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Professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino - Governo do Paraná

quarta-feira, 21 de março de 2012

Operação combate fraude em combustíveis em 17 cidades


Uma operação é desencadeada em 11 cidades do Paraná, duas de São Paulo e quatro de Santa Catarina, na manhã desta quarta-feira (16), para combater a adulteração de combustíveis e a sonegação fiscal, entre outros crimes. Aproximadamente 300 servidores (da policias federal, militar, civil, da Receita Federal e da Secretaria de Estado da Fazenda) participam da “Operação Hidra”.
A ação é coordenada pela Polícia Federal de Guarapuava, Receita Federal e pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR).
Noventa e três mandados de busca e apreensão serão cumpridos nos três estados. No Paraná, a operação é desencadeada em Curitiba, Ponta Grossa, Imbituva, Guarapuava, Londrina, Bandeirantes, Campo Mourão, Cascavel, Assis Chateubriand, Marechal Cândido Rondon e Medianeira.
Em Santa Catarina, a ação ocorre em Balneário Camboriú, Blumenau, Lages e Ponte Alta. Mandados também devem ser cumpridos em Marília e Ourinhos.
Os servidores fazem buscas por documentos fiscais e contábeis, extratos bancários, veículos, cheques e dinheiro em espécie, além de armas e drogas.
Simultaneamente, de acordo com a PF, estão sendo executadas medidas judiciais cautelares de bloqueio de contas bancárias em nome dos principais envolvidos e das empresas suspeitas, com objetivo de identificar recursos obtidos com as práticas supostamente ilícitas.
De acordo com a PF, não há mandados de prisão para ser cumpridos, mas pode haver flagrantes.
O Gaeco de Guarapuava identificou uma quadrilha especializada em adulteração de combustíveis. As investigações foram iniciadas há dois anos. Outros crimes cometidos pelo grupo, de acordo com as investigações, são sonegação de impostos estaduais e federais, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e direitos e evasão de divisas, formação de quadrilha, falsificação de documentos e falsidade ideológica.
Os detalhes da operação serão divulgados em coletiva de imprensa, em Guarapuava, às 10h30. A PF ainda não divulgou quantos mandados de busca e apreensão já foram cumpridos nesta manhã. 

DF: professores decidem continuar greve por tempo indeterminado


Segundo o sindicato, cerca de 10 mil professores participaram da assembleia. Foto: Sinpro-DF/Divulgação
Segundo o sindicato, cerca de 10 mil professores participaram da assembleia
Foto: Sinpro-DF/Divulgação

Os professores da rede pública do Distrito Federal decidiram em assembleia nesta terça-feira, na praça do Buriti, em Brasília, continuar com a greve da categoria que teve início no dia 12 de março. Embora contem com o maior salário da categoria no País - de cerca de R$ 2,3 mil - os professores cobram a equiparação média salarial com outras carreiras de nível superior do governo distrital.
O item, segundo o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), consta de um acordo negociado em abril de 2011 cujo teor o governo não teria cumprido. O governo, por sua vez, afirma estar atendendo gradualmente ao acordo, já tendo, inclusive, concedido aumento salarial de 13,83% - que afirma ter sido o maior índice do País - e reajuste de 55% no valor do tíquete-alimentação, hoje de R$ 304.
Segundo o sindicato, a continuidade da greve é por tempo indeterminado e foi motivada pela ausência de uma proposta de reajuste. Uma nova assembleia será feita no dia 27, a partir das 9h30, na praça do Buriti.

