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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Apagão de internet e celular afeta usuários do Paraná e de outros estados


Cabos de fibra óptica se romperam em Quatro Barras e Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, afetando o serviço no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul; sistema começou a ser restabelecido no meio da tarde.

O rompimento de cabos de fibra óptica em Quatro Barras e Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, afetou a conexão de internet em cidades do Paraná, inclusive a capital, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, nesta quarta-feira (25). Usuários de diversas operadoras emCuritiba, Londrina e Maringá, entre outras, tiveram problemas na conexão banda larga e 3G desde o fim da manhã, além de dificuldades no uso de telefones celulares.
A informação é da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que confirmou, por volta das 17 horas, que o rompimento afetou de forma diferenciada várias operadoras de telefonia fixa e móvel, além de causar impacto nas chamadas telefônicas e no acesso à internet. Ainda não há a confirmação pelos técnicos da agência sobre a causa da falha e do número de usuários afetados.
Falha na internet não afeta envio de declarações do Imposto de Renda
O apagão que afetou a conexão de internet e de telefones celulares na tarde desta quarta-feira (25) em quase todo o Paraná e outras cidades da região Sul do país não afetou de forma significativa a reta final da entrega das declarações de Imposto de Renda no estado.
Causa do apagão ainda é desconhecida, diz Anatel
A causa da pane que deixou usuários do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul com instabilidade nas conexões de internet e telefone celular na tarde desta quarta-feira (25) ainda é desconhecida, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A informação de que cabos de fibra óptica teriam se rompido em Quatro Barras e Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, é preliminar e não foi oficialmente confirmada pelos técnicos da agência. O motivo real da pane deve ser divulgado pela Anatel nesta quinta-feria (26).
A informação dada inicialmente por fornecedores de fibra óptica às operadoras telefônicas era de que o rompimento teria sido em Cotia, em São Paulo, e que pelo menos três cabos teriam sido rompidos.
A Copel informou que cerca de 1,5 mil clientes corporativos da companhia ficaram sem conexão com a rede.
No meio da tarde, por volta das 15h30, a conexão de celular e internet de alguns usuários começou a ser restabelecida. No final desta quarta-feira, as operadoras informaram que todo o sistema foi restabelecido.
Operadoras telefônicas
TIM confirmou na tarde desta quarta-feira que houve problemas de conexão com grande parte dos usuários, mas ainda não há informações do número de clientes afetados. A assessoria de imprensa da TIM explicou que os códigos dos chips dos aparelhos celulares são cadastrados em regiões diversas do país - e não só na cidade em que o aparelho foi cadastrado - para que, em caso de uma pane geral, por exemplo, alguns usuários consigam estabelecer conexão tanto de internet quanto telefônica.
Às 17 horas, em nota, a operadora informou que os clientes da região Sul "podem ter encontrado dificuldades para utilizar os serviços de voz e dados da operadora, devido a um triplo rompimento de fibra óptica da rede de transmissão que interliga os sistemas desses Estados com o restante do Brasil". Segundo a TIM, o sistema voltou ao normal às 16h30.
OI informou que não houve registro de problemas entre seus usuários.
Em nota, a Telefônica/VIVO explicou que por volta das 13h, alguns clientes de Paraná e Santa Catarina "podem ter encontrado dificuldades na utilização dos serviços de voz e dados da empresa, devido a rompimentos de cabos de fibra óptica contratados de terceiros". Segundo a operadora, a situação foi normalizada às 15h40.
Em nota, a GVT informou que o serviço de banda larga dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentaram lentidão desde o início da tarde e que o sistema foi normalizado às 16h30. A GVT recomendou aos usuários que ainda encontravam dificuldades de acesso que desligassem e ligassem novamente o computador e modem para garantir que a navegação fosse normalizada. Clientes podem esclarecer dúvidas pelo telefone 103 25, da Central de Atendimento.
Segundo a CLARO, em nota, "uma instabilidade causada por uma falha na rede de transmissão de um fornecedor pode ter afetado parte de seus assinantes no Paraná a partir das 13h25" desta quarta-feira.
Tráfego da internet
Às 15h21, o site da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, que possui um sistema para visualização em tempo real da utilização do tráfego de internet da sua rede - que conecta instituições de ensino de todo o país -, mostrava uma falha em um backbone entre São Paulo e Paraná (na foto, a linha preta). Perto das 16 horas, o tráfego havia retornado ao normal. Veja imagem abaixo:
Interatividade
Você foi afetado pelo apagão de internet e celular na tarde desta quarta-feira? Mande seu relato.
ancora
Comentários
DANIEL SANTOS CARNEIRO | 25/04/2012 | 19:15
Meu telefone é TIM e desde as 12:30 estou sem serviço no aparelho e até agora nada. Estou no aguardo.
Marco Odia | 25/04/2012 | 18:56
O pior mesmo foi o problema nas linhas de celular, que acarretaram a impossibilidade de vendas com cartões de debito e credito. Quero saber quem vai arcar com o prejuíso da gente.
Marcelo | 25/04/2012 | 18:54
Perto das 17:00hs o sinal da Tim tinha sido restabelicido, mas voltou a cair às 18:00hs e não voltou até agora, 18:50hs.
Thiago Martins Rodrigues | 25/04/2012 | 18:48
Os problemas, para mim, se iniciaram as 12:00 horas. Fiquei sem internet e sem celular (tim). Essa é a segunda vez que esse isso ocorre, em 2010 a OHL rompeu a fibra e a redundancia deixando sul do pais sem comunicaç?o. É bizarro saber que a empresa que é responsavel pela fibra, teve a capacidade de colocar o cabo principal e redundância no mesmo lugar!! só aqui mesmo né ANATEL!!
maurico | 25/04/2012 | 18:48
Estive em varias agencias da caixa pra efetuar pagamento de boletos com vencimento hj, todas as agencias estavam sem sistema! O total das contas passa dos R$ 10.000,00, e agora quem que vai arcar com os juros e multas que com certeza vão ser cobrados? BRASIL! A PALHAÇADA CONTINUA!!
ancora

