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sábado, 14 de julho de 2012

Sem medo de nascer prematuro


Marcelo Andrade / Gazeta do Povo /
GESTAÇÃO

Sem medo de nascer prematuro

Ainda é preciso diminuir o índice de antecipação de parto, mas o fato de os bebês estarem sobrevivendo é um sinal de que a Medicina se aperfeiçoou para permitir a sobrevida de seres tão frágeis.
Se antes eram uma raridade, hoje são cada vez mais comuns casos de bebês prematuros – geralmente também com baixíssimo peso – que sobrevivem e levam uma vida normal. De acordo com a Organização das Nações Unidas, 15 milhões deles vieram ao mundo em 2010 – no Brasil, foram 279,3 mil. Se por um lado os países precisam trabalhar para diminuir o índice de prematuros e evitar internações pós-parto, por outro, o fato de eles estarem sobrevivendo é um sinal de que a Medicina se aperfeiçoou para permitir a sobrevida de seres tão frágeis.
O sucesso que se vê hoje era quase impensável até o começo dos anos 60, como observa a chefe do Serviço de Neonatologia do Hospital Evangélico Evanguelia Shwetz. Foi no início daquela década que pesquisas sobre os nascidos antes do tempo passaram a ser feitas por universidades e hospitais. Isso, porque, em 1963, o terceiro filho do então presidente-norte americano John F. Kennedy, Patrick, morreu após nascer prematuro e adquirir uma doença chamada de “síndrome do desconforto respiratório”. Após a tragédia, o governo americano passou a financiar estudos na área.
Luta
Em busca de uma chance de viver
Mais de 2,6 mil km e 33 horas de viagem separavam o pequeno Arthur, de 2 meses e 17 dias, de uma chance de viver. A mãe, a dona de casa Francieli da Silva Paula Rosa, 21 anos (foto acima), vivia em Pimenta Bueno, distante 500 quilômetros de Porto Velho, em Rondônia, e descobriu, aos seis meses de gestação, que precisava dar à luz para que o filho não morresse dentro do útero – e que o parto precisava ser num hospital que atendesse gestação de alto risco e que tivesse uma UTI neonatal.
Decidida a salvar a vida do filho, Francieli fez o que toda mãe de prematuro faz: abandonou o marido, o filho mais velho, o emprego e pegou um avião para Curitiba, onde morava a cunhada, e onde ela esperava encontrar mais assistência. Na 26ª de vida dentro do útero, Arthur deu adeus a um espaço silencioso e aconchegante e veio ao mundo, pesando 840 gramas. Iniciava ali uma vida marcada por medicamentos, infecções, picadas de agulha, tubos respiratórios e distância da mãe, que o via através de vidros frios.
Hoje, com 1,8 kg, Arthur está quase pronto para ir embora. A mãe passa o dia no hospital – das 8h20 às 18h30. Não voltou ao médico desde que ele nasceu, descuidou-se de tudo, só pensa na próxima vez que verá o filho, já que de três em três horas lhe é permitido dar-lhe de mamar. “Dói muito ter de ir embora e deixá-lo aqui”, diz, ao mesmo tempo ciente de que o filho é um dos mais de 270 mil brasileirinhos marcados, todo os anos, pela luta da sobrevivência desde o primeiro suspiro.
Números
9,2% dos nascidos vivos em 2010 no Brasil foram prematuros. A prematuridade ocorre quando o bebê nasce antes da 37ª semana.
Maria Clara
Conheça a história dela, que nasceu com 630g e de seis meses, além de outras informações sobre prematuros
Nos anos 70, logo após o estabelecimento efetivo da neonatologia como uma ciência especializada dentro da Pediatria, iniciou-se uma conscientização sobre a importância das UTIs neonatais, cujos primeiros registros datam da década de 40. E, por fim, no início dos anos 90, passou a ser distribuído no Sistema Único de Saúde (SUS) o surfactante, aprovado no fim dos anos 80, e considerado o medicamento que aumentou drasticamente a sobrevida de prematuros.
Como explica Evanguelia, o surfactante, uma espécie de liquido lipoproteico, é produzido normalmente pelas células do pulmão e responsável por evitar que o órgão se feche no momento da expiração. Os prematuros, em especial os nascidos entre a 28.ª e a 32.ª semanas, produzem a substâncias em mínimas quantidades e, por isso, acabam morrendo de problemas respiratórios. A distribuição maciça do surfactante artificial diminuiu drasticamente o número de óbitos por problemas respiratórios.
Aparelhos como a dopplefluxometria, usado a partir dos anos 2000, também deram um salto ao detectar precocemente a falta de vascularização da placenta e informar se o transporte de oxigênio é insuficiente e está impondo sofrimento ao bebê. Com isso, é possível antecipar o parto e salvar a vida da criança. “Também houve o aprimoramento de dietas nutricionais, aparelhos que medem a temperatura corporal e remédios que controlam melhor as infecções”, explica o neuropediatra Antonio Carlos de Farias, do Hospital Pequeno Príncipe.
Apesar dos avanços, o ideal é melhorar a assistência no pré-natal, controlar problemas como hipertensão e diabete da mãe e evitar nascimentos antes do tempo. Caso isso realmente não seja possível, mesmo que os prematuros sobrevivam nas UTIs e tenham alta, é preciso evitar que acabem morrendo por doenças que surgem ao longo da infância. De acordo com a ONU, cerca de 10% dos prematuros morrem antes de completar 5 anos, embora três quartos das mortes sejam evitáveis.
Estudo liga prematuridade a doenças mentais
O fato de cada vez mais prematuros sobreviverem ao parto pode ser considerado positivo, visto que a Medicina evoluiu a ponto de simular de modo quase perfeito o útero, e assim possibilitar a maturação de órgãos vitais do bebê. Apesar dessa boa notícia, no entanto, é preciso ficar alerta: um estudo feito pela publicação americana Archives of General Psychiatry ligou, pela primeira vez, a prematuridade a possíveis transtornos mentais na vida adulta.
A pesquisa, realizada pelo King’s College, de Londres, analisou registros de 1,3 milhão de suecos nascidos entre 1973 e 1985 e observou que 10,5 mil apresentavam transtornos mentais. Desse universo, 580 haviam sido prematuros. Cruzando os dados, observou-se que os nascidos no tempo esperado tinham uma chance em mil de apresentar os distúrbios. Já os nascidos antes da 36.ª semana apresentavam quatro vezes mais chance, e os nascidos antes da 32.ª, seis vezes mais.
Numa comparação com a população em geral, os nascidos antes da 32.ª semana tinham até sete vezes mais chances de desenvolver transtorno bipolar; três vezes mais chances em relação à depressão e 2,4 vezes mais chances no caso de psicose. Os que nasceram entre a 32.ª e a 36.ª, tinham menos chances, mas ainda eram maiores do que as dos bebês nascidos no tempo.
Hipóteses
De acordo com o neuropediatra do Hospital Pequeno Príncipe (HPP) Antonio Carlos de Farias, o fato de muitos prematuros apresentarem falta de oxigenação cerebral, meningite ou pequenas hemorragias no órgão pode ser uma explicação. Tais incidentes podem resultar em microlesões nas células cerebrais e dificultar a formação dos circuitos neuronais, levando a problemas cognitivos e comportamentais que começam a ser desvendados pela ciência.
A hipertensão apresentada por muitas mães de prematuros também pode ser uma das causas. O problema leva à menor irrigação da placenta, diminuindo o aporte de oxigênio e nutrientes para o bebê e contribuindo para a hipóxia, quadro caracterizado pela falta de oxigenação dos tecidos e ligado, inclusive, a casos de esquizofrenia, segundo o estudo.
Outra hipótese, levantada pela chefe do Serviço de Neonatologia do Hospital Evangélico, Evanguelia Shwetz, diz respeito ao alto grau de estresse sofrido pelo bebê. “O prematuro passa por uma série de cirurgias, sente dor e vive num ambiente [as unidades de terapia intensiva] barulhento em comparação ao útero, que é o local onde ele ainda deveria estar.” Estudos já apontaram que o cortisol liberado pelo estresse pode estar ligado à depressão e a transtornos do humor.
Ressalva
O médico do HPP, no entanto, alerta: ter sido prematuro não é sinônimo de possuir distúrbio, uma vez que ter predisposição a uma doença não significa que o problema irá se instalar um dia. Hoje, sabe-se que transtornos mentais são fruto tanto da genética quanto do ambiente. “Ter um gene para a depressão não significa que a pessoa irá ter a doença, assim como apenas passar por um trauma não desenvolve o problema. É uma combinação de vários fatores, que ainda não conhecemos bem.”

