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terça-feira, 17 de julho de 2012

Norma freia abertura de leitos para gestação de alto risco


Vida e Cidadania

Terça-feira, 17/07/2012
Jonathan Campos/ Gazeta do Povo
Jonathan Campos/ Gazeta do Povo /
SAÚDE

Norma freia abertura de leitos para gestação de alto risco

Ministério da Saúde exige que índice de cesáreas seja inferior a 40% do total de partos feitos. No Paraná, só sete hospitais atingem essa meta.
Uma portaria do Ministério da Saúde de 1998, que tinha como intenção estimular a realização do parto normal no país, está dificultando o credenciamento de novos leitos obstetrícios de alto risco. A legislação determina que apenas hospitais com índice de partos cesáreos inferior a 40% podem ser habilitados pelo governo federal. No entanto, a taxa média de cesarianas no Brasil é de 50% – na rede privada, o índice chega a 82%. No Paraná, o índice é de 58%.
Somente sete hospitais paranaenses atendem à exigência legal e estão credenciados a receber recursos do ministério para essa área. Como a norma não é cumprida pelos demais estabelecimentos de saúde, o governo do estado adotou um mecanismo próprio para complementar a rede de atendimento a gestantes de alto risco. Por ano, R$ 11,5 milhões são destinados a 24 hospitais, com repasse fixo mensal de R$ 40 mil a cada estabelecimento, para que a cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS) não seja prejudicada.
SUS
Brasil perdeu 5,3 mil leitos obstétricos em sete anos
De 2005 a 2012, o Brasil perdeu 5.386 leitos obstétricos – incluindo baixa, média e alta complexidade. Em 2005, segundo o banco de dados do Sistema Único de Saúde (DataSus), o país tinha 63.933 e até abril deste ano constavam no sistema apenas 58.547 leitos. A tendência também é verificada no Paraná – no mesmo período foram desativados 474 leitos, passando de 4.058 para 3.584.
Para o presidente da Comissão Nacional Especializada em Gestação de Alto Risco da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Dênis José Nascimento, o número de leitos no país é insuficiente para a demanda, principalmente para o atendimento de gestantes de alto risco. Ele cita como exemplo o Hospital das Clínicas de Curitiba, que mesmo não sendo credenciado pelo Ministério da Saúde realiza atendimento de alto risco.
Atualização
O Ministério da Saúde informou, via assessoria de imprensa, que nos últimos anos os dados do DataSus passaram por atualizações e, por isso, há um menor número de leitos obstétricos em relação a 2005.
Em relação ao atendimento às gestantes de alto risco, o ministério informa que nos últimos três anos foram habilitadas 28 novas maternidades em todo o país – sendo 12 em 2009, seis em 2010 e 10 em 2011. (DA)
Final feliz para gravidez arriscada
Por não conseguir vaga no SUS e apresentar um quadro de saúde delicado, a bancária Francislaine Wiczneski, de 30 anos, grávida da segunda filha, decidiu buscar atendimento na rede privada. No dia 25 do mês passado, Alana nasceu prematura, com seis meses de gestação, no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba.
Como Francislaine é portadora de hipertensão pulmonar, os médicos chegaram a recomendar que ela não tivesse a filha. A bancária, que já era mãe de Amanda, de 5 anos, e o marido, Caio Marcelo, não deram ouvidos aos médicos e seguiram com a gravidez – apontada pelos médicos como de alto risco para mãe e bebê. “Foi uma grande dificuldade, mas não queria tirar minha filha”, conta.
O parto teve de ser cesariana. Após 30 minutos de cirurgia, Alana veio ao mundo pesando 1,165 quilos. “Foi um parto muito complicado. Tive de ficar inalando óxido nítrico e a anestesia foi aplicada aos poucos. Na hora estavam presentes vários profissionais, como pneumologista e cardiologista”, relata. Assim que deu à luz, Francislaine seguiu para o repouso e Alana, para a UTI neonatal a fim de ganhar peso. “Estou me recuperando em casa e ela, no hospital. Todo dia vou visitá-la”, afirma. (DA)
Dê sua opinião
O Ministério da Saúde deveria rever a exigência de 40% de partos cesáreas para habilitar novos hospitais? Por quê?
No relatório anual do ano passado, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) relata a dificuldade em credenciar novos leitos de atendimento à gestação de média e alta complexidade. O objetivo era credenciar quatro unidades do tipo secundário (intermediário) e duas do tipo terciário (risco elevado), mas apenas duas do tipo secundário foram habilitadas pelo Ministério da Saúde. De acordo com o relatório, os hospitais não demonstram interesse na habilitação, já que na maioria deles o porcentual de césareas é superior a 40%.
Segundo a superintendente de Atenção à Saúde da Sesa, Márcia Huçulak, foi necessário estipular um repasse estadual para não inviabilizar a cobertura às gestantes de alto risco. “Buscamos garantir pelo menos uma referência regional em todo o estado. Como o ministério não arreda o pé do índice de 40%, temos de buscar outras alternativas”, explica. Ela ressalta que o único motivo para que outros estabelecimentos não sejam credenciados é o índice de cesáreas ser superior ao estipulado. “Os hospitais que recebem o benefício estadual possuem leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) adulta e neonatal e têm uma equipe ideal para esse tipo de atendimento”, completa.
Debate
Para Dênis José Nas­ci­mento, presidente da Co­­­missão Nacional Es­­pe­­cia­­lizada em Gestação de Al­­to Risco da Federação Bra­­sileira das Asso­ciações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a exigência do ministério precisa ser reavaliada. “Há um excesso de gestantes de alto risco, o que leva a um aumento de cesarianas”, diz, ao justificar porque muitos hospitais não conseguem atingir a meta.
O médico obstetra Marcelo Guimarães, que trabalha no Hospital Evangélico de Curitiba – o único da capital credenciado pelo governo – o porcentual estipulado pelo ministério é muito difícil de ser cumprido. “Um índice de 50% seria mais aceitável para garantir o atendimento gratuito a um número maior de pessoas. Em muitos pacientes de alto risco, por exemplo, a chance de ocorrer uma cesárea é maior”, explica.
Nem todo caso de risco resulta em cesárea
Nem sempre uma gestação de alto risco resulta em cesariana. O médico obstetra Francisco Furtado Filho, do Hospital Nossa Senhora das Graças, de Curitiba, esclarece que, apesar de a chance de um parto cesárea ser maior, isso não é obrigatório. “Mesmo diante de quadros clínicos considerados de alto risco, o parto normal pode ser realizado.
Uma cesárea é indicada para casos mais urgentes, quando o procedimento precisa ser mais rápido”, explica. Além disso, segundo ele, deve-se levar em conta o quadro clínico da gestante durante o parto. “Varia conforme a avaliação da paciente. Há casos em que o melhor a se fazer é o parto normal”, ressalta Furtado.
O obstetra Marcelo Gui­marães, do Hopital Evangélico, afirma que sempre que possível é preciso priorizar o parto normal. “O risco de hemorragia e de sangramento excessivo é menor. Só é recomendável fazer cesárea em casos de alto risco em que o procedimento deve ser rápido.”
Porém, entre as mulheres, a preferência pela cesariana é maior, diz Dênis José Nascimento, da Febrasgo. “Hoje, as mulheres não querem passar pela dor do parto normal. Mas vale lembrar que a recuperação de uma cesárea é mais lenta.”

