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Professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino - Governo do Paraná

sábado, 17 de março de 2012

Postura errada provoca barriga e dores nas costas; saiba evitar


Exercícios em casa podem ajudar a corrigir postura. Foto: Fernando Borges/Terra
Exercícios em casa podem ajudar a corrigir postura
Foto: Fernando Borges/Terra Sentar e andar com a postura correta não é apenas esteticamente mais bonito, como também pode evitar dores e lesões na coluna. Para quem se preocupa com a boa forma, vale ainda lembrar que a postura pode gerar barriga. É o que explica o fisioterapeuta e presidente da Sociedade Brasileira de RPG, Oldack Barros. "A má postura cria uma pequena barriga abaixo do umbigo, pois provoca a perda do tônus muscular na região", disse ele.
Segundo Barros, o abdômen é um músculo que precisa de contração e fortalecimento. Quando uma pessoa está com uma postura ereta, obriga a contração da barriga, explicou o profissional. Ele alertou ainda as mulheres que andam muito empinadas, jogam o bumbum para trás e, consequentemente, o abdômen para frente, tendem a ter uma barriga inteiriça causada pela má postura. Já aquelas que projetam o quadril e pescoço para frente, mas encolhem o bumbum, podem desenvolver a barriga abaixo do umbigo.
Outro problema postural é a linha do olhar abaixou ou acima do adequado. "O certo é seguir uma linha que vai do ouvido até o nariz e manter o olhar horizontal. Temos uma visão panorâmica, conseguimos ver o que está abaixo, acima e aos lados mesmo mantendo o olhar para frente", explicou ele. Um dos sintomas sentidos por quem tem este problema é dor forte no pescoço.
No dia a dia, são diversos os momentos em que as pessoas ficam em uma postura inadequada. Um exemplo é ao sentar na cadeira para usar o computador. "Quem senta sobre o sacro do bumbum, na última vértebra da coluna, força uma cifose em um local de lordose e muda a curvatura da coluna. A posição favorece o aparecimento de hérnia de disco", disse o fisioterapeuta.
Já os indivíduos que sentam em posição "corcunda" podem sofrer o achatamento das articulações do ombro e ter dificuldade para estender os braços para cima e lados. O ideal é sentar a 90°, segundo Barros. E, para isso, o abdômen precisa estar contraído. "Os problemas não surgem imediatamente, às vezes só anos depois ele se propaga. Dez anos depois a pessoa vai sentir os efeitos", exemplificou.
Diagnóstico de tratamentos
A dor nas costas, depois da na cabeça, é a que mais atinge a população, de acordo com o ortopedista especialista em fisiatria Farhad Shayani. "É uma das maiores epidemias do mundo para mim", disse ele. A má postura, segundo o médico, pode ser causada por mircrotraumas na coluna e articulações que impedem a pessoa em ficar na posição correta por causarem dor. "A pessoa senta com má postura para se sentir confortável", explicou.
O método de Shayani é investigar a origem da dor. Fazer "um Raio-X" está longe do ideal, segundo ele, o exame mostra apenas fraturas. A tomografia computadorizada e ressonância são procedimentos fundamentais para o diagnóstico, citou o ortopedista. "As pessoas são mal orientadas, tomam analgésicos e o problema continua lá", alertou ele sobre o perigo de um diagnóstico mal feito.
Depois de descobrir o problema, Shayani aplica um dos tratamentos laboratoriais indicados. Ele afirmou que na maioria dos casos não é necessária cirurgia, inclusive nos pacientes com hérnia de disco. "Usamos agulhas especiais para atingir o ponto da dor e tratar", resumiu ele. Após ocorrer a cicatrização do trauma, Shayani recomenda a prevenção para manter a estrutura da coluna adequada que pode ser encontrada com tratamentos posturais.
Veja erros posturais mais comuns e como corrigi-los com exercícios de RPG que podem ser feitos em casa, clicando na galeria de fotos.

