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sábado, 21 de abril de 2012

Uma literatura em busca de espaço


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OS AUTORES DE LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO

Com obras atreladas a um certo estigma de exotismo, escritores brasileiros portugueses, angolanos e moçambicanos tentam conquistar igualdade no mercado editorial internacional.

Num momento de ascensão global do Brasil, acreditam os otimistas que a língua portuguesa possa vir a ganhar terreno como língua de cultura. E, com ela, as literaturas em português: a nossa, brasileira, mas também as africanas e a portuguesa.
De fato, o desafio fundamental de quem aqui, na África lusa ou em Portugal escreva ficção e queira ser lido sempre foi este: a língua em si não tem projeção internacional – e isso, nos desníveis geopolíticos mais amplos, é particularmente verdadeiro para as ex-colônias portuguesas, elas próprias periféricas para além da língua. Nem um poeta como Fernando Pessoa – com pretensões de universalidade, escrevendo também em inglês e oriundo da metrópole, ou seja, um europeu – chegou a obter tal projeção ou, traduzido, recebeu a devida atenção nos mundos de língua inglesa, francesa, alemã, espanhola, onde há mercados editoriais mais desenvolvidos.
Debate
Escritores reivindicam igualdade de condições
Novíssima autora brasileira (embora nascida no Chile), Carola Saavedra, participando nesta semana, em Curitiba, de um evento que discutiu exatamente a língua portuguesa no mundo literário, foi categórica: “Não deveríamos ter obrigação, em nossos romances, nem de abordar o muito específico [do Brasil], nem, por outro lado, de escrever sobre o estrangeiro”. Arredia à cobrança por “exotismo”, mais cosmopolita, a geração de Carola tampouco se recusa completamente a falar do que é brasileiro por excelência. “Mas”, a autora fez a ressalva durante o debate, “escrever é sempre se colocar no lugar do outro.”
Seu companheiro de mesa-redonda, na ocasião, o angolano José Eduardo Agualusa – um dos autores africanos de língua portuguesa com maior circulação internacional – disparou: “Os autores da nossa língua há muito reivindicam igualdade de condições com o escritor europeu. Quando este escreve sobre a Patagônia, é porque é aberto ao mundo; já um africano escrevendo sobre Londres é alienado”.
Carola, em texto recente no jornal Rascunho, do qual é colunista, vai além na questão da identidade em literatura: “Afinal, que interesse poderia haver em um autor estrangeiro se este não traz para sua literatura algo de sua estrangeiridade? Qual é o interesse num autor latino-americano que escreve sobre a Rússia, coisa que seria muito mais bem realizada por um russo?” Curiosamente, um brasileiro, Bernardo Carvalho, fez o que sugere (consciente ou inconscientemente) a autora, um “romance russo”, e com notável competência.
O mesmo Rascunho, em seu número de abril, pediu a oito críticos que apontassem o que veem como “marcas da literatura brasileira”. Houve quem (Luís Augusto Fischer) elogiasse o fato de “os pobres, os de baixo” finalmente, de duas gerações de romancistas para cá, estarem dando as caras em nossos enredos de ficção, e ainda quem (Miguel Sanches Neto) pedisse menos “culto à linguagem de exceção”, ou seja, romances brasileiros que contêm histórias mais próximas de certa “leveza de viver”, na expressão de Sanches Neto, em vez de falar sempre para iniciados.
Mas curiosa, mesmo, soa a reclamação do crítico e escritor Vinícius Jatobá: “A sensação de fraqueza de nossa literatura se deve muito a [...] estarmos buscando em um gênero tão impróprio à nossa tradição, uma redenção cuja energia sublime alcançaríamos na brevidade [do conto, da crônica]”. Ora, e que “gênero tão impróprio” seria esse? Jatobá esclarece: “Nunca se publicou tantos romances e nunca foram escritos tantos romances. Mas a pergunta que fica: está se produzindo satisfação?”
Por que isso acontece?
É preciso descartar, de imediato, o lugar-comum de que o problema se deva a alguma dificuldade intrínseca à língua, ou à sua tradução – a noção equivocada de que um Guimarães Rosa, por exemplo, seja “intraduzível”. Por que, então, autores que inovaram tanto quanto Rosa em termos de linguagem, só que em inglês, continuam a ter acolhida mundialmente, nas mais diversas línguas para as quais são traduzidos? E não custa lembrar: José Saramago é até hoje o único Nobel da língua – o que o tornou relativamente conhecido e lido mundo afora – mesmo tendo escrito em “português difícil”...
Por outro lado, tem sido uma contingência histórica para quem escreve narrativas em português, e particularmente para os brasileiros, que nosso atrativo único e exclusivo seja um certo exotismo. Tiveram de lidar com esse estigma autores como Jorge Amado e mesmo Guimarães Rosa, cada um à sua maneira; e o rótulo acaba por grudar, atualmente, em escritores africanos “tipo exportação”, como o moçambicano Mia Couto ou o angolano José Eduardo Agualusa – às vezes “exóticos” até para nós, brasileiros, ainda que falantes da mesma língua.

