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Professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino - Governo do Paraná

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Depressão tem alta taxa entre os estudantes


Marcos Mello / Ilustração /

Doença provoca baixo desempenho acadêmico e pode levar a problemas mais graves, que vão da evasão até a dependência química.
Metade dos universitários brasileiros vivenciou algum tipo de crise emocional no ano passado. A depressão foi a mais representativa: atingiu cerca de 15% dos estudantes, enquanto a média geral entre jovens de até 25 anos fica em torno de 4%. Os dados sobre os universitários são daAssociação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Para psicólogos e professores, a principal causa dessas crises é a mudança da adolescência para a vida adulta, que ocorre bem na fase em que o jovem está na graduação. Por causa das cobranças, o estudante se sente pressionado e confuso e o resultado é a falta de motivação para estudar, dificuldade de concentração, baixo desempenho acadêmico, reprovação, trancamento de disciplinas e, na pior das hipóteses, evasão.
Perigo
Segundo o 1º Levantamento nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e outras drogas, feito pelo governo federal em 2011, os universitários são os maiores consumidores dessas substâncias no país. Uma das causas é a depressão, pois, para aliviar os sintomas da doença, eles recorrem à bebida e aos entorpecentes.
Sintomas
Irritabilidade, perda de energia, desmotivação, falta às aulas, isolamento, dificuldade de concentração, alteração no sono, ideias de suicídio e baixa autoestima são alguns dos sintomas comuns aos universitários que estão com depressão.
Participe de chat
Tire suas dúvidas e saiba como contornar a doença em um bate-papo on-line com Adriana Garcia Stefani, psicóloga da Unidade de Apoio Psicossocial da UFPR. O encontro será a partir das 10h30 desta terça-feira (10) aqui no site do Vida na Universidade.

  • “É o período em que o estudante vai consolidar sua personalidade e ganhar características do curso que escolheu. Essa formação de identidade, somada à necessidade de corresponder às expectativas dos outros, gera estado depressivo”, explica o professor e coordenador da Clínica de Psicologia da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Luiz Henrique Ramos.
Cobrança
Nem sempre o sofrimento é causado apenas pela tentativa de mostrar à família e aos amigos que dá conta da vida adulta. A cobrança de si mesmo por um bom desempenho também é responsável por causar ansiedade nos universitários. Segundo Ramos, algumas situações específicas durante o curso podem desencadear o problema. No caso dos cursos de Saúde, a hora de atender o paciente pode gerar medo, insegurança e causar situações de ansiedade e depressão.
Os estudantes de Medicina estão entre os grupos mais atingidos, segundo o psiquiatra e professor de Medicina da Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Dagoberto Hungria Requião. Além do medo do início do atendimento, o contato com corpos nas aulas de Anatomia também pode causar tristeza e desânimo. “Ele chega ao curso superior entusiasmado e se depara logo com a morte. Nem todos estão preparados e têm maturidade para isso.”
Formada há três anos, a médica Amanda – que não quis ser identificada – lembra que passou por um estado de depressão no primeiro ano da faculdade. Depois de poucos meses de aula, começou a faltar. “Não ia mais e nem fazia provas. Simplesmente ficava em casa vendo televisão. Hoje sei que o que senti foi medo de comparação com as notas dos colegas, pois tinha acabado de passar pela pressão do vestibular e não aguentava mais aquilo.” Após quatro meses em casa, ela procurou um médico, tomou remédio e em pouco tempo estava de volta à sala de aula.

Ator Ernst Borgnine morre aos 95 anos em Los Angeles


Actor Ernest Borgnine morre aos 95 anos | © DR

LOS ANGELES (Reuters) - O ator norte-americano Ernest Borgnine, cujo tipo físico o levou a ficar célebre por papéis de durão no cinema, morreu no domingo, aos 95 anos, segundo seu assessor de imprensa, Harry Flynn. Embora tenha ficado famoso por interpretar tipos maus, como no filme "A um Passo da Eternidade", ele ganhou um Oscar pelo papel de um solitário sensível em "Marty".
O ator faleceu no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, de acordo com Flyyn.
Veterano da Marinha dos EUA, Borgnine se tornou nome conhecido nos anos 1960 pelo papel de um comandante de um barco de patrulha durante a Segunda Guerra Mundial, em "McHale's Navy", seriado cômico da TV norte-americana.
Borgnine continou a trabalhar até bem pouco tempo atrás e foi o artista mais velho a receber um Oscar, segundo Flynn, que informou que ele se recuperava de uma cirurgia não especificada feita havia um mês. No entanto, sua saúde piorou depois de um check-up na terça-feira no hospital.
Seu último papel foi o de um paciente de um asilo em um filme que vai estrear no fim do ano, "The Man Who Shook the Hand of Vicente Fernandez". Por essa atuação, ele ganhou um Oscar no Festival de Cinema de Newport Beach Film Festival, onde o filme fez a pré-estreia, em abril, disse Flynn.
Com uma aparência robusta, voz rouca e um jeito duro de olhar, no começo da carreira Borgnine estava prestes a se tornar o mau sujeito dos filmes, depois de uma série de boas performances como o durão em filmes como "Johnny Guitar", em 1954, e "Conspiração do Silêncio", em 1955.
A mais memorável interpretação de Borgnine como um cara ameaçador foi seu papel de estreia em "A um Passo da Eternidade", como o sádico sargento 'Fatso' Judson, que aterroriza e acaba matando o soldado Angelo Maggio, interpretado por Frank Sinatra.

