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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Programa paranaense é destaque na Rio+20



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O último dia da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento SustentávelRio+20 contou com o lançamento do estudo de caso realizado pelo Instituto Superior de Administração e economia – ISAE - sobre o Programa Cultivando Água Boa (CAB), daItaipu Binacional. A publicação apresenta uma abordagem crítica de uma Escola de Negócios, sobre o principal programa da maior hidrelétrica do mundo na área da sustentabilidade. O levantamento foi realizado a partir de uma detalhada busca de informações, por meio de visitas à região, entrevistas com gestores e população impactada, além de pesquisa documental em mídias impressas, relatórios institucionais, internet, entre outras fontes.

O lançamento foi feito durante a manhã do dia 22 de junho, na Cúpula Dos Povos, localizada no Aterro do Flamengo. Além disso, o estudo de caso foi entregue ao Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Programa Cultivando Água Boa foi desenhado para ser um representante de um novo paradigma estratégico da Itaipu Binacional, tendo como inspiração diversos movimentos globais na área de sustentabilidade, como os Objetivos do Milênio e Agenda 21. O Projeto atua nos 29 municípios, que compõem a margem brasileira da represa que abastece a hidrelétrica, e é composto por 20 programas desenvolvidos com foco socioambiental, relacionados à conservação dos recursos naturais e, sobretudo, do maior insumo de Itaipu para a geração de energia, a água.

Com a criação do CAB, as Prefeituras dos 29 municípios passaram a incorporar boas práticas ambientais e sociais em seus planejamentos, transcendendo ações do programa para a área pública. Além disso, ele tem na educação um de seus fatores chave, fazendo com que as próximas gerações deem continuidade ao processo.

O Lixo e a nossa Responsabilidade Socioambiental



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Éramos 60, entre professores e educadores, sendo 40 do Japão e 20 do Brasil. Foi o convívio de um final de semana, porém de intensa troca de experiências. 
Testemunho de um professor nipônico: 
– Em nosso país, não temos zeladoras dentro da escola. Quem faz a limpeza das salas, pátios, cozinha e banheiros são os alunos, sob a nossa orientação. 
É o ganha-ganha, pois se estabelece a cultura da organização e asseio na escola, que se estendem para os lares, fábricas e ruas. Há, portanto, redução nos custos e uma natureza agradecida com a reciclagem do lixo. As escolas e as famílias nipônicas praticam fortemente os 3Rs: Reduzir (a geração de resíduos); Reutilizar (os materiais ainda úteis); Reciclar (o máximo possível).
Cada brasileiro de classe alta ou média produz de 500 a 1.000 kg de lixo por ano, sendo que metade desses dejetos poderia ser reciclado ou reutilizado. Estudo da UFRJ demonstra que se todo o lixo do Brasil fosse reaproveitado, haveria uma economia de 15% na produção de energia, o que equivale à metade da potência instalada em Itaipu.
Há muito plástico, papel, vidro e metal sendo atirado nos sacos de resíduos orgânicos, inviabilizando o reaproveitamento. Gravíssimo é o comprometimento do lençol freático provocado pela decomposição do lixo tóxico (pilhas, baterias, lâmpadas, tintas, remédios vencidos, embalagens de inseticidas, etc.).
Em 1989, instalou-se o aterro sanitário da Caximba para atender a 15 municípios de Curitiba e Região Metropolitana, e quando da sua extinção, em 2011, recebia 2.500 toneladas de lixo por dia. Uma das agressões à natureza produzida pelo aterro é o líquido gerado pela degradação dos resíduos – o chorume. O aterro da Caximba produz ainda hoje 20 milhões de litros de chorume por mês, e mesmo após um tratamento químico é lançado carregado de coliformes nas cavas. Efetivada a desativação do aterro sanitário, o chorume continuará sendo produzido em até 20 anos.
Os índices de reaproveitamento do lixo são incertos, pois há recolhimento deste por parte dos carrinheiros, uma categoria não organizada e de difícil mensuração. Verdadeiros heróis da reciclagem – um número que varia de 5.000 a 10.000 na capital paranaense – os catadores têm nessa atividade a única alternativa de sobrevivência. Causam irritação em muitos motoristas pela lentidão que provocam no trânsito. Diria que vale a pena uma experiência: descer do automóvel e empurrar por um quarteirão o carrinho com o peso médio de 150 kg. São responsáveis pelo recolhimento de 75% (estimativa) do volume de lixo reciclável.
Sempre oportunas são as palavras de uma síndica: “muitos condôminos não separam o lixo. Faço isto com os meus funcionários e doo para os catadores. É uma ação de respeito à natureza e tem um significativo valor social”. Isso mesmo: separar o lixo é um ato de cidadania e consciência ambiental. Não basta uma atitude compassiva, quando a solução é sermos proativos. É insensato e irônico: nós, humanos, que nos proclamamos inteligentes, somos os únicos – os únicos – a promover o desequilíbrio natural.

