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Professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino - Governo do Paraná

sábado, 2 de junho de 2012

100 Erros comuns em Redação


Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior frequência, merecem atenção redobrada. Veja os cem mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles.

1. "Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
2. "Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
3. "Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.
4. "Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam ideias.
5. Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.
6. Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.
7. "Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.
8. "Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.
9. "Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.
10. "Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.
11. Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.
12. Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.
13. O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.
14. Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinquenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).
15. Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.
16. Comprei "ele" para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.
17. Nunca "lhe" vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.
18. "Aluga-se" casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.
19. "Tratam-se" de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.
20. Chegou "em" São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.
21. Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.
22. Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.
23. Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.
24. O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.
25. A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.
26. Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.
27. "Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.
28. Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.
29. A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.
30. Soube que os homens "feriram-se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.
31. O peixe tem muito "espinho". Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O "fuzil" (fusível) queimou. / Casa "germinada" (geminada), "ciclo" (círculo) vicioso, "cabeçário" (cabeçalho).
32. Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
33. "Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.
34. O governo "interviu". Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.
35. Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.
36. "Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.
37. A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.
38. A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.
39. Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.
40. Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.
41. Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.
42. "Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.
43. Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.
44. Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
45. Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.
46. Lute pelo "meio-ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.
47. Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.
48. O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos") leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não "junto ao") Procon.
49. As pessoas "esperavam-o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
50. Vocês "fariam-lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá-se"). / Os amigos nos darão (e não "darão-nos") um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo "formado-me").
51. Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
52. Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.
53. A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.
54. Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.
55. Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.
56. Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.
57. O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
58. À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.
59. Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).
60. Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
61. A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)
62. Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.
63. Acordos "políticos-partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.
64. Fique "tranquilo". O u pronunciável depois de q e g e antes de e e i exige trema: Tranquilo, consequência, linguiça, aguentar, Birigui.
65. Andou por "todo" país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
66. "Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.
67. Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.
68. Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.
69. Chamei-o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").
70. Vou sair "essa" noite. É este que desiga o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).
71. A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.
72. A promoção veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa ma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.
73. Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.
74. Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.
75. Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.
76. Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeque", etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.
77. Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja", etc.
78. Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem "reavejo", "reavê", etc.
79. Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.
80. O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.
81. A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa ideia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...
82. Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria "comunicou" os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.
83. Venha "por" a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), polo e polos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço, etc.
84. "Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.
85. A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).
86. Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).
87. O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.
88. Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.
89. "Causou-me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).
90. A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não "foram punidas").
91. O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.
92. "Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
93. A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.
94. É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...
95. Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não "para si").
96. Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.
97. A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m, 10 kg.
98. "Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas ideias...
99. Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.
100. "Ao meu ver". Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.

Desabafo e Apoio - Para que serve a Escola?


Olá Pessoal

  Conto com vocês para divulgar e apoiar esta denúncia, onde fui humilhada e desacreditada perante  ouvidoria da SEED que ignorou o crime de desacato aos funcionários da nossa Escola agindo com autoritarismo....leiam o relato e repassem aos colegas da educação.