Pedro, filho do cantor Leonardo, terá alta do hospital nesta segunda


Pedro quer sair de hospital com Leonardo e comer galinhada da mãe

Ele continuará com as sessões diárias de fisioterapia e fonoaudiologia. A alta do cantor sertanejo, filho do também cantor Leonardo, está prevista para as 14h e será uma surpresa para ele.
Após mais de dois meses internado, o cantorPedro Leonardo receberá alta na tarde desta segunda-feira, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele continuará com as sessões diárias de fisioterapia e fonoaudiologia. A alta do cantor sertanejo, filho do também cantor Leonardo, está prevista para as 14h e será uma surpresa para ele. Pedro será informado somente no momento de deixar o hospital, segundo a assessora de Leonardo, Ede Cury.
Pedro Leonardo sofreu um acidente de carro na madrugada do dia 20 de abril. O veículo que ele dirigia após um show em Uberlândia, Minas Gerais, capotou próximo à cidade de Itumbiara, Goiás. O rapaz voltava de show para sua casa em Goiânia e estava sozinho no carro. Ele forma uma dupla com o primo Thiago. Ele ficou um mês em coma.
A mãe dele está no hospital. O pai é quem irá buscá-lo na tarde desta segunda-feira. "Ainda não dissemos nada ao Pedro para que ele não fique ansioso", disse Edy Cury.

41% das casas no PR não têm calçamento


Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo / Rua São Pedro, em Almirante Tamandaré, sem pavimentação, esgoto, meio-fio e calçadaRua São Pedro, em Almirante Tamandaré, sem pavimentação, esgoto, meio-fio e calçada
URBANIZAÇÃO

41% das casas no PR não têm calçamento

No Paraná, no topo dos problemas, está a ausência de calçadas e meio-fio, que superam a média brasileira.
Imagine-se morando em uma casa cuja rua é escura e não tem asfalto, calçada, meio-fio, boca de lobo, árvores e sequer um nome. Essa é a realidade de milhares de domicílios paranaenses e foi apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa do entorno dos domicílios do Censo Demográfico 2010, divulgada no fim do último mês de maio.
No Paraná, no topo dos problemas, está a ausência de calçadas e meio-fio, que superam a média brasileira. No total, 41% das casas paranaenses não estão atrás de passeios públicos ante 31% da média nacional e 25% não têm a famosa sarjeta contra 22% do país.
Sem estrutura
Cidades carecem de asfalto, meio-fio, rampa de acesso e árvores
As prefeituras da maioria dos mu­­nicípios que estão no topo­­ dos problemas urbanísticos apontadas pelo levantamento do IBGE reconheceram os problemas, mas afirmaram que tra­­balham em projetos para me­­lhorar o entorno dos domicílios. Porém, a população dessas cidades ainda têm de encarar muitas dificuldades.
Quem vive em Diamante do Sul­­ e Santa Maria do Oeste, por exemplo, tem de dividir espaço­­ nas ruas com carros, motos e todo tipo de meio de transporte. Isso porque 95% das casas dos dois municípios não têm calçadas e 88% não têm meio-fio. Nos dois casos, as prefeituras informaram que já têm projetos em andamento, mas não estipularam prazos para conclusão.
Mas pior do que não ter meio-fio­­ ou calçada é morar em rua não-pavimentada, realidade de­­ 88% das casas de Doutor Ulysses (região metropolitana de­­ Curitiba) em 2010. “Essa infe­­lizmente ainda é nossa realidade. Estamos tentando recursos com o PAC 2, mas só para depois das eleições”, diz José Bi­­tencourt, assessor da prefeitura.
Em Campina do Simão (centro-sul) o que falta são árvores dentro da cidade. Questionados se a rua em que moravam era arborizada, apenas três moradores responderam de forma positiva. Segundo Sérgio Bortolanza, técnico da prefeitura, a cidade já é rodeada de área verde e a falta de árvores nas ruas é culpa da população. “O povo arranca tudo”, disse.
A ausência de vegetação, porém, não atinge só os municípios menores. Em Curitiba, cidade que ganhou o título de capital ecológica do país, moradores de 23% das casas disseram não ter árvores em suas ruas. Ponta Grossa lidera o ranking das maiores cidades do estado no quesito falta de acessibilidade, com 96% da população afirmando não ter rampas de acesso em calçadas.
Apesar de perder para a média nacional em apenas dois indicadores, nos outros oito a situação paranaense não é animadora. Mais de 277 mil casas (33% da população) estão em ruas sem nome e quase um milhão (35%) não têm boca de lobo, equipamento essencial para escoar a água das chuvas. Além disso, 481.688 lares estão em ruas sem pavimentação, 89.811 não têm iluminação pública e mais de 600 mil não contam sequer com uma árvore no logradouro.
Ainda de acordo com o IBGE, se não bastassem esses problemas, 122 mil casas (4,4%) ainda convivem com esgoto a céu aberto, quase a mesma quantidade das que estão em ruas com lixo espalhado, indicativo de que a coleta de lixo não é satisfatória. No país inteiro, 11,8% dos domicílios estão próximos a esgoto a céu aberto e 5,8% ao lixo.
Segundo Dalea Antunes, pesquisadora do IBGE, os indicadores de circulação são os que mais afetam as cidades pequenas do interior. “Em municípios com até 20 mil habitantes, onde a circulação é menor, o porcentual de presença desses indicadores era de apenas 40%”.
Melhor do Sul
Dalea ressalta que o Paraná é o melhor estado da Região Sul em seis dos dez indicadores pesquisados, mas lembra que há problemas localizados, principalmente em cidades cuja população tem menor poder aquisitivo. Na pequena Santana do Iraré, onde 43% da população ganha até meio salário mínimo, 58% dos domicílios convivem com esgoto a céu aberto.
Já em Antonina, moradores de 2,3 mil domicílios, metade da cidade, disseram viver em ruas que têm lixo espalhado, indicativo de ineficiência da coleta seletiva. No município, 36% da população ganha até meio salário mínimo.
De acordo com Carlos Hardt, diretor do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUCPR, os dados do IBGE mostram que as piores estruturas urbanas, de modo geral, estão em municípios pequenos e com baixa capacidade de investimento. O urbanista ressalta, porém, que há exceções e que a falta de recursos não pode ser utilizada como desculpa para todos os casos.
“A gestão municipal tem de ter competência para aplicar o pouco recurso que tem de forma adequada. Bastam bons projetos para serem captados”, argumenta Hardt.
Governo fez repasse de R$ 73 milhões para recapeamento de vias
O governo do Paraná afirma ter repassado R$ 402 milhões aos 399 municípios paranaenses nos últimos 18 meses. Boa parte dessa verba foi financiada via Serviço Social Autônomo ParanaCidade e Secretaria do Desenvolvimento Urbano (Sedu), que conta com recursos do Fundo de Desenvolvimento Urbano.
Segundo a Sedu, R$ 284,6 mi­­lhões foram disponibilizados pelo ParanaCidade para cons­­truir, entre outros, escolas, postos de saúde e hospitais. “Mas a maior quantidade de recursos foi liberada para pa­­vimentação”, disse o secretá­­rio Cezar Silvestre. A fundo perdido, a pasta diz ter repassado R$ 73 milhões para 261 municípios recapearem suas vias.
A pasta afirmou ainda que, em parceria com o Pa­­ra­­naCidade, disponibilizou R$ 45 milhões para compra de equipamentos rodoviários e recuperação de vias urbanas.
A destinação desses recursos é posterior ao levantamento do IBGE e, portanto, seu reflexo ainda não pode ser mensurado. O governo afirma que os números apresentados são os maiores dos últimos dez anos e que deve investir mais R$ 600 milhões nos próximos 18 meses.

