Páginas

Quem sou eu

Minha foto
Professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino - Governo do Paraná

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Cirque du Soleil estreia hoje em Curitiba; veja fotos do ensaio





Daniel Castellano/Agência de Notícias Gazeta do Povo / Ensaio do espetáculo Varekai Ensaio do espetáculo Varekai Circo

Cirque du Soleil estreia hoje em Curitiba; veja fotos do ensaio

 Daniel Castellano/Agência de Notícias Gazeta do Povo / Ensaio do espetáculo Varekai

Espetáculo surpreende pelos números aéreos e é a terceira apresentação da companhia canadense a passar por Curitiba
A Gazeta do Povo acompanhou na noite de quinta-feira (14) o ensaio do espetáculo Varekai, do Cirque du Soleil, que estreia nesta sexta-feira, em Curitiba. Confira as fotos:

Serviço:
Veja datas, preços e outras informações do espetáculo no Guia Gazeta do Povo
Confira a reportagem do Caderno G publicada na última quinta-feira sobre o espetáculo:
O espetáculo Varekai é a terceira montagem do Cirque du Soleil a passar por aqui (veja o serviço completo do espetáculo no Guia Gazeta do Povo). É também a mais moderna da companhia canadense já montada no Brasil. Concebido em 2002, o show é visualmente mais elaborado do que Alegría, criado em 1994 e apresentado em 2007, e do que Quidam, que teve a estreia mundial em 1996, mas que só chegou ao país em 2009.
E, desta vez, o maior destaque são os números aéreos. Uma das razões para isso vem do próprio enredo de Varekai, que se inspira no mito grego de Ícaro, ser fantástico que tem a cera das asas derretida ao voar em direção ao sol. O ato de ousadia leva o protagonista a cair em uma floresta mágica, que é habitada por seres fantásticos, na qual se vê diante do desafio de superar os próprios limites e descobrir uma vida nova.
A queda do personagem, interpretada no início da apresentação por um artista envolto em uma rede, serve como introdução à beleza dos movimentos e à suavidade da iluminação predominantes no espetáculo. Além desse número, as acrobacias no início do terceiro ato, que dispensam a rede de proteção, são algumas das mais impressionantes de toda a montagem. A coreografia de dança sobre muletas é outro dos momentos mais memoráveis do espetáculo, e serve de exemplo da técnica e da complexidade envolvidas.
Mais humor
Apesar de ter os seus momentos sombrios, Varekai é, na maior parte do tempo, um show alegre. As cenas protagonizadas pelos palhaços, que aparecem em incursões no meio da apresentação, dão a ela bastante leveza e humor. Inclusive, eles são os responsáveis pelos truques de mágica e pela interação com a plateia, a esquentando para o início de cada ato. Um dos momentos mais divertidos é aquele em que o palhaço canta “Ne Me Quitte Pas” (Jacques Brel) enquanto corre atrás da luz do holofote, que teima em fugir dele. Entretanto, mesmo rendendo muitas risadas, esses números parecem desligados do enredo da apresentação.
A palavra “varekai” significa “onde quer que seja” em língua cigana, e presta homenagem à cultura circense vinda dos povos itinerantes. Essa exaltação às raízes fica clara nas músicas interpretadas ao longo do espetáculo, que são tocadas ao vivo, e na própria estrutura montada para receber o público, uma espécie de tenda de luxo.
Pelo fato de os shows se darem nessa estrutura e de o número de cadeiras ser limitado, ninguém sai prejudicado por ter escolhido assentos mais distantes do palco. Esteja onde estiver, é possível ver bem cada uma das estripulias. A apresentação, com cerca de duas horas de duração, tem dois intervalos de meia hora e estrutura aconchegante para o público.
Em turnê pelo Brasil desde o ano passado, Varekai já passou por seis estados e deve receber até o fim do ano 500 mil pessoas. O show poderá ser visto pelos curitibanos até o dia 15 de julho, quando seguirá para o Rio Grande do Sul, última parada no país. Segundo a organização da companhia no Brasil, até o ano que vem o país receberá a turnê de um novo espetáculo que ainda será definido.