Uma pílula para perder a memória



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NEUROCIÊNCIA

Versão avançada de substância que bloqueia proteína pode fazer com que os cientistas consigam apagar lembranças específicas armazenadas no cérebro humano.

Quem já passou por alguma situação traumática, como a perda de uma pessoa próxima, um acidente grave ou um assalto, sabe que não é fácil enfrentar a situação, tampouco se lembrar dela. Mas uma pesquisa realizada pelo neurologista da Universidade de Columbia (EUA) Todd Sacktor, juntamente com cientistas do Instituto de Ciência Weizmann, em Israel, pode ser o primeiro passo para que a medicina consiga tirar as lembranças ruins da memória humana.
O estudo teve início ainda na década de 1980, quando Sacktor descobriu que a proteína PKMzeta, uma substância fortalecedora das sinapses (estímulos responsáveis pela troca de informações entre os neurônios), também era importante para a manutenção das lembranças. Com a descoberta, o cientista concluiu que uma breve interrupção da atividade dessa proteína poderia interromper a manutenção de recordações.
Processo
Para memorizar, precisamos passar por quatro etapas:
Fase 1 – Atenção: aqui, audição, tato, paladar, visão e olfato entram em ação para captar as informações que achamos necessárias. Este primeiro momento é importante porque é onde se inicia todo o processo.
Fase 2 – Compreensão: é quando entendemos a lógica, o verdadeiro sentido daquilo que captamos. É mais fácil memorizar um assunto quando o entendemos.
Fase 3 – Armazenamento: muitas das informações que adquirimos são sedimentadas em nosso cérebro enquanto dormirmos, daí a importância de respeitarmos os limites do nosso sono. Geralmente, temos acesso a muito mais informações do que o nosso cérebro é capaz de guardar.
Fase 4 – Evocação: significa localizar e resgatar a informação guardada e mantida no cérebro. Depende diretamente do armazenamento. O “branco” que temos, quando não conseguimos nos lembrar de algo, é um problema desta etapa.
Remédio em teste
O Departamento de Medicina da UFPR está selecionando pessoas para participar de testes relacionados a um novo medicamento para auxiliar a memória antes que algum tipo de demência seja diagnosticado. Podem fazer parte da seleção pessoas acima de 45 e abaixo de 85 anos que já tenham percebido algum declínio da memória, mas que sejam produtivos, que não tenham doenças neurológicas e sejam saudáveis. Contato pelo email: graciele@ig.com.br.
Cheiro enjoativo
Para colocar em prática o conceito, os pesquisadores treinaram alguns ratos a associarem o cheiro de um doce a algo enjoativo e, então, evitar o alimento. Depois de adestrados, os animais receberam doses de um inibidor da proteína PKMzeta, chamado de zeta-interactin-protein, ou ZIP, e foram aos poucos esquecendo da repulsa pelo doce até voltar a comê-lo normalmente.
Sônia Brucki, vice-coordenadora do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia, afirma que ainda é difícil pensar em resultados concretos para essa pesquisa. “O processo de apagar totalmente uma lembrança seria um procedimento muito complicado, pois há vários mecanismos envolvidos, como a força emocional do evento, as várias memórias onde foram guardadas cada parte do fato. São múltiplas as formas de gravar um episódio, e é difícil mexer em todos os fatores ao mesmo tempo.”
Por enquanto, os tratamentos realizados com o inibidor de PKMzeta são hipotéticos e limitados apenas a ratos de laboratórios. Porém, segundo os pesquisadores, futuramente uma versão avançada da substância pode fazer com que os cientistas consigam apagar memórias específicas armazenadas no cérebro humano.
De acordo com a neurologista e professora adjunta da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Viviane Zétola, ainda que essa droga por enquanto não tenha uma resposta para o uso em pessoas, quando for possível, será aproveitável: “Quando se trata desse tipo avanço, sempre tudo é útil, provavelmente porque o efeito do remédio seria acabar com os nossos piores traumas”.
Cuidados
Remédios não reforçam concentração
Se por um lado existe muita gente que gostaria de não se lembrar de certas situações, outras apelam para várias maneiras de manter a memória o mais ativa possível. Para isso, abusam de chás, café e até mesmo de drogas estimulantes que supostamente dariam ao cérebro mais habilidade. É o caso do metilfenidato, comercialmente conhecido como Ritalina, e usado de forma ilegal por muitos estudantes e pessoas com rotinas que demandam alta concentração.
A substância é indicada apenas para quem sofre do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e age como estimulante do sistema nervoso central. Isso não significa que aqueles que não convivem com o TDAH são beneficiados intelectualmente pela utilização do remédio, conforme alerta Sônia Brucki, vice-coordenadora do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia. “A Ritalina produz efeito em pessoas que têm déficit de atenção. Não há qualquer outra indicação do medicamento fora isso.”
Alzheimer
Para a neurologista e professora adjunta da UFPR Viviane Zétola, os únicos medicamentos que efetivamente melhoram o desempenho da memória são aqueles usados para tratar a doença de Alzheimer, demência neurodegenerativa que acomete pessoas de idade. Ela explica que nesse caso o remédio não acaba definitivamente com o mal, mas prolonga a qualidade de vida dos portadores.
O uso de café e outros estimulantes naturais, como chás e guaraná em pó, também é largamente adotado para aperfeiçoar os trabalhos do dia a dia, mas eles atuam apenas como estimulantes, sem poder algum de turbinar o cérebro.
Ainda que a ciência seja clara ao afirmar que até agora nenhum remédio tenha sido criado exclusivamente para fazer com que nosso cérebro atinja um nível de inteligência invejável, nem por isso ela deixa de considerar que existe sim uma maneira de aprimorar o cérebro. “Não há nada que se possa fazer para melhorar a memória, a não ser exercício físico. E isso é cientificamente comprovado. Se o físico é melhor, a mente é melhor, pois mente e corpo trabalham juntos”, finaliza Viviane.

