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Professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino - Governo do Paraná

sexta-feira, 16 de março de 2012

RPC no Col.Est. Ambrósio Bini - Almirante Tmandaré

Almirante Tamandaré,16/03/2012 - Edição Planeta Anderson
Em frente ao Cemitério Aulas de Ed. Física - RPC e o prof. Giovane

          Nesta manhã a Rede Paranaense de Comunicação, esteve no Col. Est. Ambrósio Bini, (Centro Catequético da Paróquia Nossa Senhora da Conceição) fazendo uma reportagem sobre as más condições em que se encontram alunos, professores, funcionários e toda a comunidade Ambrósio Bini. Observou-se os espaços em salas de aula, que são mínimos, onde os alunos ficam de certa forma amontoados, prejudicando a qualidade da aula, observou-se também que na hora do Recreio, o lanche é distribuído, fora(ao ar livre), pois não tem cantina e nem refeitório, mas o que marcou a visita da RPC foi a aula de Ed. Física, sem estrutura adequada o Prof. usa a frente do Cemitério para aplicar aulas de atletismo, pelo menos quando não tem velório. Esperemos agora a reportagem na TV e que sensibilize as autoridades para sanar de vez esta situação e virar a página ainda está longe de acontecer.
Veja outras imagens:
Reunião Pedagógica

Aula de ed. Física





Atividade em grupos - espaço só fora de sala




Sala de aula dividida por tapume

Salas pequenas - alunos demais

Filmagem aula Ed. Física




Em frente ao Cemitério Prof. e Reportagem







Dois anos após escândalo, Assembleia enxuga gastos


Antônio More/ Gazeta do Povo / Vista da Assembleia: revelação da existência de fantasmas no Legislativo levou à demissão dos servidores que não trabalhavam e a outros cortes de despesas irregulares. Em dois anos, número de funcionários caiu de 2.456 para 1.730
Vista da Assembleia: revelação da existência de fantasmas no Legislativo levou à demissão dos servidores que não trabalhavam e a outros cortes de despesas irregulares. Em dois anos, número de funcionários caiu de 2.456 para 1.730
DINHEIRO PÚBLICO