Agronegócio - Conexão China

Edilson de Freitas/Gazeta do Povo /
Expedição Safra

Conexão China

Ligação do agronegócio com a economia chinesa põe Brasil numa posição privilegiada em época de crise nos Estados Unidos e na Europa. Para o gigante asiático, lavouras brasileiras são fundamentais
Numa época em que a economia mundial tenta pegar carona no crescimento da China para atravessar a crise que afeta Estados Unidos e União Europeia, a relação entre o agronegócio brasileiro e o consumo chinês garante assento privilegiado ao Brasil na locomotiva do desenvolvimento globalizado. O mercado de alimentos deve ser pouco afetado pela redução no crescimento do gigante asiático, que não tem como ampliar a produção de grãos por falta de áreas produtivas e limitações tecnológicas, apurou a Expedição Safra Gazeta do Povo, em viagem de dez dias pelo país.
Ainda há muito espaço para ampliação das relações entre os dois países. Com 10% do comércio mundial, a nação mais populosa do mundo importou o equivalente a US$ 1,74 trilhão em 2011. E, apesar de ter feito da China seu principal cliente, o Brasil exportou ao parceiro comercial apenas US$ 44,3 bilhões no período – ou seja, 17,3% de suas vendas, mas somente 2,5% do que os chineses compram. Esses porcentuais tendem a aumentar, mesmo com o crescimento do PIB chinês rebaixado da casa de 10% (média dos últimos cinco anos) para a de 8% (prevista para 2012).
José Rocher/ Gazeta do Povo
José Rocher/ Gazeta do Povo / Os agricul- tores Zhu Xiang e Qiang Iun, no cabo da enxada, em plantação de soja Ampliar imagem
Os agricul- tores Zhu Xiang e Qiang Iun, no cabo da enxada, em plantação de soja
Perseverança fomenta o campo
Na região agrícola da China que mais produz soja e milho, o Nordeste, a atividade ainda depende da força dos trabalhadores que limpam as lavouras com enxadas e espalham as sementes no solo com as próprias mãos. Sem o uso de tecnologias comuns nos países exportadores de grãos, pequenos lotes cultivados com capricho rendem 190 milhões de toneladas do cereal e 13 milhões de toneladas da oleaginosa por temporada, mas com muito esforço.
O volume é 60% maior que o colhido no Brasil nessas duas culturas, graças ao uso de uma área com tamanho dobrado para o cereal. Com maquinário, biotecnologia ou plantio direto, o rendimento poderia ser bem maior. Em áreas equivalentes, os agricultores brasileiros colhem 70% mais soja e os norte-americanos obtêm 80% mais milho.
Uma série de fatores impede a adoção dessas tecnologias. As terras são coletivas e cada trabalhador rural tem direito a explorar cerca de um hectare, área equivalente a um campo de futebol. Por si só, esse sistema dificulta a escala e limita a produtividade.
Outra questão crucial é o inverno rigoroso. As lavouras da região de Harbin ficam cobertas com até um metro de neve durante o inverno, influência da Sibéria. Agricultores como Zhu Xiang e Qiang Iun amontoam a palha do milho para queimar na estação fria. Se ficasse no solo, a palhada atrapalharia o trabalho com as enxadas, necessário ao controle das plantas daninhas no cultivo de sementes convencionais – que não permitem o uso de herbicida na fase emergencial.
Com 20% da população do planeta, a China detém só 7% da produção agrícola mundial. Essa diferença mostra por que o trabalho no campo é tão importante no país. Para ajudar a alimentar a população crescente, os agricultores retiram de 160 milhões de hectares cerca de 500 milhões de toneladas de alimentos. Milho, soja, arroz e trigo rendem 460 milhões (t) – 2,9 vezes a produção brasileira total de grãos.
A soja não é mais o único produto de interesse dos chineses. Enquanto a Expedição percorria a China, Beijing apresentou ao governo brasileiro protocolo que abre as portas do país também ao milho. O documento deve ser assinado neste mês durante a Conferência das Nações Unidas sobre De­­senvolvimento Sustentável, a Rio+20, conforme Brasília, garantindo um cliente de peso para as cerca de 12 milhões de toneladas do cereal que terão de ser remetidas ao mercado externo devido ao crescimento da produção de inverno.
Apetite
O interesse chinês pela importação de soja e milho – ingredientes das rações animais que se complementam – vem crescendo à medida que o poder de compra da população chinesa permite aumento no consumo de proteína. As importações da oleaginosa passaram da casa de 40 milhões para a de 60 milhões de toneladas por temporada em apenas cinco anos, um avanço de 50%. As do cereal, que eram insignificantes até três anos atrás, devem atingir 7 milhões de toneladas nesta temporada.
As expectativas dos exportadores vão bem além disso. “A China precisa de 20 milhões de toneladas de milho para repor seus estoques”, aponta o presidente-executivo da Associação Brasileira dos Produtores (Abramilho), Alysson Paolinelli.
Além de crescer a passos largos, a taxas entre 7% e 11% ao ano, o mercado de carnes chinês é vasto pela própria concentração de 1,35 bilhão de pessoas no país. Os chineses consomem atualmente 52,6 quilos de carne por ano, pouco mais da metade da marca de 100 quilos per capita registrados no Brasil, conforme números de 2011. O Paraná, maior produtor brasileiro de frango, teria de dobrar suas marcas para fornecer um quilo a mais de frango por habitante da nação asiática. Os compradores chineses estão ampliando negócios e figuram entre os principais clientes da avicultura do estado.
As processadoras de soja da China, porta de entrada da produção da América do Sul, operam ociosas e podem dobrar o esmagamento, que na última temporada chegou a 59 milhões de toneladas – apenas 3 milhões (t) além do volume importado. Principal elo entre o Brasil e o maior importador do grão do planeta, a oleaginosa é nosso cartão de visitas, cuja apresentação é obrigatória para uma boa relação com o mundo chinês.