18 anos após vencer a inflação, país encara desafio de ir além do consumo


Economia

Segunda-feira, 02/07/2012
Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Daniel Castellano/Gazeta do Povo / Joice Fontes nasceu dois dias após o lançamento do real. E reclama que, embora seja bem mais fraca hoje em dia, a inflação ainda é bem perceptívelJoice Fontes nasceu dois dias após o lançamento do real. E reclama que, embora seja bem mais fraca hoje em dia, a inflação ainda é bem perceptível
HISTÓRIA

18 anos após vencer a inflação, país encara desafio de ir além do consumo

Estabilização permitiu ao brasileiro planejar a compra de bens de valor mais alto e foi fundamental na ascensão de milhões de pessoas. Mas chegou a hora de enfrentar os gargalos estruturais.
O real completa hoje 18 anos cumprindo suas duas principais promessas: debelar a hiperinflação e dar poder de consumo ao brasileiro, que tinha seus rendimentos corroídos pelo dragão. Naquele 1.º de julho de 1994, com a estabilização da moeda, eram dados os primeiros passos da política de estímulo ao consumo que nos últimos tempos foi a marca principal de todas as tentativas do governo de fazer o país crescer mais rápido.
Quase 20 anos depois, a avaliação de economistas é de que o mero estímulo ao consumo vem mostrando sinais de desgaste, revelados, por exemplo, pelos índices recordes de inadimplência. A saída agora, dizem, seria enfrentar os gargalos estruturais do país.
Mesmo contida, alta de preços incomoda os “filhos do real”
O Plano Real pôs de lado a cultura inflacionária da década de 1980 e início dos anos 1990. A subida de preços, que chegou a 2.477% ao ano em 1993, nem se compara com a inflação de 6,50% registrada no ano passado. Mesmo assim, a recorrente alta dos preços incomoda quem nasceu junto com a moeda.
“Calças, tênis e camisetas estão cada vez mais caras. Ano passado comprei uma camisa de futebol que era lançamento por R$ 150. Este ano, um novo lançamento da mesma marca saiu por R$ 190”, conta Ayrton Toledo, que nasceu no mesmo ano do real e da morte do piloto Ayrton Senna, que rendeu uma homenagem ao seu nome. “A alta do preço é natural, mas mesmo assim pesa no bolso das pessoas”, afirma.
Joice Fontes, que nasceu dois dias depois do lançamento da moeda, pondera que o cenário anterior ao Plano Real era muito diferente do atual, mas que a inflação, mesmo controlada, é perceptível. “Todo mundo acompanha que os preços sobem no supermercado. Do vidro de maionese ao saco de arroz. A diferença é que há 20 anos a situação parecia ser de descontrole”, explica.
O professor de economia e política monetária da UnB, Newton Marques, afirma que é natural que os “filhos do real” tenham esta percepção. “É uma alta de preços incômoda para eles e até mesmo para os mais velhos, que muitas vezes nem se dão conta de como era estocar os produtos em casa.” (PB)
“Antes não era possível fazer isso por conta de um problema conjuntural. Mas hoje já temos condições de investir mais. O corte da taxa de juros é um sinal disso”, afirma Lucas Dezordi, professor de Macroeconomia e Política Monetária do FAE Centro Universitário.
Poder de compra
O ganho de poder de compra proporcionado pelo real a partir de 1994 incentivou o consumo de bens de maior valor agregado. Produtos como iogurte, frango desossado e dentadura viraram símbolos da nova moeda, mas o fato é que a estabilização permitiu ao brasileiro planejar a compra de bens mais valiosos.
O real, ao contrário das moedas anteriores, não se desvalorizava da noite para o dia. Quase duas décadas mais tarde, seu legado é a continuidade da política de consumo, principalmente em função do crédito, que permite o acesso ao carro e a casa própria.
Quantidade e qualidade
Para Renato Marcondes, professor de História da Economia Brasileira da Universidade de São Paulo (USP), o Plano Real foi o primeiro passo para um forte crescimento da quantidade e da qualidade do consumo do brasileiro, principalmente em virtude da inclusão de classes mais pobres nesse mercado.
Ele explica que, com o chamado overnight, aplicação típica da era pré-Real, as pessoas com maior renda tinham condições de escapar dos efeitos da inflação desenfreada e, com o dinheiro poupado, comprar bens de maior valor agregado. Ao restante da população sobrava a opção de comprar bens de primeira necessidade o mais rápido possível. Com a entrada da nova moeda, os salários deixaram de evaporar com a inflação que chegava a quase 4%.
“Há estimulo ao consumo toda vez que um plano de estabilização da economia entra em vigor. O desafio maior, e que foi vencido, era manter a estabilidade econômica e política”, explica o professor de Economia Newton Marques, da Universidade de Brasília (UnB).
Ascensão social
A perpetuidade do Plano Real é um dos fatores que permitiu a entrada de 40 milhões de brasileiros na classe C, juntamente com as políticas sociais. “A grande mudança nestes 18 anos é o consumo de massa. Hoje há crédito e aumento da renda. Naquela época ninguém fazia um empréstimo com inflação de 40% ao mês”, lembra Marcondes.
De acordo com o Banco Central, a proporção do crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) em 1993 não chegava a 25%; hoje ela se aproxima da casa dos 50%. “É uma política de consumo através do crédito que só se viabilizou a partir do real”, completa o professor da USP.