  Obrigado
 
MIRIA CHEPAK

RELATO DA DIRETORA AUXILIAR MIRIA F. DE ASSIS CHEPAK
 
   Eu, Miria Freitas de Assis Chepak,diretora auxiliar do Colégio Estadual Amyntas de Barros no Município de Pinhais,venho relatar a situação constrangedora que passei nos dias 22 e 23 de maio onde a ouvidoria da SEED me procurou para esclarecimentos da denúncia do aluno Maicon Roberto de Lima Moraes de vinte anos,matriculado no 2º ano do Ensino Médio no período noturno.Relatei que no dia 17/05 o aluno estava gazeando aula na quadra esportiva e recusou-se a entrar na sala,discutindo com a inspetora e chutando a bola dizendo? vai pegar otária?, depois disso desacatou a diretora e pedagoga e saiu da Escola, após o ocorrido, sua mãe ligou para a diretora xingando-a de ? vadia?. Comuniquei ao ouvidor que o aluno não tem limites e não respeita professores e funcionários e que fizemos a ata do ocorrido, bem como um Boletim de Ocorrências na delegacia. Diante de todos os fatos, a ouvidoria, primeiro na pessoa do Sr. Kury (22/05) depois o Sr.Petry ( 23/05) alegaram que o aluno tem o direito de continuar estudando e que ele poderá ser transferido somente quando ele quiser , encaminhando o aluno para a Escola novamente. Eu argumentei e tentei relatar todas as situações de desrespeito ocorrido nos últimos três anos pelo aluno e fiquei indignada com a falta de compreensão dos ouvidores que menosprezaram as atitudes pedagógicas da escola questionando minhas explicações e alegando sempre os direitos do aluno dizendo que a escola não está sabendo lidar com a situação e que eu não poderia chamar a patrulha escolar nesta situação, mesmo eu alegando todo o desacato do aluno e que ele não atende as solicitações de diálogo com a equipe pedagógica e direção escolar. Não vou relatar agora todos os detalhes de constrangimento que passei durante a conversa com os ouvidores, mas tentei justificar nossas atitudes e  disse que iria convocar o Conselho Escolar para me ajudar com a situação e o ouvidor Petry disse que nem mesmo o Conselho teria autonomia na decisão deste aluno que quer continuar na Escola. O pior de tudo que ele conversou comigo por telefone diante deste aluno e disse que ele tem que saber dos seus direitos e depois disso ligou para a pedagoga Sebastiana para ela providenciar a entrada deste aluno hoje, ficando no portão da Escola para recebê-lo e zelar para que o mesmo não seja ferido em sua integridade, insinuando que estamos agredindo ao aluno em situação contraria ao que vem ocorrendo. E onde ficam nossos direitos de sermos tratados com dignidade e respeito enquanto funcionário público da instituição de ensino? A quem vamos recorrer nas situações de desacato se a própria ouvidoria da SEED nos oprime julgando-nos incapazes diante das decisões do Colegiado Escolar?
Gostaria de contar com o apoio do NREAM- Norte, dos diretores e professores de Pinhas que conhecem meu trabalho na área da Educação, pois acredito ainda que somente através dela conseguiremos transformar a realidade social.   
                                     
 Pinhais, 23/05/2012

O trânsito de Vênus

Stan Honda/AFP / Imagem do trânsito de Vênus (o ponto escuro na parte inferior direita do Sol) ocorrido em 8 de junho de 2004, feita por Laurent Banguet e Richard Ingham, em Nova York