Ficar com os ombros enrolados para frente, além de ser esteticamente feio, provoca um achatamento nas articulações dos ombros. Com o tempo, fica mais difícil esticar os braços para cima e para os lados. A barriga fica dobrada e o músculo frouxo, o que incentiva o aparecimento das gorduras localizadas na região. Além disso, a posição provoca dores no pescoço, pois ele é colocado à frente do corpo  Foto: Fernando Borges/Terra
Ficar com os ombros enrolados para frente, além de ser esteticamente feio, provoca um achatamento nas articulações dos ombros. Com o tempo, fica mais difícil esticar os braços para cima e para os lados. A barriga fica dobrada e o músculo frouxo, o que incentiva o aparecimento das gorduras localizadas na região. Além disso, a posição provoca dores no pescoço, pois ele é colocado à frente do corpo
Foto: Fernando Borges/Terra

Líder em analfabetos, AL contrata 2,3 mil professores sem concurso


16 de março de 2012  19h00

  1. Notícia Direto de Maceió
No Estado líder em analfabetismo no Brasil - e a três dias do início do ano letivo 2012 na rede pública estadual - a Secretaria de Educação e Esportes de Alagoas (SEE) renovou o contrato com 2.350 monitores. Pelas contas da SEE, a cada dez professores em Alagoas três não têm concurso público. A medida é prejudicial, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação, porque não ajuda o Estado a sair dos índices negativos, por faltar planejamento para a área.
"Não posso dar o nome porque senão sou demitido. Mas, é um absurdo. O monitor recebe o salário atrasado, a gente não é concursado, pode ser demitido a qualquer momento. É emprego, é, mas não é justo", disse um monitor da rede estadual. A partir desta sexta-feira ele é um dos 2.350 monitores que vão dar aulas em salas que não têm professores concursados nas áreas de português, matemática, química, física e biologia.
"Eu prevejo uma série de dificuldades porque Educação em Alagoas não tem planejamento. O concurso é prometido há dois anos. E agora eles contratam mais de 2 mil monitores e tenho certeza: não será suficiente porque a carência é de 6 mil profissionais. E estamos falando de professores, mas faltam merendeiras, recursos humanos, auxiliares de serviços diversos nas escolas", disse a vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal), Girlene Lázaro.
De acordo com o secretário da Educação e do Esporte, Adriano Soares, a contratação dos monitores é para suprir carência de professores até realização do concurso, previsto para este ano. "Esta contratação é importante porque o ano letivo já começa na próxima semana e, com a prorrogação destes contratos, iniciamos as aulas cumprindo a grade curricular com o mínimo de carência possível", disse.
"Uma nova seleção de monitores deverá ser realizada até o mês de maio e, no segundo semestre de 2012, teremos o concurso público para a contratação de professores efetivos para a nossa rede", garantiu.
Em Alagoas, o ano letivo vai começar com atraso de uma semana. Isso porque 163 escolas que estavam com risco de cair estão sendo reformadas, em caráter emergencial. Pelos dados do IBGE, 25% dos alagoanos são analfabetos. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), 36% da população que vai às urnas este ano mal assina o próprio nome.

O que é Depressão?



A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. É imprescindível o acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.


Causas

A depressão é uma doença. Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos.
Ao contrário do que normalmente se pensa, os fatores psicológicos e sociais, muitas vezes, são consequência e não causa da depressão. Vale ressaltar que o estresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição, que provavelmente é genética. A prevalência (número de casos numa população) da depressão é estimada em 19%, o que significa que aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida.amento e cuidados

Sintomas de Depressão

São sintomas de depressão:
  • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia
  • Falta de vontade e indecisão
  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio
  • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.
  • A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio
  • Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom "cinzento" para si, os outros e o seu mundo
  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento
  • Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido
  • Perda ou aumento do apetite e do peso
  • Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo)
  • Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

Tratamento de Depressão

O tratamento da depressão é essencialmente medicamentoso. Existem mais de 30 antidepressivos disponíveis. Ao contrário do que alguns temem, essas medicações não são como drogas, que deixam a pessoa eufórica e provocam vício. A terapia é simples e, de modo geral, não incapacita ou entorpece o paciente.
Alguns pacientes precisam de tratamento de manutenção ou preventivo, que pode levar anos ou a vida inteira, para evitar o aparecimento de novos episódios. A psicoterapia ajuda o paciente, mas não previne novos episódios, nem cura a depressão.
A técnica auxilia na reestruturação psicológica do indivíduo, além de aumentar a sua compreensão sobre o processo de depressão e na resolução de conflitos, o que diminui o impacto provocado pelo estresse.

