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sábado, 7 de julho de 2012

Com enredo cinematográfico, "Silva versus Sonnen 2: a revanche" movimenta Las Vegas



Divulgação/ UFC / Anderson Silva frente a frente com Chael Sonnen na pesagemAnderson Silva frente a frente com Chael Sonnen na pesagem
MMA

Com enredo cinematográfico, "Silva versus Sonnen 2: a revanche" movimenta Las Vegas

Brasileiro Anderson Silva promete a maior surra da história do UFC, enquanto norte-americano se diz melhor lutador. Duelo será no início da madrugada deste domingo.
“Silva versus Sonnen 2: a revanche”. Com um cartaz digno de filme de ação, enredo cinematográfico e expectativa de recorde de vendas de pay per view, a luta mais aguardada dos últimos anos finalmente sairá do papel. Na madrugada deste domingo (por volta da 1 h), o MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas (EUA), vai receber o duelo entre os desafetos Anderson SilvaChael Sonnen, no UFC 148.
Evento marca a aposentadoria de Tito Ortiz
Além da revanche mais aguardada dos últimos anos, o UFC 148 também marca a despedida do ex-campeão dos meio-pesados Tito Ortiz. Aos 37 anos, o controverso descendente de mexicanos, considerado uma das primeiras estrelas da organização, vai enfrentar Forrest Griffin.
“Tudo o que tenho pela frente são 15 minutos, e só quero que meu braço seja levantado e eu veja a vitória”, disse o lutador, que entrará para o Hall da Fama do UFC após a aposentadoria. Os brasileiros Demian MaiaGleison Tibau,Fabrício Morango e Rafaello Oliveira também estão no card em Las Vegas. Conheça o card completo do evento:
Card principal
Anderson Silva x Chael Sonnen
Tito Ortiz x Forrest Griffin
Cung Le x Patrick Côté
Demian Maia x Dong Hyun Kim
Ivan Menjivar x Mike Easton
Chad Mendes x Cody McKenzie
Card preliminar
Gleison Tibau x Khabib Nurmagomedov
Melvin Guillard x Fabrício "Morango" Camões
Riki Fukuda x Costa Philippou
John Alessio x Shane Roller
Yoislandy Izquierdo x Rafaello Oliveira

  • Acompanhe neste sábado (7), a partir das 23h, a transmissão interativa da luta entre Anderson Silva e Chael Sonnen pelo site daGazeta do Povo.
O brasileiro, campeão da divisão dos médios (até 84 kg) desde 2006, garante que não se contentará apenas em manter o cinturão. Irritado com a série de comentários desrespeitosos do rival norte-americano sobre o Brasil e sua família, o Spider prometeu ser o responsável pela maior “surra” da história do MMA. Ao contrário do último triunfo sobre o desafiante, em agosto de 2010, quando foi dominado por quase cinco rounds, mas venceu por finalização nos minutos finais (ver infográfico), o curitibano quer “arrancar os dentes” de Sonnen.
E, segundo Anderson, isso não é simplesmente papo para aumentar as vendas de pacotes do evento. O assunto virou pessoal. “Não tem jogo nenhum. Acabou a brincadeira, ele pode ficar falando bobagem, mas acabou. Sábado, muita coisa vai mudar”, avisou. “Vocês não estão entendendo o que vai acontecer. O Chael, em outras palavras, está ferrado”, completou, emendando um sorriso malicioso.
A direção do UFC não fala abertamente, mas os dois anos de provocação de Sonnen ajudaram – e muito – a transformar o embate desta noite em um campeão de vendas. Se o combate anterior, sem tanto marketing – voluntário e involuntário –, conquistou um respeitável índice de 600 mil vendas nos Estados Unidos, desta vez a expectativa é de um número bem superior, acima de 1 milhão. Quem sabe até um novo recorde, superando o 1,6 milhão do UFC 100, em 2009.
“Essa é uma das maiores semanas para o UFC. Estou muito animado”, disse o presidente do campeonato, Dana White. Durante a coletiva de imprensa, na terça, ele teve de separar os lutadores antes da tradicional encarada. Claro, com uma evidente cara de satisfação estampada no rosto. Nesta sexta, durante a pesagem, a situação se repetiu, mas Spider foi além e deu até uma 'ombrada' no adversário.
Sonnen, o grande responsável pela “venda” da revanche, segue abusando de seu personagem falastrão. Somente no octógono todos saberão se a costela trincada de Anderson e o doping do norte-americano na primeira luta foram tão decisivos para aquele script emocionante.
“Ele [Anderson] é um lutador bom e duradouro, mas eu sou o melhor. Ele é um artista marcial, eu sou um lutador de ‘cage’. Há uma grande diferença. No sábado, será mais uma vitória para o cara mau”, instiga o autoproclamado 'Gangster Americano'.

