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sábado, 7 de julho de 2012

Começa hoje o 22.º Festival de Inverno da Federal


UFPR/ Divulgação / Apresentação do Grupo Fuá, na edição do ano passado do festival de AntoninaApresentação do Grupo Fuá, na edição do ano passado do festival de Antonina
CULTURA

Começa hoje o 22.º Festival de Inverno da Federal

Serão 41 espetáculos gratuitos e 43 oficinas culturais nas áreas de música, teatro, dança, artes plásticas, literatura e comunicação.
Começa hoje, em Antonina, a 22.ª edição do Festival de Inverno da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com uma semana repleta de oficinas culturais e shows que ocorrem paralelamente em toda a cidade. A Banda Mais Bonita da Cidade faz neste sábado a apresentação de abertura no Palco Principal, logo após a solenidade que dá início ao evento, às 21h30.
Shows
Confira as apresentações de teatro e música que acontecem hoje:
A Caixarola – Cia. Madri Lopes
Das 10 h às 12 h e das 14 h às 18 h. Estação Ferroviária
A Farsa do Boi – Cia. Serial Cômicos
12h30. Rua (em frente do Theatro Municipal)
Música para Todos – Programa de Inclusão Musical
16 h. Theatro Municipal
Criança de Mim – Grupo de MPB da UFPR
18h30. Theatro Municipal
Show de Abertura com A Banda Mais Bonita da Cidade
22 h. Palco Principal
* * * * *
Veja a programação completa emwww.proec.ufpr.br/festival2012
A programação reserva atividades culturais para pessoas de diferentes faixas etárias. Há, inclusive, programas dedicados especificamente para a comunidade local, como as oficinas de artesanato. Entre as áreas abrangidas estão música, teatro, dança, artes plásticas, literatura e comunicação. Ao todo, são 43 opções de oficinas, que envolverão cerca de mil alunos.
Entre os cursos de aprimoramento, destinados a quem tem conhecimento em determinadas áreas, o festival traz nomes reconhecidos em seus campos de atuação, como o carioca Mestre Odilon, que ministrará uma oficina sobre bateria de escola de samba; e seu conterrâneo André Marins, que falará sobre carros alegóricos. Ambos são profissionais atuantes no carnaval do Rio de Janeiro, convidados especialmente devido à tradição carnavalesca de Antonina.
Para quem não conseguiu se inscrever a tempo pela internet, ainda é possível garantir um lugar nas oficinas que não estejam com turmas lotadas. Os interessados devem procurar pela coordenação geral do Festival na Estação Ferroviária de Antonina. As taxas variam entre R$ 40 e R$ 50.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Tempestade solar atinge a Terra nesta quarta-feira


Mundo

Quarta-feira, 04/07/2012
Nasa
Nasa / Imagens da Naasa mostra explosão solar que aconteceu na segunda-feiraImagens da Naasa mostra explosão solar que aconteceu na segunda-feira
ESPAÇO

Tempestade solar atinge a Terra nesta quarta-feira

Partículas liberadas por uma explosão solar podem interferir nas transmissões de rádio e celular.
Imagens de uma explosão que aconteceu na segunda-feira (dia 2) foram divulgadas pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa).
Segundo a agência, a explosão foi causada por uma mudança no campo magnético do sol. Como a tempestade viaja a cerca de 700 km por segundo, os seus efeitos devem ser sentidos na Terra nesta quarta-feira.
As partículas liberadas pela explosão podem causar distúrbios nas transmissões de rádio e celular.
Ainda segundo a Nasa, novas tempestades solares estão previstas para os próximos dias.

Cientistas descobrem partícula que pode ser o bóson de Higgs


Mundo

Quarta-feira, 04/07/2012
AFP PHOTO / FABRICE COFFRINI
AFP PHOTO / FABRICE COFFRINI / Ilustração de uma colisão entre partículas promovida pelo acelerador LHC Ilustração de uma colisão entre partículas promovida pelo acelerador LHC
GENEBRA

Cientistas descobrem partícula que pode ser o bóson de Higgs

O bóson de Higgs é considerado pelos físicos a chave para entender a estrutura fundamental da matéria e a partícula que atribui a massa a todas as demais.
Uma nova partícula que pode ser o bóson de Higgs foi descoberta pelos cientistas, mas ainda são necessárias verificações para confirmar se esta é ou não a "partícula de Deus" que os cientistas buscam há décadas, anunciou o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN) nesta quarta-feira.
O bóson de Higgs é considerado pelos físicos a chave para entender a estrutura fundamental da matéria e a partícula que atribui a massa a todas as demais, segundo a teoria conhecida como "modelo padrão".
Perfil: Peter, o físico que deu o nome ao bóson de Higgs
O físico britânico Peter Higgs teve uma epifania genial, em 1964, ao postular a existência de uma partícula subatômica, que os físicos do CERN afirmam ter, talvez, encontrado depois de uma longa busca.
Este homem modesto, agora aos 83 anos, exclamou: "Ah. que merda, eu sei como fazer!" quando teve a intuição de um "campo" que se assemelha a uma espécie de cola onde as partículas ficariam mais ou menos presas, contou ao seu antigo colega Alan Walker.
Higgs publicou um artigo sobre sua teoria, que acabou por se tornar o carro-chefe de uma escola científica para qual vários físicos têm contribuído ao longo dos anos.
Análise
A descoberta do que seria o bóson de Higgs não terá tanto impacto quanto a revolução de Galileu sobre o pensamento humano, mas ajudará a explicar a questão das origens, de acordo com filósofos.
"É um momento emocionante para a física, mas eu acho que esta descoberta não é comparável à de Galileu", acredita o filósofo e astrofísico Hubert Reeves. "Ela não terá um impacto sobre todo o pensamento humano, como a de Galileu", um forte defensor da teoria heliocêntrica, que foi condenado pela Igreja Católica por causa de suas descobertas científicas.
"Galileu ficou conhecido por mudar a ideia ocidental que se tinha do mundo, houve uma revolução", concorda Jacques Arnould, teólogo responsável pela missão ética do CNES (Centre National de Estudos Espaciais).