Primeira astronauta chinesa viajará ao espaço no sábado

REUTERS/Jason Lee / Liu Yang se somará à lista de mais de 50 mulheres astronautas que viajaram ao espaço desde que a russa Valentina Tereshkova se tornou a primeira cosmonauta em 1963 Liu Yang se somará à lista de mais de 50 mulheres astronautas que viajaram ao espaço desde que a russa Valentina Tereshkova se tornou a primeira cosmonauta em 1963 Lançamento

Primeira astronauta chinesa viajará ao espaço no sábado

A China realizará o primeiro acoplamento de uma nave tripulada ao módulo chinês Tiangong I, lançado em setembro e criado para hospedar os tripulantes e servir de base para experimentos
A China lançará na tarde de sábado (15) a nave tripulada Shenzhou IX, a quarta deste tipo, com uma novidade a bordo: a primeira mulher astronauta chinesa, Liu Yang.
A expectativa é que Liu, que irá acompanhada de dois homens, melhore a "eficiência de trabalho" da tripulação, segundo assegurou seu porta-voz, Wu Ping, em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira na plataforma de lançamento, situada na província de Gansu (noroeste), segundo a agência oficial "Xinhua".
AFP PHOTO
AFP PHOTO / A designação de Liu foi anunciada nesta semana após um longo processo de seleção Ampliar imagem
A designação de Liu foi anunciada nesta semana após um longo processo de seleção
"De maneira geral, as astronautas mulheres têm mais estabilidade psicológica e maior habilidade para lidar com a solidão", afirmou Wu.
Liu se somará à lista de mais de 50 mulheres astronautas que viajaram ao espaço desde que a russa Valentina Tereshkova se tornou a primeira cosmonauta em 1963, dois anos depois da histórica viagem de Yuri Gagarin.
A designação de Liu foi anunciada nesta semana após um longo processo de seleção que deu preferência a mulheres casadas e com filhos (embora não seja o caso da escolhida), devido ao fato de o voo espacial e a possível exposição à radiação poderem causar infertilidade.
Além disso, com esta missão, a China realizará o primeiro acoplamento de uma nave tripulada ao módulo chinês Tiangong I, lançado no último mês de setembro e criado para hospedar os tripulantes e servir de base para os experimentos científicos que desenvolverão durante dez dias.
Os astronautas Jing Haipeng, Liu Wang e Liu Yang embarcarão às 7h37 de sábado (de Brasília) na Shenzhou IX, que será propulsada ao espaço por um foguete desde o Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no deserto noroeste da China.
O lançamento foi anunciado em fevereiro, mas na ocasião foi informado que seria uma nave não tripulada com animais e sementes a bordo para realizar experimentos em condições de gravidade zero e radiação.
Este será a quarta viagem tripulada da China depois das realizados em 2003 e 2005, e do passeio espacial de 2008.
Segundo dados oficiais chineses, a China se situa no segundo posto no número de lançamentos depois da Rússia, embora os analistas considerem que o país asiático tem atualmente o nível tecnológico de Estados Unidos e União Soviética na década de 1960.