Países testam novos emagrecedores


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OBESIDADE

Países testam novos emagrecedores

Nos EUA, remédios já foram aprovados. Por aqui, a proibição da venda de anorexígenos limitou alternativas e gerou expectativa a respeito de novidades.

Em outubro de 2011, a Agên­­cia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e a produção dos emagrecedores derivados da anfetamina. Com ação na redução de apetite, os medicamentos, também chamados de anorexígenos, geraram uma série de mudanças no tratamento de obesidade no Brasil, mas os médicos garantem: as expectativas de novidades nessa área são grandes e uma nova geração de substâncias antiobesidade deve vir por aí.
Opções
Com a proibição dos anorexígenos, o tratamento de obesidade hoje é feito com o uso de dois tipos de medicamentos. Veja as diferenças:
Sibutramina
Age diretamente no sistema nervoso central e tem efeito sacietógeno. Com isso, a pessoa se sente saciada com uma quantidade menor de comida, o que favorece o emagrecimento. Entre as substâncias autorizadas no Brasil, é a que gera a maior taxa de redução de peso.
Orlistat
Concentra seu efeito no intestino, impedindo a absorção de 30% da gordura dos alimentos durante a digestão. É conhecido por seus efeitos colaterais incômodos, principalmente diarreia. Só apresenta resultados em pessoas que costumam ter refeições gordurosas.
Pesquisa
Alternativa para tratamento passa por estudos no Paraná
No Paraná, uma alternativa para o tratamento de obesidade está em estudo e deve ser aprovada logo. A pesquisa, desenvolvida desde 2011 em vários países, visa verificar se a liraglutide, uma substância que imita a ação de um hormônio responsável pela saciedade no organismo e que faz parte da composição do Victoza (um medicamento para diabete), é eficiente na redução de peso em pessoas obesas.
Os resultados finais devem sair em três meses, mas algumas observações despertam otimismo. “Um dos nossos objetivos era verificar possíveis efeitos colaterais e notamos que apenas alguns pacientes manifestaram náusea nas primeiras injeções, então parece ser uma droga que não gera grandes reações”, explica o médico endocrinologista do HC e coordenador da pesquisa no Paraná, Henrique Suplicy.
Caso sejam comprovados os benefícios, o remédio deve passar pela avaliação da Anvisa neste ano e receber autorização para uso em tratamentos de obesidade em 2013. O médico reforça que, por enquanto, a única indicação para uso do Victoza é em casos de diabete. “Na pesquisa, trabalhamos com uma quantidade diferente de liraglutide da que compõe o Victoza, então o ideal é que os pacientes esperem a autorização da Anvisa para verificar como usar a substância de maneira segura.”
“Com a proibição dos anorexígenos, é normal que os laboratórios invistam alto no desenvolvimento de novos agentes.”
Durval Ribas Filho, médico e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.
Conte sua história
Você sofreu com a proibição de remédios à base de anfetamina?

