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Professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino - Governo do Paraná

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cápsula Dragon é liberada ao espaço pela ISS


REUTERS/NASA/Handout / Braço robótico do SpaceX se afasta de estação espacial Braço robótico do SpaceX se afasta de estação espacial
ESPAÇO

Cápsula Dragon é liberada ao espaço pela ISS

A nave de carga acionou os motores para o retorno à atmosfera da Terra. A amerissagem está prevista para o Oceano Pacífico, a 907 km da costa da Califórnia, às 12h44 de Brasília.
A cápsula não tripulada Dragon da empresa SpaceX foi liberada na madrugada desta quinta-feira pelo braço robotizado da Estação Espacial Internacional (ISS) para iniciar o retorno à Terra, informou a Nasa.
"A Dragon foi liberada da Estação Espacial Internacional", afirmou um porta-voz da Nasa, antes de informar que a cápsula se separou da ISS às 8H07 GMT (5H07 de Brasília) e foi liberada às 9H49 GMT (6H49 de Brasília).
A nave de carga acionou os motores para o retorno à atmosfera da Terra. A amerissagem está prevista para o Oceano Pacífico, a 907 km da costa da Califórnia, às 15h44 GMT. (12h44 de Brasília)
A nave espacial será transportada para o porto de Los Angeles e depois será enviada para a fábrica de desenvolvimento de foguetes espaciais da SpaceX.
A cápsula Dragon ficou acoplada à ISS por cinco dias, 16 horas e cinco minutos. A nave espacial de seis toneladas, dotada de duas antenas solares, havia sido conectada à ISS na sexta-feira.
A Nasa confia no êxito da SpaceX e espera que o setor privado assuma o transporte para a ISS após a aposentadoria dos ônibus espaciais no ano passado, para abastecer a estação orbital a um custo menor, antes do transporte de astronautas em 2015.
Atualmente, os Estados Unidos dependem da nave espacial russa Soyuz para enviar seus astronautas à ISS ao custo de 63 milhões de dólares por passagem.

No Dia Mundial sem Tabaco, órgãos públicos promovem atividades



Publicação: 31/05/2012 06:00 Atualização: 24/05/2012 17:20
No Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, representantes da Coordenação do Programa de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco de Câncer no DF vão oferecer atividades na Câmara dos Deputados para alertar sobre os efeitos para a saúde e para o meio ambiente. 

Servidores e visitantes vão poder fazer exames de espirometria, medida de peakflow (capacidade respiratória), teste de Fargeström (teste de dependência química), aferição de pressão arterial e ocular, além de avaliação odontológica para câncer de boca. 

No mesmo dia, órgãos públicos devem fazer palestras, teatros, distribuição de folhetos informativos e uma caminhada no Parque da Cidade, incentivando os servidores a ficarem 24 horas sem fumar.


Curiosidades sobre o tabaco:

1- Para cada 300 cigarros fabricados, uma árvore é queimada;

2- O cigarro, levado pela chuva para rios, lagos e oceanos, prejudica peixes e aves marinhas;

3- As pontas de cigarros lideram os itens mais coletados nas praias e correspondem a até 50% de todo lixo coletado em ruas e rodovias;

4- Um maço de cigarros por dia sacrifica uma árvore a cada 15 dias;

5- Guimbas de cigarro quando descartadas acesas provocam 25% de todos os incêndios no planeta;

6- Filtros de cigarro demoram cerca de 25 anos para se decompor;

7- Agricultores são vítimas de doenças causadas pelos pesticidas e pelo manuseio da folha do tabaco;

8- Crianças fumantes passivos (filhos de pais fumantes) apresentam maior possibilidade de contrair pneumonia, bronquite, otite e asma;

9- Mesmo quem não fuma, mas respira a fumaça de produtos de tabaco,corre risco de ter câncer de pulmão, infarto e muitas outras doenças graves;

10- A respiração, fôlego e batimentos cardíacos começam avoltar ao normal no primeiro dia sem 
fumar.

Quando o diretor da escola é líder


Fernanda Amaral / Divulgação Itaú Social / Irma Zardoya, presidente da Academia de Lideranças de Nova York, explica como funciona o treinamento de diretores de escolas públicas na cidade americanaIrma Zardoya, presidente da Academia de Lideranças de Nova York, explica como funciona o treinamento de diretores de escolas públicas na cidade americana
CICLO DE DEBATES