Desde 2010, Assembleia economiza R$ 4,5 mi mensais

Corte de gastos com pessoal ocorreu após a publicação da série de reportagens Diários Secretos, que hoje completa dois anos
A série de reportagens Diários Secretos completa hoje dois anos e o saldo – ao menos financeiro – é de uma economia média de R$ 4,5 mi­­­­lhões na Assembleia Legislativa do Paraná todo mês na folha de pessoal. Isso foi possível com a demissão de funcionários fantasmas e o corte de pagamentos indevidos na remuneração dos servidores da Casa. Antes das matérias, produzida em parceria pela Gazeta do Povo e a RPC TV, o Legis­­lativo estadual tinha 2.456 funcionários. Hoje são 1.730 – 726 a menos em relação a 2010. A estimativa é de economia de R$ 58 mi­­­lhões em um ano apenas com a redução nas despesas com pessoal.
Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Daniel Castellano/ Gazeta do Povo / Justus responde por improbidadeAmpliar imagem
Justus responde por improbidade
Justiça ainda não julgou nenhum acusado
Dois anos após as denúncias mostradas na série Diários Secretos, nenhum acusado de envolvimento no esquema de desvio de recursos na Assembleia foi julgado pela Justiça. Existem oito ações judiciais propostas pelo Ministério Público (MP). Outros casos continuam em investigação por um grupo de promotores. O desvio, segundo o MP, chega a R$ 200 milhões.
Apesar de os julgamentos ainda não terem ocorrido, o MP já conseguiu bloquear bens dos responsáveis pela gestão de recursos no Legislativo, em caráter de liminar. Os deputados Nelson Justus, Alexandre Curi e Nereu Moura, além do ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas Hermas Brandão, estão com bens indisponíveis. Eles respondem a ações por improbidade administrativa, mas não criminais, já que o MP entendeu que tiveram responsabilidade pelas nomeações de fantasmas, embora não sejam acusados de desviar dinheiro público.
Também estão com os bens parcialmente bloqueados os ex-diretores da Assembleia Abib Miguel (o Bibinho), Cláudio Marques da Silva e José Ari Nassiff. Os três respondem a ações criminais, pois teriam ficado com verba desviada, segundo o MP. O julgamento na esfera criminal foi iniciado em dezembro de 2010, mas ainda não terminou. Bibinho atualmente está preso, acusado de atrapalhar o andamento do processo.
42 servidores ainda ganham sem trabalhar
Mesmo enxugando o número de funcionários, a Assembleia ainda tem servidores que recebem salário sem trabalhar. Atualmente, são 42 pessoas que estão em casa, mas ga­­­nham remuneração com desconto proporcional ao tempo de carreira.
A folha de pagamento da Assembleia havia sofrido a primeira redução antes das reportagens, em 2009. Na ocasião, o Legislativo estadual, pressionado para cumprir a Constituição Estadual, que manda tornar pública uma vez por ano a relação de funcionários, divulgou pela primeira vez a lista de todos os servidores. Atual diretor de pessoal da Casa, Bruno Garofani conta que os registros que encontrou na Assembleia indicam que quase 3 mil pessoas recebiam salários naquela época. Como a série Diários Secretos mostrou um ano mais tarde, centenas de pessoas foram demitidas às vésperas da publicação da lista.
Número minguando
Imediatamente após a publicação da série Diários Secretos, a Assembleia passou a exonerar funcionários fantasmas. Aos poucos, o número de servidores foi minguando. O reflexo foi sentido na folha de pagamento que, apesar de ter sido reajustada em 5% em função da recomposição da inflação, já apresentava gastos menores que no ano anterior.
Uma estimativa feita pela Gazeta do Povo mostra que cerca de R$ 110 milhões foram economizados até agora somente com corte de gastos com pessoal desde 2009, quando a Assembleia divulgou a lista de servidores – o que abriu espaço para a sociedade fiscalizar os funcionários da Casa.Se nada tivesse mudado e o número de funcionários se mantivesse o mesmo de 2009, os gastos com pessoal somariam R$ 18,4 milhões por mês – ante os R$ 13,9 milhões de hoje.
O diretor enfatiza ainda que foram cortados auxílios ilegais, como abono-natalino, e acrescentados benefícios como auxílio-creche e auxílio-alimentação. O corte de verbas de representação que não puderam ser justificadas e de aposentadorias irregulares também contribuiu para a redução das despesas. Salários de servidores que ganhavam mais que os deputados, o que era ilegal, também foram reduzidos.
No fim de 2011, o Legislativo devolveu ao governo estadual R$ 90 milhões, fruto da diminuição de despesas e também do excesso de orçamento não usado. Porém, a Assembleia poderia ter economizado muito mais. Em 2010, a Casa decidiu aumentar, de R$ 37 mil para R$ 60 mil, o valor destinado para cada gabinete parlamentar para a contratação de funcionários. Con­­tudo, a direção da Casa assegura que agora há respeito ao teto que cada gabinete pode gastar.
Garafoni destaca ainda que os gastos com o funcionalismo foram bem maiores no mês passado em comparação com fevereiro de 2011 (veja gráfico abaixo) porque todos os funcionários comissionados foram demitidos no início da nova legislatura (iniciada em fevereiro do ano passado). Por isso, até o final daquele mês não havia sido concluído o processo de recontratação – o que fazia com que menos servidores estivessem na folha de pagamento.

Greve dos professores municipais é suspensa



Sexta-feira, 16/03/2012
CURITIBA

Os professores e servidores de escolas municipais de Curitiba suspenderam a greve iniciada nesta quarta-feira (14). Em assembleia realizada no Sindicato do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) nesta quinta-feira (15), os manifestantes decidiram esperar o resultado de outras duas mesas de negociação com a prefeitura que serão realizadas nesta sexta-feira (16) e no dia 21 de março. Na quarta, mais de três mil trabalhadores de escolas municipais fizeram uma passeata em Curitiba pedindo reajuste salarial.