Curitiba leva Hibribus à Rio+20 como modelo de ônibus menos poluente

Brunno Covello / Secretaria Municipal de Comunicação Social da Prefeitura de Curitiba / Divulgação / O veículo é uma aposta da administração municipal para diminuir a emissão de poluentes na capital paranaense, já que opera com dois motores. Um deles é elétrico e o outro movido a biodiesel O veículo é uma aposta da administração municipal para diminuir a emissão de poluentes na capital paranaense, já que opera com dois motores. Um deles é elétrico e o outro movido a biodiesel novidade

Curitiba leva Hibribus à Rio+20 como modelo de ônibus menos poluente

Veículo tem dois motores (elétrico e biodiesel); 60 unidades devem operar na capital paranaense a partir de setembro
A prefeitura de Curitiba apresentou o Hibribus nesta quinta-feira (14) durante a realização da Rio+20, conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir o desenvolvimento sustentável, que está sendo realizada na cidade do Rio de Janeiro até o próximo dia 22. O veículo é uma aposta da administração municipal para diminuir a emissão de poluentes na capital paranaense, já que o ônibus opera com dois motores (um elétrico e outro movido a biodiesel). Inicialmente, 60 unidades devem ser implantadas no sistema de transporte coletivo de Curitiba a partir de setembro deste ano.
O modelo do novo ônibus começou a ser produzido pela Volvo, na fábrica da empresa na capital paranaense, neste ano, com investimento de US$ 20 milhões. Ele é mais silencioso e a nova tecnologia permite economia de combustível de até 35%, além de reduzir em 90% as emissões de gases poluentes em relação aos ônibus com tecnologia antiga.
O motor elétrico é utilizado no arranque e na aceleração até a velocidade de 20 quilômetros por hora quando entra em funcionamento o motor a biodiesel que, no caso de Curitiba, é à base de soja. O motor elétrico do veículo é usado também como gerador de energia durante as frenagens. A cada vez que os freios são acionados, a energia da desaceleração é utilizada para carregar as baterias.
"O Hibribus é mais um avanço no sistema de Curitiba, que busca sempre estimular o uso do transporte coletivo aliado à sustentabilidade. Desenvolvemos um sistema de ônibus que é referência mundial, investimos agora no biocombustível e nos motores menos poluentes e estamos iniciando a implantação do metrô", disse o prefeito Luciano Ducci durante o evento de apresentação do novo modelo. A cidade investirá cerca de R$ 26 milhões para adquirir as primeiras 60 unidades do Hibribus.
Com capacidade para 85 passageiros cada, eles entrarão na Rede Integrada de Transporte, em linhas convencionais, que fazem ligação bairro a bairro (Detran/Vicente Machado/ Água Verde/Abranches; Juvevê/Água Verde; e Jardim Mercês/Guanabara) e em linha circular, a Interbairros 1. "Focamos no aproveitamento de todos os modais possíveis para a evolução constante de nosso transporte coletivo", afirmou Luciano Ducci.
"Estamos muito otimistas com este revolucionário veículo. É o ônibus do futuro", afirmou Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America, que participou do lançamento no estande de Curitiba na Rio+20. O Hibribus ficará no estande de Curitiba na Rio+20, no Paque dos Atletas, durante toda a conferência.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Natureza de todas as eras em Neuquén

Divulgação / O vulcão Lanín, símbolo de Neuquén, presente na bandeira e no hino da província, pode ser escalado por montanhistas experientes O vulcão Lanín, símbolo de Neuquén, presente na bandeira e no hino da província, pode ser escalado por montanhistas experientes Argentina