RS: sob vaias, reajuste abaixo do piso do magistério é aprovado
20 de março de 2012  21h06  atualizado às 22h35

Professores apresentaram um 'cartão vermelho' aos deputados que defenderam a aprovação do projeto. Foto: Marcos Eifler/Agência ALRS/Divulgação
Professores apresentaram um 'cartão vermelho' aos deputados que defenderam a aprovação do projeto
Foto: Marcos Eifler/Agência ALRS/Divulgação
O Rio Grande do Sul paga o pior salário do País aos professores - cerca de R$ 800 para uma jornada de 40 horas semanais. A proposta aprovada prevê reajuste de 23,5% parcelado até fevereiro de 2013. O Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) havia proposto mais cedo que acataria o aumento se fosse pago em parcela única, e não em três partes, como determinou o governo, mas em reunião de líderes a proposta foi recusada e o projeto original foi votado.
Até hoje, a categoria não aceitava o percentual de reajuste, pois o aumento faz parte de um projeto para elevar o piso dos professores a R$ 1.260,00 em 2014. O sindicato discorda do valor e exige a implantação do piso nacional (R$ 1.451,00).
O deputado Frederico Antunes (PP) chegou a apresentar um requerimento para que fosse retirada a urgência da matéria, permitindo o diálogo entre o governo e a categoria, mas a proposta foi rejeitada. Os parlamentares da oposição criticaram o governador Tarso Genro (PT) por ter assinado a lei do piso em 2008 e prometido durante a campanha eleitoral que o salário dos professores seria cumprido até o fim do seu mandado.
Como não conseguiram conquistar a maioria (seriam 28 votos para que o projeto não fosse aprovado) os deputados da oposição deixaram o plenário no começo da votação. Durante a sessão, a Assembleia ainda aprovou a anistia aos docentes e funcionários que fizeram greve em 2011.
O líder do governo, Valdeci Oliveira (PT), defendeu o projeto aprovado e destacou que a categoria vai receber o maior reajuste dos últimos anos, sem nehnhuma modificação no plano de carreira.
Piso nacional
O novo piso dos professores foi anunciado no dia 27 de fevereiro e elevou o salário dos professores de R$ 1.187 para R$ 1.451. O valor estipulado para este ano acompanha o aumento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) de 2011 para 2012, conforme determina a legislação atual.

Além do Rio Grande do Sul, outros Estados e municípios alegam dificuldade financeira para pagar o valor determinado. Governadores reuniram-se com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), e pediram a aprovação de um projeto de lei que altere o critério de correção do piso, que passaria a ser feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação.

terça-feira, 20 de março de 2012

RS: professores pressionam deputados em votação de reajuste


Professores estaduais paralisaram as atividades hoje para pressionar os deputados em frente à Assembleia Legislativa. Foto: Marco Couto / Agência ALRS/Divulgação
Professores estaduais paralisaram as atividades hoje para pressionar os deputados em frente à Assembleia Legislativa
Foto: Marco Couto / Agência ALRS/Divulgação
Professores estaduais do Rio Grande do Sul lotavam o plenário da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, por volta das 16h40 desta terça-feira para pressionar os parlamentares para que não aprovem o projeto de reajuste proposto pelo governo estadual. Enquanto deputados da base aliada faziam seus pronunciamentos na tribuna, os educadores gritavam palavras de ordem e vaiavam os defensores da proposta que reajusta o salário abaixo do piso nacional de R$ 1.451,00.
O Rio Grande do Sul paga o pior salário do País aos professores - cerca de R$ 800 para uma jornada de 40 horas semanais. A proposta do governo prevê reajuste de 23,5% parcelado até fevereiro de 2013. O Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) havia proposto mais cedo que acataria o aumento se fosse pago em parcela única, e não em três partes, como quer o governo, mas em reunião de líderes a proposta foi recusada e o projeto original foi a votação.
Até hoje, a categoria não aceitava o percentual de reajuste, pois o aumento faz parte de um projeto para elevar o piso dos professores a R$ 1.260,00 em 2014. O sindicato discorda do valor e exige a implantação do piso nacional (R$ 1.451,00).
Durante pronunciamento do deputado Frederico Antunes (PP), que defendeu a retirada da urgência da matéria para que houvesse diálogo com a categoria, os professores manifestaram-se favoravelmente. Os parlamentares da oposição criticaram o governador Tarso Genro (PT) por ter assinado a lei do piso em 2008 e prometido durante a campanha eleitoral que o salário dos professores seria cumprido até o fim do seu mandado.
O líder do governo, Valdeci Oliveira (PT), defendeu o projeto de reajuste proposto pelo governo e garantiu que o reajuste será cumprido sem modificações no plano de carreira da categoria.
Piso nacional
O novo piso dos professores foi anunciado no dia 27 de fevereiro e elevou o salário dos professores de R$ 1.187 para R$ 1.451. O valor estipulado para este ano acompanha o aumento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) de 2011 para 2012, conforme determina a legislação atual.
Além do Rio Grande do Sul, outros Estados e municípios alegam dificuldade financeira para pagar o valor determinado. Governadores reuniram-se com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), e pediram a aprovação de um projeto de lei que altere o critério de correção do piso, que passaria a ser feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação.

