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Professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino - Governo do Paraná

sábado, 31 de março de 2012

Veja o Vídeo (dez anos de abandono) Ambrósio Bini




Cezar Augusto Bini Bini COLÉGIO ABANDONADO, CORAÇÕES DILACERADOS, 


LEMBRANÇAS APAGADAS. Parabéns Professor Anderson, esse trabalho retrata 


imagens do descaso para com o patrimônio público e esse vídeo maravilhoso 


e ao mesmo tempo dolorido com certeza faz viajar no tempo tantas e tantas 


crianças que nesse espaço compartilharam o sonho de um futuro melhor. 


Triste realidade.




Regiane Bini muito triste mesmo...e pensar que minha irmã Célia sofreu esse 


descaso e se foi sem ver nada feito em prol...indignação é pouco!!




Reginaldo Lopes UMA VERGONHA PARA TODOS OS GOVERNANTES, TANTO 


DESTE MUNÍCIPIO COMO DO ESTADO DO PARANÁ.... ATÉ QUANDO A 


EDUCAÇÃO VAI SER TRATADA DESTA MANEIRA.... VAMOS LEMBRAR DISTO 


NAS ELEIÇÕES!!!


Rafael Nunes Lourenço tristeza misturado com revolta!!!!! cade os politicos 


de tamandaré!!!!!!


Fernando Bini revoltante ...!!!


Viviane Vaz Inagreditável, um prédio lindo estar neste estado... Eu mesma 


vivi tantos momentos felizes ai, é revoltante ver uma imagem dessa! Quando 


o poder público vai acordar?


Leandro Calmo e pensar que me formei nesse colégio em 1999 pra vê-lo 


assim desse jeito é lamentável...


Parabéns primo Anderson LF da Silva pelo vídeo...realmente é revoltante e emocionante ver q nosso amado Colégio ficou neste estado.....Município da Educação? Onde?Empurram pro Governo e o Governo pro Município e neste empurra empurra, quem paga são nossos alunos, o futuro de Almirante Tamandaré.

 Amarilda Gulin Sou ex-aluna do Ambrósio Bini é uma situaçaõ é de extremo abandono pelo governo Parabéns aos funcionarios deste colegio por manterem a qualidade de ensino mesmo em situação precaria.
 




Continuem os Comentário:

sexta-feira, 30 de março de 2012

Felicidade Clandestina - Clarice Lispector


Reunião de 25 relatos curtos publicados semanalmente no Jornal do Brasil, em 1967, Felicidade Clandestina é considerado o livro mais autobiográfico de Clarice Lispector, reforçado pelo foco narrativo na primeira pessoa do singular. São crônicas independentes, mas há uma espécie de costura invisível entre elas que garante unidade e a ideia de um narrador constante.

O aluno que apenas lê o texto sem interpretá-lo subjetivamente pode ter problemas, já que o texto de Clarice não é objetivo e sua busca está no significado existencial do ser humano. A UFPR costuma testar os conhecimentos do vestibulando quanto ao contexto histórico da obra. Neste caso, o aluno deve estudar os traços do Modernismo e saber dimensionar Clarice Lispector na terceira geração, marcada pela reflexão, inovação estilística e o uso de metalinguagem.