A adesão à greve neste segundo dia foi de 36% nas escolas de ensino fundamental da rede municipal. Dos 9,6 mil professores, 3.480 pararam. Já nas instituições de educação infantil, apenas 35 professores não foram trabalhar e quatro dos 183 Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs) fecharam.
Os professores querem que o piso salarial de R$1.199,64 pago pela prefeitura a docentes com curso superior em uma jornada de 20 horas seja aumentado para R$ 1.800. A prefeitura anunciou em 29 de fevereiro que vai pagar 10% a mais, aumentando esse valor para R$ 1.319,90, mas os sindicalistas consideram o reajuste insuficiente. A interpretação feita pelo Sismmac é a de que, se o piso nacional sugerido pelo Ministério da Educação (MEC) para um professor com ensino médio para uma jornada de 20 horas é de R$725,50, um professor com curso superior deve receber no mínimo R$ 1.800 para a mesma carga horária de trabalho. Os sindicatos consideram ainda que a quantia divulgada pelo MEC serve apenas de orientação para cidades mais pobres, o que não é o caso de Curitiba.
Além do reajuste de 10%, a prefeitura havia prometido ainda o pagamento aos professores de uma gratificação de pelo menos R$ 275 mensais do Programa de Produtividade e Qualidade (PPQ). Com ela, o salário dos professores para 20 horas de trabalho chegaria a R$ 1594,90.
Na reunião realizada com a prefeitura durante a mobilização de quarta-feira (14), o Sismmac pediu à Secretaria Municipal da Educação que o referente ao PPQ não fosse considerado só uma gratificação nos salários, mas um acréscimo incorporado de forma definitiva no salário dos professores. Os professores pediram ainda que o Instituto Curitiba de Saúde (ICS) não fosse privatizado e melhores condições de trabalho, como a implantação da hora-atividade de 33,33% - como está previsto na Lei Nacional do Piso do Magistério, N.º 11.738 de 2008; hoje esse percentual em Curitiba é de 20% – e a redução do número de alunos em sala de aula.
“Na próxima quarta-feira (21) faremos uma última reunião com a prefeitura sobre o reajuste salarial. Até lá estamos em 'estado de greve'. No próprio dia 21, depois do encontro com a Secretaria Municipal da Educação, levaremos as propostas apresentadas a uma assembleia para chegar a uma decisão final”, explicou Gabriel Conte, um dos diretores do Sismmac.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Para POLÍTICOS, PROFESSORES, FILÓSOFOS, SOCIÓLOGOS E DEMAIS ÁREAS ACADÊMICAS E A TODO CIDADÃO INTERESSADO EM SUA VIDA.Desafio-lhes a assistir este vídeo inteiro!!!!!!!

Governo promete apresentar proposta a professores até o dia 27 de março


Marcelo Andrade/Gazeta do Povo / Cerca de 3 mil grevistas participaram ontem de uma passeata em Curitiba: sindicato rejeitou prazo pedido pela prefeitura 

Professores se uniram nesta quinta-feira à paralisação realizada em todo o país. O principal pedido dos professores no Paraná é o reajuste salarial de 22,22%O secretário de Educação do Paraná e vice-governador Flávio Arns se comprometeu nesta quinta-feira (15) a apresentar propostas às reivindicações apresentadas pelos professores na paralisação de hoje. O anúncio foi feito em uma reunião com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) depois de uma passeata que reuniu 6 mil pessoas em Curitiba.
Saiba mais
Confira alguns depoimentos dos professores que participaram da passeata
“Quando ninguém reclama, todos acham que o salário dos professores está bom. Temos de mostrar que estamos insatisfeitos, brigar por nossos direitos. O retorno que temos com nossas crianças é maravilhoso. É maravilhoso ver que alunos nossos cresceram e se tornaram governadores, advogados, jornalistas. Mas temos contas a pagar!”
Giselia Deraldo dos Santos, 47 anos, professora da Educação Infantil.

