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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Jornalista Vinícius Coelho morre atropelado em Curitiba


Aniele Nascimento / Gazeta do Povo / O jornalista Vinicius Coelho, que morreu atropelado nesta quarta-feiraO jornalista Vinicius Coelho, que morreu atropelado nesta quarta-feira
PERDA

Jornalista Vinícius Coelho morre atropelado em Curitiba

Ele tinha 80 anos de idade. Acidente ocorreu na Linha Verde, na região do bairro TarumãO jornalista Vinícius Coelho morreu atropelado no início da tarde desta quarta-feira (27), em Curitiba. O acidente aconteceu às 14h20, na Linha Verde (BR-476), próximo ao Auto Shopping Curitiba, na região do bairro Tarumã.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, Coelho cruzava a rua quando foi atingido por um automóvel. Ele chegou a ser atendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Vinícius queria voltar a escrever
Em sua última entrevista, que foi ao ar na Rádio 98 FM na manhã desta quarta-feira (27), o jornalista Vinícius Coelho revelou que queria voltar a escrever colunas para jornal. “Eu queria muito voltar a escrever colunas em jornal. A coisa que mais gosto de fazer é escrever”, revelou o jornalista.
  • Saiba mais
Coritiba decreta três dias de luto
Coritiba decretou três dias de luto pela morte do jornalista Vinícius Coelho. A nota oficial do clube ressalta que o jornalista “passou parte da vida cobrindo o Coritiba nos principais jornais do estado do Paraná e se tornou um ícone para a nação coxa-branca”. O Alviverde relembrou que a influência de Vinícius Coelho durante a passagem dele pelo jornal O Globo fez com que o Coxa fosse convidado para disputar o Torneio do Povo em 1973, o primeiro título de nível nacional do clube do Alto da Glória.
Foi de Vinícius Coelho a letra de “Eterno Campeão”, um dos hinos do Coritiba, composto na década de 70. O jornalista escreveu três livros envolvendo a história do Alviverde: a biografia do ex-presidente do clube Aryon Cornelsen, Atle-Tiba – Paixão de Multidões e Evangelino: Campeoníssimo, os dois últimos em parceria com o jornalista e colunista da Gazeta do PovoCarneiro Neto. Ele também narrou para a televisão o título nacional do clube, em 1985.
Na noite desta quarta, o corpo do jornalista foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML). De acordo com o advogado da família, Rafael Fabrício de Melo, o velório vai acontecer noEstádio Couto Pereira, na manhã de quinta-feira (28). O enterro acontecerá depois noCemitério Municipal de Curitiba.
Coelho, que tinha 80 anos de idade, foi narrador esportivo e trabalhou por vários anos na Gazeta do Povo e na TV Paranaense - atual RPC TV.