Narrador
Gênero

Contos
Narrativa em primeira pessoa do singular, recurso que por vezes mescla a noção de personagem e autor. Em alguns contos é possível identificar personagens como alter-egos de Clarice, como a menina do conto-título de Felicidade Clandestina.
Personagens principais
Ainda que distintos em cada crônica, trazem características semelhantes. São tipos comuns, irrelevantes aos olhos da sociedade, em cenas corriqueiras do cotidiano. Entretanto, a autora valoriza seu momento interior e cristaliza seu processo de epifania – revelação, descoberta diante de um acontecimento mínimo, mas capaz de transformar a perspectiva dos personagens. Apesar de minuciosamente descritos, sua descrição não é objetiva. Em Clarice, a descrição física é apenas um atalho para a descrição psicológica. Os personagens do livro não têm nome, o que gera maior identificação e provoca a catarse do leitor, que é capaz de sentir emoções de vivências que não são suas.
Tempo
Assim como o conteúdo analítico dos contos, o tempo também não é objetivo. O fluxo de consciência em Clarice Lispector torna embaçada a noção de tempo. No conto-título, sabe-se que o tempo é a infância, embora ao final a autora evidencie o processo de amadurecimento da protagonista. De forma geral, há uma percepção temporal alterada, já que a ação do conto pode ter se passado em poucos dias, mas tem-se a impressão de que o suplício da menina durou uma eternidade.
Espaço
A construção espacial é simples, retratando o cotidiano infantil de uma menina comum em Recife. Mas Stella Bello lembra: “Felicidade clandestina é uma obra metafísica, que rompe com os limites de espaço-tempo por meio do fluxo da consciência, característica que a autora explorou de várias formas, sempre mantendo uma estética própria.”

Fonte: Stella Bello, Especialista em Literatura Brasileira e professora da disciplina no curso Dynâmico.
LIVROS UFPR 2011/2012 | 3:24

Felicidade Clandestina – Clarice Lispector

Reunião de 25 relatos curtos publicados semanalmente no Jornal do Brasil, em 1967, Felicidade Clandestina é considerado o livro mais autobiográfico de Clarice Lispector. Assista à análise do professor Fábio Bettes.

Anjo Negro - Nelson Rodrigues


O elemento que direciona todas as ações humanas nesta obra de Nelson Rodrigues é a sexualidade, apresentada sempre de forma corrompida. O sexo está o tempo todo relacionado à violência e ao desejo proibido.


Escrita em 1946, Anjo Negro rompe com características até então comuns ao teatro brasileiro, como a unidade temporal (história transcorrida ao logo de apenas um dia).Parece haver uma preocupação do autor em perturbar o leitor, utilizando o choque para trazer à tona tudo o que está velado na sociedade. Trata-se de uma tragédia com um desfecho inesperado: embora tudo induza ao fato de que Virgínia será morta pelo marido, a história termina com a morte da filha de Virgínia, tramada pela própria mãe com a ajuda de Ismael.
Gênero
Literatura Dramática
Narrador
Na literatura dramática não há um narrador, pois a história é contada em forma de diálogos.
Personagens principais
Ismael: Médico. Homem negro, inescrupuloso e violento. Profundamente recalcado em função de sua cor, diz à filha (Ana Maria) que é branco e a cega para que não perceba a realidade. Da mesma forma, há indícios de que tenha cegado o irmão de criação, branco, por uma ardilosa troca de remédios. Ismael ama o branco, mas com violência, o que fica claro pelo isolamento a que submete a mulher para que ninguém a veja.
Virgínia: Mulher de Ismael, branca, vítima da violência sexual do marido. Logo no início da trama, ela deseja o noivo da prima com quem é criada e se deixa possuir por ele. Ao descobrir a traição, a prima se enforca e a tia de Virgínia, para se vingar pela morte da filha, promove o estupro da sobrinha por Ismael. Virgínia desenvolve a arte da sobrevivência por meio da sexualidade, que é o que vai salvá-la no fim da trama.
Ana Maria: Filha branca de Virgínia, fruto de sua relação extraconjugal com Elias, irmão de criação de Ismael. Inexpressiva na obra, aparece apenas no terceiro ato. É enganada e abusada sexualmente por Ismael.
Elias: Irmão de criação de Ismael, branco. Tudo indica que foi cegado pelo irmão.
Tia (de Virgínia): Mulher vingativa, cruel e superprotetora das filhas.
Tempo
Não fica claro em que momento transcorre a história. Do segundo para no terceiro ato, há um hiato de aproximadamente 15 anos.
Espaço
Não há nenhuma referência à paisagem externa. Toda a história se passa no quintal, na frente e dentro da casa de Ismael.
Fonte: Ênio José Ditterich, mestre em Literatura pela UFPR
LIVROS UFPR 2011/2012 | 4:01

Anjo Negro – Nelson Rodrigues

Escrita em 1946, Anjo Negro rompe com características até então comuns ao teatro brasileiro, como a unidade temporal (história transcorrida ao logo de apenas um dia). Assista à análise do professor Fábio Bettes

UFPR muda um livro da lista


Peça teatral do século 19 passa a fazer parte das leituras exigidas.