O trânsito de Vênus

Semelhante a um eclipse e visível em boa parte do mundo, o fenômeno ajuda cientistas na pesquisa de planetas extrassolares.
As próximas terça e quarta-feira serão dias grandes para a astronomia. É quando ocorre o trânsito de Vênus, visível em boa parte do mundo, mas não no Brasil – a não ser pelo extremo oeste do país. Depois deste, o próximo será só em 2117.
Em séculos anteriores, o fenômeno já ajudou na medição do tamanho da Terra e da distância entre o globo terrestre e o Sol. Com a era espacial, radares passaram a fazer o serviço que antes era realizado mais à base de cálcu­­los e observação. Porém, rapidamente, os cientistas descobriram outra utilidade para o fenômeno astronômico.
2117
é ano do próximo trânsito de Vênus, depois do fenômeno que ocorre nos próximos dias 5 e 6. O Brasil poderá ver todo o evento em 2125.
A passagem de Vênus entre o Sol e a Terra ganha o no­­me de “trânsito” porque não­­ chega a ser um eclipse so­­lar, embora seja semelhante. Pelo tamanho e pela posição dos planetas – além de Vênus, há também o trânsito de Mercúrio –, eles não chegam a tapar o Sol.
“Vênus produz uma pequeníssima diminuição na luz solar observada, como um ruído. Assim podemos observar as características da atmosfera do planeta que transita”, explica o astrônomo Dietmar William Foryta, professor do­­ departamento de Física da­­ Universidade Federal do Para­­ná (UFPR).
Tudo que se sabe em relação a Vênus pode então ser usado para entender melhor planetas que existem fora do Sistema Solar, os chamados planetas extrassolares, que orbitam outras estrelas. “A observação de fenôme­­nos astronômicos raros despertam o inte­­resse pela As­­tro­­­­­­nomia e­­ ciência em geral.­­ Vários ques­­tio­­namen­­tos so­­bre­­­­ o Uni­­ver­­so­­ são imedia­­ta­­men­­te des­­per­­­­tados quando um­­ leigo­­ vis­­lum­­­­bra um­­ fe­­­­­­­­nô­­meno­­ as­­tro­­­­­­­­nômico­­ in­­co­­­­­mum”, diz­­ o­­ pro­­­­fessor­­ de Fí­­­­si­­­­ca Rogério To­­nio­­­lo, da Pon­­tifícia Univer­­si­­dade Católica do Paraná (PUC­­PR).
A Agência Espacial Ame­­ricana (Nasa, na sigla em inglês) fará uma transmissão ao vivo do trânsito de Vênus em sua página na internet, a começar às 18h30 de terça-feira. Mais tarde, vídeos do fenômeno devem aparecer no YouTube.
Para José Luís Manoel da Silva, diretor do Observatório Astronômico e Planetário do Colégio Estadual do Paraná, ver o fenômeno “é como apertar a mão de um craque de futebol”.
O trânsito de Vênus será do Leste para Oeste e terá a duração de 6 horas e 40 minutos, de acordo com cálculo feito pela Nasa.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sol sobreviverá à colisão da Via Láctea com Andrômeda


De acordo com os modelos, o Sistema Solar, e a Terra, deverão sobreviver à colisão, mas provavelmente serão lançados a uma nova região do espaço.

Astrônomos da Nasa usaram dados do telescópio espacial Hubble para simular um dos eventos mais extremos que nossa vizinhança cósmica vai passar, o choque da Via Láctea com a galáxia de Andrômeda (M31), prevista para acontecer daqui a 4 bilhões de anos. De acordo com os modelos, o Sistema Solar, e a Terra, deverão sobreviver à colisão, mas provavelmente serão lançados a uma nova região do espaço.
"Nossos achados são estatisticamente consistentes com uma colisão de frente entre Andrômeda e nossa Via Láctea", disse Roeland van der Marel, do Space Telescope Science Institute (STScI), que administra o Hubble.
A simulação foi possível após detalhada análise de dados do telescópio espacial sobre o movimento de Andrômeda. A galáxia hoje está a cerca de 2,5 milhões de anos-luz de distância, mas avança velozmente em direção da Via Láctea devido à atração gravitacional mútua. O modelo ostra ainda que serão necessários outros 2 bilhões de anos para que as duas galáxias se unam completamente, deixando para trás seus formatos espirais e transformando-se em uma imensa galáxia elíptica.
"Depois de quase um século de especulação sobre o futuro destino de Andrômeda e da Via Láctea, finalmente temos um cenário claro de como os eventos vai se desdobrar nos próximos bilhões de anos", contou Sangmo Tony Sohn, também do STScI.
Embora as galáxias entrem em choque, as estrelas dentro delas estão tão afastadas uma das outras que elas não deverão colidir no encontro. Apesar disso, elas serão lançadas em novas órbitas em torno do novo núcleo galáctico e as simulações indicam que nosso Sistema Solar provavelmente será lançado para mais longe dele do que atualmente está.
Para deixar tudo ainda mais complicado, no entanto, a galáxia do Triângulo (M33), anã companheira de Andrômeda, vai se juntar à colisão e provavelmente se fundir ao par Andrômeda-Via Láctea. Há ainda uma pequena chance da M33 se chocar com a Via Láctea antes de Andrômeda.