“Por enquanto, não há previsão de que novas medicações sejam aprovadas no Brasil, mas há novidades em fase de estudo ou de avaliação de resultados em outros países, então esperamos que uma nova geração de substâncias chegue ao Brasil em um futuro bem próximo”, explica a professora de Endocrinologia da PUCPR, Salma Parolin.
Para o médico nutrólogo e endocrinologista e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), Durval Ribas Filho, as novidades não devem demorar, mas é bom os pacientes se prepararem para desembolsar mais com o tratamento. “Com a proibição dos anorexígenos, é normal que os laboratórios se movimentem para investir alto no desenvolvimento de novos agentes, mas, no começo, devem ter um custo maior que os produtos que já conhecíamos pelos gastos com as pesquisas.”
Tratamento
Sem os anfetamínicos, agora o tratamento para perder peso é feito basicamente com o uso de apenas dois tipos de medicamentos (sibutramina e orlistat), que, associados a uma dieta balanceada e à realização de exercícios físicos regularmente, auxiliam no processo de redução de peso.
A grande mudança, segundo Ribas Filho, é que agora os médicos precisam de alternativas para obter resultados no tratamento de pacientes hiperfágicos (que têm vontade exagerada de comer). “Como atuavam inibindo a sensação de fome, os anorexígenos eram importantes para a redução de peso dessas pessoas e, por enquanto, não há outras substâncias aprovadas pela Anvisa que tenham papel semelhante. Estamos trabalhando com uma combinação de outros medicamentos para conseguir um resultado parecido.”
Nos EUA, o mercado ganhou dois novos recursos nes­­te ano. No fim de maio, a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) aprovou o uso da lorcaserina, uma substância que aumenta a sensação de saciedade. A princípio, os resultados são modestos e o medicamento promove uma redução de 5,8% do peso em um ano. “A diferença entre o grupo de controle e o que tomou a medicação é animadora, mas, se compararmos com os resultados da sibutramina, ela [sibutramina] ainda é mais eficaz para o emagrecimento”, diz a professora Salma.
Outra novidade é o Qnexa, um medicamento que associa um anorexígeno e um anticonvulsivante e se mostrou eficiente para diminuir a sensação de fome. O parecer do FDA deve sair até o dia 17 de julho, mas o médico endocrinologista do Hospital de Clínicas (HC) da UFPR Henrique Suplicy acredita que ele não deve chegar ao Brasil tão cedo. “Como a Anvisa proibiu os medicamentos anfetamínicos e o Qnexa tem um componente derivado desse grupo, provavelmente não será aprovado por aqui.”
Indicação
Só podem tomar medicamentos para perder peso pacientes diagnosticados com obesidade, que têm Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 ou com sobrepeso (IMC em torno de 27) associado a alguma comorbidade, como diabete, hipertensão e colesterol alto. Não podem receber a medicação pessoas com hipertensão ou diabete sem controle dos sintomas, arritmia cardíaca, anginas e psicopatia.

Curitiba registra a manhã mais fria do ano com 3,9°C


Hugo Harada / Gazeta do Povo / Algumas pessoas enfrentaram o frio desta manhã de sábado (14) e praticaram corrida no Parque Barigui, em CuritibaAlgumas pessoas enfrentaram o frio desta manhã de sábado (14) e praticaram corrida no Parque Barigui, em Curitiba
TEMPERATURA

Curitiba registra a manhã mais fria do ano com 3,9°C

De acordo com o Simepar, no Paraná, a temperatura mais baixa foi registrada em Palmas (-0,6°C). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMet), os termômetros marcaram -1,2°C em São Mateus e -1,3°C em General Carneiro.
Confirmando as expectativas, a manhã deste sábado (14) foi a mais fria deste ano em Curitiba. De acordo com o Instituto Tecnológico Simepar, perto das 7h, os termômetros registraram 3,9°C na capital paranaense. Até então, o dia mais frio do ano da cidade havia sido registrado em 1º de maio, com o registro de 4,3ºC. Durante este sábado, o sol deve brilhar, mas a temperatura não passa dos 17°C.
Ainda de acordo com o Simepar, no Paraná, a temperatura mais baixa foi registrada em Palmas (-0,6ºC). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMet), os termômetros marcaram -1,2ºC em São Mateus e -1.3ºC em General Carneiro.

Geadas
O frio também atingiu a região metropolitana de Curitiba (RMC). Em Pinhais fez 3,1ºC, enquanto em Fazenda Rio Grande a temperatura chegou próximo a 0°C. Em São José dos Pinhais, os termômetros marcaram 3ºC.
Apesar do frio, a ocorrência de geadas não foi tão intensa no Paraná. Segundo a metereologista Ana Beatriz Porto da Silva, do Simepar, “no início da madrugada, a nebulosidade estava presente somente mais para o Oeste e Noroeste do Paraná. Mas, durante a manhã, as nuvens cobriram praticamente todas as regiões do estado. Apesar de não serem nuvens com potencial para provocar chuvas, elas dificultaram a ocorrência de geadas”, explica.
Outras regiões
O frio também atinge o Norte do estado, onde a mínima neste sábado é de 5°C em Londrina e a máxima de 22°C em Paranavaí. Já em Paranaguá, no Litoral paranaense, a máxima é de 21°C. Em Foz do Iguaçu, Oeste, os termômetros não passam de 19°C.
A tarde deste sábado no Paraná deve ser de sol, o que favorecerá um pequeno aumento da temperatura. Porém, o frio permanece e não vai embora.
Para o domingo, a previsão do Simepar é de que o dia ainda seja de frio e se mantenha o risco de formação de geadas entre as regiões do Centro, Sul e Leste do Paraná, embora a massa de ar polar desloque seu centro para o Oceano Atlântico. Na segunda-feira, o Simepar prevê que o tempo mude, as temperaturas aumentem e volte a ter chuva no Paraná. Com isso, o risco de geadas passa a ser muito baixo.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