Presos a um instinto de nacionalidade
Historicamente, os romancistas brasileiros e africanos, em particular, enfrentam uma segunda dificuldade.
Gênero literário por definição enraizado no mundo urbano e cosmopolita – sobretudo no tipo de visão de mundo nele presente (não se trata apenas do “cenário” das histórias) –, não deveria haver no romance nenhu­ma obrigação de representar a coletividade, a tribo. E, no entanto, a partir do século 19, quando o romance já estava consolidado na Europa, os nacionalismos tão comuns àquele período terminaram por dar vazão, no Brasil inclusive, a exemplares do gênero que tematizavam justamente a coletividade nacional – narrativas muitas vezes mal-disfarçadas de romances ou, ao menos, vistas no estrangeiro preponderantemente como comentário antropológico sobre certos povos, ora, “exóticos”.
Muito cedo, num texto de1873, Machado de Assis já identificava essa tendência: “Quem examina a atual literatura brasileira reconhece-lhe, logo, como primeiro traço, certo instinto de nacionalidade. Poesia, romance, todas as formas literárias do pensamento buscam vestir-se com as cores do país, e não há como negar que semelhante preocupação é sintoma de vitalidade e abono de futuro. [...] Esta outra independência não tem Sete de Setembro nem campo de Ipiranga; não se fará num dia, mas pausadamente, para sair mais duradoura; não será obra de uma geração nem de duas; muitas trabalharão para ela até perfazê-la de todo”, escreveu Machado na imprensa da época, em texto intitulado “Notícia da Atual Literatura Brasileira – Instinto de Nacionalidade”, recentemente reeditado em O Papel e o Jornal (Companhia das Letras).
Algumas gerações adiante, conforme a previsão de Machado, Jorge Amado estreava com O País do Carnaval (1931) – que, desde o título, não poderia ser mais claro em suas intenções. “Entre o azul do céu e o verde do mar, o navio ruma o verde-amarelo pátrio”, assim se inicia a história de um expatriado baiano, formado em Paris, que regressa ao Brasil para acabar desiludido com a terra natal.
Mas Machado, apesar de inicialmente contemporizar, e até mostrar certo entusiasmo por essa literatura, diríamos, “nacionalista”, diferenciou-se, ele próprio, de seus contemporâneos nesse aspecto – daí quem sabe, por seu universalismo, ter envelhecido melhor. E já via desde sempre certo esquematismo de que lançavam mão os romancistas seus contemporâneos: “O romance brasileiro recomenda-se especialmente pelos toques de sentimento, quadros da natureza e de costumes, e certa viveza de estilo mui adequada ao espírito do nosso povo. [...] O espetáculo da natureza, quando o assunto o pede, ocupa notável lugar no romance, e dá páginas animadas e pitorescas”.
Por fim, em tom contido, mas indubitavelmente crítico, observa: “Há boas páginas, como digo, e creio até que um grande amor por este recurso da descrição, excelente, sem dúvida, mas (como dizem os mestres) de mediano efeito, se não avultam no escritor outras qualidade essenciais”.