Vibração total na malhação


Hugo Harada/ Gazeta do Povo / As vibrações e as posturas realizadas durante o exercício ajudam a emagrecer e enrijecer os músculosAs vibrações e as posturas realizadas durante o exercício ajudam a emagrecer e enrijecer os músculos
FITNESS

Vibração total na malhação

Circuitos e treinos individualizados inovam o uso das plataformas vibratórias.
Modalidade
Aulas em circuito tornam a prática mais barata
As plataformas vibratórias podem ser usadas em academias de ginástica e estúdios, com aulas geralmente feitas com personal trainners. A novidade são as aulas em circuito. Além de mais baratas – o preço fica em média R$ 150 por mês –, as aulas não têm horário fixo e podem ser praticadas no momento em que o aluno chega na academia. Tudo isso sempre com a presença de um professor. São oito plataformas instaladas no circuito, todas ligadas ao computador e comandadas via controle remoto. Isso possibilita que pessoas com condicionamentos físicos diferentes façam as aulas ao mesmo tempo.
Cuidados
Avaliação médica e física são necessárias antes de iniciar qualquer prática esportiva
Antes de testar uma modalidade nova, preste atenção.O médico especialista em esportes Mark Deeke recomenda cautela. “As pessoas precisam passar por uma avaliação médica antes de praticar qualquer exercício. Principalmente as mais velhas e aquelas que têm algum problema de saúde, como a artrose, por exemplo”, completa o médico.
Serviço
Vibe Center (aulas em grupo)
Rua Visconde do Rio Branco, 813, Mercês, (41) 3049-4949; e Rua Vereador Toaldo Túlio, 920, Santa Felicidade, (41) 3372-3790. www.vibeclass.com.br
Criada para auxiliar no preparo físico de atletas nos anos 1960, as plataformas vibratórias ganharam o mundo algumas décadas depois. Recentemente, elas ficaram famosas por terem artistas e celebridades como garotas propaganda: Madonna fez, Juliana Paes e Angélica também declararam que seus corpos sarados são resultado dessa modalidade.
As vibrações emitidas pela plataforma e as posturas realizadas pelos praticantes sobre ela são as responsáveis pelos resultados, que compre­­­­e­­n­­­­­­dem a perda de calorias e o trabalho muscular. “Nas plataformas os exercícios são periodicamente trocados, o que estimula as fibras musculares e deixa o treino mais divertido. São 700 combinações possíveis em aulas de apenas 30 minutos”, conta o educador físico Aurélio Alfieri Neto, que é coordenador da Vibe Class, único sistema de condicionamento em plataforma vibratória informatizada no mundo.
O sistema funciona da seguinte forma: um programa é feito no computador, que é ligado à plataforma por um cabo USB. Esse sistema repassa as informações como frequência e amplitude de vibração idea­­is, fotos dos exercícios para o aluno fazer da maneira correta e até a trilha sonora preferida. “Com o software instalado nas plataformas, o aluno tem sua planilha de treinos informatizada, o que, conforme o andamento da prática do exercício, sugere mudanças no treinamento. Diferente dos exercícios convencionais de musculação, a prática nas plataformas vibratórias permite que o aluno não fique parado. Enquanto repousa-se um músculo, trabalha-se outro”, conta Alfieri Neto. Os resultados são músculos mais tonificados e definidos. A psicóloga Claudia Prodossimo pratica a modalidade há um ano e comemora os resultados. “Meus músculos estão mais definidos, houve redução da celulite e também perda de peso”, conta a psicóloga, que praticou outros esportes até conhecer as plataformas. “Não gosto de musculação porque não há interatividade, diferente do que acontece com as plataformas. Além disso, as aulas são curtas e pratico três vezes na semana”, diz.

Governo libera R$ 100 milhões para reestruturação de hospitais universitários


Governo libera R$ 100 milhões para reestruturação de hospitais universitários

Quarenta e cinco instituições serão beneficiadas com os recursos.
Ministério da Saúde liberou nesta sexta-feira (6) pouco mais de R$ 100 milhões para a reestruturação dos hospitais universitário federais. Quarenta e cinco instituições serão beneficiadas com os recursos.
A liberação, que já foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), corresponde à liberação de crédito da primeira parcela do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários, dos ministérios da Educação e da Saúde.
Segundo informações do Ministério da Saúde, os recursos serão usados para custeio dos hospitais e, em 60 dias, mais recursos serão liberados para o mesmo fim. O ministério informou ainda que, nos próximos meses, os hospitais universitários vão receber verbas para serem usadas na compra de equipamentos e reforma de suas instalações.

