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sexta-feira, 23 de março de 2012

Remissão é novo modo de tratar a depressão



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SINTOMAS

Pesquisas provam que cada surto é pior que o anterior, reduzindo o cérebro e comprometendo suas funções

Características
Tristeza pode não ser sinal de depressão
O sintoma mais frequente para identificar a depressão é a tristeza exagerada, certo? Pois pes quisas recentes defendem que nem sempre isso é verdade. Segundo José Alberto Delporto, professor do departamento de psiquiatria da Unifesp, é comum o paciente deprimido apresentar um quadro de tristeza profunda, geralmente associado a outros sintomas, como cansaço e falta de energia, mas não são raros os casos em que o paciente não apresenta esse sinal.
O limite para identificar a tristeza característica da depressão e aquela comum do dia a dia, no entanto, é bastante tênue. “Esse sentimento faz parte do repertório humano e é muito comum a pessoa ter um dia feliz hoje e outro não tão bom amanhã, mas a tristeza passa a ser patológica quando afeta o paciente de uma maneira que impede prejudica seu trabalho, a vida em família, o contato com os amigos e ele passa a abrir mão de coisas que gostava de fazer porque não consegue superar esse sentimento negativo.”
Uma das características principais da doença é o alentecimento – diminuição do ritmo – das manifestações do corpo. “A pessoa perde a vitalidade de uma maneira que passa a ter um retardo psicomotor, falava muito devagar, anda igualmente de maneira lenta e tudo vai ficando em um ritmo cada vez mais arrastado.”
Sintomas
Os principais sintomas da depressão são cansaço excessivo, falta de energia, fadiga e dor. Os pacientes também apontam outras queixas, como insônia ou excesso de sono, problemas de apetite (comer demais ou de menos) e queixas gastrointestinais. Para reconhecer a doença, é importante que as manifestações durem pelo menos alguns meses.
Entre as crianças, o mais comum é elas ficarem apáticas, deixarem de brincar e fazerem atividades que gostam e terem episódios frequentes de irritabilidade.
“Às vezes, é aquela criança birrenta ou que arruma briga por qualquer coisa e os pais acham que é uma fase. Na verdade, é a depressão dando seus primeiros sinais.”
Controle
Tempo de tratamento é variado
O médico psiquiatra e professor da Uni­­versity of Texas Medical School Rakesh Jain explica que o tempo de tratamento da depressão varia muito entre os pacientes. “Imagine que a pessoa tem uma fratura no braço. Dependendo da gravidade do problema, ela pode imobilizar o membro por algumas semanas ou ficar incapacitada por meses e, após a retirada do gesso, ainda fazer sessões de fisioterapia. Com a depressão, o processo é semelhante e tudo depende da gravidade.”
Segundo ele, nos casos de pa­­cientes com apenas um episódio de de­­pressão, o tratamento dura cerca de um ano. Nos que já tiveram pelo me­­nos três surtos anteriormente, o tempo é muito maior. “São anos sob efeito da medicação e, em al­­guns casos, o paciente passa o resto da vida em acompanhamento. O importante é que, se o médico nota que a pessoa es­­tá melhorando, deve ir tirando a me­­dicação conforme ela for avançando.”
Alerta
Diagnóstico tem de ser preciso
Para os especialistas, um dos problemas do diagnóstico de depressão é que frequentemente são propostas formas de tratar os sintomas e não a doença. “Pessoas depressivas têm problemas de sono e o médico acaba receitando medicamentos para insônia. A pessoa dorme melhor, mas a depressão não será controlada”, alerta o psiquiatra indiano Rakesh Jain.