Jorge Amado até costuma ser elogiado por essas outras “qualidades essenciais”, mas geralmente é mais admirado porque “[...] beira o épico, com todos os ingredientes que alimentam o gênero desde Homero: o heroísmo, a coragem, a abnegação, as venturas e desventuras amorosas, as matanças, as traições, os estupros, a ferocidade da ambição e ‘a vil tristeza’. Mas sem esquecer o lirismo com que acarinha e adoça muitos de seus personagens, sobretudo as mulheres e os pobres”. O trecho é do prefácio, assinado por Alberto da Costa e Silva, de Essencial Jorge Amado (Companhia das Letras), coletânea de excertos dos principais romances do autor que este ano, se estivesse vivo, chegaria a seu centenário. Abrindo o volume ao acaso, encontra-se mesmo o épico a cada página – o que apenas reforça o paradoxo de, no caso de Jorge Amado, continuarmos a ter diante dos olhos, quase que à revelia deste nosso maior contador de histórias, um grande romancista.
Reinvenção possível
O fato é que o romance – esse gênero que, afinal, move a literatura contemporânea – não chegou, realmente, a se tornar um vetor da cultura nacional, uma forma de expressão que nos represente, não exótica, mas universalmente. Para começar porque não houve, historicamente, a formação de um leitorado de romances no Brasil.
Para alguns, aliás, não é que tenhamos chegado atrasados a essa etapa do desenvolvimento nacional: na verdade, garantem, nunca chegamos a experimentá-la, “queimando”, como se diz, tal etapa. Atropelados, primeiro, pela era do rádio (nossos romances –folhetins, antepassados do romance propriamente dito, foram as rádionovelas), depois pela penetração rápida da televisão (e das telenovelas...), jamais conseguimos forjar um público leitor de massa.
Não é coincidência que o próprio Jorge Amado tenha consolidado todo um universo ficcional junto ao público não pelos livros, e sim, em muitos casos, nas adaptações de seus romances para a tevê e o cinema.
Mas e hoje, estamos escrevendo para o mundo? Quem são os leitores internacionais de portugueses, angolanos, moçambicanos e, em particular, dos autores brasileiros? Incentivos para a tradução de nossos escritores lá fora, a exemplo de um recente programa de bolsas para tradutores, patrocinado pela Biblioteca Nacional, ou homenagens ao país em feiras internacionais do livro, como a prevista para a Feira de Frankfurt de 2013, mudam o cenário?
E finalmente: será possível uma reinvenção da literatura em língua portuguesa, em especial da literatura brasileira, mundo afora – como, aliás, algum dia aconteceu com o futebol e o estilo brasileiro, “único”, de jogar, ou ainda, recentemente, com um presidente que virou marca global? Ou, para isso acontecer com nossos autores, é preciso muito mais do que pedaladas em campo e ousadia diplomática?
Nos demais textos deste caderno, críticos, especialistas e escritores tentam responder a esses dilemas – e, salvo engano, nunca estiveram tão otimistas.