Começa hoje o 22.º Festival de Inverno da Federal


UFPR/ Divulgação / Apresentação do Grupo Fuá, na edição do ano passado do festival de AntoninaApresentação do Grupo Fuá, na edição do ano passado do festival de Antonina
CULTURA

Começa hoje o 22.º Festival de Inverno da Federal

Serão 41 espetáculos gratuitos e 43 oficinas culturais nas áreas de música, teatro, dança, artes plásticas, literatura e comunicação.
Começa hoje, em Antonina, a 22.ª edição do Festival de Inverno da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com uma semana repleta de oficinas culturais e shows que ocorrem paralelamente em toda a cidade. A Banda Mais Bonita da Cidade faz neste sábado a apresentação de abertura no Palco Principal, logo após a solenidade que dá início ao evento, às 21h30.
Shows
Confira as apresentações de teatro e música que acontecem hoje:
A Caixarola – Cia. Madri Lopes
Das 10 h às 12 h e das 14 h às 18 h. Estação Ferroviária
A Farsa do Boi – Cia. Serial Cômicos
12h30. Rua (em frente do Theatro Municipal)
Música para Todos – Programa de Inclusão Musical
16 h. Theatro Municipal
Criança de Mim – Grupo de MPB da UFPR
18h30. Theatro Municipal
Show de Abertura com A Banda Mais Bonita da Cidade
22 h. Palco Principal
* * * * *
Veja a programação completa emwww.proec.ufpr.br/festival2012
A programação reserva atividades culturais para pessoas de diferentes faixas etárias. Há, inclusive, programas dedicados especificamente para a comunidade local, como as oficinas de artesanato. Entre as áreas abrangidas estão música, teatro, dança, artes plásticas, literatura e comunicação. Ao todo, são 43 opções de oficinas, que envolverão cerca de mil alunos.
Entre os cursos de aprimoramento, destinados a quem tem conhecimento em determinadas áreas, o festival traz nomes reconhecidos em seus campos de atuação, como o carioca Mestre Odilon, que ministrará uma oficina sobre bateria de escola de samba; e seu conterrâneo André Marins, que falará sobre carros alegóricos. Ambos são profissionais atuantes no carnaval do Rio de Janeiro, convidados especialmente devido à tradição carnavalesca de Antonina.
Para quem não conseguiu se inscrever a tempo pela internet, ainda é possível garantir um lugar nas oficinas que não estejam com turmas lotadas. Os interessados devem procurar pela coordenação geral do Festival na Estação Ferroviária de Antonina. As taxas variam entre R$ 40 e R$ 50.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Tempestade solar atinge a Terra nesta quarta-feira


Mundo

Quarta-feira, 04/07/2012
Nasa
Nasa / Imagens da Naasa mostra explosão solar que aconteceu na segunda-feiraImagens da Naasa mostra explosão solar que aconteceu na segunda-feira
ESPAÇO

Tempestade solar atinge a Terra nesta quarta-feira

Partículas liberadas por uma explosão solar podem interferir nas transmissões de rádio e celular.
Imagens de uma explosão que aconteceu na segunda-feira (dia 2) foram divulgadas pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa).
Segundo a agência, a explosão foi causada por uma mudança no campo magnético do sol. Como a tempestade viaja a cerca de 700 km por segundo, os seus efeitos devem ser sentidos na Terra nesta quarta-feira.
As partículas liberadas pela explosão podem causar distúrbios nas transmissões de rádio e celular.
Ainda segundo a Nasa, novas tempestades solares estão previstas para os próximos dias.

Cientistas descobrem partícula que pode ser o bóson de Higgs


Mundo

Quarta-feira, 04/07/2012
AFP PHOTO / FABRICE COFFRINI
AFP PHOTO / FABRICE COFFRINI / Ilustração de uma colisão entre partículas promovida pelo acelerador LHC Ilustração de uma colisão entre partículas promovida pelo acelerador LHC
GENEBRA

Cientistas descobrem partícula que pode ser o bóson de Higgs

O bóson de Higgs é considerado pelos físicos a chave para entender a estrutura fundamental da matéria e a partícula que atribui a massa a todas as demais.
Uma nova partícula que pode ser o bóson de Higgs foi descoberta pelos cientistas, mas ainda são necessárias verificações para confirmar se esta é ou não a "partícula de Deus" que os cientistas buscam há décadas, anunciou o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN) nesta quarta-feira.
O bóson de Higgs é considerado pelos físicos a chave para entender a estrutura fundamental da matéria e a partícula que atribui a massa a todas as demais, segundo a teoria conhecida como "modelo padrão".
Perfil: Peter, o físico que deu o nome ao bóson de Higgs
O físico britânico Peter Higgs teve uma epifania genial, em 1964, ao postular a existência de uma partícula subatômica, que os físicos do CERN afirmam ter, talvez, encontrado depois de uma longa busca.
Este homem modesto, agora aos 83 anos, exclamou: "Ah. que merda, eu sei como fazer!" quando teve a intuição de um "campo" que se assemelha a uma espécie de cola onde as partículas ficariam mais ou menos presas, contou ao seu antigo colega Alan Walker.
Higgs publicou um artigo sobre sua teoria, que acabou por se tornar o carro-chefe de uma escola científica para qual vários físicos têm contribuído ao longo dos anos.
Análise
A descoberta do que seria o bóson de Higgs não terá tanto impacto quanto a revolução de Galileu sobre o pensamento humano, mas ajudará a explicar a questão das origens, de acordo com filósofos.
"É um momento emocionante para a física, mas eu acho que esta descoberta não é comparável à de Galileu", acredita o filósofo e astrofísico Hubert Reeves. "Ela não terá um impacto sobre todo o pensamento humano, como a de Galileu", um forte defensor da teoria heliocêntrica, que foi condenado pela Igreja Católica por causa de suas descobertas científicas.
"Galileu ficou conhecido por mudar a ideia ocidental que se tinha do mundo, houve uma revolução", concorda Jacques Arnould, teólogo responsável pela missão ética do CNES (Centre National de Estudos Espaciais).