Obras alteram itinerário de nove linhas de ônibus em Curitiba


Mudanças começam a valer nesta segunda-feira (16). Quatro obras distintas provocam as alterações na rota dos ônibus.

Obras que são executadas pela prefeitura de Curitiba alteram trechos de diversas linhas dotransporte coletivo da cidade a partir desta segunda-feira (16). Pelo menos nove linhas devem ser afetadas temporariamente pelos trabalhos.
No Centro, obras realizadas na Rua Presidente Faria, na esquina com a XV de Novembro, para a implantação do Ligeirão Norte/Sul, provocam a alteração do itinerário das linhas Hugo Lange, Sagrado Coração, Curitiba/Piraquara (parador), e Curitiba/Piraquara (direto).
Temporariamente, os ônibus vão passar pela Estação Central, usada exclusivamente pelos expressos da linha Santa Cândida/Capão Raso. Nos horários de pico, os ônibus das linhas afetadas pelas obras terão que aguardar ao lado do Correio Velho a liberação das canaletas.
Obras na Rua Augusto Stresser – entre a José de Alencar e a Paraguassu – alteram temporariamente o itinerário das linhas Hugo Lange, Augusto Stresser Interbairros I (sentido anti-horário). Em outro trecho da rua, as linhas Augusto Stresser e Hugo Lange também terão que mudar suas rotas.
Trabalhos que estão sendo feitos na Rua Padre Ladislau Lula, entre a BR-277 e a Rua José Sikorski, desviam o itinerário de ônibus da linha Tuiuti/ Barigui. Obras na Rua Fagundes Varela, próximo a BR-476, causam impacto na linha Reforço Colina, que também terá rota alterada. 

