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Professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino - Governo do Paraná

quinta-feira, 15 de março de 2012

Seis em cada 10 cidades do Paraná não pagam o piso do magistério



Associação dos Municípios alega que o reajuste de 22% para os docentes pode comprometer as finanças de algumas cidades.
No dia em que professores iniciaram um protesto nacional em defesa do piso da categoria, dois terços dos municípios paranaenses se declararam incapazes de cumprir o reajuste de 22,22% no salário do magistério. A correção, que é anual conforme determina a Lei 11.738/08, foi anunciada pelo Ministério da Educação (MEC) no mês passado.
Segundo pesquisa da Associa­ção dos Municípios do Paraná (AMP) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação no Paraná (Undime-PR) divulgada ontem, apenas 35% das prefeituras do estado afirmam conseguir pagar o piso, que subiu para R$ 1.451. O levantamento foi feito de forma eletrônica entre os dias 5 e 12 de março com 121 dos 399 municípios do Paraná. O objetivo foi mensurar o impacto do reajuste do piso nos orçamentos municipais.
Gerson Klaina/Tribuna do Paraná
Gerson Klaina/Tribuna do Paraná / Para Gabriel Samaha, governo precisa rever o índice de correçãoAmpliar imagem
Para Gabriel Samaha, governo precisa rever o índice de correção
Entrevista
Flávio Arns, secretário de Educação do Paraná.
O secretário de Educação Flávio Arns garantiu ontem que nenhum professor no Paraná recebe menos de R$ 1.748,06, 20,47% a mais que o piso nacional de R$ 1.451 definido pelo Ministério da Educação (MEC). Arns informou ainda que pretende chegar a um diálogo positivo com os professores da rede estadual de ensino em uma reunião que será realizada hoje, às 11 horas, no Palácio Iguaçu.
O piso no estado para professores com ensino médio é de R$ 1.223?
O Paraná tem um plano de carreira em extinção para professores com ensino médio, no qual o piso é de R$ 1.223,62. Como há mais de 20 anos são contratados apenas professores com curso superior, os poucos que restam nesse plano – temos de fazer um levantamento para saber se ainda resta algum –, com a progressão na carreira, já recebem mais que o piso nacional de R$ 1.451. Se houver algum profissional que ainda não recebe esse valor, atualizaremos o piso. A lei, no entanto, é clara: esse reajuste não tem efeito cascata, ou seja, não atinge o salário de todos os outros professores da rede estadual de ensino.
O governo vai oferecer alguma proposta de reajuste aos professores hoje?
Estamos abertos ao diálogo, mas não prevemos fazer propostas de reajuste salarial fora do que já está previsto. Este ano os professores terão a data-base em maio e receberão a segunda parcela da equiparação salarial e, com esses reajustes, os salários dos professores, dependendo do profissional, vão variar de R$ 2 mil a R$ 7 mil.
Os professores também pedem que seja cumprida a lei que determina que 33,33% da jornada de trabalho seja dedicada à hora-atividade (tempo para capacitação e preparo das aulas). O governo tem alguma solução para esse problema?
A maior parte dos professores tem uma hora-atividade de 20%. Temos de dialogar. Algo que pode ajudar é a contratação de 9,5 mil professores que acabamos de fazer em 2012 e vamos chamar outros 2,5 mil nos próximos dias.
Denise Drechsel