Obras literárias exigidas no vestibular da UFPR 2012/2013

A maior parte dos links associados às obras se refere à análise feita por professores de cursinhos no ano passado:
Anjo Negro, de Nelson Rodrigues
Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector
Inocência, de Visconde de Taunay (Alfredo d’Escragnolle Taunay)
Luciola, de José de Alencar
Os Dois ou o Inglês Maquinista, de Luís Carlos Martins Pena
O Bom Crioulo, de Adolfo Caminha
Poemas Escolhidos, de Gregório de Matos (organização de José Miguel Wisnik)
Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles
São Bernardo, de Graciliano Ramos
Urupês, de Monteiro Lobato

  • Há apenas uma mudança na lista de livros que podem ser cobrados no próximo vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR). SaiNovas diretrizes em tempos de paz, de Bosco Brasil, e entra Os Dois ou o Inglês Maquinista, de Luís Carlos Martins Pena. A relação com as obras foi divulgada na última semana.
A troca foi feita entre duas peças teatrais curtas e de fácil leitura. A obra de um renomado dramaturgo contemporâneo foi substituída por um texto de um dos principais romancistas do século 19. Martins Pena é destacado por comédias sobre costumes brasileiros.
Os Dois ou o... passa-se no Rio de Janeiro de 1842 e relata os encontros e desencontros de personagens que querem se dar bem à custa dos outros. Fazem parte do roteiro homens interessados no valioso dote de uma jovem, uma suposta viúva que não quer ficar sozinha, um estrangeiro que diz ter o segredo para transformar osso em açúcar. Toda a história se desenrola na sala de uma casa e retrata com ironia costumes da sociedade escravocrata brasileira.
“Não gostei da mudança porque Novas Diretrizes é ótima. Os alunos gostavam de ler.Os Dois é uma peça boa. É bem satírica. Queria que fosse mais atual. Acredito que seja a obra mais bem escrita de Martins Pena, que, depois de Nelson Rodrigues, é o maior dramaturgo brasileiro”, opina o professor de Literatura Élio Antunes, do curso Expoente.

Brincadeira de mau gosto causa polêmica na UFPR



Reprodução
Reprodução / Texto utiliza o artigo 233 do Código Civil Brasileiro para corroborar as suas afirmações Texto utiliza o artigo 233 do Código Civil Brasileiro para corroborar as suas afirmações
CALOUROS

Manual elaborado por estudantes de Direito da UFPR usa o código civil para afirmar que as calouras têm obrigação de fazer sexo com colegas.