60% dos homens só vão ao médico com a doença já em fase avançada


O levantamento mostra que a maioria dos pacientes desconheciam suas condições de saúde e ignoraram sintomas iniciais das doenças mais comuns, adiando a busca por ajuda especializadaLevantamento feito pelo Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostra que 60% (1,5 mil) do total de pacientes que chegam ao centro por mês já estão com doenças em estado considerado avançado e necessitam de intervenção cirúrgica para tratá-las. O quadro é reflexo da baixa procura por consultas regulares e exames preventivos por parte dos homens.
“Os homens devem ir ao médico, a partir dos 40 anos, no mínimo uma vez ao ano. Eles devem fazer um check-up, uma avaliação de rotina urológica completa, em particular da próstata, que é o que mais preocupa os homens”, disse Joaquim Claro, urologista e médico coordenador do Centro de Referência da Saúde do Homem.
O levantamento mostra que a maioria dos pacientes desconheciam suas condições de saúde e ignoraram sintomas iniciais das doenças mais comuns, adiando a busca por ajuda especializada. “Se tiver tudo em ordem o urologista vai orientar para o homem voltar em um ano. Se tiver problema, vai ser diagnosticado, tratado e, na imensa maioria das vezes, é um diagnóstico precoce, em que a cura supera 90% dos casos”, disse Claro.
O médico diz que as doenças mais comuns que podem ocorrer com o sexo masculino após os 40 anos são câncer de próstata, que atinge cerca de 16% dos homens, e também problemas relacionados à bexiga e ao rim, onde podem ocorrer câncer. O crescimento benigno da próstata, que atinge 100% dos homens, alterações hormonais e cálculos renais também devem ser acompanhados.
De acordo com o médico, logo ao nascer, o menino deve ser examinado por um urologista, para checar a disposição dos testículos e se o pênis teve uma formação adequada. É uma fase em que podem ocorrer tumores de testículo. Depois disso, na puberdade ocorre outra fase em que pode ocorrer o câncer, embora raro, nos testículos.
“Com o passar dos anos, com o envelhecimento, os problemas começam a ser, se não mais frequentes, pelo menos mais preocupantes. A partir dos 40, principalmente, é necessário acompanhar também se o paciente é diabético, hipertenso, obeso, se tem colesterol alto ou se a parte da função erétil está normal”.
De acordo com a Secretaria de Saúde, o diagnóstico precoce permite tratamentos menos agressivos e com maiores chances de cura. A recuperação do paciente é mais rápida e os gastos com o procedimentos e a hospitalização, menores.
Preconceito
De acordo com o médico o preconceito dos homens em relação aos exames preventivos ao câncer de próstata está diminuindo. O medo em relação ao câncer, segundo ele, também está levando mais pacientes ao médico.
“Está aumentando muito [os casos de] câncer de próstata porque a gente está diagnosticando muito mais. Entre todas as classes socioeconômicas da nossa população, todo mundo conhece um vizinho, um primo, um amigo do trabalho que teve câncer de próstata. Isso está gerando uma procura muito maior pelos exames preventivos e pelo check-up anual, se compararmos com a realidade de alguns anos atrás”.

Impacto econômico das Olimpíadas no Rio será de US$ 14 bilhões


Impacto econômico das Olimpíadas no Rio será de US$ 14 bilhões

Foram identificados 55 setores da economia que mais poderão se beneficiar com a realização do megaevento

Brasil , Brasília / Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Estudo sobre impacto econômico dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, encomendado pelo Ministério do Esporte, conclui que os investimentos públicos e privados e os gastos do Comitê Organizador para a realização dos Jogos provocarão efeitos multiplicadores amplos e diversificados na economia do País. A estimativa de impacto no PIB do Brasil é de US$ 11 bilhões (R$ 22 bilhões) no período de 2009 a 2016, enquanto que no período de 2017 a 2027 será de US$ 13,5 bilhões (R$ 27 bilhões).
A análise, feita pela Fundação Instituto de Administração (FIA), tem como base de cálculo o valor de US$ 14,4 bilhões nominais (R$ 28,8 bilhões) estipulado no dossiê de candidatura do Rio. Esse total será distribuído da seguinte forma: US$ 2,8 bilhões (ou R$ 5,6 bilhões) para a estrutura do Comitê Organizador e U$ 11,6 bilhões (R$ 23,2 bilhões) em recursos públicos e privados para a infraestrutura necessária aos Jogos. Para efeitos de cálculos do orçamento entregue pelo Rio ao Comitê Olímpico Internacional (COI), a candidatura brasileira adotou a paridade de US$ 1 igual a R$ 2.
O estudo aponta que a injeção de US$ 14,4 bilhões nominais (ou US$ 12 bilhões em valores de 2008) na realização dos Jogos Olímpicos vai gerar um multiplicador de produção de 4,26, o que proporcionará uma movimentação na economia brasileira de US$ 51,1 bilhões (R$ 102,2 bilhões em valores de 2008) no período de 2009 a 2027. Isso significa que para cada dólar investido nos Jogos a iniciativa privada injetaria outros US$ 3,26 nas cadeias produtivas associadas ao evento.
No período de 2009 a 2016 o impacto na produção (Valor Bruto de Produção) do País será de US$ 24,6 bilhões (R$ 49,2 bilhões). Já no período de 2017 a 2027, será de US$ 26,5 bilhões (R$ 53 bilhões), sempre levando em conta os investimentos previstos de US$ 14,4 bilhões e a paridade de dois reais para um dólar.
Foram identificados 55 setores da economia que mais poderão se beneficiar com a realização do megaevento. Entre eles, os setores com maior movimentação em virtude dos Jogos seriam: construção civil (10,5%), serviços imobiliários e aluguel (6,3%), serviços prestados a empresas (5,7%), petróleo e gás (5,1%), serviços de informação (5%) e transporte, armazenagem e correio (4,8%).

Número de transplantes realizados no PR aumenta 54%


Nos seis primeiros meses de 2012 foram transplantados 190 órgãos, ante 123 procedimentos realizados no ano passadoO Paraná observou um aumento de 54% no número de transplantes de órgãos realizados no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2011. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde,foram realizados 190 transplantes nos seis primeiros meses de 2012, ante 123 procedimentos na primeira metade do ano passado.