Um fenômeno que diz algo sobre o Paraná


Josué Teixeira/Gazeta do Povo
Josué Teixeira/Gazeta do Povo / Nascida há pouco mais de um ano e meio, a dupla Nelson Henrique e  Alexandre, de Guarapuava, é empresariada pela mãe de um deles, que já investiu R$ 250 mil na carreira do doisNascida há pouco mais de um ano e meio, a dupla Nelson Henrique e Alexandre, de Guarapuava, é empresariada pela mãe de um deles, que já investiu R$ 250 mil na carreira do dois

O sertanejo continua rejeitado pelos defensores da cultura caipira, mas tem grande alcance entre todas as classes sociais
As produções de shows de rock ainda engatinhavam no Brasil quando a música sertaneja consolidava seus padrões de grandes espetáculos nos anos 1980 e se tornava um dos estilos mais populares no país – mesmo entre o público de classe média das capitais.
Desde aquela época, as porteiras estão abertas para um estilo dos mais rentáveis, cuja cadeia de profissionalização parece continuar em alta, haja vista o surgimento alucinante de nova duplas sertanejas buscando espaço em casas noturnas especializadas e festivais que são criados em velocidade não menos impressionante.
Onda Teló movimenta música no Paraná
O fenômeno sertanejo no Paraná não é recente. O estado sempre teve tradição nesse estilo mas nos últimos anos, o mercado explodiu, diz o produtor musical Vinícius Braganholo, que trabalha em Curitiba.


  • Esta edição do Caderno G Ideias mostra um pouco deste cenário no Paraná. A partir de Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, Guarapuava e Ponta Grossa, a reportagem buscou histórias de duplas que mobilizam grandes (e necessários) investimentos de dinheiro e energia para seguir a trilha de gente como Michel Teló e Luan Santana.
O ídolo mais recente, de acordo com o antropólogo da Universidade Estadual de Oeste do Paraná (Unioeste) Allan Oliveira, é “a ponta do iceberg” do que define como a manifestação de música popular mais forte do Paraná – a mistura da cultura do Rio Grande do Sul com a sertaneja. Este é o som que tem influenciado a maior parte das duplas no estado. Trata-se de uma música dançante, que mescla o sertanejo romântico com forró, pop e vanerão.
Este último elemento se explica, em parte, pela colonização gaúcha no Oeste do estado, assim como a influência na região de divisa com o Mato Grosso do Sul, também com forte colonização dos pampas. Mas, independentemente das origens, que são difíceis de se mapear, a moda se espalha pelo Brasil e influencia mesmo o interior de São Paulo, como as regiões de Piracicaba e Botucatu, onde predominavam o violão e a viola, de acordo com Oliveira. Uma geração de jovens músicos quer seguir esse fluxo.
Ascensão
A busca pelo sucesso comercial, não é de hoje, desagrada aos amantes da música caipira. Entre eles, está o radialista Maikel Monteiro, para quem essas duplas não têm mais nada a ver com a cultura rural. “Nem gosto de entrar nessa discussão, porque acho que são dois trabalhos paralelos. Caipira é caipira, música romântica é música romântica”, diz Monteiro. “A bronca do caipira com a música sertaneja atual é porque ela é totalmente comercial. E não só pela temática. Hoje não se pode falar em carro de boi, caboclinha com vestido de chita, porque não existe mais isso. Mas se pode falar dos problemas da atualidade, dos amores da atualidade, mas com uma linguagem mais pura”, critica. O violeiro e musicólogo Claudio Avanso segue a toada: “Esse não é um movimento novo, como aconteceu com a bossa nova. As pessoas estão interessadas no dinheiro. São meninos sem experiência, com voz razoavelmente boa, que, sem conhecimento, caem nas mãos da mídia e criam uma música indigesta, que não dura uma semana”, diz o músico. “São jingles para vender as baladas, as cervejas, as roupas, os cintos, as festas de Barretos (SP). De música não têm nada.”
Qualidade à parte, a explosão de duplas sertanejas mostra que, para esses garotos, trata-se de um meio de ascensão social que está em evidência, com grande exposição, de acordo com Oliveira. “É um mercado que sempre existiu, e sempre foi muito aquecido, mas nunca ganhou atenção, porque a música sertaneja sempre teve um valor simbólico baixo”, diz o antropólogo. Este baixo valor vinha do fato de que se tratava de uma música consumida pela fatia mais pobre da população brasileira – realidade que mudou nos últimos 30 anos.
Cultura do passado
Com a ascensão social da música sertaneja, esta cultura foi “apropriada” pelos mais ricos. Daí a mudança das temáticas – antes, pessimista, bucólica, derrotista; agora, orgulhosa, alegre e vitoriosa. “É o ethos da classe média e seus valores, como ter carro e mulheres, ascender socialmente e consumir em excesso”, diz Oliveira.
E, apesar da controvérsia em torno de sua legitimidade, o estilo ainda preserva elementos da cultura do interior. “De alguma maneira, a música sertaneja está ligada à forma de vida de muita gente”, diz Oliveira, para quem o inchaço de migração do campo para as cidades nos últimos 30 anos e as áreas de colonização paulista no Mato Grosso do Sul e em parte do Paraná também explicam o fenômeno. “Há uma grande área cultural caipira nas capitais do centro sul”, diz. “A música sertaneja é uma modernização desse repertório mais antigo.”
Música viva
Para gente como Monteiro e Avanso, que seguem a linha de nomes como Inezita Barroso e Rolando Boldrin, esta modernização cria rupturas. E isso não é novidade. Já nos anos 1940, duplas como Cascatinha e Inhana importavam ritmos como a guarânia paraguaia. Assim também aconteceu quando surgiram Milionário e José Rico e o Trio Parada Dura, nos anos 1970, que importaram gêneros como a rancheira mexicana. “A vertente caipira seguiu outro caminho, pelas mãos de Pena Branca e Xavantinho, Milton Nascimento, Almir Sater e Renato Teixeira”, diz Avanso.
Feita a ruptura, a cultura rural já não teria nada a ver com o que viria a seguir – Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, Zezé di Camargo e Luciano, João Paulo e Daniel, Gian e Giovani, Bruno e Marrone, Rio Negro e Solimões, e por aí afora, até chegar ao chamado “sertanejo universitário” de hoje e todas as referências que absorveu. “Em algum momento, talvez, acharam que usar chapéu e dizer que plantou tomate fosse interessante para angariar o público do interior”, critica Oswaldo Rios, músico do Viola Quebrada.
No entanto, a facilidade com que a música caipira absorveu influências diversas tem algo a ensinar, na opinião de Oliveira. Para o antropólogo, a cultura se constrói e necessariamente se transforma em suas relações com o que vem de fora. “O mesmo debate existe com o tango na Argentina e com o blues nos Estados Unidos, e está em todos os gêneros musicais. A diferença é que essa vertente moderna da música sertaneja tem um apelo mercadológico absurdo”, diz.
Hoje, o sertanejo é urbano, tem poucas referências à cultura rural e seu som é pop. Mas esta é exatamente a razão pela qual é um fenômeno cultural imenso, e não um gueto. “A identidade sobrevive exatamente no contato com outras culturas. Isso mantém a música sertaneja viva.”