Veja alguns depoimentos sobre Vinícius Coelho
História
Nascido em 1932, em Curitiba, Vinícius Coelho ingressou na crônica esportiva duas décadas mais tarde, no Diário do Paraná, em 1953. Em 1962, foi contratado pelo Canal 6, aonde viria a ser locutor esportivo.
Coelho trabalhou no jornal e na televisão até 1969, quando se mudou para o Rio de Janeiro, onde foi repórter do jornal O Globo. Nesse ano, conseguiu em primeira mão a informação de que Zagallo seria escolhido para dirigir a seleção brasileira na Copa de 1970.
Retornou a Curitiba em 1974 para ser chefe da editoria de esportes da Gazeta do Povo, onde trabalhou por dez anos. Simultaneamente, trabalhou na TV Paranaense (hoje RPC TV), empresa que deixou em 1986. Um ano antes, viveu o momento mais emocionante da carreira. ao narrar ao vivo do Maracanã a maior conquista de seu time do coração, o Coxa, o título nacional.
Vinícius Coelho também acumulou várias passagens por rádios da cidade. Trabalhou nas rádios Colombo, Independência, Universo e Cidade.
Com nove Copas do Mundo e duas Olimpíadas currículo, ele acumulou carimbos em seus passaportes. A primeira cobertura internacional do jornalista foi em 1959, no extinto Campeonato Sul-Americano de futebol (atual Copa América), na Argentina.
O curitibano também foi presidente da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos. Ele escreveu três livros: Atletiba – Paixão das Multidões – de 1994 e Evangelino: o Campeoníssimo, de 2002, ambos com o amigo Carneiro Neto, além da biografia Aryon Cornelsen: um empreendedor de vitórias.
Seu último trabalho foi como colunista do jornal Tribuna no Paraná, em 2009.
Filho morto
Vinícius Coelho também vivia um drama pessoal desde 2007, quando o filho dele, Bruno Strobel Coelho, foi morto após ser supostamente agredido por agentes de uma empresa de segurança.
Bruno Strobel Coelho desapareceu em 2 de outubro de 2007 e uma semana depois foi encontrado morto, com dois tiros na cabeça e marcas de espancamento, num matagal nas proximidades da Rodovia dos Minérios, em Almirante Tamandaré.
Segundo as investigações, o jovem teria sido flagrado por funcionários da empresa de vigilânciaCentronic pichando o muro de uma clínica no bairro Alto da Glória, em Curitiba. Depois de rendido pelos seguranças, Bruno foi levado até a sede da empresa, onde foi espancado. O jovem teria revelado que era filho de um jornalista, o que levou os vigias a decidirem executar o estudante para que ele não contasse o ocorrido.
Dos sete acusados de envolvimento no crime, apenas três já foram julgados. No julgamento mais recente, de Eliandro Luiz Marconcini, ocorrido em 21 de maio deste ano, o réu foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Na ocasião, o próprio Vinícius Coelho deu seu depoimento ao tribunal sobre a morte do filho. Os outros condenados no caso até agora foram Marlon Balen Janke (condenado a 23 anos de prisão) e Douglas Rodrigo Sampaio Rodrigues (recebeu pena de 13 anos).
Confira alguns depoimentos sobre Vinícius Coelho.
Carneiro Neto, colunista da Gazeta do Povo
“Meu parceiro em dois livros: Atletiba – Paixão das Multidões – de 1994 e Evangelino: o Campeoníssimo, de 2002. Eu conheço ele desde 1964, quando comecei na crônica esportiva. Ele veio desde 1956. Eu comecei a trabalhar com ele no Diário do Paraná em 1969 por indicação dele e assumi por indicação dele o lugar de editor quando ele foi para O Globo em 1969. Ele me prestigiou muito e me apoiou no começo da carreira. Depois, eu retribuí sempre o chamando para ser comentarista nas minhas equipes de rádio. Estávamos em conversa para fazer uma nova edição atualizada do Atletiba – Paixão de Multidões. Um grande companheiro, deixou uma marca muito forte no jornalismo esportivo. Em 1974, ele voltou para Curitiba, para a TV Paranaense (atual RPC) e era apresentador e narrador. Saiu de lá em 1984 para o retorno da Paraná Esportivo. Ele estava também na Gazeta do Povo. Eu estou na Gazeta do Povo desde 1984, quando ele me indicou para o substituir”
Edson Militão, colunista da Gazeta do Povo
“Eu posso dizer que o Vinícius colocava a paixão em tudo, principalmente no texto e na voz. Sempre foi atual e saudosista, ele tinha uma memória muito boa do passado e acompanhava como ninguém o universo do esporte. Perdemos um talento extraordinário, tanto de texto como depoimento. Eu lamento muito”
Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba
“Foi um acidente lamentável, estamos decretando luto oficial. Vamos fazer todas as homenagens a esse grande coxa-branca. Foi uma figura de destaque, importante em tudo o que o clube representa hoje”
Dirceu Krüger, ex-jogador e ídolo do Coritiba
“Ele foi um jornalista extraordinário, com uma cultura muito bem colocada nas suas ideias, nas suas análises. Lamentamos profundamente essa notícia. Ele sempre foi um torcedor muito identificado com o Coritiba, mas não era por isso que ele só defendia o Coritiba, defendia o futebol paranaense. As colunas dele eram muito bem colocadas, muito bem analisadas, com bastante frieza”
Luiz Augusto Xavier, colunista da Gazeta do Povo
“Foi um grande amigo, um dos meus professores no jornalismo esportivo. Vinícius Coelho tinha um texto admirável e, não de graça, foi um dos nomes mais importantes da imprensa paranaense. Pioneiro da televisão, transmitiu o título do Coritiba em 85 pela RPC (então TV Paranaense). Brilhou como repórter e redator de O Globo e sempre teve as portas abertas na CBF, onde fez muitos amigos, antes de voltar para o nosso convívio. Uma perda irreparável para todos nós, paranaenses”
Guilherme Straube, pesquisador do Grupo Helênicos, especializado na história do Coritiba
“A primeira parte mais importante para mim, acima da importância profissional dele, era a amizade que a gente tinha. Semana passada, antes de desligar o telefone, ele disse para eu ligar mais vezes porque gostava muito de mim. Conhecia ele desde 2004, quando o Coritiba levantou o memorial das taças. Desde então houve uma grande sintonia entre nós, porque ele gostava de quem gostava da história do clube”
Cristian Toledo, jornalista da Rádio 98FM
“Nós convivemos durante 10 anos juntos e ele sempre foi um cara muito gentil e educado. Ele chegou a um patamar muito alto no jornalismo brasileiro e, mesmo assim, nunca deixou de ser uma pessoa muito gentil, sempre ajudando todo mundo. Ele foi uma figura símbolo no jornalismo brasileiro, mas sempre teve uma relação muito forte com o estado. Além de tudo, de ter sido uma pessoa muito educada e atenciosa, ele foi um dos pioneiros em multimídia, muito antes de todo mundo”
Gil Rocha, gerente de Esportes da RPC TV
“Ele sempre foi um grande nome do jornalismo paranaense e um grande líder. Eu tinha um carinho profissional muito grande, além de tudo era um grande amigo. Eu sempre viajei muito e vi o respeito e admiração que os jornalistas de outros estados têm por ele. Ele sempre representou o Paraná. Ele tinha um grande nome e poderia ter ficado na imprensa no Rio de Janeiro, mas preferiu voltar e ficar aqui no Paraná. Ele sempre foi um cara muito bacana, uma pessoa muito boa de se conviver. O momento mais marcante foi a cobertura da Copa do Mundo de 1986, porque era a minha primeira cobertura e ele já era experiente. Ele sempre muito atencioso ensinando todo mundo. Além de um colega, eu perdi um amigo.”