Natureza de todas as eras em Neuquén

Sítios arqueológicos, pescaria e observação de pássaros são alguns dos roteiros possíveis na entrada da patagônia argentina
Localizada ao Norte da Patagônia, a província de Neuquén, com 550 mil habitantes, é mais um testemunho de que nossos vizinhos argentinos oferecem uma diversificada coleção de destinos charmosos. O lugar é indicado para quem gosta de pescar, caçar, observar pássaros, degustar vinhos, contemplar a natureza, curtir a neve e o agito da vida noturna. Os amantes de História Natural também se divertem por lá, em sítios arqueológicos de extrema relevância científica.
A diversão começa na capital, com o mesmo nome da província. Com 300 mil habitantes, cassinos, museus, praças e parques, Neuquén é a maior e mais rica cidade da patagônia argentina.
Serviço
Centro Paleontológico Lago Los Barreales
Em Paynemil, a 90 km de Neuquén, diariamente, das 9 às 19 horas. O circuito dura 2 horas e custa R$ 40 por pessoa.
Museu Carmen Funes
Em Plaza Huincul, a 100 km de Neuquén, de segunda a sexta-feira das 9 às 19 horas, e sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 20h30. O ingresso custa R$ 4 por pessoa.
Museu Municipal Ernesto Bachmann
Em Villa El Chocón, a 70 km de Neuquén, todos os dias, das 8 às 19 horas. Ingresso a R$ 5 por pessoa.
As maiores espécies de dinossauros herbívoros e carnívoros do mundo estão expostos em museus na patagônia argentina.
7 lagos
A famosa rota que liga San Martín de Los Andes, Villa La Angostura e Bariloche é a principal atração turística da província de Neuquén. São 110 quilômetros pela Ruta 234. Ao logo da estrada, belas paisagens dos lagos Nahuel Huapi, Espejo, Correntoso, Escondido, Villarino, Falkner, Machónico e Lacar. Em Bariloche ou San Martin de Los Andes, várias empresas oferecem o tour, que custa, em média, R$ 100 por pessoa.
Serviço
O que você precisa saber para planejar a sua viagem.
Como chegar
• Não existem voos diretos do Brasil para Neuquén. Para chegar lá, é necessário comprar um bilhete da LAN ou da Aerolíneas Argentinas e trocar de aeronave em Buenos Aires. O trecho entre a capital portenha e Bariloche dura duas horas. Os bilhetes, por trecho, custam US$ 288 na LAN e US$ 300 na Aerolíneas Argentinas. Para explorar a província, é necessário alugar um carro. A diária de um carro básico fica em torno de US$ 65.
Onde ficar
Casino Magic Hotel. Teodoro Planas, 4005, Neuquén. Diária a partir de US$ 300 com café da manhã. Informações e reservas pelo telefone +54 (0299) 445 2600 ou no site www.casinomagic.com.ar.
Hotel Land Express. Ruta 22, Neuquén. Diária a partir de US$ 225 com café da manhã. Informações e reservas pelo telefone +54 (0299) 449 0100 ou no site www.landexpress.com.ar.