Economia com transporte de alunos eleva verba de escolas


Tiago Terada / Gazeta do Povo / Castro possui sistema de gerenciamento, que, no primeiro ano de funcionamento, permitiu uma redução em torno de 18% nos gastos, cerca de R$ 500 milCastro possui sistema de gerenciamento, que, no primeiro ano de funcionamento, permitiu uma redução em torno de 18% nos gastos, cerca de R$ 500 mil
PLANEJAMENTO

Economia com transporte de alunos eleva verba de escolas

Cidades que utilizam sistema de gestão de rotas e de ônibus já conseguiram diminuir em até 40% os custos com deslocamento de estudantes.
Nos próximos anos, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) pretende investir recursos hoje usados no transporte escolar em outras áreas da educação – em 2012 foram reservados R$ 80 milhões para o serviço. A possibilidade surgiu com os primeiros resultados do Sistema de Gestão do Transporte Escolar (Siget), que tem como objetivo melhorar a distribuição de rotas e ônibus. Em alguns municípios, segundo a secretaria, o Siget representa uma economia de até 40% no gasto com transporte.
Lançado em 2009, mas implantado na maioria das cidades em 2011, o Siget reúne informações da rede pública de ensino no estado, como número de alunos e quantidade de ônibus disponível. O objetivo é atender de forma adequada a cada região com o sistema de transporte escolar e acabar com as falhas na aplicação do dinheiro.
Como funciona
Informações reunidas no sistema permitem otimizar recursos
O Siget reúne em um banco de dados na internet informações referentes à rede pública de ensino das escolas estaduais de cada município. O número de alunos que utiliza o transporte e onde moram, a quantidade de ônibus, a malha viária, os motoristas cadastrados e a localização das escolas são atualizadas todos os anos para que os municípios possam distribuir a verba de acordo com as necessidades locais.
A partir da compilação dos dados, o sistema aponta possíveis linhas de acesso aos locais onde moram os alunos. Os responsáveis escolhem as que gastam menos tempo e garantem economia da verba. Um dos focos é a readequação dessas rotas. Áreas rurais extensas e ruas em má qualidade são alguns dos problemas apontados pela assessora da coordenação do transporte escolar da Seed, Sandra Terezinha da Silva, como os principais causadores de prejuízos na área.
Sandra comenta que, com as diferentes estruturas viárias nas cidades, muitos alunos encontram dificuldades em ter acesso ao transporte. Com as informações de números de alunos e endereços das escolas, os motoristas têm, através do sistema, opções de roteiros. “Os responsáveis têm em mãos algumas rotas possíveis para as linhas de ônibus. Mas são as cidades que vão escolher o que é mais viável e econômico”.
Repasse deficitário
Municípios ainda reclamam da falta de verba
Há ainda muitas cidades que reclamam da falta de verba para o transporte de alunos da rede de ensino do estado. Os R$ 80 milhões que a Secretaria de Estado da Educação (Seed) destina às prefeituras corresponde a uma parte do que o governo deveria repassar. Segundo o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Gabriel Samaha, as cidades desembolsam, em média, 50% do valor referente ao transporte escolar do ensino estadual. “O jeito é remanejar do cofre do próprio município para garantir um serviço do estado”, explica. A Seed informa que, desde 2010, houve melhoria no valor repassado para as cidades. O objetivo, segundo a secretaria, é aumentar os recursos conforme a demanda dos municípios apresentada no Sistema de Gestão do Transporte Escolar (Siget).
Do total de R$ 80 milhões que o estado está distribuindo neste ano para o custeio do transporte da rede pública de ensino do Paraná, cada cidade recebe uma quantia que é administrada pela prefeitura local de acordo com sua demanda. Porém, após realizar estudos, a Seed concluiu que algumas delas gastam a verba de forma inadequada por falta de planejamento.
Com a adesão ao novo sistema de gestão, os municípios passaram a usar uma ferramenta que auxilia na organização das rotas e, portanto, reduziram parte de seus custos. Assim o dinheiro que deixar de ser gasto poderá ser utilizado para ampliar a rede física das escolas. “Todo mundo concorda que melhor do que ter transporte é ter escola próxima. Com a economia, podemos remanejar a verba para a construção de escolas”, diz o secretário de educação, Flávio Arns.
Realidades diferentes
Apesar dos primeiros sinais de economia proporcionada pelo Siget, a redução nos repasses vai depender da evolução no número de alunos atendidos. São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, implantou o Siget em 2009 e, apesar da economia no primeiro ano de uso, houve aumento da demanda nos anos seguintes. Em 2011 eram 7.410 atendidos, quando a cidade recebeu R$ 472 mil da Seed. Em 2012, o município passou a receber R$ 596 mil para atender a quase 8 mil alunos do ensino público estadual.
Prudentópolis, na região Central, também viu a economia cobrir o aumento da demanda. “Surgiu um novo perfil de estudante, pois começaram a implantar o ensino médio na cidade”, diz a secretária municipal de educação da cidade, Maria Helena Maia de Oliveira.
Na cidade de São João do Caiuá, no Noroeste, que começou a usar o novo sistema em 2011, a secretária municipal de Educação, Gislaine Carla Vitturi Franqui, informa que, por enquanto, é cedo para dizer de quanto será a economia no transporte escolar. “Com o sistema ficou mais clara a realidade do transporte e o dinheiro é mais bem direcionado”, conclui.
Castro mantém monitoramento que reduz custos
Maria Gizele da Silva, da sucursal
A secretaria municipal de Educação de Castro, nos Campos Gerais, mantém um sistema de gerenciamento e rastreamento do transporte escolar criado em 2008. No ano da mudança, a secretaria economizou em torno de 18% nos gastos, ou seja, aproximadamente R$ 500 mil no período. O sistema, porém, enfrenta agora o desafio da troca do contrato. Uma das exigências na nova licitação é a renovação da frota, o que pode acarretar aumento nos custos.
A última licitação ocorreu em 2007, e o programa de controle da frota foi lançado no primeiro semestre de 2008. O projeto consistiu na reestruturação das linhas de ônibus e no rastreamento via satélite dos veículos. Conforme o secretário municipal de Educação da época, Carlos Eduardo Sanches, que hoje é membro do Conselho Estadual de Educação, o programa permitiu que o uso das linhas fosse otimizado, e o rastreamento possibilitou o pagamento dos quilômetros efetivamente rodados para o transporte de alunos.
A atual secretária da pasta, Nilza de Oliveira Gomes Zappe, que assumiu a secretaria em março do ano passado, diz que o programa foi mantido. “Todos os meses nossa equipe monitora as linhas, conversa com diretores e com os pais dos alunos para que os estudantes sejam matriculados nas escolas mais próximas de suas casas”, acrescenta.
Nilza conta que, na semana passada, protocolou na prefeitura o pedido de uma nova licitação do transporte escolar. Ela preferiu não falar em estimativas de aumento de gastos, porém, acredita que possa haver um acréscimo. “Nós sabemos que pode acontecer um aumento. Pedimos ônibus fabricados a partir de 1997 e confortáveis para os alunos”, comenta.
Hoje a prefeitura conta com 71 veículos terceirizados e dois próprios para o transporte escolar de 4.358 estudantes, sendo 1.918 da rede municipal e 2.440 da rede estadual. Os ônibus e vans rodam, por dia, 7.975 quilômetros.