domingo, 8 de julho de 2012

Fluxo de granéis está acima do limite


Felipe Rosa / Gazeta do Povo / Sobrecarga do porto faz com que alguns navios passem mais de um mês esperando para atracarSobrecarga do porto faz com que alguns navios passem mais de um mês esperando para atracar
O FUTURO DO PORTO

Fluxo de granéis está acima do limite

Movimentação anual de soja, milho, açúcar e fertilizantes já é quase 30% superior à capacidade do terminal de Paranaguá – o que eleva a necessidade de investimentos.
A importação e a exportação de granéis fizeram o Porto de Paranaguá ultrapassar seus limites neste ano e prometem continuar crescendo. Apesar de outros portos do país estarem ampliando a recepção de fertilizantes e o embarque de grãos, a demanda regional tem fôlego extra e pode agravar a sobrecarga, conforme avaliação Associação dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e da área de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura.
Soja, milho, açúcar e fertilizantes são os produtos que mais exigem investimentos para elevar a movimentação de cargas, mostra o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado de Paranaguá (PDZPO), estudo realizado pelo Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans/UFSC) que deve orientar a execução de projetos orçados em R$ 2 bilhões. São essas commodities que têm provocado filas de mais de 100 navios, com espera de até 40 dias para atracação.
Antônio More / Gazeta do Povo
Antônio More / Gazeta do Povo / O Terminal de Contêineres de Paranaguá, que hoje usa 83% de sua capacidade máxima, deve ter impulso da indústria de carneAmpliar imagem
O Terminal de Contêineres de Paranaguá, que hoje usa 83% de sua capacidade máxima, deve ter impulso da indústria de carne
Avicultura
Produção de frango é suficiente para abarrotar terminal de contêineres
Com demanda ainda abaixo da capacidade instalada, o embarque de contêineres pelo Porto de Paranaguá pode crescer 8%, de acordo com o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento, o PDZPO. Segundo o documento, o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) usa 83% de sua capacidade. Mas essa “folga” é pequena, demonstram os principais clientes do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP): os frigoríficos de frango.
Se usasse apenas do Porto de Paranaguá, a avicultura paranaense ocuparia sozinha 100% da estrutura do TCP. O desempenho do terminal de contêineres deve melhorar neste ano, em razão de mudanças internas e investimentos em carregadores. Em maio, por exemplo, o número de movimentos por hora (mph) chegou a 70, o dobro do registrado um ano antes.
Na avaliação do superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, a tendência de crescimento na produção de carne de frango tende a evitar uma piora na sobrecarga do embarque de grãos. Isso porque, na teoria, uma parte maior da produção de soja e milho seria consumida no próprio estado, usada na ração dos animais, em vez de ser exportada. “Os projetos de expansão de abatedouros existentes e de novas indústrias, em regime de integração, deverão cada vez mais absorver a produção [de grãos] do Paraná”, afirma Dividino.
Ele pondera, no entanto, que o alívio para o corredor de exportação de grãos será pequeno se considerada a tendência de aumento no cultivo e nos embarques de milho. O cereal ganha espaço no inverno e no verão, quando rende o dobro do volume de soja por hectare. As exportações eram rasas até dez anos atrás, mas hoje representam quase metade do volume da soja, o principal produto de exportação do estado. A tendência é de que o Paraná remeta ao exterior 3 milhões de toneladas de milho ao ano, conforme as estatísticas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
“Paranaguá vai continuar recebendo soja de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso [apesar da estruturação de outros portos] porque continua oferecendo a melhor condição de frente de retorno, para o navio carregar soja e retornar com insumos.”
Luiz Henrique Dividino, superintendente do Porto de Paranaguá.