  • O Grande Colisor em números
26,659 km: a circunferência exata do anel gigante através do qual as vigas de prótons são disparados.
9300: o número de ímãs usados para dirigir as vigas através do túnel.
-271.3C: a temperatura de cada magneto, que são arrefecidos com azoto líquido e hélio. O sistema de arrefecimento do LHC confortavelmente se qualifica como o maior frigorífico do mundo.
11.245: quantas vezes cada um dos trilhões de prótons em um feixe completa um circuito do LHC a cada segundo. Isto significa que viajam no 99.9999991% da velocidade da luz.
Absolutamente nada: o que mais está dentro do acelerador. Para evitar que os feixes de prótons que colidem com as moléculas de gás, eles são disparados por meio de um vácuo ultraelevado, que é vazio como o espaço exterior.
Agência O Globo
Apesar das dúvidas se esta nova partícula é o bóson de Higgs ou outro tipo de partícula, os aplausos e os rostos dos físicos reunidos em Genebra refletiam a alegria e o alívio do mundo científico.
"Nunca pensei que assistiria a algo assim em vida e vou pedir para minha família que coloque o champanhe na geladeira", afirmou o britânicoPeter Higgs, o cientista de 83 anos que em 1964, ao lado dos colegas Robert Brout (falecido em 2011) e François Englert, postulou por dedução a existência do bóson que leva seu nome.
A emoção foi palpável e Englert, sentado ao lado de Higgs, não conseguiu conter as lágrimas.
"Superamos uma nova etapa em nossa compreensão da natureza", afirma em um comunicado o diretor geral do CERN, Rolf Heuer, satisfeito com o trabalho até o momento.
"A descoberta de uma partícula cujas características são coerentes com as do bóson de Higgs abre o caminho para estudos mais profundos que necessitarão de mais estatísticas para estabelecer as propriedades de uma nova partícula", completa.
"Esta partícula permitirá descobrir outros mistérios de nosso universo", segundo Heuer.
Pouco antes da divulgação do comunicado, Joe Incandela, porta-voz de um dos experimentos em curso para buscar o bóson, explicou em um seminário científico em Genebra as descobertas dos últimos meses.
"Observamos um novo bóson, mas precisamos de mais dados para determinar se é ou não o de Higgs", disse a um grupo de cientistas.
A matéria do princípio do Universo
As pesquisas acontecem no Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, na sede do CERN em Genebra.
Neste túnel de 27 quilômetros de circunferência, instalado a 100 metros de profundidade, os físicos provocam o choque de bilhões de prótons com a esperança de encontrar, com a ajuda de todo tipo de detectores, o rastro do bóson entre os restos (cascatas de partículas).
O anúncio desta quarta-feira acontece depois de, no mês de dezembro, o mistério sobre o bóson de Higgs ter sido consideravelmente reduzido quando os dois experimentos independentes que acontecem no LHC (ATLAS e CMS) limitaram uma região situada entre 124 e 126 giga elétron-volts (1 GeV equivale à massa de um próton).
Uma região agora confirmada pelos cientistas. Esta unidade de energia é utilizada para representar a massa das partículas seguindo o princípio de equivalência energia-massa (o famoso E=mc2), os dois atributos da matéria.
Mas o principal obstáculo até agora era a margem de erro dos dois experimentos, ainda muito grande, apesar do grande número de dados acumulados, e que obrigava os cientistas a falar de "indícios" e não de "descoberta" do bóson.
O LHC, após uma pausa de inverno, voltou ao trabalho em abril em pleno rendimento e gerou em três meses mais dados que em todo ano de 2011, que permitiram o anúncio desta quarta-feira.
"Talvez seja o bóson de Higgs que encontramos, talvez hoje tenhamos compreendido como se organizou a matéria no início do Universo, um milésimo de bilionésimo de segundo depois do Big Bang", explicou à AFP Yves Sirois, um dos porta-vozes do CMS.
"Talvez seja o bóson de Higgs, talvez outra coisa muito maior que abre a porta para uma nova teoria, além do modelo padrão", completou.
Segundo a física Pauline Gagnon é preciso verificar todas as propriedades da nova partícula até o fim do ano, antes de um pronunciamento com certeza absoluta.
Mas, de acordo com Gagnon, se não é o bóson de Higgs, "ao menos se parece muito".