Testes combinados ajudam a medir eficácia do professor


Divulgação /
METODOLOGIA

Testes combinados ajudam a medir eficácia do professor

Thomas Kane, diretor do Centro de Pesquisas em Políticas Educacionais de Harvard e vice-diretor da área de Educação da Fundação Bill & Melinda Gates.
A análise do desempenho dos alunos em testes deve ser uma das ferramentas usadas para avaliar a eficácia dos professores, mesmo que fatores externos à sala de aula influenciem os resultados dos estudantes. Essa é a opinião do diretor do Centro de Pesquisas em Políticas Educacionais de Harvard e vice-diretor da área de Educação da Fundação Bill & Melinda Gates, Thomas Kane. Mas, ele ressalta que não basta olhar as conquistas dos alunos nos exames para saber sobre a eficiência dos profissionais de educação.
Coordenado por Kane, o projeto Medições de um Ensino Eficiente, financiado pela Fundação Gates, analisa o trabalho de 3 mil professores nos Estados Unidos usando também a observação da atuação deles em sala de aula e pesquisas com alunos. O relatório final do projeto ficará pronto em 2013, mas a pesquisa já revelou que perguntar aos estudantes sobre seus professores e colocar observadores dentro de sala de aula são ferramentas úteis para saber mais sobre como os docentes podem melhorar. Confira alguns trechos da entrevista de Kane, que esteve recentemente em São Paulo para ministrar uma palestra:
Dê a sua opinião
Que tipos de testes deveriam ser feitos no Brasil para avaliar o desempenho de professores? O modelo usado nos EUA poderia ser aplicado aqui?
Quão difícil é avaliar um professor?
Ensinar, assim como aprender, é muito complexo. E, como consequência disso, o ensino precisa ser medido de múltiplas maneiras. No projeto Medições de um Ensino Eficiente, nós medimos a eficiência dos professores de várias formas. Olhamos para as melhorias apresentadas pelos alunos, pedimos para os estudantes nos dizerem o que pensam dos professores, observamos o ensino em sala e aplicamos testes que avaliam o conhecimento dos professores sobre o conteúdo. Só quando você combina essas diferentes abordagens é que consegue saber, de forma precisa e justa, o trabalho que os professores estão fazendo.
Mas há uma forma de avaliar que seja mais importante que as outras?
Não sei se existe uma ferramenta mais importante. O fundamental é saber se essas ferramentas vão ajudar a identificar os professores que farão com que os alunos aprendam melhor no ano que vem e nos próximos anos.
É preciso avaliar os alunos no início do ano e no final do ano e não apenas no final do ano?
Sim. O que você quer é focar no crescimento das conquistas alcançadas pelos alunos e não apenas no que eles alcançaram no final do ano. As realizações deles vão depender de como eles estavam quando começaram o ano.
Alguns críticos dizem que estudantes têm experiências diferentes fora da sala de aula e que os resultados deles em exames não refletem diretamente o trabalho do professor...
Isso é verdade. Há fatores fora da sala de aula que afetam os resultados dos alunos. Por isso, é importante medir mais do que apenas as conquistas dos alunos. No entanto, vimos que o professor, individualmente, tem sim um grande impacto nessas conquistas.
O senhor acredita que os professores tendem a treinar os alunos apenas a passar nos testes e a responder perguntas de múltipla escolha?
Isso é um perigo real. E, por isso, é importante avaliar os professores por meio de outras ferramentas. É importante ter a observação da sala de aula e saber o que os alunos pensam dos professores. Aprendemos que, se você perguntar aos alunos questões como “Quando você devolve seu dever de casa, você recebe um retorno útil do professor que vai ajudar você a melhorar?” ou “Você acha que o professor usa bem o tempo na aula?”, os alunos podem ajudar a identificar os professores com quem eles estão aprendendo mais.
Pagar bônus a professores para estimulá-los a melhorar é uma boa medida?
Se você achar que as melhorias dos alunos se devem ao esforço do professor, você tem de dar incentivos financeiros com base nos resultados de testes e em outros fatores. Mas, se você acredita que as diferenças são causadas pelo talento e pelas habilidades, é preciso identificar de maneira mais cuidadosa quem são os professores mais eficientes, logo no início da carreira deles. Nos Estados Unidos, eu acredito que o problema não é o esforço. Para mim, os professores fazem o melhor trabalho que sabem fazer, mas não têm as habilidades que precisam para fazer com que os alunos aprendam. Nesse caso, os incentivos financeiros não vão fazer diferença nos resultados.
Professores com resultados ruins deveriam ser demitidos?
Acho que deveríamos ter cuidado para que apenas os professores mais eficientes fossem efetivados após o período de estágio probatório.
Avaliar professores é algo muito caro?
Medir as melhorias de aprendizagem apresentadas pelos alunos e fazer pesquisas com estudantes não é tão dispendioso. A parte que custa mais dinheiro é ter um adulto para observar o trabalho do professor em sala de aula. Fazer uma avaliação bem feita dos professores custa dinheiro, mas é uma das melhores maneiras de gastá-lo.

Curitibano embarca na compra a prazo, mas evita atoleiro


Hugo Harada/Gazeta do Povo / Com renda acima da média, famílias têm mais confiança das instituições financeirasCom renda acima da média, famílias têm mais confiança das instituições financeiras
CONSUMO