  • O Grande Colisor em números
26,659 km: a circunferência exata do anel gigante através do qual as vigas de prótons são disparados.
9300: o número de ímãs usados para dirigir as vigas através do túnel.
-271.3C: a temperatura de cada magneto, que são arrefecidos com azoto líquido e hélio. O sistema de arrefecimento do LHC confortavelmente se qualifica como o maior frigorífico do mundo.
11.245: quantas vezes cada um dos trilhões de prótons em um feixe completa um circuito do LHC a cada segundo. Isto significa que viajam no 99.9999991% da velocidade da luz.
Absolutamente nada: o que mais está dentro do acelerador. Para evitar que os feixes de prótons que colidem com as moléculas de gás, eles são disparados por meio de um vácuo ultraelevado, que é vazio como o espaço exterior.
Agência O Globo
Apesar das dúvidas se esta nova partícula é o bóson de Higgs ou outro tipo de partícula, os aplausos e os rostos dos físicos reunidos em Genebra refletiam a alegria e o alívio do mundo científico.
"Nunca pensei que assistiria a algo assim em vida e vou pedir para minha família que coloque o champanhe na geladeira", afirmou o britânicoPeter Higgs, o cientista de 83 anos que em 1964, ao lado dos colegas Robert Brout (falecido em 2011) e François Englert, postulou por dedução a existência do bóson que leva seu nome.
A emoção foi palpável e Englert, sentado ao lado de Higgs, não conseguiu conter as lágrimas.
"Superamos uma nova etapa em nossa compreensão da natureza", afirma em um comunicado o diretor geral do CERN, Rolf Heuer, satisfeito com o trabalho até o momento.
"A descoberta de uma partícula cujas características são coerentes com as do bóson de Higgs abre o caminho para estudos mais profundos que necessitarão de mais estatísticas para estabelecer as propriedades de uma nova partícula", completa.
"Esta partícula permitirá descobrir outros mistérios de nosso universo", segundo Heuer.
Pouco antes da divulgação do comunicado, Joe Incandela, porta-voz de um dos experimentos em curso para buscar o bóson, explicou em um seminário científico em Genebra as descobertas dos últimos meses.
"Observamos um novo bóson, mas precisamos de mais dados para determinar se é ou não o de Higgs", disse a um grupo de cientistas.
A matéria do princípio do Universo
As pesquisas acontecem no Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, na sede do CERN em Genebra.
Neste túnel de 27 quilômetros de circunferência, instalado a 100 metros de profundidade, os físicos provocam o choque de bilhões de prótons com a esperança de encontrar, com a ajuda de todo tipo de detectores, o rastro do bóson entre os restos (cascatas de partículas).
O anúncio desta quarta-feira acontece depois de, no mês de dezembro, o mistério sobre o bóson de Higgs ter sido consideravelmente reduzido quando os dois experimentos independentes que acontecem no LHC (ATLAS e CMS) limitaram uma região situada entre 124 e 126 giga elétron-volts (1 GeV equivale à massa de um próton).
Uma região agora confirmada pelos cientistas. Esta unidade de energia é utilizada para representar a massa das partículas seguindo o princípio de equivalência energia-massa (o famoso E=mc2), os dois atributos da matéria.
Mas o principal obstáculo até agora era a margem de erro dos dois experimentos, ainda muito grande, apesar do grande número de dados acumulados, e que obrigava os cientistas a falar de "indícios" e não de "descoberta" do bóson.
O LHC, após uma pausa de inverno, voltou ao trabalho em abril em pleno rendimento e gerou em três meses mais dados que em todo ano de 2011, que permitiram o anúncio desta quarta-feira.
"Talvez seja o bóson de Higgs que encontramos, talvez hoje tenhamos compreendido como se organizou a matéria no início do Universo, um milésimo de bilionésimo de segundo depois do Big Bang", explicou à AFP Yves Sirois, um dos porta-vozes do CMS.
"Talvez seja o bóson de Higgs, talvez outra coisa muito maior que abre a porta para uma nova teoria, além do modelo padrão", completou.
Segundo a física Pauline Gagnon é preciso verificar todas as propriedades da nova partícula até o fim do ano, antes de um pronunciamento com certeza absoluta.
Mas, de acordo com Gagnon, se não é o bóson de Higgs, "ao menos se parece muito".