Land Park Lodge & Spa. Ruta 234, Km 30, Junin de los Andes. Diária a partir de US$ 190 com café da manhã. Informações e reservas pelo (11) 2766-1616 ou no site www.landparklodge.com.
Onde comer
Restaurant Ruca Hueney. Calle Padre Milanesio esquina com a Coronel Suarez, Junin de Los Andes. Pratos típicos da culinária argentina. Bife de chorizo, parrilla, carne de cervo à milanesa e cordeiro patagônico são alguns dos pratos oferecidos. Informações e reservas pelo telefone +54 (2972) 491 113 ou no site www.ruca-hueney.com.ar.
La Toscana. J.J Lastra, 176, Ruta 22, Neuquén. O restaurante serve massas caseiras. Dona de uma das maiores cartas de vinho da região, La Toscana oferece 350 títulos para degustação. Informações e reservas pelo telefone +54 (0299) 4473 322 ou no site www.latoscanarestaurante.com.
FOTOS: Via Christi de Junin de Los Andes
Na região leste do território estão as vinícolas e plantações de maçã. Lá também está uma das maiores concentrações de fósseis de dinossauros do planeta. Na área central, uma rodovia cruza um enorme deserto, repleto de máquinas que exploram petróleo no subsolo. Ao oeste e ao sul estão a Cordilheira dos Andes, a fronteira com o Chile, os picos nevados, os rios cheios de trutas e os bosques, indicados para caçada de cervos.
É essa diversidade de atividades e programas para diferentes perfis de turistas que torna Neuquén uma alternativa mais que interessante aos tradicionais roteiros argentinos de Buenos Aires e Bariloche.
Se fosse possível criar o Jurassic Park, igual ao filme de 1993, dirigido por Steven Spielberg, o local mais indicado seria a patagônia argentina. Ao contrário da Costa Rica, locação usada pelo diretor, no território argentino foram encontrados os maiores dinossauros que já pisaram na Terra.
Era na região de Neuquén, principal província da Pa­­tagônia, a 1.200 km de Bu­­e­­nos Aires, que vivia o Ar­­gentinossauro, há 80 milhões de anos. O herbívoro quadrúpede media 40 metros de comprimento e 16 de altura e tinha entre 90 e 100 toneladas de peso.
Este e outros dinossauros estão expostos em vários museus espalhados pela província. Em Villa El Chocón, o Museu Municipal Ernesto Bachmann, no centro da cidade, há um incrível acervo paleontológico. O principal exemplar é o Giganotossauro, maior dinossauro carnívoro já descoberto. O Argentinossauro está no Museu Carmen Funes, em Plaza Huincul.
Se observar os esqueletos não basta, o vistante pode ver os gigantes em habitat natural. O sítio arqueológico, a 90 km da capital Neuquén, nas imediações do lago artificial Los Barreales, é aberto à visitação. O Centro Paleontológico guarda fósseis de 90 milhões de anos.
Rota de vinhos

