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Professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino - Governo do Paraná

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Radiação de Fukushima pode matar até 1,3 mil pessoas


REUTERS/Kyodo / Planta da Usina de Fukushima, danificado pelo tsunami de 2011 no Japão Planta da Usina de Fukushima, danificado pelo tsunami de 2011 no Japão
JAPÃO

Radiação de Fukushima pode matar até 1,3 mil pessoas

Este é o primeiro estudo sobre o desastre a usar um modelo atmosférico global em terceira dimensão para prever a maneira como o material radioativo foi transportado.
Contrariando avaliações de que o acidente nuclear de Fukushima não afetaria a saúde da população local, pesquisadores da Universidade de Stanford concluíram que entre 24 e 2,5 mil pessoas provavelmente desenvolverão câncer pelo contato com o material radioativo vazado no desastre. Além disso, entre 15 e 1,3 mil pessoas devem morrer prematuramente em decorrência da doença.
A grande maioria dos casos ficará concentrada no Japão, com poucas ocorrências previstas no restante da Ásia e na América do Norte. Para John Ten Hoeve, pesquisador do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental de Stanford, o número de casos no resto do mundo é relativamente baixo e a estimativa serve apenas para “administrar o medo em outros países de que o desastre possa ter tido um alcance mundial”.

Este é o primeiro estudo sobre o desastre a usar um modelo atmosférico global em terceira dimensão para prever a maneira como o material radioativo foi transportado. Diferentemente de avaliações anteriores, essa pesquisa levou em conta o transporte das partículas radioativas pelo ar, pela água e pela chuva, além da deposição em solo.
O acidente foi precipitado por um terremoto de magnitude 8,9 na escala Richter que atingiu o Japão no dia 11 de março de 2011. O tremor levou à formação de um tsunami que inundou quatro dos cinco reatores na usina de Fukushima Daichii.
O fato de que 80% do material radioativo vazou no Oceano Pacífico, e não no solo, como ocorreu no acidente de Chernobyl, levou a análises otimistas quanto aos efeitos da radiação. “Há grupos de pessoas que disseram que não haveria efeitos”, disse o engenheiro Mark Jacobson, professor de Stanford e autor do estudo.
Riscos
Em maio, o Comitê Científico da ONU para os Efeitos da Radiação Atômica (Unscear), que avalia os danos de Fukushima, divulgou que 167 trabalhadores, de um total de 20.115 funcionários ligados à Tepco, operadora da usina nuclear de Fukushima, receberam doses de radiação que podem ter aumentado discretamente o risco do desenvolvimento do câncer. Já o público em geral, de acordo com o comitê, foi amplamente protegido pela rápida evacuação promovida pelo governo.
Para calcular os prejuízos da exposição à radiação para a saúde, o estudo de Stanford, que foi publicado na revista científica Energy & Environmental Science, usou um segundo modelo científico, similar ao utilizado para calcular os efeitos de outros acidentes nucleares.
Segundo Jacobson, será muito difícil constatar, fora do Japão, a presença de casos de câncer relacionados ao acidente de Fukushima, por causa da pulverização das ocorrências. “Mas, no Japão, eu estimaria que tendências de aumento do câncer poderão ser detectáveis em um prazo de cinco a dez anos”, diz o engenheiro.
De acordo com a física Kellen Adriana Curci Daros, da Comissão de Proteção Radiológica do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), os tipos mais comuns de câncer provocados em longo prazo pela exposição a altas doses de radiação atingem a tireoide e o sangue.
A especialista observa que, no caso de Fukushima, os prejuízos foram minimizados pela ação rápida do governo local. “O Japão, como teve a experiência de Hiroshima, já tinha estudos relativos a esse tipo de efeito. A intervenção foi muito mais rápida que em Chernobyl e, em pouco tempo, as áreas foram isoladas e começaram a ser monitoradas.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Venda de ingressos para Alanis em Curitiba começa nesta quinta (19)


Divulgação / Show de Alanis em Curitiba será dika 5 de setembroShow de Alanis em Curitiba será dika 5 de setembro
MÚSICA

Venda de ingressos para Alanis em Curitiba começa nesta quinta (19)

Entrada para o show da cantora canadense da turnê do sétimo disco de inéditas custam a partir de R$ 145 a meia.
Curitiba está entre as sete cidades da turnê da cantora canadense Alanis Morissette, que voltará ao Brasil em setembro. A escala na cidade está marcada para o dia 05 de setembro, no Curitiba Master Hall.

A venda de ingressos para o show na capital paranaense começa 00:01 hrs desta quinta, dia 19 de julho, através do Disk Ingressos.
Os valores dos bilhetes são: 
Pista (1º lote) - R$285 (inteira) e R$145 (meia-entrada) e Pista Premium -acesso em frente ao palco – R$505 (inteira) e R$255 (meia-entrada).
A cantora chega em solo brasileiro com a turnê de divulgação do seu sétimo disco de inéditas, “Havoc and Bright Lights”, que será lançado no Brasil no dia 28 de agosto.
Antes da capital paranaense, a cantora faz duas apresentações em São Paulo (02 e 03 de setembro) e depois segue para o Rio de Janeiro (dia 7), Belo Horizonte (dia 9), Recife (dia 12), Belém (dia 14) e em Goiânia (dia 16). 

Astrônomos fazem imagem mais precisa do centro de galáxia


Mundo

Quarta-feira, 18/07/2012
Divulgação/ESO
Divulgação/ESO / Eles foram capazes de fazer a nítida observação direta do centro a galáxia, o quasar 3C 279, que contém um buraco negro supermassivo com uma massa cerca de 1 bilhão de vezes a do SolEles foram capazes de fazer a nítida observação direta do centro a galáxia, o quasar 3C 279, que contém um buraco negro supermassivo com uma massa cerca de 1 bilhão de vezes a do Sol
ESPAÇO

