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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ato no Centro de Curitiba reúne professores, técnicos e estudantes

Daniel Caron / Gazeta do Povo / O objetivo do ato é apresentar a população quais são os motivos da greve O objetivo do ato é apresentar a população quais são os motivos da greve Universidades federais

Ato no Centro de Curitiba reúne professores, técnicos e estudantes

Docentes, servidores e alunos da UFPR, UTFPR e Instituto Federal do Paraná participam da manifestação

Uma passeata de professores, técnico-administrativos e estudantes das instituições federais de ensino superior do Paraná segue pelo Centro de Curitiba na manhã desta quinta-feira (14). O ato começou perto das 10h30. Os manifestantes se concentraram na Praça Santos Andrade, no Centro da capital.
De acordo com a Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), a ideia é seguir pela Avenida Marechal Deodoro até a Praça Zacarias, e depois acessar a Boca Maldita pelo calçadão da Rua XV. Os manifestantes bloqueavam o cruzamento da Marechal Deodoro com a Marechal Floriano Peixoto, por volta das 11 horas.
Docentes, servidores e alunos de três instituições de ensino federal no estado participam do ato: Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Instituto Federal do Paraná (IFPR). Também estão confirmadas, segundo o Sinditest, manifestações em Apucarana e Londrina.
O objetivo do ato é apresentar a população quais são os motivos da greve. Segundo o APUFPR, a valorização do ensino e a obtenção de melhores condições de trabalho motivam a paralisação por parte dos docentes. Os técnicos reivindicam piso salarial de três salários mínimos, incentivos à qualificação profissional e isonomia de salários e benefícios entre os Três Poderes.
De acordo com uma nota publicada no site do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Paraná (Sinditest), o ato pretende “levar para a população curitibana as principais bandeiras de luta desses segmentos, que lutam pela valorização do serviço público, por melhores condições de trabalho e de ensino”, segundo a nota.
Os professores das universidades federais entraram em greve em 17 de maio e os servidores técnico-administrativos em 11 de junho. Aproximadamente 50 instituições federais do país já aderiram à paralisação.
Daniel Caron / Gazeta do Povo
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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Frutas que emagrecem rápido, veja aqui a nossa super lista!

 

Parece simples e é, se não sabia fica a saber que existem frutas que emagrecem! A ciência comprova-o, comer uma determinada quantidade de fruta é uma estratégia crucial para emagrecer rapidamente, para além disso, a fruta oferece também uma vasta multitude de outros benefícios para a saúde, são nutritivas e são também a melhor fonte possível de vitaminas, minerais e antioxidantes. Resumindo, a fruta deve ser uma escolha permanente para um estilo de vida saudável e são um ponto chave no equilíbrio de qualquer dieta funcional.

Quais as frutas que emagrecem mais?

As frutas apresentam logo de caras duas enormes vantagens para o emagrecimento, são ricas em fibra, o que melhora o transito intestinal e reduz a barriga inchada, e são baixas em calorias, o que faz com que sejam o “snack” ideal para quando a fome aperta.
Esta lista apresenta propriedades específicas de 9 das frutas que emagrecem:
frutas que emagrecem - banana

Banana, o fruto do amor, e a super fruta para o emagrecimento!

Triptofano é a palavra de ordem quando se pensa em bananas, os japoneses foram os primeiros a descobrir e inovar, hesiste uma dieta específica à base de bananas, durante a matina só pode comer bananas, as que quiser, os resultados são imediatamente notáveis e isto só acontece porque a banana é uma das frutas que emagrecem que ajuda imenso a fazê-lo sentir-se saciado e a combater a ansiedade por comidas que podem arruinar qualquer dieta. O triptofano está também comprovado como um excelente regulador natural do apetite por doces. A banana é também rica em vitaminas B1, B2, A e C. É também rica em potássio e hidratos de carbono, o que faz da bana um fruto excelente para quem pratica desporto, uma vez que os hidratos de carbono são uma boa fonte de energia e o potássio é importante para o funcionamento dos músculos.
frutas que emagrecem - abacaxi

Abacaxi

É considerado uma fruta diurética, rica em àgua, auxilia na boa digestão o que o torna numa sobremesa perfeita, recomendamos abacaxi grelhado, é óptimo! Baixo em calorias, é rico em vitaminas A, B1 e C.
frutas que emagrecem - figos

Figo

Uma das fontes naturais mais poderosas de magnésio, pode também ser considerado um laxante muito suave que ajuda no funcionamento do transito intestinal e é também um excelente diurético emagrecedor.
frutas que emagrecem - limão

Limão

Seria capaz de beber sumo de limão sem açúcar? Não? E que tal tentar? É super acido, é azedo, mas é espectacular! É um dos mais poderosos antioxidantes, rico em vitamina C, é excelente para liberta o corpo de toxinas e radicais livres. É também um excelente apoio à digestão, facilitando-a, sendo assim um bom acompanhamento às refeições. Para além disso é um excelente diurético e por isso uma das frutas que emagrecem que deve comer ou beber todos os dias.
frutas que emagrecem - ameixa

Ameixa

A ameixa é a salvação de quem têm problemas de prisão de ventre, esta deliciosa fruta é um poderoso laxante rico em vitaminas do tipo complexo B, que auxiliam no anti-envelhecimento da pele e inclusive, segundo alguns estudos, ideais para quem tem problemas de reumatismo. A ameixa também faz maravilhas para o seu cabelo, fortalecendo-o e evitando a sua queda.
frutas que emagrecem - manga

Manga

A manga é muito semelhante à banana nas altas quantidades de potássio que contêm. É também rica em magnésio, minerais, vitaminas e antioxidantes. Baixa em calorias, rica em água, fibra e muito saborosa é uma excelente adição a qualquer dieta.
frutas que emagrecem - melancia

Melancia

A melancia é um regulador natural de insulina e facilitador do emagrecimento ao reduzir os níveis de açúcar no sangue, é uma fruta rica em fibra e água, contêm imensos minerais e vitaminas, é uma excelente fonte de hidratação e um poderoso antioxidante.
frutas que emagrecem - pêssego

Pêssego

O pêssego é uma das frutas que emagrecem com maior valor nutritivo. Riquíssima em vitaminas, fibra, ferro e vitamina B5. Baixo em calorias e um forte apoio ao funcionamento do intestino fazem dos pêssegos uma adição indispensável a qualquer dieta.
frutas que emagrecem - maçã

Maça

É o fruto anti-aging do momento que retardar o envelhecimento por ser uma fruta muito antioxidante, rica em niancina, vitaminas B1 e B2, ferro e fósforo, vários estudos comprovam o emagrecimento de pessoas que consomem diversas maças por dia versus aquelas que não o fazem. A maça também desempenha funções de melhoramento digestivo a nível do intestino.