A situação desperta atenção devido ao caráter dos medicamentos. “Os pacientes tendem a ficar dependentes dos remédios e passam a usá-los para resolver os sintomas sem se livrar da doença.” (RB)
Os danos são graves: de cansaço e tristeza exagerada até problemas de relacionamento com a família e amigos e falta de motivação para trabalhar e se divertir. A depressão muda toda a vida do paciente enquanto não é totalmente controlada. Como a doença é incurável e durante toda a vida a pessoa corre o risco de reincidir – o que vai potencializando os prejuízos para a saúde –, os médicos garantem: a nova tendência de tratamento é apostar na remissão (desaparecimento) dos sintomas.
“Hoje, o objetivo não é só amenizar sinais, mas frear a evolução da doença até que eles desapareçam de vez e o médico verifique que estão controlados a ponto de não comprometer mais o bem- estar do paciente e têm chances mínimas de voltarem”, comenta Rakesh Jain, professor clínico associado da University of Texas Medical School. O assunto foi um dos temas discutidos no Depression Forum, evento realizado entre os dias 9 e 11 deste mês em São Paulo reunindo médicos psiquiatras de todo o Brasil.
Ele explica que o mecanismo é bastante parecido com o que se busca no tratamento do câncer. “Quando a pessoa tem um câncer, os tumores precisam ser completamente tirados do corpo para que a doença não volte, já que mesmo um pequeno resquício pode desencadear um novo episódio. Com a depressão, a lógica é parecida e os sintomas devem ser totalmente extintos para que o paciente receba alta do tratamento.”
O objetivo é evitar uma realidade constante entre os pacientes: após algumas semanas tomando a medicação, eles tendem a se sentir melhores e logo abandonam o tratamento. O problema é que a doença volta – e muito pior – em poucos meses. Pesquisas mostram que cada surto depressivo é sempre mais forte que o anterior e, quanto mais episódios uma pessoa tem, mais danos para o corpo e para o cérebro vão sendo registrados.
Estudos usando tomografias revelam que pacientes recorrentes têm uma redução do tamanho do cérebro, o que vai comprometendo algumas funções do corpo, como a memória. “Como os episódios vão se tornando cada vez mais frequentes, intensos e difíceis de serem controlados, o tratamento precisa ser ainda mais incisivo e demorado para surtir efeito”, diz Jain.
Tratamento
O professor titular do Depar­­tamento de Psiquiatria da Uni­versidade Federal de São Paulo (Unifesp) José Alberto Delporto alerta que, caso a pessoa não atinja a remissão completa, as chances de ter uma recaída em alguns meses ou anos é grande. “Há estudos que mostram que a pessoa depressiva tem 50% de chances de ter uma recaída em até um ano. Por isso, é impossível falar de depressão sem associá-la a um tratamento de qualidade.”
Segundo Jain, é importante que o tratamento utilize não apenas um, mas uma combinação de todos os métodos disponíveis de controle do problema. “A primeira recomendação é fazer exercícios físicos e apostar na psicoterapia com um profissional de confiança. A medicação só deve entrar em cena em casos em que o médico verifique que esses recursos não foram suficientes.”
Mesmo assim, o paciente deve manter o acompanhamento para que as doses do remédio sejam diminuídas gradualmente, conforme seu quadro depressivo melhore, ou mesmo trocadas, caso não surtam efeito. E, mesmo após a remissão, o pa­­ciente deve continuar marcando consultas periódicas com seu médico.