domingo, 1 de julho de 2012

Mentimos três vezes a cada dez minutos’, afirma especialista


mentiroso Mentimos três vezes a cada dez minutos, afirma especialista
O autor do livro “Mentira – Um Rosto de Muitas Faces” esteve ontem no “Altas Horas” (Rede Globo) de Serginho Groisman. O assunto é delicado e curioso ao mesmo tempo. Perito em crimes digitais, o curitibano Wanderson Castilho especializou-se no “Behaviour Analysis Training Institute” (Instituto de Treinamento em Análise de Comportamento) de San Diego (USA), onde são treinados os famosos agentes da CIA e do FBI.
São muitos os indícios que podem nos levar a perceber que alguém está mentindo. Mas a mudança de padrão de comportamento é uma dica básica, segundo Wanderson. É necessário deixar uma pessoa muito à vontade para que se conheça o seu ritmo e tom habituais. “Eu costumo dar um chocolatinho, oferecer uma bebida para a pessoa relaxar’, confidenciou o perito.
Claro que são muitos os sinais de ‘mentira à vista’. Mas alguns, muito conhecidos, foram citados pelo autor. Baixar o olhar enquanto conversa pode ser um dos mais óbvios. Mas atenção: os tímidos podem ser confundidos com mentirosos nesse quesito.
Segundo Castilho, as mulheres tendem a mentir mais sobre experiências tristes, que as abalaram. Os homens preferem mentir quando se trata de contar vantagens, sejam profissionais ou até mesmo sexuais. Mas isto não seria uma constatação científica, apenas uma tendência – alerta o perito.
Quanto ao objetivo do seu livro “Mentira – Um Rosto de Muitas faces” (Matrix), Wanderson acredita que os leitores poderão adquirir toda uma gama de informações para poder detectar se o seu interlocutor está ou não mentindo. Informações estas que poderão ser úteis, segundo ele, em momentos cruciais de suas vidas.
Da ‘mentirinha branda’ até a ‘mentira cabeluda’, o ser social vai tentando driblar as próprias verdades. “A mentira é um ato instintivo de preservação do ser humano”, declarara Wanderson Castilho. “Sem a mentira a sociedade entraria em colapso”, conclui o perito.

Rio é Patrimônio Mundial como paisagem cultural urbana


Christophe Simon/AFP / O Corcovado está entre as paisagens preservadasO Corcovado está entre as paisagens preservadas
RECONHECIMENTO

Rio é Patrimônio Mundial como paisagem cultural urbana

Além da paisagem cultural do Rio, o Brasil tem com outros 18 bens culturais e naturais - incluindo o Parque Nacional do Iguaçu - na lista de 911 bens reconhecidos pela Unesco.
O Rio de Janeiro se tornou Patrimônio Mundial, como paisagem cultural urbana. A cidade do Rio de Janeiro foi a primeira a se candidatar nesta categoria. A candidatura, apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi aprovada durante a 37ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial. A reunião está sendo realizada em São Petersburgo, na Rússia. 