“O governo sempre vem com a contraproposta semi-pronta. Mas eles tem de entender a nossa realidade, sentir na pele o que é um professor, para então entenderem a questão. Não estou muito confiante com essa reunião com o Flávio Arns, porque com político, não dá para esperar nada de imediato, vamos conseguir somente com a luta!”
Jussara Bernardo Gimenez, 38 anos, professora de Arte.

“Esperamos que o governo cumpra as suas promessas. A escola tem de ser de qualidade, temos de ter salário decente e tempo para preparar as aulas. A manifestação dos professores está correndo bem, mas precisamos de mais adesão, mais força, todos temos de lutar.”
Angelina Duarte, 39 anos, professora de História do Ensino Fundamental.
Os docentes paranaenses se uniram nesta quinta à paralisação nacional que ocorre, de acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em 25 estados do país. Os professores pedem aos governos estaduais o cumprimento do piso salarial nacional fixado em R$ 1.451 pelo Ministério da Educação (MEC) para profissionais com ensino médio e jornada de 40 horas. Segundo a CNTE, apenas 9 estados pagam o piso estipulado pelo MEC.
No Paraná, professores com curso superior recebem R$ 1.748,06 para uma jornada de 40 horas. O piso oficial para quem tem apenas ensino médio seria de R$ 1.233,62, mas como não há concurso no Estado para esse plano de carreira há mais de 20 anos, nenhum professor recebe mais esse salário. Mesmo assim, a APP quer que o governo adote o reajuste de 22,22% aplicado ao piso nacional, que o levou de R$ 1.451 em fevereiro, aos R$ 1.748,06 pagos hoje no Estado.
Os professores reivindicam também que um terço do tempo de trabalho possa ser utilizado na preparação e pesquisa para a elaboração das aulas. Outro pedido é para que haja melhorias no atendimento de saúde dos profissionais. Mudanças no plano de cargos e salários dos professores da rede estadual e o pedido para que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) sejam investidos em educação também fazem parte da pauta de reivindicações.
Repercussão
De cima do caminhão de som, a presidente APP-Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho, informou da decisão do governo aos professores que estavam em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico. No dia 31, será a vez dos professores discutirem o que for apresentado pelo governo. “Vamos discutir e decidir juntos. Encerramos aqui hoje felizes e contentes, somos lutadores. Vamos sair daqui com um ‘viva’, saímos fortalecidos”, declarou.
Após a reunião, Flávio Arns afirmou que o governo precisa estudar a melhor forma de atender as reivindicações dos professores, não só em relação ao reajuste salarial, mas também sobre outras questões, como o plano de saúde dos professores e a hora-atividade. “Entendemos que o atendimento à saúde do professor tem de ser de qualidade. Alcançar o previsto em lei para a hora-atividade também é importante. O professor deve ter horário livre para corrigir provas, fazer cursos, conversar com alunos e pais. No Paraná já temos no mínimo 20% de horas para os professores fora de sala, a lei diz que tem de ser um terço, 33%, então estamos discutindo como aplicar”, disse.
Arns também acredita que a convocação de 2.047 professores, além dos 9,5 mil que foram chamados há cerca de um mês, irá ajudar a resolver esse problema. “Também vamos avaliar o orçamento e considerar uma solução progressiva para atender as necessidades. Queremos estar ao lado dos professores, e vamos discutir como valorizar esta carreira. Eles compreendem o processo sabem que isso tem de ir sendo conquistado”, ponderou.
Manifestantes
Acampada em frente ao Palácio Iguaçu desde ontem, a professora de Geografia Irene Grockotzki, 50 anos, não gostou do rumo que a manifestação tomou. “A gente tinha de continuar com essa mobilização, tínhamos de acampar aqui, mas não temos o respaldo desse sindicato. Não fiquei satisfeita com o resultado dessa reunião. O governo já sabe o que a gente quer, e esperar mais ainda é perda de tempo”, reclamou, ao lado dos sete cartazes que produziu para a manifestação. Um deles criticava o ensino integral, dizendo que o turno integral desafia a lei da Física. “Temos alunos de dois turnos ocupando o mesmo espaço, tem gente tendo aula em cantina, em corredor, sem falar que nem cancha coberta nós temos no Jardim Karla, em Pinhais”, acrescentou.
Já a professora aposentada e integrante do APP-Sindicato – Curitiba Norte, Maria Adelaide Mazza Correia, pensa que o momento é de paciência. “Nossas questões estão sendo trabalhadas e temos de ter jogo de cintura, pois assim estamos avançando”, disse.
Números
Aproximadamente 1,3 milhão de alunos da rede estadual de ensino do Paraná ficaram sem aulas nesta quinta-feira (15) por causa da paralisação dos professores. A suspensão das atividades nas escolas do Paraná ocorre somente nesta quinta, diferentemente de outros estados em que a paralisação começou na quarta-feira (14) e estenderá até a sexta-feira (16).
Na sexta-feira (16) haverá aula normal nas escolas estaduais e será feita a avaliação do movimento desta quinta-feira. Os professores ainda realizarão debates sobre as reivindicações da categoria com os estudantes.

