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domingo, 24 de junho de 2012

Convenção PSDC/PHS Alm. Tamandaré



Convenção Municipal da Coligação PSDC e PHS de Almirante Tamandaré. Uma maravilhosa apresentação dos candidatos a Prefeito com seu Vice e Vereadores. Sidnei Trevizan e Iujo nos trará uma nova proposta para a Política de Tamandaré, uma Política voltada para a população, para as Famílias e sem medo de agir pelo próximo, pelos semelhantes. Vamos deixar de lado tudo que já aconteceu de ruim em Tamandaré e vamos unidos com o PSDC e PHS para uma nova era, para a verdadeira MUDANÇA EM ALMIRANTE TAMANDARÉ!

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Oportunidades de sobra


Daniel Caron/ Gazeta do Povo / Norton Gomes, sócio da CCN Revestone, em obra na Marechal FlorianoNorton Gomes, sócio da CCN Revestone, em obra na Marechal Floriano
ECONOMIA

Oportunidades de sobra

Especialistas apontam mais de 500 possibilidades de investimento em negócios para Curitiba. Alguns empresários já estão lucrando.
O legado da Copa do Mun­do, um dos principais argumentos para justificar o evento no Brasil e todo o investimento público realizado, pode ser a oportunidade de incremento no faturamento de mais de 500 tipos de negócios em Curitiba. É o que aponta o mapeamento de oportunidades de investimento em atividades que serão impactadas pela Copa feito pelo Sebrae e a Fundação Getulio Vargas (FGV). Os empreendimentos são relacionados a construção civil, tecnologia da informação, turismo, varejo, moda e agronegócio.
A orientação para aproveitar estas oportunidades é profissionalizar ao máximo a gestão, capacitar os funcionários, se atentar às recomendações do Comitê Organizador Local (COL) e pesquisar exemplos de negócios que deram certo nas competições passadas. “É fundamental aprender com o exemplo da África do Sul, como foi o perfil do turismo, que produtos foram consumidos e que serviços foram demandados. Tanto o que deu certo, como o que deu errado”, alerta Aldo Carvalho, coordenador do projeto Sebrae 2014 no Paraná.
Economia
Expectativa concentrada em 11 dias
Empreendedores locais mantêm otimismo de lucrar com o movimento turístico durante a Copa mesmo com poucos jogos na cidade
60% do faturamento atual da empresa CCN Revestone vem de obras de mobilidade urbana em Curitiba para a Copa do Mundo de 2014.
Ele afirma que os investimentos em gestão e capacitação podem visar os negócios gerados pela Copa do Mundo, mas que são legados eficientes para o futuro das empresas.
A dois anos do evento, muitos dos empreendimentos em turismo e construção civil já estão em andamento, mas ainda há tempo para se planejar nas outras áreas. O estudo aponta que o pico dos investimentos em moda, alimentação e comércio deve ser atingido no final de 2013.
Entre serviços com baixa densidade de empresas atuantes no mercado, mas com aumento de demanda previsto, estão suporte técnico de tecnologia da informação, fabricação de material elétrico – como tomadas –, suporte online de softwares de gerenciamento de dados e fornecimento de segurança privada, por exemplo.
Para o economista Ra­miro Gonçalez, professor do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação em Admi­nistração da UFPR, boas áreas a serem exploradas são de micro-hospedagem, transporte e alimentação. “Fornecer serviços colaborativos são bons empreendimentos de baixo investimento”, explica.
Já começou
Alguns empreendedores já estão ganhando com as movimentações para viabilizar a Copa do Mundo. É o caso do engenheiro Norton Gomes, sócio-proprietário da CCN Revestone, que fabrica blocos de pavimento intertravado. Ele enxergou a oportunidade de ganhar dinheiro com o evento logo no anúncio de Curitiba como uma das sedes.
A rápida mobilização da empresa rendeu participação nas obras de mobilidade para o evento, como as intervenções na Marechal Floriano e na Linha Verde. “A Copa já representa 60% do faturamento da empresa e a expectativa é de que esta participação aumente nos próximos dois anos”, afirma Gomes.
O turismo também está trabalhando em função do evento há meses. “A nossa Copa começou há dois anos, recebendo delegações de patrocinadores e agentes de turismo de outros países”, explica Bibiana Schappel, proprietária da Special Paraná, empresa promotora de turismo e eventos. Ela afirma que a competição é uma chance das empresas mudarem de patamar e profissionalizarem a gestão dos seus negócios para o período pós-Copa.