Qual a quantidade ideal?

Idealmente, para emagrecer rapidamente, deve comer 5 porções de frutas para emagrecer por dia, por exemplo, 4 a 5 ameixas, um cacho de uvas, 1 maça e 1 banana. Se comer por exemplo, um melão ou uma meloa inteira, pode considerar como 2 a 3 porções das diárias necessárias para perder peso.

Encoraje-se a comer fruta!

Muitos de nós não estão habituados a comer estas quantidades de fruta por dia, mas posso dizer-lhe que faz muito mal, pois devia! É fácil apanhar o habito da fruta, pode por exemplo pegar numa peça de fruta antes de ir para o trabalho, ou adicionar frutas frescas ou secas ao seu pequeno almoço ou batido de proteínas. Porquê não ter uma taça de frutas no emprego? Ou mesmo em frente à sua TV ou computador? E existem muitas outras opções, por exemplo, comer uma salada de frutas como sobremesa é o melhor pelo qual pode optar caso goste de algo doce após o almoço.
Siga estas dicas e rapidamente estará “viciado” em frutas que emagrecem e melhoram a sua saúde!

Frutas que ajudam a emagrecer, diminuem a fome e que não engordam

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Mais 4 frutas que não engordam e que emagrecem

Morangos: Uma chavena de morangos têm apenas 45 calorias, e ainda, 50% da dose recomendade de vitamina C, fibra e vitaminas B e K. Os morangos são também anti-cancerigenos, protectores do coração e anti-inflamatórios.
Pêras: Mais uma excelente adição à lista de furtas para emagrecer, as pêras são ricas em fibra e vitamina C, ajudam a melhorar o sistema imunitário a combater infecções e também auxiliam na digestão e na redução do LDL (colesterola mau), uma pêra grande têm cerca de 100 calorias.
Toranjas: Mais uma excelente fonte de vitamina C, ricas em licopeno, ajudam a prevenir e a combater células cancerigenas.
Cerejas: Uma chavena grande cheia de cerejas contêm apenas 75 calorias e uma alta concentração de vitaminas A e C, melhoram o sistema imunitário, previnem a degeneração da visão e auxiliam no alivio de gota, artrite, dores de cabeça, fibromialgia e outras doenças do coração.

Salada de frutas que fazem emagrecer

Uma óptima maneira de comer frutas para emagrecer será através de uma deliciosa salada de frutas. Esta receita de salada de frutas caseira que lhe apresentamos têm duas excelentes razões para ser fácilmente posta em prática por si, e incluída na sua dieta,
1- É fácil de confeccionar, tudo o que têm de fazer é cortar em pedaços as suas frutas preferidas que apresentamos na lista acima e adicionar alguns extras muito saudáveis.
2- Esta salada é óptima, é deliciosa, é soberba, mas acima de tudo, é muito boa, porquê é boa para SI e para a SUA saúde!
Feita em casa, saudável e rápida de confeccionar!
Ingredientes base:
  • 1 maçã grande
  • 1 laranja grande
  • 1 chávena de uvas sem sementes, uvas vermelhas ou verdes.
  • 4 chávena de amoras e frutos silvestres frescos (excelentes frutas que emagrecem)
  • 120gr de iogurte de baunilha
Modo de preparação:
Lave e descasce todas as frutas, remova as sementes das frutas. Pode deixar a maçã com a pele, que é rica em fibra, mas isso depende do seu gosto e critério. Corte a fruta em pedaços pequenos e coloque-os numa taça de tamanho adequado que permita misturar e mexer o yougurt com a fruta. Quando toda a mistura estiver homogena, e a fruta coberta por uma camada de yougurt, pressione a fruta gentilmente contra o fundo da taça, não a esmaga, mas aconchegue-a. Cubra a taça com uma tampa ou envolta em plástico e deixe arrefecer no frigorifico pelo menos 2 horas.
Em adição pode juntar côco ralado por cima ou nozes e amêndoas cortadas aos pedaços pequenos.
Experimente outras frutas da lista mencionada, para fazer desta salada uam refeição completa, triplique as quantidades dos ingredientes.

Algumas sugestões para sua sala de frutas que ajudam a emagrecer

Banas e melões não são fáceis de incluir numa salada, use-as apenas como “enfeite” por cima da salada, a razão é que as bananas ficam negras e moles muito rápidamente e os melões muito aguados.
Pode adicionar as nozes apenas por cima no topo da salada, isto ajuda a servir a salada evitando as nozes, caso seja necessário para alguém que não goste ou não as possa comer.
Experimente adicionar uma pitada de canela, fica muito bem e a canela ajuda a controlar a insulina no sangue, sendo uma excelente especiaria para emagrecer.
Se utilizar yougurt natural sem adoçantes, experimente adicionar uma pitada de mel para tornar o yougurt mais doce, sendo que o mel é considerado um antibiótico natural e um excelente estimulante do reforço do sistema imunitário.