Veja a letra de um dos hinos do Coritiba, composto na década de 70 por Vinicius Coelho e Sebastião Lima.
Eterno Campeão
Cori, Cori, Cori
Cori, Cori, Cori
Coritiba
Coritiba, meu esquadrão
Sempre presente no meu coração
Vencer é o seu lema
Trabalhar é tradição
Salve, Salve, Coritiba
Eterno Campeão
Suas cores Verde e Branca
No mastro da vitória
Hão sempre de tremular
A uma voz vamos todos cantar
Vencer é o seu lema
Trabalhar é tradição
Salve, Salve, Coritiba
Eterno Campeão

Curitiba: festa de Perpétuo Socorro atrai 50 mil pessoas ao longo do dia


Vida e Cidadania

Quarta-feira, 27/06/2012
Felipe Rosa/Gazeta do Povo
Felipe Rosa/Gazeta do Povo / Fiés prestaram homenagem nesta quarta-feira (27), em Curitiba, a Nossa Senhora do Perpétuo SocorroFiés prestaram homenagem nesta quarta-feira (27), em Curitiba, a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
RELIGIÃO

Curitiba: festa de Perpétuo Socorro atrai 50 mil pessoas ao longo do dia

Santuário no Alto da Glória teve novenas, terços e missas durante toda esta quarta-feira (27). Pico de movimento é esperado para as 21h.
Aproximadamente 50 mil pessoas estiveram nesta quarta-feira (27) no Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Alto da Glória, em Curitiba, para celebrar o dia da padroeira. Ao longo do dia, novenas, terços e missas marcaram a quarta-feira dedicada à Mãe de Deus e mantiveram o interior da igreja e a Praça Portugal lotadas. O pico do movimento era esperado para as 21 horas, quando seria realizada a missa solene em honra a Perpétuo Socorro e distribuído um bolo de 50 quilos, doado por uma devota dona de uma confeitaria.
Por volta do meio-dia, um dos horários de maior movimento em dia de novena, eram centenas de pessoas rezando, acendendo velas e prestando homenagem para a santa do Perpétuo Socorro. Entre elas estava o aposentado Ari Alves Cordeiro, de 75 anos, que participa das novenas há mais de 50 anos. “Eu ia quando era lá na capela da Glória. Uma pessoa me indicou, eu fui e nunca mais parei. Toda quarta-feira pela manhã estou aqui”, afirma, sentado no primeiro banco do santuário.

O idoso, que já levou os carros para serem abençoadoss em cerimônia no Alto da Glória, conta que quase perdeu a vida duas vezes, mas pela intercessão de Perpétuo Socorro está bem, com filhos e netos criados. “A gente consegue tudo na vida, é só pedir pra ela. Tenho câncer e labirintite e estou aqui.”
Para o padre Primo Hipólito, reitor do santuário, a novena tem atraído cada vez mais pessoas por causa das respostas que dá às pessoas. “O mundo hoje tenta dar respostas a questões difíceis do ser humano, mas quando as pessoas não encontram vida plena nessas respostas, elas vêm ao santuário. Todo o conjunto de orações da novena traz uma mensagem de amor, então elas voltam.”
Histórico
A primeira novena de Perpétuo Socorro foi realizada há 52 anos na capela da Glória, que pertencia à família Leão e está localizada na Avenida João Gualberto. “A participação das pessoas era tão grande que chegava na rua. Foi então que se conseguiu a concessão do espaço aqui na Praça Portugal e o santuário começou a ser construído”, conta o reitor padre Primo Hipólito.
A igreja do santuário comporta 2.500 pessoas e em todas as quartas-feiras são realizadas 17 novenas, das 6 às 22 horas. 
“Celebrar o dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que eu chamo de aniversário dela, é uma graça dupla. Se o milagre acontece do encontro de duas pessoas, hoje presenciamos muitos milagres”, fala o padre. 

Com altos e baixos, Copel completa 15 anos em Nova York


Economia

Quarta-feira, 27/06/2012
BOLSA DE VALORES

Estatal paranaense foi a primeira empresa do setor elétrico brasileiro a ter ações negociadas em Wall Street.