Vinícolas de produção diversificada oferecem visitas e degustações para turistas na região leste de Neuquén. Mas Neuquén não é só dinossauro. Os apreciadores de um bom vinho encontram na província alguns dos melhores rótulos do país, de diferentes variedades. O solo arenoso, o clima seco, os ventos moderados e uma grande amplitude térmica são os ingredientes ideais para o cultivo das uvas Chardonnay, Malbec, Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Cabernet Franc e Sauvignon Blanc.
Para degustar os sabores e aromas dos vinhos patagônicos, o turista precisa alugar um carro para percorrer a região, repleta de vinícolas. As adegas mais conhecidas são a Del Fin del Mundo, Família Schroeder, Valle Perdido e Universo Austral. Todas organizam visitas guiadas, com degustações, e possuem lojas e restaurantes.
Em San Patrício del Cha­­ñar, na adega da Família Schroeder, que produz o Sauros Malbec, o visitante é convidado a percorrer uma parte dos 120 hectares de uvas plantadas e conhecer o processo de produção do vinho. É possível comer a uva no pé. A visita dura uma hora e custa R$ 20 por pessoa. A entrada é permitida apenas aos maiores de 18 anos.
Depois – ou antes – de apreciar a produção vinícola da região, o visitante pode ainda aproveitar a adrenalina nos esportes radicais ou o sossego proporcionado pelos cenários naturais, duas características ambivalentes da Patagônia.
No quesito aventura, Neu­­quén é ideal para prática de esportes de neve, nas pistas de San Martin de Los Andes e Villa La Angostura, na região sul da província. O Parque Nacional Lanin, em Junin de Los Andes, é o ponto de partida para a duríssima escalada de dois ou três dias até o cume do vulcão Lanín (3.776 metros de altitude). Escaladores locais oferecem o serviço, indicado para os iniciados na prática.
Para quem prefere a tranquilidade, Neuquén oferece uma grande quantidade de lagoas, lagos e rios, perfeitos para suaves pescarias. No sul, quase na divisa com a província de Río Negro, a truta, peixe típico da região, é o grande troféu dos pescadores, que ficam hospedados em campings ou hospedarias nas margens dos lagos.
Outra atividade permitida no lugar é a caça esportiva de alguns animais, como cervo e antílope. Empresas locais oferecem toda estrutura necessária, algumas incluem até o aluguel das armas e munições.
Roteiro da Via Christi une arte, religião e história
Em Junin de Los Andes, cidadezinha de 15 mil habitantes, localizada a 386 quilômetros de Neuquén, um parque temático apresenta a trajetória de Jesus Cristo de uma maneira inovadora. Usando a história de seu país, o arquiteto e escultor argentino Alejandro Santana, criador do parque Via Christi, interpreta a Vida de Jesus a partir de um olhar contemporâneo. Durante o período de Corpus Christi, aproximadamente 20 mil católicos participam de romarias realizadas no lugar.
Encravada na encosta de um morro, em uma floresta de pinheiros, a Via Chris­­ti conta a história do nascimento à ressurreição de Jesus, em um percurso de dois quilômetros. São 22 estátuas, de até três metros de altura. Logo na primeira escultura, dedicada ao nascimento de Jesus, é possível perceber a proposta do autor. Os rostos de Maria e de José têm características hispânicas, de mapuches – indígenas que habitavam a região.
Ao longo do circuito, outros personagens são inseridos na história de Cristo. Em uma das passagens, Jesus está rodeado por São Francisco de Assis, Martin Luther King, Madre Teresa, Gandhi, entre outros símbolos mundiais de resistência e paz.
A parábola do filho pródigo, a multiplicação dos pães e dos peixes, a Paixão, a Morte e a Ressurreição, todas as passagens bíblicas têm alguma referência histórica embutida. Em uma das estátuas, talvez a mais polêmica, Jesus é torturado por um colonizador espanhol, ao invés de um soldado romano. Em outra, soldados romanos são retratados por generais das ditaturas militares do Paraguai, Brasil, Argentina, Uruguai e Chile. No fim da Via Christi, no topo da montanha, está uma grande cruz branca, erguida em 1950. De lá, é possível ter uma visão privilegiada de Junin de Los Andes, em um cenário incrível, que faz a caminhada de uma hora e meia valer a pena.
Serviço: Via Christi
O Parque da Via Christi está localizado no Cerro de la Cruz, em San Junin de Los Andes, e abre diariamente, das 9 as 17 horas. Os passeios são guiados e duram 1h30. O ingresso custa R$ 15 por pessoa.
O jornalista viajou a convite da Pastoral do Turismo do Brasil e Turismo Inteligente Empresa de Viajes y Turismo.