Quinquilharias


Cristovão Tezza

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Antigamente, o controle remoto da televisão era a traquitana mais impressionante da nossa vida. Com a caixinha, ligada por um fio, era possível mudar o canal sem levantar da poltrona. Logo em seguida veio outro controle remoto, agora sem fio, que comandava o videocassete. E havia os cabos que ligavam o vídeo à tevê. Até que aparecessem os primeiros computadores, e então, além das fitas cassetes, começamos também a colecionar disquetes, primeiro daqueles grandes e flexíveis, depois uns quadradinhos e rígidos, e outros cabos começaram a entrar na nossa vida, ligando monitores, caixas de som, teclados e mouses ao computador.

Um pouco mais tarde (ou antes?) surgiram os discman, com fios que se conectam às orelhas: até hoje é possível ouvir música, mascar chicletes e andar na rua ao mesmo tempo, de mãos livres, sem interferir no equilíbrio. Bem, daí apareceram os primeiros DVDs, e começamos a colecionar os discos junto com as velhas fitas VHS que iam se enchendo de fungo, mas, caramba, a gente tem sentimentos! E nada se joga fora neste mundo de Deus.
Em seguida apareceram as máquinas fotográficas digitais; a pré-histórica usava os disquetes quadrados, mas logo apareceram umas fichinhas milagrosas, os cartões de memória, que também serviam para os celulares, os quais dominaram tudo, inclusive tirando fotografias; neste ínterim, os disquetes desapareceram e nasceram os impressionantes pendrives, capazes de armazenar ziguilhões de fotos, que podem ser enviadas à impressora, se você quiser vê-las em papel. Mas é sempre preciso um cabo para ligar a máquina ao computador; e se você quisesse ver as fotos na televisão, que já era de LCD, agora é de LED, e amanhã de manhã será em 3D, era preciso uma conexão por fios, ou sem fio. Já a filmadora trabalha com extensão mini-USB, e cada marca tem um cabo diferente, que você vai colecionando na gaveta. E faz tempo que falam de bluetooth, “dente azul”, uma conexão sem fio que nunca usei. E multiplicam-se as tabuletas digitais, mas nelas só se tem 3G com minichip; de qualquer forma, você nunca terá o que precisa para fazer o que quer, o cartão de memória disso não serve no slot daquilo, e então compramos um hub, que é uma espécie de benjamin. E tem também o modem, sem o qual não há internet, onde se conecta o cabo RJ-45, isso se você não tiver a conexão sem fio, que precisa ser configurada. Sim, o mouse sem fio funciona com pilhas recarregáveis, diferentes da máquina fotográfica (que é a bateria) e tudo exige carregadores; o problema é a tomada, mudaram as tomadas, e para você ver na tevê o que tem no computador via streaming, podendo passar a foto do iPhone para o cartão MMS, só que o cabo Nokia não serve neste caso, mas há um conversor que –
Desculpem: é por isso que de vez em quando eu gosto de descer à praia, e, em silêncio, ouvir o barulhinho do mar e observar a grama crescer na areia.