A firme opção pelas hidrelétricas


Christian Rizzi/ Gazeta do Povo / Ações ambientais foram incorporadas em Itaipu bem depois do início do funcionamentoAções ambientais foram incorporadas em Itaipu bem depois do início do funcionamento
ENERGIA

A firme opção pelas hidrelétricas

Além das 12 grandes usinas em construção e das 11 já autorizadas, duas centenas de pequenas centrais e 40 usinas de grande porte devem ser implantadas no Brasil até 2019.
O governo brasileiro adotou a defesa de que a energia produzida por hidrelétricas é a melhor opção para o país. A estrutura oficial que teria mais argumentos para questionar a opção deixou bem claro seu apoio: há uma semana, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu a construção de hidrelétricas na Amazônia. A justificativa é de que a matriz energética nacional é limpa principalmente por causa das usinas – ao contrário de outros países que utilizam fontes mais poluentes, como a nuclear (perigosa e que deixa muitos resíduos) ou mesmo a termoelétrica, a partir da queima de carvão mineral.
Proporcionalmente à quan­tidade de energia produzida, as hidrelétricas geram o menor impacto ambiental. Contudo, os danos não são irrelevantes. Uma recente reportagem da rede de televisão BBC, de Londres, mostra que as hidrelétricas são as obras de engenharia que mais alteram a face do planeta. O ambientalista Pedro Bara, que analisa projetos de desenvolvimento na Região Amazônica para a ONG WWF Brasil, concorda e apresenta dados: os reservatórios já existentes ocupam 0,5% do território nacional – 1 em cada 200 quilômetros quadrados.
Itaipu teve pouca cobrança ambiental
Construída na década de 70, as obras da usina hidrelétrica de Itaipu não passaram nem perto das gigantescas cobranças ambientais que cercam as construções mais recentes. Superintendente interino de Meio Ambiente da Itaipu, João José Passini conta que o que naquela época a exigência mais relevante do Código Florestal era manter 200 metros de mata ciliar no entorno do lago artificial. Como a área inundada era basicamente de lavouras e pastagens, foi necessário plantar 25 milhões de mudas nas margens do lago. Como metade da água consumida pela população de Foz do Iguaçu vem do reservatório da usina, foi necessário também se preocupar com a qualidade da água. A retirada de galhos que podiam apodrecer no fundo do lago foi uma das iniciativas.
Muitos dos projetos desenvolvidos pela Itaipu são bem posteriores ao início do funcionamento da usina, na década de 80. É o caso da escada para peixes, que serve como substituto dos obstáculos naturais enfrentados durante a piracema. A estrutura só foi instalada no final daquela década. Atualmente, as usinas que são construídas já precisam estabelecer os projetos de saída. Passini relata que técnicos ambientais de Itaipu têm auxiliado no planejamento de outras usinas, como a Belo Monte. Ele reconhece que a pressão popular é capaz de alterar substancialmente os projetos. “Corre o risco de a usina não ser aprovada se não estiver bem calçada em propostas para diminuir o impacto ambiental”, comenta. (KB)
Escolha acertada
Você acha que a opção pelas hidrelétricas trará mais benefícios que prejuízos?
Responda no comentário abaixo.
As usinas hidrelétricas produzem 66% da energia elétrica usada no Brasil, segundo informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Bara acredita que a melhor opção para o país seria diversificar as fontes de energia. Ele avalia que hoje o sistema é muito dependente das hidrelétricas. “Não dá para colocar todos os ovos em uma só cesta. Se não chove por muito tempo, corremos os risco de ficar sem energia”, diz. Defensor da energia solar, ele acredita que esta seria uma opção mais bem distribuída e poderia ser gerada bem perto do local de uso. Já a energia elétrica precisa de longas redes de transmissão. “A produção solar é socialmente legal porque faz com que a sociedade participe da solução. E há a possibilidade de vender o excedente produzido: quando saio de férias posso repassar ao sistema a energia que será produzida na minha casa e que não será utilizada”, explica.
Menos conservação
Apesar de alternativas exis­­tirem, o governo está disposto a alguns sacrifícios para seguir o plano de apostar em hidrelétricas. No início do ano, quatro unidades de conservação ambiental (áreas naturais já protegidas por lei) foram reduzidas para que projetos de usinas prosseguissem na bacia do Rio Tapajós, que corta os estados de Mato Grosso e Pará. O governo brasileiro pretende continuar investindo em hidrelétricas. Além das 12 grandes usinas em construção e das 11 já autorizadas, são projetadas duas centenas de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e mais 40 usinas de grande porte, com vistas a serem implantadas até 2019. A Aneel, a Empresa de Pes­quisa Energética (EPE) e o Ministério do Meio Ambiente foram procurados pela reportagem da Gazeta do Povo nos últimos dois dias, mas não comentaram o assunto.
Pressão altera projeto inicial de Belo Monte
Alvo de ferrenhas críticas, o projeto de construção da usina de Belo Monte, no Pará, é muito diferente da ideia original apresentada há quase duas décadas – quando a construção esteve perto de ser iniciada. A hidrelétrica é um exemplo do que a pressão por soluções menos impactantes pode fazer. Todo o projeto foi radicalmente alterado, diminuindo o tamanho previsto para o reservatório e a potência, por exemplo. “Reconheço que o setor elétrico evoluiu”, diz o ambientalista Pedro Bara, da ONG WWF Brasil. No caso de Belo Monte, o desenho foi modificado para fugir de territórios indígenas. Bara também cita a pressão que foi exercida sobre o projeto do Rio Madeira. “O governo negou por muito tempo que haveria concentração de sedimento na represa. Por fim, acabou contratando uma consultoria internacional e assumiu o problema”, reforça.
Ricardo Krauskopf Neto, que é engenheiro da Itaipu Binacional, destaca que a análise que determina se um empreendimento é ambientalmente impactante passa pela avaliação do seu projeto: uma termoelétrica desenvolvida tendo como ponto de partida um excelente projeto pode ser melhor do que uma hidrelétrica feita a partir de um projeto ruim. “A avaliação de cada fonte de energia deve ser feita sob o ponto de vista da sustentabilidade dos bons projetos, considerando a dimensão ambiental, mas também devem ser avaliadas as dimensões social e econômica. Sob a ótica da sustentabilidade, não existe dúvida: as hidrelétricas bem projetadas, construídas e operadas são a fonte de energia mais sustentável que temos atualmente”, diz ele.