  • “Um salário maior não resolve o problema da educação. Se a prefeitura tem dificuldades para pagar o piso dos professores, vai faltar dinheiro para investimentos e até mesmo para a capacitação dos próprios professores”, analisa Gabriel Samaha, presidente da AMP e prefeito de Piraquara.
Segundo ele, o índice de reajuste, que hoje é determinado com base no Fundo de Manutenção e De­­senvolvimento da Educação Básica (Fundeb), é preocupante pa­­ra os gestores, pois as prefeituras correm o risco de ter suas finanças comprometidas e ultrapassar o limite definido pela Lei de Res­­ponsabilidade Fiscal (LRF) com a folha de pagamento, que é de 54% de despesas.
“O reajuste que tivemos em 2012 já inviabiliza o orçamento de várias prefeituras. Se no ano que vem trabalharmos novamente com o Fundeb, pode ser um reajuste de 23%, 24% e aí teremos um problema gravíssimo para a implantação desse piso”, diz Samaha. Os prefeitos que descumprirem a lei podem sofrer ações por improbidade administrativa.
Para a presidente da Undime-PR e secretária de Educação de Telêmaco Borba, Cláudia Maria da Cruz, é preciso superar o senso co­­mum de que as prefeituras não pagam mais a professores porque não querem. “Pretendemos discutir a questão com sindicalistas e levar esse debate para fora do estado. Precisamos de uma mesa de negociação pra chegarmos a parâmetros e reinvindicações comuns”, diz.
AMP e Undime-PR defendem que o governo federal crie um mecanismo eficiente para ajudar os municípios em dificuldade e aprovem uma lei específica que estabeleça novas bases para a correção anual do piso do magistério. As entidades informam que, recentemente, enviaram ao mi­­nistro da Educação, Aloizio Merca­dante, uma proposta de alteração da forma de reajuste, que passaria a considerar a inflação e mais cerca de 30% do valor do Fundeb. Assim, o aumento giraria em torno de 10% a 12%. Um projeto de lei que tramita na Câmara prevê que a correção seja feita com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que fechou o ano em 6,98%.
APP-Sindicato diz estar aberto ao diálogo
Diante da dificuldade dos municípios para pagar o piso aos professores, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Paraná (APP-Sindi­cato), Marlei Fernandes de Car­valho, afirmou que a categoria está aberta ao debate. “No ano passado, tínhamos uma comissão nacional debatendo o assunto, mas em dezembro tentaram dar um golpe e propuseram apenas o reajuste de acordo com a inflação, que seria de cerca de 6%. Esse tipo de proposta, os professores não vão aceitar”, disse.
Marlei afirmou não ter conhecimento da proposta da AMP e da Undime-PR, que considera um reajuste entre 10% e 12%. “Para es­­te ano, vamos fazer a defesa do reajuste anunciado, que é de 22%. Um outro formato que po­­deria funcionar é o considerado para o salário mínimo nacional. Nós temos disposição para dialogar”, afirmou.
Confederação promove atos de Norte a Sul
Docentes de pelo menos 13 estados paralisaram ontem suas atividades para reivindicar o cumprimento do piso salarial nacional (R$ 1.451), melhorias na carreira e mais investimentos em educação. A greve foi convocada pela Confederação Nacional dos Tra­balhadores em Educação e deve durar até amanhã. Houve manifestações em São Paulo, Mi­­nas Gerais, Rio Grande do Sul, Ba­­hia e Pernambuco, entre outros.
No Paraná, o Sindicato dos Tra­ba­­lhadores em Educação Pública (APP-Sindicato) programou a paralisação para hoje. Os sindicalistas es­­peram a adesão da maioria dos 83 mil professores. A APP quer que o governo do estado adote o reajuste de 22,22% aplicado ao piso na­­cio­nal aos R$ 1.748,06 que são pagos hoje aos professores com for­mação superior. Uma reunião entre uma comissão do sindicato e membros do governo está marcada para as 11 horas.

Senado recebe “novo” código do consumidor


Hedeson Alves/Arquivo/ Gazeta do Povo / Claudia, do Procon-PR: superendividamento é uma das maiores preocupaçõesClaudia, do Procon-PR: superendividamento é uma das maiores preocupações

Proposta preparada por comissão de juristas tem o objetivo de modernizar o CDC, que está em vigor há 21 anos.