Quando o diretor da escola é líder

Academia de Nova York consegue reverter péssimo desempenho de alunos de periferia com a gestão profissional das escolas. Modelo serviu de base para uma discussão sobre a gestão do ensino nas escolas brasileiras.
Profissionalidade na gestão. Essa foi a causa da melhoria do desempenho de alunos de escolas públicas problemáticas na periferia de Nova York. Graças à implantação de uma academia para os novos diretores de escolas em 2003, os índices de rendimento em Inglês e Matemática dessas instituições, que estavam muito abaixo da média, melhoraram e nivelaram-se com os de outras boas escolas da cidade. A iniciativa foi apresentada nesta segunda-feira (28), em São Paulo, por Irma Zardoya, presidente da Academia de Lideranças de Nova York, durante o Ciclo de Debates Gestão Educacional promovido pela Fundação Itaú Social. O evento contou ainda com um debate com outros educadores brasileiros sobre as possibilidades de adoção de sistemas similares do modelo americano no Brasil.
Seguindo os meios de seleção empresariais, a academia novaiorquina implantou um recrutamento rigoroso para a atração e capacitação de diretores que fossem líderes, explicou Irma. O programa é comparável ao de um trainee de uma grande multinacional: os novos diretores só assumem a posição após 14 meses de treinamento, com simulações de situações reais do cargo. Durante esse processo, aqueles que não forem considerados aptos podem ser dispensados a qualquer momento. Depois de formados, os novos diretores contam ainda com um “coach”, ou seja, um diretor experiente que os acompanha por um ano, que dá dicas de como melhorar o trabalho ou resolver desafios do cotidiano.
“Pesquisas apontam que o segundo elemento mais importante em uma escola, depois do professor, é o diretor”, afirmou Irma. “Com essa visão clara e o apoio político, decidimos contratar diretores capazes de exercer uma liderança plena nas escolas e, com isso, conseguimos melhorar os resultados acadêmicos das escolas mais vulneráveis”, relatou. No último ano, a Academia formou 423 profissionais. Em 2010-2011, 89% de ex-alunos ocupavam cargos de liderança no departamento de educação da cidade de Nova York, órgão similar às secretarias de educação no Brasil, e 65% deles eram diretores de escolas públicas.
Brasil
As dificuldades de implantação de um sistema similar no Brasil são enormes, analisou Maria Helena Guimarães de Castro, especialista em Educação e coordenadora do núcleo de Educação do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), durante o debate realizado no evento. Em primeiro lugar, pontuou, é difícil fechar parcerias para tal fim com as universidades brasileiras, que são resistentes a modelos de mercado e “bastante politizadas”. Em segundo lugar, o investimento necessário para manter uma academia desse porte é alto para os padrões nacionais. De acordo com os dados apresentados, a iniciativa americana contou com a vontade política do prefeito Michael Bloomberg e o investimento inicial de US$ 86 milhões de 2003 a 2007, sem contar com fortes repasses anuais feitos pela prefeitura desde então.
A solução apontada por Teca Pontual, gerente de projetos da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, seria encontrar sistemas parecidos, menos caros. “No Rio de Janeiro, como em todo o país, não temos nada parecido com a academia, com treinamento de profissionais antes do início das atividades na escola. Por outro lado, tentamos sanar essa lacuna oferecendo treinamentos a distância, por meio de cursos on-line, que têm ajudado a melhorar a qualidade de gestão nas nossas escolas”, simplificou.
Sobre a procura de alternativas mais baratas à academia, que pudessem ser adotadas no Brasil, Irma lembrou que em outras regiões dos Estados Unidos, em que o modelo da academia de Nova York também é considerado caro, o programa do instituto é adaptado às circunstâncias locais. “O modelo de Nova York é mais caro, sem dúvida, mas outras cidades dos Estados Unidos, com aparentemente menos recursos, conseguem adaptá-lo com o financiamento que têm disponível.”
Para mais informações, acesse o site da academia de Nova York.

Copom aperta o gatilho da poupança


 Elza Fiúza/ABr / Alexandre Tombini (segundo à esquerda) e membros do comitê: decisão unânimeAlexandre Tombini (segundo à esquerda) e membros do comitê: decisão unânime
JUROS