Segundo o governo, o transplante de rim foi o procedimento que mais teve aumento: 88%. Também houve ampliação no número de transplantes de fígado, com 44% mais procedimentos realizados que no primeiro semestre do ano passado. O estado também comemora os três primeiros transplantes conjugados de fígado e rim.
Central Estadual de Transplantes atribuiu o aumento à melhoria na captação e transportes do órgãos e ao trabalho das Comissões de Procura de Órgãos e Tecidos para Transplantes. Outros fatores apontados são as campanhas de doação de órgãos e o uso de aeronaves na captação e transporte. Atualmente, são 54 serviços credenciados no Paraná para a realização de transplantes de órgãos e tecidos.
Córneas
Neste ano, 557 córneas já foram transplantadas no Paraná. Quando não há receptores ativos no cadastro paranaense, são oferecidas córneas captadas em outros estados, como Goiás, Piauí e Maranhão. Nos últimos 12 meses, 400 córneas foram passadas ao cadastro nacional.

Brasil poderá produzir mais soja que EUA pela 1ª vez


Hugo Haranda / Gazeta do Povo / Produção chegou a 22 milhões de toneladas e garantiu marca histórica nas vendas ao exteriorProdução chegou a 22 milhões de toneladas e garantiu marca histórica nas vendas ao exterior
AGRONEGÓCIOS

Brasil poderá produzir mais soja que EUA pela 1ª vez

Se o clima ajudar, a produção brasileira deverá atingir um recorde de 83,1 milhões de toneladas, crescimento de 25% por cento ante safra 2011/12, quando a seca derrubou a colheita.
Com um plantio de soja na safra 2012/13 estimado para atingir um recorde de 27,9 milhões de hectares, o Brasil possivelmente superará os Estados Unidos como o maior produtor da oleaginosa na temporada, informou nesta sexta-feira (11) a consultoria Agroconsult.

"É primeira vez que o Brasil poderá ultrapassar os EUA, a nossa expectativa é de um incremento bastante significativo de área", disse o analista Marcos Rubin, da Agroconsult, em entrevista.
O crescimento no plantio, de mais de 10% ante 2011/12, deverá ocorrer na esteira da alta dos contratos futuros na bolsa de Chicago, referência internacional de preços, que atingiram um recorde no início da semana por conta da uma quebra de safra nos EUA.
Em condições normais de clima, a produção no Brasil deverá atingir um recorde de 83,1 milhões de toneladas em 12/13, segundo a Agroconsult, crescimento de 25% por cento ante a temporada 2011/12, quando a seca derrubou a colheita brasileira.
A safra 12/13 poderia superar o recorde nacional, registrado em 10/11, de 75,3 milhões de toneladas.
A previsão da Agroconsult para o Brasil é mais otimista do que a do Departamento de Agricultura dos EUA, que esta semana estimou a safra 12/13 brasileira em 78 milhões de toneladas, e a dos EUA em 83 milhões de toneladas.
A Agroconsult estima a safra 12/13 dos EUA em 80 milhões de toneladas. "Poderá ser um ano excepcional, há possibilidade de produção recorde, há possibilidade de exportação recorde e de superar os Estados Unidos", acrescentou.
A semeadura da safra 12/13 no Brasil deve começar em meados de setembro, pelo Centro-Oeste. Já a safra 12/13 dos EUA está plantada, sofrendo os efeitos do calor intenso no Meio-Oeste e da falta de umidade.
Com uma safra maior, os brasileiros poderiam se garantir também na dianteira da exportação de soja em 2012/13, disse o analista.
Pelos cálculos da Agroconsult, o Brasil poderá exportar 40 milhões de toneladas de soja, e os EUA, 32 milhões de toneladas em 12/13.
Previsão conservadora
Segundo o analista, a previsão de safra do Brasil foi feita com base em uma projeção "conservadora" de produtividade, de 49,6 sacas por hectare em média para o país.
"Se pegar hipoteticamente a produtividade que tivemos em 2010/11 (quando foi recorde em 51,9 sacas), a gente estaria falando de uma produção de 86,9 milhões de toneladas", destacou.
Para registrar um recorde de plantio, a soja crescerá em áreas de milho no Sul e de algodão no Centro-Oeste. Mas os produtores também utilizarão novas terras, especialmente na parte leste de Mato Grosso e nos estados do Maranhão, Bahia, Tocantins e Piauí.
Mas com as "excelentes margens" de lucro o produtor brasileiro não apenas ampliará a área como também investirá em adubos e defensivos.
"Se olhar para o produtor, é um ano de possíveis rentabilidades recordes também, tem tudo para ser um ano excelente no Brasil", disse Rubin, lembrando que as vendas antecipadas do produto da safra 12/13 estão bastante adiantadas.
Ele observou que, com a antecipação de compras de insumos agrícolas, boa parte dos produtores deve garantir boas margens.
Milho cai
O crescimento do plantio de soja no Brasil ocorreria ao mesmo tempo em que haveria um recuo no plantio de milho primeira safra 12/13, para 7,1 milhões de hectares, ante 7,9 milhões de hectares na temporada 11/12 --o cereal e a oleaginosa concorrem por área na colheita de verão especialmente no Sul.
Esse recuo no plantio de milho esperado seria recuperado na segunda safra, segundo a Agroconsult, que estimou um crescimento de área para 7,9 milhões de hectares, ante 7,1 milhões em 11/12.

Estatuto da Criança e do Adolescente: para que tu vieste?



http://suitedeideias.blogspot.com.br
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Com 22 anos de existência, oEstatuto da Criança e do Adolescente (ECA) faz aniversário hoje. Promulgado através da Lei de Nº 8069, de 13 de julho de 1990, o Brasil se tornou o primeiro país a adequar sua legislação em defesa dos direitos dos menores de idade conforme previa a Convenção sobre os Direitos da Criança, daONU, do ano anterior. Diante desta nova perspectiva, as crianças brasileiras passaram a ser respeitadas como cidadãs de direitos e a ser vistas como sujeitos históricos e produtores de cultura, porém com certas especificidades, uma vez que se encontram em pleno desenvolvimento. 