Na véspera do Dia Internacional do Consumidor, a comissão de juristas encarregada de elaborar uma proposta de atualização do Código de Defesa do Consumidor (CDC) encaminhou ontem ao Senado Federal um anteprojeto com sugestões de modernização nessa legislação.
A proposta busca regular e inserir mecanismos de proteção ao consumidor brasileiro em casos de compras pela internet, na oferta de crédito e endividamento das famílias e nos processos de causas coletivas, situações que não são expressamente previstas no CDC, em vigor desde setembro de 1990.
“A atualização que se propõe é cirúrgica. O CDC é um marco da cidadania, mas, passados 20 anos, precisa de atualização”, defende o ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) Herman Benjamin, membro da comissão.
A proposta final da comissão foi formulada após 37 audiências públicas com senadores, procuradores da República e organismos de defesa do consumidor. O texto será agora encaminhado à Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consu­midor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado. Para entrar em vigor, ainda terá de ser aprovado pelo plenário, depois pela Câ­­mara dos Deputados e, enfim, ser sancionado.
Na questão do comércio eletrônico, o projeto propõe a obrigatoriedade da identificação de contato e endereço físico em destaque nos sites de vendas. Também prevê a suspensão e proibição de vendas por meio eletrônico de fornecedor reincidente em práticas abusivas, como atrasos na entrega dos produtos.
Outro capítulo restringe a publicidade de crédito para se evitar a indução ao superendividamento, proibindo, por exemplo, expressões como “taxa zero”. Pela proposta, os agentes financeiros serão obrigados a fornecer informações, com transparência, sob pena de redução forçada dos juros.
A coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano, avalia que essa era a questão mais urgente para ser tratada no anteprojeto de reforma do CDC. Segundo ela, a nova redação permitirá uma abordagem jurídica mais precisa na resolução dessas situações. “Com essa interpretação pode-se verificar, por exemplo, se o próprio banco não foi irresponsável ao facilitar o crédito”, diz.
O especialista em Direito do Consumidor Bruno Miragem, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), considera positivas as mudanças. “A proposta não mexe com o que está dando certo, mas legisla de forma clara sobre questões que, até então, só garantiam proteção através de análise interpretativa”, avalia. Ele alerta, no entanto, para a possibilidade de que a discussão no Congresso enfraqueça o CDC. “O processo legislativo é algo que se sabe como começa, mas nunca se sabe como termina.”
Proposta desagrada um dos “pais” do CDC
A proposta de atualização do CDC desagrada um dos pioneiros na área do Direito do Consumidor no Brasil. O advogado, consultor jurídico e professor de Direito do Consumidor José Geraldo Brito, que foi coordenador-adjunto da comissão especial que elaborou o anteprojeto de lei que se transformou no CDC, considera a reforma “desnecessária e arriscada”.
“No momento em que se coloca na mesa do Congresso qualquer projeto que seja, todo mundo vai querer meter a colher. Tramitam nas duas casas mais de 500 propostas para alterar o Có­­digo. Todos esses parlamentares têm legitimidade para propor mudanças ao texto e todos vão querer aparecer de alguma forma. O CDC estará sujeito a pressões e lobbies de grupos. Basta ver o exemplo do que está acontecendo em torno da reforma do Código Florestal”, aponta.
Para Filomeno, o fortalecimento da defesa dos direitos do consumidor no Brasil não depende da questão legislativa. “O Código é bom, é amplo, é moderno. O que deve ser feita é a aplicação cada vez mais pronta e eficaz das leis já existentes”, diz.
PRINCIPAIS PROPOSTAS PARA MODERNIZAR O CDC
● Comércio eletrônico
Criação de um novo capítulo para cuidar desse tipo de relação de consumo;
Todas as informações sobre a identificação do fornecedor, inclusive endereço físico, deverão ser disponibilizadas em destaque e com fácil visualização nos sites de vendas;
O consumidor terá assegurado o direito de receber confirmação da transação e corrigir eventuais erros na contratação a distância;
O fornecedor ficará proibido de enviar mensagens eletrônicas não solicitadas (spam) aos consumidores com os quais não possua relação de consumo prévia, ou que manifestaram sua recusa diretamente ou em cadastros de bloqueio;
Reforça e facilita o direito de arrependimento em sete dias do contrato a distância;
Inclui a pena de suspensão e proibição de utilizar o comércio eletrônico a fornecedor que for reincidente em práticas abusivas contra consumidores;
Em caso de descumprimento, um juiz poderá determinar o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do repasse de pagamentos e transferências financeiras como forma de compelir o cumprimento;
● Superendividamento do consumidor
Proíbe promover publicidade de crédito com referência a “crédito gratuito”, “sem juros”, “sem acréscimo”, com “taxa zero” ou expresssão de sentido ou entendimento semelhante;
Estabelece a concessão do crédito responsável, obrigando o fornecedor a, além de informar, aconselhar o consumidor e avaliar de forma leal as condições deste repagar suas dívidas, sob pena de redução dos juros;
Cria a figura jurídica do “assédio de consumo”, definido como pressão ao consumidor, em especial se idoso, analfabeto, doente ou em estado de vulnerabilidade agravada, para contratar o fornecimento de produto, serviço ou crédito, em especial se a distância, por meio eletrônico ou por telefone, ou se envolver prêmios;
Institui a conciliação em caso de superendividamento, de forma a estimular a repactuação das dívidas dos consumidores em audiências conciliatórias com todos os credores, onde se elabora plano de pagamento de até 5 anos para quitar suas dívidas, preservado o mínimo existencial.
● Ações coletivas
Estabelece a prioridade de julgamento; Eficácia da decisão em todo território nacional, quando o dano ao consumidor for nacional; Cria medidas processuais que irão agilizar o andamento da ação coletiva.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Contra acidentes de Trânsito