Copom aperta o gatilho da poupança

Comitê do Banco Central reduz a Selic ao menor nível da série histórica. Corte muda rendimento dos depósitos novos da caderneta.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu ontem em 0,5 ponto porcentual a taxa básica de juros da economia (Selic), para 8,5% ao ano, o mais baixo patamar da história. A redução, que já era esperada pelo mercado, dispara o novo gatilho da poupança, que passa a ter novas regras e vai render menos para os novos depósitos.
Pelo novo modelo, que passa a valer para os depósitos a partir de 4 de maio, a aplicação financeira mais popular do país passa a remunerar 70% da taxa Selic mais a Taxa Referencial (TR).
BC foi mais comedido desta vez
A nova taxa Selic, além de mudar a forma de rendimento da poupança, vai baratear empréstimos e financiamentos nos próximos meses. O objetivo é evitar uma desaceleração maior da economia. A decisão foi unânime.
No comunicado distribuído após o anúncio, os diretores do BC afirmam que “neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação”, e que, “dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionária”.
O fraco desempenho da economia brasileira e a preocupação com o nebuloso cenário externo influenciaram a decisão, mas os diretores do BC optaram pela pacirmômia no corte dessa vez. Em abril, a queda havia sido de 0,75 ponto porcentual.
Comedimento
Como o juro passa a orbitar em um patamar inédito, o entendimento é de que é preciso ter uma dose extra de atenção com as consequências que a medida pode ter na economia. “O acúmulo das medidas monetárias e fiscais gera efeito na economia e é preciso avaliar o impacto disso. Por isso, o BC decidiu ser mais comedido”, diz o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves. Antes, o menor juro da história havia sido de 8,75% entre julho de 2009 e abril de 2010.
Também pela primeira vez o BC explicitou os votos de todos os seis diretores, além do presidente Alexandre Tombini, que fazem parte do Copom. Essa nova regra de transparência que passa a valer a partir de agora. Além de Tombini, votaram pela redução Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva e Sidnei Corrêa Marques.
PIB
A queda na taxa Selic reflete a piora dos indicadores da economia brasileira, como estoques elevados, lenta reação da indústria e início de demissões em algumas empresas. Nesta semana, inclusive, o mercado passou a apostar pela primeira vez que o país deve crescer menos de 3% neste ano.
Enquanto isso, as previsões para a inflação não sinalizam preocupação. Com o agravamento da crise na Europa, há chance crescente de que a Grécia pode deixar a zona do euro. Além disso, existem sinais de que a China deve crescer menos, o que tem ajudado na queda dos preços das commodities, segmento em que o Brasil é grande exportador. (CR, com Agência Estado)
Com a Selic a 8,5% ao ano, a poupança renderá 6,17% ao ano (já considerando a variação da TR) segundo cálculos do governo. Para os depósitos realizados antes de 4 de maio, a remuneração anterior permance de 0,50% mais TR, cerca de 7,3% ao ano.
A partir de agora, um depósito de R$ 10 mil, por exemplo, renderá R$ 617 em um ano. Se já estava aplicado antes de 4 de maio, ele garantirá um rendimento de aproximadamente R$ 730 – uma diferença de R$ 113. “Trata-se de uma diferença de cerca de 1%”, lembra Pedro Guilherme Ribeiro Piccoli, professor de finanças da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A queda pode se acentuar nos próximos meses, porque a expectativa de mercado é que o Banco Central faça novas reduções nos próximos meses em função da rápida deterioração do quadro econômico internacional e da perda de fôlego da atividade no Brasil. “Havia a expectativa de que o primeiro semestre seria ruim, mas esperava-se uma recuperação no segundo semestre. Agora já se prevê que a segunda metade do ano também será ruim”, diz Lucas Dezordi, economista chefe da Inva Capital. Ele aposta que, se não houver uma recuperação mais consistente, a Selic possa fechar o ano cotada a 7,5%.
O próprio governo trabalha com a possibilidade de novas quedas na Selic, desde que não haja pressões inflacionárias expressivas, garantindo uma inflação de cerca de 5% no fim do ano.
Para Piccoli, o Brasil passa a trilhar um caminho de juros “civilizados”, embora ainda esteja longe das condições de países desenvolvidos, onde o juro real é negativo. Com o corte de hoje, o Brasil caiu da segunda para terceira colocação entre os países com os maiores juros reais. Com 2,8%, fica atrás da China, com 3,1% e da Russia (4,3%).
Menos depósitos
A queda no rendimento da poupança, porém, deve desestimular o crescimento de novos depósitos, segundo Piccoli. Ele considera que títulos do tesouro direto e os fundos atrelados à inflação passam a ser atrativos para o investidor.
Com uma projeção de queda na taxa de juros nos próximos meses, o governo resolveu atrelar o rendimento da poupança para a Selic justamente para evitar que grandes investidores migrassem das modalidades de renda fixa para a caderneta de poupança.
Dentre os investimentos de renda fixa, estão principalmente os títulos públicos, usados pelo governo para financiar suas contas e que rendem de acordo com a Selic. Assim, com a queda na taxa de juros, os títulos do governo ficariam menos atrativos para os investidores em comparação com a poupança – e o governo perderia uma importante fonte de financiamento.
De agosto do ano passado até agora, a taxa básica de juros já caiu 4 pontos porcentuais. Os fundos perderam rentabilidade frente à poupança porque pagam imposto de renda e têm taxa de administração e custódia. Com a Selic, a 8,5%, os investidores migraram dos fundos para a poupança, em busca de taxas mais atrativas.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Notícias De Shaolin – Esposa Afirma Que Humorista Está Vivo