Apenas 30% das creches do governo Lula ficaram prontas


Vida e Cidadania

Quarta-feira, 04/07/2012
Marcos Labanca/ Gazeta do Povo
Marcos Labanca/ Gazeta do Povo / Concluído há quase um ano, o Centro de Educação Infantil de Itaipulândia ainda não funciona: três CMEIs estão nesta situaçãoConcluído há quase um ano, o Centro de Educação Infantil de Itaipulândia ainda não funciona: três CMEIs estão nesta situação
INFÂNCIA

Apenas 30% das creches do governo Lula ficaram prontas

Das 2.543 unidades de educação infantil com contratos assinados entre 2007 e 2010, somente 778 foram concluídas. Dessas, só 44% começaram a funcionar.
Somente 30% das 2.543 creches com contratos assinados entre os municípios e o governo federal nos anos de 2007 a 2010 estão concluídas. E pior: nem todas entraram em funcionamento. Segundo o Ministério da Educação (MEC), do total previsto, estão prontas 778 unidades no país, mas apenas 343 já matricularam alunos. Os termos de compromisso foram firmados no governo Lula, dentro do Proinfância (Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil). A parceria prevê apoio financeiro e técnico às prefeituras – que, pela lei, são as responsáveis pela educação infantil.
No Paraná foi acertada a construção de 230 centros de educação infantil, dos quais 59 (25%) estão prontos. O MEC informa que 23 unidades ainda não entraram em funcionamento, mas, em contato com os municípios, a reportagem confirmou um número menor: três efetivamente estão prontas, mas ainda não iniciaram atendimento; três estão em obras; e duas começaram a funcionar neste mês. Enquanto as creches não abrem, quem precisa tem de improvisar para trabalhar e garantir os cuidados aos filhos.
Espera
Crianças aguardam inauguração em Ponta Grossa e Itaipulândia
Derek Kubaski e Fabiula Wurmeister, especial para a Gazeta do Povo
Uma das creches prontas no Paraná e que ainda não começou a funcionar é o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Cândida Leonor Miranda, em Ponta Grossa (Campos Gerais). Construído com recursos do Proinfância, por meio de convênio assinado em 2010, o CMEI deveria estar funcionando desde o ano passado. A verba federal de R$ 1,3 milhão foi utilizada na construção do prédio e na aquisição de mobiliário. Segundo a secretária municipal de Educação, Zélia Marochi, a demora deve-se à dificuldade em conseguir empresas interessadas na licitação. “O projeto também não permite modificações. Todas as vezes que precisamos fazer algum ajuste, a burocracia é muito grande”, afirma.
Cerca de 240 crianças aguardam a inauguração. Leoni Xavier da Silva, 50 anos, tem dois netos – uma menina de 4 anos e um menino de 1 ano e 7 meses – que estão entre as crianças cadastradas para estudar no CMEI. “Trabalho vendendo cachorro-quente e a minha filha é funcionária de uma mercearia aqui na vila. Nem eu nem ela podemos abrir mão da renda. Hoje ela paga R$ 20 por semana para uma senhora cuidar dos dois, mas esse dinheiro nos faz falta”, diz.
Outra unidade fechada é a de Itaipulândia (Região Oeste). Com as obras concluídas há quase um ano, o quarto CMEI da cidade aguarda a liberação de recursos federais para compra de móveis para enfim começar a funcionar. A nova creche tem capacidade para abrigar 60 crianças em tempo integral. O município de 9 mil habitantes receberá em breve outro CMEI, este resultado de investimentos próprios. “Atualmente não temos fila de espera. Com as novas creches, vamos ficar com uma oferta confortável de vagas”, informa a coordenadora pedagógica de Educação Infantil na cidade, Solange do Carmo Simon.
  • O governo Dilma Rousseff também tem assinado parcerias com os municípios para a construção de creches. Ao todo, a previsão é entregar 6 mil novos centros de educação infantil até 2014 – um plano difícil de ser concretizado, considerando a morosidade das obras e que nenhuma unidade está pronta. Por enquanto, a presidente Dilma assinou termos de compromisso para a construção de 3.019 centros. A expectativa é que as parcerias para as demais só sejam firmadas após as eleições.
Demora
Em média, a construção de uma creche com recursos federais demora dois anos e meio, incluindo o processo de licitação. O prazo é superior ao gasto, por exemplo, pela prefeitura de Curitiba para executar o mesmo tipo de obra – um ano e meio. O MEC criou um grupo que discute medidas para acelerar as obras. Uma das propostas em análise pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é o uso de um modelo padronizado para construção de escolas e creches, por meio de blocos pré-moldados.
Cleuza Repulho, secretária de Educação de São Bernardo (SP) e presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), admite a existência de problemas na gestão dos recursos repassados às prefeituras, mas ressalta que há atrasos que também são responsabilidade do MEC. “As obras atrasam por problemas na licitação, que muitas vezes são questionadas pelos perdedores; por questões relacionadas à liberação dos terrenos onde serão feitas as construções; pela dificuldade para conseguir a complementação de recursos, já que em algumas regiões, onde o metro quadrado é mais caro, o dinheiro repassado pelo MEC não é suficiente; e também por desvios de recursos. Mas há casos em que a demora do MEC em repassar os recursos também causa atrasos nas obras”, explica.
Como consequência de todos esses problemas, quando o dinheiro repassado é efetivamente empenhado nas obras, muitas vezes é insuficiente, pois sofreu depreciação durante o período.
Outro lado
Controle é feito pelos próprios municípios
Sobre possíveis erros na listagem de creches prontas e em funcionamento, o MEC, em nota enviada à Gazeta do Povo, informa que o monitoramento das obras é feito pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec) – um portal de gestão por meio do qual o Ministério da Educação, articulado com as secretarias de Educação, planeja e operacionaliza suas ações. Cabe aos municípios entrar no Simec e atualizar o andamento da obra, anexando fotos e documentos que comprovem a evolução dos trabalhos.
Para todas as ações, inclusive a construção de creches, as transferências financeiras são feitas em parcelas. A primeira é liberada após aceitação do termo de compromisso. As demais são condicionadas a comprovações, mediante vistoria incluída no Simec, de que a execução da obra evolui conforme o previsto nos cronogramas físico-financeiros. A liberação da última parcela geralmente é feita quando a construção atinge 70% da execução e, a partir deste momento, o MEC já considera a obra concluída.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Estímulo contra o sedentarismo