Ambiente para crescer


Para que o país consiga taxas elevadas de crescimento do PIB, e obtenha sucesso na busca da taxa de 5% ao ano, o ambiente favorável aos investimentos e aos negócios é decisivo

Um país cuja população cresce em torno de 1% ao ano, como é o caso do Brasil, se obriga a adotar, como principal objetivo da política econômica, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A população brasileira tem sido acrescida de 1,9 milhão de pessoas a cada ano e, se o PIB não crescer, o empobrecimento médio será inevitável. Mas se o PIB aumentar apenas 1%, o país não sairá do lugar, a renda média por habitante ficará estagnada e a pobreza continuará nos mesmos níveis atuais. Para erradicar a pobreza em duas décadas, o Brasil precisa crescer em torno de 5% ao ano, o que, mantida a taxa atual de aumento populacional, levaria a renda per capita para perto dos 25 mil dólares/ano. Nesse nível de renda média, a pobreza seria erradicada e os bolsões de miséria apenas uma parte da história passada.
Mas não basta que a renda seja aumentada. É preciso saber como ela será distribuída e qual a eficiência com que os recursos econômicos serão aplicados. Nesse cenário é particularmente importante saber como se comportará o que os economistas chamam de “produtividade do imposto”, ou seja, qual o direcionamento do gasto público, com que eficiência ele será aplicado e qual o nível de corrupção. Com o governo retirando 38% da renda da sociedade e gastando 41%, mantendo assim o déficit público nominal em 3%, se houver piora da eficiência gerencial e aumento da corrupção, parte do esforço será solapada e a erradicação da pobreza adiada.
Para que o país consiga taxas elevadas de crescimento do PIB, e obtenha sucesso na busca da taxa de 5% ao ano, o ambiente favorável aos investimentos e aos negócios é decisivo. Atualmente, não resta muita dúvida sobre quais são as características mais importantes de um ambiente nacional capaz de estimular os investidores nacionais e os estrangeiros, incentivar a livre iniciativa e a capacidade empreendedora da população e promover os negócios em geral. As épocas de eleições são momentos propícios para a divulgação de ideias capazes de promover a prosperidade. Infelizmente, as campanhas são todas iguais e os candidatos nunca fogem da postura de simplesmente fazerem um rosário de promessas assistencialistas na ânsia de conquistar votos dos eleitores situados nas camadas pobres.
As principais características de um ambiente favorável ao crescimento econômico são as mesmas em qualquer lugar do mundo: estabilidade política, estabilidade da moeda, respeito ao direito de propriedade e garantia dos contratos juridicamente perfeitos. Quanto à política, os ingredientes relevantes são democracia estável, eleições livres, rodízio pacífico de governantes e Estado de Direito. Nesse quesito, o Brasil vai bem, pois, após a redemocratização iniciada nos anos 80, o país vem experimentando tranquilidade em seu sistema de governo. Em relação à estabilidade da moeda, os requisitos principais são o equilíbrio das finanças públicas e o controle do déficit fiscal. Nesse aspecto, o Brasil vem tendo bom desempenho e, se não está no melhor dos mundos, está melhor do que boa parte do mundo, incluindo os desenvolvidos, como Estados Unidos, Europa e Japão.
Há um aspecto importante do quadro econômico no qual o Brasil não está bem. Trata-se da necessidade de ter carga tributária simples e moderada, com regras claras e estáveis. O Brasil não conseguiu atingir esse estágio e é por isso que a mais urgente das reformas é a tributária, sempre muito difícil de aprovar e executar. A carga tributária é alta, mal distribuída, e as regras são complicadas e nada estáveis. Se o país conseguir melhorar sua estrutura tributária nos próximos dez anos, os resultados benéficos ao crescimento serão muitos. Todavia, é improvável que isso aconteça, principalmente porque o país é organizado em federação e há conflitos de interesses entre municípios, estados e União.
Quanto ao direito de propriedade e a garantia desse direito, o Brasil tem muito o que evoluir. Um dos problemas está na zona rural, onde a ameaça à propriedade, apesar de ter diminuído, ainda é muito presente. Em algumas regiões, também pesa o fantasma das invasões dos trabalhadores sem-terra, o que desestimula a atividade rural e desvaloriza as propriedades, sobretudo porque o Poder Judiciário é moroso em julgar e dar solução aos conflitos de propriedade. Em relação à proteção aos contratos válidos, se um simples contrato comercial continuar levando até dez anos para ter uma solução, em face de algum conflito entre as partes, ocorrerá prejuízo aos negócios e haverá desestímulo aos investimentos.
Os capitais financeiros percorrem o mundo em busca de oportunidades de investimentos e, além de aspectos mercadológicos e da existência de recursos naturais, acabam levando vantagem na disputa aquelas regiões onde predomina um ambiente de segurança jurídica e favorável aos investimentos e aos negócios. 