STF suspende votação de cotas após voto favorável de relator


O relator afirmou  que o sistema de cotas da UnB pode ser usado como modelo para outras universidades. Foto: Carlos Humberto/SCO/STF/Divulgação
O relator afirmou que o sistema de cotas da UnB pode ser usado como modelo para outras universidades
Foto: Carlos Humberto/SCO/STF/Divulgação

O ministro Ricardo Lewandowski, relator da ação do Democratas contra o sistema de cotas raciais da Universidade de Brasília (UnB), rejeitou o pedido do partido político e reconheceu a constitucionalidade do ingresso. A sessão foi encerrada por volta das 19h desta quarta-feira e será retomada com o voto de outros nove ministros amanhã.
GUSTAVO GANTOIS
Direto de Brasília
O sistema da UnB prevê a destinação de 20% das vagas do vestibular a candidatos autodeclarados negros ou pardos. A universidade defende que isso soluciona uma desigualdade histórica. O DEM, por sua vez, afirma que o sistema fere o princípio da igualdade e ofende dispositivos que estabelecem o direito universal à educação.
Após uma hora e meia de um voto recheado de citações, Lewandowski defendeu que o princípio constitucional da igualdade também significa tratar os desiguais de maneira desigual.
"O modelo constitucional brasileiro contempla a justiça compensatória. Dentre as diversas modalidades de ações afirmativas empregadas nos distintos países, destacam-se os critérios de raça, gênero e outros para promover sua integração social; o afastamento de requisitos de antiguidade; a definição de distritos eleitorais para o fortalecimento de minorias; e o estabelecimento de cotas para setores marginalizados", defendeu o ministro em seu voto.
Em uma das citações, Lewandowski recorreu a dados do Ministério da Educação (MEC), segundo os quais o número de negros que conquistaram diplomas universitários limita-se a 2%. "Isso significa que o reduzido número de negros em cargos de direção resulta da discriminação", disse o ministro.
Durante o voto, Lewandowski recebeu vários apartes do ministro Joaquim Barbosa, sempre defendendo o sistema de cotas raciais. Em um dos apartes, Barbosa chegou a apelar ao caso do presidente americano Barack Obama para mostrar o resultado das políticas de ação afirmativa.
Lewandowski ainda registrou que o sistema de cotas tem de ser transitório. "Depois de corrigidas as distorções, as cotas devem acabar. No caso da UnB, o critério da temporariedade foi cumprido", disse o ministro ao destacar que o sistema, instituído em junho de 2004, prevê uma análise a cada dez anos sobre os objetivos alcançados. Dessa forma, o modelo da universidade será revisto daqui a dois anos.
O julgamento, o primeiro da gestão do novo presidente do STF, Carlos Ayres Britto, foi suspenso por causa da sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e será retomado nesta quinta-feira. O único ministro que não votará é Dias Toffoli, por ter atuado como advogado-geral da União à época da instituição do sistema de cotas no Prouni. Com isso, faltam os votos de nove ministros.
Entenda o julgamento
O STF analisa três ações que contestam a constitucionalidade da reserva de vagas em universidades públicas por meio das cotas e o perfil do estudante apto a receber bolsas do Prouni. A ação contra a UnB foi ajuizada em 2009 pelo DEM, que questiona a reserva de 20% das vagas na instituição a estudantes negros. Segundo o DEM, essa política fere o princípio constitucional da igualdade nas condições de acesso ao ensino superior. O programa foi instituído em 2004 e desde então atendeu mais de 5 mil alunos.
A outra ação que aguarda julgamento foi ajuizada pelo estudante Giovane Pasqualito Fialho, reprovado no vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para o curso de administração, embora tivesse alcançado pontuação superior à de outros candidatos. Os concorrentes que tiveram nota menor foram admitidos pelo sistema de reserva de vagas para alunos egressos das escolas públicas e negros.
Em relação ao Prouni, implementado a partir de 2005 com a concessão de bolsas de estudo em universidades privadas, a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenem) alega que a medida provisória que originou o programa não atende ao princípio constitucional da isonomia entre os cidadãos brasileiros.

Ruralistas aceitam recomposição de áreas no Código Florestal


Frente Parlamentar da Agricultura aceitou aprovar a obrigatoriedade de recomposição de Áreas de Preservação às margens de rios, mas deve apresentar novo projeto.

A bancada ruralista concordou em votar o projeto do Código Florestal com a obrigatoriedade de recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APPs) às margens dos rios como quer o governo. Em entrevista nesta quarta-feira (25), o presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, deputado Moreira Mendes (PSD-RO), afirmou que a bancada terá de aceitar a regra regimental, seguindo a interpretação do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).
Como esse ponto do projeto já foi aprovado pelos deputados, anteriormente, e pelos senadores, Maia afirmou que o relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), não poderá mais retirá-lo do projeto. O impasse em torno desse ponto impediu a votação do projeto na noite de ontem. Os deputados deverão votar a proposta nesta tarde.
"Vamos ter de aceitar a votação, mas vamos apresentar um novo projeto de lei redefinindo tudo. A maioria absoluta vai perder uma votação para uma minoria por conta de questões regimentais", disse Moreira Mendes. O deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), integrante da bancada ruralista, afirmou que a aprovação da proposta vai criar um problema para a presidente Dilma Rousseff porque os pequenos produtores que têm atividades seculares nestas áreas não terão como recompor a vegetação.
"O governo vai ganhar na votação e vai levar uma bombinha para o colo", disse Queiroz. O deputado afirmou que a presidente Dilma Rousseff está mal assessorada e vai perceber a necessidade de vetar esse ponto para não prejudicar os pequenos produtores rurais. "Se isso não for vetado, só no Pará, serão 140 mil que terão de deixar 100 metros na margem dos rios. Eles (o governo) não estão entendendo a gravidade da questão", completou Queiroz.

Utilidade Pública - Calendário de vacinas deve ser respeitado por adultos e crianças


Ivonaldo Alexandre / Gazeta do Povo / No caso de atraso, é possível fazer um esquema acelerado de vacinaçãoNo caso de atraso, é possível fazer um esquema acelerado de vacinação
SAÚDE

Calendário de vacinas deve ser respeitado por adultos e crianças

Manter o esquema de imunização em dia é benéfico para a pessoa e ajuda a proteger a comunidade das doenças.
Crianças, adolescentes e adultos brasileiros têm um esquema básico de imunização que deve ser mantido em dia. As vacinas são importantes para garantir a saúde não apenas de quem recebe o medicamento, mas também da comunidade em que esta pessoa está inserida. Todas as vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde estão disponíveis gratuitamente na rede pública, mas também há a opção de fazer a prevenção em clínicas particulares, onde alguns medicamentos apresentam diferenças.
“A gente precisa entender que, hoje, a vacina atinge da criança até o idoso. Todos esses grupos têm de estar preocupados em manter a vacinação em dia”, alerta a enfermeira sanitarista Lúcia Helena Bisetto, que faz parte do programa estadual de imunizações.

A enfermeira ressalta que é importante manter o calendário de vacinação em dia. “Antigamente, falava-se muito na idade em que a vacina deveria ser tomada e muitas pessoas achavam que, se não fizessem a imunização naquele período, não poderiam mais fazê-la, o que não é verdade. Mesmo em casos em que a vacinação está atrasada, independentemente de quando a primeira dose foi aplicada, a pessoa vai dar continuidade ao tratamento e nunca reiniciá-lo”, explica.
A médica Heloisa Giamberardino, coordenadora do Centro de Vacinas do Hospital Pequeno Príncipe, reforça que, em situação de atraso, é possível fazer um esquema acelerado de vacinação. Na opinião da médica, apesar de o Brasil ter um bom esquema de imunização, há vacinas que não constam no calendário público e deveriam ser aplicadas. Entre os medicamentos, ela cita a imunização contra a Hepatite A, a varicela e a vacina contra o HPV, o papiloma vírus humano, que é sexualmente transmissível e está relacionado a casos de câncer, especialmente de colo de útero.
Imunização para viajar
Algumas vacinas são recomendadas especialmente para pessoas que estão com viagens marcadas, como a que protege da febre amarela, doença endêmica em partes do país.
Além disso, para viagens ao exterior, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa as restrições sanitárias do país de destino e também faz recomendações de imunização, como é o caso da vacina contra o sarampo, que teve um surto na Europa neste ano.
“É preciso esquecer esse tabu que não se pode fazer mais de uma vacina no mesmo dia. Se apessoa vai viajar, vai estar exposta ao risco e deve fazer a vacina. O ideal é organizar o esquema vacinal com pelo menos 45 dias de antecedência”, explica Heloisa. O corpo humano demora até 20 dias para produzir os anticorpos e efetivamente proteger contra a doença, por isso é importante planejar o esquema de imunização para não adoecer.
Lucia ainda explica que as vacinas virais – feitas com o vírus atenuado, como de varicela, sarampo e rubéola – devem ser tomadas no mesmo dia ou com intervalo de 30 dias entre cada uma. Já as outras vacinas, feitas com as cepas do vírus desativadas, não têm uma recomendação específica, podendo ser aplicadas juntas ou separadamente, sem intervalo definido.

Serviços da UFPR funcionam parcialmente por causa da paralisação nesta quarta


Henry Milleo / Agência de Notícias Gazeta do Povo / Os atos englobam funcionários e professores das universidades federais e de outros órgãos, como o Incra, INSS e o IBGEOs atos englobam funcionários e professores das universidades federais e de outros órgãos, como o Incra, INSS e o IBGE
PARALISAÇÃO

Serviços da UFPR funcionam parcialmente por causa da paralisação nesta quarta

RUs da UFPR não abrem nesta quarta. Outros serviços, como bibliotecas e laboratórios, funcionam parcialmente. Ainda não havia informações sobre o número de cursos sem aulas.
Servidores federais fazem um dia de paralisação nesta quarta-feira (25). Os atos englobam funcionários e professores das universidades federais e de outros órgãos, como o Incra, INSS e o IBGE. Protestos de servidores devem ocorrer em todo país nesta quarta.
Alguns cursos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) não têm aulas nesta quarta-feira, de acordo com a Associação dos Professores da UFPR (Apufpr). A entidade ainda não tinha o balanço de quantos cursos suspenderam as atividades nesta quarta.
Os restaurantes universitários (RUs) da UFPR também não funcionam nesta quarta-feira (25), de acordo com o Sinditest, sindicato que representa os servidores técnicos-administrativos.
A assessoria de imprensa da UFPR confirmou que os RUs não abrem nesta quarta. Outros serviços, como bibliotecas e laboratórios, funcionam parcialmente. Ainda não havia informações sobre o número de cursos sem aulas.
Protestos
Servidores federais de 31 entidades e professores de quatro universidades (UFPR, UTFPR, Universidade Federal da Integração Latino-Americana e Instituto Federal do Paraná) participaram de uma passeata da Praça Santos Andrade até a Boca Maldita nesta manhã. O ato estava previsto para começar às 10 horas, mas foi iniciado por volta das 10h40.
Os manifestantes trafegavam pela Rua Marechal Deodoro e o trânsito estava lento, por volta das 10h50. O trânsito ficou bloqueado no cruzamento com a Barão Rio Branco por 10 minutos.
O grupo chegou à Boca Maldita, por volta das 11h20, e discursos eram feitos para chamar a atenção da população para a paralisação.
Em outro protesto, no Guabirotuba, o trânsito foi bloqueado no cruzamento da Rua Alcides Terezio de Carvalho, com a Avenida Senador Salgado Filho, por volta das 10 horas. O trânsito estava lento na região, por volta das 11h50, de acordo com a Secretaria Municipal de Trânsito.
Reivindicações
Os servidores técnico-administrativos da UFPR reivindicam reajuste salarial de 22,5% e implantação de um período para a negociação coletiva.
A mobilização se repetirá nos dias 9 e 10 de maio e poderá culminar em uma greve nacional - caso o governo ignore o pedido e não se disponha a negociar essa e outras reivindicações da categoria.
INSS
Os serviços do INSS em Curitiba funcionam normalmente nesta manhã, de acordo com a assessoria de imprensa do órgão.

