterrissagens, uma das maiores apostas da raça humana, foi um truque elaborado para aumentar o orgulho nacional, insistem muitas pessoas.  
Eles examinam fotos de missões, em busca de sinais que indiquem falsificações em estúdios. Essas pessoas argumentam que a bandeira americana estava balançando no que deveria ser o vácuo do espaço. Eles exageram nos riscos à saúde de se realizar uma viagem através dos cinturões de radiação que circundam nosso planeta; entendem a destreza tecnológica do programa espacial americano; e alegam assassinato por trás de todas as mortes do programa, relacionando-as a uma conspiração maior.

Não existem evidência críveis para respaldar essa visão. A clara improbabilidade do sucesso num esquema tão grandioso, e o fato de mantê-lo em segredo durante quatro décadas, confunde nossa imaginação. Apesar disso, esses contestadores continuam a acumular acusações até hoje. Eles são apoiador por filmes como um documentário, exibido na Fox em 2001, e "A Funny Thing Happened on the Way to the Moon" (em tradução livre, "Algo Engraçado Que Me Aconteceu No Caminho Para a Lua"), de Bart Sibrel, cineasta de Nashville, Tennessee.

"Eles são pessoas normais, inteligentes, que compraram essa ideia de teorias da conspiração", disse Philip Plait, astrônomo e autor que contesta teóricos conspiracionistas ponto a ponto, e o faz de maneira severa em seu site, o "Bad Astronomy". Ele é uma das várias pessoas que se juntam à luta para afirmar que "isso aconteceu". Um esforço conjunto, sediado no endereço www.clavius.org, ridiculariza os opositores com gosto; seu principal autor, Jay Windley, deu o nome ao site em homenagem à base lunar do clássico de Arthur C. Clarke, "2001: Uma Odisseia no Espaço".

Apesar de que as chamadas provas dos conspiracionistas possam ser claramente contestadas, disse Plait, entendê-las pode exigir um conhecimento de História e fotografia, além de ciência e suas metodologias. "Você tem de fazer o trabalho; tem de trabalhar duro", ele disse, "e a maioria das pessoas não faz o trabalho. Então, essas lendas progridem".

Marino, autor do comentário no blog Lens, é um arquiteto de 31 anos nascido na Argentina. Em entrevista por e-mail, ele afirmou que a corrupção política durante os anos de ditadura em seu país moldou sua forma de pensar: "Comecei a perceber como opera a corrupção política e como se comporta o interesse dos poucos que estão no poder".

Em suas viagens pelo mundo - ele hoje vive e trabalha na China -, Marino leu livros afirmando que as aterrissagens na Lua foram forjadas e assistiu a documentários, incluindo o de Sibrel, disse ele, que mostram um retrato obscuro da manipulação política durante a administração de Nixon e, de alguma forma, relaciona a Guerra do Vietnã, o Titanic e a Torre de Babel, antes mesmo de chegar às supostas provas fotográficas do engodo lunar.
 

Sibrel, que vende seus filmes online, perseguiu os astronautas da Apollo com a Bíblia na mão, insistindo que eles jurassem diante das câmeras que tinham caminhado sobre a Lua. Ele irritou tanto o astronauta Buzz Aldrin, em 2002 - assediando-o com a Bíblia e o chamando de "covarde, mentiroso e ladrão" -, que Aldrin deu um soco no rosto do cineasta. Oficiais responsáveis pelo cumprimento da lei se recusaram a abrir processos contra Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua.

Em entrevista, Sibrel disse que seus esforços para provar que o homem nunca caminhou sobre a Lua custaram caro. "Só sofri perseguições e perdas financeiras", disse ele. "Perdi o direito de visitar meu filho. Fui expulso de igrejas. Tudo isso porque acredito que os pousos na Lua são fraudes".

Ted Goertzel, professor de sociologia da Rutgers University e estudioso sobre teóricos da conspiração, disse que "existe um tipo similar de lógica por trás de todos esses grupos". Na maior parte das vezes, ele explicou, "eles não tentam provar que seu ponto de vista está correto" tanto quanto tentam "encontrar falhas no que o outro lado está dizendo". Assim, disse ele, o argumento é uma questão de acumulação, não de persuasão. "Eles acham que, se tiverem mais fatos que o outro lado, isso mostraria que estão corretos".

Mark Fenster, professor da University of Florida Levin College of Law e autor profícuo sobre teorias da conspiração, afirmou enxergar similaridades entre pessoas que argumentam que os pousos na Lua nunca aconteceram e aquelas que insistem que os ataques do 11 de setembro foram planejados pelo governo, e que a certidão de nascimento do presidente Barack Obama é falsa: no fundo, disse ele, a polarização é tão profunda que as pessoas acabam com a crença solidificada de que aqueles no poder "simplesmente não merecem nossa confiança".

O surgimento da internet como meio de comunicação, observou o estudioso, torna possível para que os conspiracionistas, antes espalhados, possam encontrar uns aos outros. "Isso faz com que a teoria continue a existir, continue disponível - não é apenas mais um livro empoeirado na prateleira dos títulos com 50% de desconto".

Adam Savage, co-autor do programa de televisão "MythBusters", passou um episódio inteiro desmentindo boatos sobre a chegada do homem à Lua, ponto a ponto, de forma divertida e convincente. Os teóricos conspiracionistas, observou ele, nunca desistem. "Eles dizem que você tem de manter a mente aberta", disse ele, "mas rejeitam qualquer prova que não seja coerente com a tese deles". Para aqueles que realmente foram à Lua - mencionei que os astronautas chegaram, sim, à Lua? Seis vezes? - as teorias de conspiração são simplesmente irritantes.

Harrison Schmitt, piloto do módulo lunar durante a última missão da Apollo, que tempos depois se tornou senador dos Estados Unidos, disse em entrevista que o péssimo estado nas escolas do país tem tido resultados previsíveis. "Se as pessoas decidem que vão negar os fatos da História, da ciência e da tecnologia, não há muito o que fazer com eles", disse Schmitt. "Por grande parte deles, eu só sinto muito por termos falhado em sua educação".