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) vai tocar o sino hoje na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em cerimônia que comemora os 15 anos desde o lançamento das suas ações no principal centro de negócios do mercado financeiro mundial. A empresa foi a sexta companhia brasileira – e a primeira do setor de energia elétrica do país – a ter ações negociadas em Wall Street.
“O lançamento das ações foi um marco para a companhia porque abriu as portas para a empresa atrair o investidor internacional e recursos externos”, afirma Lindolfo Zimmer, presidente da empresa.
Datas e números
Veja abaixo algumas datas e números importantes na história da Copel na bolsa de Nova York.
1994
Abertura de capital na Bovespa
- Ações PNB: 6.088.600
- Valor: R$ 118.605.928,04
- Cotação: R$ 19,48
1997
IPO em Nova York
- Ações PNB/ELP: 25.855.843
- Valor (na época)US$ 465,4 milhões
- Cotação: US$ 18,00
2002
Latibex
- Ações PNB/XCOP passaram a ser cotadas no Latibex à 5,13 Euros (não houve IPO).
Fonte: Copel
O evento vai servir também para reforçar, para investidores, o potencial de crescimento da companhia para os próximos anos. “Até 2050, o Brasil terá 85% da sua energia gerada de maneira renovável e limpa. Ao mesmo tempo, o setor elétrico é visto como um dos setores que devem dar sustentação ao crescimento econômico do país, que é rico em recursos naturais e vive um bom momento, com o chamado bônus demográfico”, diz.
As ações da Copel começaram a ser negociadas em Wall Street no dia 30 de julho de 1997, com valor de US$ 18. Na data, a empresa paranaense efetuou uma emissão primária de ações preferenciais – Initial Public Offering (IPO) – em valor equivalente a US$ 465,4 milhões. O lançamento de ações na NYSE ocorreu três anos depois da estreia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Em 2002 a Copel passou a negociada também na Latibex, de Madri.
Segundo a Copel, suas ações movimentam, a cada pregão, cerca de US$ 12 milhões. O valor é quase seis vezes maior que em 2003. O comportamento das ações da empresa, no entanto, oscilou bastante nesses 15 anos, refletindo os impactos das incertezas provocadas pelas crises da Ásia, em 1997, e da Rússia, em 1998. A estatal também sofreu o impacto da tentativa fracassada de privatização, em 2001, e da eleição de Roberto Requião para o governo em 2002, com a promessa de conceder desconto na tarifa de energia para pequenas empresas. Em outubro daquele ano, a cotação das ações da Copel na NYSE atingiu seu patamar mais baixo – US$ 1,84. Em 2011, porém, as ações da Copel bateram recorde e foram negociadas a US$ 29,41.
O Dia da Copel (“Copel Day”) incluirá o “Closing Bell”, cerimônia na qual o governador Beto Richa acionará o sino que fecha as negociações na sala de pregões. A programação inclui ainda encontro com bancos e fundos de investimentos americanos para apresentar programas na área de energia no estado. Apesar disso, Zimmer diz que a Copel não tem interesse, no momento, em captar recursos no exterior. “A questão é o risco cambial. Não queremos ficar expostos a essa oscilação. A empresa tem um baixo endividamento, que permite que ela consiga captar no mercado interno, com boas taxas de juros”, afirma.
O presidente da Copel também diz que a revisão tarifária estipulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que estabeleceu a redução de 0,65% em média no valor da tarifa, terá impacto pequeno nos resultados. “Estávamos trabalhando com 0,85% de redução. Teremos, é claro, um impacto, mas ele não será tão significativo. Estamos falando de R$ 20 milhões, R$ 30 milhões, para uma receita total de R$ 6 bilhões”, acrescenta. A empresa programa, para 2012, cerca de R$ 2,2 bilhões em investimentos.

Pichação é resolvida com reeducação


Jonathan Campos/ Gazeta do Povo / Residência da família Kirchgässner, em Curitiba: fachada está coberta de rabiscosResidência da família Kirchgässner, em Curitiba: fachada está coberta de rabiscos
PATRIMÔNIO

Pichação é resolvida com reeducação

Oferta de projetos artísticos é apontada como caminho para evitar a depredação de imóveis. Ideia é transformar pichador em grafiteiro.
Quem passa pela Rua Jaime Reis percebe as paredes da casa da família Kirchgässner, o primeiro exemplar modernista de Curitiba, completamente pichadas. No Alto São Francisco, o Belvedere – primor da Belle Époque na capital – encontra-se na mesma situação. Sejam públicos ou privados, os prédios rabiscados resultam em alto ônus de manutenção e muitas vezes, quando não há condições de restauro, identidades culturais do município acabam sendo perdidas. Para os especialistas, o caminho está na reeducação dos jovens envolvidos.
Wesley Calaça da Silva, 21 anos, hoje é professor de grafite no Projeto Vida, na Vila Barigui, no bairro Cidade Industrial de Curitiba, e percebe que as mudanças surgem da oportunidade. “Dentro de um pichador existe um grande artista”, lembra. O caminho para essa conscientização vem por meio do incentivo a projetos sociais e espaços para a grafitagem, afirma ele, que já foi responsável por grafismos em muros e prédios da cidade, inclusive em locais históricos. O relato de Silva é muito similar ao das 60 crianças e adolescentes atendidos pelo projeto. Atualmente, eles são mais conscientes dos limites e foram reconhecidos pela sua arte.
Receita
Câmeras e participação da comunidade ajudam na preservação
O Paço da Liberdade, na Praça Generoso Marques, no Centro da capital paranaense, é um exemplo de preservação que deu certo. O local é sede do Serviço Social do Comércio do Paraná (Sesc-PR) e mantém espaços culturais e cursos. O prédio foi revitalizado em 2009 e desde então registrou apenas uma tentativa de pichação. A gerente executiva do Sesc Paço da Liberdade, Celise Helena Niero, acredita que, além do monitoramento por câmeras e da presença de vigilantes particulares, a preservação do prédio histórico é resultado do projeto Educação Patrimonial, premiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no ano passado.
O programa prioriza o envolvimento de crianças, adolescentes e da população do entorno com visitas monitoradas. O objetivo é fazer com que o público conheça o espaço por seus aspectos sociais, históricos e fotográficos. Ao final das atividades, há uma exposição dentro da comunidade. “Esse movimento certamente inibe o processo de pichação”, diz Celise.
Outro espaço histórico que pode virar alvo de vandalismo, e por isso tem sido objeto de reflexão para os profissionais que atuam no seu restauro, é a Catedral Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, em Curitiba. Considerada uma Unidade de Interesse Especial de Preservação (UIEP), ela está em obras de revitalização e recuperação desde 2011. Para a arquiteta responsável pelo restauro, Giceli Portela, a importância do prédio para a cidade vai garantir a segurança física do imóvel. Giceli espera que o local seja preservado a partir da ação de guardas municipais ou de câmeras de segurança. “A depreciação do patrimônio histórico é um descaso com o dinheiro público e com a sociedade”, diz. (AP)
Consciência
Na cabeça dos pichadores, os prédios históricos servem como um “belo pano de fundo”, afirma a coordenadora de Patrimônio Cultural da Secretaria Estadual de Cultura, Rosina Parchen. “Só por meio da educação é possível levar essa demonstração de arte para o lado bom”, avalia.
O professor conta que começou a desenhar aos 13 anos, usando o papel; aos 17, viu-se apreendido em uma delegacia. “Olhava e achava bonito o prédio histórico, mas queria deixar minha marca”, diz. Ele afirma que o desafio dos grupos formados por adolescentes, na grande maioria das vezes, é atingir os locais mais altos e mais difíceis, para aumentar a adrenalina.
A presidente da Associação Comercial de Santa Felicidade, Ana Lúcia Leite Moro, sabe bem disso. O portal da entrada do bairro, considerado um cartão-postal da cidade, não tem tido a sorte de se manter intacto, mesmo com parcerias com o poder público e uma empresa de tintas. O monumento é repintado todos os meses. Uma semana depois, porém, já se encontra cheio de riscos. Além da depreciação do patrimônio cultural, as despesas são altas. A estimativa é de que sejam gastos cerca de R$ 11 mil por ano pela empresa de tintas que cede o material. “Já cogitamos até a colocação de câmeras de segurança para coibir o vandalismo”, afirma Ana Lúcia. Atualmente, o monumento encontra-se pichado.
A restauradora e pesquisadora Alice Prati, do Rio Grande do Sul, autora do livro SOS Monumento: causas e soluções, considera que a única forma de coibir a pichação é pela conscientização do jovem. “Se não há educação em casa, a gestão pública deve melhorar o sistema educacional e criar campanhas de esclarecimento”, defende. Alice lembra que o ato pode levar à realização de outros crimes, como pequenos furtos e tráfico. “O spray é caro e na pichação são realizadas apostas que valem prêmios em dinheiro”, diz.
Solução
Qual é a saída para coibir as pichações?