Alagoinhas Notícias – A mulher do humorista Shaolin, Laudiceia Veloso, desmentiu neste domingo (27) boatos de que ele teria morrido. Ela disse que a informação falsa se espalhou nas redes sociais e amigos e fãs passaram a procurá-la para confirmar.
Shaolin se recupera em casa de um acidente que sofreu em janeiro de 2011, em Campina Grande, na Paraíba. Laudiceia disse que o humorista segue com o tratamento em casa e que ele está bem.
Francisco Jozenilton Veloso, o Shaolin, ficou gravemente ferido no acidente na BR-230, na região de Mutirão, em Campina Grande (PB). Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o comediante dirigia no sentido São José da Mata da rodovia quando um caminhão, que vinha na faixa oposta, invadiu a contramão e bateu contra o veículo do artista.
Desde o acidente, já foram ouvidos policiais rodoviários federais; médicos do Samu, que prestaram os primeiros atendimentos ao humorista e pessoas da comunidade local, que presenciaram o ocorrido. O motorista envolvido no acidente, Jobson Clemente Benício, de 23 anos, responde processo por lesão corporal e omissão de socorro, por ter fugido do local do acidente.

Esposa de Shaolin lamenta boatos sobre morte

Esposa de Shaolin lamenta boatos sobre morte
Nos últimos dias, boatos divulgados nas Redes Sociais afirmavam que Shaolin teria morrido, não resistido as sequelas deixadas pelo acidente que sofreu há mais de um ano. Neste domingo, a esposa do humorista paraibano negou tudo através doseu perfil no Facebook.

“Em resposta aos boatos maldosos que circulam novamente na internet sobre a saúde do nosso guerreiro Shaolin, gostaria de deixar bem claro que SHAOLIN está VIVO, graças à Deus”, afirmou Laudiceia Veloso.

Ela destacou ainda que Shaolin continua lutando pela sua recuperação com “a bravura de um guerreiro e a paciência de um monge”.

Para quem espalhou o boato, a esposa do humorista deixou o seguinte recado: “Só tenho a lamentar pela forma sádica e desrespeitosa na qual essa pessoa se refere a Shaolin e à todos nós da família LIN”.

No final do texto, Laudiceia agradece aos amigos, conhecidos, fãs, familiares e colegas de trabalho pelo imenso apoio, pela preocupação, pela paciência, pelo respeito e pelas orações. “Na hora certa, preparada pelo SENHOR da vida, o nosso guerreiro Shaolin voltará a nos alegrar com seu sorriso contagiante! Por enquanto, continuemos pacientes e perseverantes na fé!Deus os abençoe ricamente!”, finalizou.

Empreendedorismo em sala de aula


Aniele Nascimento / Gazeta do Povo / No ensino médio dos colégios Sesi, 60% das atividades são desenvolvidas em grupos formados por alunos de séries diferentesNo ensino médio dos colégios Sesi, 60% das atividades são desenvolvidas em grupos formados por alunos de séries diferentes
METODOLOGIA