Adeus CHICO!!!!!!!!!!!!!!!


Divulgação/TV Globo / João Cotta /
LUTO

Chico Anysio morre aos 80 anos

Comediante estava internado desde o dia 22 de dezembro de 2011 em um hospital no Rio de Janeiro.O humorista Chico Anysio morreu, aos 80 anos, nesta sexta-feira (23) no Rio de Janeiro. Ele estava internado no hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul da capital fluminense, desde o dia 22 de dezembro do ano passado, quando teve uma hemorragia digestiva. Segundo a assessoria de imprensa hospital, Chico Anysio teve duas paradas cardíacas.
Na quinta-feira (22), os médicos chegaram a submeter o paciente a um processo cirúrgico para uma drenagem na pleura, a membrana do pulmão, já que ele sofria de um enfizema pulmonar provocado pelo uso excessivo de cigarros. Chico Anysio estava na unidade de tratamento intensivo e respirava com a ajuda de aparelhos.
Rede social
A morte do comediante Chico Anysio virou o principal assunto na rede social Twitter na tarde desta sexta-feira (23). Dos 10 tópicos com as palavras mais citadas no microblog, os Trending Topics (TT), no Brasil, todos faziam referência ao artista.
Nos tweets dos usuários as palavras Chico Anysio, Alberto Roberto e Professor Raimundo, entre outras, eram as mais citadas.
Conheça a trajetória de Chico Anysio
Nascido em 12 de abril de 1931, em um pequeno sítio em Maranguape, no Ceará, Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho tornou-se um dos mais renomados humoristas do país.
Aos 8 anos de idade, Chico Anysio e a família deixaram a pequena Maranguape e mudaram-se para o Rio de Janeiro. Na infância, ele já mostrava sua veia humorística ao imitar vozes e trejeitos de professores e colegas de classe.
Na adolescência, ganhava concursos de programas de calouros nas rádios do Rio e de São Paulo fazendo imitações. Foi até impedido de participar dos concursos, pois sempre saia vencedor. Em 1947, conquistou o primeiro lugar no programa Papel Carbono, de Renato Murce, líder de audiência na Rádio Nacional do Rio, na época.
A carreira no rádio começou por acaso. Ao acompanhar a irmã e atriz Lupe Gigliotti em um teste na Rádio Guanabara, acabou sendo aprovado e contratado como locutor e rádio-ator. Ficou em segundo lugar no teste de locutor, perdendo para o apresentador Sílvio Santos. Na rádio, apresentava a programação musical e interpretava galãs nas rádio-novelas. Em 1949, passou a integrar os humorísticos da emissora, trabalhando ao lado de outros grandes comediantes, como Grande Othelo e Luis Brandão.
Os problemas de saúde do humorista começaram em agosto de 2010, quando foi internado para retirada de parte do intestino por causa de uma hemorragia e foi diagnosticado com pneumonia. Desde então, foram diversas internações. No ano passado, ficou internado por quase quatro meses por causa de complicações cardiorrespiratórias.
Com mais de 200 personagens, era um dos nomes mais conhecidos da televisão brasileira.
Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho nasceu em Maranguape, no Ceará, em 1931. Mudou-se para o Rio de Janeiro aos 8 anos com a mãe e três irmãos, depois que a empresa de ônibus de seu pai pegou fogo. O pai ficou na cidade natal para tentar refazer a vida.
Vascaíno para contrariar a família, botafoguense, ele queria ser jogador de futebol. Estudou para ser advogado, mas a vocação artística falou mais alto.
Sua vida humorística começou na Rádio Guanabara, em meados dos anos 1940, quando ficou em segundo lugar nos testes promovidos pela emissora, ficando atrás apenas de Silvio Santos, atual dono do canal SBT, e passou a imitar vozes e atuar em programas de humor.
Mudou-se para a Rádio Mayrink Veiga, onde escrevia três programas semanais. Foi lá que nasceu a Escolinha do Professor Raymundo, um dos seus principais personagens que, segundo o próprio Chico, foi "o primeiro gol da minha vida".
Com o sucesso no rádio, o quadro do "professor" ganhou uma versão na televisão no fim dos anos 1950 e chegou à TV Globo na década de 1970, fazendo parte de outros programas. Após passar por várias adaptações, o quadro estreou como programa em 1990, e a Escolinha do Professor Raimundo abriu espaço para humoristas da velha guarda e ajudou a descobrir novos talentos.
"Foi no Chico City, por volta de 1974, que o professor Raymundo deixou de ser uma sabatina e passou a ser uma aula. Ali eu podia usar os antigos comediantes que já não tinham possibilidade de segurar um esquete inteiro", disse o humorista em seu site oficial.
Professor
Com 209 personagens criados ao longo da carreira, como Alberto Roberto, Apolo, Baiano, Justo Veríssimo, Nazareno, Painho, entre outros, Chico inspirou e ensinou artistas de várias gerações e é considerado por muitos deles o eterno "professor" do humor brasileiro.
Também atuou em diversos filmes, novelas e especiais, além de ter lançado o livro "É Mentira, Chico", em 2007.
Chico, que já foi enredo de escola de samba e homenageado em vários programas especiais, fez 10 mil espetáculos por todo o país e chegou a se apresentar na prestigiosa casa de shows Carnegie Hall, em Nova York, nos Estados Unidos. No entanto, ele se dizia tímido.
"A timidez faz de mim um cara particular. Digo sempre que mais de dois, para mim, é piquenique. O grande passeio da vida é ficar em casa", afirmou ele em sua biografia.
O humorista teve oito filhos, entre eles os atores Lug de Paula, (famoso pelo personagem Seu Boneco, da Escolinha do Professor Raimundo), Nizo Neto (o seu Pitolomeu, também da Escolinha) e Bruno Mazzeo (ator e roteirista).
Irmão da falecida atriz Lupe Gigliotti, Chico Anysio era casado com a fisioterapeuta Malga Di Paula. Antes, foi casado com as atrizes Nancy Wanderley, Rose Rondelli e Alcione Mazzeo, com a cantora Regina Chaves e com a ex-ministra da Fazenda Zélia Cardoso de Mello.