A firme opção pelas hidrelétricas


Christian Rizzi/ Gazeta do Povo / Ações ambientais foram incorporadas em Itaipu bem depois do início do funcionamentoAções ambientais foram incorporadas em Itaipu bem depois do início do funcionamento
ENERGIA

A firme opção pelas hidrelétricas

Além das 12 grandes usinas em construção e das 11 já autorizadas, duas centenas de pequenas centrais e 40 usinas de grande porte devem ser implantadas no Brasil até 2019.
O governo brasileiro adotou a defesa de que a energia produzida por hidrelétricas é a melhor opção para o país. A estrutura oficial que teria mais argumentos para questionar a opção deixou bem claro seu apoio: há uma semana, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu a construção de hidrelétricas na Amazônia. A justificativa é de que a matriz energética nacional é limpa principalmente por causa das usinas – ao contrário de outros países que utilizam fontes mais poluentes, como a nuclear (perigosa e que deixa muitos resíduos) ou mesmo a termoelétrica, a partir da queima de carvão mineral.
Proporcionalmente à quan­tidade de energia produzida, as hidrelétricas geram o menor impacto ambiental. Contudo, os danos não são irrelevantes. Uma recente reportagem da rede de televisão BBC, de Londres, mostra que as hidrelétricas são as obras de engenharia que mais alteram a face do planeta. O ambientalista Pedro Bara, que analisa projetos de desenvolvimento na Região Amazônica para a ONG WWF Brasil, concorda e apresenta dados: os reservatórios já existentes ocupam 0,5% do território nacional – 1 em cada 200 quilômetros quadrados.
Itaipu teve pouca cobrança ambiental
Construída na década de 70, as obras da usina hidrelétrica de Itaipu não passaram nem perto das gigantescas cobranças ambientais que cercam as construções mais recentes. Superintendente interino de Meio Ambiente da Itaipu, João José Passini conta que o que naquela época a exigência mais relevante do Código Florestal era manter 200 metros de mata ciliar no entorno do lago artificial. Como a área inundada era basicamente de lavouras e pastagens, foi necessário plantar 25 milhões de mudas nas margens do lago. Como metade da água consumida pela população de Foz do Iguaçu vem do reservatório da usina, foi necessário também se preocupar com a qualidade da água. A retirada de galhos que podiam apodrecer no fundo do lago foi uma das iniciativas.
Muitos dos projetos desenvolvidos pela Itaipu são bem posteriores ao início do funcionamento da usina, na década de 80. É o caso da escada para peixes, que serve como substituto dos obstáculos naturais enfrentados durante a piracema. A estrutura só foi instalada no final daquela década. Atualmente, as usinas que são construídas já precisam estabelecer os projetos de saída. Passini relata que técnicos ambientais de Itaipu têm auxiliado no planejamento de outras usinas, como a Belo Monte. Ele reconhece que a pressão popular é capaz de alterar substancialmente os projetos. “Corre o risco de a usina não ser aprovada se não estiver bem calçada em propostas para diminuir o impacto ambiental”, comenta. (KB)
Escolha acertada
Você acha que a opção pelas hidrelétricas trará mais benefícios que prejuízos?
Responda no comentário abaixo.
As usinas hidrelétricas produzem 66% da energia elétrica usada no Brasil, segundo informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Bara acredita que a melhor opção para o país seria diversificar as fontes de energia. Ele avalia que hoje o sistema é muito dependente das hidrelétricas. “Não dá para colocar todos os ovos em uma só cesta. Se não chove por muito tempo, corremos os risco de ficar sem energia”, diz. Defensor da energia solar, ele acredita que esta seria uma opção mais bem distribuída e poderia ser gerada bem perto do local de uso. Já a energia elétrica precisa de longas redes de transmissão. “A produção solar é socialmente legal porque faz com que a sociedade participe da solução. E há a possibilidade de vender o excedente produzido: quando saio de férias posso repassar ao sistema a energia que será produzida na minha casa e que não será utilizada”, explica.
Menos conservação
Apesar de alternativas exis­­tirem, o governo está disposto a alguns sacrifícios para seguir o plano de apostar em hidrelétricas. No início do ano, quatro unidades de conservação ambiental (áreas naturais já protegidas por lei) foram reduzidas para que projetos de usinas prosseguissem na bacia do Rio Tapajós, que corta os estados de Mato Grosso e Pará. O governo brasileiro pretende continuar investindo em hidrelétricas. Além das 12 grandes usinas em construção e das 11 já autorizadas, são projetadas duas centenas de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e mais 40 usinas de grande porte, com vistas a serem implantadas até 2019. A Aneel, a Empresa de Pes­quisa Energética (EPE) e o Ministério do Meio Ambiente foram procurados pela reportagem da Gazeta do Povo nos últimos dois dias, mas não comentaram o assunto.
Pressão altera projeto inicial de Belo Monte
Alvo de ferrenhas críticas, o projeto de construção da usina de Belo Monte, no Pará, é muito diferente da ideia original apresentada há quase duas décadas – quando a construção esteve perto de ser iniciada. A hidrelétrica é um exemplo do que a pressão por soluções menos impactantes pode fazer. Todo o projeto foi radicalmente alterado, diminuindo o tamanho previsto para o reservatório e a potência, por exemplo. “Reconheço que o setor elétrico evoluiu”, diz o ambientalista Pedro Bara, da ONG WWF Brasil. No caso de Belo Monte, o desenho foi modificado para fugir de territórios indígenas. Bara também cita a pressão que foi exercida sobre o projeto do Rio Madeira. “O governo negou por muito tempo que haveria concentração de sedimento na represa. Por fim, acabou contratando uma consultoria internacional e assumiu o problema”, reforça.
Ricardo Krauskopf Neto, que é engenheiro da Itaipu Binacional, destaca que a análise que determina se um empreendimento é ambientalmente impactante passa pela avaliação do seu projeto: uma termoelétrica desenvolvida tendo como ponto de partida um excelente projeto pode ser melhor do que uma hidrelétrica feita a partir de um projeto ruim. “A avaliação de cada fonte de energia deve ser feita sob o ponto de vista da sustentabilidade dos bons projetos, considerando a dimensão ambiental, mas também devem ser avaliadas as dimensões social e econômica. Sob a ótica da sustentabilidade, não existe dúvida: as hidrelétricas bem projetadas, construídas e operadas são a fonte de energia mais sustentável que temos atualmente”, diz ele.