naofoiacidente.org
Você pode ajudar ATIVAMENTE a mudar nossa lei e acabar com a impunidade no trânsito brasileiro. Clique no link abaixo e assine eletronicamente nossa petição pública!

Desemprego de jovens cai à metade no Brasil


Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo / Bruna Klassman conquistou o emprego no último mês da faculdade
Bruna Klassman conquistou o emprego no último mês da faculdade
A cena clássica que se imagina quando uma pessoa vai procurar emprego – olhar os classificados, esperar por entrevistas – não condiz com a história de Leandro Justin. “Não fiz nem currículo”, conta o professor de inglês de 21 anos. E foi contratado há algumas semanas pela primeira empresa em que bateu à porta em busca de trabalho, numa escola de idiomas.
Leandro faz parte de uma juventude brasileira que, desde 2003, viu o desemprego cair praticamente à metade. Em 2011, a taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos, nas seis principais regiões metropolitanas do país, fechou em 13,4% – ainda elevada, mas bem distante dos 23,4% vistos em 2003. Cenário que contrasta com o que se nota nos países desenvolvidos, onde a crise atormenta os jovens europeus com taxas de desemprego próximas a 50%.
Dependendo da área, vagas são mais escassas
Formada em Relações Internacionais, Bruna Klass­mann, 21 anos, conseguiu o primeiro emprego no último mês de faculdade, em dezembro passado, após mais de um ano de procura e cerca de 20 tentativas. Ela está trabalhando na agência de intercâmbio World Study, onde é responsável pela parte operacional dos cursos, cuidado da documentação, vistos e outras burocracias do processo de intercâmbio. O caso dela reflete a dificuldade dos jovens mais bem qualificados de se posicionarem no mercado – com a agravante de o mercado para internacionalistas ser ainda restrito no país. Segundo ela, da sua turma da faculdade, a maioria foi trabalhar com comércio exterior e alguns optaram por fazer duas graduações, combinando a formação com curso de Direito, com o objetivo de trabalhar na área de Direito Internacional. “Também tem aqueles que estão estudando para o Instituto Rio Branco, mas, de maneira geral, o mercado para formados nessa área é bem difícil”, acredita ela.
“Quem procura encontra trabalho. Pode não dar muito para escolher. Mas minha opção foi levar dinheiro para casa. Estou satisfeito”, diz Leandro.
A percepção dele se observa em números da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Segundo Cimar Azeredo, gerente da PME, o nível de ocupação dos jovens de 18 e 24 anos cresceu 11,7% nos últimos oito anos – acima da dos adultos, que aumentou 8,9%. De um lado, o bom momento da economia brasileira nos anos recentes tornou mais dinâmico o mercado de trabalho, e esse movimento favoreceu os mais novos também. Por outro, os jovens fizeram a sua parte e aumentaram a escolaridade. Dados da Pnad de 2009 indicam que mais da metade desses jovens cursa ou possui nível médio.
“A mão de obra brasileira está mais qualificada e, por isso, parte em busca de ocupações que exigem mais formação. Não é à toa que serviços domésticos ficaram mais caros justamente por falta de gente. Hoje, funções que surgiam por falta de oportunidade, como emprego doméstico, já não são mais a primeira opção do jovem que sai da escola. Isso é uma mudança na estrutura do mercado de trabalho e o jovem, certamente, é um dos protagonistas desse processo”, aponta Azeredo, acrescentando que faltam a esse jovem políticas de inserção no mundo do trabalho. “O pesadelo de terminar uma faculdade e ficar sem trabalho ainda existe.”
Qualificação é preocupante
Na avaliação de Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), a taxa de desemprego dos jovens é tradicionalmente acima da média do mercado. Contudo, para ele, no Brasil a distância entre os indicadores é maior do que deveria ser. “Ainda assim, o jovem brasileiro é o mais otimista, numa comparação feita em 132 países. Há, sem dúvida, uma melhora e uma perspectiva de que as coisas vão melhorar.”
Mais velhos
Na outra extremidade, as estatísticas também trazem um cenário mais positivo. De 2003 para 2011, a taxa de desocupação dos profissionais com mais de 50 anos saiu de 5,3% para 2,3%. “É pleno emprego”, conclui João Sabóia, professor do Instituto de Economia da UFRJ.
Após quase 30 anos na área de saúde, Rosana Maia, 58 anos, decidiu recomeçar. Fez cursos de gastronomia e hoje dá aulas, presta consultoria e ainda organiza eventos. “É como se eu estivesse com 15 anos: me sinto apaixonada novamente pela vida. O diploma da atual profissão mais a minha experiência me garantiram um recomeço feliz”, diz a chef de cozinha.
Bem qualificados têm menos oportunidades
Um mercado de trabalho mais dinâmico que o de outros países não traz necessariamente os melhores empregos, afirma o economista Naércio Menezes, professor do Instituto de Ensino e Pesquisa. Muitos jovens estão ocupando funções abaixo de sua formação.
“A oferta de vagas que exigem mais qualificação não cresce no mesmo ritmo da demanda dos jovens com mais anos de estudo. Além disso, os ganhos das ocupações com pouca qualificação cresceram mais que aquelas que exigem, por exemplo, nível superior”, afirma Menezes.
Essa é mesma opinião da economista Mõnica de Bolle, da Galanto. Para ela, a qualificação do jovem brasileiro ainda é muito baixa quando comparada a outros países, inclusive a China. “Apesar das vagas que se abrem numa economia com uma dinâmica de crescimento razoável, é bastante preocupante o tipo de qualificação dos jovens brasileiros. O Brasil está pessimamente colocado em competições internacionais de matemática ou ciências. Já a China aparece em primeiro lugar em muitas delas”, diz.
Se na Europa — e também nos EUA — as famílias se ressentem de um mercado de trabalho em retração, no Brasil os jovens conquistaram o direito de adiar a entrada no universo do emprego. Uma possibilidade que veio com o crescimento da renda dos brasileiros e políticas sociais que permitiram que muitos jovens optassem pelos bancos escolares em detrimento a um posto em uma empresa
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Estar conectado é preciso, mas com bom senso, é conclusão do Papo Universitário