Comissão especial aprova 10% do PIB para educação


André Coelho / Agência O Globo / Estudantes lotaram a sala onde ocorria a reunião da comissãoEstudantes lotaram a sala onde ocorria a reunião da comissão
CÂMARA

Comissão especial aprova 10% do PIB para educação

Índice era o ponto mais polêmico do Plano Nacional de Educação, que define metas para o setor nos próximos dez anos.
A reserva de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação foi aprovada ontem pela comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o tema. O índice era o ponto mais polêmico do Plano Nacional de Educação (PNE), documento que define metas e estratégias para o setor no período de dez anos. Após a decisão do grupo, o texto pode seguir para o plenário da Casa, caso solicitado por congressistas, e em seguida será enviado ao Senado Federal.
O projeto encaminhado pelo Executivo há dois anos previa 7% do PIB para o setor. O relator da matéria, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) sugeriu o porcentual de 8%, mas deputados da oposição e entidades ligadas à educação pressionaram por uma reserva de 10%. Hoje, o Brasil destina cerca de 5% do PIB para o segmento. “Não foi um diálogo fácil [com o governo], porque a área financeira e o país passam por um momento de reconstrução”, disse o petista sobre a negociação do porcentual.
Durante todo o debate, o relator afirmou ser contrário aos 10% para a educação, dizendo que o índice tornou-se mais uma “bandeira política” do que uma necessidade de fato. Diante de um plenário lotado por estudantes, no entanto, o relator recuou no último momento. “O governo mandou um texto que não correspondia, na nossa visão, às necessidades do nosso país. [...] Eu quero dizer que vou declinar dessa redação do texto e vou acompanhar por unanimidade a comissão”, afirmou Vanhoni para um plenário lotado de membros da União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes).
Mudanças
A comissão especial se reuniu ontem para votar 39 destaques apresentados por deputados ao relatório de Vanhoni, aprovado anteriormente. Esses destaques se referem a trechos mais polêmicos do texto que ainda poderiam ser alterados pela comissão.
Desse total, a maioria foi retirada pelos membros da comissão como forma de acelerar a discussão referente à meta 20, que define o porcentual do PIB reservado para educação. A redação final dessa meta definiu o compromisso de ampliar o investimento público em educação “de forma a atingir no mínimo o patamar de 7% do PIB” até o 5.º ano de vigência do plano, e “no mínimo o equivalente a 10% do PIB no final do decênio”.
Além do porcentual do PIB, os deputados alteraram ontem a meta que trata do salário dos professores da educação básica. Até então, o compromisso previsto no PNE era igualar o rendimento desses profissionais aos demais com escolaridade equivalente no último ano de vigência do plano. Com a mudança, essa meta foi antecipada: a equiparação deve ser atingida ao final do sexto ano do plano.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Ração ou comida?


Mel Gabardo/ Gazeta do Povo
Mel Gabardo/ Gazeta do Povo / Luciana Fabiola Barbaro e sua pintcher Duda: ração para evitar problema estomacal no animalLuciana Fabiola Barbaro e sua pintcher Duda: ração para evitar problema estomacal no animal

Especialistas recomendam o uso do alimento industrializado. Comida de casa, só com orientação profissional.