Curitibano embarca na compra a prazo, mas evita atoleiro

Pesquisa da Fecomércio-SP mostra que 90% das famílias de Curitiba estavam endividadas em 2011. Por outro lado, contas parceladas consomem 26,5% da renda, proporção considerada baixa.
Curitiba é a cidade com mais famílias endividadas entre as capitais brasileiras, mas isso não significa que os curitibanos estejam com a corda no pescoço. De acordo com a pesquisa “Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras”, divulgada ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), 90,3% das famílias curitibanas tinham alguma dívida em 2011.
Apesar de ser a capital que mais compra a prazo, Curitiba tinha um dos menores índices de comprometimento de renda: em média, os curitibanos destinavam 26,4% do salário para pagar prestações, índice considerado saudável pelos economistas (veja infográfico). As compras a prazo esfriam o consumo durante 2012, pelo menos para quem prioriza o pagamento das contas antigas (leia texto abaixo).
Compromisso
Dívidas acumuladas reduzem poder de compra de 2012
O endividamento das famílias aponta para um momento de desaquecimento do consumo, à medida que a quitação das contas torna-se prioridade para os brasileiros. De acordo com economistas, os consumidores já acionaram os freios das compras, para colocar seus débidos em dia e postergar novas aquisições.
Gilmar Mendes Lourenço, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), ressalta que há estabilidade econômica, mas o endividamento das famílias faz com que, para o consumidor, as perspectivas deste ano sejam piores que as de 2011, data da pesquisa da FecomercioSP. “Os consumidores estão mais cautelosos e prova disso é que não houve resposta para os estímulos de consumo lançados pelo governo. A situação é mais desfavorável que a do ano passado”, compara.
Para o professor de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) José Guilherme Vieira, o sinal está vermelho para novas compras. “A capacidade de fazer novas aquisições diminuiu e os consumidores estão se afastando dos bens duráveis. O passo agora é pagar as contas. Não é crise de crédito, mas parada de consumo. Esse vai ser um quadro de problemas para os setores menos essenciais, como o de serviços, que encabeçarão a lista de cortes de gastos da população”, prevê o economista.
Ao todo, 526,7 mil famílias curitibanas possuíam algum tipo de dívida no ano passado. Nesse caso, é considerada uma dívida toda despesa tomada por crédito por opção da pessoa, como financiamentos de automóveis e imóveis, carnês de lojas e cartões de crédito. Não entram como dívidas despesas como aluguel, água e luz.
Essas famílias de curitibanos deviam juntas, em 2011, um montante de R$ 841 milhões, valor 35,6% maior que o registrado em 2010: R$ 620 milhões. Apesar do alto grau do endividamento, a média do valor das dívidas da população de Curitiba caiu entre 2011 e 2010, passando de R$ 1.678 para R$ 1.598, na contramão das demais capitais, que viram suas dívidas aumentarem de R$ 1.470 para R$ 1.543.
Outro sinal do comportamento comedido do curitibano: a quantidade de famílias com dívidas em atraso na capital paranaense caiu na comparação entre os dois anos, passando de 31,4% do total para 24,5%.
Reflexos da crise
A situação de Curitiba é considerada saudável pelo economista Altamiro Carvalho, assessor técnico da Fecomércio-SP. A explicação para o aumento no número de famílias endividadas na capital do Paraná é a oferta de crédito maior na Região Sul como um todo.
Diante da crise financeira internacional de 2009, as instituições financeiras passaram a oferecer, a partir de maio de 2010, crédito para localidades mais seguras. É o caso do Sul do país, que apresentava – e ainda apresenta – renda e remunerações em alta, a combinação buscada por bancos e financiadores na hora de conceder empréstimos.
“Esses dados mostram que o crédito está melhor distribuído e disseminado entre as famílias. O Sul era uma região quase inexplorada e recebeu uma grande oferta de crédito, porém, em dois momentos diferentes: um de expansão na oferta, em 2010, e outro na retração. Se os bancos continuam a emprestar, mesmo em um cenário de contração, é porque a inadimplência é baixa – e é isso o que vemos em Curitiba”, analisa Carvalho.
Há outras razões que fazem a crescente multidão de endividados de Curitiba não preocupar tanto. Uma delas é o salário. Enquanto a renda média mensal das famílias brasileiras é de R$ 5.231,53, em Curitiba chega a R$ 6.049,37. A diferença é de 15,6%, mostrando uma capacidade maior de endividamento no Paraná.
Além disso, apesar do nível de endividamento ter subido, a parcela da renda comprometida com o pagamento das dívidas caiu, o que mostra equilíbrio financeiro. “As famílias curitibanas, em média, estão bastante conscientes e mantendo bem o orçamento doméstico”, ressalta o economista da Fecomércio-SP.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Separados, mas sempre amigos


Daniel Caron/ Gazeta do Povo / Kylvio Kern e Eliane Reboli: separados há 32 anos, amigos para sempreKylvio Kern e Eliane Reboli: separados há 32 anos, amigos para sempre
COMPORTAMENTO

Separados, mas sempre amigos

O fim de um casamento é um momento de dor. Passada a mágoa, é possível manter um bom relacionamento com o antigo parceiro?
Nem todas as histórias de amor terminam em “felizes para sempre”. Quando algo dá errado, a separação é a opção da maioria dos casais. É uma hora difícil, que envolve várias decisões, inclusive se você vai manter a amizade ou não.
A nutricionista Eliane Reboli não teve dúvidas. Ela ficou quatro anos casada e tem um ótimo relacionamento com o ex-marido, o despachante Kylvio Kern. “Dá para ser amiga, deve ser amiga. Se não for é porque você é uma pessoa rancorosa, que guarda mágoa e vive do passado. Não pode guardar mágoas, nem do ex nem de ninguém”, afirma.
Rancor é algo que não existe no vocabulário de Eliane. Ela tem 63 anos e está separada há 32. São três décadas de amizade. O ex-casal passa as férias junto e convive normalmente, inclusive com os novos parceiros dos dois.
“Ele vem na minha casa com a atual”, conta a nutricionista. “Ninguém é dono de ninguém”. Nesse caso, a amizade dos dois se fortaleceu porque eles têm uma filha. Kylviane, de 36 anos, acredita que o bom relacionamento dos pais fez com que ela tivesse uma infância sem traumas. “Acho triste quando os pais ficam brigando, eu sempre passei as festas junto com os dois. Nunca tive este problema de ter que me dividir”, diz ela.
A psicóloga Josete Túlio, que é mediadora de conflitos familiares no Instituto de Mediação e Arbitragem (IMA), acredita que na hora de discutir a divisão de bens após a separação, é importante manter o olhar voltado para o futuro de todos os envolvidos – principalmente dos filhos. “O casamento acaba, mas os papéis e vínculos de pais devem ser resguardados.”
Para Josete, o relacionamento pós-separação depende de vários fatores: maturidade, capacidade de diálogo e desejo de investir na continuidade. Nem sempre acaba em amizade. “É claro que depende muito do que motivou a separação, se foi uma traição pode trazer um prejuízo maior, principalmente para o cônjuge traído”, diz a psicóloga.
“Nem pintado de ouro”
Esquecer o passado e construir uma nova relação não é tarefa fácil. Para alguns, parece impossível. Rita* terminou um casamento há cinco meses e não quer nenhum tipo de contato com o ex. Foram dois anos de relacionamento e, desde o rompimento, os dois se viram apenas uma vez. “Como é que eu vou manter contato com alguém com quem eu não quero mais nada? Não dá”, diz ela.
Rita, que é advogada, mudou de cidade e tenta reconstruir a vida longe do ex. Para ela, o ideal é cortar relações, mesmo que o rompimento abrupto cause sofrimento. “Senti falta no começo, mas eu prefiro me afastar, não encontrar, não ver, do que ficar alimentando uma ilusão.” Ela não acredita em amizade verdadeira depois do casamento. “Se você fica amiga do ex ou é porque você tem interesse nele ainda ou ele tem interesse em você.”
A psicóloga Daniela Bertoncello, que é terapeuta familiar, acredita que é preciso impor limites para o novo relacionamento. “Este relacionamento que já foi muito íntimo precisará encontrar uma nova fronteira para existir”, afirma.
O advogado João Demétrio é amigo das ex-namoradas mas, apesar disso, admite que são raras as vezes em que a amizade é possível. “Eu acredito em amizade entre homem e mulher, afinal, as pessoas são civilizadas e continuam se conhecendo. Mas é difícil, tem muita carga emocional.”
A dica é avaliar os pontos positivos e negativos dessa nova amizade. Josete Túlio complementa: “Se os problemas do casal puderem ser superados, todos ganham com essa escolha”.