Na soma desses quatro produtos, a demanda atual, de 21,2 milhões de toneladas por ano, é 4,7 milhões de toneladas superior à capacidade do porto – ou seja, há um déficit de capacidade de cerca de 28%. Considerando-se todo o movimento do porto, que chega a 41 milhões de toneladas ao ano, a sobrecarga é de 11%. Trata-se da evidência mais concreta de que a demanda deve dobrar em 20 anos, conforme a Gazeta do Povo mostrou nas duas primeiras reportagens da série “O futuro do porto”.
Mesmo perdendo participação nos embarques nacionais, Paranaguá vai enfrentar demanda regional crescente, sustenta o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino. Sem área significativa para ampliar suas lavouras, o estado ainda pode crescer em produtividade e ampliar particularmente a produção de milho e a de açúcar, avalia.
As duas regiões brasileiras que mais crescem na produção agrícola – o circuito de Mato Grosso, no Centro-Oeste, e a zona que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o MaToPiBa, no Centro-Norte – estão estruturando os portos em Itacoatiara, na região de Manaus, Suape, próximo a Recife, e Itaqui, em São Luís. Há forte investimento também nos corredores rodoferroviários que facilitam o escoamento da safra do Centro-Oeste pelo Porto de Santos.
Mesmo assim, o superintendente do porto paranaense aponta que as elevadas cotações internacionais e a desvalorização do real face ao dólar estimulam investimentos no campo e “aumentos substanciais” nos embarques.
“O grande salto de exportação deverá ocorrer por conta dos ganhos em produtividade que ainda estão por vir”, aposta. Para produzir mais grãos nas áreas atuais e ampliar as exportações, o agronegócio precisa também importar mais fertilizantes.
Apesar da estruturação de terminais exportadores em outras regiões do país, Paranaguá tende a atender nas próximas décadas uma zona produtiva maior que a atual, conforme o coordenador de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques. “À medida que melhorarem as condições de infraestrutura, deve haver sem dúvida uma expansão da área de abrangência.” Por outro lado, Gasques considera que o desempenho local é que vai determinar a sobrecarga. “O aumento da produtividade no estado será um fator decisivo.”
O crescimento da demanda estadual e a expansão da área de abrangência podem fazer com que a área disponível para ampliação do porto – equivalente a 50 campos de futebol – ganhe destino rapidamente.
Para driblar dificuldades, empresas investem por conta própria
Carlos Guimarães Filho
As empresas e cooperativas que operam no Porto de Paranaguá têm optado pelos investimentos próprios em estrutura para minimizar os problemas gerados pela sobrecarga no terminal. Essa tem sido a solução, mesmo que paliativa, diante das dificuldades de investimentos do setor público para aumentar a movimentação de cargas, principalmente granéis.
A Coamo, de Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), investiu na construção de um armazém de 100 mil toneladas e na instalação de duas correias que fazem o transporte de carga da indústria aos armazéns. A cooperativa opera no litoral paranaense desde 1994. “Quando compramos, eram dois armazéns de 42 mil toneladas e duas correias que ligavam os armazéns aos navios. Tivemos muitas dificuldades e foi preciso modernizar”, relata José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo.
No momento, a cooperativa não tem planos de novos investimentos. Porém, Gallassini sabe que, em breve, terá que ampliar a capacidade de operação, até porque a cooperativa continua crescendo: está construindo oito unidades armazenadoras – cinco no Paraná e três em Mato Grosso do Sul –, um moinho de trigo e um laboratório industrial, entre outras melhorias na sua estrutura. “No momento, não temos em vista [novos investimentos no porto]. Mas como hoje estamos operando no limite, sabemos que será necessário investir”, diz.
Oura empresa que cansou de esperar por melhorias e abriu a carteira para ampliar suas operações foi a Rocha Top, que movimenta fertilizantes no terminal. A empresa investiu R$ 80 milhões para implantar uma nova esteira que permitirá dobrar a velocidade de descarga de adubo, de 6 mil para 12 mil toneladas por dia.

O sol nasce para todos, mas o Brasil não aproveita


Roberto Custódio / Jornal de Londrina / Aquecedores solares de água em conjunto habitacional de Londrina: país aproveita pouco a luz solarAquecedores solares de água em conjunto habitacional de Londrina: país aproveita pouco a luz solar
ENERGIA