Prefeituras do Paraná cometem fraudes dignas de novela


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DINHEIRO PÚBLICO

Denúncias trazem à tona casos de uso de veículo oficial para visitas à manicure, excursões ao Paraguai e outras irregularidades Uso de veículos oficiais para visitas à manicure, placas com iniciais visando à promoção pessoal, nomeações para cargos “fantasmas”, acomodação de parentes em cargos públicos e até excursões ao Paraguai em micro-ônibus pertencentes à frota escolar. O que pode parecer inicialmente ações dignas do personagem Odorico Paraguaçu, um político corrupto e cheio de artimanhas, interpretado por Paulo Gracindo na novela O Bem Amado, de Dias Gomes, são cenas reais protagonizadas por prefeitos do interior do Paraná.

Um exemplo de ação que lembra o folclórico prefeito da fictícia Sucupira é um decreto assinado no ano passado pelo prefeito de Pitanga, na Região Centro Sul do estado. No documento, a mulher do presidente da Câmara de Vereadores da cidade foi nomeada diretora de um hospital municipal. Detalhe: o hospital não existe.
Denúncias envolvem ainda a prefeitura de Candói, no Centro-Sul do estado. Oito veículos foram emplacados com os números 4545, com a dezena utilizada pelo PSDB, partido do prefeito Elias Farah Neto. Em Foz do Jordão, o prefeito Anildo Alves da Silva, filiado ao PMDB, está sendo investigado por emplacar os veículos oficiais com as iniciais do nome e a sequência 1515.
Papel do eleitor é fundamental para fiscalizar governantes
A proximidade das eleições eleva o número de denúncias de supostas propagandas irregulares de prefeitos, principalmente pela atuação dos oposicionistas. As práticas proibidas, no entanto, são desencadeadas muitas vezes assim que o mandatário toma posse do cargo para o qual foi eleito.