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, que acompanharam os trabalhos, comemoraram a decisão que resultou na inclusão de mais um bem brasileiro na Lista de Patrimônio Mundial.
De acordo com a ministra, a conquista permitirá ao Brasil construir um novo mapa da herança cultural:
- Diante dessa novidade, e dos desafios que ela representa, gostaríamos de compartilhar nossa alegria com a comunidade internacional. Para nós no Brasil esta convenção representa muito para o futuro, mas em termos de paisagens é impossível avançar no estabelecimento de políticas culturais sem entender as relações entre seres humanos e seu ambiente. Essa conquista nos permitirá construir um novo mapa da herança cultural, rompendo com uma visão historicista e substituindo-a por um entendimento mais amplo do mundo - discursou Ana de Hollanda, na Rússia, após a escolha.
Segundo o Iphan, a partir de agora, os locais da cidade valorizados com o título serão alvo de ações integradas visando à preservação da sua paisagem cultural. São eles: o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico, a Praia de Copacabana, e a entrada da Baía de Guanabara. As belezas cariocas incluem o Forte e o Morro do Leme, o Forte de Copacabana e o Arpoador, o Parque do Flamengo e a Enseada de Botafogo.
O presidente do Iphan explicou que "a paisagem carioca é resultado da utilização intencional da natureza que, atendendo aos interesses econômicos dos colonizadores portugueses, formou espaços únicos no mundo que destacam a originalidade do Rio de Janeiro expressa pela troca entre diferentes culturas associadas a um sítio natural".
O secretário municipal de Turismo, Pedro Guimarães, afirmou que a escolha do Rio como Patrimônio Mundial na categoria paisagem cultural urbana foi um reconhecimento merecido:
- A cidade que é um orgulho para seu povo e uma paixão para todo turista que a visita recebe, de forma merecida, o reconhecimento oficial de seu carinhoso apelido de Cidade Maravilhosa - comemora o secretário de Turismo, Pedro Guimarães.
Além da paisagem cultural do Rio, o Brasil tem com outros 18 bens culturais e naturais na lista de 911 bens reconhecidos pela Unesco.
Os bens culturais são: Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Ouro Preto, Minas Gerais (1980); Centro Histórico de Olinda, Pernambuco (1982); Ruínas de São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul (1983); Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas, Minas (1985); Centro Histórico de Salvador, Bahia (1985); Conjunto Urbanístico de Brasília, Distrito Federal (1987); Centro Histórico de São Luís, Maranhão (1997); Centro Histórico de Diamantina, Minas (1999); Centro Histórico de Goiás, Goiás (2001); Praça de São Francisco em São Cristovão, Sergipe (2010).
Já os bens naturais são: Parque Nacional do Iguaçu, Paraná (1986); Costa do Descobrimento, Bahia e Espírito Santo (1997); Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí (1998); Reserva Mata Atlântica, São Paulo e Paraná (1999); Parque Nacional do Jaú, Amazonas (2000); Pantanal Mato-grossense, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (2000); Reservas do Cerrado: Parque Nacional dos Veadeiros e das Emas, Goiás (2001); e Parque Nacional de Fernando de Noronha, Pernambuco (2001).

Esquadrilha da Fumaça comemora 60 anos com apresentação em Brasília


Elza Fiúza/ABr / Apresentação comemora os 60 anos da Esquadrilha da FumaçaApresentação comemora os 60 anos da Esquadrilha da Fumaça
FAB

Esquadrilha da Fumaça comemora 60 anos com apresentação em Brasília

Sete jatos T-27, fabricados pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), executaram 55 manobras acrobáticas.
A Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira (FAB), comemorou neste domingo(1º) os 60 anos de sua criação, com demonstrações acrobáticas na capital federal ao público concentrado na Praça dos Três Poderes. Os brasilenses assistiram antes à cerimônia mensal da troca da Bandeira Nacional, em frente ao Palácio do Planalto. Sete jatos T-27, fabricados pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), executaram 55 manobras acrobáticas, de forma isolada e em conjunto, fazendo desenhos de fumaça no céu de Brasília.
Elza Fiúza/ABr
Elza Fiúza/ABr / Pilotos fizeram diversas acrobaciasAmpliar imagem
Pilotos fizeram diversas acrobacias
Muitas das manobras bateram recordes mundiais. Em 2006, os T-27 quebraram recorde ao executar manobras conjuntas com 12 aeronaves – limite superior ao de 2002, quando houve a participação de 11 aviões –, como destaca o capitão João Pivovar, piloto da esquadrilha. Segundo ele, a FAB recebe cerca de 1,2 mil pedidos de demonstrações por ano, mas só consegue cumprir 10% desse total, pois os aviões são usados também na defesa aérea, quando não estão em manutenção na Academia da Força Aérea, em Pirassununga, São Paulo.
“O tempo de treinamento na esquadrilha varia de um a quatro anos e, todo ano, são trocados três dos 13 pilotos. Eu mesmo treinei 15 anos na Força Aérea antes de ingressar na esquadrilha”, destacou o piloto.
A Esquadrilha da Fumaça foi formada em 1983 e fez a primeira demonstração no dia 14 de maio de 1952. Em maio, ocorreu a comemoração dos 60 anos da Esquadrilha da Fumaça em Pirassununga, que contou com a presença de 80 mil pessoas na Academia da Força Aérea. O grupo que se apresentou em Brasília saiu de Pirassununga na sexta-feira e fez ontem (30) uma apresentação na cidade turística de Caldas Novas, em Goiás.

sábado, 30 de junho de 2012

Justiça proíbe venda de celular bloqueado


Se descumprirem, as operadoras podem ser multadas em R$ 50 mil..