Empreendedorismo em sala de aula

Valores essenciais a alunos empreendedores são desenvolvidos de forma mais efetiva a partir de uma educação participativa e ética.
O empreendedorismo não é uma competência que “surge” em jovens apenas no ensino superior. Essa característica tem grandes chances de ser despertada em crianças e adolescentes ainda na escola, a partir de dinâmicas e metodologias que estimulem os alunos a desenvolver outras aptidões. Nesse processo, o trabalho em equipe mostra-se um aliado importante.
Com foco no desenvolvimento conjunto e no compartilhamento de conhecimentos, a sala de aula convencional – com carteiras enfileiradas e alunos focados no professor – foi substituída por mesas redondas ocupadas por estudantes de séries diferentes que trabalham em grupo. Essa é a realidade da maioria das aulas do ensino médio na rede de colégios Sesi, formada por 45 unidades e cerca de 13 mil alunos no Paraná. Uma metodologia diferenciada que serve de exemplo a outros modelos de ensino e já foi premiada em âmbito nacional e internacional.
Nas mãos do educador
Saiba que posturas podem ser adotadas por professores para estimular valores empreendedores nos alunos:
- Treinar o aluno a esperar a vez de falar, sem interromper o colega.
- Exigir que os alunos arquem com suas responsabilidades.
- Dar palavras de incentivo, mostrando as qualidades do aluno.
- Mostrar realidades diferentes, que nem todos são iguais.
- Não permitir que se faça fofoca ou cometam injúrias dentro de sala de aula.
- Criar um clima de diálogo.
- Escutar o que os alunos têm a dizer e valorizar as suas opiniões.
- Estar aberto a pedir e aceitar desculpas sinceras.
- Escutar as dificuldades dos alunos sem se obrigar a sempre lhes dar respostas ou aliviar seu sofrimento.
- Não aceitar impunemente a destruição de um patrimônio.
- Compreender que o aluno tem de ser livre para fazer escolhas.
- Decidir claramente as regras da classe e mantê-las.
Fonte: Leo Fraiman.
Primeiro passo
A atitude inicial para transformar uma escola convencional em empreendedora é capacitar e sensibilizar os professores. A opinião é do psicólogo Leo Fraiman, que, em seu livro O Jovem: como orientá-lo para construir seu projeto de vida, elenca quais devem ser as atitudes do professor empreendedor em sala de aula. Para ele, o professor que trabalha essa competência em seus alunos percebe o quanto o seu papel como educador é transformador. “Ele passa a ver mais soluções que problemas e, com o aluno, que ele está formando, acaba ocorrendo o mesmo processo.”
Compartilhe a sua experiência
Como você descobriu que seu filho desenvolveu um espírito empreendedor? Como surgiu essa competência?
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
O método busca estimular a autonomia, o trabalho em equipe, o respeito mútuo, o ensino através da pesquisa, a aprendizagem pelo desafio, a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade. A cada trimestre, os estudantes são desafiados para, unidos, solucionarem um problema. Assim, o empreendedorismo ganha um papel importante como um dos eixos norteadores do método.
No ensino médio dos colégios Sesi, todas as turmas são interseriadas e 60% das atividades são feitas em grupos. As tarefas são fundamentadas em um conceito de educação participativa que busca desenvolver as competências relacionais dos jovens. “Mais do que ensinar, é preciso desenvolver o aluno integralmente, ajudá-lo a construir o seu próprio conhecimento e prepará-lo para as diversas situações que ele enfrentará na vida”, acredita Lilian Correia Luitz, gerente de Operações Inovadoras dos colégios Sesi.
O método participativo adotado pela rede Sesi foi exposto como um caso de sucesso na edição 2012 da Educar Educador, uma das maiores feiras de educação, ocorrida neste mês em São Paulo. “Cada um [aluno] tem que dar o seu melhor, com base em atitudes éticas e de valorização com o outro. A sociedade de hoje carece de seres aptos para atuar de modo inovador, ético, com respeito e comprometimento”, defende Lilian.
Coletividade
Na unidade CIC do Co­légio Sesi, em Curitiba, a coordenadora Marcia Ro­drigues Gonçalves diz que os alunos são sempre voltados a pensar no coletivo e a respeitar a opinião do outro. Aluna do 1.º ano do ensino médio, Juliana Chadai, 14 anos, destaca que o autoconhecimento é mais do que necessário nesta etapa da vida. “Estou aprendendo a lidar com pessoas de diferentes personalidades. A cada oficina que participo, passo a me conhecer melhor. Tenho certeza de que, quando eu terminar o ensino médio, saberei exatamente que profissão seguir.”
Com a aspiração de se tornar um líder, Nathan Polidoro, 16 anos, aluno do 2.º ano, reforça a importância de respeitar a opinião dos outros. “Para ser um líder, primeiro temos que respeitar o outro. É tudo uma questão de ética. Se faltar o respeito entre o grupo, comprometerá a aprendizagem e o crescimento de todos”, acredita.
Jovens devem ter um projeto de vida
Dúvidas existenciais que norteiam a vida de jovens e adultos – como as clássicas “Quem sou eu?” e “Como posso lidar com minhas emoções e fazer escolhas mais coerentes?” – costumam ser respondidas com mais segurança por pessoas que, ao longo da sua vida escolar, participaram de atividades com foco no desenvolvimento de capacidades para lidar com frustrações, autocontrole, empatia, flexibilidade, autoconhecimento e autoestima.
O psicólogo Leo Fraiman, especia­lista em Psicologia da Educação e criador da metodologia Opee (Orien­­tação Profissional, Em­­pregabilidade e Em­­preen­dedorismo) defende que a escola pode ajudar a criança a entender que ela precisa sonhar e ter um projeto de vida. E isso, alerta ele, não é focar apenas no preparo do aluno para o mercado de trabalho. “Empreendedorismo na educação é também desenvolver no aluno atitudes empreendedoras que ele adotará ao longo de sua vida, priorizando a criação de laços sociais, capacidade de se comunicar e negociar”, acredita. Para Fraiman, a escola até “ontem” estava muito focada no currículo. “O aluno não vê sentido nisso”, destaca.
Para o psicólogo, um indivíduo empreendedor em tudo o que faz é mais feliz, tem mais saúde, dorme em paz, tem mais amigos e tem um profundo respeito pela vida. “Ele leva consigo uma espiritualidade ao tomar consciência que o lugar dele no mundo faz a diferença.”
Quando começar
O desenvolvimento de habilidades e competências deve ser inserido em atividades escolares desde o primeiro ano escolar, segundo a educadora Regina Shudo. “Não há um momento específico e sim uma oferta sistemática de atividades, dinâmicas de grupos, jogos cooperativos, leituras e outras atividades que vão construindo conexões sobre as quais se formarão as competências empreendedoras.”
Para a secretária de Edu­­cação de Campo Largo, Lu­­ciane Lunardon Quilló, não é necessário criar uma disciplina de empreendedorismo nas escolas. “Desde a educação infantil, a postura do professor com atitudes de respeito, ética e comprometimento com a aprendizagem despertará no aluno o gosto pelo conhecimento”, diz. Para ela, uma escola que desenvolve uma atitude empreendedora é percebida já na entrada da instituição, quando o aluno chega e recebe um “bom dia” carinhoso do porteiro.

sábado, 26 de maio de 2012

Bolos para Festas

                Anselmo Ferreira da Silva, confeiteiro com formação no SENAC está em breve

abrindo uma lanchonete...com as coisas mais gostosas que você possa imaginar. vou 

começar com  alguns produtos simples, como: coxinha, pastel, rizoles, folhados, bolos, 

tortas,mulse, etc...

Aceito encomenda de bolo. Fone:3698-7953







sexta-feira, 25 de maio de 2012

Apenas 1 em cada 7 crianças e adolescentes que vivem em abrigos pode ser adotada


Das 39.383 crianças e adolescentes abrigadas atualmente, apenas 5.215 estão habilitadas para adoção. Isso representa menos de 15% do total.

Em uma ampla sala colorida, cercado por cuidadoras, um grupo de seis bebês, com 6 meses de idade em média, divide o mesmo espaço, brinquedos e histórias de vida. Todos eles vivem em uma instituição de acolhimento enquanto aguardam que a Justiça defina qual o seu destino: voltar para a família biológica ou ser encaminhados para adoção. A realidade das 27 crianças que moram no Lar da Criança Padre Cícero, em Taguatinga, no Distrito Federal (DF), repete-se em outras instituições do país. Enquanto aguardam os trâmites judiciais e as tentativas de reestruturação de suas famílias, vivem em uma situação indefinida, à espera de um lar. Das 39.383 crianças e adolescentes abrigadas atualmente, apenas 5.215 estão habilitadas para adoção. Isso representa menos de 15% do total, ou apenas um em cada sete meninos e meninas nessa situação.
Aprovada em 2009, a Lei Nacional da Adoção regula a situação das crianças que estão em uma das 2.046 instituições de acolhimento do país. A legislação enfatiza que o Estado deve esgotar todas as possibilidades de reintegração com a família natural antes de a criança ser encaminhada para adoção, o que é visto como o último recurso. A busca pelas famílias e as tentativas de reinserir a criança no seu lar de origem podem levar anos. Juízes, diretores de instituições e outros profissionais que trabalham com adoção criticam essa lentidão e avaliam que a criança perde oportunidades de ganhar um novo lar.
“É um engodo achar que a nova lei privilegia a adoção. Em vez disso, ela estabelece que compete ao Estado promover o saneamento das deficiências que possam existir na família original e a ênfase se sobressai na colocação da criança na sua família biológica. Com isso, a lei acaba privilegiando o interesse dos adultos e não o bem-estar da criança”, avalia o supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF, Walter Gomes.
Mas as críticas em relação à legislação não são unânimes. O juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Nicolau Lupianhes Neto avalia que não há equívoco na lei ao insistir na reintegração à família natural. Para ele, a legislação traz muitos avanços e tem ajudado a tornar os processos mais céleres, seguros e transparentes. “Eu penso que deve ser assim [privilegiar a família de origem], porque o primeiro direito que a criança tem é nascer e crescer na sua família natural. Todos nós temos o dever de procurar a todo momento essa permanência na família natural. Somente em último caso, quando não houver mais solução, é que devemos promover a destituição do poder familiar”, defende.
O primeiro passo para que a criança possa ser encaminhada à adoção é a abertura de um processo de destituição do poder familiar, em que os pais poderão perder a guarda do filho. Antes disso, a equipe do abrigo precisa fazer uma busca ativa para incentivar as mães e os pais a visitarem seus filhos, identificar as vulnerabilidades da família e encaminhá-la aos centros de assistência social para tentar reverter as situações de violência ou violação de direitos que retiraram a criança do lar de origem. Relatórios mensais são produzidos e encaminhados às varas da Infância. Se a conclusão for que o ambiente familiar permanece inadequado, a equipe indicará que o menor seja encaminhado para adoção, decisão que caberá finalmente ao juiz.
Walter Gomes critica o que chama de “obsessão” da lei pelos laços sanguíneos. “Essa ênfase acaba demonstrando um certo preconceito que está incrustado na sociedade que é a supervalorização dos laços de sangue. Mas a biologia não gera afeto. A lei acaba traduzindo o preconceito sociocultural que existe em relação à adoção.”
Uma das novidades introduzidas pela lei – e que também contribui para a demora nos processos - é o conceito de família extensa. Na impossibilidade de a criança retornar para os pais, a Justiça deve tentar a reintegração com outros parentes, como avós e tios. Luana* foi encaminhada ao Lar da Criança Padre Cícero quando tinha alguns dias de vida. A menina já completou 6 meses e ainda aguarda a decisão da Justiça, que deverá dar a guarda dela para a avó, que já cuida de três netos. A mãe de Luana, assim como a de vários bebês da instituição, é dependente de crack e não tem condições de criar a filha.
O chefe do Núcleo Especializado da Infância e Juventude da Defensoria Pública de São Paulo, Diego Medeiros, considera que o problema não está na lei, mas na incapacidade do Estado em garantir às famílias em situação de vulnerabilidade as condições necessárias para receber a criança de volta. “Como defensoria, entendemos que ela é muito mais do que a Lei da Adoção, mas o fortalecimento da convivência familiar. O texto reproduz em diversos momentos a intenção do legislador de que a prioridade é a criança estar com a família. Temos que questionar, antes de tudo, quais foram os esforços governamentais destinados a fortalecer os vínculos da criança ou adolescentes com a família”, aponta.
Pedro* chegou com poucos dias de vida ao Lar Padre Cícero. A mãe o entregou para adoção junto com uma carta em que deixava clara a impossibilidade de criar o menino e o desejo de que ele fosse acolhido por uma nova família. Mesmo assim, aos 6 meses de vida, Pedro ainda não está habilitado para adoção. Os diretores do abrigo contam que a mãe já foi convocada para dizer, perante o juiz, que não deseja criar o filho, mas o processo continua em tramitação. Na instituição onde Pedro e Luana moram, há oito crianças cadastradas para adoção. Dessas, apenas duas, com graves problemas de saúde, têm menos de 5 anos de idade.
Enquanto juízes, promotores, defensores e diretores de abrigos se esforçam para cumprir as determinações legais em uma corrida contra o tempo, a fila de famílias interessadas em adotar uma criança cresce: são 28 mil pretendentes cadastrados e apenas 5 mil crianças disponíveis. Para a vice-presidenta do Instituto Brasileiro de Direito da Família, Maria Berenice Dias, os bebês abrigados perdem a primeira infância enquanto a Justiça tenta resolver seus destinos. “Mesmo que eles estejam em instituições onde são super bem cuidados, eles não criam uma identidade de sentir o cheiro, a voz da mãe. Com tantas crianças abrigadas e outras tantas famílias querendo adotar, não se justifica esse descaso. As crianças ficam meses ou anos depositadas em um abrigo tentando construir um vínculo com a família biológica que na verdade nunca existiu”, critica.

Pesquisa do IBGE mostra carência de verde em cidades


Diego Pisante / Gazeta do Povo / Vista aérea da cidade de Curitiba Vista aérea da cidade de Curitiba
MEIO AMBIENTE

Um terço dos domicílios em áreas urbanas não têm uma árvore sequer em seu entorno. As cidades mais arborizadas do país são Goiânia e Belo Horizonte, Curitiba está em quinto lugar.

Às vésperas da Rio+20, Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, novos números do Censo 2010 mostram a carência de áreas verdes nas zonas urbanas do país e um índice elevado de domicílios com péssimas condições de esgotamento sanitário. Os números, divulgados nesta sexta-feira, revelam ainda altas taxas de iluminação pública e pavimentação.
Pela primeira vez, o Censo investigou as características do entorno dos domicílios, como iluminação pública, pavimentação, calçadas, meio-fio (guia), placas de identificação de ruas, praças e outros logradouros, rampa para cadeirantes, bueiros para escoamento de água de chuva, arborização, esgoto a céu aberto e lixo acumulado.
Foram analisados apenas os entornos de domicílios urbanos que estão localizados em quadras ou quarteirões. Com isso, parte das moradias de favelas ficaram fora da pesquisa. A pesquisa foi realizada em 96,9% dos domicílios particulares urbanos do país
Um terço dos domicílios em áreas urbanas não têm uma árvore sequer em seu entorno. São 14,9 milhões de moradias (32% do total pesquisado) onde vivem 50,5 milhões de pessoas (33%). A Região Norte é a mais carente em áreas verdes. O índice de domicílios urbanos sem árvores no entorno chega a 63,3%. A melhor cobertura verde está nas áreas urbanas do Sudeste, onde apenas 26,5% das residências não têm árvores por perto. O levantamento leva em conta apenas as árvores existentes no entorno dos domicílios e não considera as que ficam, por exemplo em jardins internos.
A falta de área verde é muito mais acentuada nos domicílios pobres. Nas moradias com renda per capita mensal de até um quarto do salário mínimo, 43,2% não têm árvores no entorno. O índice cai quase à metade, para 21,5%, nos domicílios de renda de mais de dois salários mínimos por pessoa.
A melhor taxa de arborização está nos pequenos municípios de até 20 mil habitantes, onde 29,4% dos domicílios não têm árvores plantados ao redor. O pior desempenho é das cidades médias com população de 100 mil a 200 mil habitantes: 34,6% das residências não têm árvores no entorno.
As cidades mais arborizadas do país, segundo o levantamento do IBGE, são Goiânia (89,5% dos domicílios), Campinas (88,4%), Belo Horizonte (83,0%) e Porto Alegre (82,9%). Curitiba está apenas em quinto lugar, com 76,4%.
Cidade anfitriã da conferência da ONU, o Rio de Janeiro está em nono lugar em índice de arborização, entre as 15 cidades com mais de 1 milhão de habitantes. Entre os domicílios urbanos cariocas, 72,2% têm árvores no entorno. O melhor índice entre as grandes cidades é de Goiânia, com 89,5% de domicílios com árvores em volta. São Paulo está em sexto lugar, com 75,4% de residências em áreas arborizadas.
Em plena Floresta Amazônica, Manaus é a segunda grande cidade com pior índice de arborização do país. Apenas um em cada quatro domicílios (25,1%) de Manaus tem pelo menos uma árvore plantada em seu entorno, mostra levantamento do IBGE feito nos municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes. A capital do Amazonas perde apenas para Belém, onde somente 22,4% das moradias têm árvores por perto.