O prefeito da cidade, Altair Zampier, disse que não havia dinheiro para aparelhar o hospital, que foi transformado em um “centro de medicina alternativa”. “Nós nomeamos ela para este cargo por considerar que o hospital iria funcionar. Ela trabalha e é uma profissional séria e comprometida”, disse o prefeito.
No mesmo enredo poderia ser adicionada a cena da secretária de Saúde de Farol, Fátima Renilda da Silva, abordada por policiais militares quando estava na manicure, em um salão de beleza de Campo Mourão. Para ir até o local, distante 30 quilômetros de sua cidade, ela utilizou um carro da prefeitura que era necessário para o transporte de um paciente do município, que se encontrava em estado grave de saúde. Na mesma cidade, a prefeita Dirnei de Fátima Gan­­dolfi Cardoso não se incomodou em liberar os micro-ônibus escolares, doados pelo governo do estado, para excursão de sacoleiros ao Paraguai.
Herança
“A política do Paraná é retrógrada e ainda vinculada ao coronelismo. Mesmo em centros maiores, o estilo monopolizador e autoritário de Aníbal Khury [ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado, morto em 1999] está presente”, analisa o cientista político e professor da PUCPR Mario Sergio Lepre. Para ele, essa cultura é ainda mais forte no interior do estado. “Essa cultura toma dimensões ainda maiores e os ocupantes de cargos se consideram como pessoas diferenciadas que podem fazer o que bem entenderem com o bem público, sem dar satisfações. E o que é pior: a população desses municípios é conivente com os absurdos. Por ser amigo do prefeito e ter acesso a ele pessoalmente, solicitando favores, o cidadão esquece os desvios e participa de um relacionamento nefasto e pernicioso”, analisa.
Para Lepre, os desmandos administrativos no interior do estado refletem as ações negativas dos políticos de Brasília. “Eles tomam como exemplo a carreira de José Sarney. Acusado de inúmeras mazelas no trato com a coisa publica, ele continua no comando. Este é o espelho”.
O professor avalia que nos pequenos municípios a ação paternalista e assistencial está enraizada na cultura paranaense. “O setor público é ineficiente e para conseguir algo, o cidadão tem que ter certo compadrio com o prefeito. Essa relação o torna ‘amigo’ do ocupante do cargo público e ele acaba fechando os olhos para a má gestão”. Lepre destaca ainda que o acesso à cidadania, com seus direitos e deveres, ainda não chegou ao interior. “Situações como essas de Pitanga e Farol parecem irreais e até cômicas. Em grandes centros, com a vigilância da sociedade, da imprensa e dos observatórios sociais que começam a surgir em cidades de médio porte, isso dificilmente ocorreria sem que houvesse a manifestação popular.” Ele cita como exemplo a repercussão da série Diários Secretos, produzida pela Gazeta do Povo e RPCTV. “A imprensa e a sociedade estavam atentas e o material trouxe uma nova mentalidade no modelo de gestão da Assembleia 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Você quer uma mudinha de Araucária?




Henry Milléo/ Gazeta do Povo
Henry Milléo/ Gazeta do Povo /
Um total de 20 mil mudas de araucária (Araucaria angustifolia) selecionadas para produção de pinhões serão doadas àUniversidade Federal do Paraná (UFPR) pela Risotolândia nesta segunda-feira (19). Depois de oficializada a doação no Gabinete da Reitoria, haverá a entrega de um lote de mudas aos interessados no pátio da Reitoria, a partir das 9h30.
Quem receber as mudas será convidado a contribuir para o Setor de Transplante de Fígado do Hospital de Clínicas, doando qualquer valor para este serviço. Os interessados vão receber as instruções de como proceder para efetuar a doação em uma conta do Banco do Brasil.
O objetivo da Risotolândia é homenagear a UFPR pelo seu centenário.
 As mudas foram produzidas em parceria com a Colônia Penal Agrícola de Piraquara.
A data escolhida para a doação coincide com a comemoração do Dia de São José. O nome deste Santo também dá nome a uma espécie de pinheiro, justamente porque os pinhões começam a cair em torno desta data, como explica o professor Flavio Zanette, pesquisador aposentado da UFPR e reconhecida autoridade brasileira em araucária.
As mudas serão acompanhadas de um folder explicativo sobre como plantá-las. Interessados em receber as mudas ao longo das próximas semanas deverão agendar recebimento pelos telefones: (41) 3350-5601, 3350-5728 ou 3350-5650.