Marco Andre Lima/Agência de Notícias Gazeta do Povo / Da esquerda para a direita: André Telles, especialista em marketing digital; Raphael Mendes, autor do blog Bobagento; Luigi Poniwass, mediador do debate; Alexander Baer, consultor de carreira Da esquerda para a direita: André Telles, especialista em marketing digital; Raphael Mendes, autor do blog Bobagento; Luigi Poniwass, mediador do debate; Alexander Baer, consultor de carreira
Três convidados discutiram com os universitários sobre equilíbrio do tempo entre o mundo real e o virtual e como agir nas redes sociais
Os três especialistas convidados para o mais recente Papo Universitário, que aconteceu na noite desta segunda-feira (7) no Teatro Paiol, concordam: Não dá para ficar desconectado das redes sociais. Mas é unânime outra constatação: Não dá para atuar nas redes sociais sem bom senso.
Marco Andre Lima/Agência de Notícias Gazeta do Povo
Marco Andre Lima/Agência de Notícias Gazeta do Povo / Com o título “<b>O timing nosso de cada dia</b>”, o evento promovido pela <b>Gazeta do Povo</b> reuniu principalmente universitários interessados em como equilibrar o tempo entre o mundo virtual e o real, administrar a própria marca na internet e aprimorar a rede de contatos profissionais pela internetAmpliar imagem
Com o título “O timing nosso de cada dia”, o evento promovido pela Gazeta do Povo reuniu principalmente universitários interessados em como equilibrar o tempo entre o mundo virtual e o real, administrar a própria marca na internet e aprimorar a rede de contatos profissionais pela internet
Com o título “O timing nosso de cada dia”, o evento promovido pela Gazeta do Povo reuniu principalmente universitários interessados em como equilibrar o tempo entre o mundo virtual e o real, administrar a própria marca na internet e aprimorar a rede de contatos profissionais pela internet.
Segundo um dos convidados, Raphael Mendes, autor do blog Bobagento, um dos sites mais acessados no Brasil, a interação com o público permitiu falar de assuntos bem diferentes, mas a conclusão foi que é importante gerenciar o conteúdo que cada um divulga e que é preciso investir em conhecimento.
Alexander Baer, consultor de carreira e palestrante com atuação nas áreas de Planejamento Estratégico, Cultura e Gestão Estratégica, afirmou que as redes sociais são a bola de cristal do mercado e que muito se investe na carreira, com universidade, cursos de pós-graduação, mas que não se divulga isso.
“O Chacrinha já dizia que quem não se comunica se trumbica. Você tem de pensar que não tem dois ou três concorrentes em Curitiba, mas concorrentes pelo mundo todo. As pessoas entram na rede social, mas não a alimentam. Ou falam de tudo, do churrasco, da festa, mas conteúdo para as empresas te acharem não tem nada”, diz.
Respondendo a pergunta de um participante, Baer diz que o site LinkedIn está crescendo muito e que vale a pena investir nessa ferramenta, desde que a deixe atualizada. “São cem milhões de pessoas cadastradas e se relacionando direta ou indiretamente. Então é uma ferramenta maravilhosa, mas tem de estar lá o tempo todo, participar de grupos de discussão, por exemplo. E não ficar falando ‘bobageira’, ou sua imagem vai para as cucuias."