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) proibiu as empresas de telefonia móvel a vender aparelhos celulares bloqueados ao consumidor. 
A decisão foi tomada pela 5ª turma do tribunal, divulgada ontem (29) pelo órgão, em resposta a um recurso apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a sentença de um juiz de primeira instância favorável à prática do bloqueio dos aparelhos. Ainda cabe recurso da decisão.
O MPF argumenta que o bloqueio dos celulares caracteriza a prática conhecida como fidelização, obrigando o consumidor a ficar “ligado a uma única operadora”. Já as empresas de telefonia móvel alegam que a fidelização é autorizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e que, “para conceder determinados benefícios, a operadora arca com o preço do aparelho e acaba por transportar determinados encargos para o mercado”.
O relator do processo, desembargador federal Souza Prudente, rebateu o argumento das empresas. De acordo com ele, a norma da Anatel é equivocada por propiciar a venda casada, o que “configura uma violência contra o consumidor”.
Para a desembargadora federal Selene Almeida, que acompanhou o voto do relator, a fidelização afronta os direitos do consumidor, porque o que as empresas “estão fazendo, através de descontos concedidos em troca de aparelhos, é restituirem-se do desconto com a prestação do serviço, já que o valor das mensalidades acaba por pagar, com sobras, os benefícios concedidos”, segundo informações publicadas na página do TRF-1 na internet.

É simples e fácil se prevenir contra a gripe A.


Três anos após o aparecimento da gripe A, que causou mortes e colocou o Brasil em alerta, a doença volta a ser motivo de preocupação. De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), já foram detectados 180 casos de Influenza H1N1 no Paraná neste ano, e 13 pessoas morreram. Apesar de o quadro ainda não ser considerado de surto ou epidemia, o movimento tem sido intenso nos laboratórios privados que oferecem a vacina contra a doença. Para o superintendente de Vigilância em Saúde da Sesa, Sezifredo Paz, mais importante do que tomar a vacina é se prevenir. “É fundamental que as pessoas se previnam, evitando assim a propagação da gripe. E, caso apresentem os sintomas, procurem imediatamente atendimento médico”, ressalta. Os médicos foram orientados para que em todos os casos de gripe seja receitado o antiviral Oseltamivir. Abaixo, você tira dúvidas sobre transmissão, prevenção e tratamento da gripe A.

Estamos em estado de surto ou epidemia de gripe A?

Como a gripe A é transmitida?
Não. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, há um aumento no número de casos, mas que ainda não é considerado surto ou epidemia.
O vírus H1N1 é transmitido facilmente por meio da emissão de gotículas pela tosse ou espirro da pessoa contaminada. Dessa forma, o vírus pode circular pelo ar ou ficar em objetos contaminados por essas gotículas.
Como prevenir a doença?
Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou higienizá-las com álcool gel; cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar; manter os ambientes sempre bem ventilados; evitar aglomerações.
O álcool em gel é a melhor forma de prevenir?
O álcool em gel é bastante eficaz, pois torna inativo ou mata o vírus. No entanto, seu uso não dispensa a lavagem das mãos com água e sabão.
Quais os sintomas da gripe A?
Os sintomas são os mesmos de uma gripe comum: febre acima de 38°, tosse, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço, dor de garganta.
O que fazer ao detectar os sintomas?
Não se automedicar e procurar imediatamente atendimento médico no sistema de saúde. Quanto mais cedo o vírus for detectado, mais eficaz é o tratamento.
O antiviral Oseltamivir está disponível na rede pública e nas farmácias?
Sim. Para recebê-lo, no entanto, somente com receita médica, emitida após a constatação de que a pessoa realmente está com gripe.
Quanto tempo dura o tratamento?
Cinco dias, mas no geral o paciente apresenta melhora em 24 horas. Se o medicamento for administrado até 48 horas após o aparecimento dos sintomas, o porcentual de cura é de quase 100%.
A gripe A mata mais do que outras gripes?
Qualquer gripe pode matar se não houver o tratamento adequado. Por suas características, o vírus H1N1 agrava o quadro da vítima mais rapidamente e suas complicações, como a pneumonia viral ou doenças preexistentes, podem levar à morte.
Que cuidados tomar se alguém em casa estiver com a gripe A?
Manter a pessoa em local ventilado, não compartilhar os mesmos objetos e sempre higienizar o ambiente para evitar contaminação.
Existe vacina contra gripe A disponível na rede pública de saúde?
Não, somente em laboratórios privados. A campanha de vacinação se encerrou no dia 6 de junho e abrangeu somente o chamado grupo de risco, que inclui pessoas com mais de 60 anos, trabalhadores da saúde, crianças que entre seis meses e dois anos, gestantes e indígenas.
Todos podem tomar a vacina?
Sim. Não há contraindicação para a vacina, que pode ser tomada mesmo se a pessoa estiver gripada ou resfriada.
Quem tomou vacina no ano passado precisa tomar de novo?
Sim. Em média o tempo de imunização é de seis meses.
A vacina causa reação?
Depende do organismo de cada um. Como o prazo para imunização é de duas semanas após tomada a dose, há casos em que a pessoa contrai a gripe antes que a vacina faça efeito.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Expectativa de vida no País sobe 25,4 anos


Média passou de 48 anos para 73,4 anos no comparativo de 1960 com 2010, segundo dados do Censo.
A expectativa de vida do brasileiro aumentou em 25,4 anos de 1960 a 2010, ao passar de uma média de 48 anos para 73,4 anos. A esperança de vida do Censo 2010 já havia sido divulgada em dezembro, mas a comparação da evolução em 50 anos foi feita nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no anúncio de novos recortes de dados da pesquisa.