Apenas 30% das creches do governo Lula ficaram prontas


Vida e Cidadania

Quarta-feira, 04/07/2012
Marcos Labanca/ Gazeta do Povo
Marcos Labanca/ Gazeta do Povo / Concluído há quase um ano, o Centro de Educação Infantil de Itaipulândia ainda não funciona: três CMEIs estão nesta situaçãoConcluído há quase um ano, o Centro de Educação Infantil de Itaipulândia ainda não funciona: três CMEIs estão nesta situação
INFÂNCIA

Apenas 30% das creches do governo Lula ficaram prontas

Das 2.543 unidades de educação infantil com contratos assinados entre 2007 e 2010, somente 778 foram concluídas. Dessas, só 44% começaram a funcionar.
Somente 30% das 2.543 creches com contratos assinados entre os municípios e o governo federal nos anos de 2007 a 2010 estão concluídas. E pior: nem todas entraram em funcionamento. Segundo o Ministério da Educação (MEC), do total previsto, estão prontas 778 unidades no país, mas apenas 343 já matricularam alunos. Os termos de compromisso foram firmados no governo Lula, dentro do Proinfância (Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil). A parceria prevê apoio financeiro e técnico às prefeituras – que, pela lei, são as responsáveis pela educação infantil.
No Paraná foi acertada a construção de 230 centros de educação infantil, dos quais 59 (25%) estão prontos. O MEC informa que 23 unidades ainda não entraram em funcionamento, mas, em contato com os municípios, a reportagem confirmou um número menor: três efetivamente estão prontas, mas ainda não iniciaram atendimento; três estão em obras; e duas começaram a funcionar neste mês. Enquanto as creches não abrem, quem precisa tem de improvisar para trabalhar e garantir os cuidados aos filhos.
Espera
Crianças aguardam inauguração em Ponta Grossa e Itaipulândia
Derek Kubaski e Fabiula Wurmeister, especial para a Gazeta do Povo
Uma das creches prontas no Paraná e que ainda não começou a funcionar é o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Cândida Leonor Miranda, em Ponta Grossa (Campos Gerais). Construído com recursos do Proinfância, por meio de convênio assinado em 2010, o CMEI deveria estar funcionando desde o ano passado. A verba federal de R$ 1,3 milhão foi utilizada na construção do prédio e na aquisição de mobiliário. Segundo a secretária municipal de Educação, Zélia Marochi, a demora deve-se à dificuldade em conseguir empresas interessadas na licitação. “O projeto também não permite modificações. Todas as vezes que precisamos fazer algum ajuste, a burocracia é muito grande”, afirma.
Cerca de 240 crianças aguardam a inauguração. Leoni Xavier da Silva, 50 anos, tem dois netos – uma menina de 4 anos e um menino de 1 ano e 7 meses – que estão entre as crianças cadastradas para estudar no CMEI. “Trabalho vendendo cachorro-quente e a minha filha é funcionária de uma mercearia aqui na vila. Nem eu nem ela podemos abrir mão da renda. Hoje ela paga R$ 20 por semana para uma senhora cuidar dos dois, mas esse dinheiro nos faz falta”, diz.
Outra unidade fechada é a de Itaipulândia (Região Oeste). Com as obras concluídas há quase um ano, o quarto CMEI da cidade aguarda a liberação de recursos federais para compra de móveis para enfim começar a funcionar. A nova creche tem capacidade para abrigar 60 crianças em tempo integral. O município de 9 mil habitantes receberá em breve outro CMEI, este resultado de investimentos próprios. “Atualmente não temos fila de espera. Com as novas creches, vamos ficar com uma oferta confortável de vagas”, informa a coordenadora pedagógica de Educação Infantil na cidade, Solange do Carmo Simon.
  • O governo Dilma Rousseff também tem assinado parcerias com os municípios para a construção de creches. Ao todo, a previsão é entregar 6 mil novos centros de educação infantil até 2014 – um plano difícil de ser concretizado, considerando a morosidade das obras e que nenhuma unidade está pronta. Por enquanto, a presidente Dilma assinou termos de compromisso para a construção de 3.019 centros. A expectativa é que as parcerias para as demais só sejam firmadas após as eleições.
Demora
Em média, a construção de uma creche com recursos federais demora dois anos e meio, incluindo o processo de licitação. O prazo é superior ao gasto, por exemplo, pela prefeitura de Curitiba para executar o mesmo tipo de obra – um ano e meio. O MEC criou um grupo que discute medidas para acelerar as obras. Uma das propostas em análise pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é o uso de um modelo padronizado para construção de escolas e creches, por meio de blocos pré-moldados.
Cleuza Repulho, secretária de Educação de São Bernardo (SP) e presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), admite a existência de problemas na gestão dos recursos repassados às prefeituras, mas ressalta que há atrasos que também são responsabilidade do MEC. “As obras atrasam por problemas na licitação, que muitas vezes são questionadas pelos perdedores; por questões relacionadas à liberação dos terrenos onde serão feitas as construções; pela dificuldade para conseguir a complementação de recursos, já que em algumas regiões, onde o metro quadrado é mais caro, o dinheiro repassado pelo MEC não é suficiente; e também por desvios de recursos. Mas há casos em que a demora do MEC em repassar os recursos também causa atrasos nas obras”, explica.
Como consequência de todos esses problemas, quando o dinheiro repassado é efetivamente empenhado nas obras, muitas vezes é insuficiente, pois sofreu depreciação durante o período.
Outro lado
Controle é feito pelos próprios municípios
Sobre possíveis erros na listagem de creches prontas e em funcionamento, o MEC, em nota enviada à Gazeta do Povo, informa que o monitoramento das obras é feito pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec) – um portal de gestão por meio do qual o Ministério da Educação, articulado com as secretarias de Educação, planeja e operacionaliza suas ações. Cabe aos municípios entrar no Simec e atualizar o andamento da obra, anexando fotos e documentos que comprovem a evolução dos trabalhos.
Para todas as ações, inclusive a construção de creches, as transferências financeiras são feitas em parcelas. A primeira é liberada após aceitação do termo de compromisso. As demais são condicionadas a comprovações, mediante vistoria incluída no Simec, de que a execução da obra evolui conforme o previsto nos cronogramas físico-financeiros. A liberação da última parcela geralmente é feita quando a construção atinge 70% da execução e, a partir deste momento, o MEC já considera a obra concluída.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Estímulo contra o sedentarismo