Resposta do Sr. Governador sobre a Reforma do Col. Est. Ambrósio Bini em Almirante Tamandaré




       A reforma do Ambrósio Bini segue em ritmo acelerado e deve estar concluída em dois meses. A decisão de renovar o contrato com a Igreja por mais seis meses foi tomada para garantir que os estudantes não sejam prejudicados caso ocorra algum contratempo. Por outro lado, as obras da escola Jaci Real estão concluídas. O mais importante é que o Ambrósio Bini - depois de 10 anos de abandono - está quase pronto e vai atender plenamente as necessidades de alunos e professores, com conforto e segurança, dentro de novos padrões de qualidade implementados pela nossa gestão, e de acordo com o anseio de professores, estudantes, pais, amigos e vizinhos do colégio. Página virada e vida nova para a comunidade escolar que já estava cansada de reivindicar as melhorias.

Passeata de professores em Curitiba reúne cerca de 6 mil pessoas


Adriana Czelusniak / Gazeta do Povo / A principal reivindicação dos professores no Paraná é o reajuste salarialA principal reivindicação dos professores no Paraná é o reajuste salarial
Cerca de 6 mil professores realizam nesta quinta-feira (15) uma manifestação nas ruas da cidade de Curitiba para pedir reajuste salarial. A estimativa é da Secretaria de Trânsito (Setran). Por causa da passeata, o trânsito perto das 11h30 estava complicado nas imediações da Rua Marechal Deodoro com a Avenida Marechal Floriano. Os professores seguem depois pelo contorno na Praça Tiradentes e pela Avenida Cândido de Abreu até o Palácio Iguaçu, no Centro Cívico. Uma reunião entre uma comissão do sindicato e membros do governo está marcada para as 13 horas.
Os docentes paranaenses se unem a paralisação nacional que ocorre, de acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em 25 estados do país. Os professores pedem aos governos estaduais o cumprimento do piso salarial nacional fixado em R$ 1.451 pelo Ministério da Educação (MEC) para profissionais com ensino médio e jornada de 40 horas. Segundo a CNTE, apenas 9 estados pagam o piso estipulado pelo MEC.

Os professores reivindicam também que um terço do tempo de trabalho possa ser utilizado na preparação e pesquisa para a elaboração das aulas. Outro pedido é para que haja melhorias no atendimento de saúde dos profissionais. Mudanças no plano de cargos e salários dos professores da rede estadual e o pedido para que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) sejam investidos em educação também fazem parte da pauta de reivindicações.No Paraná, professores com curso superior recebem R$ 1.748,06 para uma jornada de 40 horas. O piso oficial para quem tem apenas ensino médio seria de R$ 1.233,62, mas como não há concurso no Estado para esse plano de carreira há mais de 20 anos, nenhum professor recebe mais esse salário. Mesmo assim, a APP quer que o governo adote o reajuste de 22,22% aplicado ao piso nacional, que o levou de R$ 1.451 em fevereiro, aos R$ 1.748,06 pagos hoje no Estado.