Proibidos
Veja quais são os alimentos que podem causar doenças em gatos e cachorros:
Condimentos, alho e cebola
Para os animais, eles são tóxicos. Dificultam a circulação de oxigênio no organismo e podem causar alguns tipos de anemias.
Chocolate
Com substâncias estimulantes, pode causar arritmias cardíacas.
Leite
Os animais adultos não têm as enzimas que digerem o leite, podendo ficar com diarreia. Os filhotes até podem consumir o líquido, mas não precisam.
Ossos
Não são aconselháveis, já que podem conter bactérias tóxicas tanto para os animais quanto para os humanos. Alguns tipos, como os de galinha e outros pequenos, também podem perfurar o trato digestivo.
Açúcar
Causa diabetes e problemas nos dentes, além de levar à obesidade.

Hoje em dia, a maioria dos veterinários recomenda alimentar os bichos de estimação com ração. É mais prático e garante uma nutrição adequada. “Para facilitar, não ter dúvidas e não correr riscos, recomendamos o alimento industrializado. Ele fornece os nutrientes necessários, desde que seja comprado de acordo com o animal: filhote ou adulto, gato ou cachorro”, diz a zootecnista Ananda Portella Félix, doutora em Nutrição de Cães e Gatos.
Mas não basta apelar para qualquer produto. As rações comerciais vão da básica à superpremium. “As mais baratas usam ingredientes que são pouco aproveitados pelos animais. Têm menor teor de proteína e energia e excesso de fibras e minerais”, afirma a zootecnista. Com uma nutrição de mais baixa qualidade, os pelos não serão tão bonitos e as fezes difíceis de limpar. No caso de gatos, pode ser pior. “Os cães são mais resistentes, mas os gatos podem desenvolver doenças do trato urinário.”
Não é preciso, no entanto, optar pelas superpremium, que são bastante caras. A recomendação é ficar na média, com rações premium ou padrão.
Em casa
É possível também garantir uma boa alimentação cozinhando para seu pet. Mas não vale simplesmente encher o pote com o resto do almoço. É preciso seguir as orientações do veterinário ou zootecnista. “A comida caseira pode ser extremamente saudável se preparada de maneira adequada. Com ingredientes, modo de preparo, proporções e armazenamento apropriados”, lista Ananda. Caso os cuidados não sejam seguidos, os animais podem adoecer por deficiência de vitaminas e minerais, principalmente o cálcio, comprometendo os ossos e o crescimento. Além disso, são comuns a obesidade e problemas dentários.
Problemas
A estudante Luciana Fabiola Barbaro, de 28 anos, sabe o que a alimentação caseira desbalanceada pode causar. Sua pintcher Duda, hoje com 8 anos, há alguns anos ficou internada por 15 dias com problema de estômago causados pela gordura da comida. Desde então, ela procurar dar apenas ração, tarefa não muito fácil.
Fabiola mora com a família do namorado. “O pessoal aqui em casa tem dó e coloca a carne da mesa no potinho dela. No início comentei com eles, mas não vou ficar brigando”, conta.

Separados, mas sempre amigos


Daniel Caron/ Gazeta do Povo / Kylvio Kern e Eliane Reboli: separados há 32 anos, amigos para sempreKylvio Kern e Eliane Reboli: separados há 32 anos, amigos para sempre
COMPORTAMENTO

Separados, mas sempre amigos

O fim de um casamento é um momento de dor. Passada a mágoa, é possível manter um bom relacionamento com o antigo parceiro?
Nem todas as histórias de amor terminam em “felizes para sempre”. Quando algo dá errado, a separação é a opção da maioria dos casais. É uma hora difícil, que envolve várias decisões, inclusive se você vai manter a amizade ou não.
A nutricionista Eliane Reboli não teve dúvidas. Ela ficou quatro anos casada e tem um ótimo relacionamento com o ex-marido, o despachante Kylvio Kern. “Dá para ser amiga, deve ser amiga. Se não for é porque você é uma pessoa rancorosa, que guarda mágoa e vive do passado. Não pode guardar mágoas, nem do ex nem de ninguém”, afirma.
Rancor é algo que não existe no vocabulário de Eliane. Ela tem 63 anos e está separada há 32. São três décadas de amizade. O ex-casal passa as férias junto e convive normalmente, inclusive com os novos parceiros dos dois.
“Ele vem na minha casa com a atual”, conta a nutricionista. “Ninguém é dono de ninguém”. Nesse caso, a amizade dos dois se fortaleceu porque eles têm uma filha. Kylviane, de 36 anos, acredita que o bom relacionamento dos pais fez com que ela tivesse uma infância sem traumas. “Acho triste quando os pais ficam brigando, eu sempre passei as festas junto com os dois. Nunca tive este problema de ter que me dividir”, diz ela.
A psicóloga Josete Túlio, que é mediadora de conflitos familiares no Instituto de Mediação e Arbitragem (IMA), acredita que na hora de discutir a divisão de bens após a separação, é importante manter o olhar voltado para o futuro de todos os envolvidos – principalmente dos filhos. “O casamento acaba, mas os papéis e vínculos de pais devem ser resguardados.”
Para Josete, o relacionamento pós-separação depende de vários fatores: maturidade, capacidade de diálogo e desejo de investir na continuidade. Nem sempre acaba em amizade. “É claro que depende muito do que motivou a separação, se foi uma traição pode trazer um prejuízo maior, principalmente para o cônjuge traído”, diz a psicóloga.
“Nem pintado de ouro”
Esquecer o passado e construir uma nova relação não é tarefa fácil. Para alguns, parece impossível. Rita* terminou um casamento há cinco meses e não quer nenhum tipo de contato com o ex. Foram dois anos de relacionamento e, desde o rompimento, os dois se viram apenas uma vez. “Como é que eu vou manter contato com alguém com quem eu não quero mais nada? Não dá”, diz ela.
Rita, que é advogada, mudou de cidade e tenta reconstruir a vida longe do ex. Para ela, o ideal é cortar relações, mesmo que o rompimento abrupto cause sofrimento. “Senti falta no começo, mas eu prefiro me afastar, não encontrar, não ver, do que ficar alimentando uma ilusão.” Ela não acredita em amizade verdadeira depois do casamento. “Se você fica amiga do ex ou é porque você tem interesse nele ainda ou ele tem interesse em você.”
A psicóloga Daniela Bertoncello, que é terapeuta familiar, acredita que é preciso impor limites para o novo relacionamento. “Este relacionamento que já foi muito íntimo precisará encontrar uma nova fronteira para existir”, afirma.
O advogado João Demétrio é amigo das ex-namoradas mas, apesar disso, admite que são raras as vezes em que a amizade é possível. “Eu acredito em amizade entre homem e mulher, afinal, as pessoas são civilizadas e continuam se conhecendo. Mas é difícil, tem muita carga emocional.”
A dica é avaliar os pontos positivos e negativos dessa nova amizade. Josete Túlio complementa: “Se os problemas do casal puderem ser superados, todos ganham com essa escolha”.
*O verdadeiro nome da entrevistada foi preservado a pedido dela.