Astrônomos fazem imagem mais precisa do centro de galáxia

A galáxia está tão longe da Terra que sua luz levou mais de 5 bilhões de anos para chegar até nós.
Uma equipe internacional de astrônomos observou o coração de uma galáxia distante com nitidez cerca de dois milhões de vezes mais precisa que a visão humana. As obersavações foram feitas em uma parceria entre astrônomos do Chile, Havaí e Arizona.
Eles foram capazes de fazer a nítida observação direta do centro a galáxia, o quasar 3C 279, que contém um buraco negro supermassivo com uma massa cerca de 1 bilhão de vezes a do Sol. A galáxia está tão longe da Terra que sua luz levou mais de 5 bilhões de anos para chegar até nós.
Divulgação/ESO
Divulgação/ESO / Telescópios maiores podem fazer observações mais nítidas, e interferometria permite que telescópios múltiplos funcionem como um único equipamento, tão grande como a separação entre elesAmpliar imagem
Telescópios maiores podem fazer observações mais nítidas, e interferometria permite que telescópios múltiplos funcionem como um único equipamento, tão grande como a separação entre eles
Para suas observações, a equipe usou os três telescópios. Os equipamentos foram ligados usando uma técnica conhecida como interferometria Very Long Baseline (VLBI). Telescópios maiores podem fazer observações mais nítidas, e interferometria permite que telescópios múltiplos funcionem como um único equipamento, tão grande como a separação entre eles.
As observações representam um novo marco para a imagem de buracos negros supermassivos e as regiões em torno deles. No futuro pretende-se conectar mais telescópios para criar o chamado Telescópio Event Horizon. Ele será capaz de fazer imagens da sombra do buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia, a Via Láctea, bem como de galáxias próximas.
A sombra - uma região escura visto contra um fundo mais brilhante - é causado pelo desvio da luz pelo buraco negro, e seria a evidência direta da existência de horizonte de um buraco negro, o limite a partir do qual nem mesmo a luz pode escapar.

Anatel deve suspender vendas de chips da Claro, Oi e TIM


A medida, que deve ser anunciada nesta tarde, foi motivada pelo índice de reclamação dos consumidores sobre essas três empresas.


Anatel deve suspender a partir desta quarta-feira (18) a venda de chips de três das maiores operadoras de telefonia móvel do país: TIM, Oi e Claro. A reportagem apurou que as vendas ficarão interrompidas até que elas apresentem um plano de investimento para os próximos dois anos, com metas para resolver problemas na qualidade dos serviços prestados aos consumidores.

Os técnicos da Anatel trabalhavam, nesta manhã, com previsão de impedir a venda e a ativação de novas linhas pela TIM em cerca de 15 Estados, pela Oi em 6 e pela Claro em 3.
A medida, que deve ser anunciada pela Anatel nesta tarde, em entrevista coletiva, foi motivada pelo índice de reclamação dos consumidores sobre essas três empresas.

O plano que as empresas serão obrigadas a apresentar deve considerar: melhora na infraestrutura; no atendimento ao consumidor; completamento de chamada.
A Vivo, que é a maior operadora do país, não será afetada. Todas as operadoras, porém, serão obrigadas a melhorar os serviços.

A Anatel tomou a decisão após avaliar dados das empresas pelos últimos seis meses. Um dos maiores problemas é que as chamadas são interrompidas no meio do telefonema.

A reportagem apurou que a Anatel deve ingressar com medidas cautelares em cada Estado e individualizada por operadora para suspensão dos serviços.

Há pouco mais de uma semana, a reportagem antecipou que a agência pretendia executar medida contra a TIM, devido ao grande número de queixas dos consumidores.

A agência, no entanto, decidiu, antes de aplicar a sanção, aprofundar estudos sobre os casos de outras empresas de telefonia.
Na ocasião, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) disse que a proibição das vendas deveria ser "o último recurso" na tentativa de colocar uma companhia de volta nos trilhos.
As ações da TIM caíram 7,55% após a ameaça de suspensão nas vendas.

Governo investiga mortes por gripe A (H1N1) no Sul do país


Técnicos do Ministério da Saúde estão no Rio Grande do Sul para descobrir as razões das 29 mortes provocadas pelo vírus H1N1 no estado. No Paraná, há 23 óbitos confirmados.

Desde segunda-feira, técnicos da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS) estão no Rio Grande do Sul para investigar os 29 casos de mortes por gripe A (H1N1) registrados apenas neste ano no estado. De acordo com dados do MS, o Rio Grande do Sul foi o segundo estado com mais casos de óbitos em decorrência da doença até o dia 10 de julho. Apesar de a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) ter confirmado que até o dia 16 de julho 23 pessoas já haviam morrido em função do H1N1, não há previsão de que os técnicos realizem uma inspeção no estado.
No mês passado, a mesma análise do governo federal foi feita em Santa Catarina, que até dia 10 de julho registrava 52 óbitos causados por gripe A. Após a visita, os técnicos chegaram a três conclusões. A primeira é que as vítimas apresentavam outras doenças, como cardiopatias, pneumopatias, obesidade ou diabete. A segunda é que a maioria dos pacientes tinha de 40 a 59 anos e a terceira, que metade dos mortos começou a tomar o medicamento antiviral Tamiflu (Oseltamivir), utilizado no tratamento da gripe A, mais de cinco dias após o início dos sintomas.
Tratamento
Tamiflu ainda não está à venda nas farmácias do Paraná
Na semana passada, o Ministério da Saúde liberou a comercialização do antiviral Oseltamivir (comercialmente conhecido como Tamiflu e que é usado no combate à gripe A) sem necessidade de retenção do receituário. O intuito foi facilitar a comercialização do medicamento, que também é distribuído gratuitamente na rede pública.
Contudo, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Paraná, Edenir Zandoná Júnior, afirma que as principais distribuidoras do estado ainda não oferecem o Tamiflu. Ele afirma que em breve as farmácias passarão a vendê-lo normalmente com a apresentação da receita simples pelo paciente.
No Paraná, desde janeiro, 760 pessoas contraíram o vírus H1N1, segundo a Sesa. Os dados do MS, entretanto, mostram que foram 224 casos. A diferença se dá pelos períodos analisados e porque a secretaria contabiliza todos os casos que foram diagnosticados em exames laboratoriais, enquanto o ministério registra apenas aqueles mais graves, em que há internação.
Para o supervisor de vigilância em saúde da Sesa, Sezifredo Paz, o fato de o estado não ser vistoriado diretamente pelo governo federal não prejudica o trabalho de controle realizado na área da saúde. “O que os técnicos estão fazendo no Rio Grande do Sul nós já realizamos aqui há muito tempo, que é investigar os casos e os óbitos causados pela doença”, ressalta.
Estratégias diferentes
Até agora, o Sul concentra 77% de todos os diagnósticos de H1N1 detectados no Brasil neste ano, e isso tem uma explicação. “Devido às condições climáticas que tornam o inverno rigoroso, a população se torna mais vulnerável a contrair o vírus da influenza A”, justifica a chefe do Serviço de Controle de Infecção do Hospital Nossa Senhora das Graças, Viviane Maria Dias.
Segundo ela, as circunstâncias exigiriam uma estratégia de vacinação específica para esta região do país. “Como nos outros lugares a incidência não é tão grave, nossos jovens acabam sofrendo, pois são eles os mais afetados ao não serem imunizados”, afirma. No Paraná, mais de 40% dos casos registrados até agora incluem pessoas de 20 a 49 anos, que estão fora do grupo de risco que foi estipulado pelo ministério e recebeu doses gratuitas da vacina na rede pública.
O supervisor de vigilância em saúde do Paraná afirma que em 2011 o estado enviou ao MS um pedido de antecipação da vacina para o mês de fevereiro e também de ampliação da oferta do produto para que outros grupos (como o de pessoas de 2 a 20 anos e o de pacientes crônicos) fossem imunizados, mas a resposta foi negativa. “Não tivemos um retorno formal, mas, em reuniões, eles deixaram claro que isso não seria possível.” O ministério informa que, devido à capacidade operacional de produção da vacina, seria impossível beneficiar toda a população e antecipar a entrega das doses.

terça-feira, 17 de julho de 2012

A preguiça.


Ando com muita preguiça. Aquela vontade de fazer nada. Olhar as coisas e considerá-las sem ênfase, como queria Drummond. A preguiça regenera a alma e o corpo. A iluminação súbita de que nada vale a pena, nada vale o nosso esforço, pelo menos agora. Por que não daqui a pouco? Daqui a pouco estarei pronto para agir – mas agora quero ficar quieto. E sem prazo, por favor, que cria ansiedade.
O brasileiro tem fama de preguiçoso. O grito marcante de Macunaíma, o herói sem nenhum caráter criado por Mário de Andrade, é justamente “ai, que preguiça!” Dizem que o trabalhador brasileiro é menos produtivo que os outros, mas me parece que isso é apenas um álibi de outras incompetências, às vezes úteis: a demora em obras oficiais, por exemplo, que é o padrão também oficial brasileiro, rende riquezas rápidas, fulminantes e insuspeitadas, nos ágeis e eficientes “regimes de urgência” que dispensam controle e papeladas. Por que fazer certo se o errado é mais lucrativo?
Em defesa da minha preguiça, invoco a história do Brasil, um país que foi determinado, em praticamente tudo, da cultura à economia, pela instituição da escravidão. Fomos o último país a nos livrar oficialmente dela no mundo. Do século 16 ao século 19, a escravidão permeou todas as instâncias da vida brasileira: a rural, dominante, e a urbana, subsidiária. A ideia de “trabalho”, o seu simples conceito, sempre foi ofensiva para a cultura brasileira – as magníficas memórias de Brás Cubas, na obra-prima de Machado de Assis, relatam a vida inteira de um homem sábio e letrado que dedicou-se com afinco e determinação a jamais fazer coisa alguma. Na biografia do Barão de Mauá – um louco que tentou modernizar o Brasil imperial –, Jorge Caldeira relata que a desgraça do barão começou quando, num gesto simbólico, pediu ao imperador Pedro II para puxar um carrinho de mão e dar a partida às obras da primeira estrada de ferro do Brasil. Um imperador fazendo trabalho de negro! O barão foi à falência e, nas idas e vindas, até hoje não temos estradas de ferro, embora a tal Norte-Sul, que nunca fica pronta, dê muita renda.
Vendo do outro lado, o do escravo, que precisa negociar em cada minuto a sua sobrevivência, a preguiça é um valor ético. A imoralidade radical da escravidão determina a minha liberdade: cada momento que engano o criminoso que me prende representa uma conquista moral minha, uma percepção também assimilada pelo dono de escravo, para “naturalizar” a relação. Posto assim, o fim da escravidão deveria levar também ao fim da sua lógica perversa, porque a produção econômica ganha um novo patamar e a cultura universaliza o conceito de cidadão. Mas, no Brasil, ela contaminou de tal forma o cotidiano de três séculos de relações sociais, que parecemos ainda movidos a senhores e escravos.
Mas eu ia falar da preguiça – e já estou aqui, incompetente, quebrando a cabeça nesse frio da manhã.

Com 9,8ºC, Curitiba tem a tarde mais fria do ano.


Marcelo Andrade/Gazeta do Povo / Tempo úmido fez a sensação de frio parecer ainda maiorTempo úmido fez a sensação de frio parecer ainda maior
CLIMA

Com 9,8ºC, Curitiba tem a tarde mais fria do ano.

O Instituto Tecnológico Simepar confirmou ontem aquilo que foi assunto entre os curitibanos logo após o almoço. A tarde desta segunda-feira foi a mais fria do ano na capital. A temperatura máxima foi de 9,8°C, dois graus a menos que em 8 e 9 de junho, quando haviam sido registradas as tardes mais frias de 2012 – com 11,9ºC.
Já no último domingo, os termômetros registraram a menor marca do ano em Curitiba: 3,9°C. Já na manhã de ontem a mínima ficou em 5,5°C, mas a sensação térmica foi ainda mais baixa, de apenas 2ºC. Quem esperou um alívio durante a tarde ficou desapontado. Com o céu nublado, o tempo não esquentou e a sensação térmica variou apenas quatro graus – de 2ºC para 6ºC.
Suspeita
Dois homens são achados mortos em dia de muito frio
Patrícia Pereira
Dois moradores de rua foram encontrados mortos ontem de manhã, possivelmente vítimas do frio. O primeiro caso foi registrado em Rio Branco do Sul, na Grande Curitiba. Um homem de aproximadamente 70 anos, conhecido como “Tiziu”, estava embaixo de uma marquise, em frente do terminal Vila Velha. Ele foi encontrado por volta das 7 horas, sem sinais de agressão. O outro homem foi localizado por volta das 8 horas, no bairro Atuba, na capital. Ele estava enrolado em um cobertor na BR-476 e também não tinha nenhuma lesão aparente. Ele era conhecido como “Polaco” e tinha cerca de 40 anos.
O laudo oficial da necropsia, que vai confirmar se os dois homens foram mortos pelo frio, deve ficar pronto entre 30 e 60 dias.
O meteorologista do Simepar Samuel Braun alerta para o fato de que o tempo úmido é decisivo para uma maior sensação de frio nessa época do ano. “Normalmente quando está frio temos mais ar seco, mas, como o céu ficou encoberto, além do frio, não houve variação significativa da temperatura”, analisa.
Braun revela que o clima está diferente do sentido no final de semana porque não houve momentos de sol para aumentar a temperatura à tarde. “No inverno isso pode acontecer. Curitiba é uma região onde é um pouco mais comum ter densa nebulosidade mesmo em situações de frio”, explica.
Previsão do tempo
De acordo com o meteorologista, hoje praticamente haverá uma repetição do clima deste início da semana, com a diferença de que existe previsão de chuva. A previsão nos termômetros é de uma variação de 7ºC a 10ºC, entre mínima e máxima. “Na quarta-feira diminui a chuva, mas ainda seguiremos com céu fechado e vamos de 7 a 13 graus. Na quinta e na sexta, o tempo volta a ficar seco, com sol, mas esfria mais de manhã, com 5 ou 6 graus de mínima e 17 graus de máxima”, prevê Braun.

Sindicato reprova oferta de reajuste a professores


Em greve há quase dois meses, docentes vão analisar a proposta feita pelo governo federal em assembleias locais até a próxima sexta-feira.

Os estudantes das universidades dos institutos federais em greve não devem ter esperança de que a proposta salarial anunciada na sexta-feira passada fará com que a paralisação dos docentes termine. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) divulgou um comunicado em que reprova a oferta feita pelo governo federal de reajuste e pede para que os professores façam uma “análise crítica” da proposta. “Neste momento, é impossível delimitar um prazo para o fim do movimento porque a proposta não nos atende” afirma Luiz Henrique Schuch, vice-presidente do Andes.
A proposta apresentada pelo governo prevê, entre outros assuntos, a redução dos níveis de carreira de 17 para 13 – como forma de incentivar o avanço rápido e a busca por títulos – e reajustes de 12% a 40% escalonados nos próximos três anos. Somado ao aumento já concedido em março, o reajuste máximo chega a 45%. “É tudo maquiagem que não nos enganou”, ataca Schuch.
56
das 59 universidades federais do país estão com suas atividades paralisadas por causa da greve dos professores. O mesmo ocorre em 34 dos 38 institutos federais de educação, as antigas escolas técnicas.
O Andes afirma que, com a proposta do governo, só o professor-titular, no topo da carreira, terá um ganho real ao final de três anos. Esse grupo representa cerca de 10% dos docentes ativos, um total de pouco menos de 70 mil. Doutores, por exemplo, terão de 30% a 40%. Já os professores com título de mestre, de 25% a 27%. A proposta do governo prevê um impacto de R$ 3,9 bilhões nos cofres públicos – o orçamento do Ministério da Educação (MEC), em 2012, é de R$ 85 bilhões.
No comunicado, o An­des propõe radicalizar as ações da greve, que completa dois meses nesta semana e atinge 56 das 59 universidades federais, incluindo a Universidade Fe­deral do Paraná (UFPR) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). A paralisação também afeta 34 dos 38 institutos federais, dois Centros de Educação Tecnológica (Cefets) e o Colégio Federal Pedro II, no Rio de Janeiro.
Segundo Schuch, o principal problema é o não atendimento à reivindicação central da categoria: a reestruturação da carreira docente. “Além de não unificar a carreira, o acréscimo financeiro como resultado da titulação ficou fora do corpo do salário, virou gratificação. Não aceitamos isso”.
Durante esta semana haverá assembleias gerais pelo país de forma a discutir o que será apresentado na próxima reunião com o Ministério do Planejamento, agendada para o dia 23. Mas não há otimismo. “Recebemos a proposta, estamos analisando, mas todos sabem que ela não avança. Em muitos pontos, até regride. Acredito que, se não houver avanço, a greve continua.”
Oferta irredutível
Segundo o MEC, a proposta atende a demandas históricas e não há nenhuma possibilidade de mudança nos valores apresentados. “É uma proposta final quanto ao volume de recursos alocados”, diz Amaro Lins, secretário de Educação Superior do MEC.
Segundo ele, o governo está aberto à discussão de questões pontuais, como a exigência de o docente cumprir no mínimo 12 horas/aula semanais, mas não questões salariais. “É momento de ter bom senso e pensar no atendimento à comunidade” diz.

Mortes por gripe A sobem de 14 para 23


Em uma semana, mais nove óbitos foram confirmados no Paraná. No mesmo período, estado registrou 172 novos casos da doença.

Desde o começo deste ano, 23 paranaenses já perderam a vida por causa da gripe A (H1N1). Nove mortes em decorrência da doença foram confirmadas no estado nos últimos sete dias. Destas, cinco foram registradas na última semana e outras quatro ocorreram em períodos anteriores, mas ainda não haviam sido confirmadas oficialmente pelas autoridades como vítimas da doença. Os novos óbitos representam um aumento de 64,2% em relação ao número de mortes confirmadas até o início da semana passada.
Os números fazem parte do boletim semanal divulgado na tarde de ontem pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O documento também mostra que o Paraná teve mais 172 casos da doença confirmados ao longo da última semana: um aumento de 29,2% em relação aos que estavam registrados até a semana anterior. Com isso, já são 760 paranaenses contaminados com a gripe A.
Vizinhos
Região Sul contabiliza 108 óbitos
A Região Sul já contabiliza 108 mortes em consequência da gripe A: 23 no Paraná, 33 no Rio Grande do Sul e 52 em Santa Catarina. Os três estados confirmaram 1,6 mil casos da doença.
Em Santa Catarina, metade das mortes registradas teria ocorrido em decorrência de pacientes que tiveram acesso tardio ao antiviral oseltamivir (Tamiflu). Os médicos de todo o país estão orientados a prescrever o Tamiflu aos pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames.
Os casos confirmados estão espalhados por 138 cidades. Curitiba está no topo da lista, com 137 pessoas contaminadas. Em seguida, aparecem Ponta Grossa, com 61 confirmações, e Foz do Iguaçu, com 53. Pato Branco (com 49), Campo Mourão (26), São José dos Pinhais (22) e Jaguariaíva (22) vêm na sequência.
O superintendente de Vigi­lância em Saúde do Pa­raná, Sezifredo Paz, aponta que, apesar do avanço da doença no estado, “não há motivo para pânico”. Com base na análise dos óbitos, ele atribui as mortes a dois fatores: à demora das vítimas em procurar atendimento; e a outras doenças que agravam o quadro dos pacientes confirmados com a gripe A.
Para Paz, a chave para o controle da doença é o diagnóstico rápido. A partir desta confirmação, os médicos têm condições de ministrar um tratamento mais eficiente e barrar os efeitos. “A partir dos primeiros sintomas de gripe, as pessoas já devem procurar um médico. Tomando o antiviral [oseltamivir, de nome comercial Tamiflu] nas primeiras 48 horas, o quadro evolui para cura”, observa o superintendente.
Além da recomendação de busca imediata pelo atendimento, a Sesa relembra que, para evitar a transmissão, cuidados simples podem ser adotados: lavar sempre as mãos ou higienizá-las com álcool gel, cobrir o nariz e boca ao tossir ou espirrar e manter ambientes ventilados. “A situação é diferente em relação a 2009. Temos 25% da população imunizada, temos o antiviral e uma rede de saúde preparada para enfrentar os casos”, assegurou. Em 2009, o Paraná registrou mais de 80 mil pessoas contaminadas e mais de 350 mortes.
Distribuição dos casos
A análise por faixa etária aponta que a maioria dos casos, 40,2% (306), estão entre pessoas de 20 a 49 anos de idade. Em seguida, 25,9% das confirmações (197) se encontram entre paranaenses entre 10 e 19 anos. As duas faixas são consideradas as mais críticas. O boletim demonstra ainda um equilíbrio entre homens e mulheres: 50,2% das confirmações são de pessoas do sexo feminino e 49,2%, do sexo masculino.

Comissão de Orçamento aprova texto que sobe mínimo para R$ 667,75


Valor representa reajuste de 7,3% sobre os atuais R$ 622. Ainda falta a votação de destaques apresentados pelos parlamentares, que ainda podem alterar o texto.

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou nesta terça-feira (17) o texto-base da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013. Mas ainda falta a votação de destaques apresentados pelos parlamentares, que ainda podem alterar pontos do texto. O parecer do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) foi acertado com o governo. Apesar da retração da economia em 2012, o crescimento é mantido em 5,5% do PIB para 2013 - apesar de o mercado já ter reduzido a previsão para este ano para cerca de 2% -, o superávit primário em R$ 155,85 bilhões e o salário mínimo sobe para R$ 667,75 no ano que vem, contra os atuais R$ 622,00, reajuste de 7,3%.
Por pressão da oposição, o relator concordou em retirar do texto autorização para manter os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mesmo se o Orçamento da União de 2013 não for aprovado até 31 de dezembro deste ano. Com isso, o governo só continua podendo gastar com o custeio da máquina, caso o Orçamento não seja aprovado até 31 de dezembro. Todos os anos, o governo tenta incluir esse item, mas a oposição retira na negociação final.
O relator ainda inovou ao prever que poderão ser abatidos do superávit um total de R$ 45,2 bilhões de investimentos prioritários - mudança com a qual os técnicos do governo concordaram. Até agora, o abatimento era feito usando como base apenas os investimentos do PAC. Mas os técnicos dizem que essa alteração não tem problemas, porque o PAC está dentro dos investimentos prioritários.
Mas Valadares desagradou o governo ao criar o chamado Anexo de Metas, uma lista de obras prioritárias no valor de R$ 11 bilhões. O governo não havia enviado o Anexo, como determina a LDO, e argumentou que as prioridades eram as obras do PAC. A criação deste Anexo, segundo Valadares, teve aval do Ministério do Planejamento, mas técnicos dizem que pode haver vetos.
Câmara aprova segunda MP do Plano Brasil Maior
O plenário da Câmara aprovou também, na manhã desta terça-feira, o texto da MP 564, que prevê diversas ações de estímulo à indústria do país. A medida integra a segunda etapa do Plano Brasil Maior. Na noite de segunda-feira foi aprovada a MP 563, que traz benefícios como desoneração de produtos e na folha de pagamento para os setores de hotéis, móveis, autopeças, naval, aéreo e de empresas de call center e chips.

saiu uma nova convocação para pedagogo de Curitiba...dá uma olhada no Cidade do Conhecimento

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Mudança de Área de Atuação - para lotação de 27 vagas (06 vagas restantes (220) e 21 novas vagas
autorizadas).
CONVOCAÇÃO - MUDANÇA DE ÁREA DE ATUAÇÃO PARA SUPORTE TÉCNICO PEDAGÓGICO

Profissionais do Magistério que fizeram o procedimento de Mudança de Área de Atuação.
Reunião para escolha de vaga ou desistência.
Edital 09/2011.
Dia 30/07/2012 - Segunda-feira,
Local: Edifício Delta, 2º andar - Torre A - sala de reuniões.

Do 1º      ao 100º classificados --> deverão comparecer das 8h30 às 8h50. (Somente quem ainda não
assumiu e solicitou permanência).
Do 101º ao 200º classificados --> deverão comparecer das 8h55 às 9h15. (Somente quem ainda não
assumiu e solicitou permanência).
Do 201º ao 247º classificados --> deverão comparecer das 9h20 às 9h40. (Somente quem ainda não
assumiu e solicitou permanência).
Do 248º ao 257º classificados --> deverão comparecer das 09h45 às 10h20. (3ª chamada).
Do 258º ao 267º classificados --> deverão comparecer das 10h25 às 11h05. (3ª chamada).
Do 268º ao 274º classificados --> deverão comparecer das 11h10 às 11h35. (3ª chamada).

Conforme determinado em edital item 5.4 - A relação de classificação obedecerá à ordem de desempate
dos itens 5.3.1 a 5.3.4, sendo que os critérios de desempate dos itens 5.3.5 e 5.3.6 serão aplicados
somente no momento da convocação para o preenchimento das vagas, ou seja;
5.3.5. maior tempo de efetivo exercício na Rede Estadual de Ensino, mediante comprovação, através
de certidão ou declaração emitida pelo órgão competente;
5.3.6. maior tempo de efetivo exercício na Rede de Ensino Privado, mediante comprovação, através
da apresentação da Carteira de Trabalho;

Informamos que os servidores que se enquadrarem  nos itens 5.3.5 e 5.3.6 deverão apresentar os
documentos citados acima, constando anos, meses e dias, contados até 1º de agosto de 2011.

Atendendo ao Item 9 do Edital 09/2011 -  Das vagas ofertadas e da permanência na lista classificatória.

9.4 O candidato que não puder assumir a vaga por incompatibilidade de horário..., local ou falta
de documentação... poderá solicitar permanência na mesma classificação, sendo que a vaga será
ofertada para o próximo classificado.
9.5   As vagas que forem  surgindo... serão preenchidas seguindo-se rigorosamente a ordem
classificatória, novamente do início ao fim da lista,  considerando-se em cada convocação os
candidatos que solicitaram permanência...
10.6 ... não haverá reversão do processo.Class  Inscrição  Matr.  Nome  Nota
6 1051 36144 MARIA HELENA PUPO SILVEIRA 85.500
27 994 57297 JOSEANE DE FATIMA MACHADO DA SILVA 82.600
46 255 52824 DANIELE CRISTINA ROSA 81.000
48 925 65304 ARLEANDRA CRISTINA TALIN DO AMARAL 80.700
74 233 39581
ANA LUIZA FORMIGHIERI ALEXANDRINO DE
CHRISTO
78.800
81 375 53759 LIDIANE ROBERTA RAMOS MONTIBELLER 78.400
87 331 112804 VERIDIANA ALAIDE KMETIUK BOSSI 78.300
88 922 73188 MARCIA FERNANDES BRITO 78.200
113 864 78945 RITA DE CASSIA TIOZO DE CARVALHO PEREIRA 77.200
121 604 159224 LUCIANE APARECIDA DE MORAIS 77.100
129 30 73971 MARIZA CRISTINA ANDRADE DE OLIVEIRA 76.800
141 767 76893 KARLA JENIFFER RODRIGUES DE MENDONCA 76.300
155 360 159374 ANGELA CRISTINA PIOTTO 76.000
157 712 53864 SIRLANE MIRANDA 75.800
158 379 56884 SAMARA ELISANA NICARETA 75.800
161 301 111220 ANDREA CRISTIAN DA SILVA PINTO OLIVEIRA 75.700
162 458 162497 CRISTIANE ANTUNES STEIN 75.700
171 868 54525 FERNANDA SCHOLTAO 75.200
179 1015 73102 DENISE SCHWEGER DE SOUZA ASSIS 74.800
181 706 53322 MARISA VALENCIA GONCALVES 74.800
184 220 33100 SILVIA LETICIA DE JESUS CLEMENTE SEIDEL 74.800
189 272 117092 NEIVA LAIA 74.600
196 55 162521 MARILIA COSTA JORDAO 74.500
200 683 57329 KARIN CRISTINA GALVAN DA SILVA 74.300
205 486 132715 ROSILENE BUHRER JUNCKES 74.200
221 246 131986 ALESSANDRA CARPEN SCHULTZ 73.700
223 144 159296 ANDRESSA AUDIFFRED ARAUJO MACEDO 73.700
227 878 110932 TANIA REGINA DA SILVA NICOLELI 73.600
240 116 75958 CLAUDIA SIMONI DA SILVA ATIVO COSTA 73.200
242 672 159448 ANA PAULA LUDER BATISTA 73.200
248 54 32350 LILIANE PALMER 72.900
249 195 117111 CLAUDINEIA PEREIRA DE OLIVEIRA SATO 72.900
250 15 73968 MARIA RITA DE CASSIA MARCONATO 72.800
251 522 56224 FRANCIELLE KOSLOSKI DE LIMA 72.800
252 383 57606 VALERIA SANTOS MACHADO 72.800
253 322 37344 ROGERIA MARIA RICETTI 72.700
254 927 139983 ANA CAROLINE NICHELE 72.700
255 464 135296 SONIA HECK COELHO 72.700
256 566 65750 LUCIENE SOUTO DA ROCHA 72.600
257 443 80617
MARCIA CRISTINA DE SOUZA GEVEZIER
RODRIGUES
72.600
258 415 111233 REGINA KOCK DE SOUSA 72.600
259 324 147835 CHARIZI MARA RIBAS VIGANO 72.600260 1050 34501 MARIA AGOSTINHA DRULLA FELIPE 72.500
261 728 135242 ANGELA ROMANO DA SILVA 72.500
262 262 159217 JAQUELINE SALANEK DE OLIVEIRA 72.500
263 232 159620 LUCIANA DE ANDRADE 72.500
264 414 159736 SIMONE CRISTINA LUGARINI 72.500
265 804 53376 MARILETE LEVANDOSKI GADENS 72.400
266 603 111068 ELISANGELA DA CUNHA BARBOZA 72.400
267 619 52728 SOLEDADE DOS SANTOS SILVA RIBEIRO 72.300
268 102 54940 LUCILA SCHLEETZ MARTINS 72.300
269 639 135331 GISLAINE APARECIDA DA SILVA FERREIRA 72.300
270 275 140073 CINTIA FATIMA DA SILVA 72.200
271 576 159209 CLEIA MARIA DOS SANTOS CORDEIRO 72.200
272 237 163885 ANGELICA ZAMPIERI PAGANOTTO 72.200
273 650 87933 ANA LUCIA BONATTO BURZYNSKI 72.100
274 887 53205 VIVIANE DO ROCIO BARBOSA 72.100
       
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EUA aprovam pílula para prevenir aids


AP/AE / O antirretroviral Truvada reduz riscos de infecção pelo HIVO antirretroviral Truvada reduz riscos de infecção pelo HIV
SAÚDE

EUA aprovam pílula para prevenir aids

Antirretroviral Truvada, que reduz em até 78% a transmissão do HIV, poderá ser usado por pessoas não infectadas pelo vírus,.
A FDA – agência americana que regulamenta remédios e alimentos – aprovou­­ ontem a indicação do antirretroviral Truvada como for­­ma de prevenir a infecção­­ pelo HIV. Apesar disso, o De­­partamento de DST/Aids do Ministério da Saúde afirmou que não vai mudar a estratégia de prevenção à doença no Brasil.
A indicação da droga como forma de profilaxia antes da exposição ao vírus vem exatamente um ano depois de dois grandes estudos americanos demonstrarem que o consumo diário de uma dose oral do Truvada pode reduzir em até 78% a transmissão do vírus para pessoas saudáveis que mantêm relações com parceiros de alto risco, entre elas casais sorodiscordantes (em que apenas um deles tem o vírus) e homens que fazem sexo com homens.
Cuidados
Uso do medicamento deve ser restrito, dizem infectologistas
Kamila Mendes Martins
O Truvada como forma de reduzir as chances de contaminação pelo HIV não deve ser utilizado de forma indiscriminada por qualquer pessoa como forma de evitar o contágio. Seu uso deve ser restrito a casais em que os parceiros sejam sorodiscordantes, ou seja, nos casos em que um é portador do vírus e o outro, não. É o que defendem médicos infectologistas.
“Claro que esse medicamento é bem-vindo, pois vai trazer mais tranquilidade aos soro discordantes, quando um é negativo e outro positivo. Mas a utilização de forma irracional do remédio é desaconselhada até porque ele tem efeitos colaterais. E um deles é o comprometimento do rim”, explica o professor de infectologia da UFPR e da PUCPR e membro do Comitê Consultor da Aids do Ministério da Saúde, José Luiz de Andrade Neto.
Além disso, o remédio não é 100% eficaz e, portanto, as pessoas não podem deixar de tomar os mesmos cuidados que tomavam antes, como o uso da camisinha, mesmo que estejam no grupo de risco para o qual a medicação é indicada.
“[A autorização] Não deve mudar em nada o comportamento sexual das pessoas. Cada caso deve ser discutido individualmente com o médico no caso de casal discordante. Além da medicação, há outras medidas necessárias, como, por exemplo, o uso de preservativo”, explica o infectologista do Laboratório Frischmann Aisengart Jaime Rocha. “Não é para manter relação sexual com qualquer um e usar a medicação sem saber se a pessoa é [soro] positiva ou não”, ressalta.
Andrade Neto afirma ainda que o medicamento não é completamente eficaz: “Mais estudos são necessários para dizer que o Truvada pode impedir [o contágio] em 100% das vezes. Sabe-se que diminui o risco, mas ainda não é 100% seguro. É só o vírus do outro parceiro ter resistência ao Truvada, que a infecção pode ocorrer”.
Os dois médicos ressaltam que a melhor maneira de prevenção é a camisinha, que, além de proteger contra o HIV, evita o contágio com outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis. “O sexo seguro ainda é a melhor forma de prevenção da doença”, diz Andrade Neto.
O Truvada é a combinação de dois antirretrovirais: tenofovir com emtricitabina. A droga é produzida pelo laboratório Gilead e conseguiu o registro na Agência Nacional de Vigilância Sani­­tária (Anvisa) em maio deste ano. “O Truvada é para ser utilizado na profilaxia prévia à exposição em combinação com práticas de sexo seguro para prevenir as infecções do HIV adquiridas por via sexual em adultos de alto risco”, afirmou a FDA em nota.
Otimismo
A pesquisadora Valdilea Veloso, diretora do Instituto de Pesquisas Clínicas Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), diz que o Tru­­vada é uma potencial arma de prevenção da doença, especialmente entre homens que fazem sexo com homens – grupo de alto risco de contaminação. Valdilea diz ver com otimismo a indicação do uso do Truvada como mais uma forma de combate à doença de maneira complementar ao que já existe – como fazer sexo seguro – e não como um substitutivo.
Apesar do otimismo em torno da indicação do uso do­­­­ Truvada como prevenção,­­ Ronaldo Hallal, coordenador de cuidado e qualidade do pro­­­­grama de DST/Aids do Mi­­nistério da Saúde afirmou­­ que­­ o grupo técnico do Mi­­nis­­tério se reuniu recentemen­­te para atualizar as diretrizes, discutiu esse assunto, mas decidiu manter tudo como está, com foco no incentivo ao sexo protegido, no diagnóstico e tratamento e na oferta da profilaxia pós-exposição (para pessoas que fizeram sexo desprotegido com parceiro de risco). “Os estudos demonstram que, se a pessoa doente for tratada corre­­tamente, há uma redução de até 95% na transmissão do vírus. Esse é um resultado bem mais eficaz que os 75% alcançados com a profilaxia pré-exposição”, afirmou Hallal.
Para OMS, arsenal de remédios pode eliminar a aids
AFP
Trinta anos depois da epidemia de aids, ainda não foi encontrada uma cura para a doença, mas um crescente arsenal de remédios poderá, algum dia, ajudar a por fim a novas infecções, afirmou o diretor do Departamento de HIV/Aids da Organização Mundial da Saúde (OMS), Gottfried Hirnschall.
A chave é encontrar a ma­­­­­­neira de administrar melhor­­ os últimos avanços, disse Hirn­schall durante visita­­ a Washington, antes da Confe­­rência Internacional sobre a Aids, que começa nesta cidade no próximo domingo, 22 de julho.
Os remédios antirretrovirais podem reduzir o risco de que as pessoas infectadas transmitam o vírus e evitar que as pessoas saudáveis sejam infectadas através de relações sexuais com parceiros com HIV, apesar dessas novas possibilidades gerarem controvérsia. Esses medicamentos salvaram cerca de 700 mil vidas em todo o mundo só em 2010, algo extraordinário segundo os especialistas.
As conquistas nas pesquisas e o progresso em alguns países “demonstram que é possível avançar muito significativamente na ampliação da resposta e inclui começar a pensar na eliminação das novas infecções”, disse Hirnschall.
O mundo tem agora 26 antirretrovirais (conhecidos como ARV) no mercado e mais em desenvolvimento para o tratamento de pessoas com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que infectou 60 milhões de pessoas e matou 25 milhões desde o início da epidemia.
“Temos um arsenal bem grande de drogas disponíveis”, observou Hirnschall, considerando que os medicamentos são melhores agora do que costumavam ser – menos tóxicos, mais robustos, menos propensos a desencadear resistência e mais toleráveis –, mas ainda não são perfeitos.
Os efeitos colaterais continuam sendo uma preocupação e as autoridades estão vigiando cuidadosamente o surgimento de resistências.
A OMS se prepara para lançar esta semana seu primeiro relatório global sobre resistência aos medicamentos em países de renda baixa e média. Estudos recentes demonstraram os benefícios potenciais de iniciar o tratamento mais cedo, antes que a carga viral seja muito alta, como uma forma de proteger a saúde de uma pessoa infetada e diminuir o risco de transmitir a enfermidade ao parceiro.
Antirretrovirais
Muitas pessoas estão preocupadas com a ética da prescrição de medicamentos contra o HIV a pessoas saudáveis, quando um grande número de pessoas infectadas em todo o mundo ainda não tem acesso a tratamentos que salvam vidas. Alguns grupos de alto risco continuam sendo difíceis de alcançar, como os trabalhadores sexuais e os usuários de drogas injetáveis, muitas vezes excluídos do tratamento devido a leis restritivas.

Tomar café de forma moderada é benéfico ao coração.