Felipe Rosa/ Gazeta do Povo / Eliane Bilibio acompanha a filha Janaína, 15 anos, em aulas de pilates para estimulá-laEliane Bilibio acompanha a filha Janaína, 15 anos, em aulas de pilates para estimulá-la
SAÚDE

Estímulo contra o sedentarismo

É na escola que a criança vai aprender a gostar de exercícios físicos ou a odiá-los. Professor de Educação Física deve diversificar atividades.
Metade das crianças e dos adolescentes brasileiros não pratica atividade física de acordo com o tempo ideal preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de meia hora por pelo menos três vezes por semana. Para reverter esse quadro e impedir que eles desenvolvam doenças relacionadas ao sedentarismo, como diabete, obesidade e problemas cardiovasculares, existe um profissional que é figura determinante para incentivar o gosto pela prática esportiva: o professor.
Geralmente, é na escola que a criança tem o primeiro contato com o exercício físico e é lá que ela vai aprender a gostar dele ou a odiá-lo. Por isso, o papel do professor de Educação Física não fica restrito às aulas. Além de tornar as atividades atrativas e estimulantes, o educador deve ficar atento aos alunos com menos interesse e habilidade.
Xô preguiça!
Atenção ao perfil do jovem ajuda a escolher o esporte certo
Nem todas as crianças têm as mesmas aptidões para os esportes. Algumas preferem atividades com mais movimento, outras se interessam por exercícios mais divertidos e ainda há as que são adeptas a algo que exija mais concentração. A professora de Educação Física do Colégio Dom Bosco Rachel Fontoura dos Santos Lima diz que, como regra geral, até os 12 ou 13 anos, elas gostam de atividades em grupo. Depois disso, ficam com mais vergonha e preferem algo com menos exposição, geralmente exercícios individuais. “Aí entram atividades como xadrez, que não exige interação com um grupo. A desvantagem é que ele não exercita o corpo. Só isso não basta”, alerta Raquel. Nesses casos, é importante que os pais escolham mais um exercício para o filho, mas sem forçá-lo a praticar algo de que não goste ou uma atividade em que não tenha habilidade. “Existe um limite para que o jovem saia do período de estranhamento e passe a gostar da atividade. O prazo costuma ser de um mês. Se depois disso ele continuar não gostando, é necessário trocar, pois a atividade será mal feita e vai gerar pouco resultado”, alerta o professor de Educação Física da Escola Atuação Thiago Ribeiro dos Santos. (AS)
Para os menores, com até 5 anos, o estímulo deve ser essencialmente lúdico, com brincadeiras que requerem movimentos. Se a criança não quiser fazer o exercício ou for excluída pelos colegas, é do professor a tarefa de integrá-la para que o desânimo e a falta de interesse por esportes não se reflitam lá na frente.
“As crianças pequenas dão muito valor ao professor. Se ele pegar na mão dela e correr junto, ela vai passar a se interessar pela atividade. Isso vale também para os excluídos. Se a professora os chama para a atividade, os colegas vão fazer o mesmo”, explica Marayna Lechinhoski, professora de Educação Física que aplica avaliação motora em crianças na rede particular de ensino.
No caso dos maiores, o gosto pelo esporte também depende do incentivo do professor, mas de outra forma. O ideal é que o educador leve para os jovens atividades e esportes diferentes dos tradicionais. “Ficar só nessas atividades não cabe mais na escola de hoje. O aluno espera muito mais do docente, principalmente aquele que não gosta de Educação Física. Ele [aluno] precisa ser provocado”, comenta o coordenador do curso de Educação Física da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Paulo César de Barros.
Entre os esportes não tradicionais que podem ser praticados na escola para chamar a atenção dos estudantes estão badminton, frescobol, rúgbi, tênis e beisebol. Segundo Barros, é preciso entender que cada aluno tem uma habilidade diferente. Quanto maior a gama de atividades oferecidas pela escola, maior a chance de o estudante que não gosta de atividade física se interessar por pelo menos uma.
Incentivo
Nas instituições particulares é comum que a escola ofereça uma atividade esportiva fora do horário de aula, geralmente paga. No Colégio Dom Bosco, por exemplo, os pais podem escolher quantas atividades desejarem, como basquete, vôlei, dança, balé e capoeira. Assim, além das duas aulas de Educação Física por semana, o estudante terá pelo menos duas horas a mais.
Na rede pública, essas atividades extracurriculares são oferecidas em contraturno e, eventualmente, o aluno pode fazê-las em outra escola. Os colégios municipais oferecem mais de 20 modalidades e o estudante também é livre para fazer quantas quiser.
Pais devem ser exemplo para que filhos se exercitem
Se dentro da escola o professor é essencial para incentivar a prática esportiva, fora dela esse papel fica a cargo dos pais. Educadores físicos são unânimes em dizer que, principalmente para aquele jovem que não se interessa por esporte, a família pode fazer a diferença. “Se os pais são sedentários, é natural que os filhos sigam os mesmos passos”, diz o professor de Educação Física da Escola Atuação Thiago Ribeiro dos Santos.
Reverter esse quadro não é tão difícil assim. O primeiro passo é começar por passeios que envolvam caminhada ou bicicleta, por exemplo, que possam ser feitos em família, de preferência em parques e praças da cidade. De acordo com Santos, essa é uma forma divertida de a criança se interessar pela atividade e ter vontade de trocar o computador e o videogame por ela.
Outra opção é oferecer ao filho uma variedade de atividades físicas fora da escola, como natação, vôlei, basquete ou algum tipo de dança. Mas cuidado: é importante não obrigá-lo a nada; deixar que ele conheça e se interesse naturalmente por alguma delas. “Depois de escolhido, os pais não podem cobrar deles desempenho perfeito, nem que eles tirem primeiro lugar em campeonato. Cobrança excessiva pode causar desestímulo e até fazer com que eles se tornem adultos que detestam a prática esportiva”, explica a professora de Educação Física do Colégio Dom Bosco Rachel Fontoura dos Santos Lima.
Idade ideal
Existe uma idade ideal para que a criança comece um treino esportivo. Se ela tiver menos que 8 anos, é melhor que pratique até três vezes por semana. Uma frequência maior pode contribuir para que o jovem enjoe e desista da atividade quando chegar à adolescência. Depois disso, se a intenção é que ela se aperfeiçoe na atividade, o exercício pode se tornar diário.
Desde criança, a estudante Janaína Barcella Bilibio, 15 anos, não gosta de exercícios e sempre que pode dá um jeito de fugir das aulas de Educação Física. Depois de os pais testarem todo tipo de atividade, como natação, handebol, academia e ginástica rítmica desportiva, a mãe, Eliane Barcella Bilibio, resolveu fazer uma última tentativa: acompanha a filha em aulas de pilates. “Faz dois meses que começamos e felizmente ela está gostando. Antes disso, ela só queria ficar em casa, no computador. Agora que fazemos as aulas juntas, funcionou.”
Eliane diz acreditar que a sua influência e a do seu marido foram decisivas para que a filha fosse avessa a esportes. Por não gostarem nem praticarem nenhuma atividade física, ela cresceu sem um modelo para se espelhar. A atitude só mudou há pouco tempo, segundo ela, porque todos tomaram consciência da importância do exercício para a saúde.

O desafio de educar filhos únicos


Daniel Castellano / Gazeta do Povo / Filha única, Rafaella tem quase tudo o que quer. Os pais Gustavo e Gisella procuram impor limites para que ela valorize o que ganhaFilha única, Rafaella tem quase tudo o que quer. Os pais Gustavo e Gisella procuram impor limites para que ela valorize o que ganha
FAMÍLIA