Será que O Nordeste poderia se transformar numa DUBAI brasileira???????????


Seca no nordeste deixa 800 municípios em situação de emergência.

Um total de 800 municípios do Nordeste se encontram em situação de emergência devido à seca, depois do Governo declarar nesta sexta-feira que 25 novas cidades do estado da Paraíba estão nesta circunstância.
A declaração de emergência obriga à Secretaria Nacional de Defesa Civil a garantir o acesso da população do município aos programas de ajuda e a aprovar subsídios aos agricultores com suas colheitas afetadas.
O ministro de Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, analisou a situação nesta semana em reunião com parlamentares regionais para discutir ações que minimizem os efeitos da seca na zona.
O Governo pôs à disposição dos municípios uma linha de crédito de emergência por um valor total de RS$ 1 bilhão com taxas de juros subsidiadas, como forma de destinar dinheiro à economia local.
Na Bahia, 2,7 milhões de pessoas foram afetadas pela falta de chuvas, segundo a Coordenadora de Defesa Civil do estado (Cordec). A seca também afeta municípios do Ceará e Rio Grande do Norte.
Nessas regiões, os governos devem contratar Em todas estas regiões os Governos locais deveram contratar caminhões-pipa para abastecer de água às cidades mais afetadas.

Dubai: Antes e Depois


Dubai: Antes e Depois

Dubai 

certamente deve o lugar do mundo onde ocorreram as mais rápidas transformações em decorrência da ação humana. As fotos abaixo ilustram um pouco da admirável metamorfose dessa cidade, situada nos Emirados Árabes Unidos (veja a localização no Google Maps).



XIXNo início do Século XIX, Dubai já era importante polo de comércio e movimentado porto de escala para os comerciantes estrangeiros, principalmente para os que vinham da Índia.


1960Na década de 60, com o declínio do comércio de pérolas, inicia-se a exploração do petróleo, fato que impulsiona o desenvolvimento urbano e atrai imigrantes de todos os continentes.


1990Na dédade de 90, Dubai começa a expandir-se para outras áreas adjacentes à cidade velha.


1993A expansão acontece à velocidade da luz eDubai dá evidências de que se tornaria uma cidade de grandes proporções.


2003Em poucos anos, o lugar já se transformara em megalópole, apresentando a silhueta das populosas cidades ocidentais.


2007Dubai consolida-se como centro de modernidade urbana, com projetos idealizados por arquitetos de renome mundial.







2009A cidade já apresenta sinais de saturação imobiliária. A especulação e os investimentos foram altos e os seus administradores se dão conta de que não tiveram o retorno qualitativo e quantitativo que esperavam.











2012De todo modo, as construções prosseguem e a cidade cada vez mais é conhecida pela sua feição futurista, marcada por grandes eventos esportivos e culturais. Dubai firma-se como a Meca do Turismo e do Consumo no mundo árabe.










Dubai no Google Maps | Clique para ampliar

Obama ordenou onda de ataques cibernéticos ao Irã, diz "NYT"


A operação, chamada de "Jogos Olímpicos", começou após um erro de programação dos cientistas iranianos que revelou informações sigilosas sobre a usina nuclear de Natanz, em meados de 2010.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou uma série de ataques cibernéticos aos sistemas que controlam o programa nuclear do Irã, de acordo com reportagem do jornal "New York Times" divulgada nesta sexta-feira (1º).
Segundo a publicação, a operação, chamada de "Jogos Olímpicos", começou após um erro de programação dos cientistas iranianos que revelou informações sigilosas sobre a usina nuclear de Natanz, em meados de 2010.
Após colher o fragmento, os americanos desenvolveram, junto com Israel, um vírus para atingir o sistemas iranianos. O código, conhecido como Stuxnet, foi descoberto por cientistas de Teerã, mas, mesmo assim, Obama ordenou os ataques cibernéticos.
Foram desenvolvidas versões atualizadas do vírus, que chegaram a paralisar temporariamente de mil a 5.000 centrífugas de Natanz, que são responsáveis pelo enriquecimento de urânio. As informações foram divulgadas por funcionários de segurança americanos, europeus e israelenses.
De acordo com o vice-presidente da empresa de antivírus Symantec, Carey Nachenberg, o código é 50 vezes maior que um vírus de internet comum.
Sabotagem
O "New York Times" informa que os ataques aconteceram nos últimos 18 meses e diminuíram o ritmo de enriquecimento de urânio nas usinas iranianas. Teerã negou que o Stuxnet tenha interferido nas operações, mas afirma que detectou o código.
Nos últimos meses, o Irã anunciou o desenvolvimento de um departamento do Exército especializado em segurança passiva para enfrentar os ataques ocidentais.
Apenas recentemente os Estados Unidos reconheceram que interferem em sistemas de inimigos, ainda que tenham admitido ter entrado apenas em sites do grupo terrorista Al Qaeda.

À Educação: “10% do PIB, já!”


À Educação: “10% do PIB, já!”

A campanha “10% do PIB, já!”, apoiada pela professora-educadora Amanda Gurgel, visa sensibilizar o Poder Executivo e o Poder Legislativo a destinarem à educação 10% do Produto Interno Bruto do país.

Para superar dificuldades como: baixos salários, transporte precário, salas de aula superlotadas e até a proibição a professores/as de comerem a merenda oferecida aos alunos, possam ser superadas.

Amanda Gurgel é aquela distinta professora do Rio Grande do Norte, que, revoltada com as agruras de lidar com a educação, resolveu dar um depoimento que silenciou deputados do RN em audiência pública. E, após sua fala fazer sucesso no You Tube, ela virou uma liderança nacional de sua classe. Veja o vídeo

A partir de então, a educadora Amanda, promove a campanha. E entre as suas mobilizações, além de estar visitando várias cidades do país, está organizando, para o dia 31/5, às 20h, um novo tuitaço #dezporcentodopibja

Somando-se a estas ações, há ainda um abaixo-assinado online - aqui

Apoie! Eu apoio totalmente esta campanha: 10% DO PIB JÁ!

Nova droga pode ter motivado caso de canibalismo em Miami


Frame de vídeo do último sábado exibe policiais ao lado do homem nu (segundo à direita sob a ponte), que foi morto após se recusar a parar de mastigar .... Foto: AP
Frame de vídeo do último sábado exibe policiais ao lado do homem nu (segundo à direita sob a ponte), que foi morto após se recusar a parar de mastigar o corpo de sua vítima
Foto: AP