Documento que promulga direitos e deveres, o ECA se divide em dois livros: o primeiro elenca os direitos fundamentais da nossa infância e adolescência, sem exclusão de qualquer natureza. O segundo define diretrizes e bases da política de atendimentos dos direitos da criança e do adolescente em situação de risco social e pessoal, através de procedimentos protetivos. Nas disposições finais está a aplicação do diploma legal, através da definição de estrutura e mecanismos para sua concretização.
O ECA não vem só normatizar a forma de tratamento a criança e ao adolescente, ele vem apresentar uma nova forma de enxergar esse público, para mudar conceitos ideológicos e acientificos de “situação irregular”. O termo estigmatizado de “menor” que tem sentido pejorativo e marginalizador, perde lugar e é revogado. Ver a criança e o adolescente através de outra perspectiva se fazia e se faz necessário.
Como toda e qualquer lei, o ECA é visto por uns como algo bom e justo, mas não por todos. Há pontos questionáveis, como no artigo 4º, que diz: “É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”.
O texto é bonito, mas será que garantimos isso a todas as nossas crianças e adolescentes independente de sua condição socioeconômica familiar? Quando não o fazemos, podemos esperar que o sujeito cresça fisicamente e emocionalmente saudável?
Vários estudos da área da psicologia vêm afirmar que crianças e adolescentes vítimas de maus tratos (violência sexual, física e/ou psicológica), abandono, negligência e outros tipos de agressões, podem ter danos que trarão consequência para sua vida toda, considerando que essas experiências violentas e traumatizantes podem causar prejuízos ao seu desenvolvimento, dificuldade de socialização e aprendizagem e até, em alguns casos, danos físicos e psicológicos.
Alguns autores afirmam ainda que crianças que sofreram algum tipo de maus tratos têm sua infância abalada e que essas experiências determinam a estruturação cerebral, sendo que nos primeiros anos de vida são fundamentais para formação do cérebro. Assim, quanto mais precoce a situação traumatizante maior o prejuízo ao desenvolvimento da criança. Ainda, crianças que tiveram vivências traumatizantes têm tendência a serem agressivas e dificuldades em lidar com regras e com a convivência social.
Desta forma, minimamente podemos verificar que o ECA veio através das suas normativas tentar garantir direitos para que nossas crianças cresçam saudáveis e se tornem homens de bem. Contudo, sabe-se que a teoria e a prática na maioria das vezes não caminham juntas. Como diria Bertold Brecht: “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem”. 

O Brasil precisa acordar. Vale criticar, é necessário mudar aquilo que não é funcional e que não atende mais a demanda do momento. É urgente atender nossas crianças e adolescentes a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade, de respeito e, de dignidade. Pra isso o ECA veio!
>> Eliane Schlichting é psigóloga e trabalha na regional Cascavel do Instituto GRPCOM.
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Hospital Evangélico fecha Pronto-Socorro


hospital Evangelico

Atendimento de emergência em Curitiba e RMC volta a operar perto do limite. No Hospital do Trabalhador, a UTI está lotada e não recebe casos gravíssimos. Já os casos considerados graves, segundo a direção, ainda recebeem atendimento.
Desde a noite de quarta-feira (11), o pronto-socorro do Hospital Evangélico de Curitiba está fechado. A paralisação causa impactos em outras unidades de saúde, provocando a sobrecarga do atendimento à população em casos de urgência e emergência, que volta a operar próximo do limite da infraestrutura na capital e na região metropolitana.
Hospital de Clínicas (HC) continua com o atendimento afetado por conta da greve dos servidores técnico-administrativos, ampliando o impacto no sistema de urgência e emergência da Grande Curitiba. Segundo o assessor especial de gestão da prefeitura de Curitiba, Matheos Chomatas, juntos, HC e Evangélico somam 1,1 mil leitos: o mesmo potencial clínico da cidade de Maringá, no Noroeste do estado. “Apesar de o sistema ser robusto, ele já sofre com as paralisações. Ainda temos opções, mas é evidente que isso angustiante”, disse.
As paralisações sobrecarregam outras duas unidades que se destacam pelo atendimento de urgência e emergência. A Secretaria de Saúde do Paraná, gestora do Hospital do Trabalhador (HT), informou que o pronto-socorro está aberto, mas opera próximo da capacidade máxima. Os médicos avaliam caso a caso e, em geral, casos gravíssimos não estão sendo atendidos, por conta da falta de vagas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Hospital Cajuru também sente os reflexos da paralisação dos servidores do Evangélico. De acordo com a assessoria de imprensa, o pronto-socorro da unidade funciona perto do limite, mas ainda está conseguindo atender todos os pacientes de urgência e emergência que chegam ao hospital. Por volta das 16 horas, 25 pessoas eram atendidas no PS do Cajuru.
Segundo Chomatas, as pessoas vítimas de situações que demandem atendimento de urgência ou emergência são encaminhadas a outros hospitais da capital ou da região metropolitana, conforme o diagnóstico dos paramédicos. Casos de alta complexidade, por exemplo, são destinados agora à Santa Casa e ao Hospital da Cruz Vermelha, ambos em Curitiba, ou ao Angelina Caron, Hospital Nossa Senhora do Roccio e Hospital Parolin, na região metropolitana.
Para o assessor da prefeitura, o período mais crítico deve ocorrer entre as 17h30 às 20h30 e durante a madrugada, quando tendem a aumentar os casos de acidentes de trânsito e de vítimas graves. Segundo Chomatas, a situação só deve ser normalizada com a volta dos servidores do Evangélico ao trabalho.
A paralisação
A paralisação dos servidores do Hospital Evangélico começou na quarta-feira (11), por causa de um atraso no pagamento do salário e dos vales dos funcionários. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, a previsão é de que os valores sejam pagos ainda nesta semana, assim que o Evangélico receber os repasses da prefeitura.
Chomatas, por sua vez, diz que a prefeitura depositou a verba nas contas da fundação que administra o Evangélico na segunda-feira (9), mas que o dinheiro pode não ter sido disponibilizado ao hospital ainda por causa dos trâmites de compensação bancária. “É importante dizer que a prefeitura recebeu o dinheiro do Ministério da Saúdena sexta-feira (6) e teria cinco dias úteis para fazer o repasse. O repasse já foi feito, mas ainda não caiu nas contas da fundação”, afirmou.
Recorrente
A situação enfrentada pela Secretaria de Saúde de Curitiba, gestora do atendimento pelo SUS na região, não é nova. No último dia 28, a capital e região metropolitana já enfrentou situação limite nos atendimentos de urgência e emergência após protesto de funcionários do Hospital Evangélico.
A deficiência de infraestrutura, porém, é histórica. O sistema de atendimento de urgência e emergência de Curitiba funciona no limite e só deve ter um aumento expressivo de capacidade em 2015, quando a prefeitura pretende colocar em funcionamento um hospital na região norte da capital, segundo matéria da Gazeta do Povo em junho.
A nova unidade terá 250 leitos, um pronto-socorro amplo capacitado para atender acidente vascular cerebral (AVC), enfarte e ortopedia, casos que ainda têm uma demanda reprimida no estado. Hoje, o atendimento hospitalar de urgência e emergência de Curitiba feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é concentrado em três unidades: Cajuru, Evangélico e Trabalhador, esse último, responsável por cerca de 60% dos casos de trauma. Além deles, o Hospital de Clínicas também recebe casos de urgência.
Juntos, os três hospitais recebem pacientes da capital e da região metropolitana e é comum, nos dias mais sobrecarregados, as ambulâncias terem de esperar pela abertura de uma vaga ou serem conduzidas de uma unidade para outra. O hospital a ser instalado na região norte aumentará em pouco mais de 30% a capacidade dessa rede, que tem hoje 805 leitos.