Maria, a santinha de Curitiba


HISTÓRIA

Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo
Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo / O túmulo da santa popular Maria Bueno, no Cemitério Municipal de Curitiba, recebe cerca de mil visitantes no Dia de Finados. As homenagens vêm de pessoas até da Bahia e do exteriorO túmulo da santa popular Maria Bueno, no Cemitério Municipal de Curitiba, recebe cerca de mil visitantes no Dia de Finados. As homenagens vêm de pessoas até da Bahia e do exterior
DEVOÇÃO

Popular pelas graças que teriam sido concedidas a seus devotos, Maria Bueno é cultuada mais de um século após a sua morte.

É uma missão quase impossível falar da história de mulheres como Maria Bueno, que viveu em Curitiba no século 19 e pouco se destacou na sociedade de sua época (o que explica a falta de registros). Depois que morreu, porém, se tornou conhecida e admirada por devotos de distintas religiões. É a partir daí, 1893, ano de seu assassinato, que surgem notícias dela na imprensa. Mas muitos relatos são pouco confiáveis.
A verdade é que Maria Bueno ganhou fama depois de uma tragédia, assim como tantas outras santas de cemitério “beatificadas” por populares. São mulheres que morreram brutalmente, vítimas de estupro ou da tentativa dele. E que em função do assassinato causaram comoção popular. “Elas se tornam conhecidas a partir da devoção. Pessoas começam a acender velas para a vítima e rezar onde a pessoa morreu [costume da época]. Então aparecem relatos dos primeiros “milagres” e a fama se espalha”, explica a antropóloga Sandra Jacqueline Stoll, que junto com outras pesquisadoras acaba de lançar um livro sobre o assunto intitulado Maria Bueno: santa de casa.
Popularidade
Uma milagreira aclamada por várias classes sociais
O túmulo de Maria Bueno recebe devotos não só de Curitiba como de Santa Catarina e outras regiões do país e até do mundo. Diariamente cerca de cem pessoas passam pelo cemitério só para ver seu túmulo. “Ela deixou de ser santa de apenas uma classe social. Primeiramente foi santa de negros e mulatos, porque teria ascendência africana. Como gradativamente foi adquirindo uma representação de branqueamento, que é típica de Curitiba, outras religiões a adotaram”, afirma a antropóloga Sandra Jacqueline Stoll.
Primeiramente a santa foi enterrada em uma cova rasa na Rua Vicente Machado (na época, um lugar distante do centro). Mas, por causa da romaria intensa ao local, depois de entraves eclesiásticos, o corpo foi transportado para o Cemitério Municipal, onde está enterrada desde 1961.
Além de Curitiba, outras cidades, como Paranaguá e Morretes, têm capelinhas em homenagem à Maria Bueno. Apesar de ser chamada de santa, porém, ela nunca foi canonizada pela igreja católica.
A capelinha de Curitiba, embora esteja sempre sendo cuidada pelos fiéis, deve passar por uma reforma, ainda sem data definida, para conter as infiltrações e os alagamentos.
Negra
Maria Bueno era “morena-clara” e não negra, como acredita-se. Tinha cabelos pretos e cacheados, olhos negros e boca bem feita, segundo descrição da polícia. Portava roupas de bom tecido e cores bonitas. Além disso, tinha vários cortes na mão e no rosto.
O jornalista Octávio Secundino, já falecido, foi um dos que deixou informações importantes sobre Maria Bueno, cobrindo notícias sobre a mulher que viraria santa. Mariana Alípia Bueno teria nascido na Lapa. Não se sabe ao certo por que razão e como ela chegou a Curitiba. O certo é que vivia na casa de uma ex-escrava chamada Mariana da Silva Pinto, para a qual lavava roupa. “Oficialmente ela não é nada disso que afirmam [uma meretriz]. Pelos registros de Octávio, o que se percebe é que Maria levava o que para a época era uma vida fácil, digamos assim. Ela caía na conversa do namorado, Inácio José Diniz”, explica o historiador e pesquisador do assunto Valério Hoerner, que teve acesso às anotações do jornalista Octávio.
Diniz, que era uma espécie de soldado, convidou a namorada para sair e Mariana a teria alertado para não aceitar o convite. “A questão é que ela caiu na história de Diniz e decidiu sair com ele”, diz Hoerner. Maria Bueno foi encontrada morta na Rua Vicente Machado, onde até hoje pessoas devotas se dirigem para rezar. A lavadeira foi degolada.
Sentença
Diniz foi preso e morto pelo chefe dos maragatos, Gumercindo Saraiva. E é aí que a história se intensifica. Maria morreu em 1893, no período da Revolução Federalista. Diniz estava preso por causa do assassinato, mas Curitiba acabou ficando sem o governador (Vicente Machado) e sem o comandante do batalhão, porque os dois fugiram e entregaram a cidade aos maragatos. Todos os presos, na época, escaparam da cadeia.
Diniz voltou ao trabalho no quartel do 13.º regimento, que estava sob o comando de Gumercindo. Em uma das rondas que fazia com outro soldado, o assassino roubou o dinheiro e a mula de um cidadão e o degolou. O sogro do assassinado viu Diniz com a mula e a reconheceu. Perseguiu o soldado e viu que ele entrou com o animal no quartel. Ali, pela porta da frente, o homem fez a acusação de roubo e morte para Gumercindo. “O maragato pediu para o homem identificar quem era o ladrão e, quando o homem apontou para Diniz, Gumercindo mandou fuzilá-lo”, explica Hoerner.