A diminuição nos níveis de fecundidade derrubou a parcela da população entre 0 e 14 anos de idade no total de brasileiros, que passou de 42,7% em 1960 para 24,1% em 2010. Com queda da mortalidade observada no período, a participação da população em idade ativa (15 a 64 anos) subiu de 54,6% para 68,5% do total.
De acordo com o IBGE, o número médio de filhos por mulher caiu de 6,3 para 1,9 nesse mesmo período. A taxa está abaixo do nível de reposição da população, o que altera a pirâmide etária brasileira para uma estrutura mais envelhecida, como observada em países desenvolvidos. A participação de idosos na população saltou de 2,7% para 7,4%.
O Censo de 2010 mostra ainda que a razão entre gêneros no País, que foi de 99,8 homens para cada 100 mulheres em 1960, chegou a 96 brasileiros do sexo masculino para cada 100 do sexo feminino em 2010.

Unesco declara Igreja da Natividade patrimônio da humanidade


AFP PHOTO/MUSA AL SHAER  / Peregrinos cristãos visitam Basílica da Natividade, na Cisjordânia Peregrinos cristãos visitam Basílica da Natividade, na Cisjordânia
ESCOLHA

Unesco declara Igreja da Natividade patrimônio da humanidade

É a primeira vez que a Palestina solicitou a inscrição de um sítio seu na lista do Patrimônio da Humanidade.
Basílica da Natividade de Belém, situada na Cisjordânia, entrou para o patrimônio mundial daUnesco, apesar das objeções do Estado de Israel, após uma eleição realizada nesta sexta-feira, na Rússia.
Rio de Janeiro pode ser tornar patrimônio Cultural da Humanidade
(AFP PHOTO / Christophe Simon )
O Rio de Janeiro poderá se tornar Patrimônio Cultural da Humanidade na madrugada deste sábado (30), caso a candidatura da cidade seja aprovada na 36ª reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), que ocorre em São Petersburgo, na Rússia. A decisão deverá ser conhecida por volta das 3h de sábado.
Pouco depois do anúncio, a Autoridade Palestina saudou esta decisão, considerando que constituía uma "vitória da justiça".
A candidatura do Caminho das Peregrinações e deste templo de Belém, onde, segundo a tradição cristã, Jesus nasceu, passou assim pelo exame de 36 sítios feito pelo Comitê de Patrimônio Mundial desta organização da ONU, reunido em São Petersburgo. O resultado da votação foi 13 votos a favor, seis contra e duas abstenções.
É a primeira vez que a Palestina - que se converteu em membro da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura em 31 de outubro de 2011 - solicitou a inscrição de um sítio seu na lista do Patrimônio da Humanidade.
No entanto, os especialistas do Conselho Internacional dos Monumentos e Lugares, que avaliam previamente as candidaturas, emitiram uma opinião negativa, estimando que os palestinos não realizaram uma avaliação detalhada e completa das ameaças que o lugar sofre.
Em compensação, o vice-prefeito de Belém, George Saade, considerou importante que "os turistas percorram este circuito e visitem Belém como uma cidade palestina", aludindo assim ao controle que exerce o Estado de Israel sobre o turismo na Terra Santa.
Depois de divulgada a decisão da Unesco, o porta-voz de Mahmud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, afirmou que "este reconhecimento global dos direitos do povo palestino constitui uma vitória para nossa causa e para a justiça".
Em 31 de outubro de 2011, os palestinos conseguiram uma vitória diplomática de grande força simbólica ao se converterem no país de número 195 da Unesco, em uma votação da Conferência Geral, que só registrou 14 votos contra. Estados Unidos e Israel criticaram esta decisão.
A Basílica da Natividade, que data do século IV, é uma das igrejas mais antigas da cristandade. Sua inclusão na lista da Unesco garante ajudas para sua restauração.
O templo é administrado pela Igreja Ortodoxa Grega, a Igreja Apostólica Armênia e o Patriarcado latino (católico) de Jerusalém.

Pistorius fracassa e não obtém vaga olímpica nos 400m


AntoninThullier / AFP / Pistorius só participará dos Jogos de Londres caso seja selecionado para a equipe de rezevamento 4x400mPistorius só participará dos Jogos de Londres caso seja selecionado para a equipe de rezevamento 4x400m
ATLETISMO