Norma freia abertura de leitos para gestação de alto risco


Vida e Cidadania

Sexta-feira, 13/07/2012
Jonathan Campos/ Gazeta do Povo
Jonathan Campos/ Gazeta do Povo /
SAÚDE

Norma freia abertura de leitos para gestação de alto risco

Ministério da Saúde exige que índice de cesáreas seja inferior a 40% do total de partos feitos. No Paraná, só sete hospitais atingem essa meta.
Uma portaria do Ministério da Saúde de 1998, que tinha como intenção estimular a realização do parto normal no país, está dificultando o credenciamento de novos leitos obstetrícios de alto risco. A legislação determina que apenas hospitais com índice de partos cesáreos inferior a 40% podem ser habilitados pelo governo federal. No entanto, a taxa média de cesarianas no Brasil é de 50% – na rede privada, o índice chega a 82%. No Paraná, o índice é de 58%.
Somente sete hospitais paranaenses atendem à exigência legal e estão credenciados a receber recursos do ministério para essa área. Como a norma não é cumprida pelos demais estabelecimentos de saúde, o governo do estado adotou um mecanismo próprio para complementar a rede de atendimento a gestantes de alto risco. Por ano, R$ 11,5 milhões são destinados a 24 hospitais, com repasse fixo mensal de R$ 40 mil a cada estabelecimento, para que a cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS) não seja prejudicada.
SUS
Brasil perdeu 5,3 mil leitos obstétricos em sete anos
De 2005 a 2012, o Brasil perdeu 5.386 leitos obstétricos – incluindo baixa, média e alta complexidade. Em 2005, segundo o banco de dados do Sistema Único de Saúde (DataSus), o país tinha 63.933 e até abril deste ano constavam no sistema apenas 58.547 leitos. A tendência também é verificada no Paraná – no mesmo período foram desativados 474 leitos, passando de 4.058 para 3.584.
Para o presidente da Comissão Nacional Especializada em Gestação de Alto Risco da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Dênis José Nascimento, o número de leitos no país é insuficiente para a demanda, principalmente para o atendimento de gestantes de alto risco. Ele cita como exemplo o Hospital das Clínicas de Curitiba, que mesmo não sendo credenciado pelo Ministério da Saúde realiza atendimento de alto risco.
Atualização
O Ministério da Saúde informou, via assessoria de imprensa, que nos últimos anos os dados do DataSus passaram por atualizações e, por isso, há um menor número de leitos obstétricos em relação a 2005.
Em relação ao atendimento às gestantes de alto risco, o ministério informa que nos últimos três anos foram habilitadas 28 novas maternidades em todo o país – sendo 12 em 2009, seis em 2010 e 10 em 2011. (DA)
Final feliz para gravidez arriscada
Por não conseguir vaga no SUS e apresentar um quadro de saúde delicado, a bancária Francislaine Wiczneski, de 30 anos, grávida da segunda filha, decidiu buscar atendimento na rede privada. No dia 25 do mês passado, Alana nasceu prematura, com seis meses de gestação, no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba.
Como Francislaine é portadora de hipertensão pulmonar, os médicos chegaram a recomendar que ela não tivesse a filha. A bancária, que já era mãe de Amanda, de 5 anos, e o marido, Caio Marcelo, não deram ouvidos aos médicos e seguiram com a gravidez – apontada pelos médicos como de alto risco para mãe e bebê. “Foi uma grande dificuldade, mas não queria tirar minha filha”, conta.
O parto teve de ser cesariana. Após 30 minutos de cirurgia, Alana veio ao mundo pesando 1,165 quilos. “Foi um parto muito complicado. Tive de ficar inalando óxido nítrico e a anestesia foi aplicada aos poucos. Na hora estavam presentes vários profissionais, como pneumologista e cardiologista”, relata. Assim que deu à luz, Francislaine seguiu para o repouso e Alana, para a UTI neonatal a fim de ganhar peso. “Estou me recuperando em casa e ela, no hospital. Todo dia vou visitá-la”, afirma. (DA)
Dê sua opinião
O Ministério da Saúde deveria rever a exigência de 40% de partos cesáreas para habilitar novos hospitais? Por quê?
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
No relatório anual do ano passado, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) relata a dificuldade em credenciar novos leitos de atendimento à gestação de média e alta complexidade. O objetivo era credenciar quatro unidades do tipo secundário (intermediário) e duas do tipo terciário (risco elevado), mas apenas duas do tipo secundário foram habilitadas pelo Ministério da Saúde. De acordo com o relatório, os hospitais não demonstram interesse na habilitação, já que na maioria deles o porcentual de césareas é superior a 40%.