Para o ensino não virar pó de giz


Antônio More/ Gazeta do Povo / Vista do Colégio Estadual do Paraná, inaugurado em 1950: Centro de Memória é modelo para outras instituiçõesVista do Colégio Estadual do Paraná, inaugurado em 1950: Centro de Memória é modelo para outras instituições
PATRIMÔNIO

Para o ensino não virar pó de giz

Sem proteção, memória escolar conta com heroísmo e boa vontade de professores, zeladores e simpatizantes. Projeto do governo se propõe a reverter esse quadro negro. Instituições centenárias comemoram com eufórico culto ao passado.
“Matei cada cupim desta mesa”, brinca a professora Ruthi Mara Trentin Moraes, diretora do Colégio Estadual D. Pedro II, no Batel. Ela bate a mão com força no móvel torneado, uma legítima peça de antiquário, tendo ao fundo, por testemunha, dona Gelvina Correio Pacheco, primeira diretora da instituição, em 1928. “Resgatei-a no porão da escola”, acrescenta, sobre o belíssimo retrato oval em branco e preto que ornamenta a sala.
Eleitas
Confira instituições selecionadas para o Programa de Proteção às Escolas da Rede Pública
• Paranaguá – Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano M. da Rocha, Escola Faria Sobrinho.
• Antonina – Centro Dr. Brasílio Machado, Colégio Moyses Lupion, Colégio Rocha Pombo.
• Curitiba – Instituto de Educação, Estadual, Xavier da Silva, Tiradentes, Dom Pedro II, Grupo Escolar Cruz Machado.
• Ponta Grossa – Colégio Regente Feijó.
• Lapa – Colégio São José.
Sobre maquetes e memórias
Pesquisar acervos escolares não é tarefa para amadores. É preciso ter paciência de Jó para enfrentar a resistência de professores – temerosos de sumiços e do que vai ser feito dos seus tesouros reunidos semestre após semestre. O historiador da UFPR Marcus Levy Bencostta, 48 anos, bem o sabe.
Primeiro, ele investigou fotos de colégio, verdadeiros rituais na aurora das nossas vidas. Bateu em muita porta e levou corridão. Há uma década foi a vez dos espaços – em especial grupos escolares da Curitiba do final do século 19 a meados do século 20. O trabalho liderado por Marcus já inspirou nada menos do que cinco doutorados e quatro mestrados na área da Educação, um grupo de estudos local e firmou o nome do pesquisador no circuito nacional de memória escolar. Uma das idealizadoras do projeto paranaense é sua ex-aluna Maria Helena Pupo.
Em meio a tanto respaldo acadêmico, impossível não prestar atenção numa estratégia irresistível da turma de Marcus – o grupo moldou maquetes das escolas mais antigas da cidade, entre elas, várias desaparecidas ou modificadas, como a Oliveira Bello, a Carvalho, Professor Cleto e a Tiradentes. O efeito sobre o espectador é imediato – quer brincar de escolinha. O resto vem por acréscimo: quer-se entender a mentalidade que se esconde por trás daquelas colunas e brasões.
É conversa ilustrada. Os grupos escolares centenários reproduziam em suas paredes o desejo de se parecer com a Europa. Eram também uma afirmação imponente do poder republicano, uma prática nacionalista por excelência, tudo moldado no estilo eclético. “Há uma tendência mundial de integrar as escolas aos espaços de preservação da memória”, acrescenta o estudioso sobre os prédios amados, porém cada vez mais vistos apenas de fora.
Chegamos tarde à preservação? “Sim”. Parte das lacunas podem ser preenchidas com depoimentos e documentos de ex-alunos e de seus filhos e netos. E por futuras pesquisas que sairão desses museus vivos, nos quais nunca circulam menos de mil pessoas por dia.
Quem diria
Muros altos escondem uma das arquiteturas escolares mais interessantes do Paraná – o Colégio Estadual Tiradentes, próximo ao Passeio Público, para o qual tem vista privilegiada. O projeto é de ninguém menos do que Rubens Meister, o mesmo arquiteto do Teatro Guaíra, e foi tombado por integrar as obras do Centenário da Emancipação Política do Paraná.
Na concepção original, passantes poderiam ver o pátio com arcos e haveria também um anfiteatro, cuja conclusão foi embargada pela prefeitura. Hoje a área tem uma churrasqueira e serve de oficina para carteiras quebradas. Em tempo – o Tiradentes foi concebido para ser o Museu de História Natural, hoje no Capão da Imbuia.
O diretor, Dario Zocche, 51 anos, responde hoje pela escola cujo nome surgiu em 1892 e abrigou uma das maiores educadoras do Paraná, Júlia Wanderley. Como as demais instituições de ensino do Centro, os aproximados mil alunos vêm de todos os cantos da cidade. Atrás dos muros, desfrutam uma das joias da cidade.
O inventário de Ruthi se prolonga pelos corredores e salas da instituição – uma das cinco erguidas no país, todas idênticas, em honra do imperador Pedro II, no centenário de seu nascimento. A diretora mal sabe, mas faz parte de uma confraria informal de profissionais da escola que, assim como ela, têm garantido, ao longo de mais de um século, a preservação de objetos educativos, livros-ata, boletins, fotografias, mobiliário e, claro, edifícios inteiros sujeitos diariamente a piás e gurias dotados da força de Toddy.