Jonathan Campos / Gazeta do Povo /
ALIMENTAÇÃO

Um estudo do Centro Médico Beth Israel Deaconess mostrou que os benefícios e os malefícios do café para o coração dependem da quantidade que se ingere da bebida. “Nossos estudos mostraram um possível benefício, mas como tantas outras coisas que consumimos, isso realmente depende da quantidade de café que você toma”, explica a autora da pesquisa, Elizabeth Mostofsky. O estudo aponta ainda que os benefícios do café aumentam até o consumo máximo de dois cafezinhos por dia. No entanto, a proteção começa a diminuir vagarosamente quanto mais café é consumido até o limite de cinco xícaras e, se o consumo for maior do que isso, as chances de sofrer de algum mal do coração se tornam maiores. O estudo publicado no dia 26 de junho na internet no Journal Circulation: Heart Failure revelou também que o consumo moderado de café diminui em até 11% o risco de insuficiência cardíaca.

MENOPAUSA- Reposição de cálcio em discussão


Jonathan Campos/ Gazeta do Povo /
MENOPAUSA

Reposição de cálcio em discussão

Como a perda óssea varia de uma mulher para outra, cada pessoa deve passar por uma avaliação individual para definir se a suplementação do mineral tem mais benefícios do que riscos.
Após anos receitando suplementos de cálcio a mulheres que já passaram da menopausa para evitar fraturas, médicos agora se veem diante de controvérsias a respeito do consumo irrestrito dessa substância. A incerteza veio à tona neste ano quando uma força-tarefa do governo federal norte-americano recomendou que essas mulheres não tomem doses de cálcio e de vitamina D diariamente, por não haver comprovação dos benefícios.
O certo é que apenas tomar cálcio não é garantia de prevenção contra fraturas, já que outros fatores também auxiliam, como cuidados para evitar quedas e atividades físicas frequentes. Baseado nesses fatores, os especialistas norte-americanos afirmam que a ingestão de cálcio por si só não consegue diminuir a incidência de fraturas.
Conte sua história
Você ingere cálcio ou outra forma de suplemento alimentar?

Chega de salto alto
O salto alto não faz mais parte da vida da professora aposentada Marisa Ramalho Ghenov (foto), 64 anos. Essa é apenas uma das medidas que ela tomou depois que parou de ingerir hormônios na pós-menopausa e se viu com problemas ósseos há cerca de cinco anos. Desde então Marisa passou a seguir recomendações para prevenir quedas, como acender a luz ao sair da cama à noite e tirar tapetes que provocam escorregões. “Eu tinha muito medo de fazer exercícios físicos e cair”, conta. A suplementação de cálcio também ajudou. Dois comprimidos diários não a fizeram se despreocupar com a prevenção, por outro lado mostraram fazer a diferença nos exames. A alimentação mudou pouco, mas Marisa ingere sempre que possível leite e derivados. “A osteoporose não se cura, mas, no meu caso, já apresentou uma melhora significativa nos exames.”
Riscos
A ingestão diária de cálcio por quem precisa de suplementação varia, geralmente, entre 500 e 1.500 mg, dependendo da idade da pessoa e da ocorrência de problemas ósseos. Mas altas doses do mineral também podem trazer efeitos indesejados.
• Cálculo renal: como a excreção do cálcio é feita pelos rins, pessoas propensas a terem as chamadas “pedras” nesses órgãos devem cuidar com as quantidades do mineral.
• Problemas gastrointestinais: gastrite e intestino preso são reações adversas comuns da alta dosagem de cálcio.
• Risco de enfarte: a relação da ingestão excessiva de cálcio com enfartes ainda não foi comprovada, já que ao mesmo tempo muitos estudos mostram que os riscos aumentam, outros desmistificam essa possibilidade.
Fonte: André Vianna, endocrinologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, e Mark Deeke, ortopedista do Hospital Marcelino Champagnat.
Mas o endocrinologista do Hospital Nossa Senhora das Graças André Vianna explica que já é comprovado que o consumo de cálcio é benefício, sim, ao menos em uma situação: no caso de mulheres que têm problemas ósseos e que já passaram pela menopausa. “O que é controverso é a necessidade de suplementação para mulheres que ainda não apresentaram osteopenia [perda óssea] ou osteoporose”, diz.
Esses dois problemas podem surgir, porque no período pós-menopausa, especialmente nos primeiros anos, a mulher tem perda óssea pela falta de estrogênio circulando no sangue, segundo o professor de ginecologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membro da Comissão Científica da Sociedade Brasileira do Climatério, Jaime Kulak Junior.
Como a perda óssea varia de uma mulher para outra, cada pessoa deve passar por uma avaliação individual com o médico para definir se a suplementação de cálcio tem mais benefícios do que riscos, explica o ortopedista do Hospital Marcelino Champagnat Mark Deeke. A preocupação maior é com mulheres que sofrem com problemas ósseos, já que, nesses casos, após a ocorrência de um trauma, há aumento de morbidade. “Para as mulheres que estão perdendo cálcio e fazem parte do grupo de risco, são magras e sedentárias, provavelmente a relação custo benefício do cálcio apontará para a suplementação”, diz Deeke. Ele destaca também que a ingestão tem de ser a mais natural possível, o que facilita a absorção, mas nem sempre a dieta consegue abranger todas as necessidades. Nesses casos, os comprimidos entram em cena.
Além disso, os médicos afirmam que somente a ingestão do cálcio não é suficiente para fixá-lo nos ossos. A vitamina D (leia mais ao lado), a exposição ao sol e a atividade física, principalmente o reforço muscular isométrico – contração muscular sem movimento –, são peças chave para que o cálcio se mantenha e melhore a qualidade da massa óssea.
Recuperação
A regeneração óssea é importante para a melhora das fraturas. Ter osteoporose não aumenta o tempo de recuperação, mas altera a qualidade do novo osso que é formado. “A velocidade é a mesma para quem tem e quem não tem osteoporose, a diferença é que o osso formado não será tão resistente, podendo quebrar no mesmo lugar novamente”, diz Deeke.
Agravantes
A fixação do cálcio nos ossos sofre com outros fatores que competem com essa absorção, fazendo com que a substância seja eliminada do organismo. Entre eles está o tabagismo, remédios para pressão alta, diuréticos, cortisona e, especialmente, o sedentarismo.
Vitamina D
Somente a ingestão de cálcio não é suficiente para aumentar a massa óssea. É necessário que haja vitamina D circulante no sangue, já que a absorção do mineral é diretamente proporcional à quantidade da vitamina no organismo. Entretanto, ela não é facilmente encontrada na alimentação. Apenas leite, ovos e alguns peixes, como o salmão, a possuem. Além disso, para que seja absorvida pelo organismo, é preciso que a pessoa tome sol. Quando a necessidade dela aumenta, o paciente pode precisar de suplementação.