Hora do Planeta será no dia 31 de março


Divulgação/WWF Brasil /
EM 2012

Durante o evento, os participantes desligam as luzes de casas, prédios e monumentos históricos durante uma hora


A edição de 2012 da Hora do Planeta (tradução do inglês Earth Hour), evento simbólico pela conscientização da preservação do meio ambiente e combate ao aquecimento global, será realizado no sábado, dia 31 de março. Durante o evento, os participantes desligam durante uma hora as luzes de casas, prédios e monumentos históricos para simbolizar o ato.
Neste ano, a Hora do Planeta será realizada entre as 20h30 e 21h30 em todos os países do mundo. O evento em 2011, segundo a Organização Não Governamental WWF, que promove o ato desde 2006, teve adesão de um bilhão de pessoas no mundo todo. Para participar do evento, além de desligar as luzes, a ONG convoca os interessados a enviarem um e-mail paracidades@wwf.org.br. O participante receberá um Termo de Adesão, no qual poderá cadastrar sua cidade.
No site da ONG, o internauta também pode conferir uma contagem regressiva para a Hora do Planeta e outras informações sobre o evento. Um vídeo promocional do ato também está disponível na página da instituição.
Assim como em 2011, a prefeitura de Curitiba também vai participar, desligando as luzes de cinco atrações turísticas da cidade: Teatro Paiol, Estufa do Jardim Botânico, fonte de Jerusalém da Praça Pedro Gasparello, fonte da Praça Santos Andrade e fachada do Paço Municipal.

Governo apresenta proposta de reajuste a professores das estaduais


Sindicatos realizam assembleias para decidir se aceitam receber o reajuste de 31,73% em quatro ou cinco parcelas anuais

O governo propôs nesta terça-feira (20) aos sindicatos dos professores de universidades estaduais um reajuste salarial de 31,73% em quatro ou cinco parcelas anuais. Com isso, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) espera impedir a greve ameaçada pelos docentes em uma paralisação realizada pela categoria no último dia 7 de março. A proposta, divulgada no fim da tarde desta terça (20), passou a ser analisada pelos sindicatos em assembleias realizadas em várias cidades do estado. Até as 18h50, apenas o Adunioste, Sindicato dos Docentes da Unioeste, havia confirmado que aceitará a oferta do governo.
O reajuste oferecido equipara os vencimentos da categoria com os salários dos técnicos de nível superior contratados para trabalhar nas universidades. A Seti e a Secretaria Secretário de Administração e Previdência (Seap) ofereceram duas formas de aplicação do aumento. A primeira em quatro parcelas de 7,41%, a serem feitas anualmente no mês de outubro a partir de 2012. A segunda, em cinco vezes de 5,66%, com início em julho de 2012 e término no mesmo mês em 2016.
“Estudamos uma forma de atender à justa reivindicação de equiparação salarial dos professores sem deixar de respeitar a capacidade econômica e financeira do governo”, explicou secretário de estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal. A proposta foi mediada também por reitores das universidades que estiveram nesta terça-feira em Curitiba.
Participaram da mobilização do último dia 7 de março 90% dos professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) e duas das unidades da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), a Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana (Fecea) e a Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam).