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Professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino - Governo do Paraná

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Analfabetismo no Brasil evidencia desigualdades sociais históricas


As taxas de analfabetismo no Brasil, normalmente tratadas dentro do universo de números e metas, deveriam, segundo especialistas em educação, ser também analisadas dentro da área de política social e econômica, já que a população considerada analfabeta é a mesma que sofre de outros problemas que afligem o país. “Se você fizer o mapa do analfabetismo no Brasil, ele vai coincidir com o mapa da fome, com o do desemprego, e da alienação. Não raro esse analfabeto é o que fica doente, o que passa fome, o que vive de subemprego”, afirma a pedagoga Silvia Colello, pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

Os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre analfabetismo configuram um mapa de desigualdades que Alceu Ferraro, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atribui à concentração de terra, de renda e de oportunidades. Segundo Ferraro, que já foi membro do Comitê de Pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), “o país continua pagando o preço de dois fatores conjugados. Primeiro, do descaso secular do Estado, e, segundo, de um conjunto de fatores responsáveis pela enorme desigualdade social que tem, desde sempre, marcado a sociedade brasileira”.

Somos 14 milhões de analfabetos, segundo o IBGE. Desses, a maior parte se encontra na região Nordeste, em municípios com até 50 mil habitantes, na população com mais de 15 anos, entre negros e pardos e na zona rural, ou seja, encontra-se na população historicamente marginalizada. O censo relativo ao ano de 2010 revela uma redução de 29% em relação aos números apresentados em 2000, mas ainda insatisfatória, especialmente, quando considerados os critérios utilizados pelo IBGE. Hoje, é considerada alfabetizada a pessoa capaz de ler e escrever um bilhete simples. “Esse é um conceito muito discutível. Se utilizarmos um critério um pouco mais exigente, esses índices mudam e essa é uma das razões pelas quais o IBGE não muda esses conceitos, porque o que está jogo é a própria imagem do país”, diz Sérgio da Silva Leite, diretor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e líder do Grupo de Pesquisa ALLE – Alfabetização, Leitura e Escrita.

Desigualdades regionais. Analfabetismo no Nordeste chega a 28% na população de 15 anos ou mais de municípios com até 50 mil habitantes, onde a proporção de idosos não alfabetizados é de aproximadamente 60%.

Desigualdades regionais. Analfabetismo no Nordeste chega a 28% na população de 15 anos ou mais de municípios com até 50 mil habitantes, onde a proporção de idosos não alfabetizados é de aproximadamente 60%.

Para o psicólogo, o IBGE trabalha no limite de uma concepção de domínio do código, um domínio mecânico da língua. Segundo Leite, é preciso que simultaneamente à alfabetização, a pessoa se envolva com as práticas sociais de leitura e escrita, ou seja, passando pelo processo de letramento. O termo, que começou a ser utilizado no Brasil na década de 80, surgiu para diferenciar-se do conceito de alfabetização. Silvia Colello, da USP, explica que o surgimento do conceito de letramento faz jus a um novo momento da sociedade brasileira, que já não mais aceita que o indivíduo saiba apenas desenhar o próprio nome. A professora comenta a dificuldade de traduzir a palavra alfabetizado para o inglês, já que no idioma há apenas o termo littered significando o conceito amplo de alfabetização. “Nos países de primeiro mundo, em que a difusão dos bens culturais é mais bem resolvida que no Brasil, ser alfabetizado é também ser letrado. As crianças aprendem a ler e escrever e automaticamente já se tornam usuárias da língua, é o mesmo processo”.

Embora o número de analfabetos absolutos esteja diminuindo, como aponta o IBGE, outros índices, como o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) indicam que aumenta o número de pessoas que não conseguem utilizar o conhecimento da língua para se inserir nas práticas sociais de uso da leitura e da escrita. Segundo a pedagoga, “os 14 milhões de analfabetos não são nada perto dessa imensa margem da população”.

Educação de jovens e adultos

Para Colello, a concepção do que é ser ou não alfabetizado depende do contexto e da realidade do país. Ela cita o exemplo do Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), programa criado na década de 1970 para erradicação do analfabetismo, mas cuja proposta pedagógica preocupava-se apenas com o uso funcional da língua. Para o sociólogo da educação Marcos de Castro Peres, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), programas como esse acabam contribuindo para estigmatizar ainda mais os analfabetos. Peres lembra que o Mobral acabou se tornando sinônimo de pessoa ignorante, atrasada e que o Brasil Alfabetizado, atual programa do governo federal para alfabetização, também tende ao fracasso. “Toda uma vida foi construída pela pessoa sem o uso da leitura e da escrita e não é nada fácil mudar isso. Para os indivíduos que são analfabetos até os 15 anos ou mais, definitivamente não é hábito ler e escrever e é impossível se mudar o hábito de vida de alguém somente com oito meses de curso de alfabetização”, defende.

Dados de analfabetismo por faixa etária. Taxa na população com mais de 15 anos caiu de 13,6% em 2000 para 9,6% em 2010, somando quase 14 milhões de pessoas.

Além da interrupção brusca, Peres aponta outros problemas nos programas de alfabetização de jovens, ligados à condição de miséria social dessa parcela da população e que dificultam sua entrada e permanência em tais programas, como a falta de estrutura de transporte coletivo, falta de escolas no campo, necessidade de trabalhar etc. A formação dos professores também é um fator que preocupa. “Não são utilizados profissionais de educação para atuar como alfabetizadores nesses programas, basta ter o ensino médio completo para tal. Essa precarização acaba afetando o processo, comprometendo os resultados esperados ou as metas pretendidas com sua implantação”, afirma Peres.

Sérgio Leite, da Unicamp, ressalta também o descaso nos cursos de magistério. “São poucos os que têm em seus currículos a área de educação de adultos, que exige uma postura pedagógica diferente, de profundo respeito”. Leite tem pesquisado casos de professores que estão obtendo sucesso no trabalho com jovens e adultos e destaca como fator comum entre eles a afetividade na relação na sala de aula, a prática pedagógica preocupada com o sucesso do aluno e que busca se adequar à sua condição e ainda a união da alfabetização com o processo de letramento.

Fim do analfabetismo

Para Silvia Colello, da USP, erradicar o analfabetismo é uma meta válida, mas que traz consigo outro fantasma maior ainda, o da exclusão social, ligado a aspectos como a democratização dos bens culturais, o acesso à cultura, justiça, moradia e trabalho. Reduzir os índices de analfabetismo até sua erradicação total é um compromisso assumido pelo Brasil em diversas ocasiões e documentos. O “fim” do analfabetismo em números, no entanto, pode não significar, em termos reais, uma mudança efetiva. “O Brasil pode até cumprir essas metas de alfabetização, mas esses números nunca vão representar a real situação da exclusão educacional e do analfabetismo no país. Sempre por trás dos números estão ocultas as atrocidades praticadas com a educação em relação aos seus aspectos qualitativos”, pontua Marcos Peres, da UESC. “O qualitativo é sacrificado em prol do quantitativo para se cumprir metas, para mostrar números aos organismos internacionais que fornecem recursos para a melhoria da educação em países subdesenvolvidos como o Brasil”, completa o sociólogo.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

BA: mesmo com reajuste, professores decidem manter greve


Greve de professores chega ao 13º dia e grupo mantém ocupaçã

Os professores da rede estadual de ensino da Bahia decidiram em assembleia nesta quarta-feira que a greve, iniciada no último dia 11, continua. Na noite de terça, a Assembleia Legislativa aprovou o projeto que concede aumento de 22,22% aos professores de nível médio, mas não estendem o reajuste aos outros docentes.

O movimento acontece exatamente porque, segundo sindicato da categoria, o governador Jaques Wagner (PT) havia feito um acordo com os professores de que concederia o aumento a todos os professores. Para o presidente da APLB Sindicato, Rui Oliveira, não houve nenhuma movimentação do governo para negociar o fim da greve e a desocupação da Assembleia Legislativa, que acontece desde o dia 13.
A votação na casa legislativa ocorreu com aprovação após 33 votos a favor, 19 contra e duas abstenções. A única deputada do governo a votar contra o projeto foi a petista Luiza Maia. Já Kelly Magalhães (PcdoB), absteve-se do voto. Além do projeto que concede reajuste, um outro também foi votado para transformar benefícios da classe em subsídios. O sindicato alega que esta matéria retira todas as conquistas dos trabalhadores e que, no final do processo, os docentes baianos saíram totalmente prejudicados.
Além disso, o Tribunal de Justiça da Bahia decidiu manter a decisão da 5ª Vara da Fazenda Pública, que considerou a greve abusiva. O desembargador Gesivaldo Brito negou o pedido de liminar da APLB e sustentou que a educação é um serviço essencial e que, portanto, não pode ser interrompido. O sindicalista não quis falar sobre o assunto e disse que o departamento jurídico da APLB trabalha para reverter a situação.
Os professores devem se reunir em assembleia na sexta-feira, na Assembleia Legislativa, onde farão um enterro simbólico do governador Jaques Wagner e dos deputados que votaram a favor das novas leis.

DF: governo suspende negociação com professores em greve


O governo do Distrito Federal (GDF) suspendeu todas as propostas feitas aos professores em greve. Em nota, o governo informou que, "diante da radicalização inaceitável do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), novas negociações só serão feitas após o fim da greve".
Nesta quinta-feira, cerca de 100 professores ocuparam o sexto andar do anexo do Palácio do Buriti, onde fica a Secretaria de Administração, para pressionar o GDF a reavaliar as contrapropostas apresentadas na última assembleia. Por volta das 14h, o GDF retirou todas as propostas, e informou que só voltaria a negociar caso os professores desocupassem o local.
O diretor do Sinpro-DF, Cássio de Oliveira Campos, disse que o fim da greve só depende do governador Agnelo Queiroz. "Isso mostra a irresponsabilidade que o governador tem em relação aos problemas da educação no DF. Ele não tem interesse em cumprir o acordo com os professores".
Segundo Campos, antes da desocupação do anexo do Palácio do Buriti, representantes do governo anunciaram que não negociariam mais com os professores. Amanhã, os professores se reunirão em assembleia para discutir os rumos da greve que já dura 46 dias.

Professores do DF mantêm greve

O governo informou que os salários de cerca de 3 mil professores grevistas terão cortes variáveis
Professores da rede pública de ensino protestaram em frente ao Palácio do Buriti / Andre Sousa Borges/Foroarena/AEProfessores da rede pública de ensino protestaram em frente ao Palácio do BuritiAndre Sousa Borges/Foroarena/AE

Os professores do Distrito Federal, que já estão parados há 45 dias, decidiram em assembleia nesta terça-feira continuar a greve. Na última sexta-feira (20), o TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) considerou a greve abusiva e determinou que 80% dos professores voltassem a trabalhar. O Sinpro-DF (Sindicado dos Professores) entrou com recurso para a revisão da decisão e questionou a aplicação da multa diária de R$ 45 mil, caso o percentual de funcionários não fosse cumprido.

O GDF (governo do Distrito Federal), por meio da Secretaria de Administração Pública, informou que os salários de cerca de 3 mil professores grevistas terão cortes variáveis, de acordo com o número de faltas devido à greve.

Para a diretora da Secretaria de Imprensa do Sinpro-DF, Rosilene Correia, a decisão do governo em cortar o salário dos professores é lamentável.

“Nós veremos o que é legalmente cabível nessa situação, mas o GDF tem que saber o risco que corre para as reposições de aula. Sem os salários, os professores podem ou não repor as aulas”, disse Correia à Agência Brasil.

Ainda sobre as reposições, a diretora afirmou que, por enquanto, não há plano estruturado para compensar os dias parados. Segundo ela, somente depois do fim da greve o sindicato e o GDF deverão discutir o assunto.

A Secretaria de Educação do GDF informou que irá fiscalizar o funcionamento das escolas, conforme a a determinação judicial.

Os professores em greve pedem o cumprimento de um acordo firmado em 2011 com o governador Agnelo Queiroz, no qual se exige a equiparação da média salarial à de outras carreiras de nível superior, a contratação de profissionais aprovados no último concurso da Secretaria de Educação e a implantação de plano de saúde.
A última proposta apresentada pelo governo foi a incorporação de auxílio saúde de R$110, recusada pela categoria. Amanhã à tarde, o Sinpro-DF e o GDF se reunirão novamente.

DF: em greve há 46 dias, professores ocupam prédio do governo


Professores da rede pública de ensino protestaram em frente ao Palácio do Buriti / Andre Sousa Borges/Foroarena/AE
Cerca de 100 professores ocupam nesta quinta-feira o sexto andar do prédio da Secretaria de Administração do Distrito Federal, em Brasília. De acordo com o Sindicato dos Professores (Sinpro) a ocupação é pacífica e tem como objetivo protestar contra o cancelamento de uma reunião de negociação com a categoria, marcada para a tarde de ontem. Os educadores estão em greve há 46 dias.
O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) entrou com recurso para a revisão da decisão e questionou a aplicação de multa diária de R$ 45 mil, caso o percentual de funcionários não fosse cumprido.
Enquanto a ocupação não era encerrada, por volta das 13h outro grupo de professores fazia uma mobilização junto ao acampamento da categoria, na Praça do Buriti, para que as negociações com o governo sejam retomadas. O sindicato informou que ainda esta tarde uma comissão de professores deverá se reunir com o secretário de administração, Wilmar Lacerda, para que as negociações sejam retomadas.
Entre as principais reivindicações dos professores, está a exigência de equiparação média salarial com outras carreiras de nível superior do governo distrital. O item, segundo o Sinpro, consta de um acordo negociado em abril de 2011 cujo teor o governo não teria cumprido.
O governo, por sua vez, diz estar atendendo gradualmente ao acordo, já tendo, inclusive, concedido aumento salarial de 13,83% - que afirma ter sido o maior índice do País - e reajuste de 55% no valor do tíquete-alimentação, hoje de R$ 304.
Na sexta, 27 de abril, os professores terão nova assembleia para decidir sobre a continuidade da greve.
Com informações da Agência Brasil

Professores estaduais decidem sobre a greve em 2 de maio


Jonathan Campos / Gazeta do Povo
Jonathan Campos / Gazeta do Povo / Em Curitiba, 500 professores fizeram uma manifestação em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, nesta quinta-feiraEm Curitiba, 500 professores fizeram uma manifestação em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, nesta quinta-feira
SALÁRIOS

Professores estaduais decidem sobre a greve em 2 de maio

Paralisação realizada nesta quinta-feira (26) teve a adesão, segundo a APP Sindicato, de 90% dos cem mil professores e educadores da rede estadual de ensino.
Professores e trabalhadores na rede estadual de ensino vão esperar até o dia 2 de maio para decidir se entram em greve ou não. Nesse dia, está marcada uma reunião com o governo para negociar uma série de reivindicações da categoria. A paralisação realizada nesta quinta-feira (26)teve a adesão, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato), de 90% dos 100 mil professores e educadores da rede estadual de ensino, afetando boa parte das aulas dos 1,3 milhão de alunos do estado.
O governo do estado já aceitou aplicar o reajuste de 19,55% aos salários dos professores em parcelas nos meses de maio, julho e outubro de 2012. Com isso, o piso salarial dos professores da rede estadual chegará a R$ 1.463,28, um pouco acima do piso nacional, que é de R$ 1.451. A APP Sindicato, no entanto, afirma que a categoria quer ainda um aumento salarial de 14,13% para os demais funcionários das escolas e a implantação da hora-atividade prevista na Lei Nacional do Piso do Magistério, N.º 11.738 de 2008, que determina que um terço da jornada de trabalho dos professores seja reservada para capacitação dos educadores e preparo das aulas.
Outra reivindicação do sindicato, feita em parceria com o Fórum de Entidades Sindicais dos Servidores Públicos do Paraná (FES), é o da criação de um novo serviço de saúde que substitua o atual Sistema de Assistência à Saúde (SAS) e ofereça mais qualidade no atendimento médico aos servidores do Estado.
Paralisação
De acordo com a APP Sindicato, a mobilização dos professores desta quinta-feira contou com manifestações em todo o Paraná. Em Curitiba, 500 pessoas fizeram um ato em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico e representantes do Fórum de Entidades Sindicais dos Servidores Públicos do Paraná se reuniram com o Secretário de Estado da Administração, Luiz Eduardo Sebastiani.
A reunião prevista para esta quinta de representantes da APP Sindicato com o vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns, não aconteceu porque o secretário viajou para Brasília. Dessa forma, as negociações diretas com a Secretaria de Estado da Educação voltarão a ser feitas, a princípio, apenas no encontro previsto para o 2 de maio.

Descaso na Educação leva Professores às ruas!









Professores fazem ato em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, e pedem melhorias para a categoria.
Estudantes de escolas estadual de ensino do Paraná estão sem aulas nesta quinta-feira (26) por causa do dia de paralisação dos professores. De acordo com a presidente do APP-Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho, não haverá aulas no período da manhã, tarde e noite. As atividades nas escolas serão retomadas normalmente nesta sexta-feira (27).
A Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que não tinha balanço de quantos alunos estavam sem aulas nesta quinta-feira.
Aproximadamente 300 professores estavam concentrados em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, por volta das 9h15, para um ato pedindo melhorias para a categoria.
Os professores também aguardavam reuniões com representantes do governo do estado das pastas da Administração e da Educação.
Reivindicações
“Uma das principais reivindicações é para que o piso nacional seja pago integralmente do Paraná”, afirmou Marlei. Os professores almejam também que um terço do tempo de trabalho possa ser utilizado na preparação e pesquisa para a elaboração das aulas.

Para os demais funcionários das escolas, o pedido é de reajuste salarial de 14,13%. Outro pedido é para que haja melhorias no atendimento de saúde de todos os profissionais.
Outro lado
A Secretaria de Estado da Educação (Seed) divulgou nota oficial por meio do site da instituição afirmando que as negociações com a categoria resultaram “em aumento dado a todos os servidores em maio de 2011, de 6,5%, mais um aumento de 5,91%, totalizando um acréscimo de 12,79% aos vencimentos dos salários dos professores no ano passado. Outro avanço na valorização dos profissionais da educação foi o chamamento e a contratação até o momento, nesta gestão, de 19.573 profissionais concursados. Somente no início deste ano, foram nomeados, 11.563 professores aprovados em concurso público para a rede estadual de ensino”.