Na sequência o terceiro convidado, André Telles, especialista em marketing digital, CEO da agência digital Mentes Digitais e autor dos livros “Orkut.com” e “Geração Digital” fala que não adianta colocar o estagiário ou o menino que mexe no Orkut para cuidar do setor de redes sociais de uma empresa e que quem trabalha com isso tem de estar conectado o tempo todo, diferente do que acontece com os usuários normais. “Como empresa a gente se vê obrigado a estar conectado um tempo muito grande na internet, mas os usuários têm de praticar o ‘nadismo’, desconectar um tempo, passar um tempo descansando fora das telas”, diz.
Tempo conectado
Raphael respondeu a pergunta da mãe de um adolescente de 15 anos, que se disse preocupada com o tempo que o filho passa conectado. Segundo Raphael, se o jovem deixa de ir para a escola ou deixa de fazer qualquer coisa para ficar na internet isso pode, sim ser preocupante.
"A internet virou uma opção de entretenimento, quando a pessoa está ociosa, quer procurar algo para se distrair. Se nessa busca a internet não atrapalha os estudos ou o trabalho, não tem problema", diz Raphael.
Falando sobre a falha de não se ter bom senso ao publicar em redes sociais, Raphael contou a história de um colega que estava desempregado há algum tempo, intercalava no Twitter a publicação do próprio currículo com discussões, cantadas a garotas e até um vídeo onde fumava maconha.
André pegou carona e diz que as pessoas aprenderam muito com o Orkut, e que hoje não se vê mais gente segurando latinha de cerveja no perfil, ou falando mal do chefe em comunidade. Raphael discordou, e diz que algumas coisas se repetem no Facebook cada vez mais. “Estamos vendo coisas que existiam no Orkut, como aquelas imagens piscando com glitter.”
Redes sociais no horário de trabalho
Em mais uma participação, espectador pergunta se o uso da internet dentro das empresas tem legislação específica. Os convidados respondem que o que há são códigos de conduta, que no momento estão sendo elaborados pelas empresas.
André diz que é contra bloqueio, pois as pessoas sabem burlar isso e às vezes o colaborador quer ver o Facebook por 30 segundos para ver uma mensagem da namorada, da esposa, e não pode. “Isso cerceia a liberdade que a pessoa tem, é como trabalhar na China”, afirma.
Pergunta virtual
Um leitor que acompanhava o evento pelo Twitter perguntou quanto tempo uma empresa tem de estar aberta na internet. André respondeu que no Brasil não tem contrato ou valor específico para que o funcionário possa ficar disponível na internet. Então, no país, o que acontece hoje é o site da empresa funcionando no horário comercial e ficando fora, desconectado, durante o fim de semana.
Adiciono o chefe?
Da plateia, um participante chamado Mateus perguntou ao Baer se a pessoa deve adicionar a empresa onde trabalha, o chefe e colegas de trabalho nas redes sociais quando entra em um emprego novo. O convidado respondeu que é preciso cuidado, o tempo todo. “Você está falando da sua marca, da sua imagem, e em qualquer rede social é fundamental colocar a empresa onde você está. Adicionar pessoas é bom, mas é legal fazer uma pequena pesquisa de percepção. Se você vê que o ambiente é legal, não tem problema. Mas saiba que se coloca algo errado no face, eles vão saber, e isso pode trazer prejuízo na segunda-feira de manhã”, afirma.