Paraná confirma 13 mortes por gripe A neste ano


Na última segunda-feira (18), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) tinha confirmado cinco mortes em todo o estado. Do total, 84,6% dos casos foram registrados em junho.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) atualizou os dados sobre a gripe A (H1N1) no estado nesta segunda-feira (25): desde março deste ano, foram confirmadas 13 mortes e 180 casos de Influenza H1N1 no Paraná em 2012. Do total de mortes, 84,6% (11 delas) foram registradas neste mês de junho. As informações são da Sala de Situação da Gripe da Sesa, que monitora e investiga todos os casos suspeitos da doença no Paraná.
Na última segunda-feira (18), cinco mortes em decorrência da gripe e 64 casos da doença eram confirmados pela Secretaria. De acordo com a coordenadoria da Sala de Situação, o aumento significativo do número de óbitos pode estar relacionado ao diagnóstico tardio da gripe A. Para tentar amenizar o problema, na última semana a Secretaria realizou uma videoconferência com as regionais de saúde, para reforçar a necessidade de uma atenção maior das equipes com relação a doença.
Cuidados
As temperaturas mais baixas favorecem não só a proliferação da gripe A, mas de outras síndromes respiratórias também. A Secretaria de Saúde destaca uma série de medidas para diminuir as chances de contágio, como: lavar bem as mãos com água e sabão após tocar em superfícies como mesas, computadores de uso comum, maçanetas e botões de elevador; manter os ambientes bem ventilados; cobrir a mão e o nariz com lenço descartável sempre que tossir ou espirrar; não compartilhar alimentos e objetos de uso pessoal e sempre que possível utilizar o álcool gel para higienizar as mãos.
As 13 mortes foram registradas em dez municípios do estado: foram três casos em São José dos Pinhais, dois em Curitiba e um caso nos municípios de Ponta Grossa, São Mateus do Sul, Astorga, Apucarana, Cornélio Procópio, Tibagi, Capitão Leônidas Marques e Siqueira Campos.
Medicamento
Desde o último dia 15, a Sesa determinou o abastecimento de todos os municípios paranaenses e hospitais privados que atendem a demanda de urgência e emergência com o medicamentoOseltamivir (Tamiflu). São 200 mil tratamentos contra a gripe no Paraná, o que corresponde a aproximadamente dois milhões de cápsulas do medicamento em toda a rede pública estadual.
O alerta da Secretaria é para que todos os médicos prescrevam imediatamente o antiviral Oseltamivir em caso de suspeita de qualquer síndrome gripal, independente de confirmação por exames laboratoriais de que se trata da gripe A (H1N1). O medicamento é indicado para o tratamento de todos os tipos do vírus Influenza. As pessoas que apresentarem sintomas de febre, acompanhada de tosse ou dores de garganta, devem ser encaminhadas imediatamente a uma unidade de saúde, para análise do caso.
Exames laboratoriais
De acordo com a Sesa, o monitoramento dos casos de gripe A é feito a partir de exames laboratoriais de pacientes que apresentam síndromes gripais ou síndromes respiratórias agudas graves. O objetivo da análise é ter índices de amostragem da população e identificar os vírus respiratórios que mais circulam no Paraná. O Laboratório Central do Estado (Lacen-PR) trabalha em caráter de plantão para processar todos os exames. Segundo a direção do Lacen, o resultado final do exame sai em no máximo 72 horas. Cerca de 100 amostras são analisadas diariamente, inclusive nos finais de semana.