Quase 140 milhões de brasileiros vão às urnas nas eleições municipais de outubro


No dia 21 de agosto começará a propaganda eleitoral gratuita na rádio e televisão. A propaganda se estende até o dia 4 de outubro – três dias antes das eleições.

No dia 7 de outubro, 138.492.811 eleitores de 5.568 municípios irão às urnas para escolher prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até essa segunda-feira (16), o sistema do órgão registrou 464.701 candidaturas para os três cargos.
De acordo com a legislação eleitoral, nas cidades com mais de 200 mil eleitores e onde a disputa pela prefeitura tenha mais de dois candidatos, há possibilidade de segundo turno. Nesse caso, a nova votação está marcada para o dia 28 de outubro com os dois candidatos mais votados no primeiro turno.

Pelo calendário eleitoral, até o dia 4 de agosto poderá ser feito o pedido de impugnação de candidaturas. Isso, contudo, não impede que um candidato participe do pleito. Ele poderá concorrer sub judice até que a Justiça decida o caso. No entanto, se ao final do processo a impugnação for confirmada e o candidato tiver sido eleito ele terá que deixar o cargo.
Detentor do maior eleitorado do país, com 31.229.307 pessoas aptas a votar, São Paulo também é o estado com maior número de candidatos inscritos para concorrer nas próximas eleições. Segundo o TSE, 79.467 políticos fizeram o pedido de candidatura, sendo 2.012 para prefeito, 2.016 para vice-prefeito e 75.439 para vereador. Apesar de o prazo para formalizar as candidaturas já ter se encerrado, o tribunal ainda está totalizando os pedidos.
Além disso, conforme o calendário eleitoral, no dia 6 de agosto os partidos políticos, as coligações e os candidatos são obrigados a divulgar na internet relatório discriminado dos recursos recebidos ou estimativa do financiamento da campanha eleitoral e os respectivos gastos. A Justiça Eleitoral irá disponibilizar um portal para divulgação dessas informações.
No dia 21 de agosto começará a propaganda eleitoral gratuita na rádio e televisão. A propaganda se estende até o dia 4 de outubro – três dias das eleições. Os partidos e candidatos poderão fazer campanha paga até o dia 5 de outubro.
Segundo o calendário eleitoral, a conclusão de processo de apuração deve ocorrer até o dia 12 de outubro. No entanto, desde a implementação do sistema informatizado de votação, com o uso da urna eletrônica, é possível conhecer o resultado da eleição na noite do dia da votação. Nos municípios onde houver a necessidade de segundo turno, a partir do dia 13 de outubro começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, que se estenderá até o dia 26.

Atlético anuncia novo patrocinador e promete investir verba no futebol


Felipe Rosa / Gazeta do Povo / Clair Santos e Mario Celso Petraglia exibem a camisa atleticana com o patrocínio da CaixaClair Santos e Mario Celso Petraglia exibem a camisa atleticana com o patrocínio da Caixa
SÉRIE B

Atlético anuncia novo patrocinador e promete investir verba no futebol

Clube assina contrato, até o fim do ano, com a Caixa Econômica Federal. Presidente Petraglia garante que o dinheiro será destinado à equipe profissional.
Caixa Econômica Federal foi anunciada oficialmente nessa segunda-feira (16) como a nova patrocinadora master do Atlético. O valor do contrato não foi confirmado, mas o acordo, que é válido até o fim do ano, gira em torno de R$ 2 milhões. O presidente Mario Celso Petragliagarantiu que o dinheiro do patrocínio será revertido exclusivamente para o time de futebol, o que significa mais reforços o restante da temporada.
“Essa verba [de patrocínio], e a da venda do Guerrón, serão investidas exclusivamente no futebol. Não precisaremos mais sacrificar o futebol em função do patrimônio” declarou Petraglia, que vem sofrendo pressão da torcida e do técnico Jorginho por reforços de peso para a continuação da Série B.

O novo patrocinador atleticano não pensa em parar por aí. Times de Alagoas, Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, estados com onde há grande número de correntistas, são os próximos alvos da Caixa. A iniciativa é uma estratégia para concorrer com o Banco BMG, atualmente o maior patrocinador do futebol nacional.
O Atlético exibirá o novo patrocínio já no jogo dessa terça-feira (17) contra o Avaí no Estádio da Ressacada, pela Segundona. O time catarinense, curiosamente, também está prestes a fechar contrato com a Caixa.
“Não estamos apoiando o futebol, isso fazemos com esporte olímpico. Aqui é patrocínio. É uma estratégia da Caixa patrocinar clubes de estados com grandes correntistas” declarou o diretor de marketing e comunicação da Caixa, Clair Santos.

Sensação de insegurança cresce, um ano depois


Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Marcelo Andrade/Gazeta do Povo / Astridt e Ivo perderam um filho assassinado, em Curitiba: desejo de reativar o Conseg do bairroAstridt e Ivo perderam um filho assassinado, em Curitiba: desejo de reativar o Conseg do bairro
VIOLÊNCIA

Sensação de insegurança cresce, um ano depois

Em 2011, 56% dos paranaenses consideraram a falta de segurança o principal problema do estado. Agora, esse índice subiu para 61%.
Dona de casa transforma luto em esperança
O medo do crime provocou um efeito diferente na vida da dona de casa Astridt Elizabeth Laidens, 62 anos. Em vez de se fechar em casa, a proximidade com a violência fez com que a moradora do bairro Capão Raso, em Curitiba, saísse em busca de ações para melhorar a segurança no bairro.
De um ano para cá, As­­tridt vinha percebendo o aumento da criminalidade no bairro, principalmente por causa de assaltos ao comércio e residências. No dia 21 de junho, porém, ela presenciou uma das situações mais traumáticas. O filho foi assassinado às 7h15 da manhã, quando chegava à casa da mãe para deixar a filha de 5 anos com a avó. Um ladrão se aproximou para roubar o carro do filho, que reagiu ao assalto e foi baleado.
Tão logo aconteceu o crime, a família foi em busca do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do bairro para pensar em ações contra a violência. A surpresa foi descobrir que o conselho estava desativado desde 2006. “Com o conselho, muitas coisas poderiam ser evitadas”, diz Astridt, que pretende reativar a entidade. “Vou participar do conselho. Não vai trazer meu filho de volta, mas, pelo menos, outras famílias não vão ficar sofrendo como a gente sofre.”
Participação
A coordenadora estadual dos Consegs, Michelle Lourenço Cabral, destaca a atitude de Astridt e reforça o convite para que a população participe mais das entidades. “Acredito que a população não busca se envolver. Temos dificuldades em articular as comunidades”, diz.
O Paraná tem hoje 231 conselhos comunitários de segurança. O número é cerca de 30% maior que há um ano. E a expectativa é que essa quantidade cresça ainda mais. “Nada melhor do que as comunidades trazerem seus problemas para serem resolvidos”, afirma Michelle. “A maioria acredita que cabe ao poder público resolver todos os problemas e que a comunidade não tem responsabilidade nenhuma. É responsabilidade, sim, do Estado, mas também de cada comunidade. Cada um tem que fazer a sua parte.”
Reduzir homicídios é meta do governo
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) afirma compartilhar da visão da população de que “um dos grandes problemas sociais da atualidade é a violência e a criminalidade”. Entre as prioridades da Sesp para reverter o quadro estão a recomposição do efetivo policial, a modernização do sistema de segurança pública e uma polícia próxima à sociedade com módulos e delegacias cidadãs. A meta é reduzir até 2014 a taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes dos atuais 29,5 para 21,5.
Para a Sesp, um avanço já foi verificado: a taxa de homicídios na Região Metropolitana de Curitiba caiu 10% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011. Outra ação destacada pelo órgão é a implantação das Unidades Paraná Seguro (UPS) nos bairros Parolin e Uberaba, em Curitiba, onde, segundo o órgão, a “criminalidade diminuiu sensivelmente”.
Sobre a corrupção policial, a Sesp informa que reforçou as corregedorias das polícias e “estimula o cidadão a denunciar qualquer ato que não seja condizente com o serviço policial”.
A sensação de insegurança tem feito com que muitos paranaenses mudem de comportamento, fiquem intranquilos quando os filhos estão na escola e tenham medo de ser vítimas de assalto. O cenário, resultado de um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas com 1,5 mil pessoas, que marca o fim da campanha Paz tem Voz, revela também que para 61% dos entrevistados a segurança pública é o principal problema a ser enfrentado – há um ano, 56% tinham essa percepção.
A maioria dos paranaenses (71%) também se sente menos segura do que há cinco anos e acredita que é necessário investir no treinamento dos policiais, melhorar a remuneração deles e contratar mais homens para mudar a realidade. Para especialistas, no entanto, é preciso paciência, pois a mudança acontece a longo prazo e não depende apenas da área de segurança.
Para o delegado Cláudio Marques, membro do Con­­selho Estadual de Direitos Humanos e pesquisador na área, existe uma incapacidade das pessoas em solucionar conflitos. Segundo ele, é preciso investir em trabalhos sociais, no maior diálogo e na melhoria da estrutura familiar, além de ações na segurança pública que garantam o atendimento ao cidadão.
“A partir do momento que a população perceber que pode ligar para o setor de emergência da polícia que consegue atendimento rápido, que tem policiais nas ruas, a tendência é diminuir [a sensação de insegurança]”, diz Silva, citando como exemplo o trabalho das Unidades Paraná Seguro (UPS).
Apesar de 69% dos entrevistados acharem que existe muita corrupção policial, as vítimas de crimes têm denunciado mais. De um ano para cá, o índice de paranaenses que acionaram a polícia em caso de residência roubada ou furtada, por exemplo, aumentou seis pontos porcentuais. Também cresceu de 39% para 46% o índice dos que acreditam que denunciando crimes irão colaborar mais com a segurança. “Mas não é pelo fato de estar denunciando mais que os paranaenses estão com menos medo. Estão acreditando que a polícia vai dar mais respostas para esse problema”, diz o diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo.
O sociólogo Pedro Bodê, coordenador do Grupo de Estudos da Violência da Universidade Federal do Paraná, considera preocupante o fato de 44% dos entrevistados consultados terem dito que deixam de fazer alguma coisa devido ao medo – eram 42,5% em 2011. Segundo Bodê, isso afeta a qualidade de vida e os próprios princípios democráticos de uma sociedade.
Soluções
Para aumentar a sensação de segurança, Bodê defende investimentos na área de proteção social, com acesso à Justiça, educação, emprego, saúde, entre outros. Também são necessárias melhorias nos sistemas judiciário e policial, modernizando a polícia, tornando o sistema mais atuante e confiável, deixando a Justiça menos morosa, entre outros.
O pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Apli­­cada (Ipea) Almir de Oliveira Júnior, que coordenou um estudo sobre o assunto, afirma que a sensação de insegurança não está diretamente associada à atuação dos órgãos de segurança pública. “Nas regiões onde há investimentos mais maciços, a sensação de segurança não é necessariamente maior”, diz. Segundo ele, a população percebe que é preciso investir em um conjunto de fatores para produzir maior bem-estar e não somente em ações de polícia. “A sensação de insegurança só muda de forma mais substantiva a longo prazo”, conclui.

Ônibus cai em ribanceira e deixa dez mortos


Divulgação / PRE / Dez pessoas morreram, segundo informações da políciaDez pessoas morreram, segundo informações da polícia
CAMPOS GERAIS

Ônibus cai em ribanceira e deixa dez mortos

Passageiros seriam de Belém (PA) e estariam vindo a Curitiba para congresso de computação. Segundo a PRE, 26 ficaram feridas e foram atendidas em hospitais da região.
Já chega a dez o número de pessoas mortas na manhã desta segunda-feira (16) em um acidente com um ônibus na PR-090, entre as cidades de Piraí do Sul e Ventania, na região dos Campos Gerais. Outras 26 pessoas ficaram feridas e deram entrada em hospitais da região, segundo aPolícia Rodoviária Estadual (PRE) - responsável pelo trecho.
As causas do acidente ainda não foram esclarecidas, mas o que se sabe até agora é que o ônibus saiu da pista na altura do quilômetro 15, no trecho conhecido como Serrinha de Piraí, caiu em uma ribanceira e tombou por volta das 7h40 desta manhã. A rodovia tem pista simples.
Os 52 passageiros do ônibus eram de Belém, capital do estado do Pará, e estavam vindo aCuritiba para participar do XXXII CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE COMPUTAÇÃO (CSBC), que acontece desta segunda até a próxima quarta-feira (19) no Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Várias ambulâncias foram mobilizadas para prestar socorro às vítimas. Pelo menos quatro trabalham no transporte dos feridos para hospitais da região, três delas da prefeitura de Piraí do Sul e uma do Corpo de Bombeiros da cidade. Equipes da concessionária Econorte, que administra a BR-376 na região de Ponta Grossa, também teriam prestado auxílio.
Identificação
Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa foi acionado para recolher os corpos das vítimas. Por enquanto, não há confirmação da identidade deles. O diretor executivo da empresa Fantasy Turismo – proprietária do ônibus --, Alexandre Rocha, disse que as equipes estão tentando identificar cada um. “Estamos levantando a lista”, disse, por telefone, do local do acidente.

domingo, 15 de julho de 2012

Amigo diz que filho de Stallone não bebia nem usava drogas; site desmente


Braunstein, que era amigo do rapaz há muitos anos, disse ainda que Sage, que tinha 36 anos, teria usado o Facebook 17 horas antes de seu corpo ter sido encontrado.
O advogado George Braunstein afirmou que Sage, filho do ator Sylvester Stallone, encontrado morto na última sexta-feira, não usava drogas nem bebia.
Braunstein, que era amigo do rapaz há muitos anos, disse ainda que Sage, que tinha 36 anos, teria usado o Facebook 17 horas antes de seu corpo ter sido encontrado.
Segundo o site "TMZ'', a polícia tem certeza que Sage estava morto há no mínimo três dias, talvez até uma semana.
A informação sobre o filho do ator ser abstêmio também foi rebatida pelo "TMZ''. A polícia teria encontrado várias garrafas de diferentes bebidas alcoólicas na casa dele.
Sage também teria sido visto fora de controle em uma sessão de fotos dois meses atrás. A equipe que trabalhava com ele disse que era claro que o rapaz estava sob influência de alguma droga.
As fontes do "TMZ'' acreditam que a morte de Sage foi acidental.

Problema em gerador do Cirque du Soleil causa vazamento de óleo em Pinhais


Segundo IAP, acidente teria acontecido na madrugada de domingo (15), mas impacto foi superficial.

Um problema em uma válvula de um dos geradores usados pelo Cirque du Soleil causou um vazamento de cerca de mil litros de óleo diesel no terreno da Expoarte, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo informações do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o acidente teria acontecido na madrugada do último domingo (15), último dia de apresentações do espetáculo na cidade, e a equipe do IAP foi acionada no início da tarde para conter o vazamento, que foi classificado como “superficial”.
Equipes dos Bombeiros e da Defesa Civil foram chamadas até o local e fizeram a raspagem do solo para tirar os resíduos. Também foi jogado água na área para que não houvesse o risco de incêndios no local. De acordo com o IAP, a contaminação foi superficial e o óleo não se espalhou para outros locais.
Segundo a assessoria de imprensa do IAP, nesta segunda-feira (16) o caso será apurado e a equipe do Instituto vai decidir se será aplicada alguma multa ao Cirque du Soleil pelo acidente.