A polícia de Miami investiga se o estranho caso do homem que comeu parte do rosto de outro antes de ser morto pela polícia teria sido motivado pelos efeitos de um novo tipo da droga LSD conhecido como "Sais de banho".
A substância provoca um aumento da temperatura corporal e torna a pessoa mais agressiva, informou nesta terça-feira o médico Paul Adams, do Hospital Jackson Memorial de Miami, à rede de televisão "ABC". A vítima, que permanece em estado crítico no centro médico, perdeu quase 75% do rosto.
O agressor foi identificado como Rudy Eugene, de 31 anos. Ele estava completamente nu no momento dos fatos, e comeu as orelhas, o nariz e parte da testa do outro rapaz.
O crime aconteceu no sábado passado no viaduto McArthur, no centro da cidade, a caminho de Miami Beach, e tem deixado a população amedrontada.
O presidente do sindicato da polícia de Miami, Armando Aguilar, disse que pode haver semelhança entre este caso e outros recentes envolvendo "Sais de banho".
"As pessoas tiram a roupa, de repente adquirem uma força sobre-humana, se tornam violentas e ficam queimando por dentro", explicou Aguilar à "ABC".
Ele revelou que, em um dos casos envolvendo a droga, o sujeito estava caminhando sem roupa e foi atropelado por um taxista. O indivíduo pulou no teto do veículo e foram necessários 15 policiais para detê-lo.
No caso do homem que se alimentou do rosto de outro, uma testemunha que disse ter visto o ato de canibalismo quando andava de bicicleta pela área.
"O homem estava comendo o outro com a boca. Então lhe disse: 'sai daí'. O rapaz continuou cometendo o crime, arrancando a pele do cara", declarou Larry Vega ao canal "WPLG".
Vega chamou a polícia e, quando um agente chegou ao local e tentou deter o sujeito, este apenas lhe grunhiu e voltou a devorar a vítima, que estava deitada no chão, sem roupas.
O policial disparou uma vez, mas o indivíduo continuou mastigando o rosto da vítima e acabou morrendo após receber vários tiros.
"Nunca pensei que veria alguém devorando outra pessoa. Isso foi realmente espantoso", reconheceu Vega.
O terrível caso foi gravado pelas câmeras de segurança do jornal "The Miami Herald", cuja sede se encontra próxima ao local do crime.
As autoridades investigam se o agressor era morador de rua. O jornal "El Nuevo Herald" indicou nesta quarta-feira que policiais identificaram a vítima como Ronal Poppo, de 65 anos.

Brasileiros vão sofrer mais com osteoporose


Até 2020, casos da doença que enfraquece os ossos devem crescer 15% entre brasileiros com mais de 50 anos.

Os brasileiros estão cada vez mais expostos à osteoporose. Dados divulgados ontem pela Fundação Internacional de Osteoporose (IOF, na sigla em inglês) revelam que 33% das mulheres e 16% dos homens acima dos 65 anos têm a doença no país. A pesquisa, uma espécie de auditoria que compilou estudos sobre osteoporose em 14 nações latino-americanas, também aponta que os casos de fratura de quadril, por exemplo, um dos mais graves, devem crescer 15% no Brasil nos próximos oito anos, passando de 121 mil neste ano para 140 mil em 2020.
Os números em relação à fratura de coluna também preo­­cupam: atualmente, 27,5% das mulheres e 31,8% dos homens acima dos 65 anos apresentam problemas nesta área do corpo, que costuma aparecer por meio das chamadas “corcundas” em idosos. As mulheres são as principais vítimas, principalmente após a menopausa: estima-se que, de 21 milhões de brasileiras com mais de 50 anos, 2,9 milhões vivam com este tipo de fratura, que causa dor, incapacidade de realizar atividades diárias e diminui a altura da paciente em até seis centímetros.
Modo de vida
Atitudes simples ajudam a prevenir a doença
Para evitar uma doença que gera dores excruciantes, incapacita e até leva à morte, bastam atitudes simples, tomadas individualmente ou em conjunto com o médico. No campo da prevenção contra a osteoporose, é importante tomar sol – responsável por 90% da absorção de vitamina D pelo organismo humano e a consequente produção de cálcio –; ingerir verduras, leite e alimentos ricos em cálcio; realizar exercícios físicos e não fumar.
O professor do curso de Medicina da Faculdade Evangélica Bruno Perotta explica que também é importante comentar com o médico sobre eventual necessidade de realizar hemograma e descobrir o nível de vitamina D no sangue, e, se for o caso, ingerir a vitamina por meio de medicamentos.
Quem já passou dos 50 anos – em especial mulheres na menopausa – deve comentar com o médico sobre o exame de densitometria óssea. A ação é importante principalmente levando-se em conta que a osteoporose é assintomática e só costuma gerar dor quando o caso é grave e exige internação, cirurgia e imobilização por gesso. (VP)
140 mil
brasileiros devem receber o diagnóstico de osteoporose em 2020 – 15% a mais do que neste ano, segundo projeção da Fundação Internacional de Osteoporose.
A principal explicação para essa escalada da doença vem na esteira de uma boa notícia: o brasileiro está vivendo mais. “A osteoporose pode ocorrer em qualquer fase da vida, mas é na velhice, quando a dose de hormônios sexuais diminui no corpo, que ocorre a maioria dos casos”, explica o professor de Medicina da Faculdade Evangélica de Curitiba Bruno Perotta. Isso porque hormônios como estrogênio e testosterona têm a capacidade de reter o cálcio no organismo.
Políticas públicas
A má notícia é que, ao contrário de doenças também típicas da terceira idade, como hipertensão e diabete, a osteoporose ainda sofre de um diagnóstico precário, fruto da pouca importância dada pelo governo ao tema e do desconhecimento da classe médica sobre como identificá-la. Essa é a opinião do ginecologista Bruno Muzzi Camargos, presidente da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), entidade que participou da pesquisa internacional.
De acordo com o médico, não há políticas públicas que reforcem duas atitudes básicas nas áreas de prevenção e diagnóstico: exigir que os alimentos tenham maior adição de vitamina D e esclarecer a população e os médicos sobre a importância da densitometria óssea, exame que atesta a densidade dos ossos. Segundo a Abrasso, existem 1.850 densitômetros espalhados pelo país – 97% deles em clínicas particulares. “É como se o pobre não tivesse osteoporose”, critica Camargos.
A entidade defende que a densitometria óssea se torne tão importante quanto a mamografia e o eletrocardiograma. “O custo para o país de negligenciar o problema é muito grande. A osteoporose leva a cirurgias e internação, causa dependência e morte.” Hoje, 97% das fraturas de quadril necessitam de cirurgia e um período de internação de, no mínimo, 11 dias. Cada paciente custa em torno de R$ 8 mil ao governo. Já um densitômetro custa cerca de R$ 100 mil e cada exame pe­­lo SUS, R$ 36.