Mais 2 sugestões adicionais

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1. No caso de fazer esta salada de frutas que emagrecem para miudos, não lhes diga que colocou yogurt, eles nunca vão descobrir e evita que os mais “esquesitos” não comam esta deliciosa e saudável salada por causa do yougurt.
2. No caso de sobrar salada, ela é ideal para fazer um óptimo e delicioso batido! Basta adicionar sumo de laranja ou gelado e uma pequena porção de leite, levar à misturadora e está feito, um delicioso batido de frutas que emagrecem!

Equipe da Nasa treina em base subaquática para viagem a asteroide

AFP PHOTO/NASA / A Missão de Operações em Ambientes Extremos (Neemo, na sigla em inglês), composta por cientistas, astronautas e engenheiros, ocorre no laboratório submarino Aquarius, o único no mundo com essas características A Missão de Operações em Ambientes Extremos (Neemo, na sigla em inglês), composta por cientistas, astronautas e engenheiros, ocorre no laboratório submarino Aquarius, o único no mundo com essas características Flórida

Equipe da Nasa treina em base subaquática para viagem a asteroide

Os integrantes desta equipe já estão há dois dias sob a água e continuarão assim por um total de doze dias
Uma equipe da Nasa permanece submersa em uma base subaquática localizada no arquipélago de Florida Keys que recria as condições espaciais, com o objetivo de treinar uma viagem tripulada a um asteroide em 2025.
Segundo um comunicado desta quarta-feira (13) pela Nasa, os integrantes desta equipe já estão há dois dias sob a água e continuarão assim por um total de doze dias. Suas atividades podem ser acompanhadas através do site da Nasa em tempo real.
A Missão de Operações em Ambientes Extremos (Neemo, na sigla em inglês), composta por cientistas, astronautas e engenheiros, ocorre no laboratório submarino Aquarius, o único no mundo com essas características, segundo a Nasa.
O submarino está situado a 18 metros sob o nível do mar em Key Largo, no extremo sul da Flórida, cerca de seis quilômetros do litoral, e por ele já passaram, com esta, 16 equipes de astronautas para treinar em condições similares às espaciais.
"A operação proporciona uma convincente analogia com as explorações espaciais e os membros da tripulação de Neemo experimentam alguns dos mesmos trabalhos e desafios sob a água que teriam no espaço", explica a Nasa em seu site.
Este ano, a expedição simula uma missão a um asteroide, algo previsto para ser feito em 2025, e se concentra em três áreas de estudo: as demoras na comunicação, as técnicas de limitação e translação, e a dimensão ótima da tripulação.
A tripulação tem membros dos Estados Unidos e das agências espaciais da Europa e Japão. A Nasa treinou desde 2001 astronautas nesta base subaquática na Flórida, que oferece condições de isolamento e gravidade excepcionais.
Os resultados destas pesquisas no laboratório subaquático têm o objetivo de ajudar a Nasa a preparar a futura missão tripulada a um asteroide.
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Leveza de cores e formas são destaque no terceiro dia da SPFW

Rahel Patrasso/AFP / Modelos de O Boticário apresentaram na SPFW as principais tendências de maquiagem da estação Modelos de O Boticário apresentaram na SPFW as principais tendências de maquiagem da estação Moda

Leveza de cores e formas são destaque no terceiro dia da SPFW

Não é só de duas ínfimas peças que sobrevive a moda praia. Ela, que é um dos produtos nacionais mais desejados nas areias, cruzeiros e piscinas de todo o mundo, tem bossa e alma brasileiras. A Água de Coco por Liana Thomaz foi a primeira grife a desfilar no terceiro dia da São Paulo Fashion Week primavera-verão 2012/2013, que acontece até o próximo sábado (16) no prédio da Bienal em São Paulo, e mostrou que as duas peças em tecido colante rendem muita moda.A Turquia foi o ponto de partida da grife, que estampou fotos da Capadócia e dos templos turcos, dos xales em mercados nas saídas de praia e em tops que pareciam amarrações de tecido sobre o corpo. Com uma cartela de cores discretamente quente – com especial destaque para o amarelo açafrão –, a grife cearense apostou também no artesanato (rendas, macramês, tecidos trançados, metais aplicados e recortes) que criou texturas sofisticadas, volumes discretos e efeitos delicados, prontos para levarem a roupa de praia para muito além da areia.
A Uma Raquel Davidowicz veio conceitual como sempre, mas manteve a linha suave do dia. Muitos tons claros – pontuados vez ou outra pelo preto – vieram emoldurados em vestidos e conjuntos de saia e blusa confortáveis. O jogo de transparências reforçou a essência leve da coleção, marcada também por palas trabalhadas e vazadas em couro.

Leveza também foi a tônica do desfile de O Boticário, que apresentou as principais tendências de maquiagem da estação. Inspirada em Miami, a coleção teve toques de coquetéis coloridos, peles douradas de sol e muito alto astral. Entre as apostas, muito azul bic para os olhos – combinado com dourado –, batom laranja, cílios postiços, peles muito bem feitas e iluminadas (valem os tons dourados e perolados aplicados nas têmporas para dar um ar de saúde ao look).
Nesta quarta-feira (13), desfilam ainda Adriana Degreas e Forum. Para esta quinta, estão previstos os desfiles da Neon, João Pimenta, Juliana Jabour, Jefferson Kulig, Osklen e Colcci.
Modelo de O Boticário mostra tendências de maquiagem para o próximo Verão Rahel Patrasso/AFP
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Fogo sagrado abre conferência indígena na Rio+20