O sol nasce para todos, mas o Brasil não aproveita

Apesar da grande incidência de luz solar em todo o território brasileiro, uso dessa fonte para eletricidade e aquecimento de água é irrisório. Especialistas dizem que incentivos do governo ainda são insuficientes.
Não falta sol no Brasil, mas o aproveitamento de sua energia é uma possibilidade que ainda desponta muito timidamente no horizonte do país. Na geração de eletricidade, por exemplo, há apenas oito “usinas” solares, nada perto das 985 centrais e usinas hidrelétricas do país.
No mercado de aquecimento solar de água, apesar de ocupar a sexta posição do ranking mundial elaborado pela Agência Internacional de Energia, em números absolutos a capacidade brasileira se distancia – e muito – da chinesa, a primeira colocada. Enquanto a China tem capacidade de 117,6 mil megawatts térmicos (MWth, unidade utilizada para medir a potência térmica), o Brasil conta com apenas 4.278 MWth.
Iniciativas
Confira algumas iniciativas para viabilizar o uso de fontes renováveis de energia, em especial a solar:
• Megawatt Solar
A Eletrosul está implantando em sua sede, em Florianópolis, a primeira usina de geração solar com 1 megawatt de potência. O sistema será integrado ao edifício-sede da empresa, usando a área do telhado e dos estacionamentos. A energia será para consumo próprio e o excedente, distribuído na rede elétrica. O projeto tem financiamento do banco alemão KfW e deve entrar em operação até o fim do ano. Outros projetos da estatal preveem a instalação de paineis solares nas coberturas dos estádios do Mineirão, em Belo Horizonte, e de Pituaçu, em Salvador.
• Chamada 13
O projeto estratégico “Arranjos técnicos e comerciais para inserção da geração solar fotovoltaica na matriz energética brasileira” – a “chamada 13” da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – foi lançado no ano passado com objetivo de diversificar a matriz energética brasileira. Dezoito projetos foram selecionados, dois deles do Paraná – estes receberão juntos cerca de R$ 75 milhões. Um envolve a instalação de células de energia solar na Arena da Baixada.
• Compensação de Energia
Resolução publicada pela Aneel em abril permite que qualquer pessoa possa gerar energia de casa usando métodos alternativos (como a energia solar) e, em troca, ganhar créditos na conta de luz. O que não for consumido será “injetado” na rede elétrica. As distribuidoras têm prazo de 240 dias após a publicação da resolução para fazer as adequações necessárias.
• Minha Casa, Minha Vida
A Portaria 325, de 7 de julho de 2011, estabelece que todos os projetos compostos por unidades unifamiliares deverão contemplar sistemas de aquecimento solar.
• Projeto de Lei
Além de estabelecer que imóveis ficam obrigados a ter sistemas de eficiência energética, o Projeto de Lei 005-00245/2007 cria um desconto no IPTU para quem utilizá-los em Curitiba. O projeto ainda está em análise na Câmara Municipal.
No Paraná
De acordo com o professor Eloy Casagrande Jr., da UTFPR, o Paraná tem potencial para aproveitar a energia solar. “Curitiba tem cerca de 1,7 mil horas de sol por ano, o mesmo que as cidades de Santos e São Paulo, por exemplo”, diz. E o mercado local também tem espaço para crescer. Na área de aquecimento solar, por exemplo, apenas quatro nomes em todo o estado figuram na lista de empresas qualificadas pelo Qualisol Brasil, um selo de qualidade fornecido pela Abrava, em parceria com o Inmetro e a Eletrobrás.
“O desenvolvimento de fontes de energia renováveis ocorre de forma mais rápida onde não há outras opções”, explica Lucio Teixeira, diretor de Finanças Corporativas da Ernst & Young Terco. “No Brasil, temos uma oferta muito grande de recursos hídricos, discrepante em relação a outros países. Assim, é natural que se foque nesse tipo de energia”, complementa.
Porém, tão abundante quanto os rios é a presença do sol no país tropical. De acordo com artigo publicado na revista Solar Energy, o local com o pior grau de irradiação no país ainda é 40% superior ao melhor da Alemanha – onde o uso de energia solar é muito mais desenvolvido.
Para desenvolver o mercado, informam os especialistas, ainda faltam incentivos. “Para sermos competitivos, devemos investir em inovação e criar facilidades para pesquisadores e investidores”, analisa Eloy Casagrande Jr., doutor em Engenharia de Recursos Minerais e Meio Ambiente e coordenador do Escritório Verde da UTFPR.
Para Teixeira, três pontos têm de ser considerados para atrair investidores. “O primeiro deles é a tecnologia, que precisa ser disponível. E isso já temos. Depois, é preciso um ambiente de contratação favorável, isto é, o poder público precisa criar mecanismos para incentivar os investimentos – como os leilões do setor elétrico”, continua. Nos últimos meses, o governo aprovou algumas medidas para incentivar o uso de energias renováveis e sistemas de eficiência energética (veja quadro nesta página), mas, para o analista, elas ainda não são suficientes. Por fim, Teixeira destaca que a viabilidade econômico-financeira precisa ser encontrada. Para isso, diz, é necessário o desenvolvimento da indústria nacional, já que a compra de equipamentos brasileiros baratearia financiamentos e tornaria o negócio mais atraente aos olhos dos investidores.
Benefícios
Os benefícios do uso da energia solar envolvem aspectos ambientais e econômicos. “Cada metro quadrado de energia solar evita 56 metros quadrados de área inundada por hidrelétrica”, diz Marcelo Mesquita, gestor do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol), ligado à Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava).
Usar aquecimento solar em vez de energia elétrica para a água do banho pode levar a uma economia de cerca de 30% na conta de energia elétrica. Um estudo divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) na última terça-feira revela que a energia elétrica solar já é viável para 15% dos lares brasileiros.

Fábrica chinesa quer abrir 5 mil lojas no país
O número é alto: 5 mil lojas no Brasil nos próximos cinco anos. Equivale a quase uma loja por município – o país tem 5.565 cidades. Supera, as mais de 600 lojas que a rede de fast food McDonald’s tem no país e até o número de franquias do Boticário, o maior franqueador do país, com 3.337 unidades.
O plano foi anunciado durante a Rio+20 por Huang Ming, presidente da Himin Solar, gigante chinesa da área de aquecimento solar. A ação é parte da estratégia de popularizar as climate marts, lojas no estilo de franquia que oferecem produtos ligados à energia solar, com objetivo de tornar as tecnologias mais acessíveis. A previsão é de abrir 50 mil lojas em todo o mundo.
A justificativa é “verde”: “Se houver 50 mil climate marts, a energia renovável vai se espalhar mais amplamente, e haverá esperança para a melhora do clima”, disse Ming na conferência. No mercado brasileiro, a Himin já tem uma parceira, a curitibana Nadezhda, empresa recém-criada pelo empresário Fernando Buffa.
O mercado de aquecimento solar no Brasil cresceu a uma média de 15% nos últimos três anos, de acordo com o Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol). Em 2011, movimentou cerca de US$ 500 milhões. “É importante que haja diversidade”, comenta Marcelo Mesquita, gestor do Dasol, sobre a possível vinda da Himin. “O consumidor tem que ter bons produtos e se uma empresa está se propondo a oferecer isso, é bem vinda.”
Mesquita destaca, porém, que é difícil fazer qualquer análise, uma vez que não se sabe se os planos da empresa serão mesmo concretizados. Se isso ocorrer, a franquia chinesa teria mais lojas que o total de empresas de aquecimento solar hoje existentes no Brasil – são cerca de 2 mil.
A Himin Solar foi criada em 1995 e sua fábrica tem mais de 4 mil funcionários. É Huang Ming o idealizador do Solar Valley, maior base de produção de energia solar do mundo, localizado na China. Ele funciona como uma cidade, com hotéis, fábricas, centros de pesquisa e convenções.