Médicos do HC voltam às atividades a partir desta sexta-feira

Profissionais continuam em estado de alerta, mas suspenderam a greve para não prejudicar a população.
Em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (31), os médicos servidores federais doHospital de Clínicas (HC) decidiram retomar as atividades a partir da sexta-feira (1).
Durante os quatro dias de greve, mais de 4 mil consultas foram canceladas e até quarta-feira (30), 42 cirurgias eletivas foram desmarcadas.
Ao retomar as atividades, Eduardo Lourenço, chefe de urgência e emergência do HC, diz que os médicos sabem do transtorno causado e que estão preparados para a sobrecarga de trabalho. “Sabemos da importância do hospital no atendimento às pessoas e do impacto que teve a paralisação”, declarou.
Segundo o Sindicato de Médicos do Paraná (Simepar), a categoria pode voltar a paralisar caso o governo não reveja os artigos da Medida Provisória (MP) 568/12. Eles se reúnem novamente na quarta-feira (6) para deliberar se aderem à paralisação dos servidores técnico-administrativos do HC, que inicia no dia 11. “Se o governo não nos der uma resposta satisfatória, tudo é possível. Será uma decisão da maioria”, disse Lourenço.
Negociações
Durante os dias de paralisação, a categoria e o reitor negociaram com o governo. Os médicos se reuniram com o deputado revisor da medida provisória, Osmar Serraglio (PMDB-PR) no dia 29 e o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Zaki Akel Sobrinho, foi ao Ministério do Planejamento e à Casa Civil na quarta-feira (30). Ele saiu otimista das reuniões com outros reitores de universidades federais com Sérgio Carneiro, do Departamento de Relações de Trabalho no Serviço Público e com Sérgio Mendonça, Secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público.
De acordo com Zaki Akel, o chefe de gabinete da Casa Civil, Carlos Carboni, disse que há espaço para rever a medida provisória e que uma equipe de técnicos do Ministério do Planejamento estuda o assunto.