Planalto deixa para hoje o anúncio dos vetos ao Código Florestal


Evaristo Sá/AFP /
MEIO AMBIENTE

Esta sexta-feira é o último dia para que Dilma Rousseff decida o que fazer com o texto aprovado pelos deputados em abril. Interlocutores da presidente garantem que apenas alguns artigos serão vetados.

O governo federal vai anunciar apenas hoje quais serão os vetos ao novo Código Florestal. Esta sexta-feira é o prazo limite para que a presidente sancione ou vete o texto em partes ou na íntegra. A versão do código aprovada pela Câmara dos Deputados desagradou ao Planalto, que preferia a versão do Senado Federal, considerada mais equilibrada entre as reivindicações de ambientalistas e ruralistas. Apesar disso e das pressões externas que o Planalto vem sofrendo para vetar o texto na íntegra, interlocutores da presidente Dilma Rousseff afirmam que não existe a possibilidade de veto total.

O objetivo o Planalto é apresentar hoje, em um anúncio formal, os artigos que serão vetados e como regulamentará os temas suprimidos. Ontem, a presidente Dilma se reuniu com os líderes do governo na Câmara, no Senado e no Congresso – Arlindo Chinaglia (PT-SP), Eduardo Braga (PMDB-AM) e José Pimentel, respectivamente – para explicar a decisão do governo.
Agronegócio
Ruralistas preparam estratégia de reação
A bancada ruralista no Congresso prepara a estratégia de reação aos possíveis vetos da presidente Dilma Rousseff (PT) ao novo Código Florestal. De acordo com o deputado Abelardo Lupion (DEM-PR), o texto do projeto tem a lógica de um sistema. Portanto, o veto de algum ponto pode prejudicar a aplicação do restante do texto.
Ele explica que, caso a presidente vete, por exemplo, o artigo que trata das medidas das Áreas de Preservação Permanente (APPs), teria de haver uma regulamentação imediata para suprimir a lacuna, sob risco de invalidar a aplicação de toda a lei.
Segundo Lupion, caso esse e outros pontos sejam vetados, a bancada ruralista pode optar por duas soluções. ”Já temos estudos de vários juristas para embasar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal e temos também a possibilidade de editar um decreto legislativo para corrigir um eventual vácuo legal produzido pelo veto.”
Lupion, no entanto, disse acreditar que Dilma tomará os cuidados necessários para que a questão seja tratada de maneira técnica e não ideológica ou política. “Ela vai perceber que quem critica o texto do código, o faz por desconhecimento ou má intenção.”
Sandro Moser
Até o início da noite de ontem, a presidente e os ministros ligados ao tema – Izabela Teixeira (Meio Ambiente), Mendes Ribeiro (Agricultura), Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário), Gleisi Hoffman (Casa Civil) e Luis Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) – ainda estavam reunidos para concluir os vetos que serão apresentados.
Embora hoje seja o último dia para que o governo decida o que fará com o texto aprovado em abril, a assessoria jurídica da Presidência avaliou que os vetos não precisam necessariamente ser publicados no Diário Oficial dessa sexta-feira. Na avaliação do Planalto, é necessário somente que a presidente assine a sanção da lei, vetando os artigo que considerar necessários.
1,9 milhões de brasileiros pedem veto total
Na véspera do fim do prazo para a presidente Dilma Rousseff vetar ou sancionar o novo Código Florestal, o governo federal recebeu uma petição com 1,9 milhão de assinaturas pedindo que a presidente vete o texto aprovado pela Câmara dos Deputados.
O documento foi entregue pela Avaaz – organização global de campanhas – aos ministros Gleisi Hoffmann, Gilberto Carvalho e Izabela Teixeira. Além da entrega de assinaturas pró-veto, manifestante realizaram uma série de atos em Brasília ontem para pedir que Dilma barre o novo código. Houve, inclusive, uma serenata em frente ao Palácio do Planalto, com representantes de movimentos sociais, ONGs e estudantes. A mobilização também ocorreu na internet. No Twitter houve um tuitaço com a hastag #vetatudodilma para pressionar a presidente.