Estudantes e recém-formados buscam primeiro emprego na construção civil


O evento em Curitiba reúne, neste sábado (21), 40 construtoras que oferecem cerca de 5 mil vagas em Curitiba e região metropolitana.

Saiba mais
Com a caça por mão de obra que a indústria da construção civil está promovendo nos últimos tempos, estudantes, recém-formados e pessoas sem experiência profissional buscam no setor oportunidades para entrar no mercado de trabalho.
O recém-formado em Engenharia Civíl Dênis Dallaponte foi ao Mega Feirão do Emprego da Indústria da Construção procurar oportunidades profissionais. “A inexperiência é sempre uma barreira, mas como a procura por profissionais qualificados está muito alta, acho que em breve deve aparecer alguma proposta”, afirma. O evento reúne 40 construtoras que oferecem cerca de 5 mil vagas em Curitiba e região metropolitana.
As estudantes do curso Técnico em Segurança do Trabalho Marília Munique e Isabela Cláudia de Souza acreditam que a oferta de empregos no setor é muito maior algumas áreas operacionais do que técnicas. “Já estamos no último ano do curso e até hoje não conseguimos estágio. No nosso curso mesmo, o índice de pessoas trabalhando é muito baixo”, comenta Marília. “O ideal seria conseguir se inserir agora para já ter alguma experiência no mercado quando me formar”, completa Isabela.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Curso Cordas - Alm. Tamandaré - Paraná

       Curso cordas
Um curso de cordas desafiador consiste em uma variedade de obstáculos desenhados com o propósito de desafiar os limites físico, mental e emocional dos participantes. Os obstáculos também tem o propósito de encorajar o trabalho em equipe visando o alcance de alvos específicos, o que torna o curso uma excelente ferramenta de treinamento para grupos, empresas, escolas, etc.




Aprenda habilidades como:

Confiança, comunicação, cooperação, liderança, interdependência, criatividade, perseverança, auto confiança, resolução de problemas, trabalho em equipe.


O que as pessoas têm dito:



"Depois que nossos funcionários começaram a fazer o curso cordas, nossa produção foi as alturas."
Ryan Pettit
Gerente de produção – Hampton Affilliate

"Eu recomendo a qualquer individuo ou grupo que queira melhorar sua equipe a participar do curso cordas. Você sairá dessa experiência com uma nova satisfação pelo sucesso de sua equipe."
Sargento Tony Moore
Polícia SWAT - Salem, EUA.

"Nos começamos o dia como individuos e terminamos como uma equipe".




Curso de Cordas Curitiba
Rodovia dos Minérios2672 Km.16
Almirante Tamandaré -PR
Cx.Postal 103
83501-970
41 3657-4057
41 84768827
cordascuritiba@gmail.com

Dançando pela vida


Huho Harada/ Gazeta do Povo
Huho Harada/ Gazeta do Povo / A fisioterapeuta Oliveti Rejane da Costa, 40 anos, encontrou na dança de salão uma aliada para recuperar as energiasA fisioterapeuta Oliveti Rejane da Costa, 40 anos, encontrou na dança de salão uma aliada para recuperar as energias
SAÚDE

Dançando pela vida

Entregue-se ao prazer do ritmo da música. Esse é um remédio que garante saúde mental e física, com um ótimo efeito colateral: diversão garantida.
O filósofo Friedrich Nietz­­­­­­­­­­­­sche (1844-1900), em seu famoso livro Assim Falou Zaratustra, escreveu: “Alguém precisa ter caos em si mesmo para dar luz a uma estrela dançante”. A frase descreve exatamente um período da vida da fisioterapeuta Oliveti Rejane da Costa, de 40 anos. Há cinco anos, sua mãe foi diagnosticada com linfoma, um tipo de câncer que ataca o sistema linfático, importante componente para a manutenção da imunidade do organismo. Em uma rotina que não variava muito além das idas do trabalho para o hospital, Oliveti decidiu que precisava fazer alguma atividade que retomasse sua energia, para poder ajudar a mãe.
Arquivo/ Gazeta do Povo
Arquivo/ Gazeta do Povo / Benefícios: força e equilíbrioAmpliar imagem
Benefícios: força e equilíbrio
Para deficientes, ajuda na autonomia e na conciência corporal
Bailarina, professora universitária e fisioterapeuta, Andrea Bertoldi está desde 2011 na direção do Balé Teatro Guaíra, um dos mais importantes corpos de dança do país. Ela relata experiências em que pessoas com deficiência física se aproximaram da dança como forma de terapia, uma vez que a atividade promove uma consciência corporal e espacial, aumenta a percepção de prazer pelo movimento e favorece a autonomia. “Estudos realizados com estes artistas com deficiência física, que praticam dança contemporânea, demonstraram ganhos na força muscular, flexibilidade articular, equilíbrio estático, bem como na sexualidade”, conta Andrea.
Ela ressalta, no entanto, que para tratar de problemas de saúde há abordagens terapêuticas específicas, nem sempre contempladas pela dança. Para a bailarina, apesar dos benefícios indiretos à saúde, a dança é uma atividade artística e deve, acima de tudo, ser encarada como tal.
A primeira tentativa foi uma aula experimental de dança de salão. Acertou em cheio e nunca mais parou. “Como fisioterapeuta, acredito que o movimento é importante. Sabia dos benefícios da dança, mas não tinha noção de como ia fazer diferença na minha vida”, conta. Ela lembra que, mesmo com a mãe internada, pedia para alguma amiga ficar no hospital durante o horário da aula semanal. “Não me deixei faltar nenhuma aula, eu precisava pelo menos ter aquele tempo para mim, para a minha saúde”.
O que Rejane sentiu reafirma descobertas do departamento de psicologia da Universidade de New England, na Austrália. A dança pesquisada, o tango, reduziu a quantidade de cortisol, o hormônio responsável pelo estresse, no sangue dos participantes e trouxe efeitos emocionais positivos a curto prazo. A interpretação é que uma mente focada pode desativar padrões de pensamento relacionados à ansiedade e à depressão. Resultados semelhantes têm sido alcançados no que diz respeito a outros estilos.
Estudo
Mas os benefícios não são apenas emocionais. No Brasil, o cardiologista e médico do esporte Tales de Carvalho verificou que a atividade controla a pressão arterial, melhora a aptidão física e até a função sexual. Entre as vantagens da atividade está a facilidade de adaptação do organismo: “Cada um consegue facilmente encontrar o seu jeito de dançar, respeitando sua aptidão cardiorrespiratória e eventuais limitações de saúde”, avalia Carvalho. O médico indica a dança para todos os casos em que o exercício físico regular funciona, como doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, depressão, sendo raras as condições de impedimento absoluto.
À lista, a professora Isabel Monteiro, de 53 anos, acrescentaria a labirintite. Há três anos, devido a zumbidos no ouvido, decidiu procurar um otorrinolaringologista e descobriu que tinha o problema. Além de um tratamento clínico, o médico indicou a dança, atividade que Isabel já realizava. “Concluímos que era graças à atividade que eu conseguia me manter em pé, sem tonturas”, lembra. Ela atribui o equilíbrio a dois fatores: “Os rodopios da dança de salão me forçam a buscar o equilíbrio. Por outro lado, o fato de se dançar com um parceiro faz com que haja uma referência constante em casos de tontura”.

Primeiro dia dos desfiles na Semana de Moda de Curitiba aponta tendências


Daniel Sorrentino /
DESFILE

Veludo, transparência e metalizado são algumas das apostas apresentadas no primeiro dia de desfiles no MON.

