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domingo, 10 de junho de 2012

Museus cariocas entram no clima da Rio+20


MAM e CCBB-Rio recebem exposições gratuitas com temática voltada ao meio ambiente

Foto: Divulgação"Quando todos calam", de Berna Reale (2009)
Cerrado e Amazônia se encontram em museus cariocas. Como parte dos eventos paralelos da Rio + 20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será realizada de 13 a 22 de junho na cidade, duas exposições prometem agitar os corredores do CCBB e do MAM, dois dos mais importantes museus do Rio.
Desde o dia 28, o CCBB-Rio sedia a exposição “Amazônia, ciclos de modernidade”, com curadoria de Paulo Herkenhoff. A mostra apresenta a história da modernidade na região amazônica, com cerca de 300 obras, desde o século 18 até os dias atuais.A exposição apresenta a cultura visual da floresta, sua arte e particularidades antropológicas. São mil metros quadrados ocupados por fotografias, pinturas, aquarelas, desenhos, esculturas, objetos, vídeos e documentos raros. Na rotunda, uma instalação de arte popular criada por artesãos de Parintins mostra uma grande árvore onde se encontram animais da região amazônica, arbustos do açaí e do guaraná.
Foto: Divulgação"Avenida São Jerônimo", óleo sobre tela
A primeira sala da exposição trata do estranhamento que é se aventurar na floresta. O visitante é recebido numa sala escurecida uma cena em que o índio Ymá Nhandehetama discorre sobre a condição indígena no Brasil. Uma pintura de Emmanuel Nassar e uma escultura de Frans Krajcberg apontam para as aflições da natureza amazônica, uma imagem de Serra Pelada de Sebastião Salgado fixam o imaginário da cena bíblica monumental da exploração do ouro. O imaginário amazônico, com seus fantasmas construídos sobre a natureza está numa pintura de Flávio-Shiró e na escultura de Maria Martins.
Leia também: Tudo sobre a Rio + 20
A sala do Iluminismo apresenta cerca de 100 obras do acervo da Fundação Biblioteca Nacional. Mapas raros, desenhos originais de Alexandre Rodrigues Ferreira e Antonio Landi, além de maquetes do Museu Naval e obras de Adriana Varejão e Marcone Moreira. Destaque ainda para a sala reservada do Museu Paraense Emílio Goeldi (Museu Goeldi), que mostra a transição para uma Amazônia moderna, sob o impacto do evolucionismo e de outras teorias (nova ciência) e também da Antropologia na constituição do saber. O espectador fica diante de uma ciência sobre a Amazônia e feita na Amazônia.
Cerrado em debate 

O artista plástico Siron Franco promoverá um videoinstalação multissensorial gratuita no Museu de Arte Moderna (MAM), centro do Rio, de 12 a 23 de junho. A mostra “Brasil Cerrado” foi criada especialmente a Rio+20, a pedido da ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira.
Foto: Divulgação“Exposição Brasil Cerrado” – Siron Franco
Serão mais de 600 metros quadrados de área montada do salão principal do museu, distribuídas em quatro salas e dois mega painéis. A exposição contará com sonorização dos espaços, aplicação de essências específicas do Cerrado brasileiro e a presença de elementos sensoriais como água e calor nos diferentes ambientes.
A destruição que assola o cerrado dá a tônica da segunda parte da instalação. A sensação de perda e de urgência fica clara e o visitante passa a entender as necessidades imperativas das ações de proteção ambiental do bioma do Cerrado, o segundo maior do país. “A intenção é provocar conforto e desconforto. Apresento o acolhimento que a natureza nos proporciona e também a destruição que o homem vem causando”, afirma Siron Franco.
SERVIÇO :
“Amazônia, ciclos de modernidade”
Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB RJ 
Rua Primeiro de Março, 66. Centro 
Tel: 21 3808-2020
Terça a domingo, 9h às 21h 
Até 22 de julho
Entrada gratuita
“Exposição Brasil Cerrado” – Siron Franco
Museu de Arte Moderna (MAM)
Av. Infante Dom Henrique 85 - Parque do Flamengo
Tel: 21 2240-4944 
12 a 23 de junho
Segunda a sexta, 11h às 18h /sábados, domingos e feriados, 11h às 19h 
Entrada gratuita
Foto: Divulgação"Estradas de seringas" (1984), no CCBB