Programa Projovem Urbano


 O Programa Projovem Urbano visa garantir formação aos jovens com idade entre 18 e 29 anos que saibam ler e escrever e que não concluíram o Ensino Fundamental.
    O projeto que será realizado na Escola Municipal Alvarenga Peixoto, busca promover ações para a elevação da escolaridade, a qualificação profissional em nível inicial e a participação cidadã dos jovens beneficiários.
     O Programa oferece toda infraestrutura como material escolar, alimentação e material didático, além de ofertar uma bolsa auxílio de R$100.00 (cem reais) para o aluno matriculado.

          MATRÍCULAS ABERTAS:
·         Inscrições: 15 DE MARÇO A 30 DE ABRIL
·         Horário: 19H ÀS 21H
·         Local: ESCOLA MUNICIPAL ALVARENGA PEIXOTO – Pólo do Programa (atrás do Terminal Central)
·         Previsão das aulas: 07 DE MAIO
·         Documentos necessários: RG, CPF, COMPROVANTE DE RESIDÊNCIA, COMPROVANTE DE ESCOLARIDADE (HISTÓRICO ESCOLAR). Em caso de não ter documentação escolar, o candidato passará por uma avaliação no ato da matrícula.
    Maiores informações na Secretaria Municipal de Educação e Cultura pelos fones: 3699-8933 e 3699-8940.