Não fossem professores, zeladoras e até pais de aluno que salvaram documentos em suas casas, restariam farrapos à memória do ensino. Museus escolares e afins são uma novidade em formação no Brasil, com ênfase nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Antes que começassem a existir, um diretor em fúria ou a tia da limpeza cega pela ignorância poderiam, sem vigilância ou punição, atear fogo a décadas inteiras de informação educacional ou tomar para si cadeiras e estantes art déco. E muitos de fato o fizeram, como é possível confirmar em visita às instituições mais antigas ou em consulta a seus arquivos, não raro desdentados.
Garantir um mínimo de segurança a esses acervos é uma reivindicação antiga dos educadores – em particular os que trabalham em escolas já declaradas patrimônio histórico. “Nós nos sentimos muito vulneráveis”, reconhece José Frederico de Mello, 60 anos, há 20 na direção do Instituto de Educação Erasmo Pilotto, fundado em 1876 e desde 1922 na sede da Rua Emiliano Perneta. Na sala em que trabalha, há telas de De Bona e Alfredo Andersen, sem falar no mobiliário que deixaria Ruthi – a do D. Pedro II – com os olhos rasos d’água. “Nos tornamos um tipo de especialista que não estava previsto”, avisa Frederico enquanto conduz a reportagem pelas escadarias solenes por onde passaram milhares de professorinhas, entre elas a poeta Helena Kolody e a mestra Eny Caldeira.
O motivo do tour – que permite ver o fausto, mas também as avarias da construção – é conhecido. Há pouco mais de um mês, o governo do estado lançou um ambicioso programa de restauro, conservação e memória das escolas públicas históricas do Paraná. Em princípio, estão cobertas pelo projeto 13 instituições tombadas pelo Patrimônio (veja lista), mas, caso se torne uma política permanente, como se anuncia, outros colégios se somarão. Com sorte, globos, palmatórias, laboratórios de química e as incríveis saias plissadas sairão dos armários onde estão.
De acordo com o professor Francisco França, um dos 15 técnicos destacados diretamente para o programa, 562 das 2.139 escolas estaduais foram fundadas há mais de 50 anos, logo precisam de uma informação mínima sobre como cuidar do passado. Como será feito esse mutirão é que são elas. O projeto prevê a captação de uma verba inicial de R$ 7 milhões, dos quais nenhum tostão será gasto com tinta. “Esse é o custo apenas dos projetos de restauro. É muito caro”, calcula a assessora de governo Sandra Teresa da Silva, 48 anos, entusiasta da proposta.
Como se diz, vai ser preciso trocar pneu com o carro andando. “Estamos na fase preliminar”, admite Sandra, diante da lista de interrogações que lhe são apresentadas. Além de telhados caindo e vitrais se espatifando – ainda que não via de regra – vai ser preciso fazer muita articulação política para garantir profissionais de museologia no seio das escolas. Outra questão é se os acervos devem ficar nas instituições ou se serão centralizados num futuro “Museu da Escola”, cuja sede, deseja-se, poderia ser o antigo Grupo Escolar Cruz Machado, hoje tristemente convertido na Delegacia Antitóxicos, na Meia Pracinha do Batel.
Dá gosto acompanhar a discussão que tomou conta das escolas integradas ao projeto, nas quais virou onda olhar antigos boletins, preenchidos com elegantes caligrafias. Há certa ansiedade. Trabalhar numa instituição centenária é um orgulho, mas tem seu preço. O pé-direito pode ultrapassar 7 metros e, tomara, uma teia de aranha não se instale por lá. Um vidro quebrado chega a custar R$ 250. Não bastasse, resta a sensação de que a sociedade não enxerga mais os colégios de outrora. São poucos os egressos e menos ainda os filantropos, que devolvem ao ensino um pouco do que receberam.
Uma das esperanças é que o arrastão da memória promovido pelo Estado faça essa gente ultrapassar os portões, afinal, para quem vive debaixo de colunas e capitéis, os que ali estudaram são lembrados todos os dias. No Instituto, as secretárias aceitam até abrir arquivos para exibir boletins de 1937 ou 1946, basta pedir. Esse sentimento explica a emoção que o arquiteto e pesquisador da UFPR Key Imaguire provocou no Colégio Estadual do Paraná, onde estudou de 1961 a 1966. Levado pela reportagem, ele trajava o casaco do uniforme de sua adolescência, intacto, com emblema e tudo. Virou estrela.
“Estávamos esperando por você”, disse uma emocionada professora Malu Rocha, assessora da direção. O CEP, como é chamado, já tem um centro de memória, uma profissional à frente, Ana Lygia Czap, e namora uma sede – a casa do guardião da escola. Seu acervo é um desacato, pois as origens do colégio, inaugurado em 1950, remontam a 1846. Dá para imaginar? Pois se vista de gala para visitá-lo.
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VIDA E CIDADANIA | 3:57

Instituto de Educação: onde Kolody ensinava Biologia

Com 136 anos de funcionamento, o Instituto de Educação do Paraná – um dos 13 beneficiários do programa de conservação de escolas tombadas do estado – abrigou principais fases do ensino no Paraná. Conheça o prédio por dentro e saiba um pouco de sua história.