Números
Aproximadamente 1,3 milhão de alunos da rede estadual de ensino do Paraná estão sem aulas nesta quinta-feira (15) por causa da paralisação dos professores. A suspensão das atividades nas escolas do Paraná ocorre somente nesta quinta, diferentemente de outros estados em que a paralisação começou na quarta-feira (14) e estenderá até a sexta-feira (16).
Na sexta-feira (16) haverá aula normal nas escolas estaduais e será feita a avaliação do movimento desta quinta-feira. Os professores ainda realizarão debates sobre as reivindicações da categoria com os estudantes.

“Kits” contra homofobia não resolvem o problema, diz ministro


O material seria entregue às escolas públicas de ensino médio, mas a distribuição foi suspensa após protestos das bancadas religiosas na Câmara e no Senado.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta quarta-feira (14), durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que o kit de combate à homofobia, cuja distribuição às escolas de ensino médio foi suspensa no ano passado, não é a solução adequada para enfrentar o problema. Perguntado pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) sobre quais seriam do governo para combater o bullying (prática repetitiva de atitudes agressivas tanto físicas, quanto psicológicas) contra os alunos homossexuais nas escola, Mercadante disse que o debate precisa ser despolarizado.
“Precisamos fazer uma pesquisa mais aprofundada e cuidadosa sobre como construir um diálogo que respeite a diversidade em todas as suas formas, a pluralidade. Vamos ter que estudar mais a fundo a homofobia e como dialogar [com os setores da sociedade], porque o enfrentamento direto, eu acho que não vai ajudar. Simplesmente lançar um material didático, produzir um vídeo e lançar na escola, isso não vai resolver”, afirmou o ministro.

“O clima que nós criamos aqui, no Congresso Nacional, longe de contribuir para o debate, só acirrou as posições. E quem vai pagar a conta dessa intrasigência, dessa polarização, são as crianças mais frágeis que estão lá na ponta do sistema”, disse o ministro.O Ministério da Educação (MEC) estava produzindo um kit com material didático, incluindo vídeos e cartilhas, para tentar combater a homofobia nas escolas. Os kits seriam entregues às escolas públicas de ensino médio, mas a distribuição foi suspensa pela presidenta Dilma Rousseff, após protestos das bancadas religiosas na Câmara e no Senado. A presidenta determinou que o material fosse refeito.

Para Mercadante, criar uma cultura de tolerância nas escolas é um “grande desafio”. Segundo ele, muitas crianças “chegam em casa humilhadas”, por serem vítimas de bullying, especialmente alunos homossexuais. “Nós temos casos de crianças que chegam ao suicídio por total incompreensão, por não saberem como lidar com essa situação”, reconheceu.

Professores de escolas municipais decidem manter a greve


Marcelo Andrade / Agência de Notícias Gazeta do Povo / No primeiro dia da greve, 77 das 181 escolas de ensino fundamental, 42,5%, aderiram ao movimentoNo primeiro dia da greve, 77 das 181 escolas de ensino fundamental, 42,5%, aderiram ao movimento

Os docentes exigem da prefeitura que o piso salarial de R$1.199,64 pago a docentes com curso superior em uma jornada de 20 horas seja aumentado para R$ 1.800