Personagens

● Alberto Roberto: Ator e apresentador de talk show, considerava-se um símbolo sexual. Usava touca de renda na cabeça e frequentemente interpelava seus entrevistados com um "por quê?". Seu estrelismo muitas vezes irritava o diretor Da Júlia (Lúcio Mauro).
Bordões: "Não garavo!" r "Eu sou um símbalo sescual."
● Azambuja
Paulo Maurício Azambuja era um malandro carioca, ex-jogador de futebol do Bonsucesso e que participou de um conjunto musical na juventude. Vivia aplicando golpes em parceria de Linguiça (Wilson Grey) e é filho de Dona Lupicínia (Haydée Fernandes).
Bordão: "Tô contigo e não abro!"
● Bento Carneiro
Valdevino Bento Carneiro era um vampiro brasileiro. Com um sotaque caipira, se apresentava como "aquele que vem do aquém do além, adonde que véve os mortos". Morava em seu castelo junto de seu assistente corcunda Calunga (Lug de Paula, filho de Chico). Nunca conseguia assustar alguém: ao contrário, era medroso e desnutrido.
Bordões: "Bento Carneiro, vampiro brasileiro... pzztt!"; "Tomou, papudo?"; "Não creu neu, se finouce."; "Minha vingança sará malígrina!"
● Bozó
Sérgio Dias Magalhães Marinho era, supostamente, o nome de Bozó, que afirmava para todo mundo ser funcionário da Rede Globo. Suas marcas registradas era os dentes proeminentes e a gagueira. Sua namorada era Maria Angélica (Alcione Mazzeo, mãe de seu filho Bruno Mazzeo), que também usava óculos de grau com lentes grossas
Bordão: "Eu-eu trabalho na Globo, tá legal!?"
● Cascata
Armando Cascata era um palhaço que fazia dupla com seu filho Cascatinha (Castrinho). O quadro fez tanto sucesso que Cascatinha, cujo bordão era "Meu pai-pai!", apresentou o programa infantil Balão Mágico e quadros próprios em outros programas humorísticos.
Bordão: "Meu garoto!"
● Coalhada
Otavio Arlindo Antunes do Nascimento era um futebolista estrábico, de cabelos encaracolados, que já havia exibido seu futebol em muitos clubes, com a ajuda de seu empresário, Bigode (Amândio Silva Filho). Inspirado no meia Socrates (craque dos anos 80 e jogador da Seleção Brasileira). Era um perna-de-pau que vivia se defendendo das críticas de torcedores e comentaristas esportivos.
Bordões: "Mas hein!?" e "Depois eles dizem que o Coalhada é isso, que o Coalhada é aquilo..."
● Divino
João Lírio do Amor Divino era um guru sem religião, que preferia dar consultas às mulheres. Iludia as pessoas, com a ajuda de seu assistente Serafim (Martim Francisco), se fazendo passar por líder de uma seita religiosa.
Bordões: "Divino sabe, divino diz"; "Divino cura, sara, purifica e... machuca."
● Haroldo
Haroldo P. Brazão era um personal trainer homossexual que tentava, em vão, convencer que era heterossexual. Sempre era lembrado de seu antigo codinome -- Luana -- pelo amigo Leon (Paulette/Eduardo Martini).
Bordões: "Pára com isso! Eu sou Haroldo, o hétero machão"; "Agora sou hétero. Mordo você todinha!"
● Justo Veríssimo
Justo Veríssimo de Santo Cristo era um político corrupto que tinha ojeriza aos pobres. No programa Zorra Total, seu segurança era Cadelo (Nizo Neto, outro filho de Chico).
Bordões: "Não sou feio: sou exótico"; "Tenho horror a pobre!" e
"Quero que pobre se exploda!"
● Nazareno
Nazareno Luís do Amor Divino era um funcionário público que tratava mal a sua esposa Sofia (Leila Miranda/Thelma Reston), por ela ser muito feia. Em contrapartida, Nazareno vivia elogiando a empregada (Monique Evans/Gisele Fraga).
Bordões: "Ca-la-da! Senta aí!"; "Isso não é mulher..."; "Eu estava de porre, naquele tempo eu bebia..."; "Tanta gente é e não sabe. Eu doido pra ser e não consigo!" e "Tá com pena? Leva pra você!"
"Vai dizer que você não trocava?!"
● Neyde Taubaté
Neyde Maria Aparecida Taubaté era uma âncora de telejornal, o Jornal do Lobo.
Bordão: "Uau... Não é mesmo?"
● Painho
Ruy de Todos os Santos era um pai-de-santo homossexual baiano. VIPs da sociedade de Salvador sempre requisitavam os serviços de Painho para que ele lhes lesse a sorte e o futuro
Bordões: "Afffe! Eu tô morta!" e "Eu sou doooido por essa neguinha."
● Pantaleão
Pantaleão Pereira Peixoto era um aposentado que estava sempre a contar histórias falsas em sua cadeira de balanço. Na companhia de sua esposa Tertuliana (Suely May) e de Pedro Bó (Joe Lester), um adulto com postura de criança, adotado por ele.
Bordões: "É mentira, Terta?" e "Pois bom, numa ocasião em 1927...".
● Professor Raimundo
Raimundo Nonato Nepomuceno era um professor que dedicou sua vida ao magistério e, como típico professor brasileiro, é mal remunerado. Comandou por anos sua escolhinha de personagens engraçados e exóticos.
Bordões: "E o salário, ó!"; "Vai comendo, Raimundo..."; "É vapt-vupt!";
● Profeta Jesuíno
Era um profeta de voz grave e pausada, com cabelos e bigodes brancos e compridos, que ensinava seus provérbios no encerramento dos programas.
Bordão: "Podem ficar à vontade..."