Pistorius fracassa e não obtém vaga olímpica nos 400m

Atleta que usa prótese nas pernas só participará dos Jogos se for ser selecionado pela equipe de revezamento 4x400 da África do Sul.
O velocista sul-africano Oscar Pistorius, que tem ambas as pernas amputadas, fracassou na sua tentativa de se classificar para a prova dos 400 metros nos Jogos Olímpicos de Londres. Nesta sexta-feira (29), ele terminou a disputa no Campeonato Africano de Atletismo, que está sendo realizado em Benin, na cidade de Porto-Novo, na segunda colocação, mas o resultado não foi suficiente.
Na sua última chance de obter a vaga em Londres, Pistorius marcou 45s52, acima portanto do índice olímpico de 45s30 que ele precisava obter. O sul-africano, porém, ainda pode se tornar o primeiro atleta amputado a competir na história dos Jogos Olímpicos se for selecionado para a equipe do revezamento 4x400 metros do seu país.
Em março, ele marcou o tempo de 45s20 em Pretória, mas tinha que conseguir o índice olímpico mais uma vez para que se garantir nos Jogos de Londres. Pistorius almeja participar da Olimpíada e da Paralimpíada no mesmo ano, e disse que ainda está esperançoso de ser escolhido para o revezamento sul-africano.
No ano passado, ele participou da equipe que faturou a medalha de prata no 4x400 metros no Mundial de Atletismo de Daegu, mas sem a sua presença na final. "Me senti bem na corrida de hoje e estou satisfeito por ter ganho a medalha de prata no Campeonato Africano", disse Pistorius.
"Estou obviamente decepcionado porque meu tempo foi apenas 2 décimos de segundo acima do índice olímpico", completou. "Eu tive um grande começo de temporada, obtendo o índice olímpico e estou esperando ser escolhido para correr pela África do Sul no revezamento 4x400 metros", finalizou.

Caminhar graças à ajuda do equipamento que foi doado recentemente ao Hospital Pequeno Príncipe


Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo / Maria Clara mostra ao jogador de futebol Alex como o macacão a ajuda a caminharMaria Clara mostra ao jogador de futebol Alex como o macacão a ajuda a caminhar
SOLIDARIEDADE

Primeiro passo com macacão espacial

Menina de 5 anos, com dificuldades motoras, consegue caminhar graças à ajuda do equipamento que foi doado recentemente ao Hospital Pequeno Príncipe.
Este é um pequeno passo para o homem, mas um gigantesco salto para a humanidade”. A conhecida frase do astronauta americano Neil Armstrong facilmente se encaixaria na história da Maria Clara Xavier, de 5 anos. A menina, devido à prematuridade no nascimento, acabou tendo o sistema neurológico comprometido. A irmã gêmea, Maria Eduarda, não teve o mesmo problema. O processo cognitivo de Maria Clara funciona normalmente: ela fala, conhece os números e mexe no computador. Tem dificuldades, porém, em se manter de pé (ereta) sem o auxílio de alguém, e não caminha. Ou melhor, não caminhava.
Expectativa
Outras duas crianças estão na fila para usar o pediasuit no hospital infantil
O macacão especial pediasuit hoje é usado somente por Maria Clara, porque ele é individual. Para os próximos meses, mais duas crianças estão na fila. O custo do tratamento ainda é caro, mas a intenção é conseguir atendimento gratuito a outros pacientes que não têm recursos.
Solidariedade
A mãe da menina, Lania Romanzin Xavier, que é médica no hospital há 20 anos, diz que poder ajudar os outros foi a grande motivação para buscar o patrocínio e a instalação da gaiola no Pequeno Príncipe.
A chegada do aparelho na fisioterapia do hospital e o progresso da filha no tratamento fazem os olhos dela se encherem d’água a todo instante.
“Em oito dias ela ficou firme só com a ajuda do aparelho e caminhou. Ela olhou para a irmã, Maria Eduarda, e disse: ‘Dada, agora eu também posso’. Não tem emoção maior”, conta. O casal tem, além das gêmeas, outro filho, o Renan. (AF)
Graças a um macacão desenvolvido pela agência espacial russa, e depois adaptado para fins terapêuticos nos EUA, Maria Clara conseguiu dar, na última quarta-feira, seus primeiros passos sozinha. O pediasuit (nome do macacão) funciona assim: são quatro peças (blusa, bermuda, joelheira e sapato), que ligadas por elásticos fixados a garrotes, são presas a uma gaiola de sustentação. Ali, é possível trabalhar as habilidades motoras e o alongamento do paciente, de acordo com a necessidade. “O tratamento é feito por quatro horas, em cinco dias da semana, durante um mês. Depois desse período, o paciente descansa e volta para fazer manutenções e a fisioterapia em si”, explica a fisioterapeuta do Hospital Pequeno Príncipe Adriana Maria Barreto Domingues.
Os pais de Maria Clara souberam do método por um artigo de internet. No Brasil, o pediasuit existe nas cidades de Cascavel, Blumenau, Rio de Janeiro e São Paulo. Em Curitiba, há um no Centro Universitário Campos de Andrade. Ao saber dessa possibilidade de tratamento para a filha, o empresário Cassiano Xavier, de 45 anos, e a médica especialista em arritmia cardíaca infantil Lania Romanzin Xavier, de 43, procuraram patrocínio para conseguir um aparelho e instalá-lo no Hospital Pequeno Príncipe. Dessa forma, beneficiariam a filha que faria o tratamento no hospital a que já estava habituada e, futuramente, outras crianças poderiam se tratar ali. Era necessário trazer a gaiola com os elásticos dos Estados Unidos. A ajuda para isso veio da Turquia.
Foi Alex, ex-jogador do Coritiba que atualmente está no Fenerbahçe, quem doou o dinheiro. Ele soube do caso de Maria Clara por meio de Jean, um amigo dele e também do pai da menina. Após algumas ligações de Jean, o jogador, que já faz trabalhos sociais, decidiu ajudar a família e o hospital. Com o dinheiro recebido, o Pequeno Príncipe pode, ainda, reformar uma das salas da fisioterapia para acomodar o pediasuit.