Um manual do calouro elaborado por estudantes do Curso de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR) chamou a atenção dos alunos pelo conteúdo considerado ofensivo com o qual se dirige às mulheres.
Chamado de "Manual de sobrevivência", o documento dá dicas de onde os alunos podem beber e comer a preços baixos, ensina como escapar das pombas que "cagam" na cabeça dos alunos e, no final, ensina os calouros a obter favores sexuais das colegas.
Numa referência ao Código Civil Brasileiro, o manual cita o artigo 233 para corroborar a obrigação da menina de "dar". "A garota foi com você ao quarto, prometendo mundos e fundos (principalmente fundos), mas o máximo que você conseguiu foi um beijo", diz o artigo, e prossegue, citando a lei: "A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados".
O manual foi elaborado por um grupo, o Partido Democrático Universitário (PDU), que até o final de 2011 dirigia o Centro Acadêmico do curso. O partido de oposição, chamado de Partido Acadêmico Renovador (PAR), além de partidos de grupos de esquerda, de gênero e calouros, denunciaram o conteúdo.
Para o estudante do 2º ano do curso, Robson Gil, o manual é "impróprio" e "retira a vontade da caloura de querer ou não se relacionar com o veterano, além de fazer piada com o nosso ordenamento jurídico".
A secretária do Centro Acadêmico, Mariana de Paula Santos, diz que os alunos exigirão uma retratação pública do PDU, além do recolhimento do material, mas que não defende a punição dos alunos. "O que nós queremos é que haja uma conscientização, para que isso não ocorra mais. Não queremos simplesmente proibir esse ato, mas deixar claro porque isso é errado".
Resposta da universidade
Em nota, o diretor da Faculdade, Ricardo Marcelo Fonseca, afirmou que repudia "qualquer forma de manifestação com conteúdo discriminatório ou preconceituoso". Por telefone, Fonseca afirmou que não pode opinar sobre os fatos, já que, em caso de denúncia, será ele o responsável por apurar os fatos.
O diretor, no entanto, afirmou que a Faculdade é conhecida internacionalmente pela defesa dos direitos humanos e que o fato de os próprios alunos terem repudiado e denunciado o manual mostra que não se pode "classificar o espaço como preconceituoso, pois houve resistência".
O outro lado
Em entrevista, o presidente do PDU, André Arnt Ramos, afirmou que não teve a intenção de ofender os calouros, e pediu desculpas pelo ocorrido. Ele afirmou que não foi o responsável pela redação dos trechos que causaram polêmica. "Eles foram reproduzidos de um manual antigo, não foram escritos por nós".
O estudante disse que também se sentiu ofendido pelas acusações de que estaria incentivando o estupro, e que, caso seja alvo de denúncia, também irá recorrer à Justiça. "Isso é uma acusação séria e desleal, e pode ser tipificada como calúnia".
Ele afirma que o PDU é alvo de uma perseguição por parte do PAR, e que seu partido sempre esteve compromissado com a promoção dos direitos da mulher.
"A única presidente mulher do centro acadêmico até hoje pertencia ao PDU. Na última eleição, dos três secretários do partido, dois eram mulheres. E quase metade das pessoas que assinam o documento são mulheres".

Cantarelli vence as eleições para reitor na UTFPR


Entre os servidores, o segundo colocado, Marcos Schiefler, obteve mais votos apenas nos campi de Curitiba e Pato Branco. Em relação à escolha dos alunos, só ganhou a preferência nos campi de Curitiba (Centro e Ecoville), Campo Mourão e Toledo.

O atual reitor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Carlos Eduardo Cantarelli, foi reeleito para o cargo em eleições realizadas nesta última quinta-feira (29). O resultado será agora encaminhado para o Conselho Universitário e depois enviado para homologação do Ministério da Educação (MEC).
Cantarelli recebeu 43,4% dos votos, vencendo a outra chapa encabeçada pelo diretor-geral do campus Curitiba, professor Marcos Flávio de Oliveira Schiefler Filho, que ficou com 34,8% da preferência dos eleitores.
Dos 2.605 servidores da universidade, entre professores e técnicos administrativos, 2.330 votaram, 89,4%. A abstenção entre os alunos foi maior, dos 23.655 estudantes, apenas 43% participaram do pleito, 10.162 estudantes.
A vitória de Cantarelli foi definida pela opinião dos servidores da UTFPR. Do total de votos da categoria, 39,1% foram para a chapa do atual reitor e 30,6% para Schiefler. Entre os alunos, cujos votos têm apenas 20% do peso do resultado do pleito, os dois candidatos ficaram com 49% - mas Cantarelli também venceu com uma diferença de 50 votos.
Dos servidores, Marcos Schiefler obteve mais votos apenas nos campi de Curitiba e Pato Branco. Em relação à escolha dos alunos, Schiefler só ganhou a preferência dos estudantes dos campi de Curitiba (Centro e Ecoville), Campo Mourão e Toledo.
As eleições aconteceram nos campi de Apucarana, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Curitiba (Centro e Ecoville), Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Guarapuava, Londrina, Medianeira, Pato Branco, Ponta Grossa e Toledo.