Parque Via Christi interpreta a vida de Jesus a partir de um olhar contemporâneoDivulgação
 

Telescópio que caça buracos negros entra em órbita

 AFP PHOTO / NASA / Ilustração conceitual mostra  telescópio NuStar no espaço Ilustração conceitual mostra telescópio NuStar no espaço Espaço

Telescópio que caça buracos negros entra em órbita

Circulando na órbita da Terra, o telescópio fará emissões cósmicas de raios-X que ajudem a revelar, por exemplo, como as galáxias se formaram

Um inovador telescópio espacial de raios-X partiu na quarta-feira a bordo de um foguete não tripulado para uma missão de dois anos com o objetivo de encontrar buracos negros e outros fenômenos celestes de alta energia, segundo a Nasa.
O Equipamento Telescópico Nuclear Espectroscópico, apelidado de NuStar pelas iniciais em inglês, entrou em órbita a bordo do foguete Pegasus XL, que segundos antes havia sido lançado de um avião que já voava a 40 mil pés (12,2 mil metros) sobre o oceano Pacífico, na região das ilhas Marshall.
Circulando na órbita da Terra, o telescópio fará emissões cósmicas de raios-X que ajudem a revelar, por exemplo, como as galáxias se formaram. Numa etapa posterior, ele examinará aglomerados de galáxias, explosões de supernovas e certas regiões do espaço onde partículas são aceleradas até quase a velocidade da luz, como ao redor dos buracos negros.
A investigação das supernovas é especialmente importante, porque elas servem de régua para medir o ritmo de expansão do universo. Isso porque os astrônomos acreditam que elas têm uma luz uniforme, então seu brilho indica sua distância - assim como uma lâmpada parece mais fraca quando vista à distância.
"Com essas observações, teremos uma ideia melhor sobre a física das explosões das supernovas", disse Daniel Stern, cientista do projeto NuStar, ligado ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na Califórnia.
Já o estudo dos raios-X de alta energia, que podem atravessar gases e poeira, também devem revelar a localização dos buracos negros, segundo os cientistas.
"Temos bastante certeza de que toda grande galáxia tem um buraco negro superenorme no seu centro, e os modelos preveem que a maioria dos que estão ativamente agregando material e ficando muito brilhantes está sendo escondida por gás e poeira ao seu redor", disse Stern.
O NuStar conseguirá detectar quantos buracos negros estão escondidos, que tamanho eles têm, e onde ficam.
O NuStar complementa o observatório de raios-X Chandra, da Nasa, e o telescópio europeu XMM-Newton. Ambos estudam raios-X cósmicos em faixas de onda de baixa energia.
O novo telescópio consiste de 133 espelhos côncavos e concêntricos, feitos de vidro flexível, igual ao que é usado diante das telas de notebooks. Como os raios-X precisam de uma grande área para o foco, o NuStar tem uma mastro de 10,5 metros, que deve ser aberto em 20 de junho.
O telescópio, que custou 180 milhões de dólares, e o foguete Pegasus foram fabricados pela empresa Orbital Sciences Corp.
Engenheiros preparam telescópio NuStar antes de sua partida AFP PHOTO / NASA / VAFB / Randy Beaudoin 
 AFP PHOTO/NASA/HANDOUT / Telescópio Nu Star é acoplado à foguete

Comissão aprova parecer do PNE com 8% do PIB

Meta inicial era aplicar 7,5% do Produto Interno Bruto do país em educação. Plano propõe diretrizes para os próximos dez anos

Após mais de um ano de negociações, o parecer do Plano Nacional de Educação (PNE) foi aprovado ontem na comissão especial que trata do tema na Câmara. O deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR) elevou na última hora de 7,5% para 8% a polêmica meta que trata da porcentagem do PIB a ser destinada ao ensino dentro de dez anos.
No entanto, o impasse segue, já que esse ponto específico deve ser votado separadamente como destaque no final do mês. Na prática, o número ainda pode ser alterado. Durante sua campanha para a presidência, Dilma Rousseff tinha se comprometido a aumentar o investimento em educação dos atuais 5% do PIB para 7% até o fim do mandato, em 2014.
Os 8% ficam abaixo dos 8,29% que o próprio Vanhoni havia sugerido em novembro e mais distantes ainda dos 10% defendidos por partidos da oposição e entidades como a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e a União Nacional dos Estudantes (UNE). O relator sofreu pressão do Ministério da Fazenda e da Casa Civil, que resistiram a uma porcentagem maior. “Os 8% são suficientes para enfrentar os dois principais grandes desafios da educação brasileira, que são incluir todas as crianças no sistema educacional e enfrentar a melhoria da qualidade. A nação pode ficar tranquila porque com 8% de investimento vamos consolidar um novo patamar na educação”, disse Vanhoni.
De acordo com o petista, o avanço de meio ponto porcentual na meta representa um recurso adicional de R$ 23 bilhões ao longo do decênio. Questionado se o Palácio do Planalto tinha concordado com a mudança, o deputado respondeu: “Acho que o governo concorda com 8%”.
Diretrizes
O PNE define 10 diretrizes e 20 metas para os próximos 10 anos, entre elas a triplicação das matrículas da educação profissional de nível médio e a destinação dos recursos do Fundo Social do pré-sal para a área de ensino. Os destaques (pontos do texto ainda sujeitos a alteração) deverão ser votados no dia 26.
Vanhoni incluiu ainda um parágrafo determinando que serão utilizados 50% dos “recursos do pré-sal, incluídos os royalties, diretamente em educação para que ao final de dez anos de vigência do PNE seja atingido o porcentual de 10% do PIB para o investimento em educação” – na prática, uma manobra ambígua para garantir a menção dos 10% do PIB em algum canto do projeto.