Felipe Rosa/ Gazeta do Povo / Eliane Bilibio acompanha a filha Janaína, 15 anos, em aulas de pilates para estimulá-laEliane Bilibio acompanha a filha Janaína, 15 anos, em aulas de pilates para estimulá-la
SAÚDE

Estímulo contra o sedentarismo

É na escola que a criança vai aprender a gostar de exercícios físicos ou a odiá-los. Professor de Educação Física deve diversificar atividades.
Metade das crianças e dos adolescentes brasileiros não pratica atividade física de acordo com o tempo ideal preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de meia hora por pelo menos três vezes por semana. Para reverter esse quadro e impedir que eles desenvolvam doenças relacionadas ao sedentarismo, como diabete, obesidade e problemas cardiovasculares, existe um profissional que é figura determinante para incentivar o gosto pela prática esportiva: o professor.
Geralmente, é na escola que a criança tem o primeiro contato com o exercício físico e é lá que ela vai aprender a gostar dele ou a odiá-lo. Por isso, o papel do professor de Educação Física não fica restrito às aulas. Além de tornar as atividades atrativas e estimulantes, o educador deve ficar atento aos alunos com menos interesse e habilidade.
Xô preguiça!
Atenção ao perfil do jovem ajuda a escolher o esporte certo
Nem todas as crianças têm as mesmas aptidões para os esportes. Algumas preferem atividades com mais movimento, outras se interessam por exercícios mais divertidos e ainda há as que são adeptas a algo que exija mais concentração. A professora de Educação Física do Colégio Dom Bosco Rachel Fontoura dos Santos Lima diz que, como regra geral, até os 12 ou 13 anos, elas gostam de atividades em grupo. Depois disso, ficam com mais vergonha e preferem algo com menos exposição, geralmente exercícios individuais. “Aí entram atividades como xadrez, que não exige interação com um grupo. A desvantagem é que ele não exercita o corpo. Só isso não basta”, alerta Raquel. Nesses casos, é importante que os pais escolham mais um exercício para o filho, mas sem forçá-lo a praticar algo de que não goste ou uma atividade em que não tenha habilidade. “Existe um limite para que o jovem saia do período de estranhamento e passe a gostar da atividade. O prazo costuma ser de um mês. Se depois disso ele continuar não gostando, é necessário trocar, pois a atividade será mal feita e vai gerar pouco resultado”, alerta o professor de Educação Física da Escola Atuação Thiago Ribeiro dos Santos. (AS)
Para os menores, com até 5 anos, o estímulo deve ser essencialmente lúdico, com brincadeiras que requerem movimentos. Se a criança não quiser fazer o exercício ou for excluída pelos colegas, é do professor a tarefa de integrá-la para que o desânimo e a falta de interesse por esportes não se reflitam lá na frente.
“As crianças pequenas dão muito valor ao professor. Se ele pegar na mão dela e correr junto, ela vai passar a se interessar pela atividade. Isso vale também para os excluídos. Se a professora os chama para a atividade, os colegas vão fazer o mesmo”, explica Marayna Lechinhoski, professora de Educação Física que aplica avaliação motora em crianças na rede particular de ensino.
No caso dos maiores, o gosto pelo esporte também depende do incentivo do professor, mas de outra forma. O ideal é que o educador leve para os jovens atividades e esportes diferentes dos tradicionais. “Ficar só nessas atividades não cabe mais na escola de hoje. O aluno espera muito mais do docente, principalmente aquele que não gosta de Educação Física. Ele [aluno] precisa ser provocado”, comenta o coordenador do curso de Educação Física da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Paulo César de Barros.