FBI poderá desconectar mais de 300 mil computadores no próximo dia 9/7


O FBI, polícia federal norte americana, emitiu um comunicado oficial que irá desconectar na próxima segunda-feira dia 9 de julho, computadores que estejam infectados com um malware, que cria no computador diferentes rotas de acesso á internet, sendo então possível o seu “controle” por outras pessoas.

É possível identificar se o seu computador está infectado através desses dois links :

Caso o usuário de internet possuir esse malware instalado no computador, e não removê-lo até o próximo dia 9 de julho, poderá ficar sem conexão à internet até que assim o faça.

freedigitalphotos
freedigitalphotos /
O FBI estima que mais de 300 mil computadores poderão ser atingidos por essa operação.
Comunicado do FBI

Anderson Silva cala Sonnen e vence por nocaute no 2.º round


Divulgação/ UFC / Spider vibra com a vitória sobre o desafetoSpider vibra com a vitória sobre o desafeto
UFC 148

Curitibano derrotou o desafeto na madrugada deste domingo (8), em Las Vegas (EUA). "Anderson é um verdadeiro campeão", admitiu o americano, após perder pela segunda vez para o Spider.

Não brinque com Anderson Silva. Não desrespeite seus familiares, seus parceiros de treino, muito menos sua pátria. O maior campeão da história doUFC pode te fazer engolir palavra por palavra. Depois de esbravejar além da conta, Chael Sonnen, finalmente, aprendeu essa lição.
O brasileiro, campeão da categoria média do maior campeonato mundial de MMA (artes marciais mistas), derrotou o falastrão americano por nocaute técnico no segundo round da luta principal doUFC 148, na madrugada deste domingo (8), em Las Vegas (EUA). Não aplicou a surra que havia prometido, mas manteve sua indiscutível hegemonia nos octógonos e, principalmente, conseguiu calar incômodo rival.

sábado, 7 de julho de 2012

Um papo sobre Jorge Amado


André Conti/Divulgação / Para Walcyr Carrasco (à esq.), Edney Silvestre e João Ubaldo Ribeiro (à dir.), obra de Jorge Amado exige atenção do leitor, mas está longe de ser herméticaPara Walcyr Carrasco (à esq.), Edney Silvestre e João Ubaldo Ribeiro (à dir.), obra de Jorge Amado exige atenção do leitor, mas está longe de ser hermética
10ª FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATY

Um papo sobre Jorge Amado

Desinteresse das novas gerações pela obra do autor baiano foi debatido na Flip pelo dramaturgo Walcyr Carrasco e o escritor João Ubaldo Ribeiro, com mediação do jornalista Edney Silvestre.
Jorge Amado anda esquecido. O autor baiano, que morreu em 2004, já foi sinônimo de brasilidade e, por muitos anos, um dos mais lidos e populares dentro e fora do país. Mas, na última década, parece ter perdido expressão, apelo junto a novas gerações. Essa constatação foi escolhida pelo jornalista Edney Silvestre, mediador de um colóquio sobre o centenário do escritor, realizado na Casa de Cultura de Paraty, dentro da programação da Flip, na última quinta-feira. Participaram da mesa Walcyr Carrasco, autor da nova adaptação do romance Gabriela, Cravo e Canela, atualmente exibida pela Rede Globo, e João Ubaldo Ribeiro, integrante da Academia Brasileira de Letras, que foi amigo íntimo de Amado.
Nem Carrasco nem João Ubaldo souberam dar uma única explicação para o desinteresse dos mais jovens pela obra do autor baiano. Ambos reconhecem, no entanto, que a escola tem, ao longo dos anos, prestado um desserviço à literatura, sobretudo a brasileira, ao não saber explorar o universo dos livros de forma mais lúdica e imaginativa, conferindo aos livros de “leitura obrigatória” uma aura de tédio e inacessibilidade, decorrente de atividades pós-leitura que retiram das obras muito de sua graça.
"Para ler, é preciso estar só"
O escritor norte-americano Jonathan Franzen, autor de As Correções e Liberdade, diz que a literatura de ficção enfrenta forte competição no mundo contemporâneo
E tudo se desmancha no ar
Ar de Dylan, do espanhol Enrique Vila-Matas, discute o fracasso através dos olhos de um sujeito pós-moderno
Autoritarismo em discussão
Política no Brasil é sinônimo de autoritarismo desde sempre, ainda que o país viva hoje sob o signo de uma suposta democracia. Essa foi a tônica do debate travado entre o jornalista e ex-deputado federal Fernando Gabeira e o antropólogo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário nacional de Segurança Pública do governo Lula
“Ler é custoso e requer um trabalho muito grande na introdução desse hábito. Já li questões de vestibular sobre meus livros que seria incapaz de responder. Esse ódio que muitos alunos têm aos clássicos é transmitido pelos professores”, completou João Ubaldo, conterrâneo de Amado, ressaltando a importância da presença dos livros nos currículos escolares, mas também questionando os métodos como os textos são explorados.
“Jorge Amado, por mais que seja um escritor que seduz, não é um autor fácil. Ele pede atenção, dedicação do leitor, mas está longe de ser hermético. Apenas precisa ser explorado com carinho e atenção”, disse Carrasco, que leu Gabriela, Cravo e Canela pela primeira vez aos 12 anos e, desde que se tornou escritor, sonhava em fazer uma nova adaptação do romance, lançado em 1958. “Há uns quatro anos vinha propondo a ideia à Rede Globo. Quando soube que queriam fazer, eu disse: ‘É meu!’.”
Adaptação
Questionado por Silvestre sobre as liberdades que vem tomando com a obra de Amado em Gabriela, inspirada mas não uma transposição fiel do livro, Carrasco explicou que, mesmo alterando a ordem dos acontecimentos do livro e acrescentando personagens, tem buscado preservar o universo do escritor e as relações de poder que ele retratou. “Como a Globo vende suas produções para o mundo todo, a novela vai levar Jorge Amado para pessoas que nunca ouviram falar dele. O livro acaba de ganhar uma edição especial, já na cola da repercussão do nosso trabalho para a tevê”, afirmou.
Muito próximo de Amado, com quem tinha contato quase diário em Salvador, João Ubaldo conquistou o público que lotou a Casa da Cultura e a Tenda do Telão para onde a mesa estava sendo transmitida com suas recordações do escritor. Indagado por Silvestre, que também é escritor premiado de romances, se Amado lhe dava conselhos em relação a seus escritos, o autor de Sargento Getúlio e Viva o Povo Brasileiro! disse que sim, mas que sempre foi uma relação mais horizontal, sem assumir o papel de mentor. “Glauber [Rocha, cineasta] e eu éramos muito próximos. Mas o Jorge não gostava de ser visto como pai, como uma figura paternal. Preferia ser visto como um irmão mais velho.”
Sobre Gabriela, Tieta e Tereza Batista, algumas das mulheres poderosas criadas pela pena de Amado, João Ubaldo disse que o escritor acreditava, de fato, no poder do feminino. Além de amante das mulheres, ele tinha um exemplo e tanto em casa: sua esposa, a escritora Zélia Gattai. “Ele criava nos livros mulheres poderosas, era assim que pensava. Ele mostrava os meandros, as artimanhas que as mulheres usavam para contornar a situação e mostrar quem estava no comando.”