REUTERS/ Ricardo Moraes  / Meio Ambiente

Fogo sagrado abre conferência indígena na Rio+20

São aguardados 1.600 índios para a conferência. Eles vão debater, até o dia 18, questões relacionadas a causa indígena e ao Meio Ambiente
Cerca de 350 indígenas brasileiros e de outros países, como México e Canadá, participaram, no final da tarde desta quarta-feira (13), da cerimônia do povo sagrado da Aldeia Kari-Oca, na colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá. São aguardados 1.600 índios para a conferência. Eles vão debater, até o dia 18, questões relacionadas a causa indígena e ao Meio Ambiente. Ainda na Kari-Oca serão realizados debates e apresentações de modalidades esportivas indígenas. Os resultados serão colocados num documento que será apresentado a ONU no dia 18.
O povo sagrado tem como significado a iluminação de novos caminhos, e a cerimônia será repetida todos os dias para proteger a Conferência Indígena, que acontece em paralelo à Rio+20. A cerimônia contou com rituais de povos brasileiros, como Guarani, e de estrangeiros, como os Sioux, do norte do Canadá, e da nação asteca, representada pelo menino Xiuhtezcatl Martinez, que tem 12 anos e é do México.
O líder indígena Marcos Terena, organizador da Kari-Oca, disse que a aldeia está sendo montada na base do "fiado", porque os recursos prometidos pelo Ministério do Esporte - R$ 1,5 milhão - e Ministério da Cultura - 80 mil - ainda não chegaram. Segundo Terena, os valores foram aprovados, mas ainda não foram repassados.
As duas ocas tradicionais do Alto Xingu ficaram prontas, mas a oca da sabedoria, uma das mais importantes, ainda está sem cobertura. O mato proveniente da limpeza feita pela prefeitura na área da aldeia também foi jogado pelos caminhões do município na área do fogo sagrado, alvo de reclamação de Terena.
"Belo Monte é um fato consumado", diz Terena sobre usina
Terena revelou que o ex-presidente Fernando Collor de Melo pediu para participar e sua presença é esperada para sexta-feira. O líder indígena contou ainda que a usina de Belo Monte não estará entre os temas que serão debatidos durante a conferência.
"A ONU não quer debater Belo Monte, mas sim energia. Por outro lado, Belo Monte é um fato consumado", afirmou Terena, dizendo que a questão tem que ser inserida de forma global, já que em outras tribos indígenas também vem sofrendo com a construção de hidrelétricas.

Santo Antônio, o Casamenteiro


No Brasil, onde o santo tem muitos devotos, é também frequentemente reverenciado como Santo Antônio, o Casamenteiro. O arraial de Santo Antônio do Leite, no Estado de Minas Gerais, Brasil, tem em sua igreja uma imagem de Santo António de Lisboa, trazida de Portugal em finais do século XVII.
Em Barbalha, no interior do Ceará, o mês de junho é dedicado ao santo, que é padroeiro da cidade. Destaca-se o Pau da Bandeira, cerimônia onde os devotos cortam uma árvore de grande porte e a utilizam como mastro com uma bandeira de Santo Antônio. A festividade reúne milhares de pessoas.
No sincretismo religioso, Santo Antônio é conhecido no Candomblé da Bahia como Ogum, o orixá da guerra.
O Santo é também padroeiro da cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e de Patos de Minas, Rio Acima, Juiz de Fora e Governador Valadares no estado de Minas Gerais, onde seu dia é feriado municipal.
Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, com uma vasta programação, a festa para o Santo padroeiro é celebrada com missa diária, pastelada, barracas com comidas típicas, quadrilha, noites temáticas, e shows. A festa é tradicional e tem como principal atrativo o bolo de metro com várias alianças, que é repartido e distribuído sempre no dia 13. O pedaço do bolo é bem requisitado pelas mulheres solteiras que sonham com um casamento próximo. Diz à tradição que aquela que achar uma aliança no pedaço de bolo é a grande sortuda a subir ao altar com um noivo.
A cidade de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, também tem como padroeiro o Santo, onde a Paróquia de Santo Antônio realiza todos os anos a trezena e no dia 13 a missa e bênção do pão.
Em Borba, no interior do Amazonas, a Festa de Santo António é comemorada no período de 1 a 13 de junho e, em 2009, comemoraram-se 253 anos de amor e fé. Romeiros de vários estados e até do exterior marcam presença nos festejos todos os anos para pedirem ou agradecerem pelas graças recebidas. O município possui a Basílica de Santo António de Borba, que é a 1ª da América Latina e a 5ª do Mundo a possuir relíquias de Santo António.
Em Salvador, Bahia, o santo é reverenciado em quase todas as paróquias com a celebração da trezena, mas há duas igrejas com seu nome em que as festividades são mais intensas, quais sejam, Santo Antonio Além do Carmo, no centro histórico de Salvador e em Santo Antonio da Barra. Em Paratinga, Bahia, conhecida também como Terra de Santo Antonio, no mês de junho se realizam as Trezenas de Santo Antonio e em sua tradição, são treze noites de festa. Sendo que em cada noite que antecede ao dia 13 de junho, são realizadas as noites de acordo a uma parcela da população, como a noite das crianças, dos rapazes, da moças, dos casados, dos artistas, dos pescadores, agricultores, carroceiros e motoristas, etc.
No Piauí, a maior festa religiosa da região, reverenciada ao Santo, acontece em Campo Maior.
Na Paraíba, no municipio de Fagundes, há mais de um século a conhecida Pedra de Santo Antônio é visitada por turistas e romeiros de todo o Brasil, no dia 13 de Junho, que é feriado no município.
Em Santa Catarina, no município de Sombrio, são celebradas as Trezenas durante treze dias antes do sábado que antecede a festa, com benção dos pães de Santo Antonio e feriado municipal no dia 13 de Junho. A cidade é uma das poucas no Brasil a possuir uma relíquia do santo, trazida de Pádua (Itália) por uma comitiva que incluiu festeiros de 2011, o prefeito municipal e o pároco.
Em São Paulo, há muitas igrejas em homenagem ao santo, e ao menos duas catedrais, em Osasco, que guarda uma relíquia do santo, e Lins, no interior do estado.

Quando comer se torna um problema

 / Reações indesejadas a alimentos mudam a dieta de quem sofre com elas. Apesar dos sintomas parecidos, as causas são distintas Reações indesejadas a alimentos mudam a dieta de quem sofre com elas. Apesar dos sintomas parecidos, as causas são distintas Alimentação

Quando comer se torna um problema

Os sintomas gastrointestinais são clássicos tanto na intolerância quanto na alergia alimentar. A diferença é que as reações alérgicas também trazem problemas em outras áreas, sem relação com o sistema digestivo
Quem sofre com diarreia, náuseas, vômitos, distensão abdominal e, muitas vezes, osteoporose, precisa tomar cuidado para não se autodiagnosticar e acabar tomando remédios inadequados, pois, apesar de terem sintomas parecidos, intolerância e alergia a alimentos têm causas e reações distintas.
Os sintomas gastrointestinais são clássicos nas duas enfermidades. A diferença é que as reações alérgicas também trazem problemas em outras áreas, sem relação com o sistema digestivo. Urticárias, coceira, tosse e falta de ar são alguns indícios da alergia, que pode chegar a causar choque anafilático e morte.
Testes
A investigação clínica é o primeiro passo do diagnóstico. Consiste de um questionário feito pelo médico para verificar os sintomas e se há outros efeitos colaterais, como anemia. A partir das respostas, há uma definição de quais são os possíveis diagnósticos de alergia ou intolerância, que serão confirmados por testes. Veja alguns deles:
>> Prick test na pele: para diagnosticar alergias. É geralmente feito no antebraço para alimentos específicos, e a reação acontece na pele.
>> Dosagem de IgE: a imunoglobulina E (IgE) é um anticorpo que marca as reações alérgicas. A partir da quantidade total e da específica para cada alérgeno encontrada no exame de sangue é possível descobrir o causador da alergia.
>> Teste de provocação oral: para o diagnóstico de alergias sem ligação com o IgE. O paciente fica de seis a oito semanas sem o alimento que aparenta causar a alergia e, depois, é reintroduzido na dieta, com supervisão médica. É feita a provocação na pele para reconhecer os sintomas.
>> Teste de antitransglutaminase e antiendomísio: são dois testes sorológicos feitos para detectar a presença de anticorpos relacionados com a intolerância a glúten, a doença celíaca.
>> Endoscopia com biópsia do duodeno: é essencial para diagnosticar a doença celíaca. A biópsia é feita para verificar a condição do intestino delgado. Se tanto os exames sorológicos quanto a biópsia derem negativos, não há chance de intolerância a glúten.
>> Teste de tolerância com sobrecarga oral de lactose: também chamado de curva glicêmica da lactose, é feito com o paciente em jejum. Primeiramente, faz-se uma dosagem da glicemia seguida pela ingestão de uma solução de lactose. Novas medições são feitas em intervalos de 30 minutos. Se a glicemia continuar normal, o paciente não tem capacidade de digerir a lactose e transformá-la em galactose e glicose, sendo assim intolerante ao açúcar.
>> Teste de hidrogênio expirado: esse exame não é tão acessível, mas ajuda no diagnóstico de intolerâncias ligadas a carboidratos e açúcares. O processo é parecido com a da curva glicêmica, mas é feito com a coleta de ar expirado. A primeira é feita em jejum, e as seguintes, após a ingestão de uma solução diluída com o carboidrato ou açúcar em questão. Caso a quantidade de hidrogênio expirado aumente, o paciente pode ser intolerante.
>> Teste Food Detective: realizado por meio de uma coleta de uma gota de sangue, detecta anticorpos IgG (imunoglobulina G) para 59 alimentos. Feito na Inglaterra, é um exame que pode ser testado em casa. Porém, deve-se lembrar que testes acompanhados e indicados por médico especializado são mais confiáveis.
SII
A Síndrome do Intestino Irritável (SII) possui sintomas parecidos com os da intolerância alimentar, mas não existe exame para diagnosticá-la. Segundo a gastroenterologista pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe Jocemara Gurmini, o diagnóstico é feito pela exclusão de outras possíveis doenças. A hipótese mais aceita para a ocorrência da SII é uma alteração na capacidade do intestino de mover a comida, chamada de motilidade intestinal. Ela também está ligada a diversos acontecimentos psicológicos e não possui cura. Seu tratamento deve ser multiprofissional, com a ajuda de gastroenterologistas, nutricionistas e psicólogos.
Chat
Na sexta-feira (15), a Gazeta do Povo realiza um chat em seu site com a gastroenterologista pediátrica e nutróloga do Hospital Pequeno Príncipe (HPP) Jocemara Gurmini para tirar dúvidas dos leitores sobre intolerâncias e alergias alimentares. O bate-papo começa às 16h30 no link www.gazetadopovo.com.br/saude, mas você já pode mandar suas dúvidas para o e-mail saude@gazetadopovo.com.br
A alergia geralmente é causada por um único tipo de alimento. Segundo o Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar de 2007, os que mais comumente causam problemas alérgicos são leite de vaca, ovo, peixe, leguminosas, soja, crustáceos, trigo e amendoim. O termo alergia alimentar é utilizado para definir reações adversas a alimentos ligadas ao sistema imunológico.
Já a intolerância ocorre quando o corpo não consegue mais digerir determinado açúcar ou proteína, o que causa reações adversas. As duas mais conhecidas são a intolerância à lactose (compartilhada por cerca de 20 milhões de brasileiros) e ao glúten – chamada de doença celíaca – embora cada indivíduo possa desenvolver problemas em relação a qualquer tipo de alimento.
Preocupação
A doença celíaca é a mais preocupante, pois possui uma série de sintomas secundários, como anemia, abortos recorrentes, osteoporose e até mesmo intolerância à lactose. “Isso acontece porque as vilosidades do intestino ficam cobertas e os nutrientes não podem ser absorvidos. A primeira enzima que não consegue trabalhar é a lactase [responsável pela digestão da lactose – o açúcar do leite]”, explica a gastroenterologista pediátrica e nutróloga do Hospital Pequeno Príncipe (HPP) Jocemara Gurmini.
Além disso, as chances de uma pessoa ter a doença aumentam se um familiar tiver o mesmo problema, como explica a gastroenterologista Lorete Maria da Silva Kotze, pesquisadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). “Pessoas que têm os sintomas, mas especialmente com familiares com a doença, ou diabete tipo 1, doenças autoimunes, entre outras, devem ficar atentas à possibilidade da doença celíaca”, afirma, acrescentando a importância dos testes sorológicos e da endoscopia para confirmar o diagnóstico.
O tratamento possível tanto para a alergia quanto para a intolerância é a exclusão do alimento do cardápio diário. Porém, no caso da lactose, há uma esperança antes de tomar a medida radical de mudança na dieta: remédios como o Lact-aid, ainda não disponível no Brasil, possuem as enzimas da lactase e ajudam na digestão. Esse corte da ingestão de leite, por exemplo, causa preocupação de que haja falta de nutrientes, como o cálcio. “Por isso, a pessoa deve ter acompanhamento multiprofissional, com nutricionistas e médicos, para ajudar nessa dieta complicada”, diz o gastroenterologista Mauro Batista Morais, professor da Escola Paulista de Medicina da Uni­versidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Alergia ao glúten?
Alguns termos utilizados pelos pacientes são de enlouquecer gastroenterologistas. Entre eles estão as pessoas que dizem ter alergia ao glúten ou à lactose. As alergias causadas por leite e cereais são as alergias à proteína do leite de vaca e ao trigo, mediadas pela imunoglobulina E. “A intolerância acontece por conta da impossibilidade de o organismo digerir carboidratos e açúcares, que são substâncias diferentes das que causam alergia, as proteínas”, explica Jocemara Gurmini, gastroenterologista pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe. Entretanto a doença celíaca é desencadeada pelo glúten, que é a junção de duas proteínas encontradas em quatro tipos de cereais.
No caso da alergia ao leite, ela geralmente acontece em bebês, e a medida a se tomar é retirar o leite de vaca da alimentação da mãe, explica a chefe da divisão de Nutrição do Hospital Universitário de Brasília, Ana Paula Caio Zidório. “A alergia é identificada no primeiro ano de vida em crianças que já têm histórico de pais com alergias. A grande maioria já está curada aos dois anos e poucas passam dos cinco anos com o problema.”
Para prevenir a alergia ao trigo, alguns cuidados podem ser tomados pela mãe. Os cereais devem ser evitados na dieta da mãe e do bebê antes dos quatro meses e após os sete. Nesse período é possível incluir na dieta produtos derivados de cereais, pois é nessa fase que a criança desenvolve a tolerância aos alimentos.

Iniciativas incentivam empreendedorismo na conservação

Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo / As empre­ende­doras Terezinha Vareschi (esq.) e Bianca Reinert e Clóvis Borges, da SPVS As empre­ende­doras Terezinha Vareschi (esq.) e Bianca Reinert e Clóvis Borges, da SPVS Sustentabilidade

Ativista atrai investidor com gestão profissional

Plano de metas e resultados passa a fazer parte do vocabulário das organizações de proteção ao meio ambiente
Novo modelo
Iniciativas incentivam empreendedorismo na conservação
Diversas iniciativas no país têm usado o empreendedorismo para incentivar a conservação do meio-ambiente. A Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) se inspirou no modelo da Fundação Ashoka para implementar o seu programa Empreendedores da Conservação (E-Cons).
A fundação trabalha na seleção de projetos que tenham como objetivo resolver necessidades sociais e ambientais. Com um processo de seleção criterioso, a Ashoka forma um banco de empreendedores que podem ser selecionados por financiadores interessados.
No E-Cons, o funcionamento do programa é um pouco diferente. Um único financiador apoia seis iniciativas pré-selecionadas pela SPVS. Os valores repassados para os empreendedores variam de acordo com a necessidade de cada projeto. Em média, são bolsas de R$ 4,5 mil ao mês para os seis empreendimentos selecionados, por um período de três anos.
Autossuficiência
O diretor-executivo da organização, Clóvis Borges, compara a relação da E-Cons e dos empreendedores com a de um banco e um microempresário. “Da mesma forma que o dono de uma panificadora pega empréstimo no banco para ampliar sua produção, o empreendedor da conservação vai receber apoio do financiador para expandir seus resultados”, diz.
Após o término do programa, os projetos podem se tornar autossuficientes ou então o investidor pode prorrogar o apoio. “O projeto prevê que cada empreendedor tenha uma plano de sustentabilidade do seu negócio para que ande com suas próprias pernas”, explica Borges.
Os parceiros que trabalham com educação ambiental, por exemplo, terão três anos para desenvolver metodologias e captar de clientes para o futuro.
O modelo adotado pelas organizações é resultado da percepção de ambientalistas de que a conservação do meio ambiente só é possível se for relacionada à sua importância social e econômica. “É preciso aproximar o mercado ao meio ambiente e fazer deste um negócio lucrativo para quem investe”, afirma Maurício Costa, CEO da E2 Brasil Sócio Ambiental, que está em fase de implementação da BVRio, uma bolsa de valores de ativos ambientais. A bolsa vai comercializar créditos de carbono e reciclagem.
Um exemplo de aplicação da bolsa é a comercialização de créditos de reserva legal. A legislação exige que proprietários rurais conservem uma determinada porção da cobertura vegetal original da área. Segundo a BVRio, a lei permite que aquele que possui cobertura de floresta acima do exigido transforme o excesso em Créditos de Reserva Legal (CRLs), que poderão ser negociados com proprietários rurais que possuem áreas florestais abaixo do exigido por lei. (PB)

Para atrair investidores e garantir a sustentabilidade dos negócios, algumas organizações de proteção do meio ambiente estão profissionalizando sua gestão. Planos estratégicos de metas e balanços, expressões comuns no mundo corporativo, agora passaram a fazer parte do vocabulário dos ativistas.
A curitibana Sociedade de Pesquisa Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) viu no método uma forma de atrair um parceiro para seu novo programa, o Empreendedores da Conservação (E-Cons). O HSBC Seguros, financiador da iniciativa, investirá R$ 1 milhão nos próximos três anos em seis projetos-piloto reconhecidos como ações inovadoras na área de conservação da natureza.
Um deles é o de Terezinha Vareschi, que conserva uma área de mata nativa de 36 mil metros quadrados dentro do perímetro urbano de Curitiba. Para participar do E-Cons, ela precisou apresentar um plano de crescimento, com metas e resultados para os próximos 36 meses.
O empreendimento dela visa ampliar o número de Reservas Particulares do Patrimônio Natural Mu­nicipal (RPPNM) na cidade, hoje ainda bastante reduzido, mas com potencial de crescimento. Desde que se comprometam a conservar a mata nativa local, os proprietários recebem uma série de benefícios com essas áreas, que inclusive podem se tornar um negócio lucrativo. Isenção de impostos, comercialização do potencial construtivo do terreno e exploração do ecoturismo na região da mata são algumas das vantagens oferecidas para aqueles que optam por entrar no programa.
“É uma possibilidade de transformar a conservação em um negócio como qualquer outro. Já existem RPPNMs que são aproveitadas desta maneira, com atividades comerciais sem impacto ambiental”, explica Terezinha. Uma delas é a Reserva do Cascatinha, em Santa Felicidade, onde é mantido um parque de conservação particular em que são realizadas atividades de visitação e de ecoturismo.
De acordo com a Secre­taria Municipal de Meio Ambiente, 97% dos 77 milhões de metros quadrados de mata nativa que existem em Curitiba estão localizados em áreas particulares. De 700 áreas potenciais, apenas cinco já se transformaram em RPPNM e outras 28 estão em tramitação. “Há uma grande possibilidade de expansão e é uma atividade que vai se sustentar além dos três anos de projeto”, diz a empreendedora.
Para dar corpo ao projeto, ela criou a Associação dos Protetores de Áreas Verdes Relevantes em Curitiba e Região Metropolitana (Apave), que promove reuniões com proprietários de áreas com potencial de reserva para a troca de informações.
A Apave também já pressiona a administração municipal para que alguns critérios e leis sejam revistos, entre eles a possibilidade de que o potencial construtivo das RPPNM possa ser revendido a cada oito anos.

30 mil km de estradas federais ao “Deus dará”

Thiago Tereda / Infraestrutura

30 mil km de estradas federais ao “Deus dará”

Metade da malha rodoviária brasileira administrada pelo Dnit está sem manutenção após escândalos que colocaram licitações sob suspeita

A crise que atingiu o De­­par­­tamento Nacional de In­­fraestrutura de Transportes (Dnit) no ano passado provocou um efeito colateral que atinge milhões de motoristas até hoje. Como herança, as denúncias de corrupção deixaram metade das rodovias públicas administradas pelo órgão no país sem contratos para obras de manutenção e recuperação viária. São 30 mil quilômetros à espera de operações tapa-buraco, drenagem e sinalização, o equivalente a 55% de um total de 54,5 mil quilômetros. No Paraná, são 173 quilômetros (ver infográfico ao lado) na BR-153, que corta o estado entre o Norte Pioneiro e a Região Sul.
A origem do escândalo remonta a 2008, quando o Dnit abriu edital para a contratação de projetos executivos de engenharia para recuperar metade da malha rodoviária. Muitos desses contratos não saíram do papel e o que avançou foi retido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou falhas em projetos e suspeitas de superfaturamento. Os problemas respingaram na cúpula do Dnit, acusada de cobrar propina com fins eleitorais. Na ocasião, todos os procedimentos licitatórios em andamento foram suspensos temporariamente.
Desperdício
“Estado não atua para evitar os problemas; Assim gasta mais”
Como a União se mostra incapaz de zelar pelas rodovias federais, a pesquisadora Gilza Blasi acredita que a privatização das estradas poderia ser o caminho para que o Brasil tivesse vias em melhores condições. “O Estado só age quando existe um problema. Não atua para evitar os problemas. Assim, os gastos sempre são maiores”, afirma.
Gilza acredita que o governo deveria ser fiscalizador de obras viárias. “Qualquer situação no poder público exige licitação e isso leva tempo. Com uma empresa fazendo apenas o serviço de manutenção e restauração de vias, as melhorias seriam mais rápidas”, diz.
O presidente do Crea-PR, Joel Krüger, discorda da tese de que privatizar é o melhor caminho. “Os custos para os motoristas se deslocarem podem ser muito altos. A gente paga imposto para que o Estado tenha a obrigação de cuidar das rodovias da melhor maneira”, afirma.
Gilberto Cantú, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná, não é contra pedagiar as rodovias, desde que isso se reflita em melhorias nas condições de tráfego. “Mas os valores teriam de ser revistos para não onerar os motoristas”, salienta.
Segundo ele, a situação das rodovias federais públicas do país piorou muito depois da crise no Dnit. “Isso causou um abandono nas rodovias que coloca em risco a vida dos motoristas e ainda aumenta o custo de manutenção dos veículos.” (DA)
Estopim
Entenda como se deu a crise no Dnit em 2011:
Denúncia
A crise começou no Ministério dos Transportes depois de o Partido da República (PR) ser acusado de ter um esquema de financiamento eleitoral por meio de superfaturamento de obras licitadas a partir de 2008. O valor desviado era dividido entre o PR e parlamentares dos estados em que a obra era realizada.
Afastados
O diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot; o presidente da Valec (empresa pública do ramo de construções), José Francisco das Neves e o chefe de gabinete do Ministério dos Transportes, Mauro Barbosa, foram afastados dos cargos pela presidente Dilma Rousseff. O então ministro Alfredo Nascimento perdeu o cargo.
Delta
Uma das empresas beneficiadas no esquema seria a Delta, empresa envolvida nos escândalos de corrupção investigados pela CPI do Cachoeira. O Dnit é o maior cliente dos serviços prestados pela Delta. Atualmente, a construtora tem 99 contratos ativos com a autarquia. Juntos, somam R$ 2,518 bilhões.
Buracos
Você conhece outros trechos de rodovias no Paraná que precisam de manutenção?
Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
A Controladoria-Geral da União (CGU) apresentou relatório de auditoria em setembro de 2011. O órgão constatou 66 irregularidades em 17 processos analisados no Ministério dos Transportes. O trabalho apontou prejuízo potencial de R$ 682 milhões, em um total de R$ 5,1 bilhões fiscalizados.
Promessa
Em meio às denúncias, as estradas ficaram abandonadas. Agora, para licitar as obras novamente, o departamento está revisando os projetos com as 50 empresas que tinham vencido as concorrências anteriores. Em paralelo, equipes técnicas da autarquia estão desenvolvendo projetos próprios.
Em janeiro passado havia a previsão de uma nova licitação, no valor de R$ 16 bilhões, para contratação de obras nos 30 mil quilômetros sem manutenção, mas a concorrência não saiu do papel. O Dnit não explicou porque a previsão não se confirmou. Apenas informou que pretende licitar contratos avaliados em R$ 10 bilhões ainda nesse ano, o que seria suficiente para a manutenção de pelo menos 11 mil quilômetros.
Por meio da assessoria de imprensa do órgão, o diretor-geral Jorge Fraxe assegura que a malha não ficará sem contrato de manutenção. “Não será uma única licitação. Serão realizadas licitações em todas as superintendências regionais do Dnit e também em Brasília”, garantiu.
Riscos
Especialista na área de transportes e professora da Universidade Federal do Para­­ná (UFPR), Gilza Blasi ressalta que a falta de manutenção é um problema crônico nas rodovias federais. Segundo ela, isso resulta em falta de segurança aos usuários. “Com uma rodovia sem manutenção não há segurança viária”, diz.
O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), Joel Krüger, que também leciona na Pontifícia Universidade Católica (PUC), explica que um asfalto sem manutenção adequada por um período de cinco a sete anos sofre danos que comprometem a segurança dos motoristas. “A chuva e a passagens de veículos vão desgastando as rodovias. Se o asfalto é preparado para aguentar 15 anos, por exemplo, tem de fazer medidas preventivas a cada cinco ou sete anos. Caso contrário, a segurança é totalmente comprometida”, afirma.
12 mil km de vias estaduais receberão obras
O governo do estado homologou na semana passada licitações para a execução de obras de conservação e manutenção de 11,8 mil quilômetros da malha rodoviária estadual. Serão investidos cerca de R$ 840 milhões nas intervenções, segundo o governo do estado. As obras serão executadas pelas regionais do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá e Cascavel. As obras foram divididas em 27 lotes. A execução dos projetos vai envolver 25 empreiteiras.
O programa foi dividido em três segmentos. O primeiro é denominado de Conservação e Recuperação Descontínua com Melhoria do Estado do Pavimento. Com recursos de R$ 410 milhões, essa etapa contempla 2 mil quilômetros de rodovias em elevado processo de deterioração.
Boa parte dessa malha serve como corredor de transporte regional ou estadual. O objetivo do programa é alcançar 85% de nível bom e muito bom nas condições do pavimento. Os outros 15% deverão estar, pelo menos, em nível razoável. Com isso o objetivo é eliminar rodovias em situações consideradas como ruins ou péssimas.
Reparos
O segundo segmento é o de Conservação de Pavimentos e tem previstos mais R$ 290 milhões. Neste programa, os serviços serão basicamente a execução de reparos em pequenos segmentos, principalmente para melhoria da drenagem. O trabalho será estendido por aproximadamente 8 mil quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas que apresentam atualmente menor grau de deterioração.
Outros R$ 139 milhões serão investidos em serviços de limpeza, drenagem, sinalização e controle da vegetação. Essa será terceira etapa e terá objetivo de garantir maior visibilidade da sinalização.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Brasil tem 3,4 milhões de menores trabalhando, aponta OIT

Arquivo/Agência Brasil / Censo 2010

Brasil tem 3,4 milhões de menores trabalhando, aponta OIT

O número aponta queda maior que 10% em relação aos mais de 3,9 milhões de menores de idade que trabalhavam em 2000
12/06/2012 | 11:05 | Agência O Globo
Um estudo feito a partir dos dados do Censo de 2010 aponta que 3,4 milhões de crianças e adolescentes trabalham no Brasil. O número aponta queda maior que 10% em relação aos mais de 3,9 milhões de menores de idade que trabalhavam em 2000. O estudo, elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Fórum Nacional para a Prevenção e Eliminação do Trabalho Infantil (FNPeti) e divulgado nesta terça-feira, aponta, porém, que há regiões do país onde houve forte crescimento do trabalho infantil nessa década, como Roraima, Amapá, Amazonas e Distrito Federal.
Apesar da queda geral do número de menores trabalhadores no Brasil, piorou o indicador referente àquelas crianças entre 10 e 13 anos que estão fazendo algum tipo de trabalho. Eram 700 mil em 2000 e subiram a 710 mil na última medição. As regiões que mais passaram a empregar essas crianças foram Norte e Centro-Oeste, mas também a região Sudeste viu o número de crianças de até 13 anos que estão trabalhando crescer 15%, de 2000 a 2010, com maior alta em São Paulo e Rio de Janeiro.
"Isso é preocupante, já que essa faixa etária corresponde aos anos anteriores à conclusão do ensino fundamental e seu impacto sobre a aprendizagem, conclusão escolar ou abandono escolar ou não ingresso no ensino médio, é imediato", segundo nota divulgada pelo FNPeti nesta terça-feira, no dia mundial pela eliminação do trabalho infantil.
Em evento no Ministério da Justiça, FNPeti, OIT, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e 79 entidades representativas dos empregadores, trabalhadores, governo federal, operadores do Direito e organizações não governamentais e outras entidades lançaram hoje a campanha "Vamos acabar com o trabalho infantil. Em defesa dos direitos humanos e da justiça social".