O desafio de educar filhos únicos

A permanência em escolinhas contribui para a socialização das crianças. Pais devem evitar medidas superprotetoras.
Nos últimos 50 anos, a média de filhos por família passou de seis para menos de dois, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, a cada três mães, uma tem filho único. Há duas décadas, essa era a realidade de apenas uma mulher em um grupo de dez. Isso não significa que a vontade de ter uma família maior tenha diminuído: questões financeiras e de tempo para a educa­­ção se tornaram fundamentais na hora de os pais programarem quantos filhos terão.
A designer Gisella Conci Pereira e o publicitário Gustavo Gasparin, ambos de 31 anos, avaliaram tanto essas questões que ficaram com uma única filha – Rafaella, de 12 anos. “Quando ela nasceu, éramos muito novos. O tempo passou e nos estabilizamos, mas mesmo assim decidimos não ter mais filhos. Educar está cada vez mais difícil, em todos os sentidos”, conta Gisella.
Arquivo pessoal
Arquivo pessoal / Milene e Sérgio Antonievicz só tiveram Níccolas, 8 anos, e não pretendem ter outro filho: ideia é concentrar na educação deleAmpliar imagem
Milene e Sérgio Antonievicz só tiveram Níccolas, 8 anos, e não pretendem ter outro filho: ideia é concentrar na educação dele
Sozinho no ninho
Não há segredos ou manual de instruções referentes à educação do filho único. Confira algumas dicas:
Socialização
Não basta receber amiguinhos­­ da escola em casa ou fazer pas­­­­seios com primos de vez em quando. Para que a socialização aconteça e traga benefícios, é preciso que essas experiências levem a um aprendizado nobre saber respeitar, dividir, esperar a vez, aceitar a brincadeira do outro. A atenção de um adulto que atue como um mediador dos conflitos e orientador ajuda.
Concentração
Ao mesmo tempo que o filho único recebe mais atenção, também ganha uma carga extra de expectativas dos pais. Aos adultos cabe aceitar que o filho tem personalidade e vontade próprias, o que possivelmente o levarão a caminhos que não haviam sido planejados para ele, sejam medalhas em competições ou a escolha de uma carreira.
Modelo de comportamento
Em casa, filhos únicos têm como modelo o comportamento dos adultos da família. Para que não pulem etapas, perdendo vivências específicas da infância, é preciso que eles tenham a chance de serem crianças, com brincadeiras próprias, espaço para erro e aprendizagem, além de acesso a passeios, arte e cultura adequados à idade.
“Quero um irmãozinho”
É comum haver fases em que se ouve a criança dizendo que não quer um irmão de jeito nenhum e outras em que o que ele mais pede é um companheirinho para as brincadeiras. Avalie se em algum desses momentos ela não pode estar se sentindo solitária ou insegura com relação à atenção vinda dos pais.
A chegada dos meio-irmãos
Com o crescimento de famílias formadas por pessoas que já foram casadas, crianças e adolescentes passam a conviver e encontrar, dentro de casa, outras crianças que tiveram uma criação diferente. Esse é o momento de reforçar o que já deve ter sido ensinado: o respeito aos outros e a flexibilidade. Entre filhos únicos, o desafio pode ser ainda maior, por isso pais precisam ser pacientes e compreensivos.
Fonte: Redação, com especialistas.
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Sem problemas
O casal conta que a filha não tem problemas de adaptação, egoísmo ou fragilidade, o que seria consequência da educação recebida com regras e limites. “O único ponto negativo de a família ficar pequena é que, no futuro, toda a responsabilidade vai ficar para a Rafaella”, diz a mãe.
Segundo a empresária Milene Patrão Antonievicz, 33 anos, mãe de Níccolas, 8, apesar de a questão financeira ser determinante, a liberdade que os pais vão ganhando à medida que o filho cresce também interfere na decisão. “Com a liberdade que já recuperamos com o crescimento dele, desistimos totalmente de encomendar outro”, afirma.
Dificuldades
Há mais de um século, o psicólogo norte-americano Granville Stanley Hall publicou em um livro que filhos únicos seriam pessoas mimadas, pouco sociáveis e problemáticas. De lá para cá, os filhos únicos deixaram de ser raridade, mas os mitos acerca deles continuam vivos. Apesar disso, há estudos que sugerem que crianças criadas sem irmãos são mais felizes, por não terem de dividir a atenção dos pais e se isentarem das brigas que podem ser diárias e por motivos corriqueiros, como a quantidade de guloseimas, o controle da tevê ou o videogame. Em outra linha, também há especialistas que afirmam que não há diferenças significativas no desenvolvimento emocional de crianças com ou sem irmãos.
Superproteção
Segundo a psicóloga Carla Cramer, mestre em Psicologia Clínica, os pais precisam cuidar para não serem superprotetores dos filhos únicos. “Estimular a autonomia, respeitando a faixa etária da criança é importante, pois, por mais prazeroso que possa ser estar perto e fazer as coisas por ela, corre-se o risco de tirar da criança a oportunidade de se sentir competente”, diz.
A psicóloga lembra também que, mais importante que a configuração da família – seja de um filho ou mais, pais casados ou separados –, o que vale mesmo na educação dos filhos únicos é o investimento que se faz nas relações familiares. “O filho precisa ser preparado para a vida, para saber ouvir ‘nãos’, esperar e responsabilizar-se por suas ações”, conta.
Envolvimento
A convivência deve ser estimulada
A questão das relações sociais de filhos únicos deixou de ser um problema. Hoje, a maioria das mães trabalha fora e as crianças entram na escola mais cedo, em um ambiente favorável ao desenvolvimento da socialização. “Como qualquer criança pequena, eles chegam à escolinha com dificuldades de dividir brinquedos, por exemplo. Esse é o espaço ideal para socializar, aprender a pedir emprestado e se controlar”, conta a pedagoga e educadora brinquedista Andressa Machado Teixeira. Também é importante que os pais estimulem as crianças a conviver com primos e amiguinhos. Para a psicóloga Paula Pessoa Carvalho, não ter irmãos é bom para a criança inicialmente, pois ela se sente protegida e sem risco. “Isso pode acarretar insegurança quando não está na presença dos pais.” Níccolas, 8 anos, por exemplo, às vezes precisa da ajuda da mãe para enfrentar conflitos. “Como não precisa disputar a atenção dos pais ou brinquedos, às vezes ele arruma briga com amiguinhos por sentir que estão invadindo seu espaço”, diz a mãe, Milene Antonievicz.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Casos de gripe A aumentam 112% em uma semana no Paraná


Neste ano, o estado já soma 381 casos confirmados, além de 14 mortes em decorrência da doença. O último óbito foi registrado em Londrina.