Com enredo cinematográfico, "Silva versus Sonnen 2: a revanche" movimenta Las Vegas



Divulgação/ UFC / Anderson Silva frente a frente com Chael Sonnen na pesagemAnderson Silva frente a frente com Chael Sonnen na pesagem
MMA

Com enredo cinematográfico, "Silva versus Sonnen 2: a revanche" movimenta Las Vegas

Brasileiro Anderson Silva promete a maior surra da história do UFC, enquanto norte-americano se diz melhor lutador. Duelo será no início da madrugada deste domingo.
“Silva versus Sonnen 2: a revanche”. Com um cartaz digno de filme de ação, enredo cinematográfico e expectativa de recorde de vendas de pay per view, a luta mais aguardada dos últimos anos finalmente sairá do papel. Na madrugada deste domingo (por volta da 1 h), o MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas (EUA), vai receber o duelo entre os desafetos Anderson SilvaChael Sonnen, no UFC 148.
Evento marca a aposentadoria de Tito Ortiz
Além da revanche mais aguardada dos últimos anos, o UFC 148 também marca a despedida do ex-campeão dos meio-pesados Tito Ortiz. Aos 37 anos, o controverso descendente de mexicanos, considerado uma das primeiras estrelas da organização, vai enfrentar Forrest Griffin.
“Tudo o que tenho pela frente são 15 minutos, e só quero que meu braço seja levantado e eu veja a vitória”, disse o lutador, que entrará para o Hall da Fama do UFC após a aposentadoria. Os brasileiros Demian MaiaGleison Tibau,Fabrício Morango e Rafaello Oliveira também estão no card em Las Vegas. Conheça o card completo do evento:
Card principal
Anderson Silva x Chael Sonnen
Tito Ortiz x Forrest Griffin
Cung Le x Patrick Côté
Demian Maia x Dong Hyun Kim
Ivan Menjivar x Mike Easton
Chad Mendes x Cody McKenzie
Card preliminar
Gleison Tibau x Khabib Nurmagomedov
Melvin Guillard x Fabrício "Morango" Camões
Riki Fukuda x Costa Philippou
John Alessio x Shane Roller
Yoislandy Izquierdo x Rafaello Oliveira

  • Acompanhe neste sábado (7), a partir das 23h, a transmissão interativa da luta entre Anderson Silva e Chael Sonnen pelo site daGazeta do Povo.
O brasileiro, campeão da divisão dos médios (até 84 kg) desde 2006, garante que não se contentará apenas em manter o cinturão. Irritado com a série de comentários desrespeitosos do rival norte-americano sobre o Brasil e sua família, o Spider prometeu ser o responsável pela maior “surra” da história do MMA. Ao contrário do último triunfo sobre o desafiante, em agosto de 2010, quando foi dominado por quase cinco rounds, mas venceu por finalização nos minutos finais (ver infográfico), o curitibano quer “arrancar os dentes” de Sonnen.
E, segundo Anderson, isso não é simplesmente papo para aumentar as vendas de pacotes do evento. O assunto virou pessoal. “Não tem jogo nenhum. Acabou a brincadeira, ele pode ficar falando bobagem, mas acabou. Sábado, muita coisa vai mudar”, avisou. “Vocês não estão entendendo o que vai acontecer. O Chael, em outras palavras, está ferrado”, completou, emendando um sorriso malicioso.
A direção do UFC não fala abertamente, mas os dois anos de provocação de Sonnen ajudaram – e muito – a transformar o embate desta noite em um campeão de vendas. Se o combate anterior, sem tanto marketing – voluntário e involuntário –, conquistou um respeitável índice de 600 mil vendas nos Estados Unidos, desta vez a expectativa é de um número bem superior, acima de 1 milhão. Quem sabe até um novo recorde, superando o 1,6 milhão do UFC 100, em 2009.
“Essa é uma das maiores semanas para o UFC. Estou muito animado”, disse o presidente do campeonato, Dana White. Durante a coletiva de imprensa, na terça, ele teve de separar os lutadores antes da tradicional encarada. Claro, com uma evidente cara de satisfação estampada no rosto. Nesta sexta, durante a pesagem, a situação se repetiu, mas Spider foi além e deu até uma 'ombrada' no adversário.
Sonnen, o grande responsável pela “venda” da revanche, segue abusando de seu personagem falastrão. Somente no octógono todos saberão se a costela trincada de Anderson e o doping do norte-americano na primeira luta foram tão decisivos para aquele script emocionante.
“Ele [Anderson] é um lutador bom e duradouro, mas eu sou o melhor. Ele é um artista marcial, eu sou um lutador de ‘cage’. Há uma grande diferença. No sábado, será mais uma vitória para o cara mau”, instiga o autoproclamado 'Gangster Americano'.