Os desfiles da terceira edição da Semana de Moda de Curitiba começaram ontem, no Museu Oscar Niemeyer. Oito marcas e estilistas se apresentaram.
Na Passarela 1, dedicada a marcas ou estilistas já consolidados, NovoLouvre, Maribella e Chocolateria apresentaram coleções para o inverno 2012. Na Passarela 2, que é reservada para jovens estilistas (alguns ainda na faculdade), Maria Eduarda e Tatyane Barrozo, Roberta Pinto, Ricardo Freire, Perseke e P Verso apresentaram uma amostra de seu trabalho em cinco looks desfilados.
Nesse primeiro dia de desfiles, a Semana de Moda de Curitiba reforçou algumas tendências para esse inverno. Veludo, transparência, look pijama, metalizado, saias rodadas, seda, polainas, dourado, tricot e tons terrosos foram algumas que apareceram nesse primeiro dia de desfiles

Fósseis encontrados há quase 40 anos no Paraná são de pterossauros


Pesquisadores descobriram que ossos descobertos em Cruzeiro do Oeste e guardados na UEPG são do réptil voador. Geólogos encontraram outros ossos no local e prefeitura vai isolar área para escavações.

Pesquisadores catarinenses comprovaram que fósseis encontrados há quase 40 anos na cidade deCruzeiro do Oeste, no Noroeste do Paraná, são de pterossauros. Os répteis voadores viveram na Terra há 100 milhões de anos, na mesma época dos dinossauros. A descoberta foi anunciada na noite de quinta-feira (19), em Mafra, Santa Catarina.
Os ossos foram encontrados em 1975 pelos agricultores João Gustavo Dobruski, 63 anos, e pelo pai dele, Alexandre Gustavo Dobruski, já falecido. O material passou quase 40 anos guardado na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), sob análises. No início, ninguém desconfiava de que eram ossos de pterossauros.
Prefeitura vai isolar área para pesquisas
Prefeitura de Cruzeiro do Oeste vai isolar a área em que os ossos foram encontrados e assinar, na quarta-feira (25), o decreto que cria oSítio Paleontológico de Cruzeiro do Oeste.
Segundo informações do chefe de gabinete,Wilson Gomes do Nascimento, a intenção é encontrar uma universidade interessada em tomar conta do sítio e buscar recursos para se iniciar novos estudos e escavações.
O caso chegou às mãos dos geólogos Paulo Cesar Manzing e Luiz Carlos Weinschutz, do Centro Paleontológico da Universidade do Contestado (Cenpáleo), em Mafra, uma das mais respeitadas instituições brasileiras no estudo da paleontologia. Os pesquisadores foram atrás da origem dos ossos, descobrindo vários outros no mesmo local, na zona rural de Cruzeiro do Oeste.
Toda a história está detalhada com textos e fotos no livro Museus e Fósseis da Região Sul do Brasil, lançado na quinta em Mafra e escrito por Manzing e Weinschutz. Sob o ponto de vista da ciência, a descoberta pode mudar teorias a respeito da vida dos pterossauros.

“Essa espécie vivia no litoral. Todos os ossos encontrados até hoje no mundo sempre estavam perto do mar. No Brasil, há amostras no Ceará, no Nordeste”, disse o produtor cultural e responsável pelo projeto do livro, Marcelo Miguel. “Pela primeira vez na história da ciência, foram encontrados ossos de pterossauros longe do mar e isso vai mudar conceitos”.
A reportagem não conseguiu falar com os autores do livro e da descoberta. O lançamento da obra no Paraná será na quarta-feira (25), em Cruzeiro do Oeste, com a presença de vários pesquisadores da área e autoridades.
Livro tem imagens dos ossos de Cruzeiro do Oeste em 3D
O livro Museus e Fósseis da Região Sul do Brasil, produzido com recursos da Lei Rouanet, apresenta um grande registro dos acervos de fósseis das principais instituições do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, acompanhado de pesquisas do Cenpáleo. A obra tem imagens em 3D e o livro já vem com óculos especiais para a visualização.
O grande trunfo do livro foi a divulgação da descoberta dos fósseis de pterossauros na cidade paranaense de Cruzeiro do Oeste. Os pesquisadores dizem que é o primeiro pteurossauro paranaense. A obra será distribuída gratuitamente para as universidades brasileiras.