Em apenas uma semana, o número de casos confirmados de Gripe A (H1N1) no Paraná aumentou 112% em comparação com o boletim divulgado na segunda-feira anterior (25 de julho), que registrava 180 casos. De acordo com o novo informe semanal, divulgado nesta segunda (2) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), surgiram 201 novas contaminações, além de mais uma morte ter sido confirmada. De acordo com o levantamento, em 2012, o estado já soma 381 contaminações e 14 óbitos.
A morte registrada na última semana ocorreu em Londrina, no Norte do Paraná. Segundo nota divulgada pela Sesa, a vítima é um homem de 49 anos que havia sido internado em uma unidade hospitalar por outras doenças. Ele foi diagnosticado com a Gripe A no hospital e, segundo o boletim, por ser portador de doenças crônicas, como asma e pneumopatia, não respondeu bem ao tratamento e morreu.
De acordo com a nota da Sesa, apesar do aumento do número de casos houve uma redução do número de mortes em relação à quantidade de confirmações. Na avaliação da Secretaria, isso indica que o diagnóstico tem sido eficaz, assim como o tratamento adequado, com o antiviral oseltamivir.
Apesar disso, o Paraná deve continuar em alerta no que diz respeito à prevenção. “Não estamos em situação de epidemia como em 2009, no entanto, percebemos maior circulação viral neste momento devido ao período de outono/inverno”, diz o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, na nota.
Medidas
Além da distribuição de material informativo e de orientação, a Sesa destaca que foi criada uma Comissão Estadual de Infectologia, composta por 16 entidades. O órgão vai se reunir semanalmente para propor normas e medidas de prevenção e controle não só da Gripe A, mas também de outras doenças infecciosas.
“Estabelecemos um monitoramento sensível e precisamos de um olhar diferenciado para as síndromes respiratórias. Esta comissão dará o embasamento técnico, pois sabemos que o sul tem características diferentes do resto do Brasil no que se refere a doenças respiratórias”, destacou Paz.

Incentivos para aderir ao Pacto Global da ONU



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Responsabilidade social corporativa é a bandeira do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE) e tem como objetivo divulgar um jeito inovador e sustentável de pensar a indústria. Entre outras ações que vem realizando com este fim, o incentivo para que as empresas se tornem signatárias do Pacto Global é uma das campanhas de maior destaque do conselho.
Pacto Global foi lançado pelaOrganização das Nações Unidas (ONU) há mais de 12 anos com o objetivo de fazer um chamado às empresas para que tenham responsabilidade com o futuro do planeta. Conforme dados registrados no site oficial do Pacto Global, mais de oito mil empresas são signatárias em todo o mundo. No Brasil são cerca de 400 e no Paraná cerca de 80, entre empresas, instituições de ensino, organizações não governamentais e municípios. Apesar da boa posição do Brasil no ranking de países que possuem mais signatários, a comunidade empresarial brasileira ainda não tem total conhecimento de como fazer parte da campanha.
Como aderir ao Pacto Global
O Pacto Global é uma iniciativa desenvolvida pelo ex-secretário da ONU Kofi Annan, com o objetivo de mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, dos valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.
O processo de incorporação em grandes empresas implica o desenvolvimento dos seguintes aspectos:
• Uma declaração explícita de adesão da empresa ao Pacto Global, detalhando a política que seguirá para cada uma das quatro áreas: direitos humanos, direitos do trabalho, meio ambiente e anticorrupção.
• Incorporação de procedimentos formais de informação sobre a execução dessas políticas.
• Nomeação de um responsável por essas políticas.
• Estabelecimento de procedimentos de diálogo aberto com grupos de interesse em cada uma das políticas.
• Incorporação de um sistema de monitoramento para cada uma das políticas.
• Prática de uma política de transparência e respeito dessas políticas.
As pequenas e médias empresas também podem fazer a adesão, no entanto, devem se adaptar aos procedimentos de controle, políticas de report e transparência. O processo de incorporação implica o desenvolvimento de uma declaração explícita de adesão da empresa ao Pacto Global, detalhando a política que seguirá para cada uma das quatro áreas: direitos humanos, direitos do trabalho, meio ambiente e anticorrupção, a nomeação de um responsável, se possível transversalmente, pela implantação dessas políticas, o estabelecimento de um sistema de monitoramento dessa implantação, o estabelecimento de procedimentos próprios (ou compartilhados com outras empresas) de diálogo aberto com os grupos de interesse e a prática de uma política de transparência com suas informações, incluída no Relatório Anual de atividades da empresa.