Vibração total na malhação


Hugo Harada/ Gazeta do Povo / As vibrações e as posturas realizadas durante o exercício ajudam a emagrecer e enrijecer os músculosAs vibrações e as posturas realizadas durante o exercício ajudam a emagrecer e enrijecer os músculos
FITNESS

Vibração total na malhação

Circuitos e treinos individualizados inovam o uso das plataformas vibratórias.
Modalidade
Aulas em circuito tornam a prática mais barata
As plataformas vibratórias podem ser usadas em academias de ginástica e estúdios, com aulas geralmente feitas com personal trainners. A novidade são as aulas em circuito. Além de mais baratas – o preço fica em média R$ 150 por mês –, as aulas não têm horário fixo e podem ser praticadas no momento em que o aluno chega na academia. Tudo isso sempre com a presença de um professor. São oito plataformas instaladas no circuito, todas ligadas ao computador e comandadas via controle remoto. Isso possibilita que pessoas com condicionamentos físicos diferentes façam as aulas ao mesmo tempo.
Cuidados
Avaliação médica e física são necessárias antes de iniciar qualquer prática esportiva
Antes de testar uma modalidade nova, preste atenção.O médico especialista em esportes Mark Deeke recomenda cautela. “As pessoas precisam passar por uma avaliação médica antes de praticar qualquer exercício. Principalmente as mais velhas e aquelas que têm algum problema de saúde, como a artrose, por exemplo”, completa o médico.
Serviço
Vibe Center (aulas em grupo)
Rua Visconde do Rio Branco, 813, Mercês, (41) 3049-4949; e Rua Vereador Toaldo Túlio, 920, Santa Felicidade, (41) 3372-3790. www.vibeclass.com.br
Criada para auxiliar no preparo físico de atletas nos anos 1960, as plataformas vibratórias ganharam o mundo algumas décadas depois. Recentemente, elas ficaram famosas por terem artistas e celebridades como garotas propaganda: Madonna fez, Juliana Paes e Angélica também declararam que seus corpos sarados são resultado dessa modalidade.
As vibrações emitidas pela plataforma e as posturas realizadas pelos praticantes sobre ela são as responsáveis pelos resultados, que compre­­­­e­­n­­­­­­dem a perda de calorias e o trabalho muscular. “Nas plataformas os exercícios são periodicamente trocados, o que estimula as fibras musculares e deixa o treino mais divertido. São 700 combinações possíveis em aulas de apenas 30 minutos”, conta o educador físico Aurélio Alfieri Neto, que é coordenador da Vibe Class, único sistema de condicionamento em plataforma vibratória informatizada no mundo.
O sistema funciona da seguinte forma: um programa é feito no computador, que é ligado à plataforma por um cabo USB. Esse sistema repassa as informações como frequência e amplitude de vibração idea­­is, fotos dos exercícios para o aluno fazer da maneira correta e até a trilha sonora preferida. “Com o software instalado nas plataformas, o aluno tem sua planilha de treinos informatizada, o que, conforme o andamento da prática do exercício, sugere mudanças no treinamento. Diferente dos exercícios convencionais de musculação, a prática nas plataformas vibratórias permite que o aluno não fique parado. Enquanto repousa-se um músculo, trabalha-se outro”, conta Alfieri Neto. Os resultados são músculos mais tonificados e definidos. A psicóloga Claudia Prodossimo pratica a modalidade há um ano e comemora os resultados. “Meus músculos estão mais definidos, houve redução da celulite e também perda de peso”, conta a psicóloga, que praticou outros esportes até conhecer as plataformas. “Não gosto de musculação porque não há interatividade, diferente do que acontece com as plataformas. Além disso, as aulas são curtas e pratico três vezes na semana”, diz.

Governo libera R$ 100 milhões para reestruturação de hospitais universitários


Governo libera R$ 100 milhões para reestruturação de hospitais universitários

Quarenta e cinco instituições serão beneficiadas com os recursos.
Ministério da Saúde liberou nesta sexta-feira (6) pouco mais de R$ 100 milhões para a reestruturação dos hospitais universitário federais. Quarenta e cinco instituições serão beneficiadas com os recursos.
A liberação, que já foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), corresponde à liberação de crédito da primeira parcela do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários, dos ministérios da Educação e da Saúde.
Segundo informações do Ministério da Saúde, os recursos serão usados para custeio dos hospitais e, em 60 dias, mais recursos serão liberados para o mesmo fim. O ministério informou ainda que, nos próximos meses, os hospitais universitários vão receber verbas para serem usadas na compra de equipamentos e reforma de suas instalações.