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Estrutura precária afeta o ensino


Col. Est. Ambrósio Bini-10 anos sem Prédio próprio


Escolas depredadas e com espaços desconfortáveis fazem com que o aluno sinta-se desmotivado e até abandone os estudos.
Duas em cada dez escolas brasileiras estão depredadas. Entre os problemas, portas e janelas quebradas, brinquedos mal conservados e paredes e muros pichados. Diante desse cenário, especialistas alertam para a interferência do ambiente na qualidade do ensino e do aprendizado. Uma estrutura deficiente torna as atividades de alunos e professores mais complicadas e pode contribuir, inclusive, com a evasão de estudantes.
O dado faz parte de um estudo conduzido pela Fundação Victor Civita – que trabalha com a produção de conteúdos e pesquisas na área de educação – e, segundo a diretora-executiva, Angela Dannemann, o número só não é maior porque engloba instituições públicas e privadas. Embora não estimado, o total de escolas mantidas pelo poder público em péssimo estado de conservação é muito superior.

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Como está a estrutura da escola do seu filho? Como isso interfere no aprendizado?

Para os educadores, um ambiente escolar limpo, pintado e organizado faz o aluno se sentir acolhido, disposto a usufruir o que o espaço oferece e empenhado em aprender mais. “A escola é como um shopping center, em que tudo é voltado para um objetivo. No caso do shopping é o consumo e no da escola, a educação. Todo espaço que cerca o estudante tem de ser atrativo e passar alguma informação. Por isso é importante que os jovens gostem de ficar nela, se sintam à vontade e não queiram ir embora o mais rápido possível”, diz a psicopedagoga e professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná Evelize Portilho.
Estrutura
Além das estruturas pedagógicas básicas – como playground, cancha de esportes e carteiras e quadros negros adequados –, outros aspectos, que à primeira vista parecem um detalhe, são essenciais para garantir que crianças e adolescentes passem quatro ou cinco horas por dia em um ambiente sem se sentirem desconfortáveis.
Entre esses detalhes estão o tamanho da sala de aula, o formato das janelas e a existência de áreas verdes. Os dois primeiros itens estão relacionados à ventilação. Eles precisam ter um tamanho adequado para permitir a entrada de ar. Caso contrário, um ambiente abafado pode fazer com que o aluno perca a atenção e fique sonolento.
O espaço verde é funcional e serve como área de convivência. “A vegetação, combinada com um bom projeto paisagístico, além de criar um espaço público e recreativo mais agradável, ajuda no conforto térmico e acústico. Para amenizar o ruído que vem da rua, é importante ter um trecho de árvores entre ela [rua] e a entrada da escola”, explica a arquiteta Andressa Ferraz Damiani, da Cosmopolita Arquitetura, que trabalhou na aprovação de projetos de escolas públicas para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Manter um ambiente escolar adequado não é tão simples quanto parece. Quando se trata de instituições públicas, ainda é preciso vencer a burocracia. No Paraná, as escolas estaduais têm recursos do Fundo Rotativo para fazer pequenos reparos, como arrumar um vidro quebrado ou limpar a caixa d’água. Para reformas maiores, é preciso entrar em uma lista de prioridade. Como dois terços das 2.136 escolas precisam de algum reparo, as que ficam destelhadas por causa de chuva, por exemplo, têm prioridade. “Um engenheiro vai até o local e analisa. Se o problema comprometer as aulas, a escola é atendida”, explica Jaime Sunye Neto, superintendente de Desenvolvimento Educacional do Paraná.
Aluno deve se sentir como parte da escola
Escolas antigas tendem a apresentar mais problemas estruturais. Falhas que, se mantidas por muito tempo, podem estigmatizar o local. “Se um professor puder escolher onde dar aula, vai preferir os espaços mais confortáveis e melhores. Isso gera um círculo vicioso, onde as instituições com melhor infraestrutura são também as com melhores docentes e vice-versa”, comenta Angela Dannemann, diretora-executiva da Fundação Victor Civita.
Dentro desse ciclo, alunos que não se sentem como parte da escola, ajudando a mantê-la em ordem, também têm mais chances de abandonar os estudos. Com uma estrutura bem cuidada e ações que envolvam os jovens para conservá-la, a importância daquele local para a vida do estudante torna-se mais evidente. “Esse trabalho de conscientização deve ser feito pela gestão escolar. Se não houver isso, os alunos vão continuar depredando, pois a veem como algo público, que pertence a todos e não a ele”, diz a psicopedagoga Evelize Portilho.
Comunidade
O envolvimento da comunidade também é fundamental nesse processo de identificação do aluno com a escola. Por isso, no Paraná, a rede estadual tem adotado uma boa estratégia: deixar que a comunidade opine em cada obra que é feita. Quando são necessários reparos, a direção reúne associação de pais e outras pessoas do entorno escolar para que eles digam quais são as prioridades, o que deve ser construído ou reformado primeiro.
O Colégio Estadual Pedro Macedo, em Curitiba, é um exemplo de interação que deu certo. Foram quase cinco anos de planejamento para reformá-la, com reuniões semanais que envolveram desde os pais até o padre da igreja da região. Hoje, o local tem quadras esportivas novas, refeitórios que comportam todos os alunos, laboratórios de Matemática, Física e Química e um espaço verde de convivência. “Não temos mais pichação ou depredação. Isso acontece porque os alunos respeitam o que está estruturado, o que é agradável e bonito”, comenta a diretora Deusita Cardoso da Silva.