Segundo a superintendente de Atenção à Saúde da Sesa, Márcia Huçulak, foi necessário estipular um repasse estadual para não inviabilizar a cobertura às gestantes de alto risco. “Buscamos garantir pelo menos uma referência regional em todo o estado. Como o ministério não arreda o pé do índice de 40%, temos de buscar outras alternativas”, explica. Ela ressalta que o único motivo para que outros estabelecimentos não sejam credenciados é o índice de cesáreas ser superior ao estipulado. “Os hospitais que recebem o benefício estadual possuem leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) adulta e neonatal e têm uma equipe ideal para esse tipo de atendimento”, completa.
Debate
Para Dênis José Nas­ci­mento, presidente da Co­­­missão Nacional Es­­pe­­cia­­lizada em Gestação de Al­­to Risco da Federação Bra­­sileira das Asso­ciações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a exigência do ministério precisa ser reavaliada. “Há um excesso de gestantes de alto risco, o que leva a um aumento de cesarianas”, diz, ao justificar porque muitos hospitais não conseguem atingir a meta.
O médico obstetra Marcelo Guimarães, que trabalha no Hospital Evangélico de Curitiba – o único da capital credenciado pelo governo – o porcentual estipulado pelo ministério é muito difícil de ser cumprido. “Um índice de 50% seria mais aceitável para garantir o atendimento gratuito a um número maior de pessoas. Em muitos pacientes de alto risco, por exemplo, a chance de ocorrer uma cesárea é maior”, explica.
Nem todo caso de risco resulta em cesárea
Nem sempre uma gestação de alto risco resulta em cesariana. O médico obstetra Francisco Furtado Filho, do Hospital Nossa Senhora das Graças, de Curitiba, esclarece que, apesar de a chance de um parto cesárea ser maior, isso não é obrigatório. “Mesmo diante de quadros clínicos considerados de alto risco, o parto normal pode ser realizado.
Uma cesárea é indicada para casos mais urgentes, quando o procedimento precisa ser mais rápido”, explica. Além disso, segundo ele, deve-se levar em conta o quadro clínico da gestante durante o parto. “Varia conforme a avaliação da paciente. Há casos em que o melhor a se fazer é o parto normal”, ressalta Furtado.
O obstetra Marcelo Gui­marães, do Hopital Evangélico, afirma que sempre que possível é preciso priorizar o parto normal. “O risco de hemorragia e de sangramento excessivo é menor. Só é recomendável fazer cesárea em casos de alto risco em que o procedimento deve ser rápido.”
Porém, entre as mulheres, a preferência pela cesariana é maior, diz Dênis José Nascimento, da Febrasgo. “Hoje, as mulheres não querem passar pela dor do parto normal. Mas vale lembrar que a recuperação de uma cesárea é mais lenta.”

Frio será mais intenso no sábado


Credito: TNONLINE

Curitiba registrou 4,7 ºC na manhã desta sexta-feira, mas temperatura mais baixa do ano deve ser atingida neste fim de semana.
O frio intenso registrado na manhã desta sexta-feira (13) no Paraná deve ser ainda mais forte neste sábado (14) com a possibilidade de recorde de temperatura baixa em várias cidades do estado, inclusive Curitiba, segundo a previsão do Instituto Tecnológico Simepar. A previsão é que a capital registre 2ºC no início deste fim de semana, bem abaixo dos 4,3ºC da manhã do dia 1º de maio, dia mais frio em 2012 na cidade.
Nesta sexta, foi quase o recorde de temperatura baixa em Curitiba: 4,7ºC. Porém, a sensação térmica foi de aproximadamente 1ºC devido ao vento. No Sul do estado, a cidade de General Carneiro registrou –1ºC e foi a menor temperatura do Paraná nesta sexta. Outros municípios que registraram bastante frio, foram: Palmas (-0,5ºC), Pinhão (-0,4ºC) e o distrito de Entre Rios emGuarapuava (-0,3ºC).
“Tivemos duas ondas fortes de frio no outono, nos feriados do Dia do Trabalho (1º de maio) e Corpus Christi (7 de junho). Essas duas ondas de frio não foram superadas ainda como dias mais frios. Porém, amanhã (sábado) a gente talvez tenha recorde de frio do ano em algumas cidades. Curitiba deve ter de 2ºC a 3ºC, um pouquinho mais frio do que hoje (sexta)”, resumiu o metereologista do Simepar, Lizandro Jacobsen.
Há risco de geada forte em toda a região Sul e Leste do Paraná neste sábado.
Próximos dias
A previsão do tempo do Simepar aponta ainda que o domingo (15) deve ser de frio, mas sem a intensidade que deve ser registrada neste sábado. Curitiba deve ter temperatura mínima de 5ºC e ainda com risco de geada, principalmente nas áreas de baixada.
Na semana que vem, a previsão é de chuva e de um frio menos intenso. Apesar das temperaturas permaneceram baixas, não deve esfriar tanto como nesta sexta-feira. A chuva, trazida por uma instabilidade vinda da região do Paraguai ao estado, deve manter o tempo nublado até quarta-feira da semana que vem.