Os professores das escolas municipais de Curitiba decidiram na noite desta quarta-feira (14) manter a greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em uma assembleia organizada pelo Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc). Os demais servidores, representados pelo Sismuc, decidiram suspender a paralisação até o dia 21, quando deverão receber uma contraproposta da prefeitura, mas não descartam a possibilidade de voltarem a parar suas atividades.
De acordo com os sindicalistas, a prefeitura não apresentou propostas na reunião realizada com os professores na tarde desta quarta. “Eles apenas nos pediram que esperássemos até o dia 21 de março para criar uma comissão de estudo, mas depois de várias semanas de discussão não temos outra saída além de pressionar com a greve”, afirmou Gabriel Conte, um dos diretores do Sismmac.
Passeata reúne 3 mil pessoas em Curitiba
A greve dos professores e dos servidores das escolas municipais de Curitiba começou com uma passeata realizada nesta quarta-feira (14) que reuniu mais de três mil pessoas, segundo agentes da Secretaria de Trânsito de Curitiba (Setran). Os manifestantes saíram da Praça Santos Andrade às 10h30 e chegaram à prefeitura, no Centro Cívico, perto do meio-dia. À tarde representantes do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) participaram de uma reunião com a Secretaria Municipal da Educação.
No primeiro dia da greve, 77 das 181 escolas de ensino fundamental, 42,5%, aderiram ao movimento. Já nas instituições de educação infantil, a prefeitura não tinha números precisos e arriscou o número de que apenas 34% participaram dos protestos.
No Centro de Educação Infantil Professor José Wanderly Dias, no Barreirinha, por exemplo, apenas os funcionários com função administrativa trabalharam nesta quarta, assim como na Ayrton Senna da Silva, no Cajuru. Segundo funcionários das escolas, a orientação que estava sendo passada para os pais é a de observar o noticiário para saber quando as aulas voltam ao normal.
Mesmo em escolas que não tiveram todos os professores na greve, as aulas foram interrompidas e, por opção dos próprios pais, os alunos não ficaram no colégio. É o caso da Escola Ritta Anna, no Cajuru.
Outras instituições não pararam, como a Escola Municipal Professora Jurandyr Baggio Mockell, no Pinheirinho, e a Vila Torres, no Prado Velho. Segundo a diretora Cristina Estela da Silva, da escola Vila Torres, foi feita uma votação a respeito da adesão à greve e a maior parte dos professores decidiu continuar com as aulas normalmente até o fim da semana. “Tiveram alguns que faltaram, mas isso não atrapalhou o andamento das aulas, pois outros professores de área assumiram as outras turmas”, diz.
Os professores exigem da prefeitura que o piso salarial de R$1.199,64 pago a docentes com curso superior em uma jornada de 20 horas seja aumentado para R$ 1.800. A prefeitura anunciou em 29 de fevereiro que vai aumentar esse valor para R$ 1.319,90, mas os sindicalistas consideram o reajuste insuficiente. A interpretação feita pelo Sismmac é a de que, se o piso nacional sugerido pelo Ministério da Educação (MEC) para um professor com ensino médio para uma jornada de 20 horas é de R$725,50, um professor com curso superior deve receber no mínimo R$ 1.800 para a mesma carga horária de trabalho. Os sindicatos consideram ainda que a quantia divulgada pelo MEC serve apenas de orientação para cidades mais pobres, o que não é o caso de Curitiba.
O prefeito Luciano Ducci informou que a prefeitura reduziu em quase R$ 100 milhões os gastos em outras áreas para dar um aumento de 10% a todos os servidores municipais e garantir outras gratificações aos professores. “Os sindicatos têm de reconhecer que não há como atender a todos de forma infinita. Se pudéssemos pagaríamos mais, mas isso não é possível”, afirmou.
Diante da reclamação dos professores de que o Programa de Produtividade e Qualidade (PPQ) - anunciado pela prefeitura no início do ano com a promessa de pagar uma gratificação de pelo menos R$ 275 mensais, com a qual os salários dos professores para 20 horas de trabalho chegará a ser de, no mínimo, R$ 1594,90 -, é uma “ilusão”, Ducci ameaçou voltar atrás. “Se eles não querem a gratificação, não damos”, desafiou.
Para o prefeito, a greve é claramente uma ação política. “O reajuste de 10% dado a todos os servidores é o maior na história da prefeitura desde o Plano Real. É o maior também comparado à maior parte dos estados do país e muito acima do piso nacional. Uma grave com um patamar de reajuste desse, deixando crianças fora de aula é, sem dúvida, por motivação política”, finalizou.