Entre os esportes não tradicionais que podem ser praticados na escola para chamar a atenção dos estudantes estão badminton, frescobol, rúgbi, tênis e beisebol. Segundo Barros, é preciso entender que cada aluno tem uma habilidade diferente. Quanto maior a gama de atividades oferecidas pela escola, maior a chance de o estudante que não gosta de atividade física se interessar por pelo menos uma.
Incentivo
Nas instituições particulares é comum que a escola ofereça uma atividade esportiva fora do horário de aula, geralmente paga. No Colégio Dom Bosco, por exemplo, os pais podem escolher quantas atividades desejarem, como basquete, vôlei, dança, balé e capoeira. Assim, além das duas aulas de Educação Física por semana, o estudante terá pelo menos duas horas a mais.
Na rede pública, essas atividades extracurriculares são oferecidas em contraturno e, eventualmente, o aluno pode fazê-las em outra escola. Os colégios municipais oferecem mais de 20 modalidades e o estudante também é livre para fazer quantas quiser.
Pais devem ser exemplo para que filhos se exercitem
Se dentro da escola o professor é essencial para incentivar a prática esportiva, fora dela esse papel fica a cargo dos pais. Educadores físicos são unânimes em dizer que, principalmente para aquele jovem que não se interessa por esporte, a família pode fazer a diferença. “Se os pais são sedentários, é natural que os filhos sigam os mesmos passos”, diz o professor de Educação Física da Escola Atuação Thiago Ribeiro dos Santos.
Reverter esse quadro não é tão difícil assim. O primeiro passo é começar por passeios que envolvam caminhada ou bicicleta, por exemplo, que possam ser feitos em família, de preferência em parques e praças da cidade. De acordo com Santos, essa é uma forma divertida de a criança se interessar pela atividade e ter vontade de trocar o computador e o videogame por ela.
Outra opção é oferecer ao filho uma variedade de atividades físicas fora da escola, como natação, vôlei, basquete ou algum tipo de dança. Mas cuidado: é importante não obrigá-lo a nada; deixar que ele conheça e se interesse naturalmente por alguma delas. “Depois de escolhido, os pais não podem cobrar deles desempenho perfeito, nem que eles tirem primeiro lugar em campeonato. Cobrança excessiva pode causar desestímulo e até fazer com que eles se tornem adultos que detestam a prática esportiva”, explica a professora de Educação Física do Colégio Dom Bosco Rachel Fontoura dos Santos Lima.
Idade ideal
Existe uma idade ideal para que a criança comece um treino esportivo. Se ela tiver menos que 8 anos, é melhor que pratique até três vezes por semana. Uma frequência maior pode contribuir para que o jovem enjoe e desista da atividade quando chegar à adolescência. Depois disso, se a intenção é que ela se aperfeiçoe na atividade, o exercício pode se tornar diário.
Desde criança, a estudante Janaína Barcella Bilibio, 15 anos, não gosta de exercícios e sempre que pode dá um jeito de fugir das aulas de Educação Física. Depois de os pais testarem todo tipo de atividade, como natação, handebol, academia e ginástica rítmica desportiva, a mãe, Eliane Barcella Bilibio, resolveu fazer uma última tentativa: acompanha a filha em aulas de pilates. “Faz dois meses que começamos e felizmente ela está gostando. Antes disso, ela só queria ficar em casa, no computador. Agora que fazemos as aulas juntas, funcionou.”
Eliane diz acreditar que a sua influência e a do seu marido foram decisivas para que a filha fosse avessa a esportes. Por não gostarem nem praticarem nenhuma atividade física, ela cresceu sem um modelo para se espelhar. A atitude só mudou há pouco tempo, segundo ela, porque todos tomaram consciência da importância do exercício para a saúde.