Como o choque térmico faz mal à saúde


Mudança brusca de temperatura facilita infecções respiratórias e doenças cardíacas



Getty Images
Temperaturas baixas: frio prejudica as defesas do corpo e favorece problemas cardíacos

A mudança brusca de temperatura, uma das características do aquecimento global, preocupa especialistas da medicina por trazer uma série de complicações à saúde.
Segundo os médicos de diversas especialidades, as infecções respiratórias são facilitadas nessas condições e todo o sistema cardiovascular é comprometido, ampliando o risco de infartos eacidente vascular cerebral (AVC).
Entre hoje e amanhã (6 e 7), quem vive no sul do País estará exposto a todas estas consequências. Em São Paulo, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de que a temperatura caia 10 graus. Até sexta-feira (8), é provável que os termômetros registrem outros 5 graus a menos, uma amplitude térmica de 15 graus acumulada em 48 horas.
No corpo
Quando os termômetros apresentam variação tão repentina na temperatura, uma das primeiras sequelas no organismo se dá no nariz, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Roberto Sturbulov.
“Os cílios nasais – pequenos fios responsáveis por fazer o filtro das substâncias tóxicas que entram nos corpo – ficam com dificuldade de movimentação”, explica o médico.
A imobilidade na parte corpórea que realiza a “faxina” de vírus e bactérias antes da passagem dos mesmos por garganta, faringe, laringe e pulmões, acarreta o acúmulo de germes nessas regiões, transformando-se em uma esponja de doenças respiratórias de todo tipo, como gripespneumonias,sinusitesasma e alergia.
Em grupos da população mais vulneráveis a estas contaminações – idosos e crianças menores de 5 anos têm o sistema imunológico mais deficiente – esta maior probabilidade de adoecimento respiratório traz também mais problemas cardíacos.
Para tentar vencer a contaminação, o corpo reage produzindo substâncias de defesa, que são inflamatórias e prejudicam o movimento do coração. O resultado é uma chance maior de infarto, paradas cardíacas e AVC, principalmente para quem já convive com os conhecidos vilões da saúde:diabeteshipertensão, obesidade e colesterol alto.
Na ponta do lápis
Os técnicos do Laboratório de Poluição da Universidade de São Paulo (USP) estudaram os efeitos da amplitude térmica e constataram que ela é o gatilho para o registro de sete mortes a mais de idosos por dia.
Em análise feita no Sistema de Informação sobre a Mortalidade do município paulistano, os pesquisadores constataram que nos dias em que a temperatura cai bruscamente e fica abaixo dos 10 graus, 92 pessoas com mais de 65 anos morrem, sendo que a média geral é de 75 óbitos.
Uma das explicações dos autores do estudo, apresentado em 2009, na época da publicação, é que o corpo humano não está adaptado para a amplitude térmica, e funciona melhor em temperaturas que não fogem da zona de conforto (entre 21ºC e 25ºC).
Além disso, a ação das bactérias e vírus afeta toda a circulação sanguínea, deixando o sangue mais espesso o que acelera complicações cardiovasculares.
Também com fórmulas matemáticas, a meteorologista especializada em saúde pública, Micheline Coelho, encontrou outro impacto direto da virada do tempo: em dias em que a amplitude térmica é de 15 graus em 24 horas, as internações hospitalares por asma aumentam 95%. Leia mais informações.
Mais danos
Apesar de serem as áreas do corpo mais afetadas, o sistema respiratório e cardíaco não são os únicos comprometidos pelas mudanças na temperatura. As pesquisas já identificaram que o acúmulo de poluição – o principal responsável pelo aquecimento global – também acarreta mais apendicite, compromete a fertilidade e afeta o sistema psíquico, aumentando os casos de depressão.
Leia mais sobre os efeitos da poluição na saúde:

Estudantes surdos e disléxicos ganharão mais tempo para fazer o Enem


Mudanças no edital que garantem atendimento especializado para atender necessidades dos candidatos também preveem correção diferenciada das redações.

O paulista Cláudio da Silva Junior, de 19 anos, se prepara para enfrentar um desafio comum para a maioria dos estudantes do 3º ano do ensino médio como ele: o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ele, porém, ao contrário da maioria, precisa de condições especiais para competir em pé de igualdade com os milhões de candidatos que farão a prova.
Cláudio é surdo. Utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para tudo. Para ele e seus pares, essa é sua primeira língua. O português é apenas o segundo idioma. Isso significa que a compreensão de conteúdos, provas e comandos em língua portuguesa fica prejudicada. Especialmente em provas de seleção.
Na escola onde estuda, o Colégio Rio Branco, em São Paulo, durante as aulas e nas provas, ele e os colegas surdos – que estudam em classes regulares – recebem apoio especializado. Uma intérprete de Libras os acompanha o tempo todo. No Enem, esse tipo de apoio também pode ser solicitado. Além disso, eles terão tempo a mais para fazer as provas.
Divulgação
No Colégio Rio Branco%2C onde Cláudio e Andrezza estudam%2C há intérprete de Libras com eles o tempo todo. Estudantes surdos têm o mesmo direito no Enem
As regras para atendimento diferenciado para candidatos deficientes têm se aprimorado, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Este ano, o edital deixou bem claro que, além dos alunos com deficiência física, auditiva e visual que, em geral, podem solicitar atendimento especial, outros grupos serão contemplados.
Pela primeira vez, as regras do exame orientam estudantes com dislexia, hiperativos e autistas, por exemplo, a pedir ajuda especial dos organizadores do exame. Todos têm direito a auxílio de um profissional ledor e transcritor, podem solicitar tempo a mais para fazer as provas e suas redações serão corrigidas sob critérios diferenciados de avaliação.
“Ao longo de sucessivas realizações do exame, o processo de eliminação de barreiras e de provimento de serviços profissionais especializados e de recursos de acessibilidade vem se aprimorando”, afirma o órgão em documento enviado ao iG. Para quem usufrui do atendimento, são essas peculiaridades que garantem a igualdade de condições.
Para Cláudio, o ideal seria que, além de serem distribuídas escritas na língua portuguesa, as provas fossem gravadas em Libras e ficassem disponíveis em notebooks ou tablets. “O aluno surdo poderia fazer a prova em seu tempo, retomando o vídeo quando necessário”, diz. A colega Andrezza Santos Gomes, 17 anos, acrescenta: “a seleção dos tradutores-intérpretes também precisa ser mais criteriosa”, avalia.
Direito
O atendimento diferenciado em provas de seleção é um direito de todas as pessoas com deficiência. De acordo com o Decreto nº 5.296/2004, esses jovens têm direito a instrumentos, equipamentos ou tecnologias adaptados para favorecer a autonomia deles. As ferramentas têm de ser solicitadas no momento da inscrição.
Após a solicitação, funcionários do Inep telefonam para cada candidato, confirmando os pedidos feitos pela internet. É nesse momento que os estudantes podem solicitar também tempo adicional para fazer as provas. Essa é mais uma possibilidade prevista em lei (no Decreto nº 3298/1999). No Enem, esses candidatos ganham uma hora a mais.
Nos casos de dislexia e déficit de atenção, por exemplo, quem não solicitar auxílio extra pode pedir mais tempo para resolver os itens por questões pedagógicas. Vale lembrar que é preciso comprovar, com laudos médicos, as necessidades especiais.
Andrezza e Cláudio dizem que a maior dificuldade que enfrentam é mesmo a compreensão dos comandos e dos itens em língua portuguesa. Por isso, gastam muito mais tempo que outros alunos para preencher todas as questões.
Divulgação
Cláudio e Andrezza aprovam as medidas adotadas pelo Inep%2C mas gostariam que tablets fossem usados para gravar a leitura das questões em Libras
Correção
As dificuldades com a linguagem também serão consideradas este ano na correção das redações, segundo o Inep. Os mecanismos de avaliação dos textos de participantes surdos ou com deficiência auditiva são coerentes ao aprendizado da língua portuguesa como segunda língua. Para os disléxicos, as características linguísticas de quem possui esse transtorno também são levadas em conta.
Os estudantes do Colégio Rio Branco também elogiam a medida. “Se isso não acontecer, certamente ocorrerão equívocos na correção, por desconhecimento da escrita dos surdos”, comenta Andrezza.
Confira trechos do edital:
"2.2 O PARTICIPANTE que necessite de atendimento DIFERENCIADO e/ou de atendimento ESPECÍFICO deverá, no ato da inscrição: 
2.2.1 Informar, em campo próprio do sistema de inscrição, a necessidade que motiva a solicitação de atendimento de acordo com as opções apresentadas:
2.2.1.1 Atendimento DIFERENCIADO: oferecido a pessoas com baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual (mental), surdocegueira, dislexia, déficit de atenção, autismo, gestante, lactante, idoso, estudante em classe hospitalar ou outra condição incapacitante.
2.2.2 Solicitar, em campo próprio do sistema de inscrição, o auxílio ou o recurso de que necessita, em caso de atendimento DIFERENCIADO, de acordo com as opções apresentadas: prova em braile, prova com letra ampliada (fonte de tamanho 24 e com figuras ampliadas), tradutor-intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), guia-intérprete, auxílio ledor, auxílio para transcrição, leitura labial, sala de fácil acesso e mobiliário acessível."

Quem pode pedir (e qual tipo) auxílio
a) Baixa visão: ledor, transcritor, prova ampliada, sala de fácil acesso;
b) Cegueira: prova em Braille, ledor, transcritor, sala de fácil acesso;
c) Deficiência física: transcritor, sala de fácil acesso, mesa e cadeira sem braços, mesa para cadeira de rodas, apoio para perna;
d) Deficiência intelectual: ledor, transcritor, sala de fácil acesso;
e) Deficiência auditiva: tradutor-intérprete Libras, leitura labial;
f) Surdez: tradutor-intérprete Libras, leitura labial;
g) Surdocegueira: guia-intérprete, prova ampliada, prova em Braille, tradutor-intérprete Libras, leitura labial, ledor, transcritor, sala de fácil acesso;
h) Autismo: ledor, transcritor;
i) Déficit de atenção: ledor, transcritor;
j) Dislexia: ledor, transcritor;
k) Gestantes e lactantes: sala de fácil acesso, mesa e cadeira sem braços, mesa para cadeira de rodas, apoio para perna;
l) Idoso: sala de fácil acesso.

"Madagascar 3" lidera bilheterias nos EUA


Animação supera a ficção científica "Prometheus" e assume a liderança na América do Norte

Divulgação
Cena da animação "Madagascar 3"
A animação "Madagascar 3 - Os Procurados"superou a ficção científica "Prometheus" nas bilheterias de cinemas dos Estados Unidos e Canadá neste final de semana, arrecadando US$ 60,4 milhões, segundo estimativas de estúdio divulgadas neste domingo (11).
"Prometheus", filme recheado de efeitos especiais do diretor Ridley Scott, de "Alien, O Oitavo Passageiro", conta a história de uma equipe de exploradores que descobrem uma pista sobre as origens da humanidade. A produção arrecadou US$ 50 milhões, ficando no segundo posto das bilheterias norte-americanas.
Em terceiro lugar ficou "Branca de Neve e o Caçador", que teve bilheteria de mais de US$ 23 milhões, elevando o total arrecadado nos EUA e no Canadá a quase US$ 98,5 milhões desde seu lançamento na semana passada.

Parada Gay interdita Paulista contra homofobia até a madrugada


Cerca de 4 milhões de pessoas são esperadas para evento que este ano pede kit nas escolas criminalização

Futura Press
Limusine rosa choque cruza a paulista horas antes do início do evento
Neste ano o tema do evento será “Homofobia tem cura: educação e criminalização! – Preconceito e exclusão, fora de cogitação!”. A intenção é pressionar o governo para que aprove o polêmico kit contra homofobia nas escolas e a punição a crimes de ódio contra homossexuais.
AE
Parada Gay de 2011 no mesmo local. Evento é o segundo a atrair mais turistas para São Paulo









O evento atrai cerca de 400 mil turistas para São Paulo e recursos que só perdem para a Fórmula 1. A partir das 10h, o prefeito Giberto Kassab e o governador Geraldo Alckmin dão entrevista sobre o assunto no prédio da Fecomércio.
Veja abaixo as interdições deste domingo:
- Avenida Paulista, bloqueada, no sentido Consolação, entre as ruas Teixeira da Silva e Consolação; e no sentido Paraíso, entre a rua da Consolação e a avenida Brigadeiro Luis Antônio, permanecendo liberada a transposição de veículos pela avenida Brigadeiro Luis Antônio e rua Carlos Sampaio.
- A partir das 12h - Interdições na rua da Consolação, em ambos os sentidos, entre a alameda Santos e a avenida Ipiranga; e pista da esquerda, entre as avenidas Ipiranga e São Luis; na rua Rego Freitas, entre as ruas da Consolação e Major Sertório; e na avenida Ipiranga, entre a rua da Consolação e a avenida São Luis. 
A CET informou que haverá restrição de estacionamento, com implantação de cavaletes, nos eixos Cincinato Braga/São Carlos do Pinhal/Antônio Carlos, alameda Santos e rua Bela Cintra, no intuito de prover melhores condições ao trânsito.
A liberação das vias afetadas será agilizada ao ocorrer a passagem do último trio elétrico.
A Engenharia de Campo da CET vai acompanhar as alterações e orientar motoristas e usuários durante todo o período de interdição. A operação contará com 13 gestores de trânsito, 143 operadores de trânsito, 1420 cavaletes, 15 super cones, 60 cones, 83 faixas de orientação, 50 rolos de fita zebrada e 250m de gradis.
AE
Cerca de 4 milhões de pessoas participaram da Parada em 2011
Recomendações ao público feita pela CET:
- Respeite a sinalização;
- Dê preferência ao uso de transporte público (Metrô, ônibus e táxi), pois a oferta de vagas de estacionamento na via pública é limitada;
- Se necessitar pedir informações, proceda de forma a não atrapalhar a fluidez do trânsito;
- Não estacione em locais proibidos, frente a guias rebaixadas, em canteiros centrais, em fila dupla ou onde haja canalizações com cones e cavaletes;
- Não embarcar ou desembarcar em fila dupla ou afastado da calçada;
- Ao avistar a canalização de orientação na pista, reduza a velocidade dos veículos para maior segurança;
- Procure conhecer previamente as vias de acesso e locais para estacionamento;
- Caso não se dirija ao local, busque utilizar vias alternativas, evitando passar nas imediações do evento.

Ivan Lessa: O carioca londrino


Jornalista foi amante de um Rio de Janeiro que, assim como ele, tristemente, não existe mais


BBC Brasil
O jornalista e escritor Ivan Lessa
Sempre temi o dia em que como jornalista teria que escrever sobre um amigo que acabara de morrer. Sabia que esse dia, assim como a inevitabilidade da própria morte, acabaria por vir. Quero acreditar que a faina de revirar o passado da minha convivência com Ivan Lessa vai amenizar a dor pela perda do companheiro de redação e, principalmente, de cantina da BBC, onde, em grupo que variava de tamanho, diariamente almoçávamos, trocávamos ideias, ríamos, discutíamos e por vezes nos desentendiamos, quase sempre nesta ordem.
Ivan era papo para qualquer obra. Desde que houvesse um ouvido diligente, cujo dono não tivesse grande vocação ou disposição para a locução. Sempre atualizadissimo pela internet, que adorava (a quem chamava carinhosamente de "Dona Nette"), disparava sua crítica contra tudo e todos com o mesmo furor, sarcasmo e eloquência que usava nas páginas do Pasquim nos anos 70.
Pulava de um assunto para outro sempre muito ligado em tudo que rolava, e descia o pau nas tolices que detestava (quase tudo). Ia da música ao cinema, passando por política, esportes, show business, jornalismo, não escapava nada ou ninguém. Dos atuais, gostava de muito poucos. Sua admiração tinha congelado num passado distante. Quer dizer, distante para nós, os ouvintes. Para ele tudo tinha acontecido ontem, ou, na pior das hipóteses, na semana passada.
Leia a última coluna de Ivan Lessa: "Orlando Porto"
A memória privilegiada garantia precisão à narracao e tornava tão vívidos fatos ocorridos 30, 40 anos atrás. Capaz de contar em detalhes um Botafogo x Flamengo estrelado por Leonidas da Silva ouHeleno de Freitas. Na última vez em que estivemos juntos, há cerca de um mês, em sua casa, no bairro londrino de South Kensigton, me contou graças ocorridas na Ipanema de sua juventude, em mesas de pôquer que dividiu com Millôr Fernandes, Samuel Weiner e Antonio Maria, em peladas do Dínamo, time que defendeu no futebol de praia do Posto 6 em Copacabana. Esse era o mundo que amava, esse era o mundo em que teimosa e anacronicamente ainda vivia.
Divulgação
Ivan Lessa: O carioca londrino
O exílio voluntário em Londres de mais de 30 anos ajudou a cristalizar sua lembrança do amado Rio de Janeiro dos anos 50 e 60. Só voltou à cidade que adotou uma única vez, em 2006, convidado pelo amigo Mario Sergio Conti a escrever um texto para o primeiro número da revista Piauí. Me disse que doeu ter voltado. Detestou o que viu. Pelas mesmas ruas do centro e zona Sul onde viveu intensamente a liberdade e a tranquilidade do balneário-metrópole-capital nacional, disse que viu um Rio desfigurado, pobre, sujo, feio, sem charme, deselegante, retrógrado, tenso, de trás de grades, preso em seu próprio medo. Não encontrou vestígios do que deixou. Acabaram com o Jangadeiros, não existia mais o Zeppelin, nem a Sucata, só tolices, me disse ele.
Nos contou emocionado a tristeza que sentiu pela destruição de parte de sua memória. Tentativa de destruição, eu corrijo. Ivan ainda era capaz de ver e viver a mesma praia de Copacabana onde pegou seus primeiros jacarés. Ainda podia saborear um salgadinho da Colombo ou um refresco de coco que era servido em um pequeno bar da Avenida Rio Branco. Descrevia com precisão a vitrine da Casa Sloper, sabia de cor letras de músicas de carnaval dos anos 40, lembrava do nome do lanterninha do Cine Rex. Ainda mantinha o mesmo desprezo pelos militares que tomaram o poder no Brasil e governaram o país por quase 30 anos. Ainda curtia intensamente a Ipanema capital cultural do Brasil, assim como curtia a bossa-nova, as modinhas de carnaval e o chamado samba autêntico.
Talvez por amar o Rio como ele, por ter partilhado inúmeras memórias cariocas com ele, decidi que é esse lado do Ivan Lessa que vou manter na memória para o resto da minha vida, já que acho que a gente, consciente ou incoscientemente, escolhe como consolidar nossa lembrança dos que nos deixam. É assim que vou lembrar sempre dele, como o Ivan Lessa arquivo-ambulante, Ivan Lessa o londrino-carioca, amante de um Rio, que assim como ele, tristemente, não existe mais.

"E.T. - O Extraterrestre" completa 30 anos


Filme de Steven Spielberg é tido como o melhor de alienígenas da história do cinema

O drama do pequeno extraterrestre E.T., perdido na Terra e empenhado em telefonar para sua casa, comoveu milhões de espectadores há 30 anos, tempo em que se consolidou como o melhor filme de alienígenas da história do cinema.
Divulgação
O ator Henry Thomas em "E.T.: O Extraterrestre" (1982), o melhor filme de alienígenas da história do cinema
"E.T.: O Extraterrestre" estreou nos Estados Unidos em 11 de junho de 1982, poucos dias após ser apresentado no Festival de Cannes, entre os aplausos da crítica e do público. A produção foi um sucesso de bilheteria e recebeu nove indicações ao Oscar - entre elas as de melhor filme, direção (Steven Spielberg) e roteiro - levando quatro prêmios: melhores efeitos especiais, melhores efeitos sonoros, melhor som e trilha sonora original, com a inesquecível composição de John Williams.
Um final feliz para um longa-metragem doce, que inicialmente foi concebido como um filme de terror na mesma linha de "Sinais" e "Poltergeist - O Fenômeno" e que tinha sido batizado como "Night Skies". Naquela primeira versão, o inocente E.T., longe de se esconder em armários e fugir da Polícia em uma cesta de bicicleta, aterrorizava uma família junto com um grupo de seres de sua espécie perdidos na Terra. Seu dedo luminoso, em vez de ter propriedades curativas, podia acabar com a vida daquilo que tocava.
Getty Images
O diretor Steven Spielberg na première da edição de 20 anos de "E.T.: O Extraterrestre", em 2002
Spielberg descartou essa ideia enquanto filmava "Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida" (1981) e optou por dar um tom mais amistoso ao encontro com seres de outra galáxia, um enfoque que já tinha abordado em "Contatos Imediatos do Terceiro Grau" (1977). O novo roteiro, que teve como nome "E.T. and Me", foi rejeitado pelos estúdios Columbia Pictures por considerar que não havia um público para esse tipo de filmes. Uma decisão que lamentariam mais tarde, já que o filme é até hoje um dos títulos mais rentáveis e emblemáticos da Universal Studios.
Na lista do American Film Institute dos cem melhores longas-metragens feitos em Hollywood, liderada por "Cidadão Kane", "E.T.: O Extraterrestre" ocupa o 24º lugar, na frente de qualquer filme de encontros com alienígenas.
Algo atípico na filmagem foi que Spielberg optou por gravar as cenas de forma cronológica, para ajudar no processo emocional das crianças protagonistas - entre elas estava Drew Barrymore, que tinha apenas seis anos -, que se envolviam cada vez mais com o estranho visitante.
Uma equipe de especialistas no manejo de marionetes, assim como vários atores anões, deram vida ao boneco de E.T., cujo rosto foi inspirado nas aparências de Albert Einstein e dos escritores Ernest Hemingway e Carl Sandburg.
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A atriz Drew Barrymore com seis anos nas filmagens de "E.T.: O Extraterrestre" (1982)
Uma das curiosidades em torno deste filme foi sua relação com a saga "Guerra nas Estrelas", fruto da amizade entre Spielberg e George Lucas. Na cena do Dia das Bruxas, pode-se ver uma criança vestida como o icônico mestre Yoda. Lucas devolveu o gesto em "Guerra nas Estrelas: Episódio I - A Ameaça Fantasma", de 1999, que em uma de suas passagens mostra um grupo de seres iguais a E.T. representando sua espécie em uma reunião do senado galáctico.
Apesar do grande sucesso, Spielberg reconheceu que se arrependeu de alguns elementos do filme, como a cena em que as crianças são perseguidas por policiais com escopetas. Em 2002, no 20º aniversário do filme, o diretor aproveitou as novas tecnologias para alterar os quadros e transformar as armas de fogo em walkie-talkies, uma decisão muito criticada e que o próprio Spielberg admitiu no ano passado que foi exagerada.
"Fui sensível demais, mas percebi que o que tinha feito foi roubar as lembranças de 'E.T.' das pessoas que amavam o filme", comentou o cineasta. No 30º aniversário da estreia, os estúdios da Universal lançarão em outubro a primeira edição em blu-ray do filme, na qual será incluído o longa-metragem como foi exibido em 1982.