Malvinas, parte 4: ilhas passam a se chamar Falklands


VOLTAIRE SCHILLING
Exatamente no espaço de tempo que vai da ação americana à ocupação definitiva por parte dos ingleses, isto é, entre 1831 a 1833, os argentinos resolveram restabelecer a soberania sobre as Malvinas. Uma embarcação foi enviada de Buenos Aires com a missão de fundar um presídio na região. Lá chegando, o comandante argentino teve a infelicidade de se deparar com uma poderosa fragata britânica, que o obrigou não só a arriar a bandeira azul e branca criada por Manuel Belgrano como a zarpar imediatamente do local.
Com aquela medida, o almirante Onslow, em nome do rei Guilherme IV, começou, em definitivo, a tomar posse das ilhas, rebatizadas como Falklands (em homenagem ao quinto visconde de Falkland, tesoureiro da esquadra real britânica). Os Estados Unidos não manifestaram maior oposição, desde que seus pesqueiros continuassem tendo os mesmos direitos de antes.
Oficialmente, as ilhas tinham sido argentinas por um período pouco maior do que 10 anos. Todavia, nunca deixaram de estar presentes em quaisquer dos mapas territoriais feitos nos últimos 150 anos como extensão territorial da república argentina.
O impacto da ocupação britânica teve uma reação imediata. Juan Ramón Balcarce, lugar tenente de Rosas que ocupava a governadoria de Buenos Aires, foi obrigado a renunciar ao mandato por não ter feito nada em evitá-la. O país, na verdade, não se encontrava em condições de enfrentar o Império Britânico e retomar o arquipélago. As cisões internas entre federalistas e unitaristas, envolvidos em tradicionais chacinas e fuzilamentos que tanto tipificam a política platina, impediam qualquer ação neste sentido.
Rosas enfrenta os europeus
Chefiando uma confederação de caudilhos, Juan Manoel Rosas não se preocupou com aquelas ilhas austrais. Aliás, propôs aos ingleses, sem sucesso, a permuta por um empréstimo tomado em 1824 e ainda não pago.
Ainda ao longo do exercício do seu regime autoritário, Rosas teve que enfrentar dois bloqueios contra seu porto: um levado a efeito pelos franceses, em 1838, que foi suspenso pelo acordo Aranda-Mackau dois anos depois, e outro pelas esquadras conjuntas de Inglaterra e França, entre 1845 e 1848, sempre na tentativa de virem a controlar a embocadura do rio da Prata.
A Patagônia atlântica e as ilhas Malvinas
Durante o século e meio seguinte, a grande república sul-americana se tornaria virtualmente uma "parte não oficial do Império comercial Britânico", como educadamente classificou-a o historiador H. S. Fern, atuando como uma economia complementar aos interesses ingleses espalhados pelo mundo.
D. M. C. Platt, pesquisador das relações comerciais britânicas com a América Latina, assegurou, por sua vez, que foi somente a partir da segunda metade do século 19 que, de fato, intensificaram-se as procuras europeias por matérias-primas de origem agrícola e pastoril vindas da antiga América Ibérica, mercado que passou a crescer devido a crescente chegada de imigrantes.
A integração com a "economia transatlântica" somente se deu entre 1870 e 1900, sendo que até então os novos países mantiveram uma ligação puramente marginal com os centros econômicos mundiais. (ver D. M. C. Platt - Latin America and British Trade: 1806-1914, pág.3).
O episódio de 1833, a expulsão dos argentinos das ilhas, um território legítimo que haviam herdado do vice-reino espanhol, nunca foi assimilado pela população platina e muito menos pelos ideólogos do nacionalismo argentino.
Era um espinho encravado na garganta do sentimento nacional que 150 anos depois terminou por conduzir à infeliz e desastrada Guerra das Malvinas de 1982, que culminou em nova humilhação nacional.
Bibliografia
Azambuja, Péricles. Falkland ou Malvinas, o arquipélago contestado. Caxias do Sul: EDUCS, 1988.
Ferns, H. S. Gran Bretaña y Argentina en el sigo XIX. Buenos Aires: Solar/Hachette, 1968.
Luna, Felix. Las Invasiones inglesas. Buenos Aires: Editorial taeda, 2006.
Ortiz, Raúl Scalabrini. Política Británica en el Rio de la Plata. Buenos Aires: Editorial Plus Ultra, 1973.
Platt, D. C. Latin America and British Trade: 1806